CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2029 DE 26 DE JULHO DE 2023

clipping

Ano 9 | nº 2029 |26 de julho de 2023

 

NOTÍCIAS

Estabilidade nos preços da arroba em São Paulo

Com as escalas de abates tranquilas, a ponta compradora desacelerou

Com isso, as cotações de todas as categorias de bovinos para o abate estão estáveis na comparação diária. O boi gordo está sendo negociado em R$240,00/@, a vaca gorda em R$212,00/@ e a novilha gorda em R$230,00/@, preços brutos e a prazo. A cotação do “boi China” está em R$250,00/@, preço bruto e a prazo. Ágio de R$10,00/@. Na região Sudeste de Rondônia os compradores abriram o dia com ofertas menores em relação a ontem, as quedas foram de R$5,00/@ do boi e R$2,00/@ da vaca e da novilha. A referência de preço para o boi está em R$205,00/@, a da vaca em R$178,00/@ e a da novilha em R$193,00/@, preços brutos e a prazo. A cotação do “boi China” está em R$210,00/@, preço bruto e a prazo. Ágio de R$5,00/@. Na exportação de carne bovina in natura, até a terceira semana de julho, foram exportadas 117,58 mil toneladas de carne bovina in natura. A média diária embarcada foi de 7,8 mil toneladas, queda de 1,51% comparada ao mesmo período de julho/22. O faturamento médio diário está em US$37,27 milhões, queda de 28,49%. O preço médio pago pela tonelada caiu e está em US$4.755,4, frente a US$6.549,9 em julho/22.

Scot Consultoria

Arroba do boi gordo em queda

O mercado físico do boi gordo registrou queda nos preços nesta terça-feira (25); o mesmo aconteceu no mercado atacadista

O mercado físico do boi gordo registrou nova queda nos preços nesta terça-feira (25). A tendência de queda é compreensível, dada a atual situação dos estoques de carne nos frigoríficos. Em São Paulo, a situação é ainda mais desafiadora devido ao aumento das escalas de abate no estado, de acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Ele destaca que o cenário é agravado pela evolução da oferta da carne de frango nas últimas semanas, levando os consumidores a priorizarem essa opção em detrimento da carne bovina. As cotações para a arroba do boi gordo nas principais regiões são as seguintes: R$ 239 em São Paulo (Capital); R$ 235 em Dourados (MS); R$ 213 em Cuiabá; R$ 225 em Goiânia (GO); R$ 240 em Uberaba (MG). O mercado atacadista também apresentou queda nos preços. O alto volume de produtos estocados nas indústrias frigoríficas tem dificultado o escoamento da carne no atacado, resultando em preços mais baixos. Além disso, a concorrência com outras proteínas, especialmente a carne de frango, que demonstra sinais de sobreoferta, tem levado os consumidores a optarem por essa alternativa, como destaca Iglesias. No segmento atacadista, os preços registrados foram: R$ 17,00 por quilo para o quarto traseiro, com queda de R$ 0,30; R$ 12,65 por quilo para o quarto dianteiro, com queda de R$ 0,55; R$ 12,50 para a ponta de agulha, representando uma queda de R$ 0,50.

AGÊNCIA SAFRAS

Custo operacional efetivo para recria e engorda tem recuo de 14,86% no Mato Grosso, aponta Imea

O custo operacional efetivo para a recria e engorda no estado do Mato Grosso foi de R$ 213,19/@ segundo trimestre de 2023, em que recuou 14,86% no comparativo anual

De acordo com o levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o bezerro de ano, que custava R$ 2.903,96/cab. no 2º tri/22, foi cotado a R$ 2.245,58/cab. no mesmo período de 2023, o que significa retração de 22,67% nos preços da categoria. “Essa redução no preço do bezerro foi influenciada principalmente pela grande oferta desses animais no mercado, em conjunto com a intensa desvalorização nos preços do boi gordo, uma vez que a cotação dos bezerros tende a acompanhar a cotação deste. Com a atual fase de baixa no ciclo pecuário, o preço do bezerro tende a permanecer lateralizado, favorecendo os invernistas na compra de reposição”, informou o instituto em seu boletim mensal. Com relação aos preços da arroba bovina, a cotação do boi gordo à vista caiu 0,78% no comparativo semanal, com média de R$ 212,25/@ por causa do alongamento nas escalas de abate em Mato Grosso.  Por outro lado, a escala de abate aumentou 0,83% no comparativo semanal, e fechou com a média de 9,77 dias, em razão dos estoques bem preenchidos ante a demanda enfraquecida do varejo. Já na última semana a vaca gorda foi cotada a R$ 186,74/@, redução de 0,44% ante a semana anterior, visto o alto volume de bovinos negociados nas indústrias. A relação de troca entre o milho e o boi gordo está no melhor patamar para julho desde 2018 no estado do Mato Grosso.  O Imea apontou que a relação de troca está em 6,49 sc/@ na parcial de julho (até o dia 21/07). Apesar do recuo de 23,39% no valor do boi gordo, a desvalorização do milho foi ainda maior, e recuou mais da metade, saindo de R$ 71,33/sc para R$ 32,86/sc, quando comparado com o mesmo período do ano de alta do ciclo pecuário (2021). Para se ter ideia, a relação de troca entre eles avançou 2,59 sc/@ nesse período. Apesar do aumento na oferta de bovinos que tem pressionado as cotações do boi gordo, o grande volume do cereal disponível no estado ante o déficit de armazenagem tem atingido as cotações do grão de forma mais intensa. Nesse sentido, considerando o aumento na demanda pelo cereal em função do maior número de bovinos confinados nos próximos giros de confinamento, a relação de troca favorece o poder de compra dos pecuaristas.

IMEA

Queda do boi favorece os grandes confinamentos

Estruturas com capacidade para receber mais de 10 mil animais receberão 52% das 7 milhões de cabeças que devem ser terminadas em 2023, segundo censo da DSM-Firmenich

O recuo do preço do boi gordo nos últimos meses e os prejuízos financeiros no ano passado desencorajaram o confinamento em unidades de pequeno e médio porte em 2023. Os grandes negócios, no entanto, esperam encerrar o ano com um desempenho parecido com o do anterior — aumentando sua participação no total de gado confinado no país. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, a arroba do boi em São Paulo foi negociada, em média, a R$ 275,49 no primeiro semestre. O valor é 17,3% inferior à média do mesmo período do ano passado. Censo realizado pela DSM-Firmenich, em abril de 2023, indica que confinamentos com capacidade para receber mais de 10 mil animais receberão 52% das 7 milhões de cabeças que devem ser terminadas nessa modalidade em 2023. O número total de cabeças deve se manter estável em relação ao ano passado, enquanto a participação dos grandes confinamentos aumentará um ponto percentual — ou seis pontos percentuais se o comparativo for com 2021. Hugo Cunha, gerente técnico de Confinamento da DSM-Firmenich para a América Latina, afirma que as condições climáticas favoráveis à terminação a pasto também jogam contra o crescimento da atividade intensiva. “A umidade favorece a condição dos pastos, e muitos produtores optam por fazer um giro só”, afirma. Na pecuária, o primeiro período de confinamento (giro) compreende animais terminados entre março e maio, enquanto o segundo começa em abril e vai até dezembro. Pecuaristas responsáveis por grandes confinamentos e boitéis (instalações que recebem animais de outros pecuaristas) do país afirmaram à reportagem que a queda no número de animais confinados no primeiro período dificilmente será compensada no segundo. “O milho estava mais barato, mas a arroba caiu bastante, e o cenário futuro ficou muito incerto, o que fez o pecuarista se retrair bastante”, diz André Campanini, gerente técnico corporativo da MFG Agropecuária. Segundo ele, a empresa deve confinar praticamente o mesmo número de animais (próprios e de terceiros) do ano passado, cerca de 220 mil. O diretor técnico da Agro Pastoril Paschoal Campanelli, Victor Campanelli, diz que os pequenos confinamentos vão terminar menos animais neste ano, e que alguns boitéis encontraram dificuldade para atingir níveis operacionais saudáveis. Na empresa dele, a expectativa é aumentar de 90 mil para 120 mil o número de animais este ano. Todo o gado confinado por ele é próprio. Segundo Campanelli, a desvalorização do boi e a manutenção das taxas de juros em patamares elevados desencorajam o confinamento nas empresas menos competitivas. “Não vejo uma quebradeira no setor, mas houve uma perda de valor muito grande de quem tinha estoque [de milho e de gado]. Tem muito investidor que vai perder dinheiro e não vai voltar para o negócio”, avalia. Hugo Cunha relata que são poucos os pecuaristas afetados muito diretamente pela taxa de juros. “Isso se reflete mais no produtor ou confinador que opera alavancado, que precisa de crédito para comprar animais. Mas a maioria já vem com esse animal da recria e engorda”, afirma. O que o gerente da DSM vê como tendência é um menor investimento na ampliação ou na melhoria da infraestrutura do confinamento. “O pecuarista vai deixar para um ano em que o juro esteja mais acessível, porque o retorno demora”. Na Agro Pastoril Paschoal Campanelli, a estratégia é agregar valor combinando agricultura e pecuária. Das lavouras saem boa parte da ração para o gado, que devolve esterco em forma de adubo orgânico. “É algo sustentável, e não só para o meio ambiente. Fizemos um mais um virar três”, afirma Victor Campanelli. Para ele, a tendência é que a atividade do confinamento acabe se consolidando nas grandes estruturas, que são mais competitivas, com pequenos e médios pecuaristas ficando com as etapas de cria e recria. O sócio diretor do confinamento Maximus Feedlot, Antonio Sartor Neto, mais conhecido como Neto Sartor, afirma que muitos pecuaristas que entraram no ramo de confinamento quando o boi estava em alta devem acabar saindo da atividade agora. “Foi mais falta de juízo do que má sorte”, afirma. Em 2022, os confinamentos geridos por Sartor fizeram a terminação de cerca de 90 mil animais (dele e de terceiros), desempenho que deve se manter neste ano.

Globo Rural

ECONOMIA

IPCA-15 cai em julho pela 1ª vez desde setembro e taxa em 12 meses vai abaixo do centro da meta

O IPCA-15 registrou deflação em julho pela primeira vez em dez meses diante do recuo nos preços da energia elétrica, com a inflação em 12 meses no menor nível em quase três anos e abaixo do centro da meta, em um resultado que deve dar uma direção mais clara ao Banco Central sobre o tamanho e velocidade do provável afrouxamento monetário a ser iniciado em agosto.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) recuou 0,07% em julho, contra variação positiva de 0,04% em junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira. O resultado do mês foi o mais baixo desde setembro de 2022 (-0,37%), e a queda foi mais intensa do que a expectativa em pesquisa da Reuters de uma variação negativa de 0,01%. Considerado prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA, o índice passou a acumular em 12 meses até julho alta de 3,19%, de 3,40% em junho, contra projeção de analistas de 3,26%. É a leitura mais fraca nessa base de comparação desde setembro de 2020 (+2,65%), e passa a ficar abaixo do centro da meta para a inflação deste ano, que é de 3,25%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA. O Banco Central se reúne em 1 e 2 de agosto para deliberar sobre a política monetária, com ampla expectativa de que inicie um ciclo de afrouxamento monetário. Atualmente a taxa básica Selic está em 13,75%, patamar elevado que atrai fortes críticas do governo. Diante de uma desinflação no país, o próprio BC já indicou que pode iniciar em agosto os cortes, desde que se mantenha o cenário de arrefecimento da inflação, e o dado do IPCA-15 deve consolidar essa expectativa. A pesquisa Focus divulgada na terça mostra que a aposta do mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic. Os dados do IPCA-15 mostram que principal impacto negativo para o resultado de julho decorreu do recuo de 3,45% nos preços da energia elétrica residencial após a incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas de julho. Também ajudou no recuo de 0,94% do grupo Habitação e julho a deflação de 2,10% nos preços do botijão de gás, segundo o IBGE. Também apresentou deflação o grupo Alimentação e bebidas, de 0,40%, graças à queda de 0,72% nos custos da alimentação em domicílio. Entre os alimentos com preços em queda, destacam-se feijão-carioca (-10,20%), óleo de soja (-6,14%), leite longa vida (-2,50%) e carnes (-2,42%). Na outra ponta, os Transportes subiram 0,63% em julho, com aumento de 2,99% nos preços da gasolina. O gás veicular também subiu (0,06%), enquanto óleo diesel (-3,48%) e etanol (-0,70%) tiveram deflação. Com esses resultados, os combustíveis registraram alta de 2,28% no mês.

REUTERS

Dólar à vista fecha em alta de 0,38%, a R$4,7509 na venda

Após atingir na véspera o menor valor em 15 meses, o dólar à vista passou na terça-feira por uma sessão de realização de lucros e fechou em alta, com investidores ponderando também a perspectiva de corte de juros no Brasil e aumento nos EUA, nas próximas reuniões de política monetária.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,7509 reais na venda, com alta de 0,38%. Na B3, às 17:03 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,44%, a 4,7535 reais. No início do dia, a moeda norte-americana à vista chegou a oscilar no terreno negativo no Brasil, dando continuidade ao movimento da véspera, mas a divisa acabou migrando para o positivo, com alguns investidores realizando lucros e refazendo posições compradas no mercado futuro (no sentido de alta para as cotações).

REUTERS

Ibovespa sobe com promessa de estímulo na China e apostas sobre Selic após IPCA-15

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, com a disparada de Vale e outras empresas de commodities metálicas diante da expectativa de estímulos econômicos na China, enquanto uma deflação maior que a esperada do IPCA-15 em julho ampliou apostas de um corte de 0,5 ponto percentual na Selic na semana que vem.

Weg, Bradesco e aéreas foram destaques negativos, limitando os ganhos. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 0,58%, a 122.045,12 pontos, de acordo com dados preliminares, o que seria o maior patamar de fechamento desde agosto de 2021. Na máxima, o índice tocou o nível dos 123 mil pontos. O volume financeiro somava 22,3 bilhões de reais.

REUTERS

Taxas futuras de juros caem após IPCA-15 registrar deflação em julho

As taxas dos contratos futuros de juros fecharam a terça-feira em queda no Brasil, na esteira da divulgação de dados que indicaram deflação em julho, o que ampliou as chances precificadas na curva a termo de o Banco Central iniciar o novo ciclo de redução da Selic com corte de 0,50 ponto percentual na semana que vem.

Este foi o terceiro dia consecutivo de baixa nas taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs). O gatilho para o movimento foi a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que mostrou deflação de 0,07% em julho, contra variação positiva de 0,04% em junho, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado do mês foi o mais baixo desde setembro de 2022 (-0,37%), e a queda foi mais intensa do que a expectativa de pesquisa da Reuters, de variação negativa de 0,01%. Considerado prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA, o IPCA-15 passou a acumular em 12 meses até julho alta de 3,19%, de 3,40% em junho. A projeção dos analistas era de 3,26%. “Já se vê este movimento de queda das taxas faz um bom tempo. Com esta confirmação do IPCA-15 mais fraco, o mercado está basicamente dando sequência à tendência mais clara de queda dos juros, que começou em março”, afirmou Thiago Lourenço, operador de renda variável da Manchester Investimentos. Segundo ele, apesar dos recuos recentes, os DIs mostram taxas elevadas até o contrato para janeiro de 2029, perto de 10,5%, o que sugere um “caminho até confortável para cair mais que isso”.

REUTERS

Arrecadação federal tem queda real de 3,37% em junho, diz Receita

A arrecadação do governo federal teve queda real de 3,37% em junho sobre igual mês do ano anterior, a 180,475 bilhões de reais, informou a Receita Federal na terça-feira

O resultado é o segundo melhor da série histórica iniciada em 1995, com valores corrigidos pela inflação, abaixo apenas do resultado de 2022, quando ficou em 186,764 bilhões de reais. O dado veio acima da expectativa de mercado, conforme pesquisa da Reuters, que apontava para uma receita de 178 bilhões de reais. No acumulado de janeiro a junho, o crescimento real da arrecadação foi de 0,31%, a 1,143 trilhão de reais. Em valores corrigidos pela inflação, foi o melhor resultado da série histórica. A arrecadação administrada pela Receita, que engloba a coleta de impostos de competência da União, caiu 2,70% em termos reais em junho, para 174,956 bilhões de reais. Já aquelas administradas por outros órgãos, com peso grande dos royalties sobre a exploração de petróleo, recuaram 20,60%, a 5,519 bilhões de reais. Os setores da economia em que a arrecadação caiu com mais força no mês foram combustíveis (recuo de 59%, queda equivalente a 8,970 bilhões de reais), extração de minerais metálicos (-59%, ou 1,453 bilhão de reais) e metalurgia (-50%, ou 1,172 bilhão de reais). No recorte por tipo de tributo, a maior queda ocorreu nos ganhos de Imposto de Renda da pessoa jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), uma retração real de 30,6% na comparação com junho de 2022, redução de 10,817 bilhões de reais. Segundo a Receita, esse comportamento foi influenciado por arrecadações atípicas de 6 bilhões de reais em IRPJ e CSLL em junho do ano passado, o que distorceu o dado deste ano.

REUTERS

FMI passa a ver crescimento de mais de 2% do Brasil em 2023

O Fundo Monetário Internacional melhorou com força sua estimativa para o crescimento da economia do Brasil neste ano depois do forte desempenho no primeiro trimestre, mas rebaixou a perspectiva para 2024 em relatório divulgado na terça-feira

Na atualização de seu relatório Perspectiva Econômica Global, o FMI passou a ver uma expansão do Produto Interno Bruto do Brasil de 2,1% em 2023, um aumento de 1,2 ponto percentual em relação à estimativa de abril. No entanto, para 2024 a projeção do FMI foi reduzida em 0,3 ponto percentual, para 1,2%. Segundo o FMI, a revisão para cima na estimativa deste ano se deve “ao aumento na produção agrícola no primeiro trimestre de 2023, com repercussões positivas na atividade em serviços”. A economia brasileira superou as expectativas no primeiro trimestre com uma taxa de crescimento de 1,9%, refletindo o desempenho mais forte do setor agrícola em quase três décadas. Mas a política monetária restritiva ainda deve pesar com mais intensidade sobre a atividade à frente, contendo a expansão. Após esse resultado do PIB as projeções do FMI feitas em abril foram criticadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse desejar provar que o Fundo estava errado sobre sua perspectiva para o crescimento do país. Mas mesmo com a revisão, a estimativa do FMI para 2023 ainda é um pouco mais pessimista do que a do Ministério da Fazenda, que este mês passou a calcular um crescimento de 2,5% para o PIB deste ano, contra previsão de 1,9% feita em maio. Para 2024, a pasta apresentou estimativa de alta de 2,3%, a mesma de maio.

O desempenho melhor esperado do Brasil foi um dos motivos por trás da melhora de 0,3 ponto na estimativa para o crescimento da América Latina e Caribe, para 1,9%, em 2023. Reflete também um crescimento mais forte esperado para o México, com aumento de 0,8 ponto percentual na estimativa, a 2,6%, o que representa, portanto, um desempenho melhor do que o do Brasil, devido à recuperação pós-pandemia em serviços e em meio à resiliência da demanda dos Estados Unidos. Para 2024, a previsão para a região da América Latina e Caribe permaneceu em expansão 2,2%. Já para o grupo de Mercados Emergentes e Economias em Desenvolvimento, do qual o Brasil faz parte, o FMI melhorou sua projeção de expansão em 2023 em 0,1 ponto percentual, mas piorou a de 2024 pela mesma magnitude, a, respectivamente 4,0% e 4,1%.

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Analistas da focus reduzem projeções para inflação e dólar e seguem vendo corte de 0,25 p.p. na Selic em agosto

Analistas consultados pelo Banco Central reduziram suas expectativas para a inflação de 2023 a 2025 e passaram a ver o dólar abaixo de 5 reais este ano, mas mantiveram a expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na próxima semana

De acordo com a pesquisa Focus divulgada na segunda-feira, a projeção para a alta do IPCA caiu a 4,90%, 3,90% e 3,50%, respectivamente, em 2023, 2024 e 2025, de 4,95%, 3,92% e 3,55% antes. Para 2026 a projeção para a inflação permaneceu em 3,50%. O centro da meta oficial para a inflação em 2023 é de 3,25% e para 2024, 2025 e 2026 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostrou ainda que os analistas seguem vendo redução da taxa básica de juros na reunião da semana que vem do BC dos atuais 13,75% para 13,50%. Eles também mantiveram o cenário de que a Selic terminará este ano a 12,0% e o próximo a 9,50%. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que o dólar passou a ser estimado em 4,97 reais ao final de 2023, contra 5,0 reais na semana anterior. Para 2024 a moeda norte-americana segue sendo calculada em 5,05 reais. Para o Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas de crescimento permaneceram em 2,24% e 1,30% para este ano e o próximo.

REUTERS

Confiança do consumidor no Brasil vai a pico em 4 anos e meio em julho, diz FGV

A confiança do consumidor no Brasil subiu em julho para o maior patamar em quatro anos e meio, informou na terça-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV), principalmente devido à melhora das expectativas sobre o futuro diante de arrefecimento da inflação e otimismo sobre o programa do governo de renegociação de dívidas

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV Ibre subiu 2,5 pontos em julho, para 94,8 pontos, pico desde janeiro de 2019 (95,3). No período, o Índice de Situação Atual (ISA), que mede a percepção do consumidor sobre o momento presente, avançou 1,1 ponto, para 76,8 pontos. O destaque, no entanto, foi o ganho de 3,4 pontos do Índice de Expectativas (IE), que chegou a 107,4 pontos, máxima desde janeiro de 2019 (108,5). “Os resultados refletem o arrefecimento da inflação, a recuperação da renda do trabalho e as expectativas quanto ao início de programas voltados para a quitação de dívidas”, explicou Anna Carolina Gouveia, economista da FGV Ibre. “Atualmente, o maior obstáculo para a recuperação mais robusta da confiança do consumidor parece ser o cenário de endividamento e inadimplência, agravado pelos juros elevados”, ponderou ela. Por outro lado, como os mais recentes dados de inflação brasileiros têm, num geral, mostrado sinais claros de arrefecimento, há amplas expectativas no mercado financeiro de que o Banco Central começará a cortar a taxa Selic já em sua reunião de agosto. Os juros básicos estão atualmente em 13,75%. Quanto ao endividamento das famílias, foi lançado em julho o programa Desenrola, com o objetivo de renegociar dívidas e limpar nomes em cadastros de inadimplentes. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o programa completou uma semana de funcionamento com 500 milhões de reais em dívidas renegociadas e 2 milhões de registros desnegativados.

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EMPRESAS

Frigol adere à ‘compra responsável’ no Cerrado

Empresa foi a primeira grande companhia do segmento a anunciar implementação de programa de compra de gado

O Frigol, quarto maior frigorífico de bovinos do Brasil, acaba de aderir ao Protocolo de Monitoramento Voluntário de Fornecedores de Gado no Cerrado, no intuito de seguir uma conduta socioambiental pautada por diretrizes do documento, para a compra de produtos de origem bovina no bioma. As gigantes JBS, Marfrig e Minerva Foods participaram da mesa de negociações para a construção do texto do protocolo, mas o Frigol foi a primeira grande companhia a anunciar sua implementação, de acordo com informações do Imaflora e da Proforest que estão à frente da iniciativa. “Para a Frigol, sempre foi de extrema importância a garantia de origem e a promoção da rastreabilidade socioambiental dos produtos de maneira transparente. Por isso, realizamos o monitoramento de 100% de nossos fornecedores diretos em todos os biomas onde atuamos e levamos essas informações a clientes e consumidores por meio dos QR Codes constantes em todas as nossas linhas de produto, tanto para o mercado interno quanto externo”, disse Carlos Corrêa, diretor administrativo e de sustentabilidade da empresa. Segundo Isabella Freire, codiretora da América Latina da Proforest, o Frigol participou das consultas a especialistas e do protocolo-piloto para avaliar o impacto para a cadeia de fornecimento. Atualmente, eles são observadores do Conselho Deliberativo do Protocolo. “Estão saindo à frente com a implementação do Protocolo do Cerrado, um importante passo para mostrar à cadeia da carne que é possível conciliar conservação e produção neste bioma”, afirmou Freire. O documento está estruturado em 12 critérios, cobrindo um leque de elementos sociais e ambientais relevantes para a compra responsável de gado. Alguns dos itens analisados são a conversão ilegal de vegetação nativa; terras indígenas; territórios quilombolas; Cadastro Ambiental Rural (CAR); Guia de Trânsito Animal (GTA), produtividade, entre outros. Lisandro Inakake, coordenador de Cadeias Agropecuárias do Imaflora, acrescentou que a ideia é adaptar as premissas já existentes no protocolo de monitoramento de compra de gado na Amazônia, o Boi na Linha, ao bioma do Cerrado, respeitando as especificações da região. “O grande desafio é conseguir um documento único que entenda as diversas particularidades do Cerrado”, disse ele. Isso justifica o fato de que o texto do protocolo está passando por uma nova revisão, que será concluída ainda neste ano, a fim de adaptá-lo ao cenário da cadeia produtiva. Conforme Inakake, em um segundo momento, a ideia é replicar as premissas do protocolo para os demais biomas do Brasil. Na ponta da demanda, exigências como a nova lei da União Europeia, que impede a importação de produtos ligados ao desmatamento, contribuem para acelerar a necessidade de avanço nos níveis de rastreabilidade no Brasil. “No caso do protocolo, essa oportunidade pode sim ajudar a impulsionar a implementação (…) e colocar um ritmo maior no avanço das nossas leis”, disse.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos com quedas fortes e generalizadas

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF caiu 3,33%/3,23%, chegando a R$ 116,00/R$ 120,00, enquanto a carcaça especial cedeu 2,15%/2,06%, custando R$ 9,10/kg/R$ 9,50/kg.

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (24), houve recuo de 2,80% em Minas Gerais, atingindo R$ 6,59/kg, baixa de 3,78% no Paraná, valendo R$ 6,11/kg, desvalorização de 2,79% no Rio Grande do Sul, com preço de R$ 5,29/kg, queda de 1,29% em Santa Catarina, custando R$ 6,13/kg, e de 1,62% em São Paulo, fechando em R$ 6,66/kg.

Cepea/Esalq

Frango fica estável no sul na terça-feira (25); ave no atacado paulista sobe

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,50/kg, enquanto o frango no atacado teve elevação de 2,91%, valendo R$ 5,30/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou estável em R$ 4,19/kg, assim como no Paraná, valendo R$ 4,41/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (24), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preço valendo, ambos, R$ 5,78/kg.

Cepea/Esalq

Após orientação do MAPA sobre declaração de emergência zoossanitária para gripe aviária, sete Estados adotam medida

Santa Catarina, Bahia, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Paraná e Sergipe seguiram o Ministério, com medida válida por 180 dias

Após reunião realizada entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) com governadores e representantes dos estados e Distrito Federal orientando para que os governos declarem o estado de emergência zoossanitária e reforcem as ações de contenção e impeçam o avanço da influenza aviária, cinco Estados adotaram a medida. Santa Catarina, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Bahia,Tocantins, Paraná e Sergipe seguiram a orientação. O estado de emergência zoossanitária já havia sido declarado pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ainda no dia 22 de maio, após o início das detecções de casos da doença em aves silvestres no país. Santa Catarina já havia adotado estado de emergência logo após a declaração do MAPA. Até a tarde da terça-feira (25), o país conta com 67 ocorrências da doença, sendo 65 em aves silvestres e duas em aves de fundo de quintal, em Santa Catarina e no Espírito Santo.

MAPA

Brasil tem 68 focos de gripe aviária

O Brasil tinha 68 focos de influenza aviária de alta patogenicidade confirmados até a noite de terça-feira (25), após um novo caso confirmado em ave silvestre em Santa Catarina, em Itapoá, segundo dados atualizados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)

O país continua livre de casos em aves comerciais, do setor produtivo. Entre os casos confirmados, 66 são em aves silvestres e dois em aves domésticas. Sete investigações com coletas de amostras estavam em andamento na terça-feira (25). Desde o primeiro caso de gripe aviária confirmado no último dia 15 de maio, 1.591 investigações foram realizadas no país, das quais 353 com coleta de amostras. O estado com o maior número de focos é o Espírito Santo (28 em aves silvestres e um em ave de subsistência), seguido de Rio de Janeiro (15 em aves silvestres), São Paulo (09), Paraná (07), Bahia (04), Santa Catarina (dois em aves silvestres e um em ave de subsistência) e Rio Grande do Sul (01). Ao menos seis estados brasileiros já decretaram emergência zoossanitária até terça-feira (25): Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Tocantins e Sergipe, segundo levantamento da CarneTec. O Mapa declarou estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional em 22 de maio, dias após o primeiro caso de gripe aviária em ave silvestre ter sido identificado no Espírito Santo. Santa Catarina decretou emergência zoossanitária na quinta-feira (20), segundo informações da Secretaria da Agricultura do Estado. No mesmo dia, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, disse em publicação em sua conta oficial do Twitter que também tinha decidido decretar emergência zoossanitária por 180 dias. Na sexta-feira (21), o governo de Mato Grosso do Sul também adotou a medida, mesmo sem ter registrado caso da doença. O governo do estado reivindicou ao governo federal um aporte de R$ 2,7 milhões para reforçar barreiras sanitárias e unidades móveis de fiscalização, entre outras medidas, segundo informações da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). O governo do Tocantins adotou a emergência zoossanitária na sexta-feira (21), conforme publicação no Diário Oficial do estado. A Bahia decretou emergência zoossanitária no sábado (22), como parte de um “pacto coletivo” entre governadores que participaram da reunião do Mapa, segundo o governador Jerônimo Rodrigues, em nota divulgado pelo governo da Bahia. O governo do Sergipe publicou decreto declarando emergência zoossanitária no Diário Oficial estadual de terça-feira (25). O ministro Fávaro está em missão oficial na Ásia nesta semana, quando encontrará representantes do governo japonês para reafirmar as medidas de segurança sanitária na produção brasileira. O Japão suspendeu compras de carne de frango produzidas no Espírito Santo e em Santa Catarina, após a confirmação de focos de gripe aviária em aves domésticas, de subsistência, nestes estados.

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