CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 790 DE 10 DE JULHO DE 2018

abra

Ano 4 | nº 790 | 10 de julho de 2018

NOTÍCIAS

Carne bovina no varejo: mercado enfraquecido em São Paulo e no Paraná

No varejo, houve alta de preços da carne bovina somente em Minas Gerais. Nos últimos sete dias, a valorização média foi de 0,3% no estado, segundo levantamento da Scot Consultoria

Esse ajuste positivo certamente é resultado dos estoques ajustados. Em São Paulo e no Paraná houve queda de 0,2% e 0,9%, respectivamente, no mesmo período. No Rio de Janeiro os preços ficaram estáveis. Para o curto prazo, a expectativa é de melhora no escoamento com o recebimento dos salários e os jogos da Copa do Mundo.

SCOT CONSULTORIA

Boi em alta e recuo recente do milho estimulam confinamento

Animados com os preços do boi gordo no mercado futuro e com a recente queda das cotações do milho, os pecuaristas brasileiros devem aumentar o número de bovinos sob engorda no sistema intensivo — o confinamento — em 2018

Em média, 10% do gado bovino abatido no país é oriundo dos confinamentos. O restante é alimentado a pasto. Considerando todos os sistemas de produção, os frigoríficos brasileiros abateram 30,8 milhões de cabeças no ano passado, de acordo a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “A rentabilidade do confinador está favorável”, avaliou o Gerente-Executivo da Associação Nacional de Pecuária Intensiva (Assocon), Bruno Andrade. De acordo com o zootecnista, a diferença entre os preços do boi gordo no mercado físico e o dos contratos na B3 com vencimento em outubro anima os pecuaristas. Na primeira semana de julho, o preço do boi gordo no Estado de São Paulo — referência para o restante do país — oscilou perto de R$ 140 por arroba, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). Na sexta-feira, o indicador ficou em R$ 139,00. Na comparação com o mercado futuro, a diferença é de quase 8%. Na B3, os contratos futuros de boi gordo para outubro estão na casa dos R$ 150 por arroba. O mês de outubro é referência porque é o período de concentração de comercialização de boi confinado para os frigoríficos. Considerando o último levantamento de intenção de confinamento feito pela Assocon com os associados da entidade, que representa criadores responsáveis por cerca de 80% do gado engordado no sistema intensivo, haverá um aumento de 11,9% dos animais confinados em 2018. A expectativa da Assocon é que 3,7 milhões bovinos sejam confinadas neste ano, ante 3,3 milhões de cabeças em 2017.

VALOR ECONÔMICO

Mercado do sebo com preços estáveis na última semana

No Brasil Central, o produto está cotado, em média, em R$2,10/kg, livre de imposto

Atualmente estamos em uma época em que sazonalmente o preço da gordura animal tem queda. No entanto, as indústrias, até o momento, vêm conseguindo ajustar a oferta à demanda e, assim, manter a cotação do sebo estável. No Brasil Central, o produto está cotado, em média, em R$2,10/kg, livre de imposto. Já no Rio Grande do Sul o sebo está cotado em R$2,25/kg, nas mesmas condições. Para as próximas semanas, a expectativa é de que haja retração por parte da demanda, o que pode, em um segundo momento, pressionar a cotação da gordura animal.

Scot Consultoria

Santa Catarina amplia exportações de carne bovina

No primeiro semestre deste ano, o estado já embarcou 2,14 mil toneladas de carne bovina

A carne bovina produzida em Santa Catarina está conquistando o mercado internacional. O rígido controle da sanidade animal e a rastreabilidade de toda cadeia produtiva são o grande diferencial da pecuária catarinense. No primeiro semestre deste ano, o estado já embarcou 2,14 mil toneladas de carne bovina – quase três vezes mais do que no mesmo período de 2017. Por outro lado, as exportações de carne suína e de frango tiveram uma pequena queda, causada principalmente pela paralisação dos caminhoneiros que impediu os embarques durante dez dias. Na primeira metade de 2018, Santa Catarina já faturou US$ 7,11 milhões com as exportações de carne bovina. O principal destino para a produção catarinense é Hong Kong, que vem ampliando as compras ao longo do ano. Só no mês de junho foram vendidas 281,9 toneladas de carne bovina, gerando receitas que passam de US$ 881 mil – o dobro do que foi exportado em junho de 2017.

Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca de SC

Tabela de frete vai gerar inflação e perdas nas exportações, alerta setor produtivo

Trinta e nove entidades do agronegócio assinam nota contra o tabelamento do frete, alertando para o impacto da medida. A Abrafrigo também assinou o comunicado. Veja no link:

https://drive.google.com/open?id=1-MAYRgeOoin-P-XDTQQMt-bGdt4Bx_3t

Trinta e nove entidades do agronegócio assinam nota contra o tabelamento do frete, alertando para o impacto da medida sobre a inflação. Conforme o comunicado, as exportações de milho neste ano serão prejudicadas. O setor prevê uma queda de 10% no volume a ser embarcado, em razão do represamento da produção (não negociada por causa da incerteza sobre os preços de transporte nos próximos meses). Nesta quarta-feira (11), o plenário da Câmara pode votar a Medida Provisória 832/2018, que trata da tabela do frete e tem como relator o deputado Osmar Terra (MDB-RS). Para as organizações do setor, a legalização da tabela seria uma “grande irresponsabilidade”. Em junho, conforme a nota, o IPC Fipe para o setor de alimentação foi de 3,14%, ante -0,10% em abril; no setor de transportes, o indicador foi de 1,01% no mês passado, contra 0,05% em abril. O IPCA-15 do IBGE foi de 2,03% e 1,58% para os segmentos de alimentação e transportes, respectivamente, no último mês, enquanto em abril tinham ficado abaixo de 0,1%. “Não se pode subestimar tais impactos para o controle inflacionário brasileiro. Considerando que a MP estabelece que os preços serão revisados semestralmente e, não havendo publicação de nova tabela, essa será corrigida para cima pelo IPCA”, disseram as entidades no comunicado. “Ouvimos o relator Osmar Terra que sua intenção era estabelecer um piso mínimo de frete baseado apenas nos custos. Não foi isso que ele fez ao publicar seu relatório”, afirmaram as organizações na nota, alegando que no conceito de piso mínimo foram contemplados todos os custos operacionais, incluindo os “de agenciamento” pelas transportadoras. Conforme o comunicado, todos os esforços das entidades propondo alterações ao texto “não sensibilizaram” o relator da matéria, que manteve o texto sem mudanças significativas em comparação à MP enviada ao governo federal em maio. Por isso, as entidades avaliam que as oportunidades para alteração do texto foram “esgotadas”.

ESTADÃO CONTEÚDO

ECONOMIA

Economistas pioram estimativas para inflação e PIB em 2018; Top-5 vê Selic mais baixa em 2019

As projeções para a inflação neste ano continuaram em trajetória de alta, com novas reduções nas contas para a atividade, mostrou a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira

Ao mesmo tempo, o grupo dos economistas que mais acertam as previsões, o chamado Top-5, reduziu novamente o cálculo para a taxa básica de juros no final de 2019, passando a vê-la em 7,75 por cento, sobre 7,88 por cento na leitura anterior, no cálculo de médio prazo. Para 2018, a expectativa do Top-5 segue sendo de uma taxa a 6,50 por cento no fim do ano. A mediana geral para a Selic, contudo, seguiu sem alterações. A visão dos economistas é de que a taxa básica terminará este ano a 6,5 por cento e 2019 a 8 por cento. Ainda segundo o Focus, estimativa geral de alta do IPCA chegou agora a 4,17 por cento em 2018, sobre 4,03 por cento na semana anterior, com a conta para 2019 permanecendo em 4,10 por cento. Sobre a atividade econômica, o cenário ficou mais pessimista uma vez que a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 foi reduzida a 1,53 por cento, ante 1,55 por cento antes. Para o ano que vem, a expectativa continua sendo de um avanço de 2,50 por cento. Os economistas pioraram sua visão para o crescimento industrial em 2018 a 2,65 por cento, contra 3,17 por cento antes. Para o próximo ano, o ajuste também foi para baixo, mas em menor intensidade: 3,05 por cento, ante 3,10 por cento no levantamento anterior. Para o dólar, os especialistas consultados no levantamento semanal veem a moeda encerrando este ano a 3,70 reais, patamar que ficou inalterado em relação à semana anterior. Para o ano que vem, a estimativa também permaneceu em 3,60 reais.

Redação Reuters

Investimento chinês no Brasil aumenta no 1º semestre, mas deve perder força durante eleição

Os investimentos chineses confirmados no Brasil no primeiro semestre saltaram mais de quatro vezes em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando 1,343 bilhão de dólares, informou o ministério do Planejamento na segunda-feira, em seu boletim bimestral sobre o tema

