CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 871 DE 05 DE NOVEMBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 871 | 05 de Novembro de 2018

NOTÍCIAS

BOI/CEPEA: Preços do boi gordo encerram outubro em queda

Preços do boi gordo encerram outubro em queda, após terem subido por três meses consecutivos

Mesmo com as exportações de carne bovina em ritmo intenso – e, consequentemente, ajudando a limitar a oferta doméstica –, os preços do boi gordo encerram outubro em queda, após terem subido por três meses consecutivos. De acordo com pesquisas do Cepea, a pressão vem da maior oferta de animais de confinamento e também da menor demanda por parte de frigoríficos, que vêm recebendo lotes de boi já contratados anteriormente. Somando a isso, a demanda interna por carne bovina ainda segue arrefecida, o que está atrelado à lenta recuperação da economia brasileira. No acumulado de outubro (até o dia 31), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo (estado de São Paulo, à vista) registra queda de 4,38%, fechando a R$ 145,15 nessa quarta-feira, 31. 

CEPEA/ESALQ

Mercado do boi gordo em ritmo lento

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, os preços da arroba do boi gordo ficaram estáveis em R$148,00 à vista, livre de Funrural, na última quinta-feira (1/11)

Quanto às programações de abate, ao passo em que há frigoríficos buscando boiadas para meados da primeira semana de novembro, aqueles com as escalas desta semana prontas chegaram a ofertar até R$4,00 a menos por arroba. Sem negócios. Embora a oferta de boiadas esteja caindo, a pouca firmeza nos preços da carne bovina com osso e sem osso no mercado atacadista reflete a dificuldade de escoamento da produção. Para esta semana, a restrição da oferta de boiadas deverá ganhar força, e o consumo definirá o rumo do mercado. Por fim, segundo dados do IBGE, a taxa de desemprego caiu no terceiro trimestre de 2018 e foi a menor do ano. Com mais gente empregada, as expectativas quanto ao aquecimento do consumo melhoram.

SCOT CONSULTORIA

A alta de preço da carne bovina não durou muito no atacado

Na semana retrasada, o mercado atacadista de carne bovina sem osso reagiu e o preço dos cortes tiveram uma leve alta (0,5%), mas a subida não foi consistente, sendo nos últimos sete dias os cortes desvalorizaram 0,6%

Ao que parece, o fluxo de venda de carne está em compasso mais lento quando comparado ao de recomposição dos estoques das indústrias. Esse cenário traz pressão para os preços da carne bovina, mesmo em um momento no qual a expectativa é de melhora no consumo.  Além do mais, a exportação em ritmo lento em função do recuo do dólar ante o real, não tem ajudado a sustentar os preços no mercado interno. Até a terceira semana do mês, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o volume diário embarcado em outubro está 14,4% abaixo da quantidade vendida por dia em setembro. Para o curto prazo a tendência é que a demanda se aqueça devido ao feriado na próxima sexta-feira (2/11) e ao recebimento dos salários. Fatores que podem sustentar o preço da carne bovina no atacado, ou no mínimo limitar as quedas. Um elemento otimista é que em outubro houve avanço do Índice de Confiança do Consumidor (ICC) medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE). Este aumento reflete as expectativas melhores quanto o futuro da economia do país em médio e longo prazos, o que pode ser traduzido em aumento do consumo.

SCOT CONSULTORIA

Exportação de todas as carnes crescem em outubro, diz MDIC

Crescimento é em comparação ao mesmo período do ano passado; já em relação a setembro deste ano, só os embarques das proteínas suína e de frango registraram alta

