CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 636 DE 13 DE NOVEMBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 636 13 de novembro de 2017

NOTÍCIAS

Boi gordo: preço da arroba sobe R$ 1,50 em cinco dias

O mercado físico do boi gordo apresentou preços mais altos ao longo da última semana

O consistente movimento de alta do atacado remete a uma expectativa de continuidade de subida das cotações no curto prazo. Os frigoríficos começam a se deparar com escalas de abate encurtadas às vésperas do feriado, situação que pode levar a um comportamento mais agressivo na compra de gado. Apesar de, usualmente, o mercado apresentar um certo marasmo às sextas-feiras, houve uma uma procura maior por boiadas. A quantidade de animais ofertados, sendo uma boa parcela destes terminados em confinamento, não está grande. De acordo com a Scot Consultoria, o preço da arroba com base em Araçatuba (SP) saiu de R$ 137 na segunda-feira, dia 6, e fechou a semana a R$ 138,50. O mercado atacadista também apresentou preços firmes no decorrer da sexta. A expectativa ainda é de continuidade do movimento de alta durante a primeira quinzena. Os estoques estão começando a ficar enxutos. Quadro que aponta para novos reajustes no curto prazo. Boi gordo no mercado físico (R$ por arroba):

Araçatuba (SP): 138,50

Belo Horizonte (MG): 135,00

Goiânia (GO): 129,00

Dourados (MS): 131,00

Mato Grosso: 124,00-127,00

Marabá (PA): 129,00

Rio Grande do Sul (oeste): 4,30 (kg)

Paraná (noroeste): 137,00

Tocantins (norte): 131,00

CANAL RURAL

Alta de preços da arroba do boi gordo

Apesar de, usualmente, o mercado apresentar um certo marasmo às sextas-feiras, assistimos a uma procura maior por boiadas

Das 32 praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, a cotação da arroba do boi gordo subiu em nove delas no último dia 10/11. Em São Paulo, a cotação subiu para R$138,50, à vista, livre de Funrural, o que representa um aumento de R$1,50/@ ao longo da última semana. A quantidade de boiadas ofertadas, sendo uma boa parcela destas terminadas em confinamento, não está grande. Com isso, as escalas de abates em São Paulo, estão curtas e incompletas, atendendo, em média, três dias, o que permitiu registros de ofertas de compra acima da referência de mercado.

SCOT CONSULTORIA

Valorizações de preços da carne bovina no varejo foram comedidas

Mercado da carne bovina com viés de alta no varejo

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo a valorização em sete dias foi de 0,4%, de 0,2% no Paraná e de 0,1% no Rio de Janeiro. Em Minas houve queda de 0,1%. O efeito de começo de mês não foi suficiente para impor grandes reajustes aos preços dos cortes vendidos no varejo. A margem dos açougues e supermercados paulistas chegou a 70,75%, superando os 70,0% depois de nove semanas.

SCOT CONSULTORIA

Minerva: ciclo do boi segue favorável até 2019

Executivos da companhia projetam oferta confortável de animais terminados para abate nos próximos dois anos. Tendência, para a empresa, é de que preço da arroba se mantenha estável

Os executivos do Minerva acreditam que o ciclo pecuário no Brasil deve seguir favorável até pelo menos 2019. Ou seja, eles projetam uma oferta confortável de animais terminados para abate nos próximos dois anos. Sobre o preço da arroba do boi gordo, a perspectiva é de que se mantenha estável, com leve tendência de baixa. “Para 2018, chegam ao mercado os nascimentos (bezerros) recordes e, com isso, 2019 deve ser ainda mais favorável”, afirmou, nesta sexta-feira, 10, o presidente da companhia, Fernando Galletti Queiroz, durante teleconferência com analistas sobre os resultados do terceiro trimestre de 2017. Queiroz ponderou que, apesar da perspectiva de oferta crescente de animais, existe uma tendência de fortalecimento do mercado doméstico, com o aumento do consumo de carne bovina no Brasil, além de crescimento das exportações, com a demanda mundial se voltando à América do Sul. O crescimento da demanda pode equilibrar os preços, daí a perspectiva de estabilidade. “O mercado interno deve se manter aquecido. Com uma alta de consumo de carne bovina no quarto trimestre, vimos fortes vendas em outubro, estamos muito otimistas com o desempenho do setor no trimestre”, disse Queiroz. Nesse cenário, o frigorífico acredita que deve seguir com o movimento de elevação de sua utilização de sua capacidade instalada que ficou em 77% no trimestre. “Trazendo a companhia para um nível de 80% é uma meta ambiciosa para o curto prazo”, afirmou o diretor de Finanças da empresa, Edison Ticle. O Minerva Foods registrou lucro líquido de R$ 85,8 milhões no terceiro trimestre deste ano, uma alta de 80,9% ante o registrado em igual período do ano passado, de R$ 47,4 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado somou R$ 311,8 milhões no terceiro trimestre, um crescimento de 25,1% ante igual intervalo do ano anterior (R$ 249,3 milhões). A margem Ebitda passou de 9,8% no terceiro trimestre do ano passado para 9,1% no mesmo período deste ano.

ESTADÃO CONTEÚDO

Ministério da Agricultura cria Programa de Prevenção e Controle de Antimicrobianos

Objetivo é fortalecer prevenção e controle da resistência a antibióticos na pecuária. A partir de segunda-feira, Mapa participará de Semana Mundial sobre o tema. O programa inclui prevenção e controle de infecções em animais

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) instituiu o Programa Nacional de Prevenção e Controle de Resistência a Antimicrobianos na Agropecuária (AgroPrevine), por meio da instrução Normativa Nº 41, publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (9). O AgroPrevine promoverá intervenções estratégicas no mercado, como: estudos epidemiológicos, fortalecimento da implementação de medidas de prevenção e controle de infecções, promoção do uso racional dos antimicrobianos e da sua resistência. O objetivo é fortalecer as ações de prevenção e controle da resistência aos antimicrobianos na agropecuária, considerando o conceito de saúde única, que estabelece a interdependência entre a saúde humana, animal e ambiental, utilizando como ferramentas educação sanitária, vigilância e defesa agropecuária. O Ministério participará, a partir de segunda-feira (13), da Semana Mundial de Conscientização do Uso Racional de Antibióticos. Todos os ministérios envolvidos com o assunto vão veicular nas redes sociais informes sobre o uso de antimicrobianos. De acordo com a auditora fiscal federal agropecuária, Suzana Bresslau, coordenadora de Programas Especiais do Mapa, “a instrução normativa formaliza o comprometimento do ministério com a implantação do Plano de Ação Nacional para a Prevenção e Controle da Resistências aos Antimicrobianos preconizado pela OIE (Organização Mundial de Saúde Animal), OMS (Organização Mundial da Saúde) e FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).”. Suzana Bresslau integra a Comissão sobre Prevenção da Resistência aos Antimicrobianos em Animais do Mapa.

MAPA

Mercado de reposição ganhando fôlego em Rondônia

A regularidade das chuvas nas últimas semanas e a previsão de mais precipitações nos próximos dias contribui com esse cenário

A conjuntura geral é marcada por dois cenários no estado. O primeiro é que a procura por animais mais erados supera discretamente a oferta de bois magros (12@) e garrotes (9,5@). Porém, as negociações para essas categorias ocorrem em ritmo lento. O segundo cenário observado em Rondônia é o equilíbrio entre a oferta de animais mais jovens e a procura por estas categorias. Ambas estão em alta. Frente a isso, a comercialização de bezerros desmamados (6@) e bezerros de ano (7,5@) está fluindo. Desde o início do segundo bimestre, os preços destas duas categorias subiram 8,1% e 7,0%, respectivamente, ao passo que a cotação do boi gordo aumentou 13,7%. Devido a esta diferença, houve melhora no poder de compra do pecuarista. Em julho/17 comprava-se 1,84 bezerro de 7,5@ com a venda de um boi gordo de 16,5@, atualmente compra-se 1,95.

SCOT CONSULTORIA

Milho mais caro e queda no poder de compra do pecuarista

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região de Campinas-SP, a referência para o milho grão está em R$31,00 por saca de 60 quilos, sem o frete, para a entrega imediata

Nos últimos trinta dias os preços subiram 6,9%. Os embarques em ritmo aquecido e a expectativa de redução da área de plantio para a primeira safra (2017/2018) dão sustentação às cotações. De janeiro a outubro o Brasil embarcou 21,7 milhões de toneladas, um aumento de 9,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Considerando a praça de São Paulo, atualmente é possível comprar 4,50 sacas (60kg) de milho com o valor de uma arroba de boi gordo. Houve queda no poder de compra do pecuarista, que caiu 1,3% em novembro, em relação a outubro último. Entretanto, na comparação anual, a relação de troca está 12,7% melhor este ano. Para o curto e médio prazos a expectativa é de preços firmes para o milho. Não estão descartados aumentos até o início da colheita da safra de verão, porém, os estoques maiores deverão limitar as valorizações no mercado interno.

SCOT CONSULTORIA

Custos do confinamento têm alta em outubro

Maior crescimento ocorreu em Goiás. Apesar disso, custo total por arroba no Estado ainda é menor do que em SP. Aumento dos preços do milho impulsionou alta dos custos em Goiás

Os custos de produção do confinamento tiveram nova alta em outubro

De acordo com o Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados do Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnica da USP, as diárias-boi tiveram aumento em todas as praças pesquisadas. A alta foi de 4,04% para unidades médias (3 mil animais/ano) de São Paulo, 5,35% para as grandes 927 mil animais/ano) do Estado e de 8,39% para as de Goiás (16,5 mil animais/ano). Entre os insumos, os alimentares foram os que contribuíram mais para o  aumento dos custos. “No Estado de Goiás o milho grão, principal insumo utilizado na alimentação animal, aumentou 21,5% entre os meses de setembro e outubro. Isso refletiu diretamente nos preços dos seus substitutos, por exemplo, o sorgo e a polpa cítrica peletizada aumentaram 11,5% e 7,5%, respectivamente, no mesmo período”, informa a nota. Os custos totais por arroba ficaram em R$ 134,89 para fazendas média de SP, R$ 133,61 para grandes do Estado paulista e R$ 132,77 para o modelo de Goiás. “Aqueles confinadores que obtiveram receita total superior ao custo total de produção garantiram, inclusive, a remuneração do capital utilizado na atividade. Desta forma, o conhecimento dos custos de produção permite aos confinadores melhores condições de negociar e, com isso, de utilizar ferramentas de proteção de variação de preços para garantir melhores margens de lucro”, indica o boletim. Confira o documento completo em .

Portal DBO

INTERNACIONAL

9.000 cabeças de gado brasileiro estão sob risco no Iraque

Sob acusação de corrupção da Embaixada do Iraque no Brasil, animais estão sendo mantidos no porto de Umm Qasr e poderão ser sacrificados caso impasse não seja solucionado

Chegou, hoje, ao conhecimento da ONG brasileira Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, através de seu parceiro internacional na campanha contra a exportação de animais vivos, a Animals International, que um navio com 9000 bovinos brasileiros foi impedido por seis dias de liberar a sua carga no país de destino, Iraque, devido à acusação de extorsão que teria sido praticada pela Embaixada do Iraque no Brasil contra empresa importadora dos animais. De acordo com Luis Carlos Sarmiento, Diretor para América Latina da Animals International, o navio Nabolsi, da empresa Sahab Shipping Company, saiu da cidade de Vila do Conde, no estado do Pará, no último dia 06 de outubro e chegou na cidade de Umm Qasr no dia 02 de novembro onde permaneceu, até o dia 08, com sua carga viva embarcada. A revista iraquiana Robban Assafina Magazine noticiou o ocorrido no último dia 04 de novembro. De acordo com a notícia, a Autoridade Geral de Alfândega iraquiana revelou que os relatórios da Comissão de Integridade subsidiaram a decisão da Côrte de Inquérito na área de Safwan de impedir o desembarque dadas as ilegalidades identificadas no processo de importação. Os animais já desembarcaram, mas ainda não foram liberados e permanecem em risco, totalmente vulneráveis às condições adversas, como limitação de espaço, fome, sede, estresse e falta de acompanhamento veterinário. Na sexta-feira (03), a Companhia Geral dos Portos no Iraque alertou para o risco de desastre ambiental, uma vez que o desembarque depende da aprovação de autoridades locais. Os importadores ameaçaram “destruir” os animais como forma de punição às irregularidades identificadas, o que significa que os animais seriam mortos de forma cruenta, não sendo atendidos os critérios preconizados pelo abate humanitário, mandatório no Brasil. “Vamos testemunhar a destruição de centenas de bezerros nos próximos dias, e assim poluir a atmosfera da cidade e do porto, e o importador sofrerá grandes perdas financeiras, para não mencionar uma longa lista de negativos cujos resultados não podem ser previstos” (tradução livre), disse Riad Swadi, Diretor Geral da empresa importadora. No último dia 31 de outubro, o Fórum Animal, em parceria com a Animals International, lançou na cidade de São Paulo em coletiva de imprensa a denúncia das irregularidades de transporte marítimo e do abate extremamente cruel sofrido por animais exportados vivos do Brasil até o Oriente Médio, chegando em países como Egito e Líbano. A situação desse comércio é muito vulnerável e acontece sem transparência e conhecimento do povo brasileiro. “O risco de sacrifício destes 9000 animais é alarmante, horrendo e representa um atentado à vida inaceitável que expõe mais uma vez a irresponsabilidade desse tipo de comércio” afirmou Elizabeth MacGregor, Diretora de Educação do Fórum Animal. A ONG alerta sobre a importância do fim de toda a exportação de animais vivos no Brasil.

BEEFWORLD

EUA: exportações de carne bovina aumentam em setembro

As exportações de carne bovina dos Estados Unidos aumentaram em volume e subiram substancialmente em valor em setembro, de acordo com as estatísticas divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e compiladas pela Federação de Exportações de Carnes dos Estados Unidos (USMEF)

Embora inferior ao mês anterior, o volume de exportação de carne bovina em setembro aumentou em 2% em relação ao ano anterior para 103.552 toneladas. O valor exportado passou de US $ 600 milhões pelo quarto mês consecutivo, ficando em US $ 616,9 milhões, um aumento de 16% em relação ao ano anterior. O volume de janeiro a setembro foi de 926.985 toneladas, um aumento de 9% em relação aos três primeiros trimestres de 2016, enquanto o valor das exportações foi de US $ 5,27 bilhões, um aumento de 16% com relação ao ano anterior e 2% acima do ritmo recorde estabelecido em 2014. As exportações de carne bovina representaram 12,5% da produção total em setembro, abaixo de um ponto percentual em relação ao ano anterior, mas a porcentagem de cortes musculares exportados aumentou de 10,2% no ano passado para 10,4%. De janeiro a setembro, as exportações de carne bovina representaram 12,8% da produção total e 10,1% para cortes musculares. O valor de exportação de carne bovina de setembro foi em média US $ 289,14 por cabeça, um aumento de 13% em relação ao ano anterior. O valor de exportação de janeiro a setembro foi em média de US$ 277,31 por cabeça, um aumento de 10%.

USMEF

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