CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 877 DE 13 DE NOVEMBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 877 | 13 de Novembro de 2018

NOTÍCIAS

Vai e vem da carne bovina no atacado

O sobe e desce do mercado da carne bovina vendida no atacado continua. Na semana retrasada, na média de todos os cortes a desvalorização foi de 0,6%, já na semana passada os preços registraram alta de 0,2%

As reações nos preços não foram mais consistentes porque a redução da oferta de boiadas esperada para novembro, ao que parece, ainda não foi acentuada o suficiente para repassar altas para o preço da carne sem osso. Além disso, o volume de carne bovina in natura exportada em outubro foi 9,8% abaixo do embarcado em setembro, assim os frigoríficos exportadores direcionaram a carne que seria vendida no mercado internacional para o mercado doméstico. Esses fatores foram os responsáveis por limitar as altas destes produtos. Mas, o recebimento do salário da massa populacional, associado ao feriado da próxima semana fazem com que o varejo comece a intensificar a procura pela carne, o que pode resultar em aumentos mais expressivos nas cotações dos cortes desossados em curto prazo. O que ajuda a sustentar essa hipótese é o movimento altista no mercado atacadista de carne com osso. O boi casado subiu 4,0% desde o início deste mês e a carcaça de bovinos castrados está no maior valor das últimas três semanas. Essa maior movimentação nas vendas no mercado spot da carcaça normalmente indica redução na oferta de matéria-prima. E como esse elo da cadeia é mais sensível e reflete mais rapidamente o comportamento da demanda/oferta, é provável que a queda na oferta esteja ganhando força. Portanto, a expectativa de consolidação da queda da oferta de boiadas, junto com a melhoria do consumo doméstico podem resultar em um mercado mais firme ao longo deste mês.

SCOT CONSULTORIA

Parada técnica no mercado de reposição

Com o início da campanha de vacinação contra a Febre Aftosa, a última semana foi marcada por menor liquidez no mercado de reposição

No balanço geral, na média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados e estados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações fecharam a semana com ajuste positivo de 0,5%. Esse cenário de firmeza nos preços é em função do aquecimento da demanda e redução da oferta de animais. Sazonalmente neste período do ano fica mais difícil “achar” bezerros para negociar e quem tem o produto tende a “endurecer” as negociações na hora da venda. Já as categorias mais eradas ganham valorização em função da maior demanda para a recria ou terminação destes animais em pasto. Vale destacar que com a recuperação das pastagens o ímpeto pela compra da reposição tende a aumentar, uma vez que engordar a boiada nas águas é mais “barato” do que no período seco do ano. Para o curto prazo, o mercado deve se manter com baixa liquidez, em função da campanha de vacinação contra a Febre Aftosa, que impõe um período de carência para o transporte e comercialização dos animais vacinados. Pelo lado das cotações, ao passo que as pastagens vão se recuperando com maior intensidade, a procura tende a aumentar e dar firmeza para as referências dos animais de reposição.

SCOT CONSULTORIA

Sinais de queda na oferta de boi em 2019

A oferta abundante de boi gordo no Brasil pode estar perto do fim. O cenário, negativo para os frigoríficos, entrou no radar de alguns analistas antes do esperado. Embora não seja consensual, a avaliação sugere que o movimento de reabertura de abatedouros que caracterizou o último ano encurtou o ciclo da pecuária, o que deve se traduzir na piora da rentabilidade em 2019

No ano passado, dezenas de frigoríficos do país reabriram as portas, buscando aproveitar o aumento da oferta de boi e especialmente a crise da líder JBS, que chegou a reduzir drasticamente os abates após a delação premiada dos irmãos Batista. Mas a aposta de que a companhia quebraria se revelou errada, e a JBS retomou a liderança — a empresa tem cerca de 30% dos abates inspecionados do país. Em meio ao quadro mais desafiador, o frigorífico Frigol, que fatura mais de R$ 1 bilhão por ano, desistiu de reabrir a planta que alugou em Juruena (MT). A reabertura da unidade, sem operar há anos, chegou a ser anunciada para fevereiro, mas não ocorreu. Para o proprietário de um frigorífico de médio porte, as empresas pagam o preço pelos equívocos. “Estão perdendo muito dinheiro em plantas abertas sem estudo”, diz ele, que sofreu com a maior concorrência por bovinos e prefere não ser identificado. No primeiro trimestre, a Marfrig Global Foods chegou a citar a maior competição por boi como um fator de pressão sobre a margem. Nesse cenário, a confirmação da reversão do ciclo da pecuária pode tornar o quadro ainda pior. Neste ano, a margem dos frigoríficos brasileiros já não é das melhores para os períodos de maior oferta de gado. No acumulado do ano até outubro, o indicador de margem bruta calculado pela diferença entre o preço de carne bovina no atacado e o do boi ficou em 1%, ante a média histórica de 0,97%, segundo levantamento da consultoria MB Agro. “É meio de lado. Quando está muito bom, dá 1,05%”, afirmou o analista César Castro Alves. No ano passado, o indicador da MB Agro ficou em 1,02% — em abril, o índice bateu 1,08%, no maior nível desde 2010. “Para quem está no mercado interno, 2019 provavelmente será um ano complicado”, diz o Sócio-Diretor da consultoria Athenagro, Maurício Nogueira. Para os grandes frigoríficos, o alento devem ser as exportações, que estão aquecidas e podem trazer margens mais consistentes no próximo ano, diz.

https://www.valor.com.br/agro/5980969/sinais-de-queda-na-oferta-de-boi-em-2019

VALOR ECONÔMICO

Frigoríficos ainda esperam boa disponibilidade de gado em 2019

Ainda que alguns analistas do mercado acreditem em uma queda na oferta de boi gordo em 2019, os principais frigoríficos brasileiros apostam que o ciclo da pecuária seguirá favorável. “O impacto da retenção de fêmeas só vai ser sentido em 2020”, diz a Gerente-Executiva de inteligência de negócios da Minerva Foods, Marcela Moura

Segundo ela, 2019 deve ser um ano de oferta de gado bovino tão boa quanto a deste ano. A Gerente da Minerva, que é a terceira maior empresa de carne bovina do país, argumenta que o último ciclo favorável aos frigoríficos apresentou uma taxa anual elevada de vacas abatidas. “Foram três anos acima de 45%”, afirma, em alusão ao período de 2012 e 2014. Diante disso, Marcela avalia que ainda há espaço para o descarte de vacas em 2019, o que seria positivo para a indústria. De acordo com a executiva, a margem da criação de bezerros ainda não reagiu o suficiente para impedir o descarte de vacas. “A margem da cria atingiu o nível mais baixo em setembro de 2018”, afirma. Embora admita que a margem dos frigoríficos está distante dos períodos áureos do ciclo pecuário, César Castro Alves, analista da MB Agro, também aposta em mais um ano de grande disponibilidade de bois. “Acho que ainda tem mais oferta pela frente”. Na Marfrig Global Foods, segunda maior produtora de carne bovina do país, os principais executivos também não esboçam preocupação com a oferta de gado em 2019. Em tese, a empresa seria uma das mais prejudicadas, ne medida em que expandiu a capacidade de abates no Brasil em 75% desde o último ano, por meio da reabertura de unidades. Em entrevista ao Valor na semana passada, o CEO da companhia, Eduardo Miron, disse que a utilização da capacidade instalada no Brasil está “um pouco acima” de 80%. “Não estamos preocupados com reversão de ciclo neste momento. Acho que mesmo com todo esse crescimento de abates, você vê que o preço [do gado] não teve uma variação significativa”, afirmou, reconhecendo a dificuldade para detectar o momento exato de reversão do ciclo da pecuária. “Gostaria de ter esse número mágico”, disse.

