
Ano 9 | nº 1923 |22 de fevereiro de 2023
NOTÍCIAS
Boi gordo subiu R$ 7/@ em SP na semana pré-Carnaval
Animal ‘comum’ foi negociado por R$ 287/@ (valor bruto, no prazo) no mercado paulista; destaque também ao ‘boi-China’, que voltou a sondar os R$ 300/@, informou Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria
“A ponta vendedora, com boa capacidade de suporte das pastagens, tem dificultado as negociações com a ponta compradora”, afirma Fabbri, acrescentando que os frigoríficos paulistas seguem otimista quanto à demanda exportadora e também interna, devido ao Carnaval. Quanto à exportação, relata Fabbri, a primeira quinzena de fevereiro foi paulatina, ainda respingando os negócios realizados em janeiro/23. “Foram embarcadas 47,2 mil toneladas, ou 5,9 mil toneladas/dia, um bom volume, considerando que a quantidade exportada é mais compassada em fevereiro”, observou o analista. O preço da carne exportada, porém, segue minguado – na parcial do mês alcançou uma média de US$ 4,82 mil/tonelada. “Havia certa expectativa quanto a preços mais firmes, principalmente pelo mercado chinês, fato até então não concretizado, segundo os relatos dos agentes de mercado”, diz Fabbri.
Quanto ao preço da arroba bovina, diz ele, é preciso considerar a fase de baixa no ciclo pecuário de preços. “Mais cedo ou mais tarde, com a aproximação da entressafra de capim, a oferta de gado deverá aumentar, voltando a pressionar preços”, acredita Fabbri. Com esse quadro, recomenda o analista, “não estranhe se a “folia” atual (de preços da arroba em alta) for passageira, assim como o Carnaval”.
SCOT CONSULTORIA
Caso de vaca louca ameaça exportação de carne bovina para a China
O governo brasileiro investiga a ocorrência de um caso atípico do “mal da vaca louca” (bovine spongiform encephalopathy, encefalopatia espongiforme bovina), em um animal no estado do Pará
Laudos realizados no Brasil deram positivo para a variedade atípica da doença, e agora o Ministério da Agricultura aguarda o resultado da contraprova enviada ao Canadá. Se houver a confirmação canadense, as exportações de carne bovina para a China devem ser suspensas. A existência de um protocolo sanitário assinado entre os dois países em junho de 2015 obriga o Brasil a comunicar o caso a Pequim e promover um auto-embargo nos embarques, com a suspensão imediata das exportações. O embargo é temporário, mas o tempo de duração é indeterminado – e é neste ponto que mora a preocupação de indústrias como JBS, Marfrig e Minerva. A última vez que um caso foi confirmado no Brasil foi em 2021. As exportações foram suspensas entre setembro e dezembro daquele mesmo ano, com o preço médio de exportação da carne bovina caindo 20% naquele período. Dois anos antes, 2019, um outro caso atípico foi confirmado, e o protocolo também foi acionado – mas naquela ocasião o embargo durou apenas 13 dias, sem grandes prejuízos à cadeia. O motivo para a diferença de tempo para solucionar o problema nos casos de 2019 e 2021 foi apenas um: política. Quatro anos atrás, o ex-presidente Jair Bolsonaro ainda não havia se mostrado tão combativo em relação à China. No caso mais recente, a mudança de postura do ex-presidente dificultou a retomada das exportações, que levou 103 dias para ocorrer. Agora, Lula se prepara para visitar Pequim no fim de março, e um tom conciliador estará à mesa na ocasião. A expectativa de frigoríficos e grandes produtores é que, diferente de 2019, o embargo seja muito mais breve. Do ponto de vista sanitário, casos atípicos de BSE não representam qualquer tipo de risco à saúde pública. Sob o olhar econômico, também não deveriam representar, não fosse o acordo sanitário mal feito com a China em 2015 – e nunca renegociado – que obriga o Brasil a fazer o auto-embargo. Deixar de vender para a China passa a ser um problema, em especial para os frigoríficos com operações restritas ao Brasil. No ano passado, os embarques somaram 2,15 milhões de toneladas, dos quais 1,23 milhão – 57% do total – foram para o mercado chinês.
BRAZIL JOURNAL
Ministério da Agricultura investiga suspeita de doença da ‘vaca louca’ no Brasil
Morte de animal ocorreu no pasto, o que reduz chances de imposições de barreiras comerciais
O Ministério da Agricultura investiga um caso suspeito de vaca louca em um animal de sete anos que estava em uma fazenda no Pará. Ao Estadão, o Ministro Carlos Fávaro afirmou que um laboratório de Pernambuco e outro do Canadá estão analisando o caso e o resultado da análise deve sair até quarta-feira, 22. “A suspeita já foi submetida a análise laboratorial para a confirmação ou não e, a partir do resultado, serão aplicadas imediatamente as ações cabíveis”, informou a pasta em um comunicado publicado na segunda-feira, 20. O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse que a Vigilância Sanitária do Pará “rapidamente comunicou” à sua pasta. Segundo ele, o animal “não era de confinamento”, foi abatido e a fazenda está isolada. “Se confirmar, todos os procedimentos foram rigorosamente cumpridos”, afirmou. “Estamos tranquilos com os procedimentos tomados.” Fávaro disse que enviou a amostra para o Canadá para adiantar a análise. Se houver confirmação, declarou, as exportações terão de ser suspensas “para que sejam verificados todos os protocolos”. “Caso se confirme, a gente toma as providências de acordo com as regras estabelecidas”, declarou.
