CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2347 DE 06 DE NOVEMBRO DE 2024

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Ano 10 | nº 2347 |06 de novembro de 2024

 

NOTÍCIAS

O mercado do boi gordo seguiu firme nas praças paulistas

O mercado permaneceu estável para o boi gordo e para a vaca, com frigoríficos ainda fora das compras. No entanto, devido à oferta limitada, especialmente para as fêmeas, o mercado abriu o dia ofertando R$2,00/@ a mais para a novilha

A escala de abate está, em média, para seis dias. A arroba do “boi China” subiu R$3,00. O mercado sinaliza alta para os próximos dias, com negócios acima do preço de referência. No Paraná, após as altas registradas ontem, os preços estabilizaram-se, com exceção do “boi China”, que iniciou o dia com alta de R$5,00/@. Os frigoríficos estão fechando a escala para uma semana. Na Bahia, devido à falta de chuva e à retenção da boiada pela ponta vendedora, na espera de melhores negócios, as ofertas ficaram limitadas, resultando em um cenário de alta. Na região Sul, o mercado abriu com alta de R$5,00/@ para a vaca e para a novilha. O preço do boi gordo não mudou. Na região Oeste, a cotação do boi gordo e da vaca subiu R$2,00/@. Para a novilha, o preço não mudou. Na região Oeste do Maranhão, o mercado abriu oferecendo mais para a arroba do boi e vaca gordos. A cotação do boi gordo subiu R$3,00/@. Para a vaca, o aumento foi de R$2,00/@. A cotação da novilha não mudou.

Scot Consultoria

Arroba do boi ultrapassa R$ 325 em SP e se aproxima de R$ 320 em demais praças

Frigoríficos que atuam no mercado interno tentam repassar os reajustes para a carne no atacado

O mercado físico do boi gordo apresenta continuidade do movimento de alta, com perspectiva por novos reajustes no curto prazo. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a situação das escalas de abate ainda é alarmante para a indústria frigorífica, que segue na pior posição da atual temporada (entre quatro e seis dias úteis na média nacional). “As indústrias exportadoras atuam de maneira contundente no mercado, uma vez que a demanda por exportação permanece superaquecida, com o Brasil muito bem-posicionado no mercado global”. Segundo ele, os frigoríficos que atuam no mercado interno seguem tentando repassar os reajustes da arroba do boi gordo para a carne no atacado, com intensa alta dos preços da carne no atacado no decorrer da semana. Preços médios do boi gordo: São Paulo: R$ 326,42. Goiás: R$ 319,11. Minas Gerais: R$ 319,41. Mato Grosso do Sul: R$ 319,09. Mato Grosso: R$ 312,09. O mercado atacadista volta a apresentar preços mais altos para a carne bovina. A perspectiva é de continuidade deste movimento no curto prazo, considerando a entrada dos salários na economia que motiva a reposição ao longo da cadeia produtiva. “As proteínas de menor valor agregado, a exemplo da carne de frango, devem continuar ganhando espaço em meio ao encarecimento da carne bovina”, assinalou Iglesias. O quarto traseiro foi precificado a R$ 23,75 por quilo, alta de R$ 0,25. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 18,90 por quilo, alta de R$ 0,65. A ponta de agulha foi precificada a R$ 18,20 por quilo, alta de R$ 0,70.

Agência Safras

ECONOMIA

Dólar cai ante real enquanto ministros discutem corte de gastos em Brasília

O dólar se firmou em baixa no Brasil durante a tarde da terça-feira, após o governo antecipar um encontro de ministros em Brasília para discutir medidas na área fiscal, em um dia de cautela nos mercados globais com a eleição presidencial nos Estados Unidos

O dólar à vista fechou o dia em baixa de 0,62%, cotado a 5,7472 reais. No ano, porém, a divisa acumula alta de 18,46%. Às 17h13, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,77%, a 5,7605 reais na venda. O cenário mudou no início da tarde quando surgiu a informação de que uma reunião na Casa Civil do governo em Brasília, para discutir cortes de gastos, havia sido antecipada das 16h para as 14h10. O encontro reuniu o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, a ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck, e o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias. Embora a Casa Civil tenha informado que não haveria entrevista no fim do encontro, o mercado gostou da antecipação. “Houve uma mudança brusca (no dólar) porque a reunião prevista para as 16h foi antecipada”, comentou durante a tarde Lucélia Freitas Aguiar, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. “Os investidores aguardam com grande expectativa (o anúncio), para verificar onde haverá cortes. Quando surge algo, o pessoal se agarra e isso pega bastante nos preços”, acrescentou. No exterior, o dólar também recuava ante a maior parte das demais divisas no fim da tarde, em meio ao cenário eleitoral ainda nebuloso nos EUA. As apostas de eventual vitória do republicano Donald Trump sobre a democrata Kamala Harris voltaram a afetar boa parte dos mercados na terça-feira, após na véspera a expectativa de vitória dela ter ganhado força a partir de uma pesquisa eleitoral no Estado de Iowa, que mostrou vantagem para a vice-presidente. Em tese, eventual vitória de Trump seria desfavorável a moedas como o peso mexicano, mas a divisa do México, assim como o real, se fortalecia no fim da tarde ante o dólar.

Reuters

Ibovespa tem alta discreta à espera de eleição dos EUA

O Ibovespa fechou com uma alta modesta nesta terça-feira, assegurada pelo avanço de 3% de Itaú Unibanco após resultado trimestral, com o maior banco do país revisando para cima a previsão de crescimento de crédito e sinalizando dividendo extraordinário para 2024

Expectativas relacionadas a um aguardado pacote fiscal do governo também afetaram as negociações na B3, assim como apostas sobre o desfecho da eleição presidencial norte-americana, em meio à disputa acirrada entre a democrata e vice-presidente Kamala Harris e o ex-presidente republicano Donald Trump. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com variação positiva de 0,11%, a 130.660,75 pontos, tendo marcado 129.692,26 pontos na mínima e 130.768,59 pontos na máxima do dia. O volume financeiro no pregão somou 19,5 bilhões de reais. De acordo com o analista Hayson Silva, da corretora Nova Futura Investimentos, o Ibovespa se afastou das mínimas com a antecipação de uma reunião com uma série de ministros, entre eles Fernando Haddad, da Fazenda, e Rui Costa, da Casa Civil, para continuar as tratativas sobre corte de gastos. A antecipação “aumentou a expectativa de um anúncio sobre medidas fiscais”, observou Silva, acrescentando que a possibilidade de um pacote fiscal sair favoreceu o Ibovespa, mesmo em um cenário de cautela diante da eleição nos EUA e o risco de uma contagem de votos prolongada. “No Brasil, a agenda fiscal segue como um tema chave”, reforçou o analista. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com ministros na véspera para definir o pacote, mas o encontro terminou sem anúncio. Também na segunda, Haddad afirmou que as medidas estavam adiantadas, prevendo um anúncio para esta semana. Conforme notou o sócio e advisor da Blue3 Willian Queiroz, o mercado está precificando “praticamente minuto a minuto” qualquer especulação envolvendo a proposta fiscal. E sem um cenário mais concreto, uma ideia mais clara do desfecho das negociações, “a cada notícia há uma reviravolta”, acrescentou.

Reuters

Expansão de serviços no Brasil acelera com demanda forte, mostra PMI

A maior entrada de novos pedidos desde meados de 2022 impulsionou o setor de serviços em outubro, apesar do aumento das pressões de custos, mostrou a PMI (pesquisa Índice de Gerentes de Compras) divulgada na terça-feira (5)

O PMI de serviços do Brasil, da S&P Global, avançou a 56,2 em outubro, contra 55,8 em setembro, atingindo o nível mais elevado desde julho. A marca de 50 separa crescimento de contração. Em meio ao apetite dos clientes, os fornecedores de serviços ampliaram a produção em outubro, com as vendas aumentando no ritmo mais forte em quase dois anos e meio. Os dados da pesquisa mostraram que os setores de Transporte e Informação e Comunicação tiveram os melhores desempenhos em outubro, já que tanto os novos negócios quanto a produção ficaram acima dos níveis vistos nas outras três categorias monitoradas. Apesar do cenário favorável, as contratações nas empresas de serviços foram pausadas no mês, encerrando uma sequência de um ano de aumento no emprego no setor. Em termos de inflação, a depreciação cambial e as secas levaram a um forte aumento nos gastos das empresas, pressionando os preços de produtos como químicos, componentes eletrônicos, alimentos, combustíveis, metais, papel e plástico. Embora as empresas tenham continuado a repassar os custos aos clientes, a taxa de inflação dos preços cobrados não mudou em relação a setembro. Com a expansão também da indústria em outubro, o PMI Composto do Brasil mostrou aceleração do ritmo do setor privado ao subir para 55,9 no mês, de 55,2 em setembro.

Reuters

EMPRESAS

Frigol lucrou R$ 13,1 milhões no trimestre

Entre julho e setembro, a receita líquida do frigorífico subiu 15,6%, para R$ 902,5 milhões. “Brasil continua sendo a opção de compra para o mundo”, segundo Eduardo Miron

Quarto maior frigorífico de carne bovina do país, o Frigol reportou lucro líquido de R$ 13,1 milhões no terceiro trimestre de 2024. Segundo a empresa, uma S/A de capital fechado, o resultado entre julho e setembro ficou estável em relação ao apurado em igual período do ano passado. No total, considerando as vendas aos mercados interno e externo, a receita líquida do Frigol no terceiro trimestre deste ano somou R$ 902,5 milhões, 15,6% superior ao mesmo período de 2023. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 49,4 milhões, com alta de 2,4% na comparação anual, e atingindo margem de 5,5%. “Tivemos um bom resultado no trimestre tanto no mercado interno quanto no externo, fruto de um mercado interno bastante forte e crescimento de vendas de produtos de valor agregado e, no mercado externo, do desenvolvimento de estratégias personalizadas para clientes-chave, diversificação e acesso a mercados mais rentáveis. O Brasil continua sendo a opção de compra para o mundo”, afirmou, em nota, Eduardo Miron, diretor-presidente do Frigol. Durante o período, as vendas da empresa no mercado doméstico representaram 46% do faturamento, e as vendas ao mercado externo corresponderam a 54%. De acordo com o Frigol, houve crescimento de 11% nas exportações de carne bovina para “outros destinos”, como Filipinas, Indonésia, Singapura, Israel e América do Norte. Com isso, a participação na China no total das receitas com exportações caiu para 74% no terceiro trimestre— um ano antes a fatia era de 86%. Ao todo, a empresa possui habilitação para exportar para mais de 60 países da América do Sul, do Norte, Europa, Oriente Médio, Ásia e África. Os abates de bovinos pelo Frigol no último trimestre somaram 174 mil cabeças, alta de 14,3% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. Em relação ao endividamento da companhia, o índice de alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda) caiu para 1,2 vez ao fim do trimestre — no trimestre anterior estava em 1,3 vez. O fluxo de caixa, por sua vez, foi de R$ 39 milhões, representando uma conversão de 78% do Ebitda. “Os resultados do trimestre mais uma vez corroboram nosso trabalho de governança e eficiência operacional e seguiremos trabalhando para uma estrutura de capital cada vez mais robusta”, afirmou em nota o diretor financeiro da companhia, Eduardo Masson. No acumulado de 12 meses, a receita líquida do Frigol ficou em R$ 3,3 bilhões, 13,4% mais que nos 12 meses anteriores. O Ebitda em 12 meses foi de R$ 189,8 milhões, com alta de 136%. Já o lucro líquido do período ficou em R$ 31 milhões, enquanto no mesmo período do ano anterior a empresa registrou “breakeven” (quando a receita se iguala ao custo, sem gerar lucro nem prejuízo).

Valor Econômico

GOVERNO

Mapa lança novos uniformes para fortalecer identidade e reconhecimento na Defesa Agropecuária, diz Fávaro

Na terça-feira (5), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ao lado do Secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, participou da cerimônia de lançamento dos novos uniformes para os profissionais do Mapa que atuam na Defesa Agropecuária

A padronização foi estabelecida pela Portaria DAS/Mapa 1.192, que detalha as regras de uso, especificações e padrões das vestimentas destinadas à equipe de fiscalização e inspeção. Os novos uniformes foram criados para garantir o reconhecimento dos servidores, além de proporcionar conforto e funcionalidade essenciais para as exigentes atividades de defesa agropecuária. Durante o evento, o ministro Fávaro ressaltou a importância da medida: “O Mapa é um dos ministérios mais longevos da República, que cumpre um belíssimo papel para a sociedade brasileira e mundial. Atesta a qualidade dos produtos da agropecuária brasileira, a segurança dos alimentos que chegam à nossa mesa, e realiza a fiscalização com poder de polícia. Por isso, a criação deste uniforme, com uma identidade visual padronizada, é fundamental para dar segurança, reconhecimento aos profissionais e fortalecer a instituição”. O secretário Carlos Goulart destacou que a iniciativa representa um marco na modernização da defesa agropecuária, alinhando-se às melhores práticas de segurança e comunicação visual. “Sem o empenho do ministro Fávaro, não teríamos sucesso na criação desses novos uniformes. Isso é muito importante para o Mapa e para o agente público. Agora, não seremos mais anônimos. Todos sabem da importância de uma identidade visual forte e como isso empodera o órgão,” afirmou Goulart. A Portaria estabelece que os uniformes devem ser ergonômicos, funcionais e apropriados para o ambiente de trabalho dos servidores. As peças foram desenvolvidas com materiais de alta qualidade, garantindo durabilidade e conforto para quem atua na linha de frente, em atividades como fiscalização e inspeções. Além disso, a expectativa é que a nova padronização aumente o conforto e a segurança dos servidores, elevando também o reconhecimento e a confiança da Defesa Agropecuária perante a sociedade. A padronização entra em vigor imediatamente, e os servidores terão um prazo de 180 dias para se adequarem ao regulamento.

Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)

FRANGOS & SUÍNOS

Preços de suínos sobem de forma generalizada

Conforme a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo subiu 1,10%, com preço médio de R$ 184,00, enquanto a carcaça especial teve elevação de 1,41%, fechando em R$ 14,40/kg, em média

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (4), houve alta de 2,52% em Minas Gerais, chegando a R$ 9,77/kg, avanço de 2,41% no Paraná, com preço de R$ 9,35/kg, incremento de 0,33% no Rio Grande do Sul, valendo R$ 9,11/kg, elevação de 0,33% em Santa Catarina, atingindo R$ 9,03/kg, e de 1,48% em São Paulo, fechando em R$ 9,62/kg.

Cepea/Esalq

Frango no atacado em SP sobe 3,29% em dia de altas

De acordo com a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 5,50/kg, enquanto o frango no atacado aumentou 3,29%, em média, R$ 7,00/kg.

Na cotação do animal vivo, o preço ficou estável no Paraná, cotado a R$ 4,61/kg, assim como em Santa Catarina, precificado em R$ 4,49/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à segunda-feira (4), a ave congelada teve aumento de 2,54%, chegando a R$ 7,67/kg, enquanto o frango resfriado subiu 1,97%, fechando em R$ 7,66/kg.

Cepea/Esalq

Gripe aviária em granja comercial na Turquia preocupa o mundo

Como precaução, mais de 790 mil animais foram sacrificados em 21 fazendas próximas à granja onde o foco foi detectado

Foram identificadas 211 aves mortas com o vírus de alta patogenicidade. Segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), um foco de gripe aviária altamente patogênica foi identificado em uma granja comercial na Turquia. A notícia preocupa, pois, 211 aves que morreram estavam contaminadas, de acordo com testes realizados no dia 31 de outubro. Com isso, todas as fazendas de criação de aves em um raio de 10 quilômetros do local passaram a ser monitoradas e perto pelas autoridades sanitárias do país, além de áreas para fora deste perímetro também. Como precaução, mais de 790 mil animais foram sacrificados em 21 fazendas próximas à granja onde o foco foi detectado.

Globo Rural

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