
Ano 9 | nº 1945 |24 de março de 2023
NOTÍCIAS
Quatro novas plantas frigoríficas são habilitadas para exportar carne bovina brasileira para a China
Decisão foi tomada após reunião do Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, com o Ministro da Administração Geral da Aduana Chinesa, Yu Jianhua, que também levantou embargo à carne bovina brasileira
A Administração Geral de Alfândegas da China (GACC) anunciou na quinta-feira (23) a habilitação de quatro novas plantas frigoríficas do Brasil, que poderão passar a exportar para o país asiático. Segundo anúncio do Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, são duas plantas de Rondônia, uma do Espírito Santo e uma do Paraná. Também foi anunciada ontem a autorização para a retomada da suspensão de duas plantas frigoríficas que estavam suspensas e que vão poder voltar a exportar para a China: um abatedouro bovino no Mato Grosso e um frigorífico de frango no Rio Grande do Sul. Segundo o Ministro, outras empresas estão com pequenas pendências junto à GACC, que devem ser resolvidas ainda durante a missão do Mapa na China. “É um conjunto de ações que beneficia a agropecuária brasileira, gera empregos e oportunidades a todos os brasileiros”, comemorou Fávaro. O Mapa também anunciou hoje que o governo chinês decidiu levantar o embargo à carne bovina brasileira. As importações do Brasil estavam suspensas desde fevereiro após a confirmação de um caso isolado e atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (mal da “vaca louca”), identificado em uma pequena propriedade no município de Marabá (PA).
MAPA
Após quatro anos, China volta a habilitar novos frigoríficos brasileiros de carne bovina
Quatro plantas receberam autorização para vender ao mercado chinês
A Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) habilitou mais quatro frigoríficos do Brasil para exportação de carne bovina ao mercado chinês. Essas são as primeiras habilitações de plantas brasileiras que os chineses anunciam desde 2019. Na lista de habilitações anunciada na quinta-feira estão o Frigorífico Astra (SIF 1251), de Cruzeiro d’Oeste (PR), a planta da Frisa (SIF 506) em Colatina (ES), a unidade da JBS (SIF 4333) em Vilhena (RO) e o Frigorífico Irmãos Gonçalves (SIF 2443), de Jaru (RO). A GACC também confirmou a liberação das exportações de dois frigoríficos que estavam suspensos. A unidade da BRF em Marau (RS), cujas vendas de carne de frango estavam bloqueadas desde dezembro de 2021, e a planta da Ramax em Guarantã do Norte (MT), que foi suspensa em agosto do ano passado, conforme antecipou o Valor na ocasião. As informações sobre as liberações e as novas habilitações estão no site da GACC. As medidas valem a partir da quinta. O governo brasileiro ainda não confirmou as novas habilitações, mas já estava na expectativa de que as autoridades chinesas fizessem o anúncio. Ao todo, o Brasil tem agora 106 plantas habilitadas para vender carnes para a China. Dessas, 41 são de carne bovina e 47 de proteína de frango.
VALOR ECONÔMICO
Além da China, 4 países retiraram embargo à carne bovina brasileira, diz ministério
No entanto, o Itamaraty não informou quais são os mercados que retiraram o embargo; em nota, destacou que 6 países ainda continuam com bloqueios: Bahrein, Cazaquistão, Catar, Irã, Rússia e Tailândia
O Ministério das Relações Exteriores informou que, além da China, quatro países que haviam interrompido as compras da carne bovina brasileira já retiraram os embargos. A diplomacia, no entanto, não informou quais são os mercados. Em nota, destacou que seis países continuam bloqueados momentaneamente: Bahrein, Cazaquistão, Catar, Irã, Rússia e Tailândia. Em comunicado divulgado na noite da quinta-feira (23), o Itamaraty disse que tem atuado para evitar fechamentos indevidos de mercados para a carne bovina brasileira desde o anúncio do caso atípico de “vaca louca”, em fevereiro, no Pará. “O Ministério das Relações Exteriores (MRE), por meio de sua rede de embaixadas, vem atuando desde o anúncio do caso de EEB para evitar fechamentos indevidos de mercados. Por meio de monitoramento ativo, o MRE detectou riscos de fechamento em 15 países. Em quatro casos foi possível evitar o fechamento do mercado e em outros cinco, contando a China, os mercados foram momentaneamente fechados, mas já reabertos”, diz a nota. “Os esforços continuam com vistas à reabertura dos 6 mercados remanescentes – Bahrein, Cazaquistão, Catar, Irã, Rússia e Tailândia”, completou. O Itamaraty informou que o governo brasileiro recebeu “com satisfação” a notícia da reabertura do mercado da China para a carne bovina brasileira, anunciada na quinta-feira. O ministério disse que a reabertura do mercado chinês ocorreu após “intensas gestões diplomáticas, seguidas da visita do Ministro da Agricultura e Pecuária [Carlos Fávaro] à China”.
