
Ano 9 | nº 2017 |10 de julho de 2023
NOTÍCIAS
Mercado do boi está estável em São Paulo
Sexta-feira de poucos negócios, com escalas de abate bem-posicionadas, o mercado ficou estável
Em São Paulo, os preços de boi comum e de novilha gordos subiram R$ 3/@ ao longo da semana passada, segundo a Scot Consultoria. “As escalas de abate (das indústrias paulistas) estão bem posicionadas e os compradores menos ativos”, observou a Scot. Por sua vez, o “desempenho da exportação de carne bovina in natura, no quesito volume, está de tirar o fôlego”, acrescentou. “Junho/23 obteve o recorde no volume exportado para o mês e também foi o terceiro maior volume em toda a série histórica, que data de 1997”, destacou a Scot. Foram embarcadas 192,7 mil toneladas de carne bovina in natura, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No entanto, o preço da commodity brasileira, diz a Scot, “continua deixando a desejar”. Na média de junho/23, foi pago US$ 5,05 mil por tonelada, totalizando faturamento de US$ 974,13 milhões, 6,5% menor que o faturado em junho/22. No fechamento do semestre, volume e faturamento, respectivamente, foram 4,9% e 22,5% menores que o primeiro semestre de 2022. Na avaliação da Scot, com a chegada de gado de confinamento, o que geralmente ocorre ao fim de julho, a escassez da matéria-prima pode resultar em preços mais firmes da arroba do boi gordo nos próximos dias. Na sexta-feira, no mercado paulista, a cotação do boi ficou em R$ 250/@, a da vaca em R$ 212/@ e a da novilha em R$ 235/@ (preços brutos e a prazo), de acordo com a Scot. O preço pago pela arroba do “boi China” está em R$ 255, base SP, valor bruto e a prazo, com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”, acrescentou a Scot. Na região de Belo Horizonte em Minas Gerais, as cotações do boi, da vaca e da novilha se mantiveram estáveis na comparação diária. No Rio de Janeiro, as ofertas de compra para vaca subiram R$5,00/@ na comparação feita dia a dia.
SCOT CONSULTORIA
Preços do boi apresentaram leve recuperação no mercado atacadista e no físico
Segundo Allan Maia, analista da Safras & Mercado, o aumento tradicional no consumo durante a primeira quinzena impulsionou a alta nos cortes negociados no atacado. Maia observa, no entanto, que o movimento ascendente observado nos últimos dias está começando a enfraquecer
“As escalas de abate foram reduzidas devido à menor disponibilidade de gado por parte dos pecuaristas, levando os frigoríficos a elevar os preços. No entanto, após completarem as escalas, as indústrias já estão mostrando menos entusiasmo nas compras, especialmente em São Paulo, onde os negócios chegaram a atingir entre R$ 260,00 e R$ 265,00 por arroba a prazo. Mesmo assim, os preços tiveram uma alta nas principais praças de comercialização do Brasil ao longo da semana”, explica Maia. Em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi a prazo atingiu R$ 255, um aumento de 2% em relação aos R$ 250 da semana passada. Em Dourados (MS), a arroba subiu 2,04%, de R$ 245 para R$ 250 na modalidade a prazo. Em Cuiabá (MT), o valor da arroba aumentou de R$ 218 para R$ 222, um acréscimo de 1,83%. Em Uberaba (MG), o preço a prazo foi cotado a R$ 250 por arroba, em comparação com os R$ 240 praticados na semana passada, valorização de 4,17%. Em Goiânia (GO), a indicação foi de R$ 235, aumento de 4,44% em relação aos R$ 225 registrados na última semana. De acordo com Maia, o mercado atacadista apresentou melhorias nos preços em relação à semana anterior. No caso do quilo do corte traseiro, ele se manteve em R$ 18,60, representando um aumento de 2,48% em comparação aos R$ 18,15 registrados na semana passada. Por outro lado, o corte dianteiro teve um valor de R$ 14,40 por quilo, mostrando uma valorização de 2,86% em relação aos R$ 14,00 da semana anterior. As exportações de carne bovina in natura totalizaram US$ 974,134 milhões em junho (21 dias úteis). Além disso, apresentaram uma média diária de US$ 46,387 milhões. Em termos de quantidade, o país atingiu 192,741 mil toneladas exportadas, resultando em uma média diária de 9,178 mil toneladas. Em relação ao preço médio por tonelada, ele ficou em US$ 5.054,10. Comparando esses dados com junho de 2022, observa-se uma queda de 6,4% no valor médio diário das exportações. No entanto, houve um aumento significativo de 26,4% na quantidade média diária exportada. Além disso, o preço médio sofreu uma desvalorização de 26%.
