CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 640 DE 20 DE NOVEMBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 640 20 de novembro de 2017

 ABRAFRIGO

ABRAFRIGO: MP DO FUNRURAL TRANSFORMOU-SE NUM “VERDADEIRO PRESENTE DE NATAL PARA A JBS”

A medida provisória da renegociação de dívidas de produtores rurais com a Previdência, a MP do Funrural, aprovada pela comissão mista de deputados e senadores dia 7 de novembro, foi transformada num verdadeiro “presente de Natal para a JBS e mais dois grandes grupos que atuam no setor de frigoríficos que se aproveitaram da discussão no Congresso para incluir discretamente uma emenda que os beneficia diretamente

A afirmação é do Presidente Executivo da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), Péricles Salazar. Segundo ele, entre as 745 emendas sugeridas pelos parlamentares entrou um “jaboti”, no relatório da Deputada Tereza Cristina (MS, sem partido) relatora da MP na Câmara, o que permitirá às empresas utilizarem créditos fiscais originários das operações de exportação, “algo que quase somente a JBS possui”. Salazar explica que a ABRAFRIGO sempre se posicionou contra esta medida e levou esta preocupação a Frente Parlamentar da Agropecuária(FPA) em várias ocasiões porque ela não beneficia o setor como um todo, mas permite que a JBS simplesmente quite suas dívidas com o Funrural utilizando estes créditos originários de prejuízos fiscais, enquanto que o restante do setor agropecuário brasileiro afetado pela decisão do STF terá de quitar estes débitos com seus próprios recursos. “A ABRAFRIGO avisou diretamente a relatora da MP para o fato de que o uso dos créditos fiscais seria muito ruim para todos os frigoríficos de médio a pequeno porte, a maioria das empresas do país, porque criaria uma distorção enorme e seria apenas um tratamento privilegiado para a JBS”, disse Péricles Salazar. A MP institui o Programa de Regularização Tributária Rural e permite que os produtores rurais, sejam pessoas físicas ou jurídicas, quitem dívidas previdenciárias que se acumularam nos últimos anos em meio a um impasse judicial. O parcelamento, dividido em 180 parcelas, vai gerar uma renúncia fiscal de R$ 5,5 bilhões, segundo o governo. Em 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou a contribuição para o Funrural inconstitucional, mas em março desse ano, em novo julgamento, a Corte mudou o entendimento e autorizou a cobrança, em uma decisão com repercussão geral que gerou um enorme passivo no setor do agronegócio. Agora medida provisória precisa ser aprovada na Câmara e no Senado até o dia 28 deste mês, senão perde a validade.

ASSESSORIA DE IMPRENSA ABRAFRIGO

NOTÍCIAS

Aumento do consumo deve sustentar preço da @ em 2018

Analista acredita que recuperação econômica e retomada do consumo trarão maior estabilidade ao setor no próximo ano