VALOR ECONÔMICO
Do autoembargo até aqui
Segundo a Scot Consultoria, a reação do mercado nas praças paulistas, principalmente dos exportadores, foi manter suspensa as compras do boi-China e esperar por mais informações
Em relação aos lotes de animais direcionados ao mercado interno (sem premiação), não houve alterações nas cotações do boi, vaca e novilha, relata a Scot. Dessa maneira, o boi gordo paulista segue cotado em R$ 280/@, enquanto a vaca e a novilhas gordas são negociadas por R$ 257/@ e R$ 267/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). Desde o autoembargo da exportação de carne bovina para a China, maior compradora da carne brasileira o mercado reagiu com queda da cotação da arroba do boi gordo. A cotação caiu R$10,00/@ imediatamente, considerando as praças pecuárias paulistas, e ficou nesse patamar. Ontem, 20 dias úteis após o autoembargo, foi anunciada a retomada da exportação. O anúncio foi feito pelo MAPA e pela Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês). Para àqueles que atendem o mercado interno, não houve alterações nas cotações do boi, vaca e novilha. A retomada da exportação veio acompanhada da reabilitação do frigorífico Redentor em Guarantã do Norte-MT e da habilitação do Frigon em Jaru-RO, do JBS em Vilhena-RO, do Rio Doce em Colatina-ES e Astra em Cruzeiro do Oeste-PR. O desempenho da exportação, até a terceira semana de março, foi de 89,8 mil toneladas, com faturamento de 436,8 milhões de dólares. A projeção até o final do mês é de que 158,9 mil toneladas sejam exportadas e o faturamento seja de 772 milhões de dólares. Em março/22, a exportação foi de 169,1 mil toneladas e o faturamento foi de 998,6 milhões de dólares. Considerando os dados parciais, o volume e faturamento estão 47% e 56% menores que os obtidos em 2022. Em fevereiro, a exportação foi de 126,5 mil toneladas com faturamento de 613,9 milhões de dólares. Comparando o volume e o faturamento de março (dados parciais) os resultados estão 29,0% e 28,9% menores frente fevereiro último.
SCOT CONSULTORIA
Preços do boi gordo voltaram a subir nas principais praças do Brasil na quinta-feira
Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a volta da China fez com que as indústrias exportadoras atuassem de maneira mais contundente na compra de gado
A expectativa é que haja alta dos preços no curtíssimo prazo, uma vez que os frigoríficos operaram durante o período de embargo com escalas de abate encurtadas. No momento a maior necessidade da indústria é de recompor suas escalas de abate. A notícia de que quatro novas plantas foram habilitadas (Jaru/RO; Vilhena/RO; Cruzeiro do Oeste/PR; Colatina/ES) também deve influenciar no mercado e reduzir o diferencial de base entre São Paulo e outras praças. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 295. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 274. Em Cuiabá (MT), a arroba ficou indicada em R$ 252. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 290 por arroba. O mercado atacadista voltou a apresentar preços acomodados para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda remete a menor espaço para reajustes no curto prazo, em linha com consumo mais discreto durante a segunda quinzena do mês. Além disso, a carne de frango permanece mais competitiva na comparação com as proteínas concorrentes, em especial com a carne bovina. O quarto dianteiro ainda foi cotado a R$ 14,20 por quilo. Quarto traseiro foi precificado a R$ 20 por quilo, queda de R$ 0,25. Ponta de agulha segue cotada a R$ 14,30 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar à vista tem alta em meio a críticas do governo ao BC
Na noite de quarta-feira, o BC anunciou a manutenção da Selic em 13,75% ao ano –o que era largamente esperado– mas publicou um comunicado duro em relação ao cenário para a inflação. Contrariando expectativas do governo e de parte do mercado, o BC não passou indicações de quando começará o corte de juros.
O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,2898 reais na venda, em alta de 1,02%. Na B3, às 17:09 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,86%, a 5,2960 reais. Na noite de quarta-feira, o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC foi considerado duro por analistas do mercado, ao não sinalizar a proximidade de um corte de juros. No documento, o colegiado ressaltou a deterioração do ambiente externo, a desancoragem das expectativas de inflação e a incerteza quanto ao arcabouço fiscal do governo, entre outros fatores. Profissionais ouvidos pela Reuters afirmaram que o receio de que a relação entre governo e BC possa piorar acabou se sobrepondo aos demais fatores baixistas. “O dólar subiu aqui hoje, embora o BC tenha mantido a Selic e tenha feito um discurso mais duro, sinalizando que poderá fazer algum ajuste residual se necessário. Isso em tese deveria ser positivo para o dólar, ainda mais em um cenário em que o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) tinha amenizado o discurso no dia anterior”, comentou Cristiane Quartaroli, do Banco Ourinvest. Já o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, considerou o comunicado do BC “muito preocupante” e disse que a autarquia poderá comprometer o resultado fiscal do país. Na quinta-feira, foi a vez de o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva disparar contra o BC. “Eu digo todo dia: não tem explicação para nenhum ser humano do planeta Terra a taxa de juros do Brasil estar a 13,75%, não existe explicação”, afirmou. No exterior, o dólar operava à tarde mais próxima da estabilidade ante uma cesta de moedas. Pela manhã, o Banco Central vendeu todos os 16 mil contratos de swap cambial tradicional, ofertados na rolagem dos vencimentos de maio.
REUTERS
Ibovespa fecha abaixo de 98 mil pontos com ajustes sobre Selic
O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, um dia após o Banco Central esfriar expectativas de alívio monetário em breve
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,29%, a 97.926,34 pontos, mínima desde julho de 2022. O volume financeiro somou 25,6 bilhões de reais. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC manteve a Selic em 13,75% ao ano na véspera, reforçando que “irá perseverar até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas, que mostrou deterioração adicional”. O comunicado do BC reforçou a visão de grandes bancos de que reduções na Selic ficarão para o segundo semestre do ano, possivelmente só no final desse período. A sinalização do Copom de que há pouco espaço para queda de juros desencadeou novas críticas de Lula ao nível da Selic, ao BC e ao presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto. Ele reafirmou não ver explicação para o atual nível dos juros no país e disse que o BC deve pagar o preço. Em Wall Street, embora os principais índices tenham perdido fôlego durante a sessão, o sinal positivo prevaleceu, com a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, assegurando que medidas serão tomadas para manter seguros os depósitos dos norte-americanos. Em 2023, o norte-americano S&P 500 acumula alta de 2,85%, enquanto o Ibovespa recua 10,76%.
REUTERS
Arrecadação federal tem alta de 1,28% em fevereiro, mostra Receita
A arrecadação federal cresceu 1,28% em termos reais em fevereiro sobre o mesmo mês do ano passado, somando 158,995 bilhões de reais, informou a Receita Federal nesta quinta-feira. No bimestre, a arrecadação totalizou 410,739 bilhões de reais, uma alta de 1,19% sobre os dois primeiros meses de 2022, já descontada a variação da inflação.
REUTERS
EMPRESAS
Minerva e Marfrig retomam abates para envio de carne à China
Somadas, as duas empresas têm 20 unidades na América do Sul habilitadas para exportar ao mercado chinês
A Minerva e a Marfrig informaram ontem (23/3) que retomaram as operações de abate e produção de carne bovina voltadas ao mercado chinês. A decisão das duas empresas ocorreu depois de a Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) comunicar a “retomada irrestrita das exportações de carne bovina do Brasil para a China”. Pouco depois das 11h da quinta-feira, as ações da Minerva subiram 4,51% na B3, a R$ 11,81. Já a Marfrig, que abriu o dia em alta, caía 1,4% no fim da manhã, a R$ 6,63. “Considerando as nossas plantas estrategicamente diversificadas na América do Sul, nossa exposição ao mercado chinês alcança sete unidades produtivas, com capacidade de abate de aproximadamente 10 mil cabeças de gado por dia, sendo três plantas no Brasil, três plantas no Uruguai e uma na Argentina”, disse a Minerva, em nota. Também em comunicado, a Marfrig lembrou que é a empresa da América do Sul com o maior número de plantas habilitadas para vender à China. São, ao todo, 13 plantas. Dessas, sete ficam no Brasil, quatro no Uruguai e duas na Argentina.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Mercado de suínos alta em MG e estabilidade no PR E RS
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 127,00/R$ 133,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 9,80/R$ 10,20 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (22), houve leve alta somente em Minas Gerais, na ordem de 0,14%, chegando a R$ 7,26/kg. Foi registrada queda de 0,30% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,70/kg, e de 0,14% em São Paulo, valendo R$ 7,19/kg. Os valores ficaram estáveis no Paraná (R$ 6,76/kg), e no Rio Grande do Sul (R$ 6,80/kg). Ainda faltando uma semana para a virada do mês, a suinocultura independente sofre com os efeitos do menor ímpeto de compras por parte de frigoríficos e especulações, conforme informaram lideranças do setor na quinta-feira (23).
