CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2786 DE 28 DE AGOSTO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2786 | 28 de agosto de 2026

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA

ABRAFRIGO recebe com satisfação ampliação temporária da cota de carne bovina nos Estados Unidos 

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) recebe com satisfação a decisão do governo do presidente Donald Trump de ampliar temporariamente em 300 mil toneladas a cota para importação de carne bovina magra, incluindo aparas (trimmings) destinadas principalmente à produção de carne moída, pelos Estados Unidos, com tarifa reduzida, durante os próximos 90 dias. A medida, que começa a vigorar em 1º de setembro e será distribuída em três parcelas mensais de 100 mil toneladas, chega em um momento especialmente importante para o setor brasileiro. Ela poderá contribuir para mitigar os efeitos do esgotamento da cota de exportação para a China, abrindo uma alternativa adicional para a carne bovina brasileira no mercado norte-americano justamente em um período de maior pressão sobre o comércio internacional. Para a Abrafrigo, trata-se de uma grande notícia, aguardada pelo setor, que poderá melhorar as condições de competitividade da carne brasileira nos Estados Unidos. A entidade, entretanto, lamenta que os benefícios dessa oportunidade não possam ser distribuídos de maneira uniforme entre os estados produtores. Pará, Acre e Maranhão, importantes regiões produtoras, ainda não estão habilitados a exportar carne bovina para os Estados Unidos e, portanto, não poderão se beneficiar diretamente dessa medida. A Abrafrigo considera fundamental que o Brasil continue avançando na habilitação de novos estados e plantas exportadoras, ampliando o acesso aos mercados internacionais e garantindo que as oportunidades geradas pelo comércio exterior possam alcançar o maior número possível de produtores e empresas brasileiras.

Publicado em: REUTERS/ESTADÃO CONTEÚDO/VALOR ECONÔMICO/GLOBO RURAL/CANAL RURAL/CNN BRASIL/CORREIO DO POVO/ CNN BRASIL/UOL ECONOMIA/MONEY TIMES/INVESTING.COM/AGÊNCIA ESTADO/SPACE MONEY/ BP MONEY/ LIDE/O POVO/TEMPO DE SAFRA/ INVESTIDORES BRASIL/ NORTE AGROPECUÁRIO/COMPRE RURAL/MONEY TIMES/AGRO AMAPÁ/AGRO FOUNDER/BP MONEY/CANAL DO BOI/DIÁRIO DO COMÉRCIO/AC24AGRO 

NOTÍCIAS 

Mercado do boi gordo: cotações, por ora, param de cair em São Paulo

Mercado busca equilíbrio diante da oferta controlada e do ritmo lento das vendas de carne.

Após três dias consecutivos de queda, o mercado abriu a quinta-feira com cotações estáveis para todas as categorias. O ambiente de negócios seguia com divergências entre vendedores e compradores, mas estava mais próximo de um ponto de equilíbrio. A oferta de gado permanecia enxuta, porém a demanda estava fraca. Com dificuldade no escoamento da carne, a indústria ofertava preços menores, comprava de forma pontual e mantinham as programações de abate confortáveis, em torno de seis dias. Esse cenário mantinha a pressão sobre as cotações.  Do lado da venda, os pecuaristas estavam resistentes a preços menores, mas realizavam negócios, contudo, também de forma pontual e principalmente com lotes menores, o que limitava novas quedas. Ofertas nas faixas mais altas das referências encontravam melhores condições de negociação. Havia relatos de negócios acima e abaixo das referências. Frigoríficos com maior necessidade de completar as escalas ofertavam preços ligeiramente acima das referências, enquanto indústrias com parcerias e vendedores mais dispostos a vender fechavam negócios a preços ligeiramente inferiores. Esses negócios, porém, eram pontuais e não se caracterizavam como referência de mercado. Na região Sudeste de Rondônia, apesar da oferta controlada de boiadas, o volume disponível atendia à demanda, que estava mais fraca diante do ritmo mais lento das vendas de carne. Com isso, na comparação feita dia a dia, as cotações ficaram estáveis para todas as categorias. As escalas de abate atendiam, em média, a seis dias. Em Roraima, diante de um mercado equilibrado, a cotação não mudou.

SCOT CONSULTORIA

Especulações sobre a China e importações dos Estados Unidos mexem com o mercado. Cotações permanecem em baixa

O mercado físico do boi gordo se deparou com predominante acomodação em seus preços

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por novas tentativas de compra em patamares mais baixos, considerando o atual posicionamento das escalas de abate, em particular em São Paulo. “As especulações em torno da China seguem presentes dentro do mercado brasileiro, em um ambiente em que alguns agentes ainda possuem a crença de que o país asiático vai retomar as compras de produto brasileiro com rotas mais longas, o que parece ser pouco provável neste momento”, considera. Iglesias ressalta que a nova cota disponibilizada pelos Estados Unidos (de 300 mil toneladas sem tarifas) é outra variável importante, mesmo que não haja mais detalhes sobre as regras de acesso ao mercado norte-americano. Preço médio da arroba do boi: São Paulo: R$ 341,67 — ontem: R$ 341,58. Goiás: R$ 332,50 — ontem: R$ 332,25. Minas Gerais: R$ 334,76 – Ontem R$ 334,65. Mato Grosso do Sul: R$ 335,89 — ontem: R$ 336,09. Mato Grosso: R$ 326,35 — ontem: R$ 326,35. O mercado atacadista ainda se depara com preços enfraquecidos, ainda em perspectiva de queda no curto prazo. “A demanda segue fragilizada, em meio ao menor apelo ao consumo, e a expectativa é de continuidade desse movimento no curtíssimo prazo. Paralelamente, as proteínas concorrentes permanecem altamente competitivas, em um cenário marcado pela oferta excessiva de carne suína, carne de frango e ovos”, aponta Iglesias. Quarto traseiro: R$ 26,00 por quilo. Quarto dianteiro: R$ 20,00 por quilo. Ponta de agulha: R$ 18,80 por quilo.

SAFRAS NEWS

Boi/Cepea: Bezerro se valoriza mais que boi magro

Os preços do bezerro e do boi magro avançam no mercado brasileiro neste ano. Segundo o Cepea, esse cenário é resultado da oferta mais ajustada de animais, com maior retenção de fêmeas, e da demanda consistente de recriadores e invernistas.

De acordo com o Centro de Pesquisas, o bezerro é a categoria que apresenta a valorização mais expressiva em 2026, superando, inclusive, a alta nos preços do boi gordo. O boi magro, por sua vez, embora mantenha preços firmes, apresentou avanço mais moderado neste ano. Para quem compra bezerros, segundo o Cepea, a valorização mais significativa da categoria pode representar aumento do desembolso necessário para iniciar o ciclo de recria. Já no caso do boi magro, a evolução mais contida dos preços em relação ao boi gordo reduz a pressão sobre a relação de troca observada no período.

CEPEA

‘Só Brasil e Paraguai serão beneficiados por redução de tarifas dos EUA para carne’, diz CEO da Minerva

Outros exportadores, como Austrália e Argentina, não têm acesso, afirmou o executivo

O CEO da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, disse na quinta-feira (27/8) em evento em Barretos (SP) que “exclusivamente” Brasil e Paraguai serão os países beneficiados pela suspensão temporária de tarifas extracota dos Estados Unidos para carne bovina importada voltada à produção de carne moída. “Há dois dias, achávamos que [a medida] seria para todos os países que exportam para os Estados Unidos. Ontem à noite, soubemos que os países beneficiados serão exclusivamente Brasil e Paraguai. Outros exportadores, como Austrália e Argentina, não têm acesso mais”, afirmou Queiroz a analistas e jornalistas. Nesta semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, postou em uma rede social que suspenderá por 90 dias a aplicação de tarifas extracota para importações de carne bovina destinada à produção de carne moída. A medida deve abranger até 300 mil toneladas.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Dólar acompanha exterior e fecha com leve alta em dia de leilões do BC

O dólar fechou a quinta-feira com leve alta ante o real, em sintonia com o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, em uma sessão marcada no Brasil por variações contidas e por dois leilões cambiais do Banco Central.

O dólar à vista encerrou o dia com alta de 0,21%, aos R$5,1641. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 5,92%. Às 17h02, o dólar futuro para setembro — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — subia 0,28% na B3, aos R$5,1660. No início da sessão o Banco Central vendeu, em dois leilões simultâneos, US$1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos (US$1 bilhão) de swap cambial reverso — neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro. As duas operações simultâneas são conhecidas como “casadão” pelos investidores e dão liquidez ao mercado. O efeito delas sobre as cotações do dólar é, em tese, nulo, já que o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra. No exterior, parte das atenções esteve voltada para a reação dos investidores à divulgação de resultados da gigante de tecnologia norte-americana Nvidia, que na noite de quarta-feira previu receitas acima das estimativas para o terceiro trimestre. Além disso, os agentes monitoraram o início da conferência de Jackson Hole (EUA), onde o chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, deve discursar na sexta-feira. Ao longo do dia, o dólar se firmou em alta ante divisas emergentes como o peso colombiano, o peso chileno, o rand sul-africano e o próprio real — ainda que as variações no Brasil fossem contidas. Após marcar a cotação mínima de R$5,1418 (-0,22%) às 9h09, minutos antes do “casadão” do BC, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,1765 (+0,45%) às 12h23. “(O dólar ficou) meio de lado, mas com algum movimento de compra mais preponderante”, resumiu o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo. “(O real) vem na mesma mão que a maior parte das emergentes hoje, que se desvalorizam”, acrescentou. Pela manhã, o BC informou que o Brasil teve déficit em transações correntes de US$8,110 bilhões em julho, ante expectativa de US$6,6 bilhões de déficit entre os economistas em pesquisa da Reuters. Na outra ponta, os investimentos diretos no país somaram US$7,460 bilhões, contra projeção de US$7,92 bilhões.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com impulso de Petrobras e amplia série positiva

O Ibovespa fechou com sinal positivo pelo sétimo pregão seguido na quinta-feira, ganhando fôlego à tarde, em movimento respaldado principalmente pelas ações da Petrobras e aval de Wall Street.

No setor de proteínas, MINERVA ON recuou 3,17%, em pregão de ajustes, após forte valorização desde meados do mês. Analistas do UBS BB afirmaram que participaram de evento na quinta-feira com a empresa voltado ao mercado de capitais, em Barretos (SP), destacando que os comentários da administração continuaram focados na geração de fluxo de caixa livre e na redução da alavancagem, em linha com a expectativa do banco de queda da alavancagem líquida nos próximos trimestres, apoiada pela liberação de capital de giro. Os analistas ponderaram, no entanto, que esse processo pode ser menos concentrado no terceiro trimestre do que esperavam anteriormente, devido às incertezas em torno do regime de importação da China e à necessidade de posicionar estoques para atender o mercado dos EUA. “Isso pode gerar alguma volatilidade nos resultados trimestrais, mas não altera a tendência mais ampla de desalavancagem da companhia”, afirmaram, reiterando recomendação de compra para a ação. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,31%, a 175.135,41 pontos, após marcar 175.557,63 na máxima e a 173.660,79 na mínima do dia. O volume financeiro somou R$23,07 bilhões. Wall Street corroborou a performance local no dia, com alta dos índices acionários em meio à recepção positiva do balanço e das perspectivas da Nvidia. O S&P 500 fechou em alta de 0,72%. Dados atualizados da B3 sobre a movimentação de estrangeiros na bolsa também mostraram entrada líquida pela terceira sessão seguida, de R$ 1,37 bilhão no dia 25 de agosto. No mês, porém, o saldo segue negativo em R$20 bilhões. “O Ibovespa conseguiu sair da tendência de baixa e criou a impressão de que a perda do suporte no começo de agosto ‘foi apenas um susto'”, afirmaram analistas do Itaú BBA no relatório Diário do Grafista na quinta-feira. “Apesar disso, o índice ainda está longe de vencer a batalha e voltar para um cenário positivo, visto pela última vez em maio.” Os analistas destacaram que o Ibovespa está indefinido e encontrará resistência em 180.700 pontos. Em caso de quedas pela frente, apontaram, o índice encontrará suporte em 164.800 pontos. A estrategista de ações Rebecca Nossig, da Nomad, também avaliou que o Ibovespa teve um movimento mais lateral na maior parte da sessão. Isso, acrescentou, “evidencia a ausência de gatilhos fortes no noticiário doméstico e uma postura defensiva dos agentes financeiros, que evitaram assumir grandes posições de risco na ausência de novos dados econômicos ou direcionamentos que justificassem uma mudança de rota mais acentuada”. Mesmo com a série recente de ganhos, o Ibovespa ainda acumula uma queda de 1,61% em agosto.

REUTERS 

Desemprego no Brasil cai a 5,3% no tri até julho, menor valor da série para o período

A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,3% nos três meses até julho, menor valor para o período da série histórica do governo, com queda no número de pessoas sem emprego e recorde de população ocupada, mostrando que o mercado de trabalho segue resiliente.

Os dados, divulgados na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostraram ainda um recuo na renda média mensal dos trabalhadores. Nos três meses imediatamente anteriores, até abril, a taxa de desemprego foi de 5,8% e no mesmo período do ano anterior ficou em 5,6%. O novo resultado ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters. A série histórica do instituto começou em 2012. Para analistas, a taxa de desemprego no Brasil deve permanecer em níveis historicamente baixos mesmo com uma esperada desaceleração da economia no segundo semestre, sem sinais de deterioração mais intensa no mercado de trabalho. Esse cenário, somado à renda em níveis altos, traz, no entanto, preocupações quanto à inflação, bem como os estímulos fiscais e de crédito do governo. Isso dificulta o controle do aumento de preços por parte do Banco Central, que no início do mês cortou a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,00% ao ano, e deixou os próximos passos em aberto. “O mercado de trabalho está funcionando equilibrado, e mostra que se adaptou à taxa de juros nesse patamar. O mercado caminha a despeito da política monetária”, disse o analista do IBGE William Kratochwill, acrescentando que boa parte do aumento do emprego veio da construção civil, “o que mostra ainda uma força da economia”. “Vem aí a eleição e ela pode ter um efeito na contratação temporária de pessoas e ajudar na taxa”, completou. Nos três meses até julho houve queda de 8,0% no número de desempregados na comparação com os três meses imediatamente anteriores, chegando a 5,819 milhões, o que representa ainda recuo de 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O período foi marcado ainda por alta de 1,0% no total de ocupados na comparação trimestral e de 0,9% na base anual, atingindo 103,335 milhões, maior nível da série histórica. O total de trabalhadores com carteira assinada no setor privado também foi o maior da série histórica, 39,428 milhões, com alta de 0,4% sobre o trimestre até abril e de 0,8% ante o mesmo período do ano anterior. Os que não tinham carteira subiram 3,6% nos três meses até julho ante o trimestre imediatamente anterior e 2,1% sobre o ano anterior, a 13,753 milhões. No entanto, a renda média mensal caiu a R$3.762 no trimestre até julho, contra R$3.786 nos três meses até abril, um recuo de 0,7%. “Depois de tantas contratações nos últimos meses e trimestres, o que pode estar acontecendo é a entrada de pessoas com salários mais perto da média, e isso tem feito a renda andar menos”, explicou o analista do IBGE.

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Governo central tem superávit primário de R$10,8 bi em julho com ajuda de antecipação de precatórios

O governo central registrou um superávit primário de R$10,783 bilhões em julho, informou o Tesouro Nacional na quinta-feira, valor próximo ao esperado pelo mercado e muito melhor do que o déficit de R$59,070 bilhões observado no mesmo mês de 2025, dado impactado por uma mudança feita pelo governo no calendário de desembolsos de precatórios.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que o número, que compreende as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social, seria superavitário em R$10,679 bilhões no mês passado. O desempenho do mês é resultado de receitas líquidas — que excluem transferências para governos regionais — de R$226,305 bilhões, um aumento real de 7,7% frente ao mesmo período de 2025, e despesas totais de R$215,522 bilhões, queda real de 20,7%. Este ano, o cronograma de pagamentos de precatórios teve os desembolsos antecipados para março, contra pagamentos feitos principalmente em julho no ano passado. Os dados do Tesouro mostram uma queda de 99% nos pagamentos de sentenças judiciais na comparação entre julho do ano passado e julho deste ano. O desembolso foi R$37,1 bilhões menor no mês passado. Ainda do lado das despesas, houve em julho quedas de R$18,1 bilhões nos desembolsos de benefícios previdenciários (-17,7%), dado que também foi fortemente impactado pelos gastos menores com precatórios. O mesmo ocorreu nos pagamentos voltados a pessoal e encargos sociais, que caíram R$4,2 bilhões no mês (-8,9%). No sentido oposto, houve um aumento de R$4,2 bilhões nos gastos com créditos extraordinários por conta das medidas de mitigação dos impactos econômicos do conflito no Oriente Médio. Do lado das receitas, o resultado mensal foi impulsionado por uma elevação de R$7,0 bilhões em Imposto de Renda, 9,1% acima de julho de 2025, de R$5,0 bilhões com exploração de recursos naturais, alta de 29,4%, e de R$4,2 bilhões em receitas previdenciárias líquidas, crescimento de 7,4%. Esses ganhos compensaram com folga recuos de R$3,0 bilhões na arrecadação de Cofins (-9,0%) e queda de R$1 bilhão no Pis/Pasep. No acumulado de janeiro a julho, o governo central registrou um déficit primário de R$81,305 bilhões, contra déficit de R$70,347 bilhões no mesmo período de 2025. Em 12 meses, o governo acumula um déficit de R$71,6 bilhões, ou 0,55% do PIB. O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, apontou impulso nas receitas acumuladas em rubricas que são impactadas pelo choque de preço do petróleo com a guerra no Oriente Médio. Segundo ele, o imposto de exportação do petróleo incrementou as contas do governo em R$8 bilhões até julho. Houve ainda ganhos extraordinários em participações especiais de petróleo e arrecadação com exploração de recursos naturais. As receitas superam os R$7 bilhões desembolsados até julho pelo governo com subvenções a combustíveis para minimizar a pressão de alta de preços dos produtos. Após uma decisão da Justiça Federal, nesta quinta-feira, suspender a cobrança do imposto de exportação do petróleo, Leal disse que não comentaria o caso ou possíveis respostas do governo. “O compromisso do governo e da Fazenda é entregar a meta (fiscal). Se você, por algum motivo, não tiver uma das receitas, você vai ter que arrumar alguma alternativa para segurar as despesas”, disse. A meta fiscal de 2026 é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), com tolerância de 0,25 ponto percentual, além de algumas despesas não contabilizadas.

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Contas externas do Brasil têm maior déficit para julho em 7 anos

O Brasil registrou déficit em transações correntes maior que o esperado em julho, informou o Banco Central na quinta-feira, alcançando o maior rombo para o mês em sete anos com as contas externas se deteriorando de forma generalizada.

Em julho, o déficit em transações correntes atingiu US$8,11 bilhões, o maior para o mês desde 2019, e o déficit acumulado em 12 meses foi equivalente a 2,49% do Produto Interno Bruto (PIB). A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas apontava para um saldo negativo de US$6,6 bilhões em julho. No mesmo período do ano anterior houve déficit de US$6,938 bilhões. Um aumento do déficit em conta corrente pode pesar sobre a moeda de um país, pois reflete uma saída líquida de dólares. No mês, os investimentos diretos no país alcançaram US$7,46 bilhões, abaixo dos US$7,92 bilhões projetados na pesquisa e contra US$8,402 bilhões em julho de 2025. No mês, a conta de renda primária ficou negativa em US$9,395 bilhões, ante rombo de US$8,957 bilhões no mesmo período do ano anterior. Em julho, a balança comercial teve superávit de US$6,152 bilhões, contra US$6,390 bilhões no mesmo mês de 2025. Já o rombo na conta de serviços ficou em US$5,271 bilhões, contra déficit de US$4,810 bilhões em julho do ano anterior.

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EMPRESAS

Minerva vê recuperação de preço do boi no fim do ano com maior demanda para China e EUA

Fechamento de capital nunca foi levado por controladores à empresa, afirma diretor financeiro

O diretor financeiro da Minerva Foods, Edison Ticle, disse na quinta-feira (27/8) que após a queda recente dos preços do boi gordo no Brasil, os preços tendem a ficar “de lado” por um período, com o preenchimento da cota da China e a redução dos abates voltados ao país. Mais para o fim do ano, no entanto, os preços do boi tendem a se recuperar, de acordo com o executivo, com o aumento da demanda da indústria brasileira no último trimestre, para voltar a produzir para a China, com vistas ao atendimento da cota de importação sem tarifa adicional de 2027. Ticle também disse a analistas, em evento em Barretos (SP), que a empresa vem observando o consumo doméstico de carne bovina “menos aquecido”, em razão do endividamento das famílias brasileiras. “Isso vem afetando todos os produtos, inclusive o setor de alimentos. Mas todas as projeções da companhia já contemplam esse cenário e isso não deve afetar nosso planejamento deste ano”, afirmou Ticle. Ticle também disse que a possibilidade de fechamento de capital da companhia “não é uma discussão na empresa” e, se fosse, seria dos acionistas do bloco de controle da empresa. Os principais acionistas da Minerva são a família Vilela de Queiroz e a gestora saudita Salic. No começo de junho, a Minerva foi questionada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre o assunto após alguns veículos de imprensa terem reportado que a empresa considerava aquela possibilidade. “Teria de ser uma discussão dos acionistas do bloco de controle. Essa discussão nunca chegou na empresa”, afirmou Ticle a jornalistas, durante coletiva realizada em Barretos (SP). “Se os acionistas tiverem essa discussão, eles têm de notificar a companhia do que está ocorrendo. Nada disso ocorreu”, continuou. No fim de maio, quando as ações da empresa acumulavam queda de 28% no ano, veículos de imprensa incluindo O Globo noticiaram que a Minerva havia “voltado a avaliar internamente” o fechamento de seu capital na bolsa. Segundo reportou O Globo, o desenho da operação previa que a família ficaria com mais de 54% e a Salic, o restante. As duas possuem juntas mais de 53% do capital. A CVM, então, solicitou à companhia explicações sobre as informações divulgadas na imprensa. Em resposta, a Minerva divulgou comunicado no início de junho dizendo que “não houve” e não havia, naquele momento, “qualquer definição ou deliberação societária, seja pela companhia, seja pelos seus acionistas controladores, acerca de possível operação que poderia contemplar o fechamento de capital da companhia, e, por conseguinte, sobre sua estrutura, prazos ou quaisquer termos e condições relacionados à sua eventual realização”. Ticle comentou que a atual alavancagem da companhia, de 2,9 vezes – medida pela relação entre a dívida líquida e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado nos últimos 12 meses encerrados no segundo trimestre – não é o ideal e que o nível mais adequado seria ao redor de 1,7 vez. “Numa conta de bolso, não podemos pagar além de 35% do Ebitda para pagar despesas financeiras. Para trazer para esse nível, a alavancagem teria de ficar em torno de 1,7 vez”, disse Ticle a analistas. Segundo o executivo, a diretoria executiva propôs ao conselho, considerando o atual cenário de taxas mais elevadas no Brasil, reduzir a distribuição de dividendos para o mínimo previsto em lei, 25% do lucro líquido, em comparação aos 50% que a empresa já pagou anteriormente. A ideia é manter o pagamento de 25% até trazer para 35% o percentual do Ebitda usado para pagar despesas financeiras e, com isso, a alavancagem para 1,7 vez, conforme o executivo. Ticle disse também que, com geração de Ebitda no segundo semestre, que tende a ser beneficiado pela realização de estoques formados especialmente na China, e outras medidas, a companhia tem condições de gerar mais de R$ 1 bilhão de caixa livre no consolidado de 2026. No período de 12 meses encerrado no segundo trimestre de 2026, o fluxo de caixa livre da Minerva ficou em R$ 636 milhões.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Carne bovina: Argentina fica de fora da cota temporária de 300 mil toneladas dos EUA

Volume adicional será reservado para o contingente de “outros países ou áreas” fornecedores, o que coloca o Brasil como o grande beneficiado pela medida de Donald Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, formalizou na noite de quarta-feira uma cota temporária de 300 mil toneladas de carne bovina sob um regime tarifário preferencial. No entanto, a Argentina foi excluída da nova cota, observou reportagem do jornal argentino Clarín. O Brasil, por sua vez, está capacitado para fornecer a carne magra isenta de tarifas, e é o grande favorecido pela nova medida norte-americana. Segundo informações do Conselho de Importação de Carne da América (MICA), as 300 mil toneladas adicionais correspondem exclusivamente à cota tarifária denominada “Outros países ou áreas”. Essa cota é utilizada principalmente pelo Brasil, Paraguai, Irlanda, Japão e Holanda, destaca o Clarín. No entanto, países com uma alocação específica dentro do sistema de cotas tarifárias, incluindo Argentina, Austrália, Nova Zelândia, Uruguai e Reino Unido, “não são elegíveis para essa expansão adicional”, ressalta a reportagem. A nova quota entrará em vigor em 1º de setembro e será distribuída em três parcelas de 100.000 toneladas cada. A primeira parcela estará disponível entre 1º e 30 de setembro; a segunda, entre 1º e 30 de outubro; enquanto a terceira será aberta em 31 de outubro e permanecerá em vigor até que a quota se esgote ou até 30 de novembro, o que ocorrer primeiro. A distribuição será feita por ordem de chegada, para que os importadores possam utilizar o volume disponível até que se esgote.

CLARÍN

Uruguai supera US$ 2 bilhões em exportações de carnes em 2026, mesmo com queda nos embarques

O Uruguai ultrapassou a marca de US$ 2 bilhões em exportações de carnes em 2026, mesmo embarcando um volume menor do que no mesmo período do ano passado. O desempenho mostra um cenário de valorização do produto uruguaio no mercado internacional, com preços médios mais altos compensando a redução das quantidades comercializadas.

Dados do Instituto Nacional de Carnes (INAC), divulgados pelo jornal uruguaio El Observador, mostram que, entre janeiro e 15 de agosto, as exportações de todas as carnes renderam US$ 2,0066 bilhões, crescimento de 3,4% em relação ao mesmo período de 2025. O avanço da receita ocorreu apesar de uma queda significativa nos embarques. No período, o Uruguai exportou 382.372 toneladas em peso de embarque, 10% menos que no ano anterior. Em contrapartida, o preço médio alcançou US$ 5.248 por tonelada, alta de 15%. Ou seja: o país vendeu menos carne, mas recebeu mais por ela. A carne bovina continua sendo, com ampla vantagem, o principal produto dentro das exportações de carnes do Uruguai. Entre janeiro e meados de agosto de 2026, as exportações de carne bovina geraram US$ 1,6912 bilhão, crescimento de 4,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025. O produto respondeu por 84,2% de toda a receita obtida com as exportações de carnes. Novamente, o aumento do faturamento ocorreu mesmo com uma redução dos embarques. Foram exportadas 212.659 toneladas de carne bovina em peso de embarque, queda de 12%. O preço médio, entretanto, subiu expressivos 18,5%, alcançando US$ 7.952 por tonelada. Os números mostram a importância da valorização internacional da carne para o resultado uruguaio em 2026: uma tonelada exportada passou a gerar uma receita consideravelmente maior do que há um ano. Estados Unidos, Canadá e México formam atualmente o principal bloco comprador das carnes uruguaias. Considerando todas as carnes, os três países responderam por 33% da receita, com US$ 659,6 milhões e crescimento de 2% em relação ao ano anterior. A China aparece muito próxima, com participação de 30% e compras de US$ 610,6 milhões, aumento de 8,6%. A União Europeia respondeu por 17% da receita, com US$ 345,6 milhões, mas apresentou queda de 8%. Israel representou 5%, com US$ 92,7 milhões e forte crescimento de 33,5%, enquanto o Mercosul respondeu por 3%, com US$ 64,5 milhões e recuo de 2,1%. Quando são consideradas exclusivamente as exportações de carne bovina, a liderança da América do Norte fica ainda mais evidente. Estados Unidos, Canadá e México representaram 36% da receita obtida com carne bovina, somando US$ 610,4 milhões, crescimento de 2,5%. O bloco adquiriu 112.810 toneladas em peso de carcaça, redução de 6,2%. O comportamento das vendas para a China é um dos dados que mais evidenciam a valorização da carne uruguaia. O mercado chinês respondeu por 29% das receitas das exportações de carne bovina, movimentando US$ 487 milhões. O valor representa um crescimento de 15,4% em relação ao mesmo período de 2025. Ao mesmo tempo, o volume enviado ao país caiu 9,1%, para 104.906 toneladas. Na prática, portanto, o Uruguai faturou significativamente mais com a China mesmo enviando menos carne. A situação foi diferente na União Europeia. O bloco respondeu por 18% da receita da carne bovina uruguaia, com US$ 298 milhões. Houve queda de 11,9% no faturamento e uma retração ainda maior no volume, de 32,8%, para 29.902 toneladas. Israel apresentou movimento oposto e se destacou pelo crescimento. As vendas chegaram a US$ 85,7 milhões, avanço de 45,9%, enquanto o volume cresceu 11,3%, para 11.996 toneladas. Já o Mercosul respondeu por US$ 40,8 milhões, redução de 11,1%, com volume de 5.991 toneladas, queda de 17,5%. Somente até o final de julho, as exportações de carne bovina haviam movimentado US$ 1,576 bilhão, 4% acima do mesmo período de 2025. O produto representava 20% das receitas obtidas com todas as exportações uruguaias. Os dados de 2026 mostram uma mudança importante. Se no ano passado o recorde foi acompanhado pelo aumento do volume embarcado, neste ano o crescimento da receita está sendo sustentado principalmente pelos preços. Até meados de agosto, o país conseguiu faturar mais mesmo reduzindo em 10% o volume total de carnes exportadas e em 12% os embarques de carne bovina.

EL OBSERVADOR

SUÍNOS & FRANGOS

SUÍNOS: Produção elevada pode limitar alta dos preços no fim do ano

Preços da proteína geralmente sobem no fim do ano
Estimativas do Cepea, elaboradas com base em dados preliminares do IBGE, apontam pico da produção de carne suína entre julho e setembro. Segundo o Centro de Pesquisas, os preços da proteína geralmente sobem no fim do ano, mas essa possível sobreoferta da carne pode limitar os avanços das cotações no período. Ainda de acordo com o Cepea, o setor suinícola registra, tradicionalmente, maior produção de carne no terceiro trimestre, quando agentes se preparam para atender ao aumento da demanda no final do ano nos mercados doméstico e externo, e essa tendência deve se manter em 2026. Pesquisadores do Cepea relembram que a sobreoferta da carne no mercado independente tem sido observada em boa parte deste ano, o que tem pressionado as cotações do animal e dos cortes para patamares historicamente baixos.

CEPEA/ESALQ

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