CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2173 DE 04 DE MARÇO DE 2024

clipping

Ano 10 | nº 2173 |04 de março de 2024

 

NOTÍCIAS

Caiu a cotação do boi em São Paulo

A oferta de gado, especialmente de fêmeas aumentou, e o escoamento da carne não acompanhou esse aumento. Desse modo, as ofertas de compra do “boi China” e a do boi comum caíram R$5,00/@.

Segundo apurou a Scot Consultoria, no estado de São Paulo, “a oferta de gado, especialmente de fêmeas, aumentou, enquanto o escoamento da carne não acompanhou tal avanço”. Desse modo, as ofertas de compra do “boi-China” e a do boi “comum” caíram R$ 5/@ nesta sexta-feira (1/3), segundo levantamento da Scot. Com isso, nas praças paulistas, o animal terminado “comum” abriu março/24 cotado em R$ 230/@, enquanto a vaca e a novilha gordas foram negociadas, respectivamente, por R$205/@ e R$ 220/@ (valores brutos e a prazo).  A arroba do “boi-China” ficou em R$ 235, portanto, com ágio de R$ 5/@ sobre o boi gordo paulista “comum”, acrescentou a Scot. Em Goiás, região de Goiânia, o preço da vaca caiu R$2,00/@ e o da novilha caiu R$5,00/@. No Rio de Janeiro, o mercado estava estável para todas as categorias. Em Minas Gerais, com o mercado lento, a cotação do “boi China” caiu R$5,00/@, nas principais praças pecuárias do estado.

Scot Consultoria

Boi gordo: fevereiro termina com preços mais baixos e mercado pressionado

Mês de queda na cotação da arroba do boi gordo, com alta nos cortes dianteiros e crescimento nas exportações

Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, este movimento esteve centrado no comportamento dos preços da carne bovina durante a segunda quinzena, que não sinalizou um grande poder de reação. “Também houve um bom avanço das escalas de abate, com o aumento da oferta de fêmeas no centro-norte brasileiro, o que ofereceu às indústrias frigoríficas as condições necessárias para exercerem pressão na compra de gado”, justifica. Como limitador, Iglesias ressalta que é importante destacar a atuação do pecuarista, que cadenciou o ritmo dos negócios ao longo de fevereiro, o que impossibilitou que a queda dos preços acontecesse de maneira ainda mais agressiva no Brasil. Preços pela arroba do boi gordo: São Paulo (Capital) – R$ 230,00 a arroba, queda de 4,17% em relação ao valor praticado no final de janeiro, de R$ 240,00. Goiás (Goiânia) – R$ 218,00 a arroba, contra R$ 230,00 no fechamento de janeiro, baixa de 5,22%. Minas Gerais (Uberaba) – R$ 230,00 a arroba, recuo de 6,12% em relação ao fechamento de janeiro, de R$ 245,00. Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 220,00 a arroba, desvalorização de 4,35% em relação ao final de janeiro, de R$ 230,00. Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 210,00 a arroba, baixa de 1,87% em relação aos R$ 214,00 do encerramento de janeiro. Iglesias ressalta que o mercado atacadista apresentou preços estáveis durante o mês para os cortes do traseiro do boi, que foram mantidos em R$ 18 por quilo. Já os preços dos cortes de dianteiro tiveram uma valorização de 1,59% durante fevereiro, passando de R$ 12,60 para R$ 12,80. As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 651,346 milhões em fevereiro (15 dias úteis), com média diária de US$ 43,423 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 143,478 mil toneladas, com média diária de 9,565 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.539,70. Em relação a fevereiro de 2023, houve alta de 27,4% no valor médio diário da exportação, ganho de 36,2% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 6,5% do preço médio.

Agência Safras

Proposta para fiscais agropecuários será apresentada nesta segunda-feira

Os servidores estão em mobilização desde 22 de janeiro. Categoria pede melhorias salariais e no plano de carreira

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) deverá apresentar uma proposta definitiva nesta segunda-feira (4/3) para a reestruturação da carreira dos auditores fiscais federais agropecuários. A reunião de quinta-feira (29/2), realizada na sede da Pasta em Brasília com representantes do sindicato nacional da categoria (Anffa Sindical), abordou apenas linhas gerais da posição do governo. Não foram apresentados números. O MGI não agendou nova reunião com os servidores, apenas informou que enviará a proposta final nos próximos dias. Segundo o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo, um dos principais pontos levantados na reunião desta quinta-feira foi a questão da transposição de uma tabela antiga com 13 padrões de ascensão ao longo da carreira para uma tabela com 20 padrões. “O ministério deve formalizar uma proposta garantindo paridade entre aposentados e ativos”, explicou, em nota.

“Estamos tratando tudo com muito equilíbrio. Continuamos com as negociações, com a nossa mobilização e vamos aguardar essa nova tabela e suas explicações para que possamos encaminhar as decisões para nossos filiados por meio de Assembleia Geral Nacional Extraordinária”, completou. Os auditores fiscais federais agropecuários estão em mobilização desde 22 de janeiro. A chamada “Operação Reestruturação” já causou impacto nas indústrias frigoríficas com interferência no ritmo de produção, no embarque de cargas para exportação e na liberação de caminhões nas fronteiras do país. Os servidores pedem melhorias salariais e no plano de carreira. Já foram realizadas três rodadas de negociações, mas as propostas apresentadas até então desagradaram a categoria.

Globo Rural

Estatística da pecuária (Sul da Bahia)

As cotações da arroba da vaca e da novilha gorda caíram na região sul da Bahia, enquanto o preço do boi gordo manteve-se estável ao longo da semana. As escalas de abate continuaram, em média, com 11 dias

Na comparação semanal, segundo levantamento da Scot Consultoria, a arroba da vaca gorda desvalorizou R$5,00, variação de -2,3%, estando negociada a R$207,00. Já para a novilha, a desvalorização foi de R$8,00/@ ou -3,6%, preços a prazo, descontados os impostos (Senar e Funrural). A cotação do boi gordo se manteve em R$216,50/@, preço a prazo e descontados os impostos. Diferencial de base de R$15,00/@ ou 6,9% a menos que em São Paulo, onde a arroba segue comercializada a R$231,50, preço a prazo, descontados os impostos. Apesar das escalas se manterem estáveis, a oferta de fêmeas tem aumentado no estado, pressionando negativamente os preços da arroba destas categorias. Para a próxima semana, a expectativa é de cotações ainda pressionadas, à medida que a estação de monta está em fase final e as fêmeas vazias são destinadas ao abate.

Scot Consultoria

Escalas de abate se mantêm confortáveis

Mais uma semana de dificuldades para os pecuaristas brasileiros. O mercado nacional do boi gordo segue marcado pelas escalas confortáveis das indústrias frigoríficas e, ao mesmo tempo, pelo fraco escoamento doméstico da carne bovina, relatou a Agrifatto

Com isso, disse a consultoria, os compradores de boiadas gordas mantêm a pressão baixista sobre a arroba do boi gordo e, diante deste comportamento, as programações dos frigoríficos permaneceram estáveis, em 10 dias úteis, na média nacional. Quadro das escalas em algumas das principais regiões brasileiras de pecuária, conforme o levantamento da sexta-feira (1/3) realizado pela Agrifatto: São Paulo – As escalas fecharam a semana em 11 dias úteis, sem alteração sobre o quadro apresentado na sexta-feira anterior. Pará – Os frigoríficos paraenses encerraram a semana com as escalas em 9 dias úteis, com avanço de 1 dia útil ante sexta-feira passada. Mato Grosso – As escalas ficaram em 9 dias úteis, estabilidade no comparativo semanal. Mato Grosso do Sul – O Estado apresentou 1 dia útil de recuo, ante sexta-feira passada, fechando a semana com as programações de abate rondando em 9 dias. Rondônia – A região registrou avanço de 1 dia útil e as programações de abate estão próximas de 12 dias úteis. Tocantins – Os frigoríficos estão com as programações de abate próximas a 8 dias úteis, sem alterações. Minas Gerais – As indústrias mineiras apresentaram estabilidade, encerrando a sexta-feira em 10 dias úteis. Paraná – Os frigoríficos avançaram 1 dia útil e fecharam a semana em 10 dias úteis de escalas programadas. Goiás – As indústrias goianas fecharam a semana com as escalas em 10 dias úteis, recuo de 2 dias úteis, na comparação semanal.

Portal DBO

ECONOMIA

Economia do Brasil fica estagnada no 4º tri, mas cresce 2,9% em 2023 com força do agro

O Brasil registrou crescimento de 2,9% em 2023 diante de um desempenho recorde da agropecuária, mas o Produto Interno Bruto (PIB) estagnou no quarto trimestre, encerrando com fraqueza um ano que começou com a atividade econômica dando mostras de resiliência

O resultado do ano passado ficou apenas ligeiramente abaixo da taxa de 3,0% de crescimento em 2022. Tanto o governo quanto o BC esperavam expansão de 3,0% do PIB em 2023. O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou taxa zero de crescimento no quarto trimestre na comparação com os três meses anteriores, informou na sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IBGE ainda revisou o dado do terceiro trimestre também para uma estagnação frente ao segundo trimestre, depois de ter informado avanço de 0,1% anteriormente. No primeiro trimestre, a economia cresceu 1,3%, enfraquecendo a 0,8% no segundo, em dados também revisados para baixo pelo IBGE. Na comparação com o quarto trimestre de 2022, o PIB teve expansão de 2,1%, contra expectativa de 2,2% nessa base de comparação. Os dados do PIB mostram que o motor para o resultado de 2023 foi a agropecuária, que cresceu 15,1% no ano, com forte desempenho nos primeiros meses do período, marcando um recorde na série que tem início em 1996. “Um terço do crescimento da economia se deveu à agropecuária. A contribuição foi de 1 ponto percentual”, destacou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE. Ainda do lado da produção, os serviços — setor que responde por cerca de 70% da economia do país — avançou 2,4%. Já a indústria expandiu 1,6% sobre 2022, com destaque para indústrias extrativas, com alta de 8,7%, devido ao aumento da extração de petróleo e gás natural e de minério de ferro. “Temos uma economia diversificada, mas agro e extrativa foram menos afetadas pela pandemia. As condições climáticas foram positivas no ano passado e os dois setores têm recebido muitos investimentos”, disse Palis. Do lado das despesas, o consumo das famílias no ano avançou 3,1%, em meio à resiliência do mercado de trabalho, programas governamentais de transferência de renda, inflação mais baixa e crescimento do crédito. As despesas do governo subiram 1,7%. Mas a Formação Bruta de Capital Fixo, uma medida de investimento, apresentou retração de 3,0% em 2023. “O segmento ainda tem sentido os efeitos cumulativos da política monetária restritiva e as condições mais apertadas do mercado de crédito”, disse Rafael Perez, economista da Suno Research. Em relação ao setor externo, as exportações de bens e serviços tiveram desempenho positivo de 9,1%, enquanto as importações recuaram 1,2%. O quarto trimestre teve resultados positivos do lado da produção industrial e de serviços, com altas respectivamente de 1,3% e 0,3%, enquanto a agropecuária contraiu 5,3%. Já o consumo das famílias caiu 0,2%. O destaque foi o crescimento de 0,9% da Formação Bruta de Capital Fixo, depois de quatro trimestres seguidos de retração.

Reuters

Dólar cai após dados sustentarem apostas de corte de juros nos EUA em junho

O dólar à vista fechou a sexta-feira em baixa ante o real, em sintonia com o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, após a divulgação de dados fracos do setor industrial dos EUA elevar as apostas de que o Federal Reserve pode cortar os juros em junho

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9545 reais na venda, em queda de 0,35%. Na semana, a moeda norte-americana acumulou baixa de 0,78%. Na B3, às 17:09 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,31%, a 4,9685 reais. o início da sessão o dólar demonstrou certa volatilidade, oscilando ora em queda, ora em leve alta, sem que houvesse catalisadores no Brasil ou no exterior para movimentos mais intensos. Isso mudou às 12h, quando foi divulgada uma série de dados nos Estados Unidos. O principal deles foi o PMI industrial medido pelo Instituto de Gestão do Fornecimento (ISM, na sigla em inglês), que caiu de 49,1 em janeiro para 47,8 em fevereiro. Foi o 16º mês consecutivo em que o PMI permaneceu abaixo de 50, o que indica contração no setor industrial. No mesmo horário do PMI, o Departamento de Comércio dos EUA informou que os gastos com construção caíram 0,2% em janeiro, ante expectativa de alta de 0,2%. Já o índice de confiança do consumidor norte-americano, da Universidade de Michigan, atingiu 76,9 em fevereiro, abaixo dos 79,6 esperados. Após a divulgação dos dados, os rendimentos dos Treasuries se firmaram em queda, com investidores avaliando que o espaço para que o Fed corte juros em junho aumentou. “Todo mundo está observando os dados lá de fora, tentando antecipar quando o Fed vai começar a cortar juros”, comentou durante a tarde Thiago Avallone, especialista de câmbio da Manchester Investimentos. Segundo ele, a influência do exterior se sobrepôs à agenda no Brasil, que teve pela manhã a divulgação do PIB de 2023. “O PIB não está fazendo preço (na sessão da sexta-feira). Nossos dados, aliás, não têm feito preço nenhum nos ativos”, acrescentou Avallone. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o país cresceu 2,9% em 2023, após o PIB ter estagnado no quarto trimestre do ano passado.

Reuters

Ibovespa começa março com leve alta 

O Ibovespa fechou com um avanço modesto na sexta-feira, em dia de acomodação após duas quedas seguidas, com as ações da Casas Bahia chegando a disparar 9% após anunciar alongamento de dívida, enquanto a queda dos papéis da B3 com especulação sobre concorrência pressionou negativamente

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,12%, a 129.180,37 pontos, terminando a semana com um decréscimo acumulado de 0,18%. Na mínima, foi a 128.717,01 pontos. O volume financeiro somou 21,2 bilhões de reais. Em Wall Street, o S&P 500 avançou 0,8%, com as ações de fabricantes de chips ampliando ganhos em meio ao frenesi persistente envolvendo inteligência artificial, bem como a queda nos rendimentos dos Treasuries, após dados econômicos fracos dos Estados Unidos e comentários de autoridades do Federal Reserve. O pregão brasileiro também foi marcado por ajustes de começo de mês, com estrategistas e analistas divulgando entre a noite da véspera e a manhã da sexta-feira relatórios com suas perspectivas e recomendações para as ações em março. “Estamos mais construtivos em relação ao desempenho do Ibovespa para esse fechamento de trimestre”, afirmou a equipe da BB Investimentos, em relatório assinado pelos analistas Victor Penna e Wesley Bernabé, destacando que o índice retornou aos patamares de precificação de novembro. Eles reconhecem um certo compasso de espera em relação a direcionadores que impulsionem novas altas mais consistentes, em especial em relação ao início do ciclo de corte nos EUA, mas enxergam um suporte de valuation, amparado pela melhora agregada das estimativas de lucro por ação das companhias.

Reuters

Crescimento da indústria brasileira atinge pico de 20 meses em fevereiro, mostra PMI

O crescimento da atividade industrial do Brasil atingiu um pico de quase dois anos em fevereiro diante de uma melhora substancial na demanda, que impulsionou a produção, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês)

Os dados da S&P Global divulgados na sexta-feira mostram que o PMI da indústria brasileira subiu a 54,1 em fevereiro, de 52,8 em janeiro, chegando ao nível mais alto em 20 meses. A marca de 50 separa crescimento de contração. “Os dados do PMI de fevereiro trouxeram notícias positivas sobre a situação da indústria brasileira. Ampliando o ímpeto de janeiro, houve aumentos mais fortes nas encomendas e produção, o que até agora é um bom sinal para o desempenho no quarto trimestre”, avaliou em nota a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima. De acordo com o levantamento, as indústrias brasileiras registraram em fevereiro a segunda melhora seguida na entrada de novos trabalhos, no ritmo mais forte desde julho de 2021, embora as vendas internacionais tenham voltado a cair. “Os dados mostraram que as fortes vendas das empresas foram obtidas com a melhora da demanda doméstica, já que as encomendas de exportação caíram a um ritmo mais forte. A maior parte da deterioração nas vendas internacionais aconteceu na América do Sul, embora os entrevistados tenham também notado fraqueza na Europa, Japão e Estados Unidos”, disse De Lima. Diante disso, os produtores ampliaram os volumes de produção, que chegou ao nível mais elevado em mais de dois anos e meio, com aquisições de maquinário e tentativas de reconstruir estoques. Com isso, o setor buscou aumentar a capacidade contratando funcionários de forma permanente em fevereiro, com o nível de emprego chegando ao nível mais forte em mais de um ano e meio. Os custos dos insumos aceleraram em fevereiro, mas a inflação no segmento alta ainda permaneceu abaixo da média de longo prazo. Enquanto algumas empresas citaram preços mais elevados de químicos, componentes eletrônicos, alimentos e fretes, outras relataram reduções em commodities agrícolas, combustíveis, gás natural e aço. Em relação às perspectivas para os próximos 12 meses, os produtores brasileiros mostraram-se otimistas diante da inflação contida e da queda da taxa de juros, citando ainda lançamento de novos produtos e expectativas favoráveis para a demanda.

Reuters

Agro deve contribuir menos com o PIB em 2024, dizem especialistas

Problemas climáticos e recuo dos preços dos grãos devem pesar sobre o desempenho do setor neste ano

O clima, que ajudou o Produto Interno bruto (PIB) da agropecuária a crescer 15,1% no ano passado deve ser um dos responsáveis por um crescimento ínfimo ou até por uma queda leve em 2024, alertam economistas. Além de uma safra de grãos menor por causa das intempéries, o recuo dos preços internacionais das commodities agrícolas deve pesar sobre o número deste ano. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB brasileiro cresceu 2,9%, para R$ 10,9 trilhões, puxado principalmente pelo resultado do agro. Se não fosse pelo setor, a economia nacional teria avançado apenas 1,6%, afirma Renato Conchon, coordenador do Núcleo Econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Conchon acrescenta que os incrementos significativos na produtividade dos grãos brasileiros, vindos do clima favorável e do investimento dos produtores, possibilitaram a forte alta. Outras cadeias produtivas, como arroz, banana e feijão tiveram colheitas menores este ano, limitando o crescimento do setor, realça Conchon. Lucas Farina, analista econômico da Genial, diz que o setor produtivo cresceu principalmente no primeiro trimestre de 2023, época da colheita da safra de verão. “Deixou o que chamamos de ‘carrego estatístico’ muito grande para os trimestres seguintes, em que, por conta da sazonalidade, o setor não performa tão bem”, afirma. O economista Joelson Sampaio, da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EESP), destaca que o aumento da demanda pelos produtos da agropecuária brasileira no mercado internacional, principalmente com o contexto da guerra na Ucrânia, foi um dos propulsores desse crescimento. A CNA sinaliza que o PIB do agro pode cair de 0,5% a 1% este ano por conta dos problemas climáticos, que provoca perdas de produção em todo país, além do aumento dos custos do consumo intermediário. “A partir dos dados divulgados hoje, serão reavaliadas as projeções para 2024”, diz Renato Conchon. Joelson Sampaio, da FGV EESP, indica que o resultado não deve ser tão positivo, mas não chegará a ser negativo. O analista econômico da Genial, Lucas Farina, concorda e não vê espaço para uma queda “catastrófica”. Farina diz que seria uma redução em relação ao resultado considerado excepcional do ano passado. Segundo o economista-chefe da Federação de Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, o recuo em 2024 é normal, pois a base de comparação é muito alta. “Mas quando olharmos em 25 veremos um resultado médio do biênio superior a qualquer país emergente”, diz.

Globo Rural

FRANGOS & SUÍNOS

Mercado de suínos, iniciou mês perdendo nas cotações

Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão veio do aumento no número de animais disponível para abate, associado a menor procura pela proteína suína, sobretudo neste período de encerramento de mês

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 122,00, assim como a carcaça especial, com valor de R$ 9,20/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (29), houve tímida alta somente em Santa Catarina, na ordem de 0,34%, chegando a R$ 5,89/kg. Os valores não mudaram em Minas Gerais (R$ 6,38/kg) e no Rio Grande do Sul (R$ 6,01/kg). Foram registradas quedas de 2,09% no Paraná, atingindo R$ 6,09/kg, e de 0,15% em São Paulo, fechando em R$ 6,61/kg.

Cepea/Esalq

Preços do frango vivo subiram no PR e em SC na sexta-feira

O início de março na sexta feira (1) trouxe reação às cotações no mercado do frango. Segundo pesquisadores do Cepea, os preços médios da carne de frango subiram em fevereiro, em relação ao primeiro mês do ano. O impulso veio do bom ritmo das exportações brasileiras

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 5,20/kg, enquanto o frango no atacado subiu 0,76%, valendo R$ 6,65/kg. Na cotação do animal vivo, o preço subiu 1,32% no Paraná, alcançando R$ 4,61/kg, e avançou 3,15% em Santa Catarina, custando R$ 4,58/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quinta-feira (29), tanto a ave congelada como o frango resfriado ficaram com preço estável, custando, respectivamente, R$ 7,26/kg e R$ 7,33.

Cepea/Esalq

Frango/Cepea: Exportações elevam preço da carne em fevereiro

Os preços médios da carne de frango subiram em fevereiro, em relação ao primeiro mês do ano

De acordo com pesquisadores do Cepea, o impulso veio do bom ritmo das exportações brasileiras, que contribuiu para enxugar a disponibilidade interna da proteína. Nos primeiros 15 dias úteis do mês, a média diária embarcada foi de 20,7 mil toneladas, expressivo aumento de 21,3% frente à de janeiro, conforme dados da Secex. Foram 311 mil toneladas de carne de frango in natura enviadas ao exterior, contra 353,4 mil toneladas em todo o mês de fevereiro do ano passado. A demanda doméstica, por outro lado, esteve mais enfraquecida ao longo do último mês, ainda segundo pesquisadores do Cepea.

Cepea

Brasil registra três novos focos de gripe aviária e chega a 158

Casos foram confirmados em aves silvestres no Espírito Santo e Rio de Janeiro. Não há registros da doença em granjas comerciais. Maior parte dos casos de gripe aviária no Brasil foi registrado em aves silvestres

O Brasil registrou mais três casos de gripe aviária em aves silvestres, no sábado (2/3). Todos são de alto potencial transmissivo (Influenza Aviária de Alta Patogenicidade – IAAP) e foram encontrados em pássaros da espécie trinta-réis-boreal. Um dos focos ocorreu em Piúma (ES). Os outros dois, nos municípios fluminenses de São João da Barra e São Francisco de Itabapoana. Os dados são do Ministério da Agricultura. São João da Barra chegou a sete focos de gripe aviária. O município é, ao lado de Vila Velha (ES), o que tem mais registros no país. Depois, aparecem Bertioga (SP), Itanhaém (SP), Santos (SP) e São Sebastião (SP), com seis cada. O país chegou a 158 casos, 155 em aves silvestres e três em aves de criação para subsistência desde 15 de março, quando foi detectado o primeiro no território nacional. Até o momento, o sistema do Ministério da Agricultura não tem registro de infecção em granjas comerciais, que pode ter efeitos negativos para a produção e o comércio de carne de aves no Brasil.

MAPA

INTERNACIONAL

França é o primeiro país a proibir termos ligados à carne em rótulos plant-based

Empresas que não usam proteína animal não podem usar as palavras “bife”, “presunto”, e “costeleta”, entre outras, em seus produtos. Texto atende a demanda de frigoríficos e indústrias de derivados de carne, que alegam que esses rótulos confundem e enganam os consumidores

O governo francês publicou decreto especificando a lista de nomes que empresas plant-based não podem usar para rotular seus produtos, incluindo, entre muitos outros, “bife”, “presunto” e “costeleta”. O texto atende a demanda de frigoríficos e indústrias de derivados de carne, que alegam que esses rótulos confundem e enganam os consumidores. O mesmo pleito é feito no Brasil. A França havia publicado um decreto sobre os rótulos em junho de 2022. Mas depois o governo decidiu consultar o Tribunal de Justiça Europeu sobre a compatibilidade da proibição com os demais países da União Europeia. Agora, mesmo sem respostas do Tribunal, o governo renovou o decreto. Ficou determinado que os nomes de produtos derivados de carne não podem ser usados para descrever, comercializar ou promover produtos plant-based. As empresas têm três meses para se adaptar e o não cumprimento do regulamento pode gerar multas de até 7,5 mil euros. No Brasil, não há regulamentação para a categoria plant-based. O assunto tem sido discutido entre o Ministério da Agricultura e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2020. Ambos já realizaram consultas públicas, sendo a última entre julho e outubro de 2023, sobre o tema, mas nenhuma resolução foi divulgada. Em nota de divulgação da consulta pública, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do ministério havia declarado que a tendência era que esses alimentos feitos a partir de proteínas vegetais sejam denominados como “análogos” aos de proteína animal.

Valor Econômico

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