No entanto, riscos não são descartados. Mercado deve ficar mais estável, sem tantas oscilações de preços, segundo analista da Agrifatto. Depois de um ano repleto de crises e dificuldades, o mercado do boi gordo deve encontrar um cenário bem mais estável em 2018. De acordo com a analista Lygia Pimentel, da Agrifatto, o provável aumento do consumo interno de carne bovina e a redução do desemprego devem contribuir para a sustentação do setor no próximo ano. “Será um ano de ajustes entre oferta e demanda. É claro que existem riscos, mas não devemos ter tantas oscilações de preços como as vivenciadas neste ano, mesmo sendo um ciclo de baixa”, destacou a analista. Outro indicador citado pela analista é o fato de 2018 ser um ano eleitoral, quando geralmente o consumo de carne aumenta. Embora as previsões para o próximo ano sejam otimistas, também existem riscos e o maior dele já poderá acontecer no primeiro trimestre. Segundo a analista, com a queda de preços e instabilidades do setor neste ano, muitos pecuaristas seguraram o gado na fazenda. Esses animais devem ir para linha de abate no próximo ano, acarretando no aumento da oferta. O movimento pode ser reforçado pelo provável aumento no abate fêmeas, em função do movimento de retenção dos últimos anos. “É fundamental que o consumo reaja para equilibrar essa balança”, explicou a analista, acrescentando que se o consumo conseguir diluir os impactos desse eventual aumento de oferta, o setor tem tudo para viver um ciclo de alta já em 2019. “Se essas fêmeas represadas forem abatidas no próximo ano, haverá a falta de bezerros no ano seguinte e isso fará com que os preços voltem a subir, prevê. Para os últimos meses de 2017, o cenário deve ser de estabilidade de preços. “A arroba oscilou em outubro pelo aumento da oferta de gado terminado em função dos animais vindos de confinamento. Esse cenário deve ser mitigado em meados de novembro”, explica. “Os frigoríficos enxugaram seus estoques nos últimos meses e precisam voltar às compras. Mesmo que o consumo não cresça, os preços devem permanecer nos patamares atuais”, acrescentou. Em relação à suspensão das exportações de carne bovina de cinco frigoríficos pela Rússia, a analista afirma que a medida terá impacto limitado pelo fato dos países europeus diminuírem suas compras nessa época do ano em função do congelamento dos portos. “Caso surja alguma demanda, a lacuna deixada pelas unidades suspensas deve ser facilmente preenchida pelas demais plantas habilitadas”. 

Portal DBO

Mapa e associações de fiscais discutem novo modelo de inspeção

Novacki recebeu sugestões de entidades que representam servidores

O Ministro interino da Agricultura, Eumar Novacki, reuniu-se na semana passada com representantes de entidades de classe de fiscais agropecuários (Anffa e Asfagro) para tratar do novo modelo de inspeção sanitária que está em estudo. Novacki recebeu sugestões de metodologia e de procedimentos a serem avaliados na construção do modelo de inspeção que visa modernizar o sistema brasileiro e adequá-lo a padrões internacionais. A reunião ocorreu em ambiente de colaboração, segundo o Mapa, sendo sugerida a realização de um seminário para ampla discussão do modelo de inspeção a ser implantado. Novacki disse ainda que o novo sistema não está definido ainda. “Temos que prosseguir analisando. Tudo será discutido e apresentado a todos”, assegurou em nota. Representantes das entidades da categoria consideraram importante a capilarização do sistema de inspeção no país, com apoio dos estados, e se mostraram defensores da meritocracia no serviço público.

CARNETEC

Confinamento de bois cresce 5% com queda no preço do milho durante o ano

O aumento da oferta reduziu a cotação do grão, principal insumo da ração dos animais, ajudando a impulsionar adoção da modalidade

O preço baixo do milho ao longo de todo o ano, devido à grande oferta do grão na supersafra, estimulou os produtores a elevar o confinamento de bovinos no Brasil, que deve encerrar 2017 com um aumento de 5% em relação ao ano passado. Os dados foram revisados e anunciados pela Associação Nacional de Pecuária Intensiva (Assocon). O incremento representa um total de 3,3 milhões de animais confinados neste ano, segundo estimativa do Gerente Executivo da Assocon, Bruno de Jesus Andrade. Os dados finais para o segmento só serão confirmados pela entidade no dia 5 de dezembro. No ano passado os pecuaristas brasileiros terminaram 3,2 milhões de animais no cocho. Na previsão anterior, feita durante a Conferência Internacional de Pecuaristas (Interconf), em setembro, Andrade estimava uma retração de 3,1%. “No primeiro semestre os preços da arroba estiveram muito ruins, mas na segunda metade do ano eles melhoraram e isso estimulou os produtores que ainda não tinham tomado a decisão sobre o confinamento. Esse aumento da cotação ganhou força em agosto e muitos pecuaristas já tinham decidido se confinariam ou não em julho”, diz Andrade. Segundo ele, esse incremento foi registrado especialmente em grandes estados de confinamento, como Mato Grosso, onde a perspectiva da associação é de elevação de 8,5% na quantidade de animais confinados. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) os pecuaristas confinaram 694,1 animais neste ano, crescimento de 12,7% em relação ao ano passado. Para o próximo ano, o aumento da modalidade dependerá da demanda do mercado interno e externo, avalia Andrade. “Oferta de animais nós sabemos que haverá em um nível bom e a um custo atrativo, mesmo com o aumento do milho proporcionado pela redução na oferta”, argumenta. “Quem aproveitar para comprar o grão neste final de ano também fará um bom negócio”, acrescenta. Entre os pecuaristas a perspectiva é de um 2018 de incertezas. “Este ano foi muito difícil e acredito que a insegurança persiste no ano que vem”, afirmou o proprietário do Confinamento Ipamerim, de Jussara, Goiás, João Paulo Porto. Em 2017, ele confinou 13 mil cabeças, 10% a menos do que no ano anterior. Na propriedade, Porto ainda mantém 1,2 mil hectares de lavouras de soja e de milho, utilizado para silagem. “Os preços do milho estavam caros no primeiro giro e depois recuaram bem. Mas, no geral, foi um ano de bastante volatilidade, assim como para os preços da reposição”, argumentou. O CEO da Agropecuária Jacarezinho, Ian Hill, espera ver um aumento nos animais terminados no cocho apenas no ano que vem, quando projeta confinar entre 110 e 115 mil animais nas propriedades que o empresário Marcos Molina, da Marfrig, mantém na Bahia e em Mato Grosso do Sul. Neste ano, a Jacarezinho, que tem capacidade estática para terminar 78 mil cabeças, confinou 94 mil cabeças, ante 130 mil em 2016. A atividade responde por 50% dos negócios da Jacarezinho. “A queda dos preços dos insumos facilitou, mas ainda assim os preços do bezerro no ano passado estavam muito caros. No ano que vem, esperamos ter animais mais baratos no mercado, mesmo com um milho levemente mais alto”, salientou o pecuarista.

DCI – DIÁRIO DO COMÉRCIO & INDÚSTRIA

Intercorte: pecuária brasileira está em processo de amadurecimento

O professor e pesquisador de pecuária do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Sergio De Zen, afirmou que o setor vem em um processo de amadurecimento nos últimos anos, acumulando ganhos de produtividade e de desenvolvimento

“O setor veio de um processo de amadurecimento e consistência que precisa ser separado dessa turbulência deste ano. Tenho medo de que anos como este despertem aquela vontade de sair. Mas o negócio é bom”, disse De Zen, durante palestra no Intercorte, na quinta-feira, 16. Sobre as turbulências que afetaram o setor em 2017, De Zen disse que a perda de confiança no sistema produtivo ainda “não foi bem tratada”. “Precisamos repensá-lo com cuidado, assustou todo mundo”, afirmou. Ele falou ainda sobre o risco da concentração no setor. “Uma política de Estado que concentrou a dependência em apenas um grande player que reduziu seu abate da noite para o dia”, disse. O Diretor Executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luis Cornacchioni, disse que a agropecuária brasileira passa por uma fase importante, evoluindo para um patamar de digitalização no campo. “Mas precisamos vender isso melhor”, disse. “Melhorar a imagem do agronegócio e da pecuária vai ser um desafio para os próximos anos e não vai ser pequeno”, afirmou.

Estadão

Faeg: mercado frigorífico está mais diversificado e movimento deve se manter

Os eventos que abalaram o mercado pecuário no primeiro semestre deste ano, atingindo diretamente a maior indústria do segmento, a JBS, provocaram uma diversificação no setor, afirmam criadores

“Para quem é de São Paulo, enxergamos hoje mais opções para entregar gado”, afirmou Oswaldo Furlan Jr., coordenador do Grupo Pecuário Bauru (GPB). Ele afirma que, ao longo do ano, frigoríficos de médio e pequeno portes ganharam mais espaço tanto na venda de carne no atacado, como na compra de gado com pecuaristas. Ele cita o Barra Mansa, de Sertãozinho, em São Paulo, e o Better Beef, de Rancharia, ambos no interior de São Paulo, como exemplo. O Presidente da comissão de Pecuária de Corte da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Maurício Negreiros Velloso, afirma que, em Goiás, o mercado também está mais diversificado este ano e que houve mudanças na forma de comercialização de gado. “Antes era mais raro e agora parece estar mais consolidada a venda do tipo ‘paga e leva’”, afirmou. Segundo ele, frigoríficos menores chegam a pagar até R$ 2/arroba a mais do que o preço do mercado e à vista, o que acaba ganhando a preferência do pecuarista. Para ele, a diversificação do mercado é uma tendência que deve se manter no próximo ano. No Estado de Goiás, o paulista Frigol acaba de arrendar uma unidade que estava desativada da Rodopa Alimentos, Cachoeira Alta (GO), que vai dar mais opções de escoamento de animais aos pecuaristas locais. Com a unidade, a Frigol aumenta em 25% sua capacidade de abate de bovinos, atingindo 60 mil cabeças/mês e 180 mil toneladas de carne/ano. A unidade, que estava desativada, processa carne resfriada e congelada, miúdos e subprodutos com capacidade para abater 600 bovinos/dia.

Estadão

Pecuarista deve fugir do risco em 2018

Em encontro da Scot Consultoria, analistas debateram cenários para o próximo ano, que deve ser melhor que 2017 para o setor

Um olho no cenário político e outro no da pecuária, com muitas especulações – e até muita torcida –, mas com poucas certezas sobre o que vai acontecer em 2018. Esse foi o clima dos debates que transcorreram na manhã da sexta-feira, 17, durante o Encontro de Analistas, promovido pela Scot Consultoria, de Bebedouro, SP, no auditório da Dow AgroSciences na capital paulista. Até em virada antecipada do ciclo pecuário se falou, algo que não se imaginava um ano atrás, quando nesse mesmo encontro se sinalizou um 2017 muito difícil para o pecuarista. E foi mesmo, na opinião de muitos, entre eles Leandro Bovo, Sócio-Diretor da Radar Investimentos, de São Paulo. “Um ano para ser esquecido”, declarou ele ao Portal DBO. Inclusive em função disso – ter sido um ano muito ruim, por causa de todos os percalços (Operação Carne Fraca, envolvimento dos proprietários da JBS em delação premiada como os puxadores da fila) – é que ele acha que 2018 será melhor do que 2017. “Além de outros fatores, como queda da inflação e recuperação de alguns indicadores econômicos importantes, teremos um ano de eleição que, de alguma forma, sempre aquece a economia e o consumo”, disse ele, balizando sua opinião em levantamento, feito por sua empresa, que aponta elevação no valor da arroba do boi gordo numa média de 25% entre os meses de maio e outubro, nos quatro últimos anos eleitorais – 2014, 2010, 2006 e 2002. Além desses dois fatores, ele destacou o aumento da capacidade instalada da indústria frigorífica, argumento que ganhou reforço dos dados apresentados por Daniel Latorraca, Superintendente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Segundo ele, a capacidade de abate dos frigoríficos do Estado melhorou já em 2017, saindo de 36% em abril para 57% em agosto, para se estabilizar em 53% neste fim de ano. “Só temos quatro plantas paradas no Estado (todas da JBS), o que significa que 90% das plantas estão em operação”, informou Latorraca. Ele ressalvou, porém, que uma alta no preço da arroba em 2018 vai depender do aumento do consumo, uma vez que a oferta de gado para abate também aumentou. A uma pergunta da plateia sobre o que o pecuarista não deve fazer em 2018, Hyberville Neto, analista de mercado da Scot, resumiu: “Não se expor ao risco”. Ou seja, não apostar em altas para ganhar; vender quando o gado estiver pronto, girar o estoque de animais da fazenda, garantir-se com trava de preços na Bolsa ou em contratos a termo. Recomendação de cautela que seu colega de trabalho Alex Lopes, também integrante da mesa de debates, não só concordou, como reforçou em tom de alerta: “O pecuarista tem de fugir do risco. Não deve apostar num mercado tão positivo”, fazendo contraponto à ideia de que um ano de eleições e de Copa do Mundo de futebol poderá trazer um “céu de brigadeiro” para a pecuária.

Portal DBO

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