CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 818 DE 17 DE AGOSTO DE 2018

abra

Ano 4 | nº 818 | 17 de agosto de 2018

NOTÍCIAS

BOI/CEPEA: Preços fecham 1ª quinzena em alta

Oferta de animais para abate esteve baixa na primeira quinzena deste mês
A oferta de animais para abate esteve baixa na primeira quinzena deste mês, cenário que elevou os preços arroba no período. Pesquisadores do Cepea indicam, no entanto, que o movimento de alta foi limitado pelo posicionamento recuado de representantes de frigoríficos, especialmente nesta semana – muitos diminuíram o ritmo de aquisição de novos lotes, diante do enfraquecimento das vendas da carne no mercado atacadista. No acumulado parcial de agosto (até o dia 15), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo aumentou 0,67%, fechando em R$ 142,65 nessa quarta-feira, 15.

CEPEA/ESALQ

Moody’s cita desafios ambientais e comerciais para agronegócio do Brasil

O agronegócio do Brasil e da Argentina vai se beneficiar da crescente demanda por alimentos, enquanto os desafios ambientais e comerciais podem desacelerar o ritmo de crescimento, disse o Moody’s Investors Service nesta quinta-feira, em um relatório ao mercado

De acordo com o texto, a diversificação geográfica, as economias de escala e os custos de insumos competitivos aumentam a competitividade dos produtores agrícolas da América do Sul, especialmente os dos dois países. “Um aumento na demanda global por alimentos, liderado especialmente pela Ásia, dará suporte à qualidade de crédito do agronegócio na América do Sul, mas preocupações ambientais, disputas comerciais e volatilidade cambial desafiam os produtores a se tornarem mais eficientes, e o uso da tecnologia e da logística será fundamental para o ganho de produtividade”, disse o vice-presidente sênior da Moody´s Gersan Zurita, em nota. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o consumo de carne na China crescerá cerca de 8 por cento nos próximos cinco anos, um exemplo das oportunidades e desafios diante dos produtores de proteína animal. De um ponto de vista da qualidade de crédito, as companhias brasileiras JBS, BRF, Marfrig e Minerva devem todas se beneficiar desta tendência.

Redação Reuters

Menor oferta de vacas eleva as cotações

Estamos entrando na segunda quinzena do mês, período em que sazonalmente há queda no consumo e isso permite aos frigoríficos trabalharem com estoques mais “enxutos”

Entretanto, apesar da menor demanda, a oferta curta é que está ditando o ritmo das cotações no mercado do boi gordo. No fechamento da última quinta-feira (16/8), houve alta em oito praças para o boi gordo e em doze para a vaca gorda, o que ilustra o cenário de firmeza nas cotações. O maior número de altas para a vaca gorda é reflexo da escassez de oferta desta categoria. No mercado atacadista de carne bovina com osso, após a queda registrada no início da semana, o cenário atual é de estabilidade. A carcaça de bovinos castrados está cotada em R$9,39/kg.

SCOT CONSULTORIA

Frigoríficos no MT com escalas longas, fechadas por grandes lotes, com pequenas janelas para balcão; tecnologia inflou rebanho

Na região de Cáceres, boi europa R$ 133, castrado R$ 130 e inteiro de pasto R$ 128/130, preços que estão remunerando quem tem volume e qualidade. Excesso de oferta praticamente eliminou a entressafra no estado. Manejo de pasto, precocidade, semi e confinamento ajudaram a manter a oferta no alto

No estado do Mato Grosso, o mercado do boi gordo segue muito ofertado e as escalas de abates estão em torno de 10 a 12 dias úteis na maioria das plantas. Contudo, as plantas fecharam grandes lotes de animais e deixaram pequenas janelas para negociações balcão. Segundo o Presidente da Comissão de Pecuária da Famato, Neto Gouveia, não existe mais entressafra no estado em função do excesso de oferta de boiadas. “O mercado consumidor quer ter uma segurança alimentar e precisamos produzir bons animais e na intenção de ficarmos mais produtivos causamos o aumento na oferta”, afirma. Na região de Cáceres/MT, ainda tem animais nos pastos por conta da integração da lavoura e a pecuária. “É possível produzir uma mata que fica verde por mais tempo até no período de seca. Tendo em vista, que o boi pode ganhar peso mesmo na seca”, destaca.  Para os próximos dias, a tendência é que as escalas de abate para o boi Europa fiquem disponíveis somente no mês de setembro. “O boi Europa está em torno de R$ 133,00/@ a R$ 134,00/@ e o boi castrado está próximo de R$ 130,00/@, com trinta dias. No caso dos bois inteiros de pastos sem comer ração nenhum frigorífico quer e as referências estão ao redor de R$ 128,00/@ a R$ 130,00/@”, aponta. Ainda de acordo com a liderança, o atual cenário está complicado para os pecuaristas e para as plantas frigoríficas. “Chegamos a um ponto em que está difícil para nós que produzimos e para a planta também, tirando a parte de exportação que teve bons resultados”, finaliza.

Notícias Agrícolas

ECONOMIA

Ibovespa recua com receios sobre eleição superando exterior favorável

A bolsa paulista fechou em queda nesta quinta-feira, apesar do quadro externo favorável e abandonando os ganhos do começo da sessão, conforme segue vulnerável a especulações ligadas à disputa presidencial, com a campanha começando oficialmente

O Ibovespa caiu 0,34 por cento, a 76.818,72 pontos, após oscilar da mínima de 76.381,27 pontos (-0,90 por cento) à máxima de 77.703,73 pontos (+0,81 por cento). O volume financeiro somou 9,18 bilhões de reais. “O mercado tem estado volátil porque estamos próximos de uma eleição presidencial muito indefinida e incerta”, disse o gestor Marcelo Mesquita, da administradora de recursos Leblon Equities. Nesta sessão, profissionais da área de renda variável citaram como fator para a piora reportagem publicada pelo portal G1 de que o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, poderia ser alvo de denúncias do Ministério Público. De acordo com esses profissionais, a notícia repercutiu mal, ainda mais com o tucano, benquisto pelo mercado, apresentando certa estagnação em pesquisas sobre a preferência dos eleitores. Para a sexta-feira, está previsto o levantamento encomendado pela XP Investimentos. Em nota publicada mais cedo, a corretora Mirae destacou que, passada a safra de resultados corporativos, a agenda política passa a ser o vetor mais importante para o comportamento do mercado acionário brasileiro. No exterior, Wall Street encerrou no azul, em meio a resultados corporativos fortes e certo abrandamento no nervosismo com a disputa comercial entre Estados Unidos e China. O S&P 500 avançou 0,79 por cento.

Redação Reuters

Dólar encerra com leve alta dividido entre alívio externo e cautela com eleição local

O dólar encerrou a quinta-feira com leve alta ante o real, com a cautela com a cena eleitoral doméstica se sobrepondo ao alívio externo após a China ter anunciado que vai realizar nova rodada de negociações comerciais com os Estados Unidos

O dólar avançou 0,12 por cento, a 3,9052 reais na venda, depois de oscilar entre a mínima de 3,8675 reais e a máxima de 3,9267 reais. O dólar futuro rondava a estabilidade. “Começou a temporada de boatos, que vai até a definição do presidente”, declarou o diretor de operações da corretora Mirae, Pablo Spyer, ao explicar o nervosismo que tomou conta dos negócios no começo da tarde e fez o dólar abandonar a queda e passar a subir ante o real, antes de se acomodar. “O mercado primeiro reage e depois reavalia”, disse. Os investidores foram às compras de dólares após o portal G1 ter divulgado notícia em que dizia que o candidato que mais agrada ao mercado, o tucano Geraldo Alckmin, pode ser alvo de denúncias do Ministério Público de São Paulo ainda antes do 1º turno da eleição, dia 7 de outubro. O ex-governador de São Paulo prestou depoimento na véspera em investigação que apura suposto caixa 2 em suas campanhas de 2010 e 2014. “A notícia estressou. O candidato do mercado é o Alckmin”, disse um profissional da mesa de derivativos de uma corretora nacional.