As exportações brasileiras de carnes bovinasuína e frango in natura cresceram em outubro ante igual período de 2017. Já em relação a setembro deste ano, só os embarques das proteínas suína e de frango registraram alta. Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) mostram que o País embarcou 135,9 mil toneladas de carne bovina, aumento de 14,58% na variação anual. Em relação a setembro, no entanto, houve queda de 9,82%. O levantamento divulgado nesta quinta-feira considera 22 dias úteis. Em receita, as vendas externas de carne bovina atingiram US$ 529,7 milhões em outubro, aumento de 5,72% ante igual mês de 2017, mas baixa de 11,04% ante setembro. Na variação mensal, o faturamento foi pressionado pela desvalorização do dólar nas últimas semanas. Já as exportações de carne de frango in natura totalizaram 338,1 mil toneladas em outubro, praticamente estáveis no comparativo anual, com um leve aumento de 0,86%. Quando comparado ao desempenho de setembro, o volume teve um ligeiro crescimento de 0,86%. Em receita, os embarques somaram US$ 517,7 milhões, avanço de 0,25% ante o faturamento de setembro, mas 7,42% menor que os US$ 559,2 milhões registrados em outubro de 2017. Os embarques de carne suína in natura registraram o melhor desempenho entre as três proteínas em volume. Foram exportadas 54,3 mil toneladas em outubro, aumento de 11,04% no comparativo anual e de 13,12% ante setembro. O faturamento foi de US$ 97,3 milhões, montante 15,97% maior que o do mês anterior, de US$ 83,9 milhões, mas 18,71% inferior ao total de US$ 119,7 milhões obtido um ano antes.

ESTADÃO CONTEÚDO

Índice de preços dos alimentos da FAO caiu 1,4% em outubro

O índice de preços dos alimentos da FAO, o braço das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, caiu 1,4% em outubro na comparação com setembro, para 163,5 pontos. Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve queda de 7,4% ou 13 pontos percentuais

As retrações das médias de preços de lácteos, óleos vegetais e carne mais do que compensaram os aumentos das cotações de açúcar e cereais. O indicador para produtos lácteos da FAO liderou a queda geral, caindo 4,8% em relação ao mês anterior e 34% em relação ao pico de preços, atingido em fevereiro de 2014. “Os valores mais fracos refletem o aumento da oferta de exportação em todos os principais produtos lácteos, especialmente da Nova Zelândia”, disse a entidade, em nota. O índice para carnes recuou 2% em relação a setembro. As carnes de ovinos, suínos, bovinos e de frango recuaram devido à oferta abundante. Ao registrar a nona queda mensal consecutiva, o grupo de óleos vegetais atingiu o nível mais baixo desde abril de 2009. O indicador do grupo ficou em 132,9 pontos em outubro, 1,5% menos que no mês anterior. Apesar de um leve aumento nos preços do óleo de soja, devido à demanda por biodiesel, os altos estoques de óleo de palma pressionaram o indicador. No que diz respeito aos cereais, o indicador subiu 1,3% em outubro, para 166,3 pontos, principalmente devido à alta das cotações do milho nos Estados Unidos. Uma oferta apertada de trigo na Austrália também permitiu um leve avanço do cereal, diz a FAO. Em contrapartida, os preços do arroz caíram. Também em alta em outubro, o indicador do açúcar ficou em 175,4 pontos, 8,7% mais que no mês anterior.

VALOR ECONÔMICO

Futuro da embaixada de Israel preocupa câmara árabe-brasileira

Os planos do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) de transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém acendeu o sinal de alerta na Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB), entidade com sede na capital de São Paulo que representa no Brasil os interesses comerciais da Liga dos Estados Árabes, bloco que reúne 21 países

Eventual mudança da embaixada brasileira significaria um alinhamento com Israel e um duro golpe para a Palestina, que tenta evitar que outros países, além dos Estados Unidos, reconheçam Jerusalém como a capital de Israel. Nessa disputa, os palestinos têm apoio dos países que compõem a liga, entre os quais Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Argélia, Líbano e Iraque. No total, apontam estatísticas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) compiladas pela CCAB, as exportações brasileiras para os 22 países da liga se aproximaram de US$ 14 bilhões em 2017. A pauta é formada principalmente por produtos agropecuários como carnes bovina e de aves e açúcar – quase 90% das importações de carne de frango da Arábia Saudita, por exemplo, são oriundas do Brasil. “Essa mudança [da sede da embaixada] significaria, no mínimo, um ruído em uma relação comercial que tem sido amigável e marcada por confiança mútua. Se de fato se concretizar, alguns importadores poderão começar a procurar substitutos aos fornecedores brasileiros e, em último caso, poderão erguer barreiras contra produtos brasileiros”, afirmou Rubens Hannun, Presidente da CCAB, ao Valor. Segundo Hannun, a entidade já está em contato com a equipe do presidente eleito para apresentar um estudo sobre a importância das relações comerciais entre o Brasil e os países árabes atualmente e o forte potencial de crescimento dessa “parceria”. Hannun lembra que não é apenas o fluxo comercial atual que está em jogo. Há potencial para que o Brasil amplie suas exportações aos países árabes – inclusive de itens de maior valor agregado, como produtos halal de higiene pessoal, por exemplo – e para esses países ampliarem seus investimentos no mercado brasileiro.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

IPC-Fipe acelera alta a 0,48% em outubro pressionado por alimentos

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo acelerou a alta a 0,48 por cento em outubro depois de ter encerrado setembro com avanço de 0,39 por cento, pressionado pelos preços de alimentos.

Os dados divulgados nesta segunda-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostraram que o grupo Alimentação exerceu o maior peso sobre o índice do mês, de 0,2946 ponto percentual, depois de acelerar a alta a 1,21 por cento, contra 0,08 por cento em setembro. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

REUTERS

IPC-S encerra outubro com alta de 0,48%, diz FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou outubro com alta de 0,48 por cento, ante 0,45 por cento em setembro, com destaque para a alta dos preços de alimentação e transportes

O dado informado na quinta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), entretanto, apresentou menor pressão em comparação com a terceira quadrissemana do mês, quando o índice subiu 0,54 por cento. Em outubro, os preços de Alimentação subiram 0,86 por cento, mostrando forte aceleração em relação à alta de 0,16 por cento no mês anterior. Por outro lado, o grupo Transportes terminou o mês com avanço de 0,82 por cento, mostrando menor pressão ante a alta de 1,09 por cento em setembro e também sobre a taxa de 0,93 registrada na terceira quadrissemana do mês.

REUTERS

Ibovespa abre novembro com recorde ajudado por NY e balanços

O Ibovespa fechou na máxima histórica na quinta-feira, tendo superado os 89 mil pontos no melhor momento do dia, beneficiado pelo viés positivo em Wall Street e resultados corporativos sólidos, como o do Bradesco

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou o pregão com elevação de 1,14 por cento, a 88.419,05 pontos, maior patamar de fechamento na história. Na máxima do dia, atingiu 89.107,37 pontos, recorde intradia. O volume financeiro alcançou 18,75 bilhões de reais. Na semana, mais curta em razão do feriado nacional na sexta-feira, o Ibovespa subiu 3,15 por cento, engatando a quinta alta semanal seguida. No período, o índice se valorizou 11,4 por cento. Wall Street endossou os ganhos no pregão paulista, com os principais índices acionários no azul, apoiados em balanços trimestrais robustos e após forte queda em outubro em Nova York. Estrategistas aguardam continuidade da volatilidade na bolsa em novembro, mas veem espaço para a manutenção dos ganhos.

REUTERS

Dólar cai abaixo de R$ 3,70 com exterior, mas volta a ter alta semanal

Na semana, subiu 1,09 por cento, a primeira alta após seis semanas consecutivas de queda, período no qual perdeu 12,29 por cento de seu valor

O dólar iniciou novembro em queda e terminou a quinta-feira abaixo de 3,70 reais, em dia de maior busca pelo risco no mercado internacional. O dólar recuou 0,76 por cento, a 3,6943 reais na venda, depois de cair 7,79 por cento em outubro, sua maior queda porcentual desde junho de 2016. Na semana, subiu 1,09 por cento, a primeira alta após seis semanas consecutivas de queda, período no qual perdeu 12,29 por cento de seu valor. Na mínima, a moeda foi a 3,6797 reais e, na máxima, a 3,7149 reais. O dólar futuro tinha baixa de 0,80 por cento. O otimismo do mercado não deve, no entanto, promover alterações no patamar atual do dólar. Pesquisa Reuters mostrou que a perspectiva é de que a moeda fique em 3,75 reais em 12 meses, perto do nível de 3,70 reais com o qual a moeda vem trabalhando. O otimismo na quinta-feira encontrou respaldo num movimento de maior busca pelo risco no exterior, levando o dólar cair forte ante a cesta de moedas e também ante as divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano. Expectativa de que a China aumente seu estímulo fiscal ajudou as divisas emergentes, enquanto o euro foi favorecido pela esperança de acordo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit.

REUTERS

Superávit comercial do Brasil tem melhor outubro da série, mas abaixo do esperado

A balança comercial brasileira registrou superávit de 6,121 bilhões de dólares em outubro, melhor dado para o mês na série histórica iniciada em 1989 diante de ganho de fôlego nas exportações, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior na quinta-feira.

Pesquisa da Reuters com economistas apontava, contudo, expectativa de saldo positivo maior, de 6,849 bilhões de dólares para o período. No mês, exportações e importações subiram em igual medida, com alta de 12,4 por cento pela média diária, contrariando tendência vista até então de exportações mais fracas. As vendas de produtos chegaram a 22,226 bilhões de dólares no período, enquanto as compras somaram 16,105 bilhões de dólares. No acumulado de janeiro a outubro, o saldo positivo das trocas comerciais chegou a 47,721 bilhões de dólares, recuo de 18,4 por cento sobre igual etapa do ano passado. A diminuição vem na esteira de importações mais fortes, respondendo a uma melhoria da atividade econômica. Nos 10 meses de 2019, elas subiram 20,6 por cento, ao passo que as exportações tiveram alta de 8 por cento. A previsão do MDIC, até agora, era de que o superávit chegaria ao patamar de 50 bilhões de dólares em 2018, ante 67 bilhões de dólares em 2017. Mas economistas ouvidos pela Banco Central na pesquisa Focus veem um superávit de 56 bilhões de reais este ano. Em entrevista coletiva, o Diretor de estatísticas e apoio às exportações do MDIC, Herlon Brandão, disse que o governo mantinha a sua estimativa, mesmo com o saldo ao longo do ano já próximo dos 50 bilhões.

REUTERS

Renúncia fiscal na saúde deve chegar a R$39 bi em 2018, deduções beneficiam quem tem maior renda, diz Fazenda

O governo abrirá mão de arrecadar 39 bilhões de reais em 2018 com benefícios tributários na área da saúde, divulgou na quinta-feira o Tesouro Nacional, apontando o caráter “altamente regressivo” nas deduções no Imposto de Renda das pessoas físicas, que beneficiam sobretudo os contribuintes de maior renda

Sozinhas, essas deduções para pessoas físicas responderão por 13,1 bilhões de reais, ou um terço da renúncia calculada, destacou o estudo “Aspectos Fiscais da Saúde no Brasil”. Como o benefício é dado pela multiplicação dos valores gastos com saúde pela alíquota do contribuinte, 75 por cento do abatimento no IR é apropriado pelos contribuintes com maior renda e que estão enquadrados na alíquota máxima, apontou o Tesouro, com base nas declarações entregues no ano passado. “Ao contrário das despesas em educação, também dedutíveis do IR, não há limite máximo para a dedução de despesas médicas. Tal fato se torna ainda mais latente quando se constata que o custo dos serviços privados de saúde supera sistematicamente o IPCA”, disse o Tesouro. “Isso faz com que as perdas fiscais decorrentes desse benefício cresçam em termos reais ano a ano, prejudicando ainda mais o cenário fiscal restritivo que o país atravessa”, acrescentou. No estudo, o Tesouro também projetou que a despesa primária da União na área de saúde subiria a 11,5 por cento do teto de gastos em 2027 num cenário base, que considera a evolução dos custos de oferta dos serviços de saúde, o crescimento populacional e a mudança da estrutura etária da população. Em 2017, o percentual foi de 8,7 por cento. Num cenário de expansão, que inclui também a previsão de aumento na cobertura de alguns serviços, o salto seria para 12,6 por cento do teto. O cenário é desafiador pelo fato de o país contar com uma pesada estrutura de gastos obrigatórios, como os ligados à Previdência e à folha de pagamento do funcionalismo, que também tendem a comer uma parte cada vez maior do bolo.

REUTERS

EMPRESAS

Minerva faz oferta de recompra de títulos no exterior da Minerva Luxembourg

A Minerva anuncia oferta de recompra antecipada de títulos perpétuos no exterior emitidos pela subsidiária Minerva Luxembourg, com taxa de juros de 8,75%. Em nota, a empresa de proteína diz que o valor em aberto dos títulos no mercado internacional é atualmente de US$ 291,153 milhões. Em março, a empresa cancelou uma emissão que faria de US$ 500 milhões pela Minerva Luxembourg e recompra dos títulos de 8,75%, alegando condições de mercado, naquela ocasião.

Estadão

FRANGOS & SUÍNOS

FRANGO/CEPEA: Milho e farelo em baixa e animal em alta elevam poder de compra

As recentes quedas nos preços do milho e do farelo de soja, importantes insumos da atividade avícola, atreladas às recuperações nos valores do frango vivo têm favorecido o poder de compra de produtores independentes do estado de São Paulo consultados pelo Cepea

De acordo com a Equipe de Grãos do Cepea, as quedas nos preços do milho se devem à posição mais ativa de vendedores e ao menor interesse de compradores. Além disso, o clima favorável e o fraco desempenho das exportações nesta safra também pressionam os valores domésticos do cereal. Quanto ao farelo, a Equipe de Grãos do Cepea indica que a maior oferta do derivado de soja frente à demanda reduzida pressiona as cotações do produto. No mercado de frango vivo, o movimento está atrelado à menor oferta de animais para abate. Neste caso, o elevado custo de produção na maior parte deste ano e a demanda arrefecida levaram agentes a reduzirem ou deixarem a atividade avícola.

CEPEA/ESALQ

SUÍNOS/CEPEA: Em outubro, carne suína perde competitividade em relação à bovina

Preços das três proteínas mais consumidas no Brasil – suína, frango e bovina – subiram no mercado atacadista da Grande São Paulo
De acordo com pesquisas do Cepea, em outubro, os preços das três proteínas mais consumidas no Brasil – suína, frango e bovina – subiram no mercado atacadista da Grande São Paulo. As valorizações verificadas para as carnes suína e de frango, no entanto, têm sido bem mais intensas que as registradas à bovina. Diante disso, a carne suína perdeu competitividade frente à bovina e manteve praticamente estável a diferença com a de frango. Quanto aos preços do animal vivo em outubro, com a menor oferta de animais para abate e a demanda ainda sem se aquecer, as cotações do animal atravessaram a segunda metade do mês sem grandes alterações.

CEPEA/ESALQ 

Demanda maior deu sustentação aos preços do frango nas indústrias

Nas granjas de São Paulo, os preços do frango permaneceram estáveis na última semana em R$3,10/kg

No atacado houve um maior dinamismo nas vendas no período. Os compradores se abasteceram para o feriado e virada de mês, mas ainda com certa cautela, aguardando um melhor posicionamento da demanda. Com isso, os preços da carcaça tiveram valorização de 1,2% no período, estando cotada, em média, em R$4,23/kg. No acumulado do ano (janeiro a outubro), os preços na granja estão 7,1% maiores que em igual período do ano passado. No entanto, os custos com o milho subiram 28,7% em igual comparação.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Uruguai exportou 48.700 bovinos vivos em outubro

Durante o mês de outubro, as empresas uruguaias exportaram 48.700 bovinos vivos para a Turquia, segundo os registros de aplicação da Direção Nacional de Aduanas (DNA). “Depois da parada de setembro, os negócios reaparecem com uma dinâmica interessante”, disse Rafael Tardáguila, Diretor da Tardáguila Agromercados

Em setembro não havia volumes exportáveis devido à profunda desvalorização da lira frente ao dólar que inviabilizou o comércio de animais vivos com os importadores daquele país.

Tardáguila explicou, com base em fontes de exportação, que o fluxo de negócios continuará fluido nas próximas semanas. Lembramos que em junho houve um pico histórico com 85.713 cabeças de gado saindo das fronteiras do país, seguido de agosto com 66.899 cabeças.

De acordo com a informação do DNA, Tardáguila disse que os valores de exportação FOB em outubro permaneceram em níveis semelhantes antes da trégua de setembro e até um pouco acima. Ele detalhou que no mês atual foi vendido a US $ 653 por cabeça, enquanto em junho a US $ 618 e em agosto a US $ 639 por animal.

El País Digital

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