
Ano 5 | nº 921 | 28 de janeiro de 2019
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo esboça recuperação
A pressão de baixa mais intensa observada nas últimas semanas perdeu força
A proximidade da virada de mês, com consequente melhoria da demanda, faz com que os frigoríficos busquem alongar as programações de abate. A associação desta expectativa de melhoria no escoamento com a possibilidade de retenção do gado frente a testes de valores menores devolveu firmeza ao mercado. Talvez não seja observada uma valorização forte, uma vez que estamos no período de safra, mas para o curto prazo o cenário geral está mais firme para o boi gordo.
SCOT CONSULTORIA
Mercado de reposição em Rondônia: relação de troca piorando desde setembro
Desde o começo do ano, o mercado de reposição tem demonstrado firmeza em Rondônia e os negócios têm sido efetivados com certa velocidade
As chuvas têm melhorado a capacidade de suporte das pastagens e dado ânimo para recriadores e invernistas. Nos últimos 30 dias em grandes áreas do estado a precipitação acumulada foi de 400 milímetros, para uma comparação, em São Paulo, as chuvas não alcançaram nem metade deste volume neste mesmo intervalo. Para o pecuarista que for fazer a troca, é importante ponderar que desde meados de setembro o poder de compra vem diminuindo. Isso porque a oferta de animais de reposição neste período ficou mais restrita, o que resultou em valorização. Analisando a troca com o bezerro anelorado de desmama de 6@, por exemplo, com o preço de venda de um boi gordo de 16,5@ compravam-se 2,14 animais desta categoria na época, atualmente, nas mesmas condições, compra-se 2,01. Isso representa uma queda de 6,4% no poder de compra do produtor. Para os próximos dias a virada de mês pode trazer reações positivas para as cotações da arroba do boi gordo, portanto em curtíssimo prazo é possível que a relação de troca melhore para o recriador/invernista.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Em dia de poucos negócios, dólar comercial fecha em queda de 0,18%
O dólar oscilou pouco durante esta sexta-feira, afetado pelo baixo volume de negócios, e a cotação terminou a sessão em leve queda
Por causa do feriado na cidade de São Paulo, não houve operações na B3 e os negócios se limitaram ao mercado de balcão. O dólar comercial fechou em leve queda de 0,18%, aos R$ 3,7620, acumulando alta de 0,16% na semana. Com isso, a moeda tem queda de 2,90% neste ano. Já a taxa Ptax, calculada pelo Banco Central, terminou esta sexta-feira cotada a R$ 3,7626 para a venda. O nível equivale a uma queda de 0,50% no dia, enquanto no acumulado da semana foi registrada alta de 0,37%. Em geral, o dólar teve ajustes apenas pontuais, enquanto as principais moedas emergentes operam em direções mistas no exterior. Por volta das 17h15, o dólar caía 0,25% ante o peso mexicano e recuava 0,82% ante o rand sul-africano. Por outro lado, subia 0,37% ante o rublo russo e oscilava perto da estabilidade ante a lira turca.
VALOR ECONÔMICO
Incerteza política afeta perspectivas econômicas da América LATINA
A incerteza política na América Latina está turvando as perspectivas de crescimento econômico da região, especialmente em algumas de suas maiores economias, disse o diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), organismo que reduziu sua previsão de expansão regional para este ano
“Se continuar, a incerteza política poderá desencorajar investimentos no futuro e prejudicar as perspectivas de crescimento da região”, disse Alejandro Werner em um post no blog do FMI. O FMI informou que espera um crescimento de 2 por cento na economia da América Latina e do Caribe em 2019 após expansão estimada em 1,1 por cento em 2018. Para 2020, o fundo projeta elevação do PIB da região em 2,5 por cento. Considerando apenas o Brasil, o FMI informou que projeta crescimento de 2,5 por cento no PIB este ano e de 2,2 por cento em 2020, após uma estimativa de expansão de 1,3 por cento 2018. Para a Argentina, a previsão é de queda de 1,7 por cento no PIB este ano, após baixa estimada de 2,8 por cento em 2018, e crescimento de 2,7 por cento em 2020.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Arábia Saudita diz que trava à carne de frango é “técnica”
A embaixada da Arábia Saudita em Brasília declarou em comunicado, que decidiu barrar as exportações de carne de frango de frigoríficos do Brasil por motivação “exclusivamente técnica e rotineira
De acordo com a embaixada, o governo saudita decidiu descredenciar algumas empresas exportadoras brasileiras por descumprirem orientações e exigências feitas pela Delegação Técnica Saudita após inspeções feitas em plantas brasileiras em 1º de agosto do ano passado. “(…) A decisão do cancelamento das importações emitida em desfavor de algumas empresas exportadoras de carne de frango brasileiras foi uma decisão exclusivamente técnica e rotineira, à margem de uma atualização na lista das empresas do ramo agroalimentar, credenciadas para exportar os seus produtos do Brasil para o Reino”, informou a embaixada. O comunicado ainda ressalta que as diretrizes fitossanitárias exigidas por sua Comissão Geral de Alimentos e Drogas são aplicáveis para todos os países exportadores de produtos alimentícios para o Reino da Arábia Saudita. A nota também nega que a medida tenha sido motivada por razões políticas, em alusão à possibilidade de o Brasil transferir sua embaixada em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém. Contudo, a embaixada saudita não detalhou quais as razões técnicas que considerou para suspender as plantas – 33 unidades de empresas foram desabilitadas pelos sauditas, das quais cinco exportavam regularmente. Como mostrou o Valor, o país vem tentando estimular sua produção doméstica. Até 2030, estabeleceu o objetivo de a oferta local cobrir 60% da demanda, ante cerca de 30% atualmente.