Redação Reuters

Crescimento das vendas do varejo em julho desacelera para 0,5%, mostra índice da Cielo

As vendas do varejo brasileiro subiram 0,5 por cento em julho ante o mesmo mês do ano passado, descontada a inflação, informou na quinta-feira a companhia de meios de pagamento Cielo

O número mostra uma desaceleração pelo segundo mês seguido após as altas na comparação anual de 2,2 por cento em junho e de 3 por cento em maio, com impactos de efeito calendário. Em termos nominais, a alta foi de 4,4 por cento em relação ao ano anterior. O mês de julho foi prejudicado pelo calendário, uma vez que neste ano o mês teve uma terça-feira a mais e um sábado a menos, dia da semana geralmente mais forte para o varejo. Além disso, o feriado da Revolução Constitucionalista no Estado de São Paulo, que em 2017 caiu em um domingo, neste ano ocorreu na segunda-feira. A Cielo informou ainda que os dois jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo que aconteceram no mês de julho também tiveram efeito negativo de 1 ponto percentual nas vendas do varejo. Ajustados aos impactos do calendário, o índice deflacionado mostra alta de 1,4 por cento, o que representa uma leve aceleração em relação ao observado no mês de junho, quando a alta foi de 1,1 por cento. Já o ICVA nominal com ajuste do calendário subiu 5,3 por cento ante um ano antes, após alta de 4,4 por cento em junho. “O ICVA nominal ajustado aos efeitos de calendário manteve a trajetória de retomada que vinha sendo apresentada nos últimos meses. Vale ressaltar que esse resultado foi impulsionado por uma aceleração da inflação, especialmente em alimentos, combustíveis e viagens, o que pode ser observado no ICVA deflacionado”, disse Gabriel Mariotto, Diretor de Inteligência da Cielo, em comunicado.

Redação Reuters

Número de pessoas que desistiram de procurar emprego é recorde

O país tinha um contingente de 4,8 milhões de pessoas em desalento – ou que desistiram de procurar emprego – no segundo trimestre deste ano, segundo dados complementares da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

É o maior contingente da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. O número supera o recorde anterior, registrado no primeiro trimestre (4,6 milhões) e o segundo trimestre de 2017 (4,0 milhões). Pela metodologia do IBGE, desalentada é a pessoa que está fora da força de trabalho. Ou seja, não está empregada, nem procurando emprego, por diferentes razões como achar que não conseguiria trabalho, que não tinha a experiência necessária, se considerar muito jovem ou idosa ou não encontrar trabalho na localidade. São, portanto, pessoas que não estão procurando emprego, mas aceitariam se alguém oferecesse. A taxa de desalento no segundo trimestre deste ano ficou em 4,4% da força de trabalho ampliada, também maior percentual da série histórica. Entre as unidades da federação, Alagoas (16,6%) e Maranhão (16,2%) tinham a maior taxa de desalento e Rio de Janeiro e Santa Catarina, as menores, 1,2% e 0,7%, respectivamente. Para o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, o mercado de trabalho brasileiro piorou de tal forma nos últimos anos, que apenas a taxa de desemprego não dá mais conta de explicar a situação. Ele observa que, apesar de a taxa ter encerrado o segundo trimestre em 12,4%, em queda tanto em relação ao primeiro trimestre (13,1%), quanto na comparação com o segundo trimestre de 2017 (13%), o número de trabalhadores subutilizados cresceu 1,3 milhão na comparação anual, com um avanço de 838 mil somente para os que estão em situação de desalento, segundo a Pnad Contínua Trimestral, divulgada nesta quinta-feira. Havia 27,6 milhões de pessoas subutilizadas no segundo trimestre.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Seara continuará reajustando preços de produtos no 3º tri

A Seara, unidade da JBS S.A., continuará a reajustar preços de seus produtos no terceiro trimestre para repassar custos de produção, disseram executivos do grupo durante teleconferência de resultados na quarta-feira (15)

