CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 872 DE 06 DE NOVEMBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 872 | 06 de Novembro de 2018

NOTÍCIAS

Boi gordo: mercado calmo

A última segunda-feira (5/11) foi de calmaria no mercado do boi gordo. Foram registradas duas altas, três baixas e o restante das praças com estabilidade

Mas algumas indústrias com escalas de abate confortáveis aproveitaram o momento para testar o mercado, ofertando preços abaixo das referências em diversos estados. Em Mato Grosso, por exemplo, as quedas na cotação da arroba aconteceram nas praças de Cuiabá e no Sudeste do estado. A melhor oferta associada ao consumo patinando, mesmo com o início do mês, possibilitaram ofertas de compra a preços mais baixos, fazendo com que a cotação da arroba do boi gordo caísse 0,4% frente a 1 de novembro. Em São Paulo a cotação da arroba permaneceu estável na comparação dia a dia e os frigoríficos estão com programação média de abate de quatro dias. O mercado atacadista de carne bovina com osso segue sem variações frente ao último levantamento, e o boi casado de animais castrados está cotado em R$9,49/kg.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de reposição firme, mas sinal amarelo para os próximos dias

Já faz 18 semanas que o mercado de reposição não sabe o que é uma queda de preços. Na média geral de todas as categorias e estados pesquisados pela Scot Consultoria, a alta acumulada nas cotações é de 3,2% neste intervalo

Destaque para o bezerro de desmama de 6@ em Goiás, que em meados de julho era comercializado por R$1.040,00 e hoje os negócios giram em torno de R$1.150,00. Valorização de 10,6% para esta categoria. Semana após semana as altas são singelas, mas demonstram que há firmeza no mercado. Constatação disso é que a solidez dos preços da reposição acontece mesmo em um período onde o mercado do boi gordo está mais pressionado. Em estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Norte do Mato Grosso, as chuvas estão mais regulares desde meados de agosto em comparação com estados como o Pará, Minas Gerais e Bahia. Esse cenário justifica a maior liquidez no mercado de reposição nas regiões Centro-Sul e Noroeste do Brasil. Nessas áreas a melhor recuperação das pastagens estimula a recomposição do estoque de arrobas das fazendas. Mas, para os próximos dias, a atenção fica por conta do início da nova etapa de vacinação contra aftosa, que começa no próximo dia primeiro de novembro. Durante a imunização do rebanho os negócios param, o que pode trazer marasmo para o mercado.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar sobe ante real com fluxo; noticiário político segue no foco

O dólar terminou a segunda-feira em alta ante real, com fluxo de saída de recursos colocando a moeda na contramão do mercado externo, onde o movimento de valorização ante divisas emergentes no começo do dia foi pouco a pouco sendo invertido

Como pano de fundo, os investidores continuaram monitorando o noticiário político doméstico, em busca de novidades do novo governo. O dólar avançou 0,89 por cento, a 3,7273 reais na venda, depois de marcar a mínima de 3,6917 reais e, na máxima, 3,7240 reais.

“Houve demanda por dólar à vista”, resumiu o operador da corretora Spinelli, José Carlos Amado. Em parte do dia, o dólar no Brasil acompanhou o movimento externo, de alta ante as divisas de países emergentes, também se ajustando aos dados mais robustos de criação de vagas nos Estados Unidos, divulgados na sexta-feira, quando o feriado de Finados fechou os mercados domésticos. Números mais fracos da China também trouxeram cautela, diante das preocupações com o crescimento global. Pouco a pouco, no entanto, o mercado externo foi melhorando e o dólar passou a cair ante a cesta das seis principais moedas, à espera do desfecho das eleições parlamentares dos EUA no dia seguinte, e também ante as emergentes, como os pesos chileno e mexicano.

REUTERS

Estrangeiro retira R$ 6,2 bi da bolsa em outubro, 2º maior do ano

O fluxo de recursos estrangeiros na bolsa de valores ficou negativo em R$ 6,2 bilhões em outubro

É a segunda maior retirada mensal de recursos pelos estrangeiros no ano, atrás apenas de maio, quando R$ 8,4 bilhões saíram da bolsa. O fluxo negativo em outubro foi resultado de R$ 185,3 bilhões em compras de ações e de R$ 191,5 bilhões em vendas. Os dados foram divulgados pela B3. No pregão de 31 de outubro, os estrangeiros colocaram R$ 532,2 milhões na bolsa. Mesmo com o ingresso de recursos no último pregão do mês, as fortes retiradas ao longo de outubro colaboraram para o saldo no ano também continuar negativo, em R$ 5,9 bilhões.

