CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2315 DE 23 DE SETEMBRO DE 2024

clipping

Ano 10 | nº 2315 |23 de setembro de 2024

 

NOTÍCIAS

Boi gordo fecha a semana estável em São Paulo

O mercado paulista do boi gordo encerrou a semana com preços estáveis para todas as categorias de bovinos para abate, informou a Scot Consultoria

Com isso, o boi gordo “comum” segue valendo R$ 255/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 232/@ e R$ 247/@, respectivamente, no prazo, valor bruto. Por sua vez, o “boi- China” está cotado em R$ 261/@ no Estado de São Paulo, com ágio de R$ 6/@ sobre o animal “comum”, acrescentou a Scot. Mesmo diante da tendência de um consumo de carne bovina mais tímido nas semanas restantes de setembro/24, a expectativa é de que os preços do boi gordo continuem firmes ao longo do mês, ainda com tendência de alta, prevê o zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria. “Após ‘solavanco’ nos preços entre o fim de agosto e o primeiro decêndio de setembro, o mercado do boi gordo esteve mais contido ao longo desta semana”, resume Fabbri. Porém, continua ele, a oferta de fêmeas gordas e de bovinos terminados segue escassa no País, enquanto os frigoríficos brasileiros têm dificuldade para preencher plenamente as suas escalas de abate, atualmente pouco confortáveis. “Outro ponto importante é a expectativa de retomada das chuvas no Brasil a partir no período final de setembro/24 e de continuidade das precipitações em outubro/24, quadro que poderá promover ao pecuarista maior poder de negociação de boiadas em médio prazo”, destacou Fabbri.

Scot Consultoria

Semana do boi gordo foi marcada por demanda enxuta e preços em alta

Nos 10 primeiros dias de setembro, houve alta de 40% no valor médio diário de exportação de carne bovina em relação ao mesmo mês de 2023

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços em forte alta ao longo desta semana. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo. Isso acontece por conta da posição ainda desconfortável das escalas de abate. “Mesmo nesse ambiente de oferta mais restrita, os frigoríficos não trabalham com maior ociosidade; o abate no mês de agosto sinaliza essa tendência”, afirmou. De acordo com ele, a grande variável para justificar o acelerado movimento de alta está nas questões que envolvem a demanda, em particular a voltada à exportação, com “volumes impressionantes de carne bovina embarcados na atual temporada”. Variação semanal da arroba do boi: os preços médios da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim em 19 de setembro: São Paulo: R$ 264,83, contra R$ 255,75 em 13 de setembro, alta de 3,55%. Goiás: R$ 254,11, ante R$ 246,79 (+3,1%). Minas Gerais: R$ 253,53, contra R$ 248,82 (+3%). Mato Grosso do Sul: R$ 267,82, ante R$ 258,64 (+3,54%). Mato Grosso: R$ 231,62, ante R$ 225,88 (+2,54%).

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 619 milhões em setembro (10 dias úteis), com média diária de US$ 61,9 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A quantidade total exportada pelo país chegou a 139,185 mil toneladas, com média diária de 13,918 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.447,40. Segundo o órgão, em relação a setembro de 2023, houve alta de 39,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 42,7% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 2,0% no preço médio.

Agência Safras

Preço do boi gordo terminou semana travado no mercado paulista

Tendência do mercado é de alta nas cotações, avaliam consultores. Mercado de boi gordo teve dias de estabilidade em São Paulo, praça de referência no mercado nacional

O preço do boi gordo encerrou a semana estável em Barretos e Araçatuba, duas principais praças pecuárias de São Paulo. A arroba a prazo foi negociada a R$ 255 na sexta-feira (20/9), mesmo valor do dia anterior, segundo o indicador da Scot Consultoria. O viés para os preços, contudo, é de alta. Ao longo da semana, os bancos Rabobank e Itaú BBA destacaram em seus relatórios a perspectiva positiva para a arroba bovina no segundo semestre. As instituições financeiras mencionam em suas análises a demanda firme no mercado interno e externo, bem como a paulatina redução da participação de fêmeas nos abates nacionais. Como consequência deste cenário, a carcaça casada do boi gordo (junção do traseiro, do dianteiro e da ponta de agulha) vem sendo negociada nesta semana no maior patamar nominal deste ano na Grande São Paulo, segundo o Cepea. O órgão, contudo, não divulgou o valor apurado em seu levantamento. Em boletim publicado na segunda-feira (16/9), o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) destaca que a oferta de fêmeas no Estado caiu, refletindo uma valorização de 1,6% na cotação da vaca gorda a prazo, negociada em média a R$ 205,04 a arroba na semana anterior. No Paraná, o Departamento de Economia Rural da Secretaria de Agricultura do Estado (Deral) ressaltou em seu boletim desta semana que o tempo seco também vem contribuindo para diminuir a oferta de animais terminados, impulsionando os preços. Com isso, muitos produtores têm optado por adiar a venda de seus animais à espera de melhores preços – o que também contribui para manter o mercado travado.

Globo Rural

Estatística da pecuária (Noroeste do Paraná)

No Noroeste do Paraná, a semana foi marcada por redução na oferta de bovinos terminados e alta na cotação para todas as categorias, refletindo uma diminuição na participação de fêmeas no abate total e uma chegada de boi confinado moderada frente à demanda

O cenário na semana é de um mercado mais aquecido, mas que pode perder firmeza com a expectativa de mudanças para o próximo mês – período marcado pelo início da semeadura da safra de grãos –, que pode estimular a saída de bovinos das pastagens de inverno. As previsões de chuva (detalhes na página 24) podem fazer com que o mercado se ajuste nos próximos dias, tanto para boiadas terminadas, quanto para a reposição, que apresentou uma reação moderada nos últimos dias para a região. Na comparação semanal o preço do boi gordo apresentou aumento de 1,4%, ou R$3,50/@, estando cotado em R$250,00/@. Para a vaca, a alta foi de 2,3%, ou R$5,00/@, sendo comercializada em R$221,50/@, já para a novilha, o incremento foi de 4,8%, ou R$11,00/@, apregoada em R$241,50/@, segundo levantamento da Scot Consultoria. Preços a prazo e descontados os impostos (Senar e Funrural). Nas praças paulistas, o diferencial de base do boi gordo é de R$1,00/@, ou 0,4% a menos, com o boi cotado em R$251,00/@ em São Paulo. Preço a prazo e livre de impostos.

Scot Consultoria

ECONOMIA

Dólar interrompe rali do real e fecha em forte alta com aversão a risco

Aumenta prêmio de risco por conta da questão fiscal brasileira; na semana, no entanto, a moeda americana recuou 0,83%

O dólar à vista exibiu forte valorização frente ao real na sessão da sexta-feira (20). Operadores mencionaram tanto um ajuste após sete sessões de queda da moeda americana, quanto um mau humor global que levou a uma fuga dos ativos de risco, além de um aumento do prêmio de risco por conta da questão fiscal brasileira. Investidores aguardam a divulgação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas do governo. Nesse combinado de fatores, o dólar avançou mais de 1,7%, e o real apresentou o pior desempenho da sessão, da relação das 33 moedas mais líquidas acompanhadas pelo Valor. Na semana, no entanto, o dólar recuou 0,83%. Terminadas as negociações do mercado à vista, o dólar comercial fechou em alta de 1,78%, cotado a R$ 5,5208. Já o euro comercial exibiu valorização de 1,77%, a R$ 6,1619. No exterior, perto do fechamento, o índice DXY avançava 0,16%, a 100,773 pontos. Depois de sete sessões seguidas de valorização do real, uma depreciação era esperada hoje pelos operadores do mercado. “Passada a euforia com as decisões de juros, o investidor começa a colocar a cabeça no lugar, ajustar posições, e volta a olhar para o ambiente doméstico. E, ao olhar para dentro, o que se tem? Uma situação fiscal dramática, com crédito extraordinário, frustração pelo lado das receitas”, explica o superintendente de câmbio do Banco Rendimento, Jacques Zylbergeld. “O mercado fica frustrado porque quer ver também cortes de gastos e aparentemente virá menor do que o esperado.” Na avaliação de Zylbergeld, o piso do dólar neste ano deve ficar em R$ 5,40. “Não deve cair muito abaixo disso por todas as preocupações que temos no momento por aqui.” É também a preocupação com a seara fiscal que faz o J.P. Morgan manter sua perspectiva para o real na média do mercado e não a elevar, mesmo rolando sua exposição na moeda brasileira via opções. “Reconhecemos que, além da postura agressiva do BC, uma melhor orientação do governo sobre as perspectivas fiscais é uma condição necessária para uma recuperação mais sustentável do real”, apontam os estrategistas do banco Tania Escobedo, Gisela Brant e Santiago Calcano.

Valor Econômico

Ibovespa fecha em queda com receios sobre fiscal e Selic

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, marcando uma mínima desde meados de agosto, pressionado pela alta na curva de juros, conforme persistem preocupações com a situação fiscal no país, enquanto agentes seguem avaliando os potenciais efeitos nas ações de potenciais novas altas na Selic

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,55%, a 131.065,44 pontos, acumulando uma perda de 2,83% na semana e de 3,63% no mês. A correção ocorre após o Ibovespa acumular ganhos nos três meses anteriores — +1,48% em junho, +3,02% em julho e +6,54% em agosto. O volume financeiro na sexta-feira somou 33,35 bilhões de reais, em sessão marcada pelo vencimento de contratos de opções sobre ações. Na visão do analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos, os ativos brasileiros ainda mostram temores sobre anúncio fiscal, tendo no radar a entrega do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas pelo governo ao Congresso, prevista para a sexta-feira que passou. Investidores têm se mostrado preocupados com manobras do governo para contornar regras fiscais, com especialistas já apontando riscos à credibilidade das contas públicas. Alguns estrategistas, como os do BTG Pactual, já citam que a proposta orçamentária para 2025 parece irrealista. Em paralelo, Chinchila destacou que as taxas dos DIs já precificam aceleração do ritmo de aperto monetário pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para 0,50 ponto percentual em novembro, “com chance até de dose maior, de 0,75 ponto”. Segundo ele, a curva embute taxa final de 12,75% em meados de 2025. De acordo com os estrategistas do BTG Pactual, investidores locais estão comprando níveis recordes de proteção devido à preocupação de que o Ibovespa possa corrigir.

Reuters

Agroindústria tem mais um mês de forte expansão

Em julho deste ano o crescimento foi de quase 4% para as indústrias do agro

Em julho, a produção das agroindústrias brasileiras cresceu 3,7% em comparação com julho de 2023, segundo o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), elaborado pelo Centro de Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro). Nos sete primeiros meses deste ano, a agroindústria cresceu 3,3%, superando os efeitos negativos das enchentes que ocorreram no Rio Grande do Sul entre abril e maio. Quase todos os segmentos manufatureiros se expandiram. Em julho, o principal destaque foi a recuperação da indústria de produtos têxteis, que avançou 11,2% em relação a julho do ano passado. Ainda no segmento de produtos não-alimentícios, outro destaque foi a indústria de insumos agropecuários, que cresceu 8,5%. Mas, apesar do resultado expressivo, o FGV Agro destacou que o setor ainda sofre com os reflexos da tragédia climática no Rio Grande do Sul, que é um dos principais produtores de máquinas e equipamentos agrícolas. A cautela dos produtores na compra de insumos, em um momento de queda dos preços de soja e milho, também pressiona o segmento. Já a produção das indústrias de fumo e biocombustíveis teve retração em julho. O setor de fumo recuou 4,7%, ainda por causa dos impactos das enchentes sobre as fábricas gaúchas, e o de biocombustíveis, 0,3%, pressionado pelos efeitos da seca sobre a colheita de cana-de-açúcar no Centro-Sul. No segmento de produtos alimentícios e bebidas, quase todas as indústrias avançaram. O aumento mais expressivo foi o da produção de bebidas alcoólicas, que cresceu 10,6% em julho, de acordo com o FGV Agro.

Valor Econômico

CARNES

Auditores fiscais agropecuários rejeitam proposta de reestruturação dos serviços de defesa sanitária

O receio é que a mudança favoreça interferências políticas no setor. Cerca de 70% da categoria votou contra a iniciativa, que ainda está em fase inicial na Pasta

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) rejeitou, em assembleia geral realizada nesta quinta-feira (19/9), a proposta de reestruturação das Superintendências Federais do Ministério da Agricultura e da retomada da vinculação dos serviços de defesa agropecuária a esses órgãos. Cerca de 70% da categoria votou contra a iniciativa, que ainda está em fase inicial na Pasta. O receio é que a mudança favoreça interferências políticas no setor. Atualmente, o sistema de inspeção federal atua de forma verticalizada, e responde diretamente à Brasília. O modelo foi implementado após a Operação Carne Fraca, em 2017, que revelou esquemas de corrupção em que agentes públicos liberaram carnes adulteradas no mercado nacional. A verticalização foi uma medida adotada para melhorar a gestão desses serviços, a eficiência da defesa sanitária brasileira e a imagem desse setor. Segundo os servidores, essa medida, caso implementada, pode resultar em “mais intervenções políticas a partir dos cargos de chefia, enfraquecendo a imparcialidade nas fiscalizações agropecuárias”. O Anffa Sindical alertou que a reestruturação “pode comprometer o sistema de inspeção federal”. O presidente Janus Pablo Macedo, disse que a mudança pretendida pelo Ministério da Agricultura “pode abrir brechas para ingerências políticas” e prejudicar o sistema. “A imparcialidade nas operações de fiscalização é um princípio que não pode ser comprometido. Nossa preocupação é que a nova estrutura fragilize o sistema de inspeção e fiscalização, colocando em risco a segurança dos alimentos do país”, afirmou Macedo, em nota. Atualmente, o Brasil possui 27 superintendências regionais de defesa agropecuária, uma em cada unidade da federação, cujos cargos são ocupados por indicação política. Serviços essenciais, como a Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), responsável pela fiscalização em portos, aeroportos e fronteiras, e a inspeção de produtos de origem animal (como carnes e leite), respondem diretamente à Secretaria de Defesa Agropecuária em Brasília, sem interferência das superintendências regionais. A proposta em estudo no ministério é subordinar essas fiscalizações novamente às superintendências regionais, o que, segundo o sindicato, pode fragilizar o sistema de controle e inspeção. O Anffa Sindical já encaminhou um ofício ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, solicitando que o tema seja amplamente discutido na Mesa Setorial de Negociação Permanente, instituída pela Portaria Mapa nº 718, de 13 de setembro de 2024. Em resposta ao Valor, o Ministério da Agricultura disse que “frente aos desafios atuais, vem continuamente aprimorando sua governança e adequando suas estruturas de cargos, processos e sistemas, por meio de estudos internos de eventuais propostas de mudanças”. A Pasta acrescentou que “cada unidade é responsável por discutir e apresentar propostas de modernização de suas estruturas e competências”. De acordo com a Pasta de Carlos Fávaro, essas “contribuições ainda se encontram em estágios iniciais e dependem da avaliação e das propostas estratégicas da área competente”.

Valor Econômico

FRANGOS & SUÍNOS

Frigoríficos demonstram cautela diante de possíveis dificuldades no escoamento da carne suína

Os preços dos suínos vivos e dos cortes no atacado se mantiveram estáveis nesta semana.

Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Allan Maia, embora os suinocultores indiquem um equilíbrio na oferta de animais, os frigoríficos estão mais cautelosos, apontando para possíveis dificuldades no escoamento da carne até o final do mês. “A descapitalização da população pode reduzir o consumo nos próximos dias, mas o preço elevado dos cortes bovinos, que é concorrente, pode aumentar a atratividade da carne suína”, explicou. De acordo com Maia, o dólar é um fator relevante, pois afeta tanto o custo de produção quanto a competitividade da carne suína no mercado externo. No entanto, as exportações continuam em bom nível, o que contribui para ajustar a oferta no mercado doméstico. Levantamento de Safras & Mercado apontou que o mercado de suíno vivo no período de 11 e 18 de setembro mostrou uma estabilidade generalizada nas principais praças de comercialização do Brasil. Em São Paulo, o valor CIF frigorífico permaneceu inalterado, a R$ 168,00 por arroba. Situação semelhante foi observada em estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, tanto em integração quanto no interior, onde os preços ficaram inalterados ou apresentaram variações mínimas. Em algumas praças, no entanto, houve pequenas oscilações. No interior de Santa Catarina, o preço do suíno vivo subiu 0,61%, de R$ 8,25 para R$ 8,30, enquanto no Paraná, nas regiões de Arapoti e Castro, houve uma leve queda de 0,60%, com o valor recuando de R$ 8,30 para R$ 8,25. A análise semanal de preços de Safras & Mercado também destacou que a média do Centro-Sul do Brasil ficou praticamente estável, com uma leve variação negativa de -0,04%, mantendo o valor médio em R$ 7,67. As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 129,239 milhões em setembro (10 dias úteis), com média diária de US$ 12,923 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 52,229 mil toneladas, com média diária de 5,222 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.474,4. Em relação a setembro de 2023, houve alta de 13,1% no valor médio diário, avanço de 6,1% na quantidade média diária e alta de 6,6% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Safras & Mercado

Mercado de frango segue com preços sustentados no Brasil, em meio à demanda aquecida

O mercado brasileiro de frango registrou preços sustentados, tanto para o quilo vivo, quanto para os cortes negociados no atacado e na distribuição ao longo da semana. De acordo com o analista Fernando Iglesias, a demanda segue bem aquecida, com um bom ritmo de exportação ao longo do ano, somada a melhora dos níveis de emprego na economia nacional

Pelo lado dos produtores, o comportamento dos preços do milho e do farelo de soja aparecem como um ponto de atenção nesse momento, dado o movimento recente de alta. Questões envolvendo a biosseguridade permanecem no radar, em meio ao registro recente de Doença de Newcastle no Rio Grande do Sul. “Felizmente a situação foi controlada, em meio a um amplo trabalho do setor para solucionar o problema”, pontua. O lado ruim dessa história é que as exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul para a China seguem interrompidas desde julho. A expectativa, por parte do governo, é de que os embarques possam ser retomados pelo estado a partir de outubro. No mercado atacadista, Iglesias sinaliza que houve uma acomodação dos preços durante a semana, com a chegada da segunda metade do mês sugerindo um menor espaço para reajustes. Por outro lado, ele comenta que a carne de frango tende a ganhar competitividade durante o último trimestre, em um momento de altas mais consistentes dos preços da carne bovina no mercado doméstico. Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo os preços dos cortes congelados de frango não tiveram mudanças ao longo da semana. O preço do quilo do peito seguiu em R$ R$ 9,50, o quilo da coxa em R$ 6,80 e o quilo da asa em R$ 10,00. Na distribuição, o preço do quilo do peito permaneceu em R$ 9,75, o quilo da coxa em R$ 7,00 e o quilo da asa em R$ 10,30. Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também apresentou estabilidade nas cotações. No atacado, o preço do quilo do peito seguiu em R$ 9,60, o quilo da em R$ 6,90 e o quilo da asa em R$ 10,10. Na distribuição, o preço se manteve em R$ 9,85, o quilo da coxa em R$ 7,10 e o quilo da asa em R$ 10,40. O levantamento semanal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 5,30 e, em São Paulo, em R$ 5,50. Na integração catarinense a cotação do frango permaneceu em R$ 4,25. Na integração do oeste do Paraná, a cotação seguiu em R$ 4,00 e, na integração do Rio Grande do Sul, em R$ 4,00. No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango seguiu em R$ 5,20, em Goiás em R$ 5,25 e, no Distrito Federal, em R$ 5,25. Em Pernambuco, o quilo vivo ficou em R$ 6,00, no Ceará em R$ 5,90 e, no Pará, em R$ 6,10. As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 460,182 milhões em setembro (10 dias úteis), com média diária de US$ 46,018 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 241,719 mil toneladas, com média diária de 24,171 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.903,80. Em relação a setembro de 2023, houve avanço de 38,9% no valor médio diário, alta de 29,6% na quantidade média diária e avanço de 7,2% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Safras & Mercado

Frango/Cepea: Dados de abate do IBGE evidenciam impactos de enchentes no RS sobre setor

Entre o encerramento de abril e ao longo de maio, o Rio Grande do Sul (terceiro maior produtor de carne de frango do Brasil) foi assolado por enchentes que afetaram o setor produtivo de algumas regiões, sobretudo as da parte central do estado. Levantamento do Cepea mostrou que, além de danos nas instalações, o sistema logístico foi prejudicado, em decorrência das estradas interditadas e de pontes destruídas. Com a logística limitada, o escoamento da produção e o recebimento de importantes insumos para a cadeia de avicultura de corte foram impossibilitados. E, neste mês, dados de abate divulgados pelo IBGE e analisados pelo Cepea evidenciam os impactos da tragédia. Enquanto em abril o volume de frangos abatidos no Rio Grande do Sul somou 66,4 milhões de cabeças, em maio, caiu para 53,1 milhões cabeças, expressiva queda de 20% frente ao mês anterior e o menor volume em 12 anos.

Cepea

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