CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2799 DE 17 DE SETEMBRO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2799 | 17 de setembro de 2026

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo: alta para as cotações em São Paulo

Oferta controlada mantém mercado firme e cotações em alta.

Na quarta-feira (16/9), a Scot Consultoria identificou aumentos de preços dos animais terminados na praça de São Paulo, referência para o mercado nacional do boi gordo. Segundo a consultoria, o animal macho sem padrão-exportação registrou avanço diário de R$ 3/@ no mercado paulista, para R$ 348/@, enquanto o “boi-China” subiu R$ 2/@, fechando do dia valendo R$ 352/@ (valores brutos, no prazo). Na mesma praça, cotação da novilha gorda teve acréscimo diário de R$ 5/@, cotada agora em R$ 345/@, e o preço da vaca terminada ficou estável, em R$ 325/@, acrescentou a Scot. A oferta de boiadas atendeu à demanda, sem excedentes. A ponta vendedora controlou a oferta em busca de melhores preços e, do outro lado, os frigoríficos compraram apenas o necessário para manter as escalas de abate, que atenderam, em média, a seis dias. Em Rondônia, após a alta da cotação da arroba do “boi China” ontem, o mercado abriu com preços estáveis na quarta-feira. A partir de 20 de setembro, uma missão de inspeção sanitária da China visitaria três frigoríficos brasileiros, dois deles em Rondônia. O objetivo era avaliar a reabilitação de plantas suspensas e a habilitação de novos estabelecimentos exportadores. No trimestre, o abate de bois foi de 5,02 milhões de cabeças, alta de 3,5% em relação ao segundo trimestre de 2025 e alta de 6,1% frente ao primeiro trimestre de 2026. O abate de vacas somou 3,42 milhões de cabeças, queda de 5,0% na comparação com o segundo trimestre de 2025 e recuo de 1,1% frente ao primeiro trimestre de 2026. O abate de novilhos foi de 447,0 mil cabeças, aumento de 17,1% em relação ao segundo trimestre de 2025 e alta de 4,0% frente ao primeiro trimestre de 2026. Já o abate de novilhas somou 1,83 milhão de cabeças, alta de 4,6% em relação ao segundo trimestre de 2025 e de 8,4% frente ao primeiro trimestre de 2026.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: preço da arroba continua em ascensão

“O mercado segue atento ao comportamento dos preços no atacado e ao e ao fluxo semanal de exportação

O mercado físico do boi gordo ainda se depara com um ou outro negócio acima da referência média, em um ambiente em que os frigoríficos de menor porte encontram maior dificuldade na composição de suas escalas de abate. O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias pontua que as indústrias maiores ainda contam com relativa tranquilidade, fazendo uso de animais de parceria e confinamentos próprios, práticas que garantem um posicionamento mais confortável. “O mercado segue atento ao comportamento dos preços no atacado e ao fluxo semanal de exportação”, diz o especialista. Preços médios do boi gordo: São Paulo: R$ 351 — ontem: R$ 350,33. Goiás: R$ 342,86 — ontem: R$ 341,25. Minas Gerais: R$ 337,12 — ontem: R$ 336,41. Mato Grosso do Sul: R$ 347,84 — ontem: R$ 347,39. Mato Grosso: R$ 331,08 — ontem: R$ 330,95. O mercado atacadista mantém as cotações nos patamares alcançados após os reajustes recentes. Iglesias destaca que a entrada dos salários na economia favoreceu a reposição entre atacado e varejo durante a primeira metade do mês, mas a expectativa é de menor dinamismo do consumo na segunda quinzena. “Paralelamente, os cortes suínos e a carne de frango continuam apresentando maior competitividade, restringindo o espaço para novas valorizações da carne bovina em um ambiente de menor poder de compra das famílias”, assinalou Iglesias. Quarto traseiro: R$ 27,50 por quilo. Quarto dianteiro: R$ 19,50 por quilo. Ponta de agulha: R$ 18,50 por quilo.

SAFRAS NEWS

Brasil salta do 31º para o 2º lugar no ranking mundial de exportação de sebo bovino

Remessas do subproduto ganharam relevância graças às mudanças na política energética de biocombustíveis dos EUA, que desenvolveram uma indústria de diesel renovável de porte considerável

Em 2015, o Brasil ocupava a 31ª posição no ranking dos países exportadores de sebo bovino, com menos de 1.000 toneladas embarcadas por ano. Hoje, o País é o segundo maior exportador mundial de gordura bovina, com os embarques atingindo 402.000 toneladas em 2025. Os dados acima foram apresentados pelos economistas da Bolsa de Comércio de Rosário (BCR), que também destacaram o avanço das exportações argentinas de sebo bovino ao longo da última década. No caso da Argentina, os embarques atingiram 154.808 toneladas em 2025 (equivalente a US$ 125,2 milhões) – um aumento de mais de 20 vezes em relação ao volume de sebo bovino registrado há 10 anos, de 6.819 toneladas. Com isso, a Argentina alcançou, em 2025, o quarto lugar no comércio global de sebo bovino – atrás da Austrália, Brasil e do Canadá –, com uma participação de 7,8% no mercado, ante a 15ª posição (participação de 0,4%) registrada em 2015. Segundo a BCR, as remessas de sebo bovino dos dois países da América do Sul ganharam relevância graças às mudanças na política energética de biocombustíveis dos EUA, que “remodelaram completamente o mapa de um mercado anteriormente marginal no comércio agroindustrial”. “Durante séculos, o sebo teve um destino previsível: sabonetes, cosméticos, velas e ração animal… mercados de valor moderado, estáveis e com pouca concorrência”, afirmam os analistas da BCR. No entanto, o isso começou a mudar na última década, sobretudo desde 2020, quando os EUA desenvolveram uma indústria de diesel renovável de porte considerável. De acordo com dados da Administração de Informação Energética (EIA, na sigla em inglês), a produção aumentou de aproximadamente 7,2 milhões de barris por ano no final de 2018 para 69,4 milhões de barris por ano em 2025, com a maior parte da expansão concentrada em 2022 e 2023. Por sua vez, o consumo de sebo bovino para biocombustíveis nos EUA subiu de cerca de 75.000 toneladas por mês em 2021 para um pico de quase 450.000 toneladas no final de 2025 – um crescimento de mais de 720% em menos de cinco anos. Segundo a BCR, ao contrário do biodiesel tradicional, o diesel renovável é produzido por meio de hidrotratamento e é quimicamente equivalente ao diesel fóssil, permitindo seu uso sem limites de mistura. “Essa característica expandiu o mercado potencial e impulsionou a conversão de refinarias de petróleo existentes, o que aumentou a capacidade de processamento e passou a demandar volumes significativos de óleos e graxas”, explica a bolsa. Nos últimos anos, o volume global de importações de sebo bovino permaneceu relativamente estável, em torno de 2 milhões de toneladas anuais, embora com algumas flutuações. O que mudou foi a composição dessa demanda, observam os analistas da BCR. Os Estados Unidos, que no início do período representavam uma parcela marginal das importações globais, passaram a representar mais da metade em 2025. Enquanto isso, todos os outros destinos reduziram constantemente suas compras. “Esses dados sugerem que grande parte do sebo anteriormente utilizado na fabricação de sabão, oleoquímicos e ração animal foi realocada para novos usos relacionados à energia”, ressaltam os analistas. Enquanto isso, continua a BCR, deixando de ser um resíduo de baixo custo, o sebo foi parcialmente substituído nessas aplicações tradicionais por outras matérias-primas, como derivados sintéticos ou de origem vegetal, para a produção de sabão. Do lado da oferta, a mudança foi igualmente marcante. Os Estados Unidos, que eram o segundo maior exportador mundial em 2015, caíram para o sexto lugar em 2025. Isso porque, diz a BCR, o país começou a reter sua própria produção para abastecer sua indústria de combustíveis, abrindo espaço sobretudo para fornecedores do Brasil e da Argentina.

BOLSA DE COMÉRCIO DE ROSÁRIO (BCR) 

Missão chinesa visita frigoríficos suspensos

O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Cleber Oliveira Soares disse ontem que, no próximo domingo (20), o ministério receberá uma missão da China que vai inspecionar estabelecimentos de miúdos de bovinos e de suínos, e ainda vai visitar unidades frigoríficas habilitadas, mas temporariamente suspensas.

Plantas que buscam habilitação também serão inspecionadas. A missão técnica chinesa inspecionará, ao todo, 17 unidades que buscam aprovação para exportar ao país, conforme informou o Valor na segunda-feira (14). A lista inclui fabricantes de carnes bovina, suína e de aves, como JBS, Minerva e MBRF. Já na lista de estabelecimentos de carne bovina suspensos estão unidades da JBS, Prima Foods, Frialto e SulBeef. O motivo principal das suspensões foi a identificação de resíduos nas cargas que chegaram aos portos chineses. Soares lembrou que foram concluídas recentemente outras duas missões, da Coreia do Sul e do Japão, países que ainda não compram carne bovina do Brasil. Há expectativa de abertura de ambos em breve.

VALOR ECONÔMICO

Unidades frigoríficas em MT reduzem em 17% abates de fêmeas em julho/26

Menor envio de vacas e novilhas para as unidades mato-grossenses reflete o avanço do movimento de retenção de matrizes, sinalizando a virada de fase no ciclo pecuário – para a fase de alta nos preços

O abate de vacas e novilhas em Mato Grosso atingiu 263.140 mil cabeças em julho/26, uma queda de 12,69% sobre o resultado de junho/26 (301,4 mil cabeças) e um recuo de 17,11% em relação ao volume de julho/25, de 317,4 mil toneladas, informou na quarta-feira (16/9) a Agrifatto, com base em dados do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT). O menor envio de fêmeas aos frigoríficos mato-grossenses, diz a consultoria, reflete o avanço do movimento de retenção de matrizes, que deve se sustentar, sinalizando a virada de fase no ciclo pecuário – para a fase de alta nos preços. Pelos dados divulgados pela Agrifatto na quarta-feira, considerando todos os frigoríficos de processamento de carne bovina em Mato Grosso, a participação das fêmeas no total abatido em julho/26 caiu 5,52 pontos percentuais em relação ao mês anterior, para 43,15%, resultado, porém, ainda 0,27 ponto percentual acima da média dos últimos dez anos. Seguindo caminho aposto ao das fêmeas, os abates dos machos nas unidades frigoríficas mato-grossenses avançaram 9,06% em julho/26, para 346,68 mil cabeças, em relação ao resultado computado em junho/26. No comparativo com julho/25, os abates de bois e novilhos subiram 2,25%. No total, entre machos e fêmeas, Mato Grosso abateu 609,93 mil cabeças em julho/26, volume 1,53% inferior ao resultado de junho/26 e 7,11% abaixo do volume de julho do ano passado. No acumulado de janeiro a julho deste ano, os pecuaristas mato-grossenses enviaram 4,26 milhões de cabeças ao abate, um aumento anual de 1,89%. Os machos foram o principal vetor desse crescimento, com 2,15 milhões de cabeças abatidas nos 7 meses deste ano, um recorde histórico para o período e uma alta de 11,13% sobre o resultado registrado em igual intervalo de 2025. A Agrifatto destaca ainda a idade dos animais abatidos em Mato Grosso. No acumulado de 2026, 45,73% das cabeças tinham até 24 meses de idade, o maior percentual da série histórica iniciada em 2003, quando esse índice era de apenas 1,29%. “O avanço reflete a modernização da pecuária mato-grossense, com maior investimento em genética, nutrição e intensificação da produção”, observa a consultoria.

AGRIFATTO/INDEA-MT 

ECONOMIA

BC corta a Selic para 13,75%ao ano, em última reunião pré-eleições

Com a queda, a taxa vai ao menor patamar desde março de 2025, quando estava em 13,25%

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, na quarta-feira (16), cortar a taxa básica de juros para 13,75% ao ano no seu último encontro pré-eleições. Foi a quinta reunião seguida em que o colegiado do Banco Central (BC) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Com a queda, a taxa vai ao menor patamar desde março de 2025, quando estava em 13,25%. Decisão foi unânime. O Comitê disse, em comunicado, que “seguirá acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a Selic nas metas de convergência da inflação à meta”. “O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária”, diz o comunicado do Copom. Segundo o Copom, a decisão de hoje é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, disse o comunicado. O Comitê informou ainda que o ambiente externo permanece incerto em função da indefinição dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas. “Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes, em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, disse. O corte de 0,25 ponto percentual era esperado por ampla maioria do mercado financeiro. Levantamento do Valor com 120 instituições financeiras e consultorias mostra que 118 projetam uma diminuição de 14% para 13,75% ao ano. Duas casas apostaram em manutenção do juro base no patamar atual. O colegiado reafirmou que “segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”. Para o Copom, os indicadores correntes de atividade mantêm-se consistentes com uma trajetória de desaceleração no acumulado de 2026. “O Comitê monitora com atenção a desancoragem das expectativas de inflação para prazos mais longos na medida em que esta contribui para a determinação dos preços e aumenta o custo de desinflação”, reafirma. O colegiado também reforçou que, em decorrência da dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços, a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta. O colegiado informou que o conjunto de indicadores divulgados mostra uma moderação gradual da economia, embora ainda em patamar resiliente. “Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião mostra uma moderação gradual da atividade econômica, principalmente em setores mais cíclicos, embora ainda em patamar resiliente, e mercado de trabalho aquecido”, diz o comunicado. Segundo o colegiado, nas divulgações mais recentes, “a inflação cheia e a média das medidas subjacentes desaceleraram, situando-se abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, porém ainda acima da meta”. O Copom não fez alterações no balanço de riscos para a inflação, que permanece com quatro itens que podem provocar alta e três, baixa. O balanço de riscos está classificado como assimétrico e altista. Entre os itens que podem provocar a alta da inflação, o colegiado citou a “desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado, com horizontes mais longos incorporando impactos potenciais de segunda ordem de choques de oferta, relacionados ao petróleo e seus derivados, e a efeitos climáticos sobre a produtividade agrícola e custos de energia”. Outro risco no radar do Banco Central é uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais positivo. Também cita uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham “impacto inflacionário maior que o esperado, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada”. Por fim, colocou entre os riscos altistas os estímulos à demanda agregada, em particular ao componente de consumo, que tenham como “resultado o crescimento da atividade econômica acima do produto potencial”. Segundo o BC, esses incentivos enfraquecem parte dos canais usuais de transmissão da política monetária.

VALOR ECONÔMICO 

Dólar fecha estável no Brasil após Fed elevar juros e antes do Copom

O mercado de câmbio no Brasil teve mais uma sessão de volatilidade limitada na quarta-feira, com o dólar encerrando o dia muito próximo da estabilidade, enquanto no exterior a moeda norte-americana ganhou força após o Federal Reserve subir juros e sinalizar a possibilidade de novos aumentos.

O dólar à vista encerrou a sessão com variação negativa de 0,05%, a R$5,1519. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,14%. Às 17h02, o dólar futuro para outubro — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — cedia 0,08% na B3, aos R$5,1675. No início do dia o Banco Central informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) caiu 0,2% em julho ante junho, conforme a série com ajuste sazonal. O resultado, pior que a retração 0,1% projetada por economistas consultados pela Reuters, juntou-se a uma série de números mais recentes que sugerem perda de força da atividade econômica — o que favorece novos cortes da taxa básica Selic, hoje em 14%. À tarde, o Federal Reserve anunciou alta de 25 pontos-base de sua taxa de juros, para a faixa de 3,75% a 4,00%, sinalizando novos aumentos nos próximos meses para conter a inflação no país. Em suas projeções, os membros do Fed indicaram pelo menos mais uma alta de 25 pontos-base em 2026. Em entrevista coletiva após a decisão, o chair do Fed, Kevin Warsh, ponderou que a inflação norte-americana está “alta demais” e está assim por “tempo demais”. Em reação ao Fed, os rendimentos dos Treasuries ganharam força, assim como o dólar ante boa parte das demais divisas, incluindo o real. A moeda norte-americana, porém, oscilou em margens estreitas e encerrou o dia próxima da estabilidade, com o noticiário eleitoral no Brasil permeando os negócios. Já o Supremo Tribunal Federal (STF) adiou na terça-feira a decisão final sobre juntar ou não, para análise do plenário, dois casos envolvendo ministros: o de possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o de abuso de poder e improbidade por parte do ministro André Mendonça. O ministro Flávio Dino pediu vista e paralisou o julgamento.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda após Fed elevar juro e sinalizar mais aperto

O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, renovando mínima da sessão à tarde, após o banco central dos Estados Unidos elevar a taxa básica de juros na maior economia do mundo e sinalizar mais uma alta neste ano. 

Índice de referência do mercado acionário, o Ibovespa recuou 0,59%, a 185.394,66 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 186.738,25 na máxima e 184.753,98 na mínima do dia. O volume financeiro somava R$26,5 bilhões antes dos ajustes finais, em pregão também marcado por vencimento de opções sobre o Ibovespa. A bolsa paulista fechou com investidores na expectativa da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, com as apostas indicando redução da taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano.

REUTERS

INTERNACIONAL

Em 9 meses, Argentina já atingiu sua cota anual de exportação de carne bovina para os EUA

Em fev/26, o governo Trump anunciou um acordo comercial que estabeleceu a expansão da cota de isenção tarifária, que passou de 20.000 para 100.000 toneladas anuais

A Argentina já atingiu sua cota anual de exportação de carne bovina – de 100 mil toneladas – para os Estados Unidos, após os certificados solicitados pelos frigoríficos terem superado o volume disponível no último trimestre do ano, informa o jornal Clarín em seu portal. “A Argentina já vendeu 100 mil toneladas de carne bovina para os Estados Unidos e atingiu sua cota de exportação até mesmo antes do prazo previsto”, destacou Diego Sucalesca, presidente executivo da Agência Argentina de Promoção de Investimentos e Comércio Internacional (PromArgentina), durante a comemoração do 30º aniversário do Dia da Exportação. Na realidade, esclarece o Clarín, atingir a cota de 100 mil toneladas não significa que todo o volume já tenha sido embarcado. Segundo Mario Ravettino, presidente do Consórcio Argentino de Exportadores de Carne Bovina (ABC), os Estados Unidos anunciaram na primeira semana de setembro/26 que a cota para o terceiro trimestre havia sido cumprida. Teoricamente, restam 20 mil toneladas da cota para o último trimestre, mas os frigoríficos argentinos já receberam pedidos de certificação para aproximadamente 26 mil toneladas. Assim, a cota está cumprida em termos de certificações, embora alguns embarques ainda estejam pendentes. De acordo com dados citados pelo Clarín, ao longo de 2025, a Argentina exportou 44.377 toneladas de carne bovina para os Estados Unidos, enquanto entre janeiro e julho de 2026, os embarques para o mercado norte-americano já haviam atingido 67.118 toneladas. Especificamente, as exportações totalizaram 21.481 toneladas no primeiro trimestre, 34.298 toneladas no segundo trimestre e mais 11.338 toneladas em julho. Os Estados Unidos consolidaram, assim, sua posição como o segundo destino mais importante para a carne bovina argentina, atrás da China, que continua a representar aproximadamente 60% do mercado de exportação.

CLARÍN

FRANGOS

UE sinalizou que voltará a comprar frango, diz Ministério da Agricultura

Exportações brasileiras do produto para o bloco estão suspensas desde 3 de setembro em razão de controles do uso de antimicrobianos. De janeiro a agosto, os volumes de frango brasileiro vendidos à Europa superaram os do ano passado mês após mês

O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Cleber Oliveira Soares, disse ontem (16) que autoridades europeias enviaram na última segunda-feira (14) correspondência oficial informando que “votaram e aceitaram” os controles adotados pelo Brasil em relação ao uso de antimicrobianos na cadeia produtiva de alimentos voltados ao bloco. Há expectativa, agora, de retomada das exportações brasileiras de frango ao mercado europeu. “Na segunda-feira, as autoridades da União Europeia enviaram correspondência oficial informando que votaram e aceitaram os protocolos […] de retorno das exportações de carne de frango do Brasil à União Europeia. Muito em breve […] retomaremos a relistagem do Brasil para a União Europeia”, disse Soares em evento da Datagro em São Paulo. Em maio, a Comissão Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal, como carne bovina e de frango, ovos, mel e pescados, ao bloco. A suspensão entrou vigor em 3 de setembro. Os europeus alegam que o Brasil falhou em comprovar o cumprimento de regras referentes ao controle de antimicrobianos nas cadeias de produtos de origem animal. A Europa proíbe o uso desses produtos como promotores de crescimento, bem como medicamentos usados para tratar infecções humanas. Antes de suspensão das compras do Brasil pela UE, empresas exportadoras de frango intensificaram as vendas ao mercado europeu. Os estoques seriam suficientes para suprir aquele mercado ao menos em setembro, disse uma fonte do setor, o que atenuaria o impacto da interrupção tanto para exportadores como para importadores do bloco. De janeiro a agosto, os volumes de frango brasileiro vendidos à Europa superaram os do ano passado mês após mês. Em janeiro, a alta foi de 24,4% em relação ao mesmo mês de 2025; fevereiro, 46,3%; março, 33,7%; abril, 23,1%; maio. A partir de junho, os aumentos foram ainda mais expressivos, pois se compararam ao período de 2025 em que as importações de frango do bloco estavam suspensas em razão do caso de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil. Cleber Oliveira Soares disse ainda que, no próximo domingo (20), o ministério receberá uma missão da China que vai inspecionar estabelecimentos de miúdos de bovinos e de suínos, e ainda vai visitar unidades frigoríficas habilitadas, mas temporariamente suspensas. Plantas que buscam habilitação também serão inspecionadas. A missão técnica chinesa inspecionará, ao todo, 17 unidades que buscam aprovação para exportar ao país, conforme informou o Valor na segunda-feira (14). A lista inclui fabricantes de carnes bovina, suína e de aves, como JBS, Minerva e MBRF. Já na lista de estabelecimentos de carne bovina suspensos estão unidades da JBS, Prima Foods, Frialto e SulBeef. O motivo principal das suspensões foi a identificação de resíduos nas cargas que chegaram aos portos chineses. Soares lembrou que foram concluídas recentemente outras duas missões, da Coreia do Sul e do Japão, países que ainda não compram carne bovina do Brasil. Há expectativa de abertura de ambos em breve.

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