VALOR ECONÔMICO

Ibovespa renova máxima e fecha acima de 89 mil pts

O Ibovespa voltou a renovar máximas na segunda-feira, fechando acima dos 89 mil pontos, com bancos e Petrobras entre os principais suportes

O noticiário corporativo corroborou a quarta alta seguida na bolsa paulista, tendo Cosan e Gerdau entre os destaques, além de expectativas para a safra de balanços, assim como Wall Street, com o S&P 500 e o Dow Jones avançando antes das eleições parlamentares nos EUA na terça-feira. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,33 cento, a 89.598,16 pontos, encerrando na máxima do dia e da sua história. O volume financeiro do pregão somou 14,7 bilhões de reais. Bernd Berg, estrategista global de macro e moedas na Woodman Asset Management, disse que continua bastante otimista sobre a perspectiva para os ativos brasileiros. Apesar da forte saída de estrangeiros do segmento Bovespa em outubro, de 6,2 bilhões de reais, dados disponibilizados nesta segunda-feira pela B3 mostraram entradas líquidas nos últimos dois pregões do mês passado, de 307 milhões de reais no dia 30 e de 532,25 milhões de reais no dia 31. Nos Estados Unidos, o S&P 500 e o Dow Jones subiam no final do pregão, com o avanço do petróleo Brent dando suporte a ações de energia, antes da eleição parlamentar norte-americana, enquanto o Nasdaq cedia, afetado pelo recuo das ações da Apple.

REUTERS

Pedidos de falência no Brasil caem 14,8% em 2018 até outubro, diz BoaVista SCPC

Os pedidos de falência no Brasil recuaram 14,8 por cento de janeiro a outubro ante mesmo período de 2017, divulgou a empresa de informações de crédito Boa Vista SCPC na segunda-feira

Em contrapartida, as falências decretadas subiram 12,5 por cento, enquanto os pedidos de recuperação judicial subiram 6,3 por cento, considerados os mesmos períodos de comparação. Para a Boa Vista SCPC, a queda nos pedidos de falência no acumulado do ano reflete “a melhora nas condições econômicas, que permitiu às empresas apresentarem sinais mais sólidos nos indicadores de solvência”. No mês de outubro, os pedidos de falência subiram 8,2 por cento em relação a um ano antes e 18,9 por cento sobre setembro. Já os pedidos recuperação judicial caíram 6,4 por cento contra outubro de 2017, mas avançaram 12,8 por cento mês a mês.

REUTERS

Economistas reduzem projeção para inflação este ano a 4,4%, com pressão menor de administrados, mostra Focus

As perspectivas do mercado para a inflação neste ano voltaram a cair, com recuo nas contas para a alta dos preços administrados, enquanto os economistas que mais acertam as previsões passaram a ver a Selic mais baixa em 2019

O levantamento divulgado na segunda-feira mostrou que a expectativa agora é de uma inflação de 4,40 por cento em 2018 ante 4,43 por cento estimados na semana anterior, com os preços administrados subindo 7,55 por cento, de 7,68 por cento anteriormente. A expectativa para a alta do IPCA em 2019 permaneceu em 4,22 por cento, com a inflação dos administrados em 4,80 por cento. O centro da meta oficial para este ano é de 4,50 por cento e, para 2019, de 4,25 por cento. A margem de tolerância para ambos os anos é de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. No Focus, a perspectiva para o dólar este ano foi ajustada a 3,70 reais de 3,71 reais anteriormente, permanecendo em 3,80 reais para 2019. Para a economia, não houve mudanças nas projeções de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano de 3,36 por cento e de 2,50 por cento em 2019. O levantamento do BC mostrou ainda que não mudou a perspectiva de que a Selic terminará este ano a 6,5 por cento e 2019 a 8 por cento. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, também vê a taxa básica de juros a 6,5 por cento em 2018, mas reduziu a conta para 2019 a 7,5 por cento, de 7,88 por cento na mediana das projeções.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Frango Vivo: queda de -0,68% no PR

Nesta segunda-feira (05), a cotação do frango vivo teve queda de -0,68% no Paraná, a R$2,94/kg. As demais cotações se mantiveram estáveis

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade tanto para o frango na granja, a R$3,10/kg quanto para o frango no atacado, a R$4,25/kg. A Scot destaca que os compradores se abasteceram para o feriado e para a virada do mês, com certa cautela, aguardando um melhor posicionamento da demanda.

Notícias Agrícolas

Suíno Vivo: queda de -3,95% em SP

Na segunda-feira (05), a cotação do suíno vivo teve queda de -3,95% em São Paulo, a R$3,89/kg. As demais cotações permaneceram estáveis

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente à sexta-feira (01), teve cenários mistos, sendo a maior variação a queda de -0,63% em Santa Catarina, a R$3,15/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP destacou que, em outubro, os preços das três proteínas mais consumidas – suína, frango e bovina – tiveram elevação. Contudo, para as carnes suína e de frango, essa elevação tem sido maior do que na carne bovina. Assim, a carne suína perdeu competitividade para a carne bovina e manteve estável a diferença com a de frango.

Notícias Agrícolas

INTERNACIONAL

China luta contra peste suína africana, conforme reporta 50º caso da doença

A China confirmou um novo caso de peste suína africana na segunda-feira, na província de Hunan, registrando o 50º foco da doença altamente contagiosa no maior produtor de carne suína do mundo

A doença, que pode ser fatal para porcos e não tem vacina, atingiu 14 províncias e municípios chineses desde que foi detectada pela primeira vez no começo de agosto. A maior parte dos casos recentes foram registrados no sul do país, a região com o maior consumo per capita de carne suína da China. O Ministério de Agricultura da China disse que o último caso foi diagnosticado em uma pequena fazenda com 119 porcos no condado de Baojing, próximo da fronteira com Chongqing. O foco foi visto depois de mais dois casos serem reportados durante o fim de semana, sendo um em Chongqing. A China ligou a alimentação dos porcos com resíduos de cozinhas aos primeiros casos de peste suína nos últimos meses, mas não apresentou uma causa para os surtos mais recentes. Analistas disseram que o setor de ração do país pode ter sido contaminado, sugerindo que os riscos de que a doença continue a se espalhar rapidamente são grandes. “É provável que a fonte da contaminação sejam os produtos de ração. A situação do surto é muito grave”, disse Yao Guiling, analista da consultoria China-America Commodity Data Analytics. Pequim proibiu o uso de resíduos de cozinha como alimento para os porcos, intensificou os controles de animais vivos e ordenou que os abatedouros processando animais doentes fossem repreendidos dentre esforços voltados para o controle da disseminação da doença.

REUTERS

Chineses questionam Blairo Maggi sobre postura do futuro governo

Em reunião ontem com o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, autoridades do governo chinês e empresários daquele país demonstraram preocupação sobre a postura comercial do futuro governo de Jair Bolsonaro (PSL), já que o presidente eleito adotou em sua campanha um discurso considerado hostil a Pequim

De acordo com uma fonte que participa de uma missão comercial de empresários e de representantes do governo brasileiro à China, tanto ministros de Estado quanto empresários do país asiático quiseram saber, em todas as reuniões e encontros com Maggi, se Bolsonaro tem a intenção de manter boas relações comerciais com a China e como será a política externa do novo presidente. Mesmo sendo ministro do atual governo, Maggi, que desembarcou em Xangai há três dias e ficará na China até a próxima sexta-feira, procurou tranquilizar os chineses. Reforçou que Bolsonaro foi eleito com grande apoio do setor agropecuário, e que por isso o setor não deverá ser prejudicado — a China é o maior parceiro comercial do Brasil e o maior importador de commodities agrícolas brasileiras, sobretudo soja. Bolsonaro recebeu, em sua residência no Rio de Janeiro, o embaixador chinês em Brasília, Li Jinzhangi, numa tentativa de Pequim de estreitar relações com o futuro governo. O presidente eleito agradeceu a visita em seu Twitter. Na semana passada, porém, o “China Daily”, principal jornal estatal chinês, fez um editorial em que alertou o Brasil sobre riscos comerciais de o país se fechar para o mercado chinês. Uma viagem de Bolsonaro com familiares a Taiwan, país vizinho que tem atritos com a China, além de posições externadas pelo presidente eleito no passado recente — como sua oposição à liberação da compra de terras por estrangeiros —, desagradaram Pequim.

VALOR ECONÔMICO

Egito cancela viagem de Aloysio Nunes e da comitiva brasileira

As autoridades do governo brasileiro temem que a medida seja uma retaliação às declarações recentes do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Ele disse que pretende reconhecer Jerusalém como capital de Israel e que irá transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para a cidade, o que tem desagradado a comunidade árabe

O governo egípcio cancelou uma visita que o Ministro de Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes Ferreira, faria ao país árabe. O chanceler brasileiro desembarcaria nesta quarta-feira (7) e cumpriria uma agenda de compromissos entre os dias 8 e 11 de novembro. Na segunda-feira (5), o governo brasileiro foi informado pelo Egito que a viagem teria que ser cancelada por mudança na agenda de autoridades do país. Não é comum no protocolo da diplomacia desmarcar viagens em cima da hora. Segundo relatos de diplomatas, a Liga dos Países Árabes enviou inclusive uma nota à embaixada brasileira no Cairo condenando as declarações do presidente eleito. Juntos, os países árabes são o segundo maior comprador de proteína animal brasileira. Em 2017, as exportações somaram US$ 13,5 bilhões e o superávit para o Brasil foi de US$ 7,17 bilhões. Para o Presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Rubens Hannun, a mudança da embaixada pode abrir as portas para países concorrentes do Brasil no setor de proteína animal, como Turquia, Austrália e Argentina. “Já tivemos ruídos com a [Operação] Carne Fraca e com a paralisação dos caminhoneiros, mas conseguimos superar. Temos a fidelidade dos países árabes”, afirma. Para Hannun, porém, a questão da embaixada é algo muito mais forte e sensível.

VALOR ECONÔMICO

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