Cepea/Esalq
Suínos/Cepea: Preços caem em todas as regiões
As cotações da carne e do suíno vivo estão em movimento de queda na segunda quinzena de março em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea
A pressão sobre os valores vem do desaquecimento da demanda por proteína no mercado atacadista, tendo em vista a diminuição no poder de compra do consumidor neste período do mês. Diante disso, agentes de frigoríficos vêm limitando a demanda por novos lotes de animais para abate.
Cepea
Suinocultura independente: preços em queda
No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 16/03/2023 a 22/03/2023), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 1,12%, fechando a semana em R$ 6,82/kg vivo. “Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente queda, podendo ser cotado a R$ 6,81/kg vivo”, disse o Lapesui
Em São Paulo o mercado, que na semana passada não teve comercialização por falta de consenso entre suinocultores e frigoríficos, na quinta-feira (23) teve acordo de R$ 7,20/kg vivo, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro, houve recuo, saindo de R$ 7,30/kg vivo na semana passada para R$ 6,80/kg vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve queda, saindo de R$ 7,15/kg vivo para R$ 6,87/kg vivo nesta semana.
AGROLINK
Sobe o Preço do frango resfriado em SP
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado teve queda de 0,31%, custando R$ 6,35/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço não mudou, valendo R$ 4,29/kg, assim como no Paraná, fixado em R$ 4,89/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (22), a ave congelada registrou recuo de 0,96%, atingindo R$ 7,19/kg, enquanto o frango resfriado subiu 13,24%, fechando em R$ 8,21/kg.
Cepea/Esalq
Novo caso de gripe aviária é detectado no Uruguai
São cinco ocorrências da doença no país
Mais um caso de influenza aviária foi detectado no Uruguai, segundo o site Prensa Latina. Desta vez, a doença foi encontrada em aves no Talice Ecopark, no departamento uruguaio de Flores, informou na quinta-feira (23) o prefeito Fernando Echeverría. As aves contaminadas eram um cisne de pescoço comprido, uma espécie altamente suscetível, e um pavão. Ao todo, são cinco casos confirmados no país. Echeverría disse ao jornal Sublinhado que foram feitos estudos em outras aves que morreram e ainda não foram confirmados. “O preocupante é que já temos esse foco no departamento e que está começando a abranger o Uruguai”, afirmou. Ele explicou que a Prefeitura determinou o fechamento provisório do Ecoparque, enquanto técnicos do Ministério da Pecuária, Meio Ambiente e Saúde trabalham. Na véspera, o Diretor de Serviços Pecuários, Daniel de Freitas, garantiu em entrevista à televisão que o Uruguai mantém o status sanitário conferido pela Organização Mundial de Saúde Animal. Ele explicou que isso ocorre porque a gripe aviária não foi comprovada em granjas de produção avícola, mas em aves silvestres e de quintal.
Prensa Latina
INTERNACIONAL
Argentina faz 1ª exportação de carne bovina ao México após 10 anos de negociações
O México abriu seu mercado para a carne bovina argentina no dia 11 de novembro do ano passado
Depois mais de 10 anos de negociações, foi concluída nesta quarta-feira, 22, a primeira exportação de carne bovina da Argentina para o México, após agentes do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar argentino (Senasa) certificarem a qualidade da mercadoria embarcada. A amostra comercial, do estabelecimento argentino Arrebeef, é composta por 1 tonelada de diferentes cortes de carne bovina. Outros 21 estabelecimentos argentinos também têm autorização para exportar para o México. “Hoje a Argentina tem os mercados do Canadá, dos Estados Unidos e agora do México, um bloco muito importante para o país e para a nossa indústria e um desafio muito grande para o Senasa continuar abrindo outros mercados”, disse o vice-presidente do Senasa, Rodolfo Acerbi, durante a certificação final do embarque no o aeroporto internacional de Ezeiza, na Argentina. “Acreditamos que este é o começo para continuar fortalecendo o relacionamento econômico bilateral para que reflete o peso de nossas economias e o intercâmbio de produtos que nos levará a estar mais próximos uns dos outros”, completou o chefe de Relações Exteriores da Embaixada do México na Argentina, Gabriel Terrés. O México abriu seu mercado para a carne bovina argentina no dia 11 de novembro do ano passado. As negociações haviam sido iniciadas em 2012.
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