CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 779 DE 25 DE JUNHO DE 2018

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Ano 4 | nº 779 | 25 de junho de 2018

NOTÍCIAS

Paradeira no mercado do boi gordo

Alguns frigoríficos estiveram com as compras abertas na manhã da última sexta-feira (22/6), apesar do jogo do Brasil x Costa Rica, pela copa do mundo de futebol, mas no começo da tarde ainda não havia relato de negócios fechados

As escalas de abate atendem em média cinco dias úteis. Na verdade, ninguém contava mesmo com as compras de sexta-feira para completar essas programações. Alguns compradores aproveitaram esta condição de debandada de vendedores para ofertar preços menores e testar o mercado. A semana passada terminou com a margem da desossa nos maiores patamares desde novembro de 2017. Situação que não se repete quando o mix de venda é composto com a carcaça, que entrega receita 14,3% maior que o preço da arroba. Há duas semanas estava em 24,8%. Sendo este produto mais sensível à variação de demanda, o comportamento indica que o consumo não está estimulante.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista

Araçatuba (SP): 138,00

Triângulo mineiro (MG): 133,00

Goiânia (GO): 126,50

Dourados (MS): 127,00

Mato Grosso: 124,00 – 128,00

Marabá (PA): 122,00

Rio Grande do Sul (oeste): 4,95 (kg)

Paraná (noroeste): 140,00

Tocantins (norte): 121,00

SCOT CONSULTORIA

Apesar da menor atratividade, mercado de reposição pode mudar no curto prazo

De maneira geral, a atratividade no mercado de reposição de bovinos não é grande. As negociações acontecem de forma tímida. Muito disso em função da pressão de baixa no mercado do boi gordo

Com a queda na qualidade das pastagens, os vendedores encontram dificuldade para negociar nos patamares acima das referências e aos poucos as cotações estão cedendo. No fechamento desta semana, no balanço geral, na média de todas as categorias e estados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações fecharam com queda de 0,2% frente ao levantamento da última semana. Essa queda semanal é puxada principalmente pelas fêmeas que estão com baixa liquidez e também pelo garrote e boi magro, em função da menor procura até aqui para terminação em confinamento. As categorias de machos mais jovens são as mais procuradas quando ocorrem os negócios. Para o curto prazo, com a entrada da entressafra, o mercado do boi gordo deve retomar a firmeza, estimular recriadores e invernistas a repor e diminuir a “resistência” aos negócios dos pecuaristas que vedem animais de reposição, já que o pasto perderá capacidade de suporte. 

SCOT CONSULTORIA 

Estados alinham ações para o Plano Estratégico de Febre Aftosa

Primeira reunião do Bloco V do Pnefa foi realizada entre os dias 19 e 21 de junho, em Cuiabá, MT

Representantes de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina se reuniram entre os dias 19 e 21 de junho, no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, MT, para a 1ª Reunião do Bloco V do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção de Febre Aftosa (Pnefa). Foram realizados debates visando alinhar as ações para a retirada da vacinação do grupo, que será o último a parar de vacinar, a partir de maio de 2021. O Pnefa contém 102 ações a serem executadas no período de 10 anos, envolvendo a participação dos setores privado e público, o aperfeiçoamento das capacidades do Serviço Veterinário Oficial (SVO), regionalização das ações, sustentação financeira, adequação e fortalecimento do sistema de vigilância, agilidade e precisão no diagnóstico, cooperação internacional e educação em saúde animal. Na avaliação da Presidente do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), Daniella Bueno, o encontro proporcionou aos estados integrantes do Bloco V, conhecer o trabalho que cada um tem desenvolvido. “A defesa agropecuária é única no país, mas existem particularidades em cada estado, principalmente nos estados do nosso bloco, em que todos têm fronteiras internacionais, e conseguimos identificar quão diferente é a fiscalização nessas fronteiras”. Em outubro, todos os estados deverão participar de um encontro nacional, que será para tratar apenas sobre a vigilância agropecuária nas áreas de fronteira.

Portal DBO

Para retomar transporte de carga, empresas ignoram tabela de frete

No momento, o setor produtivo aguarda o desfecho da discussão sobre a constitucionalidade da tabela no Supremo Tribunal Federal

A tabela que fixa um preço mínimo para o frete rodoviário, anunciada pelo governo no fim de maio, está sendo descumprida. Com a indefinição em torno do tabelamento, as empresas têm transportado suas cargas a preços de mercado, mesmo correndo o risco de serem punidas. Em caso de descumprimento, o caminhoneiro pode entrar na Justiça e pedir uma indenização equivalente ao dobro da diferença entre o preço da tabela e o que foi efetivamente pago. Os motoristas, no entanto, aceitam o valor mais baixo para não ficar sem trabalho. “A efetividade da tabela é bem menor do que se poderia esperar”, afirma a técnica da área de Logística da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Elisangela Lopes. “Não há ambiente para o cumprimento dela.” A tabela de frete consta de uma resolução editada no dia 30 de maio pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), como parte do acordo que pôs fim à greve dos caminhoneiros. Após pressão das empresas, o governo editou outra resolução, que revogou a anterior e substituiu as tabelas. Diante da revolta dos caminhoneiros, o governo recuou novamente e revogou a segunda tabela. No entendimento geral, o que está em vigor é a primeira resolução, a do dia 30 de maio, mas há quem considere essa conclusão pelo menos discutível. Também há um entendimento de que os contratos firmados antes dessa data não precisam seguir o tabelamento.

Estadão Conteúdo

Exportação de gado vivo afeta empregos e indústria, diz entidade do RS

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do estado é favorável a projeto que proíbe esse tipo de embarque

O Diretor Executivo do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Rio Grande do Sul (Sicadergs), Zilmar Moussalle, afirma que as exportações de gado vivo são prejudiciais para o mercado de trabalho brasileiro e para a indústria. “Essas exportações não geram empregos, prejudicam os frigoríficos e também setores como o de couro e farmacêutico, que dependem da matéria-prima da pecuária”, disse em nota. Com um posicionamento contrário ao de outras entidades do setor, o Sicadergs é favorável ao Projeto de Lei 31/2018, que proíbe o embarque de animais vivos no transporte marítimo a partir de São Paulo com a finalidade de abate para consumo. Nesta semana, a Sociedade Rural Brasileira (SRB) divulgou nota de repúdio ante a decisão do governador de São Paulo, Márcio França, de apoiar o projeto. O comunicado informava que a SRB tinha o apoio de outras entidades do setor, dentre elas a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon) e a Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (Abeg). A votação do Projeto de Lei está marcada para ocorrer no dia 26 de junho, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Estadão Conteúdo

ECONOMIA

Ibovespa sobe com menos aversão a risco no exterior, mas fecha semana em leve queda

O principal índice acionário da B3 fechou em alta nesta sexta-feira, com a menor aversão a risco no exterior diante da forte alta do petróleo, mas terminou a semana em leve queda e com investidores ainda atentos à indefinição na cena político-eleitoral local

O Ibovespa subiu 0,81 por cento, a 70.640 pontos, mas fechou a semana com leve queda de 0,17 por cento. O giro financeiro da sessão somou 7,28 bilhões de reais. Após uma abertura mais positiva, o Ibovespa perdeu força e chegou a operar momentaneamente no vermelho, com queda de 0,24 por cento na mínima, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor sobretaxas de 20 por cento sobre exportações de veículos da União Europeia, um mês depois que seu governo iniciou análise sobre se as importações de automóveis europeus representam ameaça à segurança nacional. No entanto, o movimento de queda teve vida curta e o viés voltou a ser mais positivo no exterior e no Brasil, tendo no radar os preços do petróleo. A commodity se valorizou fortemente após a Opep concordar com um modesto aumento na produção de petróleo a partir de julho, depois que seu líder, a Arábia Saudita, persuadiu o Irã a cooperar em meio a pedidos de grandes consumidores para ajudar a reduzir as cotações. A alta do petróleo, segundo o sócio-analista da Eleven Financial, Raphael Figueredo, favoreceu os mercados emergentes como um todo, mas a cautela com a cena local não se dissipou. O índice de ações de países emergentes subiu 0,7 por cento. “Por aqui, a falta de vigor é em boa parte por causa das questões internas… A questão política ainda está muito em aberto”, disse Figueredo.

