
Ano 9 | nº 2039 |09 de agosto de 2023
NOTÍCIAS
Preços estáveis no mercado do boi nas praças paulistas
Em São Paulo, com as escalas de abate confortáveis e boa parte das indústrias frigoríficas fora das compras, as cotações de todas as categorias de bovinos para abate permaneceram estáveis
Nas praças do interior de São Paulo, as escalas de abate seguem confortáveis e boa parte das indústrias frigoríficas estão fora das compras, informou a Scot Consultoria. Com isso, as cotações de todas as categorias de bovinos para abate estão estáveis; o boi gordo está sendo negociado em R$ 230/@, a vaca gorda em R$ 205/@ e a da novilha gorda em R$ 220/@ (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está sendo negociado em R$ 235/@ no mercado paulista (preço bruto e a prazo), com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”, acrescentou a Scot. Na região Sul de Minas Gerais, as cotações de todas as categorias estão estáveis na comparação diária. Na exportação de carne bovina in natura, até a primeira semana de agosto (4 dias úteis), a média diária (10,3 mil toneladas) de carne bovina in natura exportada cresceu 16,8% frente à média diária de agosto/22, que, até então, fora o melhor mês da história em volume e faturamento. Nessa mesma comparação, o preço pago por tonelada (US$4,5 mil/t) caiu 26,1% e, com isso, o faturamento médio diário (US$46,7 milhões) recuou 13,7% no período.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: preços da arroba permanecem em queda
No Centro-Norte do país, a tendência de queda nos preços da arroba do boi gordo continua; destaque para Mato Grosso do Sul
O mercado de boi gordo apresentou predominantemente preços mais baixos durante a terça-feira (8). Embora alguns estados ainda mantenham o padrão de negociações, a recente elevação nos preços da carne no atacado não tem sido suficiente para estimular negociações a patamares mais elevados. Isso foi apontado pelo analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. No Centro-Norte do país, a tendência de queda nos preços da arroba do boi gordo continua. Um destaque do dia foi a redução nos preços observada em Mato Grosso do Sul. Mesmo a demanda aquecida por carne bovina durante a primeira quinzena de agosto não tem sido capaz de impulsionar a recuperação nos preços da arroba. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi foi de R$ 230. Já em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 215 por arroba de boi gordo. Em Uberaba (MG), a arroba foi cotada a R$ 230. Enquanto em Dourados (MS) foi indicado o preço de R$ 225 por arroba. Em Cuiabá, a arroba manteve-se em R$ 204. Os preços no mercado atacadista apresentaram estabilidade ao longo do decorrer da terça-feira. De acordo com Iglesias, o cenário de negócios aponta novamente para uma possível alta nos preços, pelo menos a curto prazo. Essa perspectiva considera não apenas o recebimento dos salários, mas também o aumento na demanda devido ao Dia dos Pais. Vale destacar que a carne de frango continua a ser mais competitiva em comparação com outras proteínas de origem animal, especialmente a carne bovina. O preço do quarto traseiro foi estabelecido em R$ 17,85 por quilo. Já a ponta de agulha permanece cotada a R$ 13,20 por quilo, enquanto o quarto dianteiro se mantém em R$ 13,40 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Índice global de preço de carnes cai 0,3%
O índice global de preços de carnes da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) caiu 0,3% em julho, em comparação com junho, a 117,8 pontos, e ficou 5,1% abaixo do índice registrado em julho do ano passado, segundo a FAO em comunicado na sexta-feira (04)
Os preços internacionais de carne bovina caíram, impactados por maior oferta da Oceania e demanda de importação moderada de mercados asiáticos em momento de alta nos estoques e vendas domésticas lentas. A carne de frango também registrou leve queda diante de aumento na oferta por parte de grandes exportadores apesar dos impactos dos surtos de influência aviária em várias regiões produtoras. O declínio nos preços de carne ovina continuou pelo terceiro mês consecutivo, refletindo grande disponibilidade do produto na Oceania e demanda menor de grandes importadores, incluindo a China e a Europa Ocidental. No caso da carne suína, os preços aumentaram pelo sexto mês consecutivo devido à oferta apertada por parte de países na Europa Ocidental e dos Estados Unidos, em momento de alta demanda.
CARNETEC
Exportações de carne bovina in natura de MT caem 10% em julho
As exportações de carne bovina in natura do estado de Mato Grosso caíam 9,97% em julho, ante junho, a 51,23 mil toneladas, impactadas por redução de 24,8% nas compras da China, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea)
A China é responsável pela compra de mais de 50% da carne exportada pelo estado, disse o Imea em relatório. O preço médio da tonelada de carne bovina exportada por MT caiu 16,6% para US$ 3.563,27/t, na comparação com junho. O valor pago pelos chineses caiu 31,1% para US$ 3.613,75/t. “Esse cenário de redução na demanda externa, em conjunto com o consumo interno que ainda patina, reflete na pressão vista nos preços da pecuária”, disse o Imea. O Brasil exportou 160,8 mil toneladas de carne bovina in natura em julho, 3,8% abaixo do registrado em igual mês do ano passado, segundo dados da Secex do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
CARNETEC
Carne bovina: abertura do mercado sul-coreano pode ocorrer em 2024, diz ministro
Carlos Fávaro confirmou que uma comitiva da Coreia do Sul virá ao Brasil em novembro de 2023 para auditoria
O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou na segunda-feira, 7 de agosto, da abertura do 22º Congresso Brasileiro do Agronegócio, em São Paulo (SP). Após a cerimônia, Fávaro atendeu à imprensa em entrevista coletiva. O Ministro confirmou que uma comitiva da Coreia do Sul virá ao Brasil em novembro de 2023 para auditoria. “Existe a possibilidade da abertura do mercado sul-coreano para a carne bovina brasileira no próximo ano”, afirmou. Questionado sobre o Japão, Fávaro disse que as negociações envolvendo a carne bovina brasileira “não avançaram”. “Ainda não temos uma previsão para a abertura deste mercado”, ressaltou. Segundo a CNA, a Coreia do Sul tem cerca de 52 milhões de habitantes e é o sétimo destino das exportações do agro brasileiro. Somente em 2021, os sul-coreanos consumiram 900 mil toneladas da proteína vindas de outros países e produzidas internamente.
PORTAL DBO
ECONOMIA
Dólar à vista fica estável com realização de lucros
Após ganhos firmes verificados pela manhã, na esteira do movimento de busca por proteção nos mercados globais, o dólar à vista perdeu força ante o real à tarde e encerrou a terça-feira praticamente estável no Brasil, com investidores realizando parte dos lucros recentes e exportadores aproveitando as cotações mais altas para vender divisas
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8983 reais na venda, com variação positiva de 0,04%. Na B3, às 17:18 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,05%, a 4,9190 reais. O dólar iniciou o dia com alta firme ante o real, na esteira do noticiário internacional. As moedas de países exportadores de commodities, como o Brasil, eram penalizadas pelos dados fracos da balança comercial chinesa. As importações da China caíram 12,4% em julho na comparação anual, conforme dados da alfândega, um resultado bem pior que a previsão de queda de 5% da pesquisa da Reuters e do declínio de 6,8% em junho. Já as exportações recuaram 14,5%, em movimento mais forte do que a queda esperada de 12,5% e a baixa de 12,4% do mês anterior. O cenário negativo era reforçado pelo corte, pela Moody’s, da nota de crédito de vários bancos pequenos e médios dos EUA e pela indicação de que a agência de rating pode rebaixar a recomendação também de instituições maiores. Para completar, a cobrança de um imposto sobre o lucro dos bancos na Itália e dados de inflação considerados elevados na Alemanha ajudaram a direcionar os investidores a ativos de menor risco como o dólar, em detrimento das demais moedas. O viés de alta para a moeda norte-americana se sobrepôs a eventuais pressões contrárias vindas da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada pelo Banco Central também pela manhã. No documento da terça-feira, o Copom avaliou ser pouco provável uma intensificação dos cortes na Selic à frente, porque tal decisão exigiria “surpresas positivas substanciais”. “O Comitê julga como pouco provável uma intensificação adicional do ritmo de ajustes, já que isso exigiria surpresas positivas substanciais que elevassem ainda mais a confiança na dinâmica desinflacionária prospectiva”, apontou a ata. A venda de moeda à vista por exportadores e a realização de lucros no mercado futuro reconduziram as cotações para perto da estabilidade.
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Ibovespa fecha em queda discreta
O Ibovespa fechou com um declínio discreto na terça-feira, distante da mínima da sessão, uma vez que o alívio na curva de juros brasileira impulsionou papéis sensíveis à economia doméstica, atenuando a pressão de baixa do cenário externo, após dados mais fracos da China
A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central também ocupou as atenções, assim como uma série de resultados corporativos e previsões, incluindo os números de Itaú Unibanco e Eletrobras. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,24%, a 119.090,24 pontos. O volume financeiro somou 22 bilhões de reais, contra média diária em 2023 de 25,76 bilhões de reais. O Banco Central (BC) afirmou na ata da última reunião do Copom, divulgada nesta manhã, que “julga como pouco provável uma intensificação adicional do ritmo de ajustes”. A instituição monetária reduziu na semana passada a Selic de 13,75% para 13,25% ao ano. Na visão do estrategista-chefe da Warren Rena, Sérgio Goldenstein, o BC buscou conter um excesso de otimismo do mercado com relação à trajetória da política monetária, ao julgar como pouco provável uma intensificação adicional do ritmo de ajustes e ao apontar a necessidade de se manter uma política monetária ainda contracionista pelo horizonte relevante. Após a ata, Goldenstein revisou sua projeção para uma Selic de 11,50% no final de 2023, com aceleração do ritmo para 0,75 ponto em dezembro e taxa de 9,0% no final do ciclo. Ainda no cenário brasileiro, uma série de balanços repercutiu nos negócios, entre eles os resultados de Itaú Unibanco e Eletrobras, que têm ações no Ibovespa, mas também os números de small caps como Grupo SBF, Vivara, Pague Menos, Direcional, entre outras. No exterior, as importações e exportações da China caíram muito mais do que o esperado em julho, 12,4% e 14,5%, respectivamente, ante previsões de queda de 5% e 12,5%, reforçando expectativas de que a atividade econômica pode desacelerar ainda mais no terceiro trimestre.
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Juros futuros têm baixa firme após dados externos e ata do Copom
As taxas dos contratos futuros de juros no Brasil tiveram baixa firme na terça-feira, em um dia marcado pela aversão global a ativos de risco, após divulgação de dados econômicos ruins da China e corte da nota de crédito de bancos dos EUA, com os DIs reagindo ainda à ata do último encontro do Copom.
Os mercados globais iniciaram o dia reagindo aos novos números sobre a economia chinesa, que decepcionaram. As importações da China caíram 12,4% em julho na comparação anual, conforme dados da alfândega, um resultado bem pior que a previsão de queda de 5% da pesquisa da Reuters e do declínio de 6,8% em junho. Neste cenário, os rendimentos dos títulos norte-americanos cediam desde o início do dia, em movimento acompanhado pelas taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) no Brasil. Os recuos das taxas futuras, verificados em toda a curva a termo, acabaram se sobrepondo à ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, considerada por muitos economistas como mais hawkish (dura). Na semana passada, o colegiado havia reduzido a taxa básica Selic em 0,50 ponto percentual, para 13,25% ao ano, indicando que este também deve ser o corte aplicado nos próximos encontros. No documento desta terça-feira, o Copom avaliou ser pouco provável uma intensificação dos cortes na Selic à frente, porque tal decisão exigiria “surpresas positivas substanciais”. “A ata foi hawkish no sentido de reduzir a probabilidade de aumentar o nível do corte. O cenário base é de 50 pontos-base de redução. Para cortar 75 pontos-base, teria que haver uma combinação de fatores”, pontuou o economista-chefe do banco Bmg, Flavio Serrano. Entre estes fatores, foram citados pelo BC a reancoragem “bem mais sólida” das expectativas, uma abertura “contundente” do hiato do produto e a melhora da inflação de serviços. “O Copom avalia como baixa a probabilidade de isso acontecer. A visão do comitê pode mudar? Obviamente pode; mas é importante destacar neste momento a transparência na comunicação”, disse o economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Gino Olivares, em comentário enviado a clientes. No fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2024 estava em 12,455%, ante 12,483% do ajuste anterior, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2025 estava em 10,445%, ante 10,539% do ajuste anterior. Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2026 estava em 9,865%, ante 9,998% do ajuste anterior, e a taxa para janeiro de 2027 estava em 9,975%, ante 10,115%.
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Produção industrial recuou em 9 de 15 locais em junho, diz IBGE
Na média brasileira, a indústria teve alta de 0,1% em junho, frente a maio. As quedas mais intensas foram no Ceará (-6,4%), Região Nordeste (-4,5%), Amazonas (-4,0%) e Paraná (-3,3%)
A produção da indústria brasileira teve queda em nove dos 15 locais pesquisados em junho, ante maio, pela Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM Regional), divulgada na terça-feira (08) pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na média brasileira, a indústria teve alta de 0,1% em junho, frente a maio, segundo o resultado divulgado pelo IBGE há alguns dias. Ontem, o instituto detalhou o resultado pelos diferentes locais acompanhados pela pesquisa. As quedas mais intensas foram no Ceará (-6,4%), Região Nordeste (-4,5%), Amazonas (-4,0%) e Paraná (-3,3%). Principal parque industrial do país, São Paulo teve retração de 2,7% de sua produção em junho, frente a maio. Por outro lado, foram seis taxas positivas. As maiores altas foram no Espírito Santo (4,6%), Rio de Janeiro (3,2%) e em Santa Catarina (2,6%). Frente a junho de 2022, a produção industrial subiu em nove dos 18 locais pesquisados. Nessa comparação, a produção industrial nacional avançou 0,3%. As maiores altas foram no Rio Grande do Norte (16,5%), Espírito Santo (11,8%), Rio de Janeiro (11,7%) e Mato Grosso (10,5%). Por outro lado, Ceará (-14,6%) e Maranhão (-8,5%) assinalaram os recuos mais acentuados nesse mês.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
Frigoríficos de MS pedem socorro
Pequenos frigoríficos sediados em Mato Grosso do Sul estão enfrentando dificuldades que levaram a pedidos de recuperação judicial, atrasos salariais e demissões em massa
O Sindicato Rural de Campo Grande aponta que essa crise está ligada à retração do mercado interno, com queda nos preços e redução nos abates. O presidente do Sindicato Rural, Alessandro Coelho, afirma que a retração do mercado interno tem impactado negativamente os frigoríficos que atendem apenas mercados locais. Ele ressalta a importância de avaliar políticas públicas, especialmente relacionadas ao setor fiscal, para proporcionar incentivos financeiros essenciais às indústrias e garantir a continuidade das empresas menores que desempenham papel vital nas economias locais. A dificuldade em obter matéria-prima, a competição com outras proteínas de menor custo, como a carne de frango, e a dificuldade de acesso a crédito devido à alta taxa de juros são apontados como fatores que contribuíram para a situação delicada enfrentada pelos frigoríficos. A desvalorização da arroba do boi gordo nos últimos meses também afetou os pecuaristas, o que impacta indiretamente a oferta de animais para abate. A queda no consumo per capita de carne bovina pelos brasileiros nos últimos anos, bem como a redução nas exportações e nos preços pagos em dólar, também têm afetado o setor. Na opinião de um analista do setor, o pecuarista já deu “sua parcela de sacrifício”, com a forte desvalorização da arroba do boi gordo nos últimos meses. O levantamento da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) aponta que a cotação do animal saiu de R$ 266/@ em abril deste ano para R$ 233/@ em junho, o que representa queda de 12,40%. Em setembro do ano passado, a @ chegou a custar R$ 291. A Boibras, um frigorífico sediado em São Gabriel D’Oeste, entrou com um pedido de recuperação judicial devido a suas dificuldades financeiras, destacando sua incapacidade de cumprir obrigações trabalhistas e tributárias. Outra empresa do setor, a Beta Carnes em Campo Grande, enfrentou protestos e paralisações de funcionários devido a atrasos salariais e direitos trabalhistas não pagos. A análise da situação das empresas e suas documentações continua a ser avaliada pela justiça, enquanto os trabalhadores demitidos enfrentam incertezas financeiras.
PECUARIA.COM.BR
MEIO AMBIENTE
Bovinos são criados para produzir menos metano
O metano é produzido por micróbios no intestino da vaca enquanto digere a fibra
Quando os bezerros do fazendeiro canadense Ben Loewith nascerem na próxima primavera, eles estarão entre os primeiros no mundo a serem criados com um objetivo ambiental específico: produzir menos metano. Loewith, um agricultor de terceira geração em Lynden, Ontário, começou em junho a inseminação artificial de 107 vacas e novilhas com o primeiro sêmen de touro no mercado com uma característica genética de baixo teor de metano. “Criar seletivamente para emissões mais baixas, desde que não estejamos sacrificando outras características, parece uma vitória fácil”, disse Loewith. A chegada de genética comercialmente disponível para produzir gado leiteiro que emite menos metano pode ajudar a reduzir uma das maiores fontes do potente gás de efeito estufa, dizem cientistas e especialistas da indústria pecuária. Os “arrotos” são a principal fonte de emissões de metano do gado. A Semex, a empresa de genética que vendeu o sêmen Loewith, disse que a adoção da característica de baixo metano pode reduzir as emissões de metano do rebanho leiteiro do Canadá em 1,5% ao ano e até 20% a 30% até 2050. A empresa nesta primavera começou a comercializar sêmen com a característica de metano em 80 países. As primeiras vendas incluem uma fazenda na Grã-Bretanha e laticínios nos Estados Unidos e na Eslováquia, disse o vice-presidente Drew Sloan. Se amplamente adotada, a criação com baixo teor de metano pode ter um “impacto profundo” nas emissões de gado globalmente, disse Frank Mitloehner, professor de ciência animal da Universidade da Califórnia em Davis, que não esteve envolvido no desenvolvimento da característica. Alguns funcionários da indústria de laticínios não estão convencidos sobre a criação com baixo teor de metano, dizendo que isso pode levar a problemas de digestão. O departamento de agricultura do Canadá disse em um e-mail que ainda não avaliou o sistema de avaliação de metano subjacente ao produto, mas que reduzir as emissões do gado é “extremamente importante”. A pecuária é responsável por 14,5% das emissões mundiais de gases de efeito estufa. O metano é o segundo maior gás de efeito estufa depois do dióxido de carbono. Embora os agricultores possam alimentar o gado com aditivos para reduzir a produção de metano, seus efeitos desaparecem quando o gado para de comê-los e não são aprovados para uso nos Estados Unidos, disse Mitloehner. O material de reprodução com baixo teor de metano é o produto de uma parceria entre a Semex e a agência de registro de leite do Canadá, Lactanet, e baseado em pesquisas de cientistas canadenses. A Lactanet lançou em abril a primeira avaliação genômica nacional de metano do mundo e produziu resultados de vacas e novilhas Holandesas em 6.000 fazendas, representando quase 60% das fazendas leiteiras do Canadá. O registro se baseou em sete anos de pesquisa de cientistas da Universidade de Guelph e da Universidade de Alberta para medir o metano do gado leiteiro. Os cientistas capturaram as exalações do gado para medi-las quanto ao metano e, em seguida, compararam os dados com informações genéticas e amostras de leite. As emissões de metano das vacas leiteiras canadenses variam muito, de 250 a 750 gramas por dia, disse Christine Baes, professora de biociência animal da Universidade de Guelph, que trabalhou no projeto. A seleção para a característica de baixo metano pode travar emissões cada vez mais baixas para gerações sucessivas, disse ela. “O avanço aqui é vincular esses diferentes componentes para obter uma estimativa nacional de valor genético para as emissões de metano com base na respiração real dos animais”, disse Baes. “Também temos informações genômicas e as comparamos e criamos quase uma lista telefônica para dizer: ‘este animal tem esses genes e produz tanto metano’.” A Nova Zelândia começará a taxar os agricultores pelo metano do gado em 2025. A Nestlé e a Restaurant Brands International, controladora do Burger King, estão lidando com o problema do metano em suas cadeias de abastecimento, mudando o que o gado come.
REUTERS
Recuperação de áreas degradadas deve dificultar acesso a terras para pecuária
Segundo a McKinsey, a demanda global por alimentos pode requerer um aumento de área do tamanho do Brasil
Para atender a demanda de proteína animal, carboidratos e fibras, com sequestro de carbono e proteção de biomas, serão necessários hectares de terras equivalentes ao tamanho do território do Brasil. Esta é a estimativa da consultoria McKinsey, divulgada no 22º Congresso Brasileiro do Agronegócio, na segunda-feira (7/8). O custo das terras pode, ainda, aumentar devido à recuperação de áreas degradadas, conforme apurou a pesquisa realizada pela consultoria com 5,5 mil produtores. “Existe terra disponível, mas será muito mais cara devido à recuperação de terras degradadas. E, o Brasil tem competitividade e potencial para contribuir com essa demanda”, afirmou Nelson Ferreira, líder global de Agricultura da Mckinsey & Company. Os entrevistados revelam que o setor está na vanguarda de digitalização, com propriedades rurais mais conectadas à, por exemplo, compra de insumos e máquinas através de canais digitais. Outro fato revelado no estudo é a liderança do Brasil em plantio direto, integração lavoura-pecuária e uso de fertilizante de taxa variável, o que aproxima o país do que se classifica como agricultura regenerativa. De acordo com a McKinsey, para o controle biológico por meio de bioestimulantes e biofertilizantes, o país é quem mais usa esses tipos de bioinsumos. Em termos do uso de tecnologia de agricultura de precisão, o Brasil fica em terceiro lugar, com 50%, atrás da Europa, com 62%, e da América do Norte, com 61%. Contudo, o país lidera quando se trata do uso de hardware para agricultura de precisão e de tecnologias relacionadas à sustentabilidade.
GLOBO RURAL
FRANGOS & SUÍNOS
Cotações em alta para o mercado de suínos
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve alta de 2,56%/2,52%, chegando a R$ 120,00/R$ 122,00, enquanto a carcaça especial se elevou em 2,20%/2,13%, valendo R$ 9,30/kg/R$ 9,60/kg
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (7), houve alta de 1,73% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,47/kg, incremento de 1,34% no Paraná, alcançando R$ 6,07/kg, avanço de 1,03% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 5,91/kg, elevação de 2,80% em Santa Catarina, custando R$ 5,88/kg, e de 1,14% em São Paulo, fechando em R$ 6,21/kg.
Cepea/Esalq
Preços no mercado do frango sobem para a ave no atacado e na granja em SP
A ave no atacado ou na granja em São Paulo tiveram altas nas cotações na terça-feira (8) para o mercado do frango
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja teve aumento de 2,04%, chegando em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado teve alta de 3,33%, valendo R$ 6,20/kg. No caso do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou estável em R$ 4,19/kg, assim como no Paraná, valendo R$ 4,38/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (7), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram com preço estável, valendo, ambos, R$ 6,11/kg.
Cepea/Esalq
INTERNACIONAL
Argentina está livre da gripe aviária após surtos em fazendas comerciais, diz secretário da agricultura
A Argentina está livre de casos de gripe aviária após o fim do último dos 18 surtos em fazendas comerciais, disse o secretário de agricultura do país na terça-feira
O primeiro caso de gripe aviária da Argentina em aves comerciais foi detectado em fevereiro, interrompendo as exportações de aves por um mês. Os embarques foram retomados em março, depois que o governo argentino fechou acordos com países importadores. A agência estatal de saúde SENASA determinou que a Argentina estava livre de gripe aviária em um documento apresentado à Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH), disse o secretário de Agricultura, Juan José Bahillo, em um comunicado. No ano passado, a Argentina faturou cerca de US$ 384 milhões com a exportação de cerca de 227.247 toneladas métricas de carne de frango, segundo dados do governo.
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Smithfield Foods vai fechar 35 fazendas de criação suínos no Missouri, nos EUA
A Smithfield Foods, maior processadora de carne suína do mundo, está fechando permanentemente 35 fazendas de suínos no Missouri e demitindo 92 funcionários em outubro, de acordo com um aviso do Missouri Worker Adjustment and Retraining Notification Act (WARN)
A Murphy-Brown LLC, uma divisão da Smithfield Foods, está “reduzindo suas operações de criação de suínos” em todo o estado e “deve reduzir sua força de trabalho de acordo”, disse a empresa no aviso, que afeta trabalhadores assalariados e horistas. A indústria de carne dos Estados Unidos tem lutado contra lucros em queda e demanda reduzida de consumidores pressionados pela inflação e taxas de juros mais altas. Em meio aos custos crescentes de alimentação e mão-de-obra, as empresas de carne têm lutado para prever a demanda por seus produtos. O aviso ao Departamento de Educação Superior e Desenvolvimento da Força de Trabalho do estado, datado de 2 de agosto, identificou 35 locais de operação de fazendas de suínos. Eles incluíram 13 locais em Newtown, Missouri; 12 em Lucerna, Missouri; e 10 em Princeton, Missouri. As demissões são “específicas para nossas operações de produção (fazenda) de suínos no Missouri”, disse um porta-voz da Smithfield na segunda-feira. As demissões estão marcadas para 8 de outubro, de acordo com o aviso, que disse que todos os funcionários afetados tiveram a oportunidade de se mudar para outra instalação da empresa se houver uma posição disponível que não desloque outros funcionários. A Smithfield é propriedade do Grupo WH de Hong Kong. A notícia das demissões em Smithfield veio quando a Tyson Foods disse na segunda-feira que estava fechando mais quatro fábricas de frango em Arkansas, Indiana e Missouri para cortar custos, um golpe para pequenas comunidades no coração dos EUA que dependem do frigorífico para quase 3.000 empregos. A Tyson também disse que os preços médios de sua carne suína caíram 16,4% no trimestre encerrado em 1º de julho, enquanto os volumes de vendas de suínos caíram 1,8%.
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