
Ano 5 | nº 906 | 07 de janeiro de 2019
NOTÍCIAS
Pouco foi o volume de negócios no mercado do boi gordo na primeira semana de 2019
A semana terminou com poucos negócios fechados. Movimento normal numa semana curta, pós feriados prolongados
A pequena quantidade de transações manteve o mercado firme e a referência das cotações estáveis, com pequenas variações regionais. Em grande parte dos frigoríficos paulistas, por exemplo, a programação de abate atende a quatro dias. Mas vale destacar que há frigoríficos com escalas mais longas fora das compras, assim como há também aqueles com escalas curtas ofertando preços maiores pela arroba. No restante do país, em alguns estados como Tocantins e Rondônia a tática das indústrias continuou sendo de testar pagamentos menores pela arroba. O cenário esperado para janeiro, de aumento na disponibilidade de animais terminados em pasto e redução nas vendas de carne ainda não chegou por completo, muitos agentes do mercado ainda estão “em férias”, mas certamente ao longo dos próximos dias esse quadro mudará. Por fim, fica a expectativa de como a oferta vai se comportar na segunda semana do mês, quando os negócios devem voltar à normalidade.
SCOT CONSULTORIA
Boi: Setor aposta em aquecimento da demanda interna em 2019
Depois de fechar 2018 registrando recorde nas exportações de carne bovina in natura, o setor pecuário nacional aposta, agora, em incremento nas vendas domésticas da proteína em 2019
Segundo pesquisadores do Cepea, o fundamento vem das perspectivas de retomada da economia nacional, que tende a elevar o poder de compra da população. Ressalta-se, no entanto, que o mercado internacional ainda é forte foco do setor. O Brasil vem se consolidando cada vez mais no contexto internacional – em 2018, o País embarcou o recorde de 1,353 milhão de toneladas de carne in natura, registrando faturamento de US$ 5,6 bilhões –, e isso se deve ao fato de o País conseguir ofertar elevado volume da carne e de qualidade.
CEPEA
Carne bovina: mercado virou
Desde novembro do ano que passou, semana após semana os preços da carne bovina sem osso vendida no atacado pelos frigoríficos acumulavam valorizações, contudo nos últimos sete dias o mercado entrou em revés
Na média de todos os cortes pesquisados a desvalorização foi de 1,7% nestes primeiros dias de 2019. Este desempenho de certa forma já era esperado, pois janeiro é sazonalmente marcado pela mudança de comportamento das vendas, que começam a recuar após um período de intenso crescimento, normalmente observado nas últimas semanas do ano que se encerrou. Mas vale lembrar que, ao longo de 2018 o consumo interno não surpreendeu, porém conseguiu absorver o aumento dos abates sem grandes pressões nos preços da carne. E embora a margem da indústria em 2018 tenha ficado ao redor de 6 pontos percentuais abaixo da média de 2017 é preciso considerar que em 2018 esta margem foi construída em cima de preços mais sustentados da matéria-prima (boi gordo). Mas para este ano que se inicia as expectativas colaboram para preços mais firmes no mercado da carne, tanto pelo possível aumento da demanda doméstica, em decorrência da retomada mais consistente da situação da economia, quanto pela diminuição da oferta de gado, em função do início do ciclo de retenção de matrizes.
SCOT CONSULTORIA
Mapa publica Anuário sobre Controle de Alimentos de Origem Animal
Em 2017, após a deflagração pela Polícia Federal da Operação Carne Fraca, o Ministério coletou 762 amostras junto aos 21 frigoríficos citados pela PF, para avaliar a segurança sanitária de produtos cárneos fabricados por esses estabelecimentos. Do total de 762 amostras analisadas, 683 (89,63%) não apresentaram nenhuma irregularidade quanto aos parâmetros físico-químicos e microbiológicos
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicou a quarta edição do Anuário dos Programas de Controle de Alimentos de Origem Animal – 2018. Os dados, apresentados pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), trazem os resultados das amostras coletadas nos estabelecimentos registrados no Sistema de Inspeção Federal (SIF) e analisadas nos laboratórios do Ministério (Lanagros), em 2017. Em 2017, os Lanagros realizaram 25.007 análises para o Programa de Avaliação de Conformidade de Produtos de Origem Animal (PACPOA). Foi de 85,61% o índice de conformidade das 2.961 amostras analisadas de produtos de origem animal, representando evolução sobre a conformidade de 83,85% de 2016. Nas amostras onde foram feitas análises microbiológicas (presença de bactérias e microrganismos nocivos à saúde humana) foi atingida conformidade de 91,30%. Esses controles estão previstos no Programa Nacional de Controle de Patógenos (PNCP) que visa monitorar a presença de Listeria monocytogenes em produtos de origem animal prontos para consumo, Escherichia coli produtora de Shiga toxina (STEC) e Salmonella spp. em carne de bovinos e Salmonella spp. em carcaças de frangos e perus. Nas carcaças de frango, foi apurado se havia adição de água e o índice de conformidade foi de 76,69%. Em 2017, após a deflagração pela Polícia Federal da Operação Carne Fraca, o Ministério coletou 762 amostras junto aos 21 frigoríficos citados pela PF, para avaliar a segurança sanitária de produtos cárneos fabricados por esses estabelecimentos. Do total de 762 amostras analisadas, 683 (89,63%) não apresentaram nenhuma irregularidade quanto aos parâmetros físico-químicos e microbiológicos. Em 69 amostras (9,05%), foram detectados problemas de ordem econômica como, por exemplo, excesso de amido em salsicha, adição de água além do permitido em frango, uso do conservante ácido sórbico em produtos em que este não é permitido. Somente em 10 amostras (1,31%) foram detectados problemas microbiológicos como presença de Salmonella, Staphylococcus coagulase positiva e coliformes.
MAPA
ECONOMIA
Após decepção em 2018, indústria vê novo ano com cautela
Enquanto houver incerteza com a agenda de Bolsonaro, investimentos seguirão relativamente paralisados
O desempenho da indústria decepcionou em 2018 e, a despeito da melhora recente dos índices que medem as expectativas do setor, as projeções para 2019 flertam com a moderação. No geral, a percepção é que, enquanto houver incertezas sobre o ambiente político, em especial em relação à agenda do governo de Jair Bolsonaro, os investimentos do setor seguirão relativamente paralisados, voltados apenas para pequenos projetos de modernização ou redução de custos. A expectativa é de um crescimento ao redor de 3% para a produção industrial neste ano, mas o receio é que o setor repita a trajetória de 2018. Em abril, economistas ouvidos pelo Banco Central chegaram a prever alta de 4,3% para a produção industrial, mas reduziram suas previsões para menos da metade disso, chegando a 1,9% em dezembro. O ano não foi fácil. Os dados de 2018 ainda não fecharam, mas, no acumulado de janeiro a outubro, a indústria cresceu 1,8%, ante alta de 2,1% em igual período de 2017 –o que indica perda de ímpeto. Também inspira preocupação o fato de a alta não ter se espalhado entres os segmentos. Em 2018, o setor automotivo respondeu por 70% do avanço geral da indústria. Em 2017, essa fatia ficou em 50%, diz Rafael Cagnin, economista do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), que reúne 50 empresas, como Vale e Hering. Segundo Cagnin, no pico mais recente, em 2010, quando a produção da indústria subiu 10,2%, o setor automotivo respondeu por um pouco mais de 20% dessa alta. “No fundo, não tivemos o desempenho que se espera de um processo de recuperação. Sabíamos que ele seria lento na saída da crise porque o investimento está obstruído. Mas essa retomada não só é lenta como descontínua. A indústria não engrenou”, diz Gagnin.
FOLHA DE SP
Dólar cai para perto de R$3,70, com ajuda externa
Depois de dois dias acompanhando à distância o mercado externo, o dólar no Brasil ‘colou’ na sexta-feira na trajetória externa e encerrou em baixa pela terceira sessão consecutiva, perto de 3,70 reais, após declarações chairman do Federal Reserve, Jerome Powell
O dólar recuou 1,04 por cento, a 3,7147 reais na venda, menor nível desde 1º de novembro, quando fechou a 3,6943 reais. Nos três primeiros pregões de 2019, que coincidem com a semana, a moeda norte-americana acumulou baixa de 4,15 por cento ante o real. Foi a terceira semana seguida de queda do dólar ante a moeda brasileira. Na mínima desta sessão, o dólar recuou a 3,7101 reais e, na máxima, subiu a 3,7865 reais. O dólar futuro caía 1,06 por cento. “Powell trouxe um discurso de que a economia está boa, tem potencial de continuar crescendo, com inflação sob controle, trazendo euforia ao mercado”, explicou o economista-sênior do Banco Haitong, Flávio Serrano. O chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, disse que apesar do bom momento, o banco central norte-americano será sensível aos riscos ressaltados por investidores e será paciente com a política monetária em 2019. No começo do dia, o ambiente já era positivo no exterior após notícia sobre nova rodada de negociações entre China e Estados Unidos no começo da próxima semana. Além disso, a China cortou o compulsório dos bancos para ajudar a amparar a economia, que sente os efeitos da guerra comercial com os Estados Unidos. O mercado local, no entanto, ficou um tempo descolado do exterior por causa da entrevista dada na véspera pelo presidente Jair Bolsonaro, na qual sinalizou uma proposta de reforma previdenciária que foi entendida como mais leve, com idade mínima de aposentadoria de 62 anos para homens e 57 para mulheres.
REUTERS
Ibovespa fecha em nova máxima recorde apoiado no exterior
O principal índice da bolsa paulista fechou em alta pelo quinto pregão consecutivo na sexta-feira, renovando a máxima recorde de fechamento, conforme os ganhos acentuados em Wall Street inibiram o movimento doméstico de realização de lucros
De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 0,42 por cento, encerrando a 91.944,83 pontos. No melhor momento, o indicador subiu 1,24 por cento, renovando recorde intradia a 92.701,36 pontos. Na semana, a alta acumulada foi de 4,6 por cento na semana, também conforme pré-ajuste. O giro financeiro somava 14,54 bilhões de reais.
REUTERS
Diálogo com países árabes está aberto, diz Tereza Cristina
Diante da possível transferência da embaixada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém, a nova ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou na quarta-feira a jornalistas que o assunto será intensamente dialogado com os países muçulmanos, grandes importadores de carnes brasileiras — e que já ameaçaram retaliar o país por conta da medida
“Ontem, o presidente Bolsonaro confirmou em seu discurso a importância da agropecuária no seu governo. Esse assunto será colocado, o diálogo está aberto. Recebi aqui vários embaixadores do mundo árabe. As exportações de carnes são muito importantes nos negócios brasileiros. Os embaixadores estão ansiosos para sentar numa mesa e começar um diálogo”, afirmou após cerimônia de transmissão de cargo e posse de seus secretários. Tereza afirmou que o governo está apenas começando e pediu calma a jornalistas em relação ao assunto. O setor de agronegócios confia que Bolsonaro ainda será convencido de que a transferência pode aniquilar as exportações de carnes para esses países. A Ministra também reafirmou que a abertura e a consolidação de mercados internacionais para os produtos agropecuários brasileiros serão prioridades em sua gestão. “Produzir, o produtor brasileiro já mostrou que é capaz e está carregando a balança comercial brasileira. Mas sempre vamos conversar com o Ministério das Relações Exteriores, com a Secretaria de Governo, para manter e abrir mercados”, encerrou.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Frango: Perspectivas são positivas para avicultura em 2019
Depois de um ano de desafios para o setor, agentes aguardam recuperação em 2019, segundo informações do Cepea
As perspectivas positivas estão baseadas nas possíveis menor pressão dos principais insumos utilizados na atividade (milho e farelo de soja) e na intensificação do escoamento da carne de frango aos mercados internacional e brasileiro. Quanto aos insumos, a Conab indica elevações na produção tanto para o milho quanto para o derivado da soja, o que pode diminuir os preços e reduzir os custos de produção do avicultor. Além disso, a demanda interna deve se aquecer, influenciada pela expectativa de crescimento econômico (o Boletim Focus do Banco Central indica que o PIB deve aumentar 2,55% neste ano). Para o mercado internacional, o USDA indica que as exportações de carne de frango devem registrar elevação de 2,4% entre 2018 e 2019.
CEPEA
Suínos: Maior exportação e menor custo podem garantir recuperação
As expectativas de aumento nos embarques de carne suína e de diminuição dos custos de produção indicam um possível cenário otimista para o setor neste ano, segundo agentes consultados pelo Cepea
Dados do USDA indicam que as exportações brasileiras de carne suína devem crescer 7% em 2019, com destaque para as compras da China. Em relação aos principais insumos utilizados na atividade, farelo de soja e milho, a oferta desses produtos deve aumentar, impedindo, ou ao menos limitando, fortes altas das cotações.
CEPEA
Frango: estabilidade na granja e alta no atacado
O preço do frango nas granjas de São Paulo iniciou o ano na mesma base observada no final de 2018, em R$2,90/kg, com pouco volume negociado
No atacado, porém, a saída de mercadorias foi melhor nos últimos dias, e há também a expectativa de reposição dos estoques para as vendas que ocorrem com a entrada da massa salarial da população nos próximos dias. Com isso, a carcaça teve valorização de 1,9% na última semana, estando cotada, em média, em R$4,33/kg. Para o curto prazo, a movimentação neste elo da cadeia deve crescer e manter o mercado firme. No mercado externo, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o país embarcou em dezembro 10,1% mais em volume de carne in natura que o mês anterior e 10,5% mais em relação a igual período do ano passado.
SCOT CONSULTORIA
INTERNACIONAL
China diz que encobrir casos de peste suína é crime após preocupação de Taiwan
China alertou a indústria suína do país que encobrir casos de peste suína africana é um crime
A China alertou a indústria suína do país que encobrir casos de peste suína africana é um crime, dias depois de um porco ter sido encontrado morto em uma praia de Taiwan, levando Taipé a alegar que Pequim não estava compartilhando informações precisas sobre a doença. O departamento de pecuária e veterinária da China está intensificando a investigação e punição de atividades ilegais na indústria de suínos, disse um comunicado publicado no site do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais nesta sexta-feira. Deixar de relatar mortes e abater privadamente e vender porcos doentes ou mortos será considerado um crime, disse a pasta, e a indenização de 1.200 iuanes (175 dólares) para cada suíno abatido é um incentivo suficiente para os agricultores denunciarem a doença. Na pior epidemia da doença já vista, a China confirmou cerca de 100 casos de peste suína africana em 23 províncias desde agosto do ano passado. A doença, para a qual não há cura nem vacina, é mortal para os porcos, mas não prejudica as pessoas. Mas muitos especialistas acreditam que é ainda pior do que o relatado, e o presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, instou Pequim no mês passado a “não ocultar” informações sobre a doença.
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