Redação Reuters

Dólar sobe ante real, na contramão do exterior, mesmo após ação do BC

O dólar encerrou a sexta-feira em alta, prevalecendo a cautela de investidores com a cena política local, mesmo após atuação do Banco Central

Na semana, a autoridade monetária colocou metade dos 10 bilhões de dólares que previa injetar no sistema por meio de leilões de swap cambial tradicional. O dólar fechou o dia em alta de 0,53 por cento, a 3,7831 reais, depois de ir a 3,7876 reais na máxima. Na semana, acumulou valorização de 1,42 por cento. O dólar futuro subia cerca de 0,35 por cento. “O mercado está cauteloso… sensível. Então, qualquer notícia incomoda e o mercado se junta para puxar”, afirmou o operador da corretora Spinelli, José Carlos Amado. A cena doméstica segue incomodando os investidores, sobretudo as indefinidas eleições de outubro, com as pesquisas de intenção de voto mostrando que os pré-candidatos mais comprometidos com ajuste fiscal e reformas, mostrando fraqueza. Em parte do pregão, a moeda caiu, em sintonia com o exterior, em dia de correção após o nervosismo recente em meio às preocupações de guerra comercial nos Estados Unidos. Entretanto, a ameaça do Presidente dos EUA, Donald Trump, de impor sobretaxas de 20 por cento sobre exportações de veículos da União Europeia foi usada de pretexto para os investidores locais comprarem dólar, na contramão do movimento externo.

Redação Reuters

Banco Central anuncia continuidade de atuação por meio de swap e leilão de linha

O Banco Central anunciou na sexta-feira que dará continuidade à sua atuação no mercado de câmbio por meio de leilões de swap cambial na próxima semana e também que fará um leilão de linha, venda de dólares com compromisso de recompra

Diferentemente dos outros dois anúncios anteriores, quando informou o volume que pretendia injetar no mercado na semana, desta vez a autoridade não informou o volume da atuação na próxima semana. O BC apenas informou que vai ofertar 3 bilhões de dólares em leilão de linha. “O BC continuará ofertando contratos de swap cambial na próxima semana, de acordo com as condições de mercado, para prover liquidez e contribuir para o bom funcionamento do mercado de câmbio”, informou a autoridade monetária por meu de nota, repetindo que “não vê restrições para que o estoque de swaps cambiais exceda consideravelmente os volumes máximos atingidos no passado”. O BC reafirmou ainda que continuará a atuar em conjunto com o Tesouro Nacional para prover liquidez e contribuir para o bom funcionamento do mercado. Desde 14 de maio, quando começou a fazer leilões de novos swaps cambiais tradicionais, o BC já colocou o equivalente a 43,616 bilhões de dólares no mercado. A autoridade começou com atuações mais tímidas, mas teve de reforça-la no começo desse mês, já que o nervosismo dos investidores com a indefinição das eleições presidenciais e o risco fiscal fez a moeda norte-americana subir até se aproximar de 4 reais. De 7 a 15 de junho, o BC colocou o maior volume de swaps, 24,5 bilhões de dólares e, do dia 18 até essa sexta-feira, dia 22, foram 5 bilhões, embora a autoridade tivesse previsto que injetaria 10 bilhões de dólares.

Redação Reuters

EMPRESAS

BRF obtém R$ 56,1 milhões com venda de ações da Minerva

A BRF vendeu na tarde de sexta-feira, em uma operação em bloco (‘block trade’) cerca de 8 milhões de ações da Minerva Foods, segundo uma fonte

Os papéis, vendidos em leilão, saíram por R$ 7,02. Com isso, a BRF angariou R$ 56,1 milhões. Na quarta-feira, o Valor antecipou que a BRF negociava com bancos para vender ações da Minerva em bloco. Com a venda das 8 milhões de ações, a participação da BRF no capital da Minerva foi reduzida para perto de 8%. Antes de iniciar o movimento de venda dos papéis da Minerva, a BRF tinha 26 milhões de ações, o equivalente a 11,6% do capital do frigorífico. Na prática, a BRF amargou um expressivo prejuízo contábil com a venda dos papéis. Considerando a cotação de R$ 12,17 de 1º de outubro de 2014, quando a entrada da BRF no capital da Minerva foi aprovada, a venda a R$ 7,02 representou uma perda de 42,3%. Procurada pelo Valor, a BRF não comentou. Depois do leilão, as ações da Minerva registram forte alta. Há pouco, os papéis subiam 3,86% na B3, negociados a R$ 6,72.

VALOR ECONÔMICO

BRF pode fazer aumento de capital de R$ 4 bilhões, diz colunista

O novo Presidente da BRF, Pedro Parente, chega ao posto com ao menos uma importante missão: decidir se a companhia fará um aumento de capital de R$ 4 bilhões. A informação é do colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”. O ex-presidente da Petrobras foi confirmado no comando da BRF, que está enfrentando a sua pior crise, há cerca de 10 dias. Em 26 de abril, Parente já havia sido eleito presidente do conselho de administração da empresa.

VALOR ECONÔMICO

Por compliance, JBS treina diretores e audita fornecedor

A era das aquisições fechadas em prazo recorde e até sem auditoria prévia ficou para trás na JBS. Maior companhia privada não financeira do país, com vendas líquidas superiores a R$ 150 bilhões anuais, a empresa controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista quer ser reconhecida entre as que têm as melhoras práticas de compliance

Há um ano, o advogado e professor do departamento de direito comercial da Universidade de São Paulo (USP), José Marcelo Proença, assumia uma das tarefas mais espinhosas no mundo corporativo. Quando ele assumiu o cargo de Diretor Global de compliance da JBS, em 16 de junho do ano passado, as revelações dos Batista – que colocaram personagens da política em apuros – sequer havia completado um mês. À época, havia até quem duvidasse da sobrevivência da gigante das carnes. Um ano depois, Proença comemora os frutos do programa de compliance implementado na JBS. Intitulada de “Faça a Coisa Certa”, a política liderada pelo advogado recebeu o reconhecimento de instituições respeitadas como a Transparência Internacional e o Instituto Ethos. Em abril, a JBS conseguiu o reconhecimento do Ethos para se tornar signatária do pacto empresarial pela integridade e contra a corrupção. “Também conseguimos o reconhecimento externo de uma ONG alemã”, disse Proença, em alusão à nota obtida pela companhia (8,1) no ranking da Transparência Internacional. No Brasil, a nota média foi 5,7. A JBS ficou na nona posição do ranking de transparência corporativa. Em entrevista ao Valor, o advogado detalhou como obteve esses frutos. Boa parte disso está relacionada ao rigor nos processos de due diligence de fornecedores de produtos e serviços. Em parceria com a firma de auditoria Deloitte, a JBS desenvolveu um software que contempla mais de 20 bases de dados (processos judiciais nos Tribunais de Justiça, listas de trabalho análogo à escravidão, envolvimento com corrupção e lavagem de dinheiro, entre outras) para avaliar e obter alerta sobre fornecedores. “Esse trabalho foi hercúleo, mas já está em fase final e 80% está implantado”, disse.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Falta de milho é ameaça à competitividade das agroindústrias em SC

O agronegócio catarinense tem um grande desafio: criar uma logística eficiente para a importação de milho, conforme comunicado de imprensa divulgado pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina na sexta-feira (22)