VALOR ECONÔMICO
Rabobank diz que 2019 será melhor para carne suína, custos ainda incertos
A melhora no cenário de demanda deverá favorecer o segmento de carne suína brasileira em 2019, mas ainda há incertezas em relação aos custos de nutrição, informou o Rabobank em relatório na quinta-feira (24)
A demanda externa pelo produto brasileiro deve crescer, impulsionada pelas compras da China, que enfrenta focos de peste suína africana, e pela retomada das importações pela Rússia. O Rabobank também estima um aumento de 4% na demanda doméstica brasileira de carne suína em 2019, considerando a esperada melhora no cenário econômico. Esse aumento no consumo também deve resultar em maior preço do suíno ao longo do ano. Os preços do milho, um dos principais grãos usados para nutrição de suínos, deverão ficar menores que em 2018, mas ainda há incertezas sobre estes valores. “Apesar do excelente clima durante a estação de plantio de verão, algumas regiões produtoras estão reportando chuvas erráticas que podem impactar a produtividade da soja e também reduzir a janela para o plantio de milho de inverno”, escreveram os analistas do banco em relatório. A incerteza sobre os preços de ração deverá diminuir nas próximas semanas, quando a safra começar no Brasil. Os custos de produção de suínos produzidos em Santa Catarina, maior estado produtor do Brasil, fecharam 2018 com alta de quase 10%, segundo informou a Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias) da Embrapa na semana passada.
CARNETEC
Mercado de suínos: mais uma semana de queda nas cotações
O mercado de suínos segue enfraquecido. Na semana, nas granjas paulistas o animal terminado teve queda de 4,1%, redução de R$3,00/@. O cevado está cotado, em média, em R$71,00/@
No atacado, a saída de mercadorias tem sido pequena, o que colabora com o recuo nos preços. Nos últimos sete dias, a carcaça teve queda de 4,5% e está sendo negociada, em média, em R$5,35/kg. Com a oferta maior que a demanda, as indústrias que necessitam escoar sua produção não hesitam em testar valores abaixo da referência. No varejo, porém, a média de preços de todos os produtos e estados pesquisados subiu na semana 2,1%. Aparentemente este elo da cadeia tem trabalhado com estoques enxutos, o que pode dar fôlego ao mercado atacadista nesta semana, em função da reposição de mercadorias para o início do mês.
SCOT CONSULTORIA
Suíno Vivo: poder de compra de produtores diminui no começo do ano
Na sexta-feira (25), as cotações do suíno vivo se mantiveram estáveis nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado em São Paulo, a R$4,00/kg
O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (24), trouxe queda para todas as praças, sendo a mais expressiva a queda de -1,31% em São Paulo, a R$3,76/kg. Os suinocultores paulistas e do oeste catarinense começam 2019 registrando diminuição no poder de compra frente aos principais insumos utilizados na alimentação dos animais, como ressalta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP.
Notícias Agrícolas
Frango Vivo: queda de -3,75% no PR
Na sexta-feira (25), a cotação do frango vivo teve queda de -3,75% no Paraná, a R$2,82/kg. As demais cotações se mantiveram estáveis
O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo, referente a ontem (24), trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$2,75/kg e queda de -0,50% para o frango no atacado, a R$3,98/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP avalia que os valores da carne de frango estão em queda no mercado brasileiro, influenciados por um desaquecimento típico da demanda no início de ano.
Notícias Agrícolas
INTERNACIONAL
Paraguai continuará vacinando seu rebanho contra febre aftosa
O Paraguai decidiu não deixar de vacinar contra a febre aftosa, já que “hoje a febre aftosa não é uma barreira para-tarifária”, disse José Carlos Martin, Presidente do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Animal (Senacsa)
Esta semana começou o primeiro período de vacinação contra a febre aftosa, que durará até o dia 2 de março. Ao contrário dos anos anteriores, na atual serão duas vacinações contra a aftosa e não três. Martin disse que a imunização do rebanho não será suspensa, apesar da decisão do Brasil a esse respeito, já que há a presença do vírus na região. Ele mencionou os casos específicos da Colômbia e da Venezuela. O Paraguai terá uma atitude mais conservadora que o Brasil, disse o chefe. “O Uruguai também foi categórico, eles não vão parar de vacinar”, acrescentou.
El País Digital
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