VALOR ECONÔMICO

Brasil inicia operação conjunta para erradicar aftosa na Venezuela

Vacina foi aplicada no rebanho de uma comunidade indígena venezuelana, na região de fronteira com o estado de Roraima

Guilherme Marques, diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e delegado do Brasil na OIE, disse que a operação conjunta na Venezuela interessa a toda a América do Sul, em especial ao Brasil. “Não é simplesmente uma questão humanitária, mas de estratégia e segurança. Existe um plano hemisférico de combate à doença.” A Colômbia é outro país da Região Andina em luta contra a aftosa. O status colombiano de zona livre da doença foi alterado pela OIE em 17 de setembro de 2018, após as confirmações oficiais de focos no interior do país e na fronteira oeste com a Venezuela. O plano de erradicação na Venezuela prevê três vacinações anuais para imunização do rebanho estimado em 15 milhões e 450 mil cabeças, segundo dados da Cosalfa-OIE de 2017: duas vacinações de todos os animais, de mamando a caducando, e uma vacinação somente de animais jovens. Todo o Brasil foi reconhecido livre com vacinação pela OIE em maio de 2018. A exceção é Santa Catarina, livre de aftosa sem vacinação desde 2007. Atualmente, as principais ameaças à saúde do rebanho bovino brasileiro – o maior do mundo, com 219 milhões de cabeças – estão ao sul da Venezuela, na fronteira seca da Região Norte do Brasil, em Roraima, no município de Pacaraima.  “Estamos contribuindo para que a Venezuela alcance a condição de livre da aftosa. Até chegarmos lá precisamos da zona de proteção como uma medida adicional a todo o trabalho que já é realizado nessa região de fronteira”.

http://www.agricultura.gov.br/noticias/brasil-inicia-operacao-conjunta-para-erradicar-aftosa-na-venezuela

MAPA

ECONOMIA

Ibovespa fecha em baixa após sessão de ajustes sem viés único

O Ibovespa fechou com leve queda na segunda-feira, após trocar de sinal diversas vezes durante a sessão, que teve menor volume negociado, com agentes financeiros ajustando posições após quedas expressivas na última semana, enquanto acompanham as movimentações relacionadas à transição de governo no país

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou em baixa de 0,14 por cento, a 85.524,70 pontos, após oscilar da máxima de 86.227,44 pontos à mínima de 85.009,29 pontos. O volume financeiro somou 10,67 bilhões de reais, ante uma média no mês de 15,7 bilhões de reais e uma média no ano de 11,9 bilhões de reais. “Foi um pregão de ajustes”, avaliou o analista Filipe Villegas, da corretora Genial. De acordo com ele, as ações brasileiras passaram por forte realização de lucros na última semana, o que deixou o Ibovespa próximo do suporte gráfico de 85.500 pontos, que Villegas considera atrativo. Na semana passada, o Ibovespa recuou 3,1 por cento, encerrando uma série de cinco semanas com ganhos acumulados. Alguns papéis do índice, contudo, tiveram quedas mais fortes no período, como Magazine Luiza, que caiu quase 14 por cento e nesta sessão foi destaque de alta.

Villegas disse que a notícia de que o ex-ministro Joaquim Levy presidirá o BNDES no próximo governo agradou, mas que o efeito foi atenuado por “trepidações” na transição, em particular quanto à reforma da Previdência e às negociações com os parlamentares. Em relação ao tema, equipe da Santander Corretora citou em comentário a clientes mais cedo que o mercado tem mostrado desconforto com a falta de avanço da reforma da Previdência, que por sua vez tem refletido a dificuldade do presidente eleito de negociar com o Congresso Nacional.

REUTERS

Dólar sobe ante real monitorando exterior e noticiário político

O dólar terminou a segunda-feira em alta ante o real, monitorando o mercado externo, em meio às preocupações com a saída do Reino Unido da União Europeia e com o orçamento italiano, e o noticiário político local

O dólar avançou 0,55 por cento, a 3,7567 reais na venda, depois de bater a máxima de 3,7632 reais. O dólar futuro subia cerca de 0,60 por cento.  “A semana é mais curta, mas está carregada de eventos relevantes”, disse o operador da Advanced Corretora Alessandro Faganello, citando indicadores norte-americanos nos próximos dias que podem dar pistas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos, bem como o fim do prazo para a Itália redefinir seu orçamento dentro das regras da União Europeia. O Banco Central vendeu nesta sessão 13,6 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares.

