CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 757 DE 23 DE MAIO DE 2018

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Ano 4 | nº 757 | 23 de maio de 2018

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Abastecimento de alimentos nos Estados começa a ser afetado, diz Abrafrigo

A greve dos caminhoneiros, iniciada na terça-feira, 21, está afetando o abastecimento em vários Estados, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo)

“Todo o nosso setor de matérias-primas vivas (boi, suíno, aves), e leite e o abastecimento em geral está sendo muito afetado”, afirmou, em nota, o Presidente Executivo da entidade, Péricles Salazar, que também preside o Sindicarne do Paraná. O executivo conta ter recebido queixas de que caminhões que transportam produtos perecíveis de empresas associadas “estão parados em várias regiões do País”. De acordo com a nota distribuída, “são centenas de caminhões parados nas estradas com animais vivos, leite e produtos resfriados para serem entregues nos pontos de varejo em todo o País”. Salazar informa que a Abrafrigo e o Sindicarne-PR consideram o protesto justo diante das circunstâncias criadas pela política de preços do Petrobras. “Mas a economia não pode parar por causa disso. E o fato de as carnes serem um produto perecível agrava ainda mais a situação”, reforçou.

Estadão Conteúdo/ISTOÉ/O GLOBO/AGROEMDIA/FOLHA DE SP/VALOR ECONÔMICO/EXAME/ GLOBO RURAL/REUTERS

Protesto de caminhoneiros prejudica transporte de alimentos, diz Abrafrigo

Em comunicado, a Abrafrigo informou que considera o protesto justo diante das circunstâncias criadas pela política de preços da Petrobras, mas ressalta que as manifestações atrapalham a vendas

Com paralisação dos caminhoneiros, o abastecimento de alimentos nas cidades começa a ser prejudicado. De acordo com a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), todo o nosso setor de mercadorias, como boi, suíno, aves e leite está sendo “muito afetado”. O Presidente da entidade Péricles Salazar destacou que há “inúmeras queixas” de caminhões parados nas vias. A maioria deles está transportando produtos perecíveis. “São centenas de caminhões parados nas estradas com animais vivos, leite e produtos resfriados para serem entregues nos pontos de varejo em todo o país”, alegou. “A economia não pode parar por causa disso. E o fato das carnes serem um produto perecível, agrava ainda mais a situação”, apontou Salazar. 

CORREIO BRAZILIENSE/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/CANAL RURAL/UOL/BRASILAGRO/

NOTÍCIAS

Paralisação de caminhoneiros continuará na 4ª-feira, redução da Cide “não resolve”, diz Abcam

A paralisação dos caminhoneiros autônomos do país, iniciada na véspera, deve continuar na quarta-feira, apesar do aceno do governo nesta terça-feira sobre redução de um dos tributos que incidem sobre o preço do diesel

O Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou em conta no Twitter que a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) será zerada com o objetivo de reduzir o preço dos combustíveis. Segundo Maia, o Presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e ele acertaram com o governo do presidente Michel Temer essa medida. Porém, o Presidente da entidade que organiza o movimento dos caminhoneiros autônomos do país, Abcam, José da Fonseca Lopes, afirmou que a redução da Cide não é suficiente. Enquanto isso, um pequeno corte no preço do diesel anunciado pela Petrobras mais cedo pouco fez para reverter a posição dos caminhoneiros. “Isso não resolve o problema, a gente quer ser ouvido. Queremos que os tributos no óleo diesel sejam zerados. A Cide representa 1 por cento dos tributos que incidem no combustível”, disse Lopes em resposta a questionamento sobre a chance de a paralisação dos caminhoneiros ser suspensa. A Abcam estima que cerca de 300 mil caminhoneiros tenham participado dos protestos desta terça-feira, ante 200 mil no dia anterior. A entidade representa cerca de 600 mil caminhoneiros autônomos de um total de 1 milhão de motoristas no Brasil. Segundo a Abcam, foram registrados protestos em 23 Estados. As manifestações também impactavam produtores de alimentos. Segundo a Associação Brasileira da Proteína Animal (ABPA), oito fábricas de carne suína e de aves do Brasil estão paradas devido a problemas decorrentes dos protestos de caminhoneiros. “Todo o sistema está comprometido, não tem como girar, o cara tem que parar a planta”, disse o Vice-Presidente e Diretor de Mercados da ABPA, Ricardo Santin. A entidade representa mais de 140 agroindústrias e Santin estimou que outras 30 fábricas devem parar na quarta-feira. A Cooperativa Central Aurora Alimentos, terceira maior produtora de carnes de aves e suínos do país, disse que vai parar totalmente as atividades das indústrias de processamento de aves e suínos em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, na quinta e sexta-feira, devido a problemas causados pela greve dos caminhoneiros. Na mesma linha, o Presidente Executivo da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar, afirmou que todo o setor de animais vivos, de leite e o abastecimento em geral estão sendo muito afetados.