De janeiro a junho do ano passado, os investimentos confirmados haviam somado 302,9 milhões de dólares. Empresas chinesas, no entanto, parecem estar contendo futuros investimentos até 2019, quando um novo Presidente sucederá Michel Temer, disse o Secretário de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, Jorge Arbache, em entrevista por telefone. Com base em suas conversas com empresas chinesas e não chinesas, Arbache disse que há uma tendência de adiar investimentos até o ano que vem. Em relação aos investimentos chineses anunciados, o número caiu a 198,87 milhões de dólares no primeiro semestre, sobre 286,46 milhões de dólares no primeiro semestre de 2017. Em nota, o Planejamento ressaltou que os valores de dois dos três projetos anunciados em 2018 não foram disponibilizados. Sobre a performance no terceiro bimestre de 2018, foram anunciados três projetos de investimento chinês no país: atualização das instalações das usinas hidrelétricas de Jupiá e Ilha Solteira, em São Paulo, pela China Three Gorges (CTG) [CYTGP.UL]; compra da empresa encarregada pela manutenção do sistema paulista produtor de água São Lourenço pela CGGC (China Gezhouba Group Company Limited) e oferta vencedora da CPFL Geração de Energia [CPFECG.UL], controlada pela chinesa State Grid, do lote 9 do leilão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). De 2003 até junho desde ano, foram 161 investimentos chineses anunciados no Brasil e 102 confirmados, envolvendo 71,5 bilhões de dólares e 53,9 bilhões de dólares, respectivamente.

Redação Reuters

IGP-DI desacelera alta a 1,48% em junho, mas alimentos seguem pressionados, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) desacelerou a alta a 1,48 por cento em junho ante 1,64 por cento no mês anterior, mas os preços de alimentos seguiram pressionados, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na segunda-feira

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60 por cento do indicador todo, abrandou a alta para 1,67 por cento em junho, de 2,35 por cento no mês anterior, com destaque para o movimento nos preços de matérias-primas brutas. O aumento dos preços desses produtos ficou em 0,89 por cento em junho contra 2,80 por cento em maio. No varejo, o movimento foi contrário, uma vez que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) avançou no período 1,19 por cento, ante elevação de 0,41 por cento em maio. O IPC-DI corresponde a 30 por cento do IGP-DI. A principal contribuição para o avanço da taxa do IPC partiu dos alimentos, que apuraram alta de 1,59 por cento no mês passado contra acréscimo de 0,24 por cento em maio. Nesta classe de despesa, o destaque foi para o item laticínios, cuja taxa de avanço passou de 1,60 para 5,70 por cento. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) registrou alta de 0,97 por cento no mês, sobre 0,23 por cento antes. O IGP-DI é usado como referência para correções de preços e valores contratuais. Também é diretamente empregado no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e das contas nacionais em geral.

Redação Reuters

Dólar a R$ 3,70 vira piso para mercado

A perspectiva para o dólar ao longo deste ano tem assumido um tom cada vez mais negativo

Especialistas hoje veem grande chance de a cotação terminar 2018 acima dos R$ 3,70 – estimativa do Boletim Focus -, o que aumenta a relevância das projeções em cenários alternativos. O ambiente de maior apreensão ganhou reforço no fim de semana, após o imbróglio envolvendo a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo tendo sido revogada mais tarde, a determinação de soltura de Lula gera incertezas jurídicas e deve reforçar a busca por dólares por parte dos investidores, com o objetivo de proteção. Ao longo do mês de junho, o mercado não apenas absorveu toda a oferta de US$ 43 bilhões em contratos de swap cambial do Banco Central (BC) como também ampliou posições compradas em derivativos, num sinal de expansão das apostas na alta da cotação. O fato de o movimento não ter sido revertido, mesmo com a alta do dólar para cima dos R$ 3,90, é uma demonstração de que o mercado segue vendo chance de altas adicionais da taxa de câmbio. A posição comprada em dólar no mercado chegou a US$ 51 bilhões, maior nível desde março de 2016. O número inclui operações com dólar futuro e cupom cambial (DDI), além dos próprios swaps oferecidos pelo BC. “Se acreditasse que o dólar já bateu as máximas, o mercado não estaria ampliando suas posições compradas”, diz um experiente gestor. As intervenções do BC se concentraram no período de seis dias, entre 8 e 15 de junho, quando o dólar rondava R$ 3,75. Isso significa, de acordo com especialistas, que aquele era um nível considerado “barato” para se tomar o derivativo e manter na carteira. Desde então, a cotação já encostou nos R$ 3,95, inclusive no mercado futuro, sem dar sinais de que um alívio sustentável está por vir.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Carrefour investe em pecuária sustentável

O Carrefour lança hoje, em Cuiabá, um projeto de compra de carne bovina sustentável que visa incentivar o desmatamento zero em uma região do norte do Mato Grosso

Costurado com parceiros locais, o projeto “Produção Sustentável de Bezerros” atuará nos vales do Juruena e Araguaia e prevê prioridade de compra de pequenos pecuaristas cadastrados que elevem sua produtividade sem prejuízos ao meio ambiente. A rede varejista vai investir € 1,8 milhão no projeto nos próximos três anos. O Carrefour escolheu como principal parceiro o instituto holandês IDH, que monitora investimentos de novos negócios sustentáveis e também realizará um aporte no projeto – de valor não divulgado. Caberá ao IDH administrar o recurso e assessorar os pecuaristas. Esses pecuaristas venderão os bezerros para a Fazenda São Marcelo, do Grupo JD, antigo parceiro comercial do grupo francês. Após a engorda, os bois serão vendidos para abate ao Marfrig, diz uma fonte envolvida no projeto. O governo do Mato Grosso, por sua vez, atuará na facilitação da regularização ambiental das propriedades. O grupo pretende dar os subsídios necessários para uma produção sustentável e de qualidade e sugere que as iniciativas de fomento sejam replicadas em outros lugares. O projeto é uma extensão do programa Garantia de Origem do Carrefour, na medida em que inclui a variável desmatamento em suas exigências.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Segmento enfrenta desafios no Brasil e no mercado externo

O embargo da União Europeia à BRF escancarou os desafios da produção de carne de peru no Brasil. O consumo dessa proteína estagnou nos últimos anos nos mercados interno e externo, adiando investimentos ambiciosos no segmento

Em 2015, a JBS chegou a anunciar um investimento de cerca de R$ 450 milhões para reformar uma planta em Itaporã (MS) e dedicá-la ao abate de perus. A intenção da empresa, que é dona da Seara, era inaugurar neste ano o maior frigorífico de perus da América Latina. Mas o investimento não ocorreu – e não foi por conta da política de contenção de gastos implementada pela JBS após o acordo de delação premiada dos irmãos Batista. O que segurou os investimentos foi a perspectiva negativa para a demanda global de peru, apurou o Valor. Atualmente, a JBS tem apenas um abatedouro de perus, em Caxias do Sul (RS). A unidade tem capacidade para processar pouco menos de 30 mil aves por dia. Com o encolhimento das operações da BRF, a expectativa de especialistas do setor é que a Seara ganhe espaço na exportação, passando a deter mais de 50% das vendas ao exterior – até 2017, essa fatia era inferior a 30%, de acordo com duas fontes. No mercado nacional, no entanto, a Seara terá dificuldade para ocupar o espaço que será aberto pela BRF. “Já não tinha capacidade para produzir mais presunto de peru”, afirmou um especialista que conhece as operações da JBS, citando a falta de sobrecoxa de perus. De acordo com as últimas estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as indústrias brasileiras produziram cerca de 390 mil toneladas de carne de peru no ano passado. As exportações de carne de peru do país alcançaram 110 mil toneladas em 2017, rendendo US$ 273 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura.

VALOR ECONÔMICO

Banco do Brasil vai renegociar dívidas de avicultores e suinocultores

O Banco do Brasil renegociará dívidas de custeio e investimentos de avicultores e suinocultores brasileiros, atendendo à solicitação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), segundo informou a entidade no fim da semana passada.

A instituição financeira irá disponibilizar “medidas simplificadas de prorrogação de dívidas rurais” que tiveram parcelas vencidas em 2017 ou com prazo de vencimento em 2018. A proposta de renegociação se refere a investimentos e custeios prorrogados em anos anteriores, com reprogramação de parcelas para um ano após o final do contrato. No caso de custeio, as condições incluem pagamento de 30% da dívida no ato e quitação do saldo restante em parcelas a serem pagas a partir de 2019. Também foi apresentada proposta para a retenção de matrizes suínas, com linhas de crédito com prazo de até dois anos para pagamento. A taxa de juros é de 6% ao ano para produtores enquadrados no Pronamp, e 7% ao ano para os demais suinocultores.

CARNETEC

INTERNACIONAL

Uruguai ocupou 35% da cota 481 no ano fiscal de 2017/18

Durante o ano de 2017/18, o Uruguai exportou 15.935 toneladas de carne bovina dentro da cota de 481 para a União Europeia, informou o Diretor da Tardáguila Agromercados, Rafael Tardáguila

Ele explicou que é um “recorde” que supera em 0,3% no final do ano passado, quando cerca de 15.892 toneladas deste produto foram comercializadas. Tardáguila destacou o resultado final, levando em conta que “no último ano o volume da cota foi reduzido e passou de 48.200 para 45.711 toneladas”, devido a um acordo comercial assinado entre o bloco europeu e o Canadá, que eliminou a cota pertencente ao país norte-americano. E apesar da mudança, o Uruguai manteve o volume de colocação na cota de carne. “Isso implica que passamos de ocupar de 33% para 35% da cota de 481 em um ano”, acrescentou. Em termos de preço, o produto exportado pelo Uruguai teve um “aumento significativo” na referência média, que ficou em US $ 9,524 por tonelada. No ano passado, o valor médio foi de US $ 8.955 por tonelada, 6,4% a menos. Tardáguila explicou, conforme informado por um exportador, que a mudança de preço “não se deve a uma melhora nos negócios”, mas pode estar relacionada à “composição de cortes que as indústrias de frigoríficos enviam para aquele país”. Ele disse que cortes possivelmente mais caros foram enviados este ano.

El País Digital

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment