CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2700 DE 28 DE ABRIL DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2700 | 28 de abril de 2026

 

 NOTÍCIAS     

A segunda-feira abriu com queda da cotação do “boi China” em São Paulo

A semana iniciou com menor ritmo de negociação.

Pelos dados da Scot, o boi gordo sem padrão-exportação segue valendo R$ 363/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas estão cotadas em R$ 332/@ e R$ 342/@, respectivamente (preços brutos, no prazo). Com poucos negócios neste início de semana, o mercado abriu com queda de R$3,00/@ para o “boi China”. A escala de abate estava, em média, para 10 dias. No Rio de Janeiro, na comparação feita dia a dia, a cotação não mudou. No mercado atacadista da carne com osso na última semana, o ritmo dos negócios no varejo esteve reduzido e, consequentemente, os pedidos para reposição de estoque estiveram baixos, mas com a disponibilidade de carne nas câmaras frias em menor volume. No entanto, diferentemente das semanas anteriores, quando o mercado vinha sustentado, na última semana houve queda nas cotações das carcaças casadas. A cotação da carcaça casada do boi capão caiu 1,0%, ou R$0,25/kg, e a do boi inteiro caiu 1,3% ou R$0,30/kg. A cotação da carcaça casada da vaca caiu 1,1%, ou R$0,25/kg, enquanto a da novilha caiu 1,7%, ou R$0,40/kg. Para os próximos dias, é esperado manutenção desse cenário. No mercado de proteínas alternativas, a cotação do frango médio caiu 1,2%, ou R$0,08/kg. A cotação do suíno especial caiu 2,2%, ou R$0,20/kg.

SCOT CONSULTORIA

Piora das pastagens tende a pressionar arroba do boi para menos de R$ 350 em maio

Esgotamento da cota chinesa de importação de carne bovina brasileira é outro fator de pressão, indica analista. O mercado físico do boi gordo apresentou contundente queda dos preços ao longo desta semana, indica a consultoria Safras & Mercado.

Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da empresa, muitos frigoríficos passaram a sinalizar para um posicionamento mais confortável das escalas de abate e começaram a testar níveis mais baixos de preço nas principais praças de produção e comercialização. “A sazonalidade é fator importante nesta estratégia, considerando a maior saída de animais durante o segundo trimestre, período em que tipicamente a qualidade das pastagens declinam e o pecuarista perde capacidade de retenção, aumentando a necessidade de negociação”, pontua. De acordo com Iglesias, a progressão da cota chinesa de importações de carne bovina do Brasil, fixada em 1,1 milhão de toneladas (com excedente taxado em 55%), é outro elemento de grande importância a ser mencionado, com a perspectiva de esgotamento entre os meses de junho e julho. O analista ressalta que para a próxima semana e ao longo do mês de maio, esses fatores devem incentivar a indústria a tentativas de compra abaixo de R$ 350 na praça-base São Paulo, levando a reduções em outros estados também. Variação do preço da arroba na semana. Na sexta-feira (24), a referência média para a arroba do boi foi cotada da seguinte forma nas principais praças de comercialização do país: São Paulo: R$ 362,08, contra R$ 368,33 há uma semana (-1,7%); Goiás: R$ 344,64, ante R$ 355,89 (-3,1%); Minas Gerais: R$ 352,27, contra R$ 357,65 (-1,58%); Mato Grosso do Sul: R$ 352,77, ante R$ 359,66 (-1,9%); Mato Grosso: R$ 362,91, contra R$ 364,05 (-0,31%). As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 942,105 milhões em abril até o momento (12 dias úteis), com média diária de US$ 78,508 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A quantidade total exportada pelo país chegou a 153,353 mil toneladas, com média diária de 12,779 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.143,4. Em relação a abril de 2025, houve alta de 29,2% no valor médio diário da exportação, ganho de 5,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 22,1% no preço médio.

SAFRAS NEWS 

Venda de sêmen angus cresceu 31,2% no ano passado

O desempenho representa uma retomada do crescimento após retração observada entre 2021 e 2023. A queda nas vendas de sêmen angus nos anos anteriores esteve ligada à necessidade de recomposição do rebanho nelore

O mercado brasileiro de sêmen da raça angus voltou a crescer em 2025. Segundo dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial, o avanço foi de 31,2% no ano passado. O desempenho representa uma retomada do crescimento após o cenário observado entre 2021 e 2023. Após registrar um recorde em 2020, as vendas somaram uma retração de 38% durante três anos. O mercado começou a reagir em 2024, com alta de 1,5%. O presidente da Associação Brasileira de Angus, José Paulo Dornelles Cairoli, afirma que o momento está diretamente ligado à valorização da carne de qualidade no mercado internacional, com a genética angus consolidada como peça-chave para agregar valor à produção – especialmente por meio do cruzamento com o nelore. “Quando se agrega qualidade à carne, o valor praticamente dobra na exportação”, resume. Segundo Thiago Carvalho, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, a queda nas vendas de sêmen angus nos anos anteriores esteve ligada à necessidade de recomposição do rebanho nelore, após um período de abate elevado de fêmeas. Agora, com essa recomposição mais avançada, o mercado volta a demandar genética voltada à qualidade de carne.

GLOBO RURAL

ECONOMIA

Dólar fecha em queda no Brasil em linha com fraqueza da moeda no exterior

O dólar fechou a segunda-feira em queda no Brasil, após uma sessão de fraqueza da moeda americana e avanço do petróleo no exterior, enquanto os investidores aguardam decisões de política monetária e monitoram os desdobramentos da guerra no Oriente Médio.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,34%, aos R$4,9827. Às 17h03, o dólar futuro para maio — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,19% na B3, aos R$4,9860. O início da semana foi marcado por perdas na divisa americana ante diversas moedas diante da falta de avanço nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã e a consequente manutenção do bloqueio do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz. O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,15%, a 98,495. Esse cenário fez os preços do petróleo operarem em alta, com os contratos futuros do Brent fechando com avanço de 2,75%, a US$108,23 por barril. “O petróleo subiu hoje, o que é benéfico para países exportadores, como o Brasil, já que leva a um fluxo maior de moeda para esses países. Vimos o DXY perdendo valor frente aos pares hoje por conta disso”, disse Matheus Massote, especialista em câmbio da One Investimentos. As perdas do dólar no Brasil, contudo, foram limitadas, com agentes mantendo a cautela antes da agenda econômica da semana, que trará dados do IPCA-15 na terça-feira e decisões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) e do Federal Reserve na quarta-feira. Pesquisa Focus mostrou que analistas consultados pelo Banco Central mantiveram a perspectiva de corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião desta semana, em linha com pesquisa da Reuters. Já para o Fed, a expectativa majoritária do mercado é de manutenção nos níveis atuais dos juros, entre 3,50% e 3,75% ao ano. Também divulgam decisões de juros nesta semana o Banco Central Europeu, Banco do Japão e Banco da Inglaterra, que também devem manter suas taxas inalteradas.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com ações de construtoras na ponta negativa

O Ibovespa fechou em queda pelo quarto pregão seguido na quarta-feira, com ações de construtoras na ponta negativa, em meio a receios sobre os reflexos no setor do potencial uso de recursos do FGTS por trabalhadores para abater dívidas, enquanto os papéis do Assaí figuraram entre as maiores altas antes da divulgação do balanço.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,58%, a 189.640,50 pontos, de acordo com dados preliminares. Na mínima do dia, chegou a 189.585,58 pontos. Na máxima, marcou 191.339,93 pontos. O volume financeiro somava R$18,4 bilhões antes dos ajustes finais, de uma média de R$39,5 bilhões no mês.

REUTERS 

Analistas elevam projeção para inflação em 2026 no Focus e seguem vendo corte de 0,25 p.p. na Selic esta semana

Analistas consultados pelo Banco Central mantiveram a perspectiva de corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião desta semana, ao mesmo tempo em que voltaram a elevar a perspectiva para a inflação neste ano.

A pesquisa Focus divulgada na segunda-feira mostrou que a expectativa é de que a Selic seja reduzida dos atuais 14,75% para 14,5% ao final da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira, em linha com pesquisa da Reuters. Não houve alterações nas projeções para a taxa básica de juros ao final deste ano e do próximo, a 13,00% e 11,00% respectivamente. O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2026 aumentou pela sétima semana seguida, a 4,86%, de 4,80% antes. Para 2027 a conta foi ajustada para cima a 4,00%, de 3,99%. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativas de crescimento este ano foi reduzida em 0,01 ponto percentual, a 1,85%, e para o próximo seguiu em 1,80%. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que o dólar deve encerrar 2026 a 5,25 reais, de 5,30 reais na semana anterior. Em 2027, a moeda deve ficar em 5,35 reais, sem alterações.

REUTERS 

Dívida pública federal cai 2,34% em março

A dívida pública federal do Brasil caiu 2,34% em março em relação ao mês anterior, a R$8,633 trilhões, informou na segunda-feira o Tesouro Nacional, que pisou no freio nas emissões diante das incertezas com a guerra no Irã, promoveu no período a maior intervenção no mercado de títulos de sua história e registrou vencimentos elevados em papéis.

No período, a dívida pública mobiliária interna teve baixa de 2,46%, a R$8,302 trilhões, enquanto a dívida pública federal externa avançou 0,61% e atingiu R$331,6 bilhões. Houve no mês uma emissão total de R$93,3 bilhões, com o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro, Helano Dias, afirmando que o Tesouro tende a reduzir a colocação de títulos em momentos de volatilidade, como a gerada pelo conflito no Oriente Médio. Por outro lado, o resgate total do mês foi de R$395,6 bilhões diante de uma expressiva torre de vencimento de títulos, mas também por conta de uma recompra recorde de títulos feita pelo Tesouro em meio à forte pressão gerada pela guerra no Irã, retirando cerca de R$49 bilhões de títulos do mercado. Associados, os dois movimentos geraram um resgate líquido de títulos no valor de R$302,3 bilhões, valor apenas parcialmente neutralizado por uma incorporação de juros no valor de R$93,0 bilhões na dívida interna, o que contribuiu para a redução da dívida pública no mês passado. Com o movimento forte de resgates, a reserva de liquidez –colchão de recursos para gestão da dívida pública– passou de R$1,192 trilhão em fevereiro para R$885 bilhões em março, uma queda nominal de 25,7%. O valor é suficiente para quitar 5,69 meses de vencimentos de títulos, contra 6,41 registrados um mês antes. De acordo com Dias, a queda da reserva é fruto do grande volume de vencimentos de títulos, algo normal do calendário do Tesouro. Segundo ele, o governo “emitiu bastante” em abril, o que fará o colchão recuperar volume significativamente. “A gente está num nível bastante confortável, está próximo de seis meses agora, e vai passar para oito meses”, disse, ressaltando que o patamar considerado prudencial recomenda que o colchão tenha recursos para quitar três meses de vencimentos. O Tesouro apontou ainda que a intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio em março elevou a aversão ao risco nos mercados, enquanto a alta do petróleo “reforçou expectativa de manutenção de juros elevados nas principais economias”, com os juros futuros apresentando elevação no Brasil. De acordo com as informações da pasta, o custo médio do estoque da dívida pública federal acumulado em 12 meses teve uma alta no mês passado, indo de 11,90% ao ano em fevereiro para 12,20% ao ano. O custo médio das novas emissões de títulos da dívida interna também subiu, passando de 13,76% ao ano em fevereiro para 13,92% no mês passado. Em relação ao perfil de vencimentos da dívida pública, o Tesouro informou que o prazo médio do estoque passou de 4,00 anos em fevereiro para 4,10 anos em março. Em relação a abril, o Tesouro afirmou que perspectivas de um acordo entre Estados Unidos e Irã reduziram a aversão ao risco, com recuperação de mercados emergentes e queda na curva de juros brasileira, apesar de um cenário de volatilidade elevada. De acordo com Dias, o governo também conseguiu melhorar em abril a composição das emissões. Normalmente mais demandados por investidores em períodos de volatilidade, os títulos atrelados à Selic responderam por 52% das vendas feitas até o momento no mês, uma significativa melhora em relação aos 88% observados em março.

REUTERS 

Concessões de crédito caem1,5%em março; estoque sobe 0,9%

O volume de novos empréstimos e financiamentos caiu 1,5% em março, na série dessazonalizada, que retira peculiaridades de um determinado período, como número de dias úteis a mais ou a menos. A comparação é com o mês anterior.

O volume passou de R$ 703,4 bilhões em fevereiro para R$ 692,7 bilhões em março deste ano, conforme divulgado na segunda-feira (27) pelo Banco Central (BC). Para as pessoas físicas, houve alta de 0,2% na mesma base de comparação, passando para R$ 384,7 bilhões, enquanto para as pessoas jurídicas foi registrada queda de 2,1%, para R$ 313,5 bilhões. No crédito livre total, as concessões com ajuste sazonal recuaram 1,7%, para R$ 619,8 bilhões em março. No crédito direcionado, caíram 1,2%, para R$ 73 bilhões. As concessões totais, sem a dessazonalização, subiram 20,3% no mês e somaram R$ 732,9 bilhões. Para clientes corporativos os novos empréstimos subiram 25,8% contra o mês anterior, totalizando R$ 342,4 bilhões. Para as famílias, o sistema financeiro concedeu R$ 390,5 bilhões em novos empréstimos e financiamentos, alta de 15,8% em relação a fevereiro. As concessões com recursos livres, em que as taxas são pactuadas livremente entre bancos e clientes, avançaram 19,4%, para R$ 663,3 bilhões. Já as operações com recursos direcionados, que são regulamentadas pelo governo ou vinculadas a recursos orçamentários, avançaram 29,3% para R$ 69,7 bilhões. As concessões de crédito imobiliário para as pessoas físicas com recursos direcionados subiram 24,5%, para R$ 22,6 bilhões no mês, acumulando queda de 0,3% em 12 meses. A taxa anual de juros, por sua vez, subiu 0,9 pontos ao ano entre fevereiro e março, para 11,6% ao ano. As concessões de crédito para a compra de veículos por pessoas físicas subiram 23,32% no mês, para R$ 22,7 bilhões. A taxa de juros média caiu 0,7 ponto, para 26,6% ao ano de fevereiro para março. Olhando as concessões do BNDES, houve alta de 56,6% no mês, para R$ 8,9 bilhões. Em fevereiro, o valor de concessões havia sido de R$ 5,7 bilhões. Em 12 meses, a alta é de 39,2%. O saldo das operações de crédito do sistema financeiro cresceu 0,9% em março, para R$ 7,215 trilhões. Em 12 meses, o saldo cresceu 9,66%. O saldo total do crédito livre subiu 1,1% em março, chegando a R$ 4,107 trilhões, com crescimento de 7,73% em 12 meses. Já o crédito direcionado avançou 0,74%, para R$ 3,108 trilhões, uma alta de 12,32% em 12 meses. O saldo total de crédito para as famílias aumentou 0,83% no mês, chegando a R$ 4,530 trilhões, com elevação de 10,92% em 12 meses. Para as empresas, houve alta de 1,13% no mês e 7,60% em 12 meses, para R$ 2,685 trilhões. As projeções mais recentes do BC para o crescimento nominal do estoque de crédito em 2026 são: 9% para o total; 8,1% para o livre; 10,2% para o direcionado; 9,5% para pessoas físicas; 8,2% para pessoas jurídicas. O estoque total de crédito imobiliário para as pessoas físicas com recursos direcionados subiu 1% em março na comparação com fevereiro, somando R$ 1,339 trilhão. Em 12 meses, a alta foi de 11,6%. O saldo de operações para a compra de veículos por pessoas físicas teve alta de 0,79% em março, para R$ 411,6 bilhões. Em 12 meses, a alta é de 15,96%. A carteira de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empresas encerrou março com alta de 1% sobre fevereiro, para R$ 485,1 bilhões. O crédito ampliado ao setor não financeiro recuou 0,3% em março, na comparação com fevereiro, alcançando R$ 20,996 trilhões. Em 12 meses, o avanço é de 11,2%. Essa é considerada pela autoridade monetária a medida mais abrangente do crédito, já que inclui não apenas empréstimos e financiamentos, mas também o mercado de capitais e empréstimos externos.

VALOR ECONÔMICO 

PIB do agronegócio brasileiro cresceu 12,20% em 2025

No entanto, no último trimestre do ano, houve queda em comparação com o período anterior. Segundo a pesquisa, o resultado foi impulsionado pela elevação dos preços reais ao longo do período

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro aumentou 12,20% em 2025, sustentado sobretudo pelo crescimento da produção agropecuária nacional, que também impulsionou os agrosserviços. Os dados foram calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Segundo o Cepea/CNA, o PIB do agronegócio alcançou R$ 3,20 trilhões no ano passado, sendo aproximadamente R$ 2,06 trilhões no ramo agrícola e R$ 1,14 trilhão no ramo pecuário, a preços do quarto trimestre. Com esse resultado, a participação do agronegócio na economia brasileira foi de 25,13% em 2025, acima dos 22,9% registrados em 2024. Segundo a CNA, apesar da expressiva expansão registrada no acumulado do ano, o resultado foi impulsionado, sobretudo, pela elevação dos preços reais ao longo do período. “Com a incorporação dos dados referentes ao último trimestre do ano, o desempenho do PIB do agronegócio foi relativamente mais contido do que aquele projetado pelas análises parciais. Mesmo assim, o resultado mostrou um crescimento importante, sustentado tanto pelo aumento da produção quanto pela manutenção de preços reais em patamares superiores aos observados em 2024”, destaca a entidade. Dentre os segmentos, no acumulado de 2025, o PIB dos insumos cresceu 5,37%, impulsionado pelos insumos agrícolas, especialmente fertilizantes, defensivos e máquinas, enquanto os insumos de base pecuária recuaram, influenciados pela queda no valor da produção da indústria de rações. No segmento primário, o crescimento foi expressivo (17,06%), sustentado tanto pelo aumento da produção agrícola, com destaque para milho e café, quanto pela combinação de preços mais elevados e maior produção na pecuária. Na agroindústria, o desempenho foi heterogêneo: as atividades de base agrícola recuaram 3,33%, pressionadas pela queda dos preços industriais, enquanto as de base pecuária avançaram 36,54%, influenciadas pela valorização dos preços e pela expansão da produção. Os agrosserviços também cresceram de forma significativa (13,76%), refletindo principalmente o dinamismo da pecuária. Na comparação entre o terceiro e o quarto trimestres de 2025, O PIB do agronegócio recuou 1,11%, com reduções em todos os segmentos. As variações negativas foram de 2,32% nos insumos, 0,92% no segmento primário, 1,48% nas agroindústrias e 0,86% nos agrosserviços. “A desaceleração do crescimento do PIB já era esperada, conforme apontado em relatórios anteriores, uma vez que o avanço expressivo observado nos trimestres precedentes se deveu, sobretudo, à valorização dos preços no setor iniciada na segunda metade de 2024 e que começou a perder força no terceiro trimestre de 2025”, informa a CNA.

VALOR ECONÔMICO

GOVERNO

Brasil pode exportar 394 mil t de Carne bovina ao mercado filipino, 310% acima do volume de 2025

Recentemente, o governo brasileiro concluiu as negociações sobre os requisitos sanitários para a exportação de carne bovina com osso e miúdos ao país do Sudeste Asiático

As exportações brasileiras de carne bovina in natura para as Filipinas cresceram 685% entre 2015 e 2025, saltando de 12,27 mil toneladas para 96,31 mil toneladas, destacou a Agrifatto, que na sexta-feira (24/4) enviou aos seus assinantes um boletim repercutindo a notícia de que o governo do Brasil formalizou um novo acordo comercial com o país do Sudeste Asiático. Mantido o ritmo dos embarques da última década, continua a Agrifatto, o Brasil poderá exportar 394 mil toneladas de carne bovina ao mercado filipino até 2035, o que representaria um avanço de quase 310% em relação ao resultado obtido no ano passado (96,31 mil toneladas). Recentemente, o governo brasileiro concluiu as negociações sobre os requisitos sanitários para a exportação de carne bovina com osso e miúdos ao país do Sudeste Asiático. Antes, o Brasil já figurava entre os principais fornecedores de carne bovina in natura para o mercado filipino e, juntamente com a Índia, responde por 75% de toda a proteína importada pelo país. Segundo relatou a Agrifatto, as Filipinas são uma economia emergente que vem registrando crescimento expressivo nas últimas décadas. “Como ocorre em países em ascensão, a elevação da renda média impulsiona o consumo de proteínas de origem animal, à medida que a população busca alimentos mais seguros e de melhor qualidade”, observa a consultoria, que reforça: “Esse cenário indica oportunidades expressivas para o Brasil ampliar sua participação no mercado filipino e consolidar-se como um dos principais fornecedores globais para o país”.

PORTAL DBO

INTERNACIONAL

Crescem exportações de carne na Argentina com alta de mais de 50% em dólares

Com uma combinação de maior volume embarcado e, sobretudo, uma marcada recuperação dos preços internacionais, as exportações de carne bovina da Argentina tiveram um crescimento importante durante o primeiro trimestre do ano, segundo um relatório do Consórcio ABC, entidade que reúne os frigoríficos exportadores.

Somente em março, as exportações alcançaram cerca de 62 mil toneladas em peso produto, por um valor de US$ 419 milhões, o que representou um salto de 25,1% em volume e de 34% em valor em relação a fevereiro. E, na comparação interanual, os embarques cresceram 38,5% frente a março de 2025, enquanto a entrada de divisas praticamente dobrou, com um aumento de 97,9%. No entanto, o dado mais relevante aparece no acumulado entre janeiro e março. Nesse período, as exportações totalizaram 164 mil toneladas, por um valor próximo de US$ 1,071 bilhão. Em termos interanuais, isso representa um aumento de 14,3% em volume, mas um salto muito mais expressivo de 52,9% em valor, evidenciando que o principal motor do crescimento foi a melhora nos preços internacionais. “O crescimento do valor exportado reflete não apenas maiores quantidades, mas também uma recuperação sustentada dos preços”, explicou Mario Ravettino, presidente do Consórcio ABC. Em março, o preço médio de exportação ficou em US$ 6.802 por tonelada, com alta de 7,1% em relação a fevereiro e de 42,9% na comparação com um ano antes. Esse nível se aproxima dos máximos registrados em 2022 e confirma a tendência de recuperação iniciada ao longo de 2025, após um período de queda que havia levado os valores a um piso próximo de US$ 3.740 por tonelada em meados de 2024. Essa recomposição de preços explica, em grande parte, a forte entrada de dólares observada no início do ano. Quanto aos destinos, a China se mantém como o principal comprador, concentrando mais de 60% dos embarques tanto em março quanto no acumulado do trimestre. A demanda do gigante asiático continua sendo determinante para o setor, especialmente nos cortes congelados e produtos de menor valor relativo, embora com preços que também mostram sinais de recuperação. Ao mesmo tempo, outros mercados relevantes trazem dinamismo e diversificação. Os Estados Unidos se consolidaram como o segundo destino em março, impulsionados pela ampliação do contingente tarifário, enquanto Israel manteve uma demanda firme por carne kosher, com valores superiores a US$ 10.000 por tonelada. Por sua vez, a Europa apresentou recuperação nos embarques de cortes de alto valor, favorecida por bons preços que aceleraram o cumprimento da cota Hilton, e o Chile demonstrou melhora na demanda por carne resfriada. Além disso, as vendas de miúdos e preparações bovinas também contribuíram para a entrada de divisas, com 10,7 mil toneladas exportadas em março, somando US$ 27,2 milhões, e um acumulado trimestral de 27,4 mil toneladas, totalizando US$ 69,1 milhões. Dentro do complexo exportador, a carne bovina congelada desossada se consolida como o segmento mais dinâmico e o principal gerador de divisas. De acordo com dados do Consórcio ABC, em março foram exportadas 34 mil toneladas, por um valor de US$ 230 milhões, com preço médio de US$ 6.675 por tonelada. O crescimento foi significativo tanto na comparação mensal quanto interanual: os embarques aumentaram 22% em relação a fevereiro e 43% frente a março de 2025. Esse desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento das vendas para os Estados Unidos, a partir da ampliação da cota livre de tarifas, que passou a 80 mil toneladas, e em menor medida pela demanda contínua da China. A vigência da cota de exportação de 80 mil toneladas sem tarifas começou em março e está dividida em 20 mil toneladas por trimestre. A cota do primeiro trimestre não pôde ser totalmente cumprida por questões de prazo. No acumulado do primeiro trimestre, esse segmento atingiu 93 mil toneladas exportadas, um aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado. Em termos de valor, o crescimento é ainda mais expressivo: gerou receitas próximas de US$ 603 milhões, o que representa um aumento interanual de 53%.

JORNAL CLARÍN 

SUÍNOS

Rebanho de suínos no Brasil deve atingir 53 milhões de cabeças até 2030

Estudo da FGV mostra que salto será puxado pelo aumento da demanda interna pela proteína e destaca a sustentabilidade como futuro do setor

O número de cabeças de suínos no Brasil deve chegar até 53 milhões até 2030, segundo projeções da FGV (Fundação Getúlio Vargas), um crescimento de 10% frente ao número atual. Esse rebanho acompanha uma projeção da fundação que prevê crescimento de 11,2% do PIB e queda de 1,21% na inflação no período. Segundo o pesquisador responsável pelo estudo “Futuro da pecuária de pequenos animais até 2030”, Cícero Zanetti, o crescimento na população de suínos acompanhará a demanda interna gerada pelo aumento de renda. “Com o acréscimo de renda, você começa a trocar ou consumir mais proteína, principalmente para suínos e aves, e aí isso acaba demandando mais a produção”, explica o pesquisador. O estudo aponta que a maior parte dos rebanhos se concentrará na região Sul do país, que vai agregar cerca de 28,1 milhões de cabeças nos próximos cinco anos. A FGV projeta também um aumento significativo, mas em menor escala, em centros “não tradicionais” de produção, como Roraima, que pode chegar a 247 mil suínos, que deverá registrar um crescimento de 222% frente a 2019, e Pernambuco, que deve dobrar o número de cabeças, totalizando 1,7 milhão de animais. “Essa diversificação tira o peso todo da produção do centro-sul”, destacou. Apesar de ser menos poluente que a bovinocultura, a suinocultura é responsável pela emissão de grande quantidade de metano e gases poluentes, o que irá aumentar proporcionalmente com o crescimento da população dos animais.  Para Zanetti, o setor tem uma “janela de oportunidade” nos próximos anos para reaproveitar essas emissões, uma tendência pouco aproveitada atualmente.  “Produtores podem, por exemplo, reutilizar o metano ou criar um novo mercado através da utilização do metano para biogás”, afirmou. Na avaliação do estudo da FGV, a tendência é que mais produtores privilegiem o reaproveitamento do esterco e do biometano, como forma de diversificação de renda para além do mercado de proteína e de autossuficiência nas fazendas. Além do biogás, Zanetti projeta também maior uso de bioinsumos no setor, o que garante “digestão melhor, uma digestão mais rápida e emitam menos gases”.  “O Brasil está ampliando a capacidade produtiva na pecuária de pequenos animais, mas essa expansão vem acompanhada de pressões ambientais crescentes”, destaca o estudo.

CNN BRASIL

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