Redação Reuters

Sem transporte, 40 processadoras de carnes serão paralisadas no Brasil

Levantamento foi realizado na noite de terça pela Associação Nacional de Proteína Animal

Desde segunda-feira (21/5) a situação do setor de frango e suínos do país ganha gravidade com a paralisação dos caminhoneiros autônomos e interrupção do tráfego em trechos de rodovias. Sem condições de transportar o produto para cumprir as etapas de seu processo, os empresários já interromperam as atividades de oito fábricas nesta segunda e terça-feiras (21 e 22) e prometem fechar mais 40 nesta quarta-feira (23). O levantamento foi feito na noite desta terça-feira pela ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal. Segunda a entidade, do total plantas fechadas, 15 são da companhia Aurora. “É uma situação bem complicada. O processo é todo contínuo. São nada menos que 21 milhões de abates diários, ou seja, 42 milhões de aves deixaram de ser abatidas nestes últimos dois dias”, afirma o vice-presidente da entidade Ricardo Santini. Os prejuízos têm sido contínuos, vêm desde embargos de importação por parte da Rússia e da Europa”. Para buscar providências contra a paralisação, representantes do setor recorreram a vários ministérios como Casa Civil, Transporte, Agricultura, Justiça e mesmo ao presidente Michel Temer, a quem encaminharam uma carta. “Tivemos até agora apenas uma sinalização de que poderá haver redução da CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico)”, afirma Santini. Os reflexos da crise de produção podem se manifestar rapidamente em escassez no fornecimento do alimento, segundo a entidade representante do setor. “Não dá para prever quantos dias será possível suportar, depende de quanto o atacado e o varejo tiverem de estoque”, diz o vice-presidente da ABPA.

GLOBO RURAL

Governo promete zerar Cide sobre diesel quando Congresso aprovar reoneração, diz Guardia

Após dois dias de protestos de caminhoneiros por todo o país, o governo fechou um acordo com o Congresso para zerar a cobrança da Cide sobre o óleo diesel, em contrapartida à aprovação do projeto para eliminar a desoneração da folha de pagamentos paulatinamente para todos os setores beneficiados nos próximos dois anos e meio

Em pronunciamento no Palácio do Planalto, o Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse na terça-feira que os Presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), aceitaram votar o projeto que retoma a cobrança da parcela patronal do INSS sobre a folha de pagamento de diversos setores para compensar o fim da arrecadação com a Cide sobre o diesel. “Uma vez aprovado o projeto de reoneração da folha, nós iremos em seguida sair com um decreto eliminando a Cide incidente sobre o diesel”, disse Guardia. O tributo rende cerca de 2,5 bilhões de reais por ano aos cofres federais, segundo o Ministério da Fazenda, que não soube informar quanto o governo arrecadará com o novo projeto de reoneração da folha. A promessa de eliminação do tributo foi a segunda notícia positiva para os caminhoneiros autônomos nesta terça-feira, depois que a Petrobras anunciou no início da manhã que reduziria os preços de gasolina e diesel ao consumidor. Os acenos do governo e da estatal, no entanto, não serão suficientes para evitar o terceiro dia de protestos, de acordo com o Presidente da entidade que organiza o movimento dos caminhoneiros autônomos do país, a Abcam, José da Fonseca Lopes, e novos protestos devem ocorrer nesta quarta-feira.

Redação Reuters

Desempenho externo das carnes na terceira semana de maio

Receita brasileira com a exportação de carnes na terceira semana de maio

Aceitos como corretos os dados da SECEX/MDIC, a receita brasileira com a exportação de carnes na terceira semana de maio (13 a 19, cinco dias úteis) recuou mais de um terço em relação à semana anterior. Pois, pela média diária, caiu de US$71,554 milhões para US$47,114 milhões. A dúvida, neste caso, advém principalmente do fato de inexistirem, na exportação de carnes in natura, registro de diferenças semanais tão grandes (34,15% a menos) como as observadas da segunda para a terceira semana. Mas não é só, pois os dados de exportação também trazem resultados no mínimo surpreendentes. Caso, específico, da carne de frango, cujo preço médio neste mês se encontra 65% acima do registrado há um ano. Isto, depois de o primeiro trimestre ter sido encerrado com preço médio quase 7% inferior ao de idêntico período anterior. De toda forma, aceito que ao menos os volumes informados estejam correspondendo à realidade, projetam-se para a totalidade do mês 39,2 mil toneladas de carne suína, 77,3 mil toneladas de carne bovina e 269 mil toneladas de carne de frango. Se confirmados, tais resultados significarão: – Em relação ao mês anterior, aumentos de 13%, 10% e 14% para, respectivamente, as carnes suína, bovina e de frango;  – Em relação a maio de 2017, apenas reduções. De 6% para a carne suína; de 14% para a carne bovina; e de quase 16% para a carne de frango. 

AGROLINK

Oferta de boiada diminui e mercado do boi começa a mudar de rumo

São dois os cenários no mercado do boi gordo

Com a gradativa redução da oferta de boiadas a pressão de baixa diminui e, aos poucos, o mercado está ganhando sustentação. Apesar da menor oferta, o escoamento de carne bovina está lento, o que deverá limitar uma recuperação de preço otimista para o pecuarista. Por outro lado, em Paragominas-PA, por exemplo, a oferta de bovinos terminados está boa e tem sido suficiente para atender à demanda vigente. No fechamento da última terça-feira (22/5), na região, a arroba do boi gordo caiu (-0,8%) e ficou cotada em R$127,00, à vista, livre de Funrural.

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina: mercado firme no atacado

E a segunda quinzena começou, período que normalmente traz queda no poder de compra da população e faz, sazonalmente, as vendas recuarem no varejo. Isso poderia conferir alguma pressão de baixa aos preços.

Já são nove semanas seguidas em que o mercado de carne bovina não registra nenhum sinal de desvalorização no atacado. E, com as indústrias vendendo a preços firmes e comprando matéria-prima “mais barata”, as margens melhoraram, chegando ao maior patamar do ano, 26,0%. Mas, para modular o otimismo. Apesar de todo este período “positivo”, as cotações atuais ainda são quase 1,0% menores que as de um ano atrás, quando a situação do país era pior. E esta diferença já foi maior. As melhorias aparentemente têm ocorrido de forma lenta, mas têm ocorrido

SCOT CONSULTORIA

No varejo, a carne bovina subiu no Rio de Janeiro e ficou estável em São Paulo e no Paraná

Os preços da carne bovina ficaram estáveis no varejo em São Paulo e no Paraná na última semana. Houve alta de 0,6% no Rio de Janeiro. O único estado em que houve queda de preços foi em Minas Gerais, 0,5%.

O varejo segue o comportamento do atacado, firmeza, sustentação dos preços na segunda quinzena do mês. Portanto, se a indústria e os varejistas sustentam os preços, é mais um indício de que o fluxo de vendas é bom, e mantém os preços sustentados. Em 2017, por exemplo, era comum ver os frigoríficos reduzindo os preços de venda e os varejistas aumentando, já que estes agentes compravam somente o necessário para atender a demanda.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar cai e vai abaixo de R$3,65 seguindo mercado externo e com BC

O dólar fechou em queda de mais de 1 por cento pela segunda sessão consecutiva nesta terça-feira, abaixo do patamar de 3,65 reais, em sintonia com o comportamento da cena externa e ainda ecoando a atuação mais firme do Banco Central no mercado de câmbio

O dólar recuou 1,20 por cento, a 3,6447 reais na venda, acumulando desvalorização de 2,54 por cento nestas duas sessões. Na mínima do dia, a moeda norte-americana foi a 3,6268 reais. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 1 por cento no final da tarde. “O dólar está enfraquecido… (com a) leitura de que a tensão entre Estados Unidos e China caminha para um desfecho sem a incidência de tarifas”, comentou a corretora H.Commcor em relatório, citando o movimento da China pela redução de impostos em importação de automóveis. No exterior, o dólar tinha leve baixa ante uma cesta de moedas após atingir a máxima de cinco meses, depois do rali generalizado provocado pela alta nos rendimentos dos títulos dos Estados Unidos e pelo alívio nas tensões entre a China e os norte-americanos. A moeda norte-americana registrava forte baixa ante a maioria das divisas de países emergentes, como os pesos chileno e colombiano. Internamente, a atuação mais firme do BC desde a véspera, quando ampliou a oferta de novos swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, e deixou novas atuações em aberto, também contribuiu para a queda nesta sessão. “O mais importante desta nova intervenção do BC foi a incerteza que criou com a intervenção discricionária, o que faz com que os participantes pensem bem antes de montar grandes posições, o que em tese tende a diminuir a volatilidade”, disse o Diretor da Correparti Corretora Jefferson Rugik. O BC vendeu nesta sessão a oferta integral de até 15 mil novos swaps, totalizando 2,750 bilhões de dólares desde a semana passada, quando vendia por dia até 5 mil contratos. A autoridade também vendeu integralmente a oferta de até 4.225 swaps tradicionais para rolagem do vencimento de junho, no total de 5,650 bilhões de dólares. Com isso, já rolou 4,594 bilhões de dólares. Se mantiver e vender esse volume até o final do mês, terá rolado integralmente os contratos que vencem no mês que vem. “O BC conseguiu romper a dinâmica do dólar, pelo menos temporariamente”, comentou o diretor de tesouraria de um banco estrangeiro ao citar o recuo do dólar nestes dois pregões.

Redação Reuters

EMPRESAS

Fundador da Marfrig fecha acordo de R$ 100 mi com MPF

O fundador e atual Presidente do Conselho de Administração da Marfrig, Marcos Antônio Molina, fechou um termo de compromisso de reparação com o Ministério Público Federal (MPF) de R$ 100 milhões por danos materiais, morais e sociais, como parte da investigação por pagamento de propina à Caixa Econômica Federal para liberação de empréstimo, informou o MPF na terça-feira (22).

Molina é investigado na Operação Cui Bono por pagamento de R$ 10 milhões em propina para liberação de operação de crédito junto à Caixa. O acordo não é uma admissão de culpa, mas o termo de compromisso isenta a empresa de qualquer tipo de pagamento e impacto patrimonial futuro, segundo a Marfrig. “O acordo não isenta o empresário a responder pelos ilícitos investigados na Operação Cui Bono. O investigado antecipa-se à indenização às vítimas para, posteriormente, discutir os efeitos puramente penais em eventual ação penal”, informou o MPF em nota. O pagamento dos R$ 100 milhões fechado no acordo ocorrerá a partir de maio e as parcelas serão corrigidas pela taxa Selic. Dos R$ 100 milhões, R$ 80 milhões serão destinados à Caixa Econômica Federal, R$ 10 milhões à União e outros R$ 10 milhões a projetos sociais que envolvam pesquisa e tratamento do câncer infantil.

CARNETEC

Marfrig diz que presidente do conselho fez acordo com MPF para eventuais danos ligados a Cui Bono

A Marfrig informou nesta terça-feira que o Presidente do Conselho de Administração da companhia, Marcos Molina dos Santos, celebrou com o Ministério Público Federal (MPF) um termo de compromisso de reparação de eventuais danos relacionados a operação Cui Bono, da Polícia Federal, que investiga irregularidades na Caixa Econômica Federal

“Vale destacar que não se trata de um acordo de delação ou colaboração, e não configura admissão de culpa, de modo que suas atividades empresariais não serão impactadas”, afirmou a Marfrig em comunicado ao mercado, acrescentando que o termo de compromisso isenta a companhia de qualquer tipo de pagamento e impacto patrimonial futuro.

Redação Reuters

Após vistoria, BRF paralisa parcialmente unidade de Uberlândia (MG)

A BRF informou hoje que, em função de uma vistoria do Ministério do Trabalho, paralisou algumas atividades na unidade de Uberlândia (MG)

Técnicos da gerência regional do Ministério do Trabalho de Uberlândia (MG) fizeram vistorias na fábrica entre os dias 15 e 18 de maio. Na ocasião, o órgão determinou a interdição preventiva de parte das operações da unidade. A companhia mobilizou uma equipe multidisciplinar para avaliar e, quando aplicável, implementar os ajustes solicitados. Neste sentido, será encaminhado à gerência regional do Ministério do Trabalho de Uberlândia um pedido de suspensão parcial da interdição. “A companhia trabalha com afinco para retomar as atividades o mais rápido possível”, diz o comunicado.

VALOR ECONÔMICO

Marfrig avança no processo de venda da Keystone

A Marfrig Global Foods continua a avançar no processo de venda de sua subsidiária americana Keystone

O Valor apurou que a empresa brasileira, uma das maiores do mundo na produção de carne bovina, acaba de selecionar cinco companhias interessadas em participar da etapa final da concorrência, na qual espera obter mais de US$ 3 bilhões. Nesta fase final do processo, cada uma das cinco postulantes terá acesso ao “data room” da Keystone, conversará com os principais executivos da americana e visitará suas unidades de produção nos Estados Unidos e na África. Os interessados terão que apresentar uma proposta vinculante até o mês de junho. O processo de venda da Keystone foi deflagrado em abril passado, no momento em que a Marfrig anunciou a compra da também americana National Beef. Essa aquisição, anunciada por cerca de US$ 1 bilhão e que ainda depende da aprovação da BNDESPar, que tem participação de 33% da Marfrig, fará da companhia brasileira a segunda maior produtora de carne bovina do mundo, atrás apenas da JBS. O Valor apurou que, inicialmente, dez empresas demonstraram interesse em adquirir a Keystone, entre as quais as americanas Cargill e Tyson e as chinesas Cofco e Fosun. Segundo fontes de mercado consultadas pela reportagem, a Cargill está entre as cinco companhias que ainda participam da disputa e é a favorita para ficar com a Keystone, fornecedora de carnes para a rede de fast food McDonald’s, que absorve 70% de suas vendas e já deu seu aval aos cinco finalistas.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Não há tanto entusiasmo em relação a acordo, diz Maggi

Setor de lácteos e indicação geográfica são pontos de atenção nas negociações entre UE e Mercosul

O Ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, comentou na terça-feira, 22, durante entrevista coletiva em Paris sobre as negociações de acordo entre Mercosul e União Europeia. Para ele, a Europa trabalha muito com subsídios, não utilizados na agricultura brasileira, e que, por isso, é preciso estar “bastante atento a essa abertura, a fim de que não comprometa o crescimento de determinadas agroindústrias”. Mas disse que está muito próximo o acordo comercial. “Na verdade, quando se trata de carne, a Europa é autossuficiente e as cotas ofertadas ao Mercosul nada mais são do que recomposição de números que tínhamos há dez anos atrás ou coisa parecida. Então, por parte da agricultura, nós vamos, sim, aceitar o acordo, mas não temos aquele entusiasmo, que muitos dizem que teríamos”. Mas há pendências como a de indicação geográfica, “que preocupa, sendo um tema sensível para Europa e também para o Brasil. Um assunto que ainda está se discutindo para chegar em um acordo”. Em relação a lácteos, disse também haver “dificuldade de aceitar o mercado aberto, porque a estrutura de produção de leite no Brasil é feita por pequenos produtores agrícolas, por uma agricultura familiar mesmo de subsistência. E como nós não temos um sistema de proteção via incentivos, via subsídios, a liberação do mercado sem nenhuma condição, significaria que milhares de pequenos produtores brasileiros não suportariam a concorrência”.

MAPA

Vendas de carne orgânica atingem recorde em 2017 nos Estados Unidos

Em 2017, US $ 45,2 bilhões em vendas de alimentos orgânicos nos EUA contribuíram para um recorde de vendas orgânicas totais de US $ 49,4 bilhões, um aumento de 6,4% em relação a 2016, de acordo com a Pesquisa da Indústria Orgânica de 2018 da Organic Trade Association (OTA). As vendas orgânicas totais incluíram novas vendas de quase US $ 3,5 bilhões

As vendas totais de carnes, aves e peixes orgânicos atingiram US $ 1,2 bilhão em 2017, um aumento de 17,2%, um novo recorde, e a primeira vez que essa categoria ultrapassou a marca de US $ 1 bilhão, segundo a OTA. A OTA informou que o crescimento lento na categoria de lácteos e ovos orgânicos afetou a taxa de crescimento global para as vendas de alimentos orgânicos, que registraram abaixo da taxa de crescimento de 9% em 2016. Apesar disso, a OTA afirmou que a taxa de crescimento das vendas de alimentos orgânicos cresceu em 1,1%, com os alimentos orgânicos respondendo por 5,5% dos alimentos vendidos nos canais de varejo nos EUA. A OTA observou que o crescimento mais lento nas vendas orgânicas de 2017 não foi surpreendente, já que os novos canais e expansões de produtos estão se tornando mais incrementais e várias categorias exibem diferentes trajetórias de desenvolvimento à medida que o mercado orgânico amadurece. “O mercado de alimentos orgânicos terá um ritmo de crescimento mais estável à medida que amadurece, mas continuará a superar a taxa de crescimento do mercado de alimentos mais amplo”, disse Laura Batcha, CEO e diretora executiva da OTA. “A demanda por produtos orgânicos está florescendo à medida que os consumidores buscam alimentos nutritivos e limpos que são bons para sua saúde e para o meio ambiente. Essa demanda está impulsionando a inovação, e agora existem tantas opções orgânicas que todos podemos comer orgânicos no café da manhã, almoço, jantar, lanches e tudo mais.”

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