CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 747 DE 09 DE MAIO DE 2018

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Ano 4 | nº 747 | 09 de maio de 2018

NOTÍCIAS

Boi gordo: maior oferta colabora para pressão de baixa

A entressafra está próxima e muitos estados sentem a falta de chuvas. Em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Tocantins a estiagem varia de 15 a 30 dias

As pastagens, em função disso, estão perdendo capacidade de suporte, o que aumentou a oferta de boiadas, mesmo porque para manter o animal nestas condições, o custo aumenta. Diante desse cenário de oferta os compradores estão na retranca. Das trinta e duas praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, desde o início de maio a cotação da arroba do boi gordo caiu em quinze delas. Destaque para Redenção e Paragominas no Pará cuja retração foi de 1,6% e 0,8%, respectivamente no período. Nessas regiões, as escalas de abate atendem de cinco a seis dias. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de animais castrados ficou cotado em R$9,35/kg nesta terça-feira (8/5). Estabilidade frente ao fechamento do dia anterior.

CARNETEC

Queda da arroba desestimula pecuaristas no Maranhão

Nas últimas semanas, foram poucas as movimentações nos negócios envolvendo os bovinos de reposição no Maranhão. Este cenário trava o mercado e não dá abertura para variações nos preços destas categorias

O marasmo acontece porque por um lado os compradores não se interessam em realizar o giro do estoque da fazenda pela baixa atratividade do preço do boi gordo e pelo outro lado, os vendedores ainda têm o respaldo das pastagens e conseguem segurar os animais de reposição à espera de pagamentos melhores. Desde o início do ano, a arroba do boi gordo caiu mais do que o preço dos animais de reposição, ou seja, queda no poder de compra do pecuarista. De janeiro até o final de abril a arroba desvalorizou 5,3%, enquanto as referências para reposição ajustaram negativamente 0,7% seus preços, na média de todas categorias. Essa conjuntura prejudicou a relação de troca. Para quem vende boi gordo (16,5@) e compra boi magro (12@), a troca hoje está em 1,34, em janeiro de 2018 estava 1,41. Portanto, piora de 5,1%. A tendência é que esse cenário de inatividade na reposição ainda se arraste por algumas semanas, com a parada técnica para vacinação e a desova de final de safra pressionando as referências da arroba.

CARNETEC

Comitê de imagem será criado pelo Mapa

Grupo vai discutir ações que possam impactar na reputação do setor de proteína animal no exterior

Representantes do setor produtivo, de frigoríficos de aves e suínos, e técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), voltaram a se reunir nesta terça-feira, 8, com o Ministro Blairo Maggi, para tratar sobre o futuro do mercado externo. Foi decidida a criação de dois comitês: um de imagem e outro técnico com a participação do governo e do setor privado. O comitê de imagem vai discutir ações que possam impactar na imagem do setor de proteína animal lá fora, que vem sendo prejudicada não apenas por ações como a da Carne Fraca, mas pela divulgação de informações que o setor considera inverídicas por parte de organismos internacionais. “Há muita desinformação sobre o setor”, comentou o Secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do ministério, Odilson Ribeiro e Silva. O comitê técnico deverá debater questões legais e outros pontos técnicos com o objetivo de alinhar os trabalhos dos frigoríficos às exigências dos mercados internacionais. O Ministro Blairo Maggi aproveitou para pedir aos dirigentes de empresas interessadas em continuar atuando no mercado europeu que procurem mais informações sobre o programa Agro+ Integridade e para aderir a ele. “É uma forma de mostrarmos a eles que estamos fazendo a nossa parte”, observou. O Ministro disse ainda que aguarda para até o final desta semana o relatório da auditoria realizada por técnicos da União Europeia em março deste ano em vários frigoríficos brasileiros. A expectativa é de que seja positivo para o Brasil. A partir desse relatório, o Mapa poderá responder a questões colocadas pelos europeus e negociar a reabertura do mercado.

Mapa

Custos do confinamento caem em Goiás e SP

Redução nos valores dos itens da alimentação contribuiu para diminuir os custos da diária-boi. Em São Paulo, custos totais também caíram

Os custos totais do confinamento caíram em Goiás no mês de abril, segundo Informativo do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP (FMVZ-USP). O valor ficou em R$ 138,94/@ para a propriedade representativa do Estado (16.500 animais/ano) ante R$ 139,48/@ em março. As fazendas modais de São Paulo seguiram o mesmo movimento. Na média (3 mil animais/ano), o custo total caiu de R$ 151,14 para R$ 150,27 e na grande passou de R$ 150,09 para R$ 149,78. De acordo com o boletim, a redução da Taxa de Longo Prazo (TLP) impactou nos custos de oportunidade do capital imobilizado e, consequentemente, nos custos operacionais da atividade. Em março, a TLP foi de 4,95% ao ano (a.a.) e em abril foi cotada a 3,49% a.a. “Desta forma, a taxa contribuiu para o custo operacional da atividade reduzir em média 4% para as propriedades representativas”. Em relação aos custos da diária-boi (CDB), a propriedade de Goiás também observou queda (- 0,97%, para R$ 8,14), enquanto em São Paulo os comportamentos foram distintos. Na fazenda média, o valor recuou 0,84% para R$ 9,39, enquanto a grande teve leve aumento de 0,32%, fechando o mês em R$ 9,35. Os itens da alimentação bovina foram importantes responsáveis pela variação. “Enquanto houve aumento de 3% nos preços do milho grão para o Estado de São Paulo, em Goiás ocorreu redução de 6%. Os coprodutos e substitutos do milho aumentaram entre 3% e 5%; já a polpa cítrica diminuiu cerca de 6% em São Paulo. De modo geral, as dietas das propriedades em São Paulo ficaram com custo superior ao mês anterior, ao contrário do que identificou para Goiás, redução no custo alimentar”.  Em 2018, os CDB acumularam alta média de 14% para São Paulo e 9% para Goiás, enquanto os preços por arroba de boi gordo para esses mesmos Estados e períodos recuaram 2,5% e 5%, respectivamente. “Os confinadores deveriam manter atualizados os custos produtivos do sistema que possuem para tomarem decisões mais assertivas quanto aos resultados econômicos. O monitoramento equivocado pode colocar em risco o lucro da atividade”, alerta o informativo. O boletim completo pode ser acessado em: .

Portal DBO/FMVZ-USP

INTERNACIONAL

EUA registram exportações recordes de carne bovina em março

Os fortes resultados de março fecharam um forte primeiro trimestre para as exportações de carne vermelha dos EUA, de acordo com dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e compilados pela US Meat Export Federation (USMEF), enquanto as exportações de carne bovina marcam um novo recorde mensal em março – nível mais alto registrado

O valor das exportações de carne bovina em março foi de US$ 693,1 milhões, 18% a mais que no mesmo período do ano anterior e superando o recorde anterior registrado em outubro de 2014. Os mercados da Ásia e da América Latina aumentaram o valor das exportações de carne bovina. O volume de exportação foi de 111.994 toneladas métricas, 6% acima do ano anterior. Para o primeiro trimestre de 2018, as exportações estavam 9% acima do ano passado em volume (318.073 toneladas) e aumentaram em 19% em valor (US $ 1,92 bilhão). As exportações representaram 13,6% da produção total de carne bovina em março, um aumento de quase um ponto percentual em relação ao ano passado. Apenas para cortes musculares, a porcentagem exportada foi de 11,1% – de 9,9% no ano passado. Para janeiro a março, as exportações representaram 13,2% da produção total e 10,7% para cortes de músculo, acima dos 12,4% e 9,8%, respectivamente. O valor médio das exportações de carne bovina foi de US$ 332.89 por cabeça em março, um aumento de 23% em relação ao ano passado. Para o primeiro trimestre, o valor médio por cabeça foi de US $ 315,67, um aumento de 18%.

MeatingPlace.com

Argélia vai importar carne da Espanha e do Brasil para cobrir a alta demanda do mês do Ramadã

O governo da Argélia informou que autorizou a importação de 71.000 toneladas de carne de quatro países, incluindo Espanha e Brasil, para atender a alta demanda por este produto durante o mês de jejum do Ramadã, que terá início na metade deste mês

Assim foi divulgado pelo Director dos Serviços Veterinários do Ministério da Agricultura, Kaddur al Hachemi Krim, que disse que, além dos países acima mencionados, a Argélia irá importar carne da França e da Índia. “Em antecipação ao mês do Ramadã, o governo concedeu 138 licenças para as operadoras importarem 71.000 toneladas de carne fresca”, disse o funcionário à emissora de TV local “Ennahar TV”. Dessas licenças, “120 foram concedidas para importar bezerros vivos que serão abatidos aqui na Argélia”, acrescentou Al Hachemi antes de especificar que o país produz entre 15.000 e 25.000 toneladas de carne e que seu objetivo é evitar um aumento nos preços. Segundo dados do Ministério da Agricultura, a Argélia cobre com o mercado local 55% da carne consumida por sua população, estimada em cerca de 40 milhões de habitantes.

EFE

Nelore Natural chega à Bolívia

Acordo entre ACNB e Asocebu foi assinado na última semana durante a ExpoZebu, em Uberaba, MG.

O Programa Nelore Natural, da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), está ultrapassando fronteiras e chega à Bolívia. O presidente da ACNB, Nabih Amin El Aouar, assinou acordo nesse sentido com o presidente da Asocebu (Asociación Boliviana de Criadores de Cebú), Mario Ignacio Anglarill Serrate, durante a 84ª Expozebu, em Uberaba, MG. “O Nelore Natural é a comprovação na prática da alta qualidade da carne de Nelore. O programa alcançou muito sucesso no Brasil, em parceria com a Marfrig. A Asocebu Bolívia é parceira da ACNB e levar nossa experiência com o programa Nelore Natural à Bolívia é um passo desejado pelos dois países e que, certamente, valorizará, e muito, a carne Nelore no país vizinho”, explica Nabih El Aouar. Mario Serrate diz que a pecuária de corte boliviana, puxada pela raça Nelore, passa por um momento de expansão. “É muito importante investir em um programa de carne de qualidade para contribuir com o crescimento da atividade e o Nelore Natural é o exemplo perfeito, devido à contribuição à raça Nelore no Brasil. Temos muita confiança de que fará o mesmo sucesso na Bolívia, país com condições de clima equivalentes ao Brasil”. As tratativas do acordo foram intensificadas na visita do Gerente Executivo da ACNB, André Locateli, a Santa Cruz de la Sierra, no início de abril, para fazer palestra sobre o programa Nelore Natural no Simpósio Latino-Americano de Produtividade em Gado de Corte. A equipe da ACNB responsável pelo programa Nelore Natural fará visita à Bolívia para iniciar o processo de transferência de tecnologia à Asocebu.

ACNB

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