“Tem que ser mais uns 7% agora para completar tudo”, disse o diretor global de Operações da JBS, Gilberto Tomazoni. Ele se referiu ao aumento de preços que seria necessário ocorrer no terceiro trimestre, considerando o que ainda não pôde ser repassado no trimestre anterior e a necessidade adicional de reajuste nos próximos meses. A Seara elevou preços no mercado interno em 3% no segundo trimestre, apenas parte do reajuste de 5% nos preços de produtos que teria sido necessário para repassar todos os custos, segundo ele. Tomazoni acrescentou que a empresa continua focada em ganhar participação de mercado conquistando a preferência do consumidor e não com redução de preços. O segundo trimestre foi desafiador para a Seara, diante da greve dos caminhoneiros que reduziu a produção e distribuição de produtos nos mercados interno e externo, e da alta dos preços de grãos utilizados para nutrição animal. A JBS informou na noite de terça-feira (14) que a Seara teve uma redução de 5,4% na receita líquida, para R$ 4,1 bilhões, como resultado de uma queda de 10,6% no volume de produtos comercializados. A greve dos caminhoneiros causou uma perda de R$ 112,9 milhões no resultado da JBS no segundo trimestre, referentes aos descartes, menor produtividade do plantel de animais e aumento dos custos industriais e logísticos.

CARNETEC

Marfrig registra vazamento de amônia em Paranatinga

A Marfrig Global Foods registrou um vazamento de amônia na unidade de processamento de carne bovina localizada em Paranatinga (MT), na quarta-feira (15), informou a empresa na quinta-feira (16)

A processadora de carnes disse por meio da assessoria de imprensa que não houve feridos, mas que alguns colaboradores foram encaminhados ao pronto-socorro da cidade, como medida preventiva. O vazamento foi sanado. “A ocorrência está sendo investigada pela equipe técnica interna da unidade para identificação das possíveis causas”, disse a empresa em nota. “A companhia reitera que segue rigidamente as normas de segurança em seu ambiente de trabalho e zela pela constante manutenção de suas instalações.” 

CARNETEC

JBS: dólar em alta pode ajudar exportações

O fortalecimento da moeda norte-americana sobre o real melhorou os preços das exportações dos produtos processados no Brasil e, na visão do presidente da JBS na América do Sul, Wesley Batista, o câmbio deve continuar favorecendo a companhia neste terceiro trimestre

“Estamos confiantes com os embarques, principalmente para os países asiáticos”, disse o executivo na quarta-feira (15/8), em teleconferência com analistas. Durante o segundo trimestre de 2018, a receita do mercado externo aumentou 3,7%, com volume e preços 17,1% e 14,2% maiores, respectivamente. Os preços foram impulsionados pela desvalorização do real, mostrou a companhia em balanço financeiro divulgado na noite de terça-feira (14/8). Globo Rural

SUÍNOS & FRANGOS

SUÍNOS/CEPEA: Preços da carne e do animal vivo se elevam pela 2ª semana seguida

Valores da carne suína e do animal vivo estão em alta no mercado brasileiro

Pela segunda semana consecutiva, os valores da carne suína e do animal vivo estão em alta no mercado brasileiro, de acordo com levantamento do Cepea. A demanda mais aquecida – devido ao recebimento dos salários, das temperaturas mais baixas e também do Dia dos Pais – elevou a liquidez interna na primeira quinzena de agosto e, consequentemente, os preços da carne e do animal. No caso do mercado independente de suíno vivo, quase todas as praças acompanhadas pelo Cepea registraram fortes elevações nas cotações nessa primeira metade do mês. Segundo colaboradores do Cepea, além da demanda firme, o movimento de alta também se deve à restrição na oferta de animais mais pesados. As dificuldades vivenciadas pelo no setor suinícola nos últimos meses têm levado alguns produtores a encerrarem a produção, o que pode ter influenciado a menor oferta de animais nas últimas semanas.

CEPEA/ESALQ

Frango: estabilidade nas granjas e quedas no atacado

Já são 37 dias de estabilidade nos preços do frango nas granjas paulistas. De um lado a demanda no atacado não evolui e, de outro, a disponibilidade de animais não está abundante

O frango vivo está cotado em R$3,00/kg em São Paulo. Como os compradores aceleram as compras na semana anterior na expectativa de melhora nas vendas com o início do mês, essa semana foi marcada por lentidão nos negócios. No atacado, a queda na demanda resultou em desvalorização de 2,2%. A carcaça passou de R$3,68/kg para os atuais R$3,60/kg. Em trinta dias o recuo acumulado foi de 6,0%. Para os próximos dias, a entrada da segunda quinzena e menor movimentação podem pressionar as cotações para baixo.

SCOT CONSULTORIA

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment