CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 587 DE 28 DE AGOSTO DE 2017

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Ano 3 | nº 587 28 de agosto de 2017

NOTÍCIAS

Preços da carne bovina caem e margem despenca

O mercado perdeu a força e a trajetória de alta de preço da carne bovina no atacado, que durou três semanas, chegou ao fim

Embora o recuo nos preços no acumulado dos últimos sete dias seja pequeno, 0,1%, é uma mudança de comportamento. Em um mês, ou desde quando a margem de comercialização das indústrias que realizam a desossa chegou a 43,0%, a receita total dos frigoríficos, considerando todos os produtos provenientes do abate, recuou 1,0% enquanto a arroba acumulou alta de 10,3%. Couro e sebo, que ficaram 5,9% mais baratos, e miúdos e subprodutos, cujo preço caiu 7,9%, no período, contribuíram para a queda na remuneração destes agentes. A carne sem osso ficou com preços praticamente estáveis. Isso derrubou a margem das indústrias em quase 15 pontos percentuais, chegando aos 25,0%. Embora ainda acima da média histórica, o caixa das indústrias sofreu uma importante redução, isso sem contar que a ociosidade está elevada com a recente falta de matéria-prima, chegando em alguns dias deste mês a 50,0%, o que encarece ainda mais a operação. Essa “falta” de boiadas não foi suficiente para regular o mercado, para encontrar um ajuste com a demanda existente. Em algum momento, se a dificuldade de repasse dos custos para a carne e demais produtos vendidos pelos frigoríficos continuar, isso deve limitar as valorizações da arroba do boi.

SCOT CONSULTORIA

Mercado em alta, mesmo com a margem das indústrias menor

Mercado do boi gordo em alta

A venda de carne não evoluiu, os preços dos cortes sem osso caíram depois de três semanas em alta, a margem das indústrias diminuiu quase quinze pontos percentuais em um mês. Mas, ainda assim, a arroba do boi gordo segue em alta. A oferta restrita mantém o cenário altista. Mesmo no fechamento da semana, quando poucos negócios sazonalmente ocorrem, os reajustes não pararam de acontecer em todo o país e ainda ocorrem negócios acima da referência. Em São Paulo, especificamente, o estreitamento do resultado da indústria parece ter reduzido um pouco a pressão de alta, em relação ao que se via no começo do mês, quando a arroba subiu por dias de forma consecutiva. Não há nenhum sinal de inversão de cenário, mas as ofertas de compras estão mais alinhadas em todas as indústrias, deixando a referência estável em R$138,50/@, à vista (25/8).

SCOT CONSULTORIA

Ministro participa do anúncio da criação do Observatório da Carne Gaúcha

Objetivo é desenvolver estratégia para modernizar a pecuária de corte do estado

O Ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou neste domingo (27), na Expointer, em Esteio (RS), do anúncio da criação do site Observatório da Carne Gaúcha, que dará origem a Agência Gaúcha da Carne. Segundo Maggi, o projeto vai trazer garantia para os consumidores em termos de qualidade e procedência da carne. “O Brasil é um grande produtor, mas somos um exportador invisível. Se quisermos participar desse mercado temos que nos modernizar. O que vocês estão propondo é total transparência, visando à qualidade da carne gaúcha”, enfatizou o Ministro. O projeto é da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) do RS e de entidades do setor, empresários e produtores da cadeia. A expectativa é que o lançamento ocorra em seis meses. O Observatório da Carne – e posteriormente a Agência Gaúcha da Carne – traçará a estratégia para modernizar o setor.

O Governador do RS, Ivo Sartonri, o Vice-Governador José Paulo Cairoli e o Secretário estadual de Agricultura, Ernani Polo, entre outras autoridades, e representantes da cadeira produtiva de carne gaúcha participaram da cerimônia.

MAPA

Mercado de reposição reage e as cotações estão firmes

A atual conjuntura do mercado do boi gordo aumenta o interesse de recriadores e invernistas em repor seus rebanhos

Com maior procura por negócios, as cotações ganham firmeza no mercado de reposição e esta já é a terceira semana seguida que o mercado apresenta variações positivas. No balanço semanal, na média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações registraram alta de 1,2%. Destaque para o bezerro macho de desmama (6@) anelorado, com alta de 1,9% frente ao levantamento da semana passada. A relação de troca está mais atrativa para o recriador e invernista, dado que as valorizações para a arroba do boi gordo estão maiores frente às do mercado de reposição. Atualmente são necessárias 7,2 arrobas de boi gordo para a compra de um bezerro desmamado. Há um ano eram necessárias 7,9 arrobas para esta operação, ou seja, melhora de 9,3% no poder de compra do recriador.

SCOT CONSULTORIA

MS duplica venda de gado em pé para outros estados

A solicitação foi feita por instituições do Agro em junho deste ano ao Governo de MS

Em junho deste ano, diante da situação do setor pecuário de Mato Grosso do Sul, a Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS, junto a outras instituições, solicitou ao Governo do Estado de Mato Grosso do Sul medidas para estimular a venda de gado em pé, prontos para abate. O resultado foi a diminuição da alíquota dos atuais 12% para 7%, que passou a valer a partir do dia 1º de julho. Participaram também da reunião de junho, representantes da Acrissul, do MNP – Movimento Nacional dos Produtores e a Associação Sul-mato-grossense Novilho Precoce. “Atendendo a uma solicitação do setor produtivo, a ação do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul comprovou sua importância ao alavancar o aumento de 122% na venda de gado em pé em um momento de extrema dificuldade do pecuarista sul-mato-grossense. Esta iniciativa ajudou a minimizar os impactos da baixa precificação da arroba do boi, além de proporcionar o escoamento de animais prontos de dentro das propriedades”, afirma o presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito. Segundo o Departamento de Economia do Sistema Famasul, a baixa oferta de animais finalizados e o crescimento na demanda em estados como São Paulo, Paraná e Goiás resultaram no aumento das vendas do boi gordo para abate, levando em conta a competitividade nos preços apresentados. Com isso, o quadro de liquidez do setor possibilitou uma retomada da economia na pecuária, verificada no aumento da arroba do boi gordo no início da 3º semana de agosto.  “Se compararmos a cotação de R$ 124,57 do dia 22 de agosto em relação ao final de julho, a valorização é de 11% na arroba do boi gordo, enquanto que a vaca obteve 11,7%, com preço de R$ 115,41, no mesmo comparativo”, reforça a gestora do Departamento, Adriana Mascarenhas. Segundo a economista, outros fatores contribuíram decisivamente para este início de retomada na alta das cotações: “O crescimento nas exportações nacionais e o alargamento no consumo de carne no mercado interno também esboçaram reações positivas, colaborando com resultado total”.

Famasul

Alta no preço do boi gordo é a maior para o mês em 21 anos

Oferta de animais para abate segue restrita nas regiões pesquisadas pelo Cepea

A oferta de animais para abate segue restrita nas regiões pesquisadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, cenário que vem impulsionando os preços do boi gordo há algumas semanas. Na parcial de agosto (até o dia 24), a elevação do Indicador ESALQ/BM&FBovespa é de expressivos 10,87%. Esta alta é a maior para o mês da série histórica do Cepea, iniciada em 1997. Considerando-se agosto, em 21 anos, incluindo 2017, a variação média é de 1,56%, muito abaixo do observado neste ano. O avanço dos preços do boi gordo em praticamente todas as praças é justificado pelo fato de que aproximadamente 90% do abate anual brasileiro é de animais engordados a pasto. Com a intensificação da seca, praticamente não há mais animais de pasto e a cadeia vive o período da “entressafra”. Além disso, a principal indústria retomou as compras e outras plantas reabriram nos últimos meses. Com isso, o preenchimento das escalas de abate tem sido mais difícil pelo aumento da competição entre as próprias indústrias por matéria-prima. Outro fator que explica a atual escassez de bois está relacionado à delação dos irmãos Batista. Em meados de maio, após o ocorrido, o preço pago ao produtor caiu de forma acelerada, justamente no momento em que pecuaristas planejavam o primeiro giro do confinamento. Esta situação, aliada à incerteza relacionada aos prazos de pagamento da principal indústria do setor, explicam a menor oferta de animais, justamente 90 dias após a delação, momento em que deveriam ficar prontos os animais que começaram a ser confinados no início de junho. Para corroborar o cenário, outro fator explicativo para as altas expressivas é o prolongamento das chuvas. Como neste ano as chuvas se alongaram até meados de junho, o confinamento também teve início de forma mais tardia. Alguns agentes do setor encaram o momento como altas de preços, enquanto pecuaristas afirmam que este período é de recuperação das quedas. Ressalta-se que as baixas em maio também foram as mais expressivas desde 1997. A escassez de boi gordo para abate tem obrigado a indústria frigorífica de São Paulo a buscar animais em estados vizinhos, principalmente em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás. Na parcial de agosto (até o dia 24), Três Lagoas e Campo Grande são as praças com as elevações mais expressivas, de 12,42% e de 12,31%, respectivamente. Na sequência, está Rio Verde (GO), com alta acumulada de 11,89%. Rio Grande do Sul é o estado com a alta menos acentuada no mesmo período, de apenas 0,18%. De acordo com colaboradores do Cepea, o estado tem recebido muita carne de Mato Grosso do Sul e de outras regiões, atendendo à demanda do atacado. Assim, o mercado gaúcho não está acompanhando a tendência observada em outras regiões do País. As elevações mais intensas em algumas praças têm feito com que a diferença de preços entre o estado de São Paulo e outras regiões se reduza. No Paraná, os preços praticamente igualam-se ao de São Paulo, região com valores tipicamente mais altos. Em Goiás, por exemplo, há negócios acima dos preços médios praticados em São Paulo. Além da escassez de bois no estado paulista, este movimento é resultado de políticas como a redução do ICMS. A equipe de mercado pecuário do Cepea não acompanha os preços no varejo. Porém, os preços e os estoques no atacado apresentam estreita relação com os preços repassados para o consumidor. No mercado atacadista de carne com osso, a carcaça casada do boi se valorizou 7,7% no acumulado do mês. Quanto aos cortes, o preço do traseiro subiu 8,25%, e os do dianteiro e da ponta de agulha, 7,63% e de 5,97%, respectivamente. Agentes do atacado relatam que esperam altas nas próximas semanas, visto que, com a menor disponibilidade de animais prontos para abate, o relativo baixo volume de carne disponível tem sido escoado. Estes colaboradores do Cepea indicam que o consumo é o fator que tem impedido altas mais expressivas de preço, já que o rápido escoamento ocorre em função da baixa oferta. Ainda que as exportações tenham apresentado significativa recuperação, o brasileiro é responsável por consumir aproximadamente 80% da produção. De acordo com o Banco Central, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano mantém-se em 0,34%. Ainda que positivo, este percentual é apenas uma lenta recuperação da economia. Com mais de 13 milhões de pessoas desempregadas, segundo o IBGE, a aquisição da carne bovina, proteína mais cara do mercado, acaba não sendo impulsionada. Quanto às carnes substitutas, no mês, os preços estão em alta de apenas 0,1% para a carcaça especial suína e de 0,9% para o frango. Esse menor aumento frente à valorização do boi faz com que o consumidor coloque na balança o custo/benefício da aquisição da carne bovina. Ainda que o consumo de carne bovina esteja enraizado na cultura do brasileiro, a situação econômica e social do País é crítica. 

CEPEA

Brasil deve melhorar qualidade da carne para não perder mercado

Com o maior rebanho mundial e ocupando o segundo lugar em produção e exportação de carne bovina, o Brasil tem agora o desafio de melhorar a qualidade do produto, segundo o Gerente de Inteligência de Mercado da Minerva Foods, Leonardo Alencar

“O aumento de produção tem que vir com ganho de qualidade. Sem ganho de qualidade, há o risco de termos que comer mais e mais, porque os países lá fora não vão querer comprar nossa carne”.  “O mercado internacional conhece a carne do Brasil, sabe que é competitiva e de qualidade, mas o ponto principal [que faz com que compre a carne brasileira] ainda é a competitividade, mais que a qualidade”, diz o Gerente. O Brasil, segundo Alencar, está bem posicionado internacionalmente.  “O Brasil tem hoje produto de qualidade e produto sem qualidade, tem produto barato, bastante competitivo. A gente consegue atender a quase todos os mercados. Exportamos para mais de 100 países. Os Estados Unidos e a Austrália exportam para menos de cinco países. O Uruguai, a Argentina, todos para poucos”. De acordo ele, Brasil tem produção bastante heterogênea, o que acaba prejudicando a imagem do produto. Atualmente, um dos principais concorrentes é a Índia, que oferece carne barata e de baixa qualidade. “A gente tem que continuar se diferenciando para não ficar nessa briga com a Índia. Hoje temos a carne ingrediente, a da Índia, que é consumida misturada em outros produtos, tem aquela carne que se compra no supermercado e até mesmo em restaurantes, que é a carne dos EUA, e tem a carne premium, que é do Uruguai, da Argentina e Austrália. O Brasil precisa caminhar nesse sentido”, defende. Para Alencar, o Brasil consegue atender a nichos específicos de qualidade, mas a maior produção do país “ainda está longe disso”.

Alencar diz que o Brasil tem cenário favorável, primeiro pela diminuição da exportação de outros países. Entre 2000 e 2017, a Rússia registrou retração de 34,3%; o México, de 34,6%; a China, de 21,2%; e os Estados Unidos, de 4,8%. Como segundo fator, ele cita o aumento do rebanho. Também entre 2000 e 2017, o Brasil aumentou em 54,5% o rebanho. Outros países da América do Sul que se destacam no mercado da carne bovina tiveram aumentos menores: o Paraguai aumentou em 39,8%; a Argentina, em 6,3%; e, o Uruguai, em 12,2%. “Temos que continuar aumentando os investimentos e melhorando produtividade. Agora, isso não pode ser feito de maneira desconexa em relação à qualidade, ou vamos começar a inundar o mercado com uma carne que não necessariamente tem a absorção no ritmo em que a gente está mantendo a produção”.

Agência Brasil

EMPRESAS

Frigol espera elevar abates em 40% e ampliar receita para R$ 1,4 bi este ano

Depois de três anos de restrição na oferta de boi gordo no Brasil, o ciclo da pecuária se inverteu e tem tudo para beneficiar os frigoríficos nos próximos três anos

Ancorado nessa avaliação, o Frigol, um dos cinco maiores produtores de carne bovina do país, vislumbra ampliar os abates em quase 40% já em 2017. O Presidente do Frigol, Luciano Pascon, projetou que até dezembro as três unidades da empresa estarão abatendo 48 mil bovinos por mês, 37% acima das 35 mil cabeças abatidas mensalmente no começo do ano. “Estamos começando a virar o ciclo. Nossos estudos apontam que a oferta vai se intensificar em 2018 e vai até 2020”, disse ao Valor. Para atender a expansão dos abates, o Frigol contratará cerca de 100 pessoas neste ano, sobretudo para os dois frigoríficos do Pará, nos municípios de Água Azul do Norte e São Félix do Xingu. O Frigol também tem um abatedouro de bovinos e outro de suínos em Lençóis Paulista (SP), sede da empresa. O crescimento dos abates ao longo do ano deve impulsionar as vendas do Frigol, que saiu da recuperação judicial há dois anos. A projeção de Pascon é que a receita líquida aumente 15% em 2017, somando R$ 1,4 bilhão. No primeiro semestre, a receita líquida cresceu 8,6%, para R$ 652 milhões. O ritmo mais acelerado do segundo semestre marca uma reversão do cenário em comparação ao caos vivenciado em meados do primeiro semestre, depois de a Polícia Federal deflagrar, em 17 de março, a Operação Carne Fraca. Daquele momento até abril, os principais frigoríficos do país reduziram a produção de carne bovina. “O mês de abril foi o pior para todo mundo”, afirmou Pascon. Devido aos diversos embargos internacionais provocados pela Carne Fraca – a maior parte dessas barreiras já foi retirada – os frigoríficos brasileiros colocaram o pé no freio. Com isso, os abates em frigoríficos do país com selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) caíram 25%, recuando de 2 milhões de cabeças para perto de cerca 1,5 milhão, disse o executivo. No Frigol, que obtém 20% das vendas na exportação, a redução foi de 20%, e os abates somaram 28 mil cabeças em abril, ante 35 mil bois em março. A brusca retração das exportações de carne a partir da segunda metade de março elevou os estoques, derrubando o lucro líquido do Frigol no primeiro trimestre. Entre janeiro e março, a empresa lucrou R$ 1,3 milhão, queda de 87,7% ante o mesmo intervalo de 2016. No segundo trimestre, o Frigol se recuperou, a despeito da produção menor de abril. A forte retração dos abates da JBS, maior indústria de carne bovina do país, após a delação premiada dos irmãos Batista, abriu espaço aos concorrentes, disse Pascon. Nesse cenário, o lucro líquido do Frigol cresceu mais de dez vezes no segundo trimestre, alcançando R$ 8,8 milhões. Ainda assim, o lucro do Frigol no semestre diminuiu 11,5%, somando R$ 10,1 milhões. Pascon admitiu que os reflexos positivos da menor produção da JBS se concentraram no segundo trimestre. Desde julho, os abates da JBS caminham para a normalidade. Neste terceiro trimestre, a normalização dos abates da JBS somada à menor oferta de boi engordado sob confinamento devem significar margens menores para os frigoríficos. Segundo Pascon, o primeiro “giro” de confinamento – os animais levam, em média, três meses para serem engordados no confinamento – foi afetado pela desvalorização do preço do boi gordo após a Carne Fraca. Em abril, quando os pecuaristas decidiriam enviar os primeiros animais para o confinamento, o preço não era vantajoso. Por isso, a oferta agora em agosto é menor. No entanto, isso deve se reverter ao longo dos próximos meses, disse. O preço do boi gordo se recuperou, o que pode estimular o segundo “giro” de confinamento, ampliando a oferta de gado confinado a partir de setembro.

VALOR ECONÔMICO

Ações da JBS fecham com a maior alta do Ibovespa

As ações da JBS subiram 5,34% no pregão desta sexta-feira, 25, na B3, maior valorização do Ibovespa, e fecharam a R$ 8,88

Os papéis da companhia, extremamente penalizados após a delação premiada de seus controladores Wesley e Joesley Batista, têm se recuperado. A alta de sexta, segundo analistas, pode explicada pela homologação do acordo de leniência da J&F, holding que controla a JBS. Conforme essas fontes, o acordo resolve uma das pendências que a JBS tinha para ter balanço assinado pelo auditor. Na semana passada, uma fonte próxima à JBS afirmou ao Valor que os ajustes contábeis devem levar cerca de três meses. A empresa terá de fazer ajustes porque admitiu ter pago propina por meio de notas frias emitidas pela JBS, entre outras irregularidades. De acordo com o analista da Eleven Financial Research, Raul Grego, além da homologação do acordo, as ações também reagem à expectativa operacional positiva para a empresa. O preço da arroba do boi está em patamar favorável para a indústria e deve ajudar no desempenho operacional no país neste segundo semestre. A JBS também está sendo beneficiada pelo bom momento dos negócios nos Estados Unidos, onde a indústria de carne bovina também vive um momento histórico. A demanda dos americanos está aquecida e as exportações de carne bovina do país registram forte crescimento. Outro fator que dá suporte ao papel, acredita o analista da Eleven, é a expectativa de transição lenta, gradual e segura no comando da JBS, com Wesley Batista deixando o cargo de CEO da companhia. Nesse cenário, o papel do comitê executivo, criado em junho pela JBS para assessorar o conselho de administração da companhia em decisões estratégicas, poderá funcionar como um “comitê de apoio ao novo CEO” e seria uma saída para que Wesley Batista permaneça na administração.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Exportações australianas de carne bovina se recuperam

As exportações australianas de carne bovina para junho de 2017 foram de A$ 684,68 milhões (US$ 540,66 milhões) FOB, totalizando o ano fiscal de 2016-17 em A$ 7,1 bilhões (US$ 5,6 bilhões) – o terceiro maior valor anual já registrado

O volume de exportações australianas de carne bovina em 2016-17 ficou abaixo da marca de um milhão de toneladas pela primeira vez desde 2011-12 (963 mil toneladas), caindo em 17% com relação ao ano anterior, como resultado de dois anos de liquidação do rebanho por causa da seca e crescente concorrência global. O impacto subsequente se reflete no declínio do valor total da exportação de carne bovina – 16% a menos que no ano fiscal de 2015-16 – A$ 8,5 bilhões (US$ 6,71 bilhões). O valor unitário foi em média A$ 7,18 (US$ 5,66) por quilo, um aumento de 1% em relação aos níveis do ano passado e 27% superior à média de cinco anos, que é de A$ 5,64 (US$ 4,45) por quilo. A valorização do dólar australiano (predominantemente com relação ao dólar dos EUA) também tem contribuído para reduzir a competitividade do produto australiano no mercado global. Em 2016-17, o A$ ficou em média em 75,3 centavos de dólar americano – 4% superior ao ano fiscal 2015-16 – 72,8 centavos de dólar americano. O A$ desde então continuou a fortalecer – rompendo momentaneamente os 80 centavos em julho.

Meat and Livestock Australia (MLA)

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