AGÊNCIA SAFRAS
Preço da carne bovina: será que pode cair ainda mais?
Volume de abates em alta e redução de custos contribuem para tornar o produto mais barato
Maior disponibilidade de animais vem pressionando para baixo o valor da proteína. Uma combinação de fatores levou à tão esperada queda nos preços da carne bovina, que em maior ou menor proporção chegou ao consumidor final
Agora a dúvida é: há espaço para que o recuo permaneça pelos próximos meses? Segundo especialistas ouvidos pela Globo Rural, a resposta é sim, mas com cautela. Para que a picanha chegasse mais barata ao churrasco de domingo, a história começou dentro da porteira. Em função do ciclo pecuário do país, o volume de abates está em alta, o que aumenta a oferta de carne disponível para os frigoríficos. O abate de bovinos chegou a 7,34 milhões de cabeças no 1º trimestre de 2023, alta de 4,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Somente o Estado de Mato Grosso, que lidera o ranking com 16,4% da participação nacional, contribuiu com um acréscimo de 83,11 mil cabeças abatidas entre janeiro e março. O movimento continuou pelos meses que se seguiram e, em maio, por exemplo, o início da entressafra do capim, somado à fase de baixa do ciclo pecuário, resultou no maior envio de fêmeas para o abate da história de Mato Grosso. Naquele mês, 290.617 fêmeas foram para o “gancho”, de acordo com o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea). “Esse ano é um ano de oferta mais volumosa de carne bovina porque, basicamente, há mais animais sendo abatidos. Maio foi um mês muito forte em relação à disponibilidade de boi gordo e, com isso, a carne vem apresentando queda”, disse Fernando Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado. Com isso, as cotações da arroba bovina foram as primeiras a descerem a ladeira. O indicador do boi gordo Cepea/B3 chegou a R$ 236,15 no dia 15 de junho, queda de 25,7% ante igual período do ano passado e o menor patamar de 2023. Outros fatores também contribuíram para que a carne se tornasse mais acessível no varejo. Matheus Peçanha, economista e pesquisador do FGV/Ibre, ressaltou que o Brasil está em um momento de descompressão de custos, que vinham inflacionados desde 2020. “Com essa virada de jogo, o clima melhorando e outros custos diminuindo também, como combustível e energia, tudo isso diminui”, disse o especialista. Segundo ele, o preço da energia caiu 1,15% em 12 meses, enquanto o diesel – amplamente utilizado para o transporte de insumos e produtos por caminhão – baixou 22,94% no período, pressionado pelos desempenhos do câmbio e do petróleo no mercado internacional. Em uma média dos 13 principais cortes bovinos monitorados pelo Ibre, houve queda de preço acumulada em 1,06% na primeira quinzena de junho, 3,04% neste ano e 4,48% em 12 meses. Peçanha disse que ainda há espaço para mais reduções no valor da proteína. “As principais matérias-primas seguem com preços menores e oferta em alta, com os custos acessórios, especialmente de combustíveis também com viés de queda (em uma visão otimista) ou pelo menos de estabilidade”, estimou. O analista da Safras & Mercado destacou que o recuo da proteína no varejo só não é mais intenso porque este elo da cadeia também está aproveitando esse momento para ampliar sua margem. “Provavelmente vamos ver preços menores, mas é difícil que o varejo repasse toda essa queda na ponta final”, afirmou Iglesias. A exemplo disso, Alcides Torres, diretor da Scot Consultoria, comentou que a carcaça do boi inteiro chegou a ser cotada em R$ 13,50 por quilo (no mercado atacadista de carne com osso) na parcial de junho, baixa de cerca de 30% em relação ao mesmo período do ano passado. Já no varejo sem osso, quase todos os cortes tiveram recuo de preço, mas que não ultrapassou a marca de 12%.
GLOBO RURAL
Economia
Dólar à vista cai 1,32% com aprovação da reforma tributária
As reações positivas do mercado financeiro à aprovação da reforma tributária na Câmara, somadas à divulgação de dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos, fizeram o dólar à vista recuar mais de 1% ante o real na sexta-feira, novamente para abaixo dos 4,90
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8650 reais na venda, com baixa de 1,32%. Este foi o maior recuo percentual em um único dia desde 27 de abril, quando havia caído 1,56%. Na semana, o dólar ainda acumulou alta de 1,58% em função dos avanços em sessões anteriores. Na B3, às 17:15 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,12%, a 4,8865 reais. Na abertura, certa pressão baixista sobre o dólar era exercida pela aprovação na Câmara, em dois turnos, do texto-base da reforma tributária. O Departamento do Trabalho dos EUA informou que o país abriu 209.000 vagas de emprego em junho, abaixo dos 225 mil empregos projetados por economistas ouvidos pela Reuters. Além disso, o número de maio foi revisado para baixo, de 339.000 para 306.000 vagas. No Brasil, os dados norte-americanos se somaram à percepção positiva em relação à reforma tributária, o que colocou o dólar à vista em trajetória firme de queda ante o real. Operador ouvido pela Reuters afirmou que os dois fatores — reforma tributária e payroll — levaram muitos investidores comprados no mercado futuro (posicionados na alta das cotações) a desmontar suas posições, o que intensificou a queda do dólar no mercado à vista. No mercado, a avaliação era de que, apesar de não ser a ideal, a reforma tributária é positiva para o crescimento no longo prazo e fator de impulso para os ativos brasileiros. “Se a reforma tributária tornar o ambiente de negócios mais favorável e atrativo para investidores estrangeiros, pode haver um aumento no fluxo de capital para o Brasil. Esse aumento na entrada de investimentos estrangeiros pode fortalecer a moeda local, possibilitando a queda do dólar”, avaliou Haryne Campos, especialista em câmbio na WIT Exchange.
REUTERS
Ibovespa sobe com avanço da reforma tributária e aval de dados dos EUA
O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, embalado pelo avanço da reforma tributária no Congresso Nacional, enquanto dados mostraram que o ritmo de criação de empregos nos Estados Unidos desacelerou no mês passado
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,25%, a 118.897,99 pontos. O volume financeiro somou 24,5 bilhões de reais. Com tal desempenho, o Ibovespa assegurou um resultado positivo na semana, com ganho de 0,69%. Até a véspera, acumulava queda de 0,56%, em meio a ajustes após registrar em junho a melhor performance mensal desde o final de 2020 (+9%), voltando também a flertar com os 120 mil pontos. Após décadas de discussão do tema no Congresso, a Câmara dos Deputados concluiu na sexta-feira a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária, que foi aprovada com ampla margem e agora segue para análise no Senado. De acordo com o analista da Terra Investimentos Luis Novaes incertezas em torno da votação da reforma na véspera, principalmente a versão final, entre outros fatores, pesaram negativamente na bolsa paulista, mas o texto foi aprovado com uma redação considerada regular pelo mercado. A visão de vários analistas no mercado é de que, ainda que a reforma faça concessões para alguns setores, o texto é positivo para o crescimento econômico de longo prazo e pode servir de impulso para os ativos brasileiros. A Câmara ainda aprovou na sexta-feira o projeto que retoma o voto de desempate do governo nas decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Já a análise da nova regra fiscal ficará para agosto, segundo o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). O texto voltou para a Câmara depois de sofrer alterações no Senado. Os mercados, na visão da estrategista de portfólio da Global X ETFs Michelle Cluver, estão atentos a qualquer indicação de até onde o Federal Reserve provavelmente irá, e os dados do mercado de trabalho dos EUA refletem uma tendência mais lenta, embora ainda boa, no crescimento do emprego. Segundo ela, apesar de a tendência de contratação estar diminuindo, o ritmo continua alto.
REUTERS
Câmara aprova texto-base de projeto que retoma voto de qualidade no Carf
A Câmara aprovou na sexta-feira o texto principal de projeto que retoma o voto de desempate do governo em decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), projeto que pode ajudar o governo a fechar o Orçamento de 2024
Aprovado de maneira simbólica, o texto-base ainda pode ser alterado por destaques. A conclusão da votação do projeto irá destravar a pauta da Câmara e abrirá espaço para a análise da proposta do novo arcabouço fiscal, cuja votação só deve ocorrer em agosto. Este é mais um fator positivo para os ativos brasileiros, já que o projeto é considerado crucial para elevar a arrecadação do governo.
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Poupança tem depósitos líquidos de R$2,6 bi em junho e interrompe 5 meses de saques, diz BC
A caderneta de poupança registrou depósitos líquidos em junho e encerrou cinco meses seguidos de saques, de acordo com dados do Banco Central divulgados na sexta-feira
A aplicação financeira mais procurada pelos brasileiros registrou entrada líquida de 2,595 bilhões de reais no mês passado, após saque líquido de 11,747 bilhões de reais em maio. Em junho do ano passado, houve retiradas líquidas de 3,755 bilhões de reais. No mês passado, os depósitos superaram os saques no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) em 2,421 bilhões de reais. Já na poupança rural, os depósitos líquidos foram de 174,166 milhões de reais. O movimento de saques visto nos cinco primeiros meses do ano ocorreu em meio a um cenário de juros elevados, que reduz a competitividade da poupança frente a outros investimentos.
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IGP-DI tem nova queda em junho e deflação em 12 meses supera 7% em recorde da série
O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou uma quarta queda consecutiva em junho, informou na sexta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV), acumulando em 12 meses a maior deflação já registrada na série, de mais de 7%
O IGP-DI caiu 1,45% no mês passado, desacelerando o ritmo de queda ante baixa de 2,33% vista em maio, acumulando recuo de 7,44% em 12 meses –o mais intenso desde que esse dado começou a ser registrado, em 1998. Economistas consultados pela Reuters esperavam queda de 1,37% do IGP-DI em junho. No período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, caiu 2,13%, um arrefecimento do ritmo de perdas na comparação com a deflação de 3,37% registrada no mês anterior. “Quedas menos intensas registradas nos preços do milho (de -16,85% para -11,75%) e da soja (de -7,71% para -3,61%) contiveram a deflação ao produtor”, explicou André Braz, Coordenador dos índices de preços. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-DI, caiu 0,10% em junho, após mostrar variação positiva de 0,08% em maio. “No IPC, o bom comportamento dos preços dos alimentos, que caíram 0,36%, e a redução dos impostos para veículos zero km, cujos preços recuaram 5,47%, abriram espaço para que os preços ao consumidor caíssem”, explicou Braz. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, acelerou a alta para 0,71% em junho, ante 0,59% no mês anterior. A inflação no Brasil tem mostrado sinais de arrefecimento, de acordo com dados recentes, o que elevou a perspectiva de que o Banco Central começará em breve a cortar a taxa de juros Selic, atualmente em 13,75%.
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GOVERNO
Mapa vai estruturar projeto para buscar financiamento de programas de recuperação de pastagens
A ideia é elaborar propostas para a captação de recursos internacionais que possam financiar técnicas de produção agropecuária sustentáveis no Brasil
O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu na quinta-feira (6) com técnicos do Mapa, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Brasil para discutir a elaboração de um projeto para a captação de financiamento para programas de recuperação de pastagens degradadas no Brasil. A ideia é estruturar propostas para a captação de recursos internacionais que possam financiar técnicas de produção agropecuária sustentáveis no Brasil. “Vamos elaborar juntos um plano estruturado para que a gente possa captar recursos e intensificar esse programa de governo”, destacou o ministro Fávaro. Na reunião, o Banco do Brasil apresentou o mapeamento de todas as áreas degradadas do país e um plano de recuperação escalonada, com estimativas de financiamento. Segundo o estudo, o país tem atualmente cerca de 100 milhões de hectares de pastagens degradadas, sendo 35 milhões com degradação alta e cerca de 66 milhões de hectares com degradação intermediária. O BNDES apresentou propostas de cofinanciamentos em projetos de recuperação de biomas, de coinvestimentos em fundos já existentes e a possibilidade de elaboração de um novo fundo para investimentos externos. O Ministro também destacou a importância do BNDES para aumentar os investimentos em infraestrutura e logística para escoamento da safra. “Isso tem que estar integrado, se não fizermos assim, vamos criar um gargalo, aumentando a produção sem aumentar a infraestrutura necessária para o setor”. Os técnicos irão finalizar a proposta nos próximos dias para levar a investidores privados e governamentais na viagem que será realizada pelo ministro e comitiva do Mapa no fim de julho ao Japão, Coreia, Emirados Árabes e Arabia Saudita.
MAPA
Frangos & Suínos
Altas moderadas para o mercado de suínos
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 120,00/R$ 122,00, enquanto a carcaça especial teve alta de, pelo menos, 1,09%, custando R$ 9,30/kg/R$ 9,60/kg
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (6), os preços não mudaram no Rio Grande do Sul (R$ 6,02/kg) nem em São Paulo (R$ 6,48/kg). Houve alta de 0,89% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,82/kg, leve aumento de 0,16% no Paraná, atingindo R$ 6,09/kg, e de 0,84% em Santa Catarina, fechando em R$ 6,00/kg.
Cepea/Esalq
Brasil eleva exportação de carne suína no 1º semestre com recuo em concorrentes
Segundo a ABPA, embarques para a China também contribuíram para o avanço de 15,6% nas vendas brasileiras no período. União Europeia e Canadá reduziram vendas da proteína no mercado global
As exportações de carne suína do Brasil alcançaram 589,8 mil toneladas entre janeiro e junho deste ano, aumento de 15,6% comparado ao mesmo período de 2022, com o país ganhando o espaço de concorrentes no mercado global e avanços na venda para a China, informou na sexta-feira (7/7) a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Considerando apenas junho, os embarques de carne suína atingiram 108,6 mil toneladas – o melhor resultado mensal registrado pelo setor em 2023. Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve uma alta de 16,1% no volume. A receita com as exportações de junho somou US$ 264,3 milhões, aumento de 20,7% na variação anual. No acumulado do semestre, o desempenho subiu 26,7%, para US$ 1,413 bilhão, de acordo com os dados. “O Brasil tem crescido a sua participação em mercados relevantes, na esteira da diminuição dos volumes exportados, por exemplo, pela União Europeia, maior exportador mundial, e o Canadá, terceiro maior exportador”, disse em nota o diretor de mercados da ABPA, Luis Rua, apesar de avaliar a suinocultura como em um cenário ainda “desafiador”. A China segue com principal importadora da carne suína brasileira, com 214,4 mil toneladas adquiridas no primeiro semestre, alta de 17,1% no comparativo anual.
ABPA
Frango com quedas na maior parte das cotações
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,50/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 5,25/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço subiu 11,90%, alcançando R$ 4,89/kg; já no Paraná, houve recuo de 1,11%, atingindo R$ 4,46/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (6), a ave congelada teve recuo de 2,35%, chegando a R$ 5,82/kg, enquanto a ave resfriada baixou 3,06%, cotada em R$ 5,70/kg.
Cepea/Esalq
Exportação de carne de frango do Brasil cresce 8,5% no 1º semestre, diz ABPA
As exportações de carne de frango do Brasil, maior exportador global do produto, totalizaram 2,629 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2023, aumento de 8,5% ante o mesmo período do ano passado, com impulso de grandes importadores como China, Japão, África do Sul e Arábia Saudita
Seguindo relatório publicado na sexta-feira pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a receita acumulada no primeiro semestre alcançou 5,168 bilhões de dólares, avanço de 9,3% na mesma comparação. Em junho, as exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 446,2 mil toneladas, alta de 3,2%, mas tiveram queda de 6,7% em receitas para 887,5 milhões de dólares. A China continuou no primeiro semestre como principal destino do produto brasileiro, com 390,7 mil toneladas entre janeiro e junho (+33%), seguido por Japão, com 219,8 mil toneladas (+8,5%), Emirados Árabes Unidos, com 200,1 mil toneladas (-18,3%), África do Sul, com 189,7 mil toneladas (+16,5%) e Arábia Saudita, com 176,8 mil toneladas (+8,4%). As exportações brasileiras de carne suína alcançaram 589,8 mil toneladas entre janeiro e junho deste ano, alta semestral de 15,6%. A receita das exportações chegou a 1,413 bilhão de dólares, crescimento de 26,7%. A China segue com principal importadora da carne suína brasileira, com 214,4 mil toneladas no primeiro semestre (+17,1%).
ABPA
Frango/Cepea: Preço da carne de frango cai em junho e perde competividade
O valor médio da carne de frango negociado no atacado da Grande São Paulo recuou de maio para junho
As proteínas suína e bovina, por sua vez, registraram desvalorizações ainda mais expressivas no mesmo período. Assim, a competitividade da carne de frango diminuiu em relação às substitutas. Segundo pesquisadores do Cepea, as vendas da proteína avícola estiveram fracas no último mês, o que levou a indústria a manter os preços baixos para tentar manter a liquidez e evitar o aumento dos estoques.
Cepea
INTERNACIONAL
Demanda limitada por carne bovina na China pressiona boi brasileiro
Analistas projetam segundo semestre com volume embarcado maior, mas ainda há dúvida sobre preços médios de tonelada
O consumo de carne bovina dentro da China está menor do que os exportadores brasileiros esperavam para o pós-pandemia, informa a Datagro. Segundo dados do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país compilados pela consultoria, o quilo da proteína foi vendido por menos de 72 yuan (cerca de R$ 49) nos últimos dias, aquém dos 78 yuan (R$ 53) do começo deste ano. “Havia uma expectativa muito grande de retorno da demanda com a reabertura chinesa, mas ela não veio”, afirma João Otávio Figueiredo, líder de pesquisa da Datagro Pecuária. Figueiredo diz que a demanda chinesa costuma aumentar no segundo semestre — cerca de 60% do volume é importado nesse período. Nesse período, importadores começam a formar estoques para o Ano-Novo Lunar, feriado mais importante do país. “Mas volume não é preço. É só ver a Argentina que performou bem durante o embargo ao Brasil, mas não viu preços melhores”, afirma o analista da Datagro. Outro problema é a alta do real em comparação com o dólar, que encarece o produto brasileiro no mercado internacional. A tonelada de carne bovina caiu de mais de US$ 7 mil em meados do ano passado para algo em torno de US$ 5 mil no mês passado. “E tem chinês querendo negociar a US$ 4,5 mil. A indústria vai ter que transferir [essa queda dos preços] para o boi de exportação”, explica. Segundo ele, no melhor cenário, a arroba do boi deve ficar em R$ 270 em outubro. No pior, perto dos R$ 250 por arroba — uma queda de R$ 100 em relação aos patamares de 2022. O recuo do preço do boi gordo dificulta traçar uma tendência para o confinamento de gado no país, segundo a StoneX. De um lado, os principais custos da atividade — boi magro e milho — estão nos menores patamares em quase três anos. Do outro, a curva futura na B3 indica uma arroba a R$ 265 no terceiro trimestre, bem abaixo dos níveis de anos atrás. A arroba caiu nos últimos meses devido à virada do ciclo da pecuária, que aponta para um aumento gradativo na oferta de animais, com maior participação de fêmeas no abate. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em maio, pelo quarto mês consecutivo, as fêmeas representaram a maioria (52,6%) dos animais abatidos. Nos últimos dois anos, a participação foi de 39,1% e 37,3%, respectivamente. A StoneX diz que é pouco provável que falte gado pronto para abate neste trimestre. “Apesar do boi gordo ter se desvalorizado neste último ano, o recuo do boi magro e do milho foram ainda mais significativos, o que contribui para a margem do confinador”, diz, em relatório recente. Segundo a consultoria, o possível aumento da demanda interna por carne bovina — em função do barateamento da proteína no país — deve surtir pouco efeito sobre os preços do boi. “Isso porque o crescimento da oferta está sendo superior a esse crescimento na demanda interna”, diz a empresa. Nesse sentido, o Rabobank diz que a tendência de perda de poder de compra deve se manter nesse ano, mesmo com maior oferta e preços menores de carne bovina. Comparando maio de 2023 com o mesmo período do ano passado, a carne bovina caiu 5,2%, segundo a Stonex, enquanto o suíno ficou 4,8% mais barato e o frango recuou apenas 1,7%.
GLOBO RURAL
Preços mundiais de alimentos voltam a cair em junho, diz agência de alimentos da ONU
O índice de preços mundiais da agência de alimentos das Nações Unidas caiu em junho para seu nível mais baixo em mais de dois anos, pressionado por uma queda no custo de açúcar, óleos vegetais, cereais e laticínios
O índice de preços da Organização para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), que acompanha as commodities alimentares mais comercializadas globalmente, alcançou média de 122,3 pontos em junho, contra 124,0 no cálculo revisado do mês anterior, informou a agência na sexta-feira. A leitura do índice de maio foi inicialmente dada como 124,3 pontos. A pontuação de junho foi a mais baixa desde abril de 2021 e significa que o índice está agora 23,4% abaixo do pico histórico alcançado em março de 2022, após o início da invasão da Ucrânia pela Rússia. Em um relatório separado sobre oferta e demanda de cereais, a FAO previu a produção mundial de cereais este ano em 2,819 bilhões de toneladas, ligeiramente acima da estimativa do mês passado e um aumento de 1,1% em relação aos níveis de 2022. A FAO disse que o aumento da previsão foi quase inteiramente motivado por melhores perspectivas para a produção global de trigo, com a projeção elevada em 0,9%, para 783,3 milhões de toneladas. O índice de preços de cereais da FAO caiu 2,1% em junho em relação ao mês anterior, com recuo dos preços de milho, cevada, sorgo, trigo e arroz. O índice de preços do óleo vegetal caiu 2,4% em relação ao mês anterior, atingindo seu nível mais baixo desde novembro de 2020, impulsionado pelos preços mundiais mais baixos dos óleos de palma e girassol, que mais do que compensaram as cotações mais altas do óleo de soja e canola. O índice de preços do açúcar caiu 3,2% em relação a maio, marcando sua primeira baixa após quatro aumentos mensais consecutivos, impulsionado principalmente pelo bom andamento da safra de cana-de-açúcar 2023/24 no Brasil e uma fraca demanda global de importações, disse a FAO. O índice de preços de laticínios caiu 0,8% em relação a maio, enquanto o índice de carnes permaneceu praticamente inalterado.
REUTERS
Índice global de preço de carnes fica estável em junho
O índice global de preços de carnes da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) ficou estável em junho, em relação a maio, em 117,9 pontos, já que aumentos nas cotações internacionais de carnes de aves e suína foram compensados por declínios nos preços de carnes bovina e ovina, disse a FAO em comunicado na sexta-feira (07).
O índice ficou 6,4% abaixo do registrado em junho do ano passado. Os preços internacionais de carne de aves subiram puxados pelo aumento na demanda do leste da Ásia pelo produto importado, principalmente o produzido no Brasil, em um cenário de influenza aviária em diversos países, segundo nota divulgada pela FAO. O Brasil continua sendo considerado livre da doença já que nenhum caso foi identificado em aves do setor produtivo. Os preços de carne suína também aumentaram no mês passado devido à oferta apertada em grandes regiões produtoras, especialmente na União Europeia. Já os preços internacionais de carne bovina caíram levemente, refletindo aumento da oferta para exportações, especialmente por parte da Austrália. Os preços da carne ovina também tiveram redução em um cenário de aumento na oferta por parte da Oceania.
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