CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2615 DE 12 DE DEZEMBRO DE 2025

clipping

Ano 11 | nº 2615 | 12 de dezembro de 2025

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo: a cotação em São Paulo desacelerou

Parte dos compradores estava com as escalas programadas para o início da segunda semana de janeiro, em função das férias coletivas. As escalas atenderam, em média, a 11 dias.

O boi gordo está cotado em R$321,00/@, a vaca em R$302,00/@ e a novilha em R$314,00/@. O “boi China” está em R$325,00/@. Ágio de R$4,00/@. Todos os preços são brutos e com prazo. Parte dos compradores estava com as escalas programadas para o início da segunda semana de janeiro, em função das férias coletivas. As escalas atenderam, em média, a 11 dias. Com isso, a cotação do boi gordo e do “boi China” caiu R$1,00/@. No Rio Grande do Sul, a oferta de boiadas supria a demanda e o escoamento de carne segue lento, limitando, assim, mudanças significativas nos preços. Na região Oeste, a cotação do boi está em R$10,55/kg, a vaca em R$9,60/kg e a novilha em R$10,30/kg. Na região de Pelotas, a cotação do quilo da vaca caiu R$0,05, e para as demais categorias não mudou. O boi gordo está cotado em R$10,85/kg, a vaca em R$9,60/ kg e a novilha em R$10,55/kg. Não há referência para o “boi China” no estado. Todos os preços são brutos e com prazo. No Pará, a oferta de boiadas estava enxuta e, apesar da oferta contida, os frigoríficos estavam com escalas conformáveis. Com isso, o quadro foi de firmeza de preços. Na região de Marabá, o boi gordo está cotado em R$300,00/@, a vaca em R$272,00/@ e a novilha em R$282,00/@. As escalas de abate atendem, em média, a 11 dias. Na região de Redenção, boi gordo está apregoado em R$292,00/@, a vaca em R$275,00/@ e a novilha em R$282,00/@. As escalas de abate atendem, em média, a 13 dias. Na região de Paragominas, o boi gordo está cotado em R$310,00/@, a vaca em R$279,00/@ e a novilha em R$285,00/@. As escalas de abate atendem, em média, a 13 dias. A arroba do “boi China” em Paragominas está em R$310,00, sem ágio. Para as regiões de Marabá e Redenção, o “boi China” está apregoado em R$307,00/@, ágio de R$7,00/@ em Marabá e de R$15,00/@ em Redenção. Todos os preços são brutos e com prazo.

SCOT CONSULTORIA 

Tentativas de compras em patamares mais baixos no Centro-Norte do país continuam

O mercado físico do boi gordo segue se deparando com algumas tentativas de compra em patamares de preço mais baixos no Centro-Norte do país, com destaque para Tocantins e Rondônia, onde as escalas de abate estão mais confortáveis, como já vem ocorrendo desde segunda-feira (8).

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias, em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás o mercado segue mais acomodado, com poucos negócios. Preços médios da arroba do boi: São Paulo: R$ 324,50. Goiás: R$ 315,54. Minas Gerais: R$ 320,59. Mato Grosso do Sul: R$ 319,09. Mato Grosso: R$ 302,04. O mercado atacadista apresenta preços firmes. O ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes dos preços, em especial dos cortes do traseiro bovino, muito demandados nessa época do ano. Quarto traseiro: segue a R$ 26,25 por quilo; Quarto dianteiro: ainda é precificado a R$ 18,50 por quilo;

Ponta de agulha: se mantém a R$ 18,50 por quilo.

SAFRAS NEWS

Boi/Cepea: Oferta restrita mantém preços firmes

Cálculos do Cepea estimam que, em novembro, a disponibilidade interna de carne bovina tenha ficado próxima de 517 mil toneladas, o menor volume na série histórica desde março/23.