O ESTADO DE SÃO PAULO
Mercado acompanha possível caso de mal da vaca louca
Resultados de testes com amostras enviadas ao Canadá devem sair na quinta-feira
O Ministério da Agricultura apura um possível caso de “mal da vaca louca” no Pará. O animal teria entre 7 e 8 anos e foi encontrado no campo e não em um frigorífico, com sinais de morte pela doença nervosa Encefalite Espongiforme Bovina, disseram fontes. Testes preliminares deram negativo para raiva e positivo para EBB. Amostras foram enviadas ao Canadá no início da semana, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Os resultados podem sair nesta quarta-feira. Como os sintomas foram vistos em um animal de idade avançada, as fontes ouvidas pelo Valor acreditam ser um caso “atípico”, normalmente sem riscos para a saúde pública nem de gerar barreiras para as exportações de carne bovina do país. As últimas ocorrências do gênero no país foram em Minas Gerais e Mato Grosso, em 2021. Mesmo assim, o Brasil precisará suspender as vendas para a China de forma voluntária se o caso for confirmado por conta do protocolo sanitário assinado com Pequim em 2015. Os chineses consomem metade das exportações brasileiras de carne bovina, negócios de quase US$ 8 bilhões em 2022. Se houver suspensão, a China avaliará as questões técnicas e garantias sanitárias informadas pelo Brasil, mas não terá prazo determinado para reabrir seu mercado. O país pode ou não aceitar as informações documentais enviadas por Brasília e ainda pode optar por realizar inspeção, remota ou presencial. Em 2019, pelo mesmo motivo, o embargo aos embarques durou 13 dias. Em 2021, foram quase quatro meses, período em que o preço interno da carne bovina caiu. A demora, na época, foi atribuída à relação política conturbada do ex-presidente Jair Bolsonaro com Pequim. O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, pode se reunir com a Embaixada da China nesta semana se o resultado do exame der positivo para EEB. Agentes do setor defendem revisão no protocolo para evitar longos embargos em situações sem riscos sanitários. A notícia percorre grupos de mensagens de frigoríficos e analistas e preocupa o mercado. “Nesse momento de alta oferta e margens menores, pode gerar um estrago grande”, disse outra fonte ao Valor.
VALOR ECONÔMICO
Panorama da exportação brasileira de bovinos (vivos) nos últimos anos
O Brasil é um dos mais importantes produtores mundiais de carne bovina e detentor do maior rebanho comercial do mundo, equivalente a 224,6 milhões de cabeças. Em 2022, a União Europeia, México, Canadá, Austrália, Estados Unidos e Brasil, responderam por 91,88% da exportação de bovinos vivos
A exportação brasileira representa 3,78% do mercado mundial e ao considerar apenas os países citados, corresponde a 4,11% do mercado. Nos últimos 5 anos, a exportação brasileira caiu. Em 2021, foi o menor patamar e retomou o crescimento em 2022, embarcando 195 mil cabeças (Secex). O Pará é o principal exportador seguido por Rio Grande do Sul e São Paulo. Juntos, representaram 88,4% do volume embarcado em 2022, correspondendo a 67,8 mil toneladas de bovinos em pé e a um faturamento de US$168,5 milhões (87,7% do total). A exportação caiu, em função da elevação do frete marítimo, principal via de transporte de bovinos em pé (mais de 99% da exportação), fato que fez com que os países importadores preferissem comprar de regiões próximas. Contribuiu também para essa queda, o aumento nos preços dos insumos, como milho e soja, que mexeu com o custo de produção e, consequentemente, no aumento da cotação da arroba do boi. Em 2021, a demanda pelo gado brasileiro caiu devido à pandemia de covid-19 e às restrições nos países compradores. Em 2022, houve um incremento no volume exportado em 212,8% frente a 2021. Até 2014, a Venezuela era o maior importador do gado brasileiro e diminuiu drasticamente a importação por conta da crise econômica que assolou o país nos últimos anos. Os principais importadores de bovinos do Brasil são os países do Oriente Médio. No último ano, Iraque, Turquia e Jordânia representaram 63% desse mercado. O faturamento foi de US$123,6 milhões, correspondendo a 124,5 mil cabeças. O mercado de bovinos vivos é promissor e a expectativa é de crescimento, pois o rebanho brasileiro atende o que o comprador procura em qualidade, raça e quantidade. A expectativa é de que, em 2023, o Brasil exporte aproximadamente 207 mil bovinos, um aumento de 6,25% em relação a 2022.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Dólar à vista caiu sob influência do exterior
O dólar perdeu força lