
Ano 4 | nº 752 | 16 de maio de 2018
NOTÍCIAS
Maggi anuncia vinda de missão chinesa no final deste mês
Em reunião com Ministro do Comércio da China, MAPA apresentou lista com 84 novos frigoríficos que serão vistoriados por veterinários do país asiático
Em Pequim, durante reunião com o Ministro do Comércio da China, Zhong Shan, o Ministro Blairo Maggi recebeu a confirmação de que até o final deste mês chegará ao Brasil uma missão técnica com especialistas veterinários para vistoriar novos frigoríficos. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apresentou uma lista com 84 novos estabelecimentos a serem vistoriados pelos chineses. A expectativa é de que o país asiático libere boa parte desses frigoríficos para exportar. O Chanceler brasileiro Aloysio Nunes Ferreira também participou da reunião com o Ministro do Comércio da China, onde foram tratadas as dificuldades nas relações comercias entre os dois países. “Vamos acelerar conversas por meio de nossa embaixada em Pequim”, afirmou Maggi. O Brasil possui atualmente 102 processos contra a China em tramitação junto à OMC (Organização Mundial do Comércio), em que algumas práticas comerciais são contestadas. No entanto, o ministro Blairo Maggi disse que muitas questões poderão ser resolvidas, uma vez que os dois países possuem muitas coisas em comum. Na visão do Ministro Blairo Maggi, os processos junto à OMC demonstram que ainda é muito forte o protecionismo existente em vários países. Para Maggi, esse tipo de atitude (protecionismo) por parte dos governos só atrapalha o livre comércio entre os países. Blairo Maggi e a Core Delegation – comitiva formada por empresários e entidades representantes do agronegócio brasileiro – se reuniram ainda com diretores da Cofco Internacional, trading chinesa de grãos.
MAPA
Não há orçamento para renegociação de dívidas do Funrural, diz Guardia
Eduardo Guardia, Ministro da Fazenda do Brasil, durante cerimônia de posse em Brasília
O Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou na terça-feira que não há amparo no Orçamento para renegociação de dívidas no âmbito do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) nos moldes aprovados pelo Congresso Nacional. Em função disso, o Tesouro Nacional enviou nota aos bancos afirmando que essa renegociação só poderá ocorrer quando for criada uma lei para essa dotação orçamentária. Sem ela, o governo não assumirá as despesas referentes à concessão de descontos adicionais que foi conseguida pelos parlamentares em derrubada de vetos do presidente Michel Temer à Lei do Funrural. “Nós não temos hoje dotação orçamentária para amparar essa despesa adicional. Então o que nós dissemos (aos bancos) é que só podemos dar prosseguimento ao que foi aprovado na medida que a gente tenha o Orçamento”, disse Guardia a jornalistas, após reunião no Tribunal de Contas da União (TCU). “Então essa é uma questão básica, nós não podemos autorizar despesa sem dotação orçamentária correspondente. E nós não temos dotação específica para isso”, acrescentou. Segundo Guardia, está em curso a discussão sobre aprovação do Congresso para o provimento da dotação. Ele afirmou ainda que há um impacto fiscal relacionado à renegociação de dívidas do Funrural, mas não detalhou valores, destacando que o governo ainda está trabalhando nessa frente. Segundo uma fonte com conhecimento do assunto, o impacto atualmente calculado pela equipe econômica é de cerca de 17 bilhões de reais.
Redação Reuters
Alta de preço da carne bovina no varejo
No varejo, o mercado de carne bovina variou de estabilidade a alta na última semana
Em São Paulo houve valorização de 0,7%, frente a semana anterior. No Paraná de 0,4% e no Rio de Janeiro de 0,8%. Já em Minas Gerais, os preços ficaram estáveis no mesmo período. Além do recebimento dos salários, a demanda para o Dia das Mães e os estoques ajustados colaboram para este cenário.
SCOT CONSULTORIA
Oferta de fim de safra segue pressionando o mercado do boi gordo
A oferta maior que a demanda permite aos frigoríficos manter a pressão de baixa no mercado do boi gordo
Em São Paulo, por exemplo, a cotação caiu pelo segundo dia consecutivo e ficou em R$138,00, à vista, livre de Funrural, na última terça-feira (15/5). Além disso, destaque para Dourados-MS, onde o preço da arroba do boi gordo caiu 3,0% desde o início do mês. A maior queda em maio dentre as praças pesquisadas. Na região, as escalas de abate giram em torno de sete a oito dias, cenário que colabora para ofertas de preços abaixo da referência. Mesmo em Rondônia, onde a oferta de boiadas está mais limitada, não há a necessidade das indústrias em ofertar preços maiores para atender a demanda vigente. A entrada da segunda quinzena do mês, época em que sazonalmente o consumo de carne bovina cai, pode colaborar com o aumento de pressão no mercado do boi gordo.
SCOT CONSULTORIA
Seca espantando a reposição do gado no Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, no começo do ano, a arroba do boi gordo estava cotada em R$142,74, a prazo, livre de Funrural. Fora a maior média mensal desde meados de fevereiro de 2017
De lá para cá, a desova de final de safra causou um estresse no mercado do boi gordo e os preços caíram. Atualmente a referência para arroba é R$131,00 no estado. E se pelo lado dos compradores o boi gordo pressionado diminuiu o ímpeto das negociações no estado, do lado dos vendedores, a capacidade de suporte, apesar de comprometida, ainda possibilita que eles endureçam as vendas. Assim, sem grandes alterações nos preços das categorias de reposição, considerando a relação de troca com bezerros desmamados (6@) e de ano (7,5@), animais mais procurados no estado, o poder de compra do recriador piorou, em média, 4,4%. Atualmente, para o pecuarista que deseja fazer o giro da fazenda, vendendo um boi gordo de 16,5@ compram-se 2,37 bezerros de desmama e 1,9 bezerro de ano. Nas mesmas condições, em janeiro de 2018 comprava-se mais. Seguindo o exemplo, a troca estava em 2,46 bezerros de desmama e 2,0 bezerros de ano.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Dólar segue exterior, tem terceira alta seguida e fecha a R$3,66
O dólar subiu pela terceira sessão consecutiva e chegou a encostar no patamar de 3,70 reais nesta terça-feira, acompanhando o cenário externo, onde cresceram os temores de que os juros nos Estados Unidos podem subir mais do que o esperado neste ano, o que afetaria o fluxo global de capitais
O dólar avançou 0,90 por cento, a 3,6608 reais na venda, renovando maior patamar de fechamento desde 7 de abril de 2016, quando terminou a 3,6937 reais. Nestes três pregões, a moeda norte-americana ficou 3,22 por cento mais cara ante o real. Na máxima dessa sessão, o dólar chegou a 3,6943 reais. O dólar futuro tinha valorização de cerca de 1 por cento no final da tarde. “Se o euro seguir caindo e o dólar avançando ante a cesta de moedas, mantendo-se acima de 93, o dólar seguirá pressionado aqui também. É um movimento global”, afirmou o Diretor da Consultoria de Valores Mobiliários Wagner Investimentos, José Faria Júnior. Nesta sessão, o dólar avançava para a máxima desde dezembro ante uma cesta de moedas, acima de 93, após dados robustos da economia norte-americana e que reforçaram as apostas de que o Federal Reserve, banco central do país, vai elevar os juros mais três vezes este ano. Até então, a expectativa era de apenas mais duas altas.
REUTERS
Governo diminuirá previsão de crescimento do PIB em 2018 a cerca de 2,5%, elevará receitas com leilões de petróleo
O governo diminuirá a previsão de crescimento econômico para este ano a cerca de 2,5 por cento no próximo relatório de receitas e despesas, que será publicado até o dia 22, afirmou uma fonte da equipe econômica nesta terça-feira.
Na última projeção oficial do governo, feita no fim de março, a expectativa era de um avanço de 2,97 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Com a revisão, o número ficará bastante próximo do patamar de 2,51 por cento estimado pelo mercado no boletim Focus mais recente, feito pelo Banco Central junto a uma centena de economistas, corroborando menos fôlego na retomada econômica após indicares de atividade terem pintado um panorama irregular do início do ano até agora. A perspectiva de um PIB mais fraco tende a afetar a arrecadação, mas o governo conta com alguns trunfos na manga para compensar eventual impacto nas contas públicas, com destaque para a realização de novos leilões de petróleo e ganhos além do esperado em certames realizados anteriormente. Segundo o ministério do Planejamento, a última reprogramação orçamentária previu apenas 3,6 bilhões de reais neste ano com leilões de áreas de petróleo e gás.
Redação Reuters
Exportações do agronegócio garantiram superávit da balança comercial
Odilson Ribeiro e Silva faz balanço da presença do Brasil no mercado mundial
As exportações do agronegócio brasileiro somaram 96 bilhões de dólares em 2017, com aumento de 13% em relação a 2016. Sem a exportação do agro brasileiro, a balança comercial seria deficitária em 15 bilhões de dólares. De 1997 a 2017, em 20 anos, o Brasil exportou 1,23 trilhões de dólares, e o agronegócio foi o setor que mais contribuiu para a balança comercial e para a economia brasileira. O agronegócio responde atualmente – dados de abril de 2018 – por 44,8% das exportações totais do Brasil. “Tudo isso é garantido pelo agronegócio brasileiro, que alcançou superávit de 80 bilhões de dólares”, avalia Odilson Ribeiro e Silva, Secretário de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O principal produto da nossa é soja em grãos. Somos o maior o maior exportador de soja, mas temos planos de agregar ainda mais valor a este produto.” No ano passado houve aberturas importantes de novos mercados. Carne suína para a África do Sul, produtos lácteos para a Malásia, material genético para países da Ásia (como a Coréia do Sul), arroz para o Peru, peixes para Israel e carne bovina para a Argentina. “A nossa rede de adidos agrícolas tem uma atuação bastante forte”, disse o Secretário. A SRI investiu na ampliação do quadro de servidores no exterior. Atualmente são 14 adidos agrícolas trabalhando em 41 países e blocos econômicos na promoção de produtos, no crescimento e manutenção das exportações. Até o final do ano serão mais 11 adidos, somando 25 profissionais para cobrir 80 países e blocos econômicos. O Brasil exporta hoje para 189 países e a União Europeia. “Procuramos agir em sintonia, evitando as dificuldades para exportações do Brasil e verificando quais são os nichos de mercado em que teríamos mais condições de vender. Trabalhamos também nas conferências das partes de biodiversidade, de clima, mostrando o que o Brasil faz pela conservação do meio ambiente do planeta.” A meta é alcançar 10% do mercado agro mundial, atualmente estimado em 1,2 trilhões de dólares. “Estamos preparando também um programa bastante ambicioso de promoção do agro brasileiro, que deverá incluir, anexo aos produtos importados, um código que levará o consumidor a um site na internet, no qual ele poderá acompanhar o sistema de produção relacionado àquele produto”. Um dos objetivos do programa de rastreamento de produtos é o de evidenciar a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.
JBS não vê alívio relevante nos custos de grãos à frente
A JBS tem trabalhado para reduzir despesas gerais e administrativas para compensar a pressão de custos estruturais, notadamente de grãos, que a empresa acredita vão se manter em um patamar mais elevado, de acordo com o Diretor Global de Operações da companhia de alimentos, Gilberto Tomazoni.
“Na questão dos custos de grãos, não vamos ter, daqui para a frente, um arrefecimento muito grande, talvez uma queda de 7 a 10 por cento, não muito mais do que isso”, afirmou o executivo, em teleconferência sobre o resultado da companhia no primeiro trimestre, divulgado na véspera, acrescentando que o patamar mais elevado veio para ficar. Executivos da JBS afirmaram que, na divisão Seara, unidade de processamento de aves e suínos no Brasil, o foco foi buscar rentabilidade, com aumento de preços dos industrializados, o que impactou os volumes, com uma queda de 5 por cento na base trimestral, principalmente dos produtos de menor valor agregado. Ainda assim, eles afirmaram que a unidade está operando com níveis normais de estoques. Tomazoni afirmou que a Seara, que registrou queda de 2,7 por cento na receita líquida no primeiro trimestre ano a ano, teve uma pequena redução na participação de mercado nesses primeiros meses, mas que já mostra recuperação nas leituras mais recentes. Ele disse que a companhia não conseguiu repassar para os preços o que precisava para fazer frente ao maior custo estrutural, e que a companhia tem procurado focar em produtos de maior valor agregado para recuperar margens. A maior oferta de carne de frango no Brasil, segundo a JBS, fez o preço do produto cair 9,1 por cento.
REUTERS
EMPRESAS
Irã suspende compras de carne bovina da Minerva por um mês
O Irã suspendeu as exportações de carne bovina da Minerva Foods, terceira maior empresa brasileira de carne bovina
A decisão, que entrou em vigor no último dia 10 de maio, terá validade de um mês. A certificadora “Halal Iran” informou na semana passada que a Minerva infringiu regras do abate halal. A produção de carne para os países muçulmanos deve ser feita segundo os preceitos do islamismo. Procurada pelo Valor, a Minerva não respondeu até a publicação desta nota. “Houve uma divergência de procedimento”, afirmou ao Valor uma fonte a par do assunto, sem detalhar qual teria sido o descumprimento no abate apontado pela certificadora. O Irã é o quinto maior comprador de carne bovina do Brasil. No primeiro trimestre, os iranianos gastaram US$ 92,7 milhões para importar 21,8 mil toneladas de carne bovina do Brasil. O volume importado pelo Irá representa 4,4% das exportações brasileiras. Há pouco, as ações da Minerva Foods registravam queda de 1,13% na B3, sendo negociadas a R$ 7,02. O Ibovespa também operava em baixa, de 1,5%.
VALOR ECONÔMICO
Marfrig espera finalizar venda da Keystone no curto prazo
A Marfrig espera concluir em breve a venda de sua unidade Keystone, fornecedora de alimentos processados para redes de restaurantes, que tem as operações concentradas nos Estados Unidos e na Ásia, afirmou na terça-feira o presidente-executivo da companhia, Martin Secco
“Esperamos finalizar a negociação no curto prazo”, disse ele em teleconferência com analistas, afirmando que não poderia entrar em detalhes sobre a operação devido a questões de sigilo, mas acrescentando que o interesse dos investidores está em linha com as expectativas da companhia. De acordo com Secco, além da venda planejada da Keystone e da aquisição do controle da National Beef Packing Company anunciada em abril, a Marfrig não tem mais planos de fusões e aquisições em 2018. “Nosso foco está…na conclusão das duas operações estratégicas anunciadas.” A venda da Keystone também é considerada pela companhia como relevante para alcançar a meta de endividamento medido pela relação dívida líquida e Ebitda de 2,5 por cento no fim do ano. No final do primeiro trimestre, a alavancagem foi de 3,67 vezes. De acordo com Secco, com a venda da Keystone a empresa dará um novo passo na gestão de seus passivos, conforme busca ser a empresa com melhor saúde financeira do setor. Na véspera, a companhia reportou prejuízo líquido de 206 milhões de reais no primeiro trimestre, ante prejuízo de 233 milhões de reais no mesmo período de 2017. Às 14:17, a ação da Marfrig subia 1,5 por cento, a 7,98 reais, enquanto o Ibovespa cedia 0,4 por cento. O executivo afirmou que espera a continuidade do ciclo positivo para o mercado de carne bovina no Brasil e que está satisfeito com o desempenho das fábricas que entraram em operação no ano passado, apesar de desafios, citando que tem avançado comercialmente nos mercados doméstico e externo. “Tomamos a decisão conscientes de que teríamos muitos desafios…mas estamos satisfeitos e confiantes de que foi a decisão correta”, afirmou Secco. No primeiro trimestre, o abate da divisão Beef da Marfrig cresceu 42 por cento e somou 887 mil cabeças, com taxa de utilização da capacidade efetiva de 82 por cento no Brasil. Na teleconferência, ele também disse que a empresa está em processo de habilitação de unidades no Brasil para exportar para Oriente Médio e China, entre outros mercados, enquanto prevê a aprovação da habilitação das fábricas no Uruguai para vender para o Japão no segundo semestre.
REUTERS
S&P eleva rating da JBS; perspectiva é positiva
A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) elevou o rating corporativo em escala global da JBS S.A. e de sua subsidiária norte-americana JBS USA de ‘B’ para ‘B+’, após a companhia anunciar acordo de refinanciamento de R$ 12,2 bilhões em dívidas de curto prazo
“A elevação (do rating) reflete o sucesso do refinanciamento da JBS, da maior parte de sua dívida de curto prazo que estava para vencer em julho de 2018, melhorando significativamente a posição de liquidez da empresa”, informou a S&P em relatório divulgado na terça-feira (15).
A perspectiva para o rating é positiva. A JBS ampliou em três anos o prazo de vencimento de valor equivalente a 78% de sua dívida total de curto prazo, com amortizações de 25% do valor até julho de 2021. A S&P avalia que o acordo permitirá à JBS reduzir a alavancagem nos próximos anos, mesmo diante de maiores pressões em sua lucratividade em meio ao cenário difícil enfrentado pelo setor de proteína animal brasileiro.
CARNETEC
Marfrig aprova financiamento de US$ 900 mi para compra da National Beef
O Conselho de Administração da Marfrig aprovou a celebração de financiamento de até US$ 900 milhões a serem usados para pagar a aquisição do controle da National Beef Packing Company, segundo ata da reunião arquivada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na terça-feira (15)
A aquisição de 51% de participação da National Beef, quarta maior processadora de carne bovina dos Estados Unidos, foi anunciada no início de abril, por US$ 969 milhões. O Diretor Financeiro da Marfrig, Eduardo Miron, disse em teleconferência com analistas na terça-feira que a empresa aguarda apenas a aprovação junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para finalizar o negócio. “Esperamos que isso aconteça muito rapidamente, a qualquer momento”, disse.
CARNETEC
MPF denuncia Joesley por corrupção em caso de “compra” de procurador da República
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou os executivos e delatores da J&F, holding que controla a JBS, Joesley Batista e Francisco de Assis por corrupção ativa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional e embaraço à investigação no episódio de suposta “compra” de um procurador da República para vazar informações de interesse deles, afirmou à Reuters nesta terça-feira uma fonte com conhecimento do assunto
A acusação criminal foi formalizada perante o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) porque também foi denunciado o procurador da República Ângelo Goulart, que tem foro privilegiado. A peça, que está sob sigilo, acusa Goulart, que chegou a ser preso no ano passado neste caso, de ter recebido ajuda de custo da J&F para vazar informações internas da Procuradoria da República do Distrito Federal para investigados. A acusação contra Joesley e Francisco de Assis rompe a imunidade criminal que eles obtiveram no ano passado. Na ocasião, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot concordou com um acordo pelo qual eles não seriam punidos em troca das delações feitas. Contudo, posteriormente e antes de deixar o cargo, Janot pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o rompimento do acordo de delação desses executivos da J&F sob a alegação de eles terem omitido informações da colaboração. O Ministro Edson Fachin, relator do caso no STF, ainda não decidiu se rompe o acordo. Em nota, a defesa de Joesley disse afirmar que recebe a notícia da denúncia com estranheza, apesar de não ter tido acesso à acusação. “Se confirmado o oferecimento de acusação usando fato denunciado pelo colaborador contra o próprio colaborador, verifica-se grave desrespeito à lei e às cláusulas do acordo de colaboração, firmado entre a PGR e Joesley Batista, que preveem a não denúncia”, disse.
REUTERS
Negócios de R$ 8 bilhões envolvendo a dona da JBS estão na mira do BNDES
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) contratou o escritório de advocacia americano Cleary Gottlieb para aprofundar investigações internas sobre as operações envolvendo empresas do grupo J&F, da família Batista, dona do frigorífico JBS
No fim de março, um comunicado interno informando sobre a investigação foi distribuído entre funcionários do banco que participaram dessas operações. Segundo fontes que tiveram acesso à mensagem e pediram para não se identificar, além de informar da apuração interna a cargo do Cleary Gottlieb, o comunicado pede aos funcionários para que não apaguem e-mails que possam vir a ser solicitados nas investigações. Questionada sobre quais seriam os instrumentos de investigação, além da análise de mensagens trocadas entre os funcionários, a assessoria de imprensa do BNDES afirmou que não poderia “dar detalhes acerca dos procedimentos utilizados na apuração”, no intuito de “preservar a eficácia e o sigilo”. O BNDES já havia instalado uma comissão de apuração interna sobre as operações com a JBS, após a divulgação da delação premiada de executivos do grupo da família Batista, que envolveram os governos do presidente Michel Temer e dos ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva. Como parte da política de “campeões nacionais”, o BNDES aportou R$ 8,1 bilhões na JBS. No valor, estão incluídos R$ 2,7 bilhões ao frigorífico Bertin, que seria comprado pela JBS em 2009, formando o maior produtor de proteína animal do mundo. As operações do banco com o grupo J&F incluem ainda R$ 3,1 bilhões em empréstimos para a Eldorado, fabricante de celulose da família Batista. Procurada, a J&F não quis comentar o tema.
Estadão Conteúdo
FEIRAS & EVENTOS
Exportadores de aves e suínos buscam novos negócios no Sial China 2018
No momento em que o mercado chinês incrementa suas compras de proteínas brasileiras, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) promoverá uma grande ação de promoção de imagem e negócios durante o Salão Internacional de Alimentação-Sial China, um dos mais importantes eventos da área de alimentação, realizado entre os dias 16 e 18 de maio, em Shangai
A ação, realizada em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), contará com uma área exclusiva de mais de 140 m², com a participação de dez empresas exportadoras de aves e de suínos: São Salvador Alimentos, Coasul, Vibra, BRF, Integra, GT Foods, Agrosul, Adelle, Ecofrigo e Castrolanda. Centenas de importadores e potenciais clientes são esperados no espaço da avicultura e da suinocultura do Brasil nos três dias do evento. Além de fomentar novos negócios, a ABPA atuará para fortalecer a imagem do setor exportador brasileiro, com a distribuição de materiais promocionais em inglês e mandarim com informações sobre os diferenciais produtivos do Brasil e os contatos dos exportadores. Também serão distribuídas ecobags com as marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Egg e Brazilian Pork, e mapas com a localização dos frigoríficos das empresas e cooperativas associadas à ABPA. A China ocupa hoje o segundo lugar nas importações de carne suína do Brasil. Foi destino de 39,3 mil toneladas entre janeiro e março deste ano, com receita de US$ 83,7 milhões. A China também é o segundo principal destino da carne de frango brasileira, com 110,4 mil toneladas embarcadas no primeiro trimestre, o que gerou receita de US$ 204,9 milhões.
ABPA
LEGISLAÇÃO
Nova lei trabalhista vale para todos os contratos, diz governo
A nova lei trabalhista tem de ser aplicada de forma “geral, abrangente e imediata” a todos os contratos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), inclusive aqueles anteriores à norma, disse nesta terça-feira o Ministério do Trabalho
O entendimento é de um parecer elaborado por unidade da Advocacia Geral da União (AGU) e aprovado pela pasta do Trabalho, segundo nota divulgada pelo ministério à imprensa nesta terça. A manifestação, publicada no Diário Oficial da União, tem caráter vinculante. Isso significa, segundo o ministério, que traz “segurança jurídica, sobretudo na atuação fiscalizatória dos servidores desta pasta, que deverão obrigatoriamente segui-lo”. A nova lei, uma das principais bandeiras do governo do presidente Michel Temer, tem pontos sendo questionados no Supremo Tribunal Federal (STF). Na quarta-feira os ministros da corte vão analisar uma ação movida pela Procuradoria-Geral da República sobre o assunto.
REUTERS
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