E as projeções para dezembro indicam manutenção desse cenário de oferta restrita. Segundo o Centro de Pesquisas, a quantidade ofertada ao mercado doméstico neste período de maior consumo tem mantido as cotações firmes. Os preços da arroba e da carne no atacado atravessaram novembro em alta moderada e iniciam dezembro sustentados, refletindo a necessidade da indústria em complementar suas escalas com animais adquiridos no spot.

CEPEA

Exportação: troca de bovinos vivos por carne pode gerar valor agregado de até R$ 1,9 bilhão

Audiência da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados debateu proibição da exportação de animais vivos para abate. Projeto em tramitação na Câmara pretende extinguir, em dez anos, a exportação de animais vivos.

Um estudo feito por professores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) analisou o impacto econômico de uma possível proibição da exportação de bovinos vivos do Brasil. Segundo a pesquisa, a substituição da exportação de gado vivo por carne e subprodutos pode gerar mais valor economicamente. “Quando a gente vai olhar para o primeiro cenário, de qual o impacto da exportação de carne e subprodutos no lugar da exportação dos bovinos vivos, a gente consegue obter um ganho em valor agregado entre R$ 1,46 bilhão, de impactos diretos e indiretos, até R$ 1,91 bilhão, quando a gente considera o impacto do efeito do aumento de renda”, destacou Maira Spanholi, da Unemat. A avaliação dos cenários foi apresentada pela professora durante uma audiência pública da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados realizada nesta quinta-feira, 11. O encontro discutiu a exportação de animais vivos por via marítima. Ainda conforme o estudo, se os abates dos animais exportados vivos forem feitos no Brasil e a carne for destinada ao exterior, isso poderia gerar entre 5,5 mil a 7,2 mil empregos adicionais na economia brasileira. Além disso, o potencial de arrecadação tributária é de até R$ 610,7 milhões. O outro cenário analisado foi a destinação dessa carne para o consumo interno. O valor adicional com a comercialização ficaria na faixa de R$ 821,7 milhões até R$ 854,6 milhões, enquanto, no meio logístico, poderia gerar um incremento de R$ 69,9 milhões a R$ 87,5 milhões. Já a geração de emprego ficaria entre 7 mil e 8,4 mil novos postos e uma arrecadação que poderia chegar a R$ 109,2 milhões. Um dos projetos de lei que tramita na Câmara dos Deputados e trata da proibição da exportação de animais vivos é a proposta 2.627, de 2025, de autoria da deputada federal Duda Salabert (PDT-MG). A matéria propõe um programa para o fim progressivo das exportações de animais vivos para abate em dez anos. Também estabelece critérios para o transporte terrestre e marítimo desses animais até o encerramento do prazo. Além do estudo apresentado pela professora da Unemat, a audiência contou com representantes de organizações da sociedade civil que defendem direitos dos animais e dos governos, através do Ministério de Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Durante a discussão, os participantes apontaram problemas que o transporte em alto mar de animais vivos para abate pode causar, como o risco sanitário e a falta de bem-estar animal.

ESTADÃO/AGRO

ECONOMIA

Dólar cai para perto dos R$5,40 com correção refletindo decisões de juros

O dólar fechou a quinta-feira em queda firme contra o real, em um movimento de correção, enquanto os investidores digeriram as decisões de juros do Copom e do Federal Reserve e a moeda norte-americana perdia força no exterior.

O dólar à vista fechou em queda de 1,08%, aos R$5,4086 na venda. Às 17h18, o contrato de dólar futuro para janeiro — atualmente o mais negociado no Brasil — caía 1,27% na B3, aos R$5,4260. Na quarta-feira, o Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano, como esperado, e não sinalizou quando poderá iniciar um ciclo de cortes nos juros, reforçando que a manutenção desse nível por período bastante prolongado é a estratégia adequada para levar a inflação à meta. “O Comitê avalia que a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, apontou o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC no comunicado, adotando a palavra “adequada” no lugar de “suficiente”, usada em novembro.” Para a Wagner Investimentos, o comunicado do BC foi mais dovish do que o esperado. “No geral, entendemos a decisão como benigna para ativos de risco devido projeções e retorno da compra de ativos”, disse o relatório da casa, assinado por José Faria Júnior. Horas antes do anúncio do Copom, o Fed cortou sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,50% a 3,75%, em uma votação dividida, mas sinalizou que provavelmente fará uma pausa antes de outra redução. A decisão da autarquia norte-americana enfraqueceu o dólar, que perdeu terreno ao longo da sessão para a maioria das principais divisas globais, incluindo pares do real, o que favoreceu a moeda brasileira. Às 17h18, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,22%, a 98,364. “Corte de 0,25 p.p. [do Fed] e manutenção de 15% [do Copom] ao ano aqui favorece o carry trade. O investidor está fazendo a conta do diferencial de juros”, disse Fernando Bergallo, CEO da FB Capital.

REUTERS

Ibovespa fecha com alta marginal sustentada por Vale após BC

O Ibovespa fechou praticamente estável nesta quinta-feira, assegurada pelo avanço da Vale, em meio ao forte recuo da Petrobras, um dia após o Banco Central manter a Selic em 15% ao ano, sem sinalizar o início de um ciclo de cortes de juros aguardado por investidores para 2026.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu apenas 0,07%, a 159.189,10 pontos, tendo chegado a 159.850,00 na máxima e 158.097,88 na mínima do dia. O volume financeiro somou R$22,5 bilhões. Ao manter a Selic em uma máxima em quase 20 anos na véspera, o BC reforçou que a manutenção desse nível por período bastante prolongado é a estratégia adequada para levar a inflação à meta, em um comunicado com poucas alterações, que incluíram projeções melhores para a inflação à frente. Para 2025, o BC mudou sua previsão para a inflação para 4,4% ante 4,6% em novembro, considerando o cenário de referência. Para o fechamento de 2026, a projeção caiu de 3,6% para 3,5%. Em relação ao segundo trimestre de 2027, atual horizonte relevante da política monetária, passou de 3,3% para 3,2%. Economistas do Itaú Unibanco reiteraram a previsão de um ciclo de afrouxamento de 2,25 pontos percentuais para 2026, com um primeiro corte em janeiro e a Selic encerrando o ano em 12,75%. Mas afirmaram que o comunicado foi mais duro do que esperavam e estabelece uma barra alta para um corte em janeiro. “Saberemos mais sobre a estratégia do Copom com a divulgação da ata na terça-feira, quando poderemos revisitar nossa projeção de curto prazo”, afirmou a equipe chefiada pelo ex-diretor do BC, Mario Mesquita, em relatório a clientes. Na curva futura de juros, a taxa do DI para janeiro de 2027 encerrou perto da estabilidade, com os investidores pouco alterando as apostas para a Selic em janeiro do próximo ano, mas as taxas dos vencimentos longos cederam em paralelo ao recuo dos rendimentos dos Treasuries, favorecendo alguns papéis na bolsa. O analista de investimentos Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora, também não descarta fluxo de estrangeiros para o mercado acionário brasileiro, uma vez que o dólar também fechou em queda ante o real. Em dezembro até o dia 8, o saldo de capital externo na bolsa paulista está negativo em R$1 bilhão. Em Wall Street, S&P 500 e Dow Jones registraram recordes de fechamento na esteira de um tom considerado menos “hawkish” do Federal Reserve na véspera, enquanto o Nasdaq recuou com previsões da Oracle deixando investidores cautelosos com as apostas em inteligência artificial.

REUTERS

Vendas no varejo do Brasil contrariam expectativas em outubro e têm maior alta em 7 meses

As vendas no varejo tiveram alta de 0,5% em outubro na comparação com o mês anterior, contra expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,1%.

Esse foi o resultado mais forte desde março, quando houve aumento de 0,7% nas vendas. Os dados divulgados na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram ainda crescimento de 1,1% em relação ao mês do ano anterior, ante expectativa de recuo de 0,2%. A alta mensal “rompe com o padrão observado de variações pequenas ou negativas. Foi uma alta espalhada, pois o volume de vendas cresceu em sete dos oito setores investigados pela pesquisa”, disse Cristiano Santos, gerente da pesquisa no IBGE. Os varejistas brasileiros vêm enfrentando um cenário de política monetária restritiva, que restringe o crédito e o consumo, ao mesmo tempo em que o mercado de trabalho segue forte com renda elevada. Diante disso, o setor vem apresentando resultados mensais mais próximos de zero ao longo do ano. O Banco Central decidiu na véspera manter a taxa Selic em 15% ao ano, como esperado, e não sinalizou quando poderá iniciar um ciclo de cortes nos juros, reforçando que a manutenção desse nível por período bastante prolongado é a estratégia adequada para levar a inflação à meta. “O resultado parece mais uma recomposição de perdas dos últimos meses do que uma mudança de tendência. Nos últimos sete meses, o setor varejista contraiu em cinco, sendo um dos setores mais afetados pelas condições monetárias adversas e menor confiança do consumidor”, avaliou André Valério, economista sênior do Inter. Mostraram resultados positivos em outubro Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,2%), Combustíveis e lubrificantes (1,4%), Móveis e eletrodomésticos (1,0%), Livros, jornais, revistas e papelaria (0,6%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,4%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,3%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,1%). O único resultado negativo foi de Tecidos, vestuário e calçados, com queda de 0,3% das vendas. “Essa queda se deu, principalmente, pela parte de vestuário, de produtos de moda e acessórios”, segundo Santos. No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve alta de 1,1% em relação a setembro. As vendas de veículos e motos, partes e peças aumentaram 3,0% e as de material de construção tiveram expansão de 0,6% em outubro.

REUTERS

Em novembro, IBGE prevê safra de 345,9 milhões de toneladas para 2025 e de 335,7 milhões de toneladas para 2026

Em novembro, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2025 deve totalizar 345,9 milhões de toneladas, 18,2% maior que a obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas), com crescimento de 53,2 milhões de toneladas; e 0,1% acima da informada em outubro, com acréscimo de 313,7 mil toneladas.

A área a ser colhida é de 81,5 milhões de hectares, crescimento de 3,1% frente à área colhida em 2024, com aumento de 2,5 milhões de hectares, e acréscimo de 0,1% (66 804 mil hectares) em relação a outubro. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,5% da estimativa da produção e respondem por 87,9% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 5,8% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 10,9% na do arroz em casca; de 3,6% na da soja; de 4,2% na do milho (declínio de 5,7% no milho 1ª safra e crescimento de 7,0% no milho 2ª safra); e de 16,0% na do sorgo; ocorrendo declínios de 7,0% na do feijão e de 18,6% na do trigo. Em relação à produção, houve acréscimos de 11,5% para o algodão herbáceo (em caroço); de 18,8% para o arroz em casca; de 14,5% para a soja; de 23,5% para o milho (crescimento de 12,4% para o milho 1ª safra e de 26,2% para o milho 2ª safra); de 35,4% para o sorgo; de 5,1% para o trigo; e para o feijão, ocorreu decréscimo de 3,0%. A safra brasileira de grãos (cereais, leguminosas e oleaginosas), em 2025, deve somar 335,7 milhões de toneladas, declínio de 3,0% em relação a 2025 ou 10,2 milhões de toneladas. O declínio da produção em relação à safra 2025 deve-se à menor estimativa prevista, principalmente, para o milho (-6,8% ou -9,6 milhões de toneladas, sendo crescimento de 6,4% relativo à 1ª safra e declínio de 9,7% em relação à 2ª safra), para o sorgo (-14,6% ou -787,9 mil toneladas), para o arroz (-8,0% ou -1,0 milhão de toneladas), para o algodão herbáceo – em caroço (-11,6% ou -1,1 milhão de toneladas), para o trigo (-4,0% ou -319,2 mil toneladas) e para o feijão 1ª safra (-3,5% ou -33,6 mil toneladas). Para a soja, a estimativa de produção foi de 166,0 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 141,6 milhões de toneladas (25,8 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 115,9 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz (em casca) foi estimada em 12,6 milhões de toneladas; a do trigo em 7,9 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço) em 9,9 milhões de toneladas; e a do sorgo em 5,4 milhões de toneladas. A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para todas as Regiões Geográficas: Centro-Oeste (23,6%), Sul (10,3%), Sudeste (19,5%), Nordeste (7,7%) e Norte (21,9%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção a Sul (0,3%), a Região Norte (0,4%) e a Sudeste (0,1%). A Centro-Oeste apresentou estabilidade (0,0%) e a Nordeste teve declínio (-0,3%). Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 32,0%, seguido pelo Paraná (13,5%), Goiás (11,2%), Rio Grande do Sul (9,4%), Mato Grosso do Sul (8,1%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,7% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (51,7%), Sul (25,0%), Sudeste (8,9%), Nordeste (8,0%) e Norte (6,4%).

IBGE

EMPRESAS

Minerva alerta pecuaristas após China detectar resíduo acima do limite na carne bovina do Brasil

Detecções na China e UE elevam preocupações sobre impactos nas exportações em meio a processo de salvaguardas no gigante asiático e protecionismo global. Lote de carne bovina brasileira foi recolhido em pelo menos 11 países do bloco europeu na última semana

A Minerva Foods informou, nesta semana, por meio da rede social do ‘Laço de Confiança’, dedicada ao programa de relacionamento com os pecuaristas, que a China detectou níveis acima do permitido do carrapaticida fluazuron em alguns lotes enviados pelo Brasil ao País. O comunicado da companhia, que é líder em exportação de carne bovina e derivados da América do Sul e uma das maiores do mundo, disse que, a partir de agora, a fiscalização deve ser reforçada, pois qualquer nova ocorrência poderá prejudicar as relações comerciais entre os dois países. “Seguir corretamente as orientações de uso — incluindo dose, forma de aplicação e período de carência — é essencial para assegurar a conformidade dos embarques, fortalecer a relação com compradores internacionais e preservar a credibilidade do nosso produto”, enfatiza o alerta emitido aos pecuaristas.

ESTADÃO/AGRO

INTERNACIONAL

Exportações de carne bovina da Argentina em 2025 devem atingir maior valor em 15 anos

Impulsionado pela valorização dos preços da tonelada embarcada, faturamento pode alcançar US$ 3,7 bi

As exportações de carne bovina da Argentina estão prestes a alcançar um faturamento histórico em 2025, atingindo US$ 3,7 bilhões, o maior valor dos últimos 15 anos, estimou o presidente do Consórcio de Exportadores de Carne Bovina (ABC), Mario Ravettino, em declarações ao jornal Clarín. Embora o volume de embarques seja menor do que no ano passado, os preços internacionais favoráveis permitirão atingir esse montante, explica Ravettino. “Ficaremos com 700 mil toneladas, ante 770 mil no ano passado”, afirmou ele, acrescentando que a receita estimada para este ano representa um aumento de 25% sobre o faturamento total obtido em 2024. Ao jornal Clarín, Ravettino fez previsões para 2026, citando como pano de fundo o aumento da cota de 20.000 para 80.000 toneladas para os Estados Unidos e a salvaguarda chinesa, o que poderá limitar as exportações para esse destino.

Em relação à primeira questão, Ravettino indicou que existe um acordo de confidencialidade entre os dois governos, mas que não se trata de uma cota, e sim de um acordo tarifário recíproco, definido pelos dois poderes executivos. Este acordo permanece em vigor, mas, embora os acordos celebrados sejam vinculativos, podem ser alterados no futuro. “Isso representaria 80 mil toneladas a mais do que as 20 mil que já temos, mas em regime de reciprocidade: ou seja, elas poderiam ir da Argentina para os Estados Unidos e dos Estados Unidos para a Argentina. Haveria isenção de tarifas e classificações tarifárias semelhantes às das 20 mil toneladas que já temos, então o leque de opções seria amplo e poderíamos enviar uma grande variedade de produtos, como cortes de alta qualidade”, detalhou ele, de acordo com reportagem do Clarín. Em relação à salvaguarda chinesa, que será definida em 26 de janeiro/25 após um adiamento de dois meses, Ravettino acredita que, independentemente da decisão das autoridades chinesas, “a China precisa de proteína animal”. “Acredito que isso acabará sendo um sistema de cotas, uma cota por país. O desempenho dos últimos três anos será usado como critério, o que significa que o volume será mantido. Dentro da cota, é muito provável que a tarifa atual de 12% seja mantida. Essas são suposições que estamos fazendo com base na última reunião que tivemos com o Ministério do Comércio da China no início de novembro”, indicou Ravettino. Ele acrescentou: “Não acredito que a salvaguarda, ou pelo menos espero que não, seja muito agressiva com os países exportadores e que alcance seu objetivo pretendido, que era evitar prejuízos à pecuária chinesa neste caso”.

CLARÍN

Boi na sombra: 75,1% do total de área construída de confinamentos na Austrália é coberto 

No prazo de 5 anos, houve um acréscimo de 518.305 bovinos alojados em currais sombreados, totalizando 1,328 milhão de cabeças em sistemas de confinamento com cobertura em 2025

O acesso à sombra em toda a capacidade construída dos confinamentos da Austrália aumentou de 56,3% em 2020 para 75,1%, em 2025, informa o presidente da Associação Australiana de Confinadores (ALFA), Grant Garey, em reportagem divulgada pelo portal beefcentral.com. “Atualmente, 1,328 milhão de cabeças em confinamento têm acesso à sombra”, disse Garey, acrescentando que, em comparação ao quadro registrado há 5 anos (810,3 mil cabeças), houve um acréscimo de 518.305 cabeças de gado alojadas em currais sombreados na Austrália. Como muitas categorias de mercado de gado permitem múltiplas rotações por ano, essa maior adoção resultou em 2.584.861 cabeças de gado adicionais se beneficiando do fornecimento de sombra, destacou o presidente da ALFA. Esse crescimento no número de cabeças de gado com acesso à sombra ocorreu durante um período de avanço considerável na indústria australiana de confinamento de gado. A capacidade total construída de confinamentos credenciados aumentou de 1.439.069 cabeças em junho de 2020 para 1.768.503 cabeças, em dezembro de 2025, um acréscimo de 23% na capacidade de gado. A Beef Central conta que, em 2018, a indústria australiana de carne bovina oriundo de animais alimentados com grãos lançou a Iniciativa de Sombra da ALFA – Nossa Jornada para que todo gado de confinamento tenha acesso à sombra. Os objetivos principais do projeto são promover o bem-estar animal, a eficiência da produção e a sustentabilidade a longo prazo. Como parte da iniciativa, a sombra em um confinamento foi definida como uma estrutura especialmente projetada para fornecer sombra/abrigo ao gado com uma taxa mínima de 70% de proteção UV. A sombra deve estar disponível em todos os currais do confinamento com uma taxa mínima de 1,5 m² por cabeça de gado. Segundo Garey, a instalação de áreas sombreadas é voluntária, mas a adesão continua a crescer anualmente, apesar do aumento dos custos de construção. “Nossa trajetória até o momento reflete o compromisso e a confiança dos operadores de confinamento nos benefícios para o bem-estar animal e nos ganhos de produtividade associados ao fornecimento de sombra”, ressaltou Garey, acrescentando: “A sombra permite que o gado expresse seu comportamento natural por meio da termorregulação, melhora o conforto e reduz o risco de impactos relacionados ao calor em climas relevantes”. O presidente da ALFA afirmou ainda que os operadores de confinamento do país planejam continuar investindo em infraestrutura de sombra e abrigo, com a estimativa de que o gado sob sombra aumente para cerca de 83,5% da capacidade total construída até o final de 2026 e 85% até 2029. O projeto de sombreamento coordenado pela ALFA proporcionou ganhos significativos de produtividade. De acordo com dados da associação, o gado com acesso à sombra apresentou um aumento no ganho de peso de 0,13 kg/cabeça/dia durante o período de verão, o que equivalente a 11,86 kg extras de peso vivo ou 6,2 kg de peso de carcaça. Usando apenas esse ganho de peso, o estudo calculou um período de retorno do investimento em sombra entre 2 e 10 anos, dependendo do custo de capital da sombra e dos preços da carcaça. Extrapolando esses resultados para o adicional de 518.305 bovinos com acesso à sombra em confinamentos australianos em 2025, isso resultará em 6.147 toneladas adicionais de peso vivo ou 3.213 toneladas de peso de carcaça alimentada com grãos durante o verão de 2025/26, o que equivale a US$ 28,1 milhões em retornos adicionais para os confinadores da Austrália.

BEEF CENTRAL

FRANGOS & SUÍNOS

Suinocultura independente mantém estabilidades nas cotações

Mercado mantém preços firmes em SP, MG, SC e PR; cenário é de estabilidade até o fim do ano e de um mercado mais promissor para 2026.

A suinocultura brasileira entra na reta final de dezembro com estabilidade nos preços em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná. A Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) informou que a Bolsa de Suínos de São Paulo manteve o preço em R$ 9,33 por arroba. No mercado mineiro, os preços dos animais seguem com estabilidade por mais uma semana e o valor está ao redor de R$ 8,50/kg, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), os preços dos suínos seguiram com estabilidade na semana, na qual estão precificados em R$ 8,57/kg. No estado do Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 04/12/2025 a 10/12/2025), o Indicador do Preço do Kg vivo do Suíno LAPESUI/UFPR teve alta de 3,09%, fechando a semana em R$ 8,68. No comparativo mensal das médias semanais, o preço do kg/vivo do suíno no Paraná apresentou alta de 3,45% em relação à semana do dia 12/11/2025.

APCS/ Asemg/ ACCS/ LAPESUI/UFPR

Suínos/Cepea: Exportações têm maior queda mensal desde 2015

Dados da Secex analisados pelo Cepea mostram que as exportações brasileiras de carne suína caíram 26,3% de outubro para novembro, a maior queda mensal desde dezembro de 2015, quando a retração foi de 28,5%.

Foram 105,2 mil toneladas da proteína embarcadas no mês passado, o menor volume desde janeiro deste ano, ficando abaixo também da quantidade de novembro/24, de 111,5 mil toneladas. Já no acumulado de 2025 (até novembro), o total exportado supera o de 2024 inteiro, somando 1,35 milhão de toneladas, ante 1,33 milhão de toneladas do ano passado. Quanto aos abates, dados do IBGE analisados pelo Cepea indicam que o volume de suínos abatido no terceiro trimestre deste ano foi o maior da história, com quase 1,5 bilhão de quilos produzidos entre julho e setembro em todo o País. Em comparação com o trimestre anterior, houve crescimento de 5,3%, e, frente a igual intervalo do ano passado, de 6,1%. Analistas do Cepea ressaltam que, historicamente, o terceiro trimestre é o pico de produção do ano, enquanto o quarto, o menor.

CEPEA

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