Um gigante na produção de carnes, Santa Catarina se tornou também um grande comprador de milho. Todos os anos, 4 milhões de toneladas do grão saem de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul para abastecer as cadeias produtivas de suínos, aves e leite em Santa Catarina. Santa Catarina produz em média 3 milhões de toneladas de milho por ano e utiliza 7 milhões na alimentação de suínos e aves – o consumo diário passa de 19 mil toneladas. “Temos um déficit que ultrapassa 55% da demanda, que tem sido suprida com milho que vem de longe. Temos buscado no norte de Mato Grosso, com distâncias que chegam a 2 mil km e o transporte é feito via caminhões”, disse na nota o Secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies. Esse milho, que chegava ao estado a um preço relativamente competitivo, encontrou outros destinos: a exportação e a fabricação de etanol. Segundo Spies, há algumas alternativas que devem ser trabalhadas para minimizar os efeitos do déficit de milho: aumentar a produção do milho no estado por meio da elevação da produtividade, investir no aumento da capacidade de armazenagem; usar outros grãos para completar a alimentação dos animais, como trigo e cevada, e investir em ferrovias. Uma das alternativas para Santa Catarina é trazer milho do Paraguai. A intenção é que o milho saia do Paraguai, siga para Argentina e chegue até Dionísio Cerqueira, onde já existe um serviço de aduana. A distância é de 354 km, cinco vezes menor do que o trajeto feito pelos caminhões que trazem milho de Mato Grosso, por exemplo. Até Chapecó, maior centro de consumo do grão em Santa Catarina, os caminhões vindos do Paraguai percorrerão 555 km. O Diretor Executivo do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados (Sindicarne/SC), Ricardo Gouvêa, considera ainda a possibilidade de trazer milho da Argentina e até mesmo dos Estados Unidos.

CARNETEC

FRANGO/CEPEA: com normalização da procura e da oferta, cotações recuam em algumas praças

Entre 14 e 21 de junho, o frango resfriado, comercializado no atacado do estado de São Paulo, se desvalorizou 7,8%

O movimento de alta dos preços do frango inteiro, observado na primeira quinzena deste mês, perdeu força e/ou foi interrompido em algumas praças, conforme a oferta e a demanda pela proteína se normalizam – as altas registradas no início de junho estiveram atreladas principalmente aos problemas decorrentes da paralisação dos caminhoneiros. Enquanto no período pós-paralisação as vendas de frango foram intensas, impulsionado as cotações do animal vivo e da carne, nesta segunda quinzena de junho, o ritmo de negociação diminui, resultando em quedas nos preços em parte das praças acompanhadas pelo Cepea. Entre 14 e 21 de junho, o frango resfriado, comercializado no atacado do estado de São Paulo, se desvalorizou 7,8%, passando para R$ 4,34/kg nessa quinta-feira, 21. Quanto ao congelado, houve queda de 7,2% na mesma base de comparação, a R$ 4,42/kg no dia 21. Apesar das desvalorizações em algumas praças, os atuais patamares de preços estão superiores aos praticados até a paralisação dos caminhoneiros. Na parcial deste mês (até o dia 21), o valor médio do frango resfriado comercializado no atacado de São Paulo está 40,2% maior que o de maio. Para o frango congelado, a valorização é de 40,6%. 

CEPEA/ESALQ

MEIO AMBIENTE

Atividades do Plano ABC são executadas em área estimada em 7 milhões de ha

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizou na quinta-feira (21) a primeira reunião do Comitê Diretor da Plataforma ABC, para mostrar os resultados dos programas voltados à agricultura de baixo carbono no país

Segundo o presidente substituto do Comitê e coordenador do programa ABC no Mapa, Elvison Nunes Ramos, os recursos oficiais do Programa ABC já modificaram 10 milhões de hectares – 500 mil hectares com a utilização do sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) – do país com tecnologias agropecuárias sustentáveis. Mas dados do setor privado mostram que o ILPF já atingiu cerca de 7 milhões de hectares. “As tecnologias são tão boas que o produtor está adotando-as sem depender dos recursos oficiais”, explicou Elvison Ramos. Adiantou que está prevista a inserção de novas tecnologias no programa ABC. Atualmente seis linhas de ação orientam o programa: integração de pastagens degradadas, ILPF, sistema de plantio direto, fixação biológica de nitrogênio, florestas plantadas e tratamento de dejetos animais. O programa ABC foi criado há oito anos e recebeu mais de R$ 15 bilhões de investimentos. A próxima reunião do comitê será realizada até o início de setembro. Os resultados da plataforma ABC deverão ser levados à conferência mundial sobre as mudanças climáticas (COP 24) que vai ocorrer de 3 a 14 de dezembro, na Polônia. Para o Diretor Executivo de inovação e tecnologia da Embrapa, Cleber Oliveira Soares, a plataforma vai mostrar quais ações estão sendo desenvolvidas pelos produtores para mitigar os efeitos dos gases estufa.

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