CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 801 DE 25 DE JULHO DE 2018

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Ano 4 | nº 801 | 25 de julho de 2018

NOTÍCIAS

Carne bovina subiu nos estabelecimentos onde os estoques estão pequenos

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo os preços da carne bovina caíram, em média, 0,5% no varejo na semana passada. No Paraná a queda foi de 0,2%

Por outro lado, houve alta de 0,2% em Minas Gerais e de 0,3% no Rio de Janeiro no mesmo período. Os varejistas com estoques mais justos, aqueles que conseguiram escoar com mais facilidade na primeira quinzena, período de pagamento de salário, aumentaram os preços e não estão se reabastecendo junto aos frigoríficos. As vendas não estão boas. O markup dos açougues e supermercados paulistas está em 66,5%.

SCOT CONSULTORIA

Arroba do boi gordo deve ficar firme em agosto

Preocupação do setor está no crescimento dos custos da ração, que podem ser alavancados por uma exportação maior de grãos para a China

O Presidente do Sindicato Rural de Campo Grande (MS), Ruy Fachini, disse esperar uma reação mais intensa dos preços da arroba do boi gordo no mercado físico a partir de meados de agosto, em linha com um possível aumento na demanda por carne bovina. Nos bastidores do Global Agribusiness Forum (GAF 2018), o executivo, que também integra a diretoria da Federação da Agricultura e Pecuária do estado (Famasul), destacou que as cotações já estão em ritmo de recuperação, porém, gradual. “O que tem nos preocupado muito é o aumento de insumos para ração. Se houver crescimento nas exportações de grãos para a China, o setor agrícola ganha, mas a pecuária perde”, ponderou, em referência aos efeitos da guerra comercial estabelecida entre norte-americanos e chineses. A questão dos custos tem desestimulado a adoção de confinamento em Mato Grosso do Sul. “Em um momento que não temos mais pastagens”, enfatizou. Ainda sobre a guerra comercial, Fachini afirma que, grosso modo, a pecuária norte-americana pode sair beneficiada. “O gado produzido nos EUA pode ter o custo reduzido, já que os grãos colhidos no país estão mais baratos, dada a ampla oferta interna com a diminuição das vendas para a China”, analisa. 

Estadão Conteúdo

Mercado do boi gordo perde força, mas viés ainda é de alta

O lento escoamento de carne bovina permite aos frigoríficos trabalharem com escalas de abate enxutas e, pontualmente, possibilita que compradores ofertem preços menores do que o observado nos últimos dias

Apesar da demanda em baixa, o cenário de alta nos preços da arroba do boi gordo permanece, mesmo que em menor intensidade. Apenas no Rio Grande do Sul, onde a oferta de boiadas está suficiente para atender a demanda, há de fato um mercado mais frouxo em relação às outras regiões. No estado, desde o início do mês o preço da arroba do boi gordo caiu 4,0%, considerando a cotação à vista, livre de Funrural, segundo levantamento da Scot Consultoria.

SCOT CONSULTORIA

MT: abate de fêmeas cresce no primeiro semestre

Entre janeiro e junho, frigoríficos abateram 13,8% mais fêmeas do que no mesmo período em 2017

Pela primeira vez nos últimos quatro anos, as fêmeas superaram os machos na linha de abates de janeiro a junho no Estado de Mato Grosso. De acordo com levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, nos seis primeiros meses do ano foram abatidas 1,27 milhão de fêmeas, alta de 13,8% em relação a igual período no ano passado. Em seu relatório semanal, o Imea destaca que o aumento na participação das fêmeas é um dos indicadores da virada do ciclo pecuário. “No momento, o setor passa pela fase de descarte de matrizes, o que pode servir como fundamento para a melhora nos preços da reposição em um futuro próximo”, prevê a publicação. Além das fêmeas, o número de machos abatidos em MT também cresceu neste ano. Durante o primeiro semestre foram abatidos 1,2 milhão de animais, 3,5% a mais do que em igual período no ano passado.

Portal DBO

Expectativas de preços firmes para o sebo bovino

A boa demanda pela soja mantém os preços do grão e, consequentemente, dos subprodutos, firmes no mercado interno, o que colabora com o mercado do sebo com preços andando de lado

No Brasil Central, segundo levantamento da Scot Consultoria, a gordura animal está cotada, em média, em R$2,10/kg. Existem negócios em patamares maiores. No Rio Grande do Sul, o produto está cotado, em média, em R$2,25/kg. Para o curto prazo, a expectativa é de que a demanda em alta mantenha o mercado com preços sustentados.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar cai 1% e vai abaixo de R$3,75 com cena externa

O dólar recuou 1 por cento e fechou esta terça-feira abaixo do patamar de 3,75 reais, o menor em mais de um mês, acompanhando a cena externa e com os investidores mantendo suas atenções para a cena política local a poucos meses das eleições presidenciais

O dólar recuou 1,06 por cento, a 3,7431 reais na venda, menor patamar desde 18 de junho (3,7400 reais). Na mínima do dia, marcou 3,7321 reais. O dólar futuro tinha desvalorização de cerca de 1 por cento no final da tarde. “A China é a principal razão do alívio externo, após o governo anunciar medidas de incentivo fiscal”, afirmou o gestor de derivativos de uma corretora local. Promessas de Pequim de mais estímulo empurraram os mercados acionários chineses para a máxima de um mês e impulsionavam os mercados emergentes nesta sessão.

O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 14 mil swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 11,2 bilhões de dólares do total de 14,023 bilhões de dólares dos contratos que vencem em agosto.

Redação Reuters

Ibovespa sobe 1,5% e fecha na máxima em 2 meses com exterior

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, na máxima em dois meses, ajudado pelo viés benigno no mercado financeiro global, em meio a perspectivas de novos estímulos econômicos na China. As ações da mineradora Vale responderam pela maior contribuição positiva, fechando em alta de mais de 3 por cento

O principal índice de ações da B3 subiu 1,49 por cento, a 79.154,98 pontos, maior patamar de fechamento desde 24 de maio. O volume financeiro somou 9,19 bilhões de reais. Para o estrategista para pessoa física da Santander Corretora, Ricardo Peretti, a bolsa paulista se beneficiou de uma janela positiva no exterior, dado que não houve nenhuma notícia doméstica muito importante, com a novidade sendo a sinalização do governo chinês de estímulos econômicos, que não estava no preço. Na véspera, a China prometeu buscar uma política fiscal mais “vigorosa”, intensificando seus esforços para apoiar o crescimento. De acordo com profissionais da área de renda variável, o noticiário corporativo doméstico tende a seguir no radar, conforme continua a temporada de balanços, assim como desdobramentos da corrida presidencial, particularmente as articulações visando coligações para as eleições.

Redação Reuters

Desembolsos do BNDES caem 17% no 1º semestre, para R$27,8 bi

Os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) somaram 27,8 bilhões de reais de janeiro a junho, uma queda de 17 por cento ante mesma etapa de 2017, indicando que os desembolsos do banco de fomento devem ter o quinto ano consecutivo de retração

Segundo os dados revelados pela instituição nesta terça-feira, as aprovações, que são uma etapa anterior à efetiva concessão dos créditos, caíram 10 por cento no período, para 30,26 bilhões de reais. Enquanto isso, as consultas, primeira fase do processo, cresceram 4 por cento. Refletindo o efeito combinado de recessão econômica do país, a troca de uma taxa subsidiada (TJLP) por outra de mercado (TLP) para concessão de crédito e o fim das injeções de recursos pelo governo federal, o BNDES teve em 2017 o quarto ano seguido de declínio dos desembolsos, a 70,8 bilhões de reais, atingindo o menor nível em uma década. Apesar do ritmo ainda cadente dos últimos meses, o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, tem insistido que as concessões do banco no acumulado de 2018 devem ficar entre 70 bilhões e 80 bilhões de reais. A previsão do antecessor dele na presidência do BNDES, Paulo Rabello de Castro, era de 80 bilhões de reais, que já tinha sido diminuída em relação à estimativa inicial de 90 bilhões de reais.

Redação Reuters

EMPRESAS

Minerva vê reabertura da Rússia às carnes mais próxima

Os exportadores brasileiros das carnes bovina e suína voltaram a ter esperança na reabertura do mercado da Rússia, que está fechado desde dezembro passado

Depois de verem as mesmas expectativas frustradas em maio, quando a decisão de Moscou parecia próxima, os exportadores agora depositam a confiança na reunião entre os Presidentes Michel Temer e Vladimir Putin, que deverá ocorrer quinta-feira durante a Cúpula dos Brics, em Joanesburgo, na África do Sul. Em entrevista a jornalistas ontem, o Presidente da Minerva Foods, Fernando Galletti de Queiroz, demonstrou otimismo com a possibilidade de a Rússia anunciar a reabertura durante a cúpula. “Há uma boa chance de acontecer”, disse Galletti. A avaliação dos exportadores de carnes do Brasil é que uma sinalização positiva de Putin poderá abrir o caminho para a reabertura do mercado do país, que vem sendo adiada pelos técnicos do serviço sanitário da Rússia (Rosselkhoznadzor). Ontem, uma nova rodada de negociações entre técnicos do Ministério da Agricultura brasileiro e do serviço sanitário russo ocorreu, em Moscou. Oficialmente, o Rosselkhoznadzor ainda aguarda um documento formal do governo brasileiro sobre a investigação feita para determinar as causas da presença de ractopamina – um promotor de crescimento proibido na Rússia – em lotes de carne suína e bovina importados no ano passado do Brasil. Em nota divulgada em seu site, o serviço sanitário da Rússia informou que os técnicos brasileiros prestaram “verbalmente” as informações sobre a investigação e que os representantes do Ministério da Agricultura do Brasil teriam informado que os documentos solicitados serão entregues na próxima semana.

VALOR ECONÔMICO

Disputa comercial EUA-China favorece o Brasil, diz presidente do Minerva

A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China é boa para o Brasil, disse nesta terça-feira o presidente-executivo da processadora de carne bovina Minerva, já que a disputa cria oportunidades para exportadores de alimentos da América do Sul

A mudança na política de comércio exterior norte-americana irá aproximar os fornecedores de produtos na América do Sul, onde os custos são mais baixos, de possíveis compradores, disse Fernando Galletti de Queiroz nos bastidores do Fórum Global do Agronegócio, em São Paulo.

“Com os EUA assumindo uma posição mais dura no comércio, há oportunidades para os importadores e produtores de commodities agrícolas na América do Sul terem uma ponte mais sólida”, disse Queiroz. “A guerra comercial é favorável para o Brasil.” Durante sua apresentação mais cedo na conferência, Queiroz disse que a China irá importar cerca de 1,2 milhão de toneladas de carne bovina neste ano, 23 por cento a mais do que em 2017. A demanda também está crescendo no Oriente Médio, onde a expansão no consumo de carne deve ser de 47 por cento em este ano, acrescentou. Em relação aos embargos comerciais, Queiroz disse que é possível que a Rússia suspenda a proibição de importação de carne bovina brasileira, imposta em dezembro, quando a Rússia alegou que foram achados traços de um aditivo alimentício proibido, a ractopamina, nos envios. “Provavelmente, nós teremos boas notícias da Rússia este ano”, disse Queiroz.

Redação Reuters

Minerva descarta compra de BRF ou ativos da empresa

A Minerva, maior exportador de carne da América do Sul, não pretende comprar a rival BRF ou os ativos da empresa, disse um executivo nesta terça-feira

Comprar a BRF ou seus ativos, incluindo os na Argentina que foram colocados à venda no mês passado, “não é parte no plano de negócios”, disse o Presidente-Executivo da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, a repórteres nos bastidores de uma conferência de agronegócio em São Paulo.

Redação Reuters

FRANGOS & SUÍNOS

Guerra comercial pode ajudar EUA a destinar carne suína ao Brasil

A guerra comercial entre EUA e China pode ser uma “oportunidade” para que os americanos retomem as negociações para abrir o mercado de carne suína do Brasil, disse o Vice-Presidente de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin

Para que isso ocorra, porém, os exportadores brasileiros querem que os EUA também abram seu mercado. Para os EUA, o mercado brasileiro seria uma alternativa para escoar parte da produção que até então era exportada para a China. Por conta da disputa comercial entre os dois países, Pequim impôs uma tarifa de 25% para a carne suína americana, prejudicando os embarques dos EUA e ampliando os estoques de carne suína. Os preços da proteína desabaram devido ao conflito. A abertura do mercado brasileiro à carne suína dos EUA já chegou a ser aventada em 2017, em meio às negociações entre os governos americano e brasileiro para reabrir o mercado dos EUA à carne bovina in natura do Brasil. Para a indústria de carne suína do Brasil, a continuidade das tensões comerciais entre os EUA e a China podem significar maior espaço para o produto brasileiro no mercado asiático, que é de longe o maior consumidor global de carne suína. Em tese, os brasileiros poderiam ocupar parte do espaço que os americanos perdem com a guerra comercial, afirmou Santin, às margens do Global Agribusiness Forum, evento realizado em São Paulo. Santin ponderou, no entanto, que a União Europeia é hoje a maior beneficiada pela guerra comercial no mercado de suínos.

VALOR ECONÔMICO

Mapa enumera avanços na suinocultura; segurança jurídica aos produtores é meta

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou em seu site na terça-feira (24) – quando foi comemorado o Dia do Suinocultor – que tem por objetivo estabelecer as boas práticas de manejo nas granjas de suínos de criação comercial conforme definido na Portaria 195, publicada no último dia 10 de julho

No mesmo dia (10) foi aberta consulta pública que deve contribuir para a edição de instrução normativa (IN) do ministério. A normatização visa garantir segurança jurídica aos produtores e o alinhamento da suinocultura às demandas dos mercados. Todas as diretrizes têm como objetivo a melhoria do gerenciamento das granjas. A proposta de IN prevê prazo de até 20 anos para a alteração do sistema de gaiolas de gestação para a gestação coletiva das matrizes. As quatro maiores empresas voltadas para a criação de suínos do Brasil, que representam 60% do rebanho nacional, estão comprometidas com a adoção de sistemas de gestação coletiva para suas matrizes até 2026, de acordo com informações do Departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas e da Produção Sustentável do Mapa. O ministério também lembrou que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) vai publicar nova diretriz sobre bem-estar para produção de suínos, aprovado em maio deste ano na Assembleia Geral de Delegados. O Brasil é o quarto maior produtor e exportador de suínos do mundo. A suinocultura emprega 126 mil pessoas de forma direta e 923 mil de forma indireta, gera R$ 17,6 bilhões em impostos, sendo que a cadeia produtiva como um todo movimenta quase R$ 150 bilhões por ano, segundo a nota do Mapa.

CARNETEC

Demanda fraca pressiona a cotação do suíno no atacado

Nas granjas de São Paulo, os preços dos animais terminados permaneceram estáveis nos últimos sete dias. A oferta e a demanda estão equilibradas neste elo da cadeia

O cevado está sendo negociado, em média, por R$59,00/@. No atacado, as vendas estão em ritmo lento. O poder aquisitivo do consumidor está encolhendo com o passar do mês e em função disso os compradores já estão reduzindo seus pedidos. A carcaça passou de R$4,70/kg para os atuais R$4,60/kg, queda de 2,1% nos últimos sete dias. Para o curto prazo não são esperadas mudanças no cenário e, com isso, o mercado poderá ficar fraco. Reduções nos preços no atacado não estão descartadas.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Alemanha é potencial mercado para carne bovina premium brasileira

A carne bovina brasileira poderia ganhar mercado na Alemanha se o Brasil melhorar a imagem do seu produto no país e adequar exportações ao paladar alemão, segundo resultados preliminares de uma pesquisa apresentada por representante da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha durante o Global Agribusiness Forum na terça-feira (24)

Há mercado para a carne brasileira premium e angus na Alemanha, segundo o consultor de Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável entre Brasil e Alemanha da Câmara Brasil-Alemanha, Bernd dos Santos Mayer. A Alemanha importa grande parte da carne bovina que consome, segundo Mayer. A maioria das importações vem de países da própria União Europeia, seguida da Argentina. O Brasil, o terceiro colocado, exporta metade do volume vendido pelos argentinos à Alemanha. “Se você vai ao supermercado da Alemanha procurar carne bovina brasileira, não vai encontrar… e se você encontrar, estará escrito na embalagem ‘carne sul-americana’. Sumiu a marca ‘carne do Brasil’”, disse Mayer, atribuindo essa situação à piora da imagem do produto brasileiro no exterior. Entre as carnes bovinas importadas pela Alemanha, a brasileira tem o menor valor, cerca de 35% abaixo do preço da carne argentina, segundo a pesquisa. As carnes mais caras são as compradas dos Estados Unidos, Argentina e Austrália. O preço mais baixo da carne brasileira é atribuído à imagem do produto, mas também ao sabor da carne. Segundo Mayer, o consumidor alemão prefere o sabor da carne angus, que é mais similar à carne produzida na Alemanha, e a maior parte da carne bovina brasileira que chega ao país é derivada do boi zebu.

CARNETEC

Aliança do Pacífico e Mercosul concordam em aumentar relações econômicas e comerciais

A Aliança do Pacífico e o Mercosul, as maiorias iniciativas de integração da América Latina, concordaram nesta terça-feira em aumentar relações econômicas e comerciais em meio às medidas tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que podem provocar uma guerra comercial global

Da ameaça de anular acordos comerciais existentes à elevação de tarifas de importação de aço e alumínio, as medidas norte-americanas têm abalado tanto aliados tradicionais quanto rivais. Na semana passada, Trump disse estar pronto para taxar bens importados da China num valor de 500 bilhões de dólares. “O objetivo foi fortalecer os vínculos entre os dois blocos comerciais mais importantes da América Latina”, disse o Presidente do México, Enrique Peña Nieto, durante 13ª Cúpula da Aliança do Pacífico, no balneário mexicano de Puerto Vallarta. Na quarta-feira, os líderes do bloco Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – devem se unir em defesa do multilateralismo numa reunião em Joanesburgo. Trump ameaçou várias vezes não seguir com a renegociação do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta) –integrado também por Canadá e México- mas o enviado do México para as negociações disse esperar que as conversas para modernizar o pacto comercial sejam concluídas nos próximos meses. Peña Nieto disse que os membros da Aliança do Pacífico – Chile, Colômbia, México e Peru – concordaram com o Mercosul – composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai – em explorar novas rotas de cooperação para aumentar a relação econômica e comercial em áreas de interesse comum.

Redação Reuters

Irlandeses pedem que UE retire carne bovina brasileira das negociações com MercOSUL

A Associação dos Produtores Rurais Irlandeses (IFA, na sigla em inglês) pediu à Comissão Europeia que ponha fim à participação da carne bovina brasileira no acordo com o Mercosul depois de o país “falhar continuamente” em atender aos padrões da UE

A Comissão Europeia publicou o seu mais recente relatório de saúde e segurança que destacou o fato de o Brasil permitir que os funcionários dos frigoríficos realizem inspeções post-mortem para carne bovina exportada para a Europa, que a IFA enfatizou como sendo ilegal na UE. O relatório também afirmou que, das 53 plantas de carne bovina liberadas para exportação para a UE, os brasileiros têm apenas 187 funcionários veterinários oficiais e 761 funcionários realizando inspeções post-mortem das exportações de carne bovina para a Europa. O relatório acrescentou que esses funcionários são pagos diretamente pelos frigoríficos, muitos dos quais estavam envolvidos no escândalo de corrupção da Operação Carne Fraca no ano passado. Angus Woods, presidente nacional da IFA para a pecuária, disse que este relatório dá à Comissão Europeia mais um alerta para retirar imediatamente a carne bovina das negociações do Mercosul. “O Comissário da UE para Saúde e Segurança Alimentar, Vytenis Andriukaitis, não pode permitir que a Comissão continue enterrando suas cabeças na areia e ignore as conclusões de seus veterinários sobre os fracassos do Brasil para atender aos padrões da UE”, disse Woods.

GlobalMeatNews.com

EUA: crescimento do estoque de carnes preocupa setor

Situação coloca em xeque as margens das indústrias e dos criadores de aves e suínos

Os estoques de carnes em câmaras frigoríficas nos Estados Unidos estão crescendo, impulsionados pela maior produção e por disputas comerciais com México e China, que estão afetando a demanda. Tal cenário tem colocado em xeque as margens da indústria e dos criadores de animais em um momento de forte expansão do setor. O consumo de proteína animal tem subido no país, mas não em ritmo suficiente para absorver a produção recorde de suínos e frangos, que depende da exportação para escoar o excedente. Entretanto, a exportação de carne suína para a China, que neste mês elevou para 62% o imposto sobre a importação da proteína, recuou 18% nos primeiros cinco meses deste ano. Já o México, principal destino da carne suína, aumentou para 20% no início deste mês a alíquota sobre o produto. As novas tributações vieram em resposta às tarifas adicionais implementadas pelos EUA em segmentos como alumínio e ferro. Dados divulgados na segunda-feira, 23, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostraram queda de 10% no fornecimento de carne suína, resultado que aliviou o setor de proteína animal. Com isso, os estoques (de carne de boi, suína, frango e peru) para o mês de junho nos Estados Unidos recuaram 1,6% na comparação com maio. Segundo analistas, o respiro veio da aceleração de compras de produtos suínos por parte dos mexicanos nas semanas que antecederam as novas tarifas impostas aos EUA.

ESTADÃO CONTEÚDO

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