REUTERS

Ex-ministro de Dilma, Joaquim Levy presidirá BNDES de Bolsonaro

O economista Joaquim Levy, ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff, aceitou o convite para presidir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no governo de Jair Bolsonaro (PSL), informou a assessoria de imprensa de Paulo Guedes, futuro ministro da Fazenda

Com isso, Levy deixa o posto de diretor financeiro do Banco Mundial para voltar à administração pública, disse a nota. O interesse pela sua participação no governo vinha do apreço de Guedes pelo seu trabalho. Ambos têm doutorado em economia pela ultraliberal Universidade de Chicago. Levy comandou o Ministério da Fazenda no segundo governo da ex-presidente Dilma, mas saiu antes de completar seu primeiro ano no cargo diante de discordâncias sobre o afrouxamento nos esforços fiscais, em meio à recessão econômica e à intensa crise política, que emperrou ou atenuou muitas das medidas de ajuste que propôs ao longo de sua gestão. Ele também foi Secretário da Fazenda do Rio de Janeiro no primeiro governo de Sérgio Cabral e Secretário do Tesouro Nacional de 2003 a 2006, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Como ministro, também buscou sem sucesso uma grande reversão em subsídios, a diminuição de recursos destinados para o Sistema S e a recriação da CPMF, além de promover uma forte tesourada nas despesas da União. À frente do ministério, ele iniciou uma política para diminuir os subsídios da União concedidos em créditos ao BNDES.

REUTERS

EMPRESAS

Recuperação da BRF vai levar pelo menos 2 anos, diz CEO

Os investidores não verão os resultados da mudança na BRF SA, maior exportadora de aves do mundo, no curto prazo, disse o Presidente-Executivo da companhia, Pedro Parente, à Reuters na segunda-feira.  “Realisticamente, isso não acontecerá em menos de dois anos”, disse Parente em uma entrevista em Nova York, acrescentando que um de seus maiores desafios como CEO é “gerenciar as expectativas dos investidores”

A administração da empresa disse que espera que as margens parem de cair no próximo ano e atinjam sua média histórica, estimada em dois dígitos baixos, em 2020. Somente em 2021 as margens podem subir acima desse nível. Em abril, as ações da BRF atingiram o nível mais baixo desde dezembro de 2009. Desde então já subiram 10 por cento, mas ainda acumulam queda de cerca de 45 até agora em 2018. “Não estou usando atalhos e não estou interessado em mostrar bons números trimestrais se eles não forem sustentáveis”, disse Parente. Parente e Luz disseram que esperam reduzir os custos industriais em 30 por cento em um processo previsto para levar cerca de um ano. A chave para a recuperação será o mercado interno brasileiro. Parente também disse que a BRF está “preocupada” com o possível dano às exportações para o Oriente Médio depois que o presidente eleito Jair Bolsonaro disse que planeja transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. “Temos visto uma reação franca dos países árabes, então esperamos que seja uma retórica de campanha”, disse Parente. Parente disse que a relação da dívida/Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) era de 6,7 vezes, e a meta é baixá-la para 3 vezes até o final de 2019. Depois que a empresa reduzir sua alavancagem provavelmente voltará a se expandir, principalmente no Oriente Médio e na Ásia, acrescentou Parente. A empresa pretende construir uma unidade de produção na Arábia Saudita para atender aos novos requisitos de conteúdo local no país. A BRF espera levantar 3 bilhões de reais com a venda das unidades, parte dos 5 bilhões de reais que pretende arrecadar para pagar dívida. Os restantes 2 bilhões de reais virão da venda de um fundo de recebíveis, imóveis e redução de estoque. O estoque ideal da BRF deve ficar em torno de 40 mil toneladas de produtos, mas depois que a União Europeia bloqueou as importações de 12 de suas plantas, chegou a 140 mil toneladas, disse Luz. A empresa vem reduzindo o estoque, que agora está perto de 85 mil toneladas, acrescentou.

REUTERS

Operação Capitu tem efeito limitado sobre ativos da JBS

A Operação Capitu, deflagrada na sexta-feira, (9/11), pela Polícia Federal e que desencadeou a prisão do empresário Joesley Batista, teve efeito limitado para os ativos da JBS. A pressão principal aconteceu no início do pregão, quando os papéis chegaram a cair 5,0% na bolsa. No entanto, o movimento perdeu força e passou a dar prioridade aos cenários tanto macroeconômico quanto operacional, em detrimento à tensão envolvendo o executivo

Segundo o analista da Guide Investimentos, Rafael Passos, o recuo dos ativos, que se estabeleceu em torno de 3,0%, está mais atrelado à questão externa, que vem pressionando o Ibovespa e o mercado como um todo. “Embora tenhamos uma enxurrada de notícias negativas, não vemos quase nenhuma relação entre a prisão de Joesley e o desempenho das ações da JBS no período da tarde. Os investidores estão mais atentos à expectativa de um balanço trimestral positivo, já que a companhia vinha se mostrando menos alavancada”, explica o especialista. A JBS reportará o resultado financeiro do referente ao terceiro trimestre nesta terça-feira (13/11). Outro fator que tende a favorecer o resultado operacional da JBS, segundo o analista, é o ciclo amplamente positivo para o gado nos Estado Unidos, além de uma conjuntura favorável para o mercado do boi gordo no Brasil. Assim como nos contratos futuros, as cotações da arroba bovina ignoraram as notícias negativas envolvendo o empresário do Grupo J&F. Na avaliação do presidente da Scot Consultoria, Alcides Torres, os participantes ainda não digeriram o envolvimento da JBS nas fraudes citadas pela Polícia Federal e, portanto, a arroba seguiu estável em praticamente todas as praças pecuárias. Entretanto, ele lembra que quando foi deflagrada a Operação Carne Fraca, em março de 2017, a arroba bovina chegou a ter picos de queda e bateu os R$120,00, pelo menos R$26,00 por arroba abaixo do patamar médio de referência em São Paulo. “Vamos observar como será a reação do mercado a partir da semana que vem”, diz Torres.

Estadão

FRANGOS & SUÍNOS

Custos de produção de frangos e suínos seguem em alta em setembro

Os custos de produção de frangos de corte e suínos calculados pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias) da Embrapa mantiveram a trajetória de alta em setembro, conforme dados divulgados no site da entidade

O ICPFrango, índice de custo de produção de frangos, subiu 2,51% em setembro, em relação ao mês anterior, com alta acumulada de 18,64% no ano. O ICPSuíno, que mede o custo de produção dos suínos, aumentou 0,53% em setembro e 15,99% ano. O gasto com nutrição foi o principal fator a influenciar esses aumentos nos custos de produção em setembro, enquanto o preço do milho – principal grão utilizado para a alimentação animal – continua em alta.

CARNETEC

Alta de preços no mercado de suínos em São Paulo

O mercado apresentou altas de preços nos últimos sete dias. Nas granjas paulistas, o animal terminado teve valorização de 2,8% no período e está cotado, em média, em R$74,00/@.

No atacado, o aumento em igual comparação foi de 7,1%, com a carcaça cotada, em média, em R$6,00/kg. As vendas na ponta final da cadeia ganharam proporção nos últimos dias com os salários da população já em circulação. A boa notícia para o setor foi o anúncio da reabertura da Rússia para a carne suína brasileira. O país foi o principal destino do produto brasileiro em 2017, mas que interrompeu as compras da proteína em dezembro do ano passado. A Rússia colocou restrições temporárias para importações de carnes suína e bovina do Brasil em razão do uso de ração com o aditivo ractopamina.

SCOT CONSULTORIA

Frango Vivo: início de mês beneficia setor

As cotações do frango vivo tiveram estabilidade nas principais praças nesta segunda-feira (12)

São Paulo segue sendo a praça com o maior valor de comercialização, a R$3,00/kg. O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$3,00/kg e alta de 0,44% para o frango no atacado, a R$4,57/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP apontou que a maior parte das regiões acompanhadas tem registrado aumento nas cotações das carnes de frango resfriada, congelada e cortes. Isso se deve a um início de mês com maior poder de compra do consumidor em função do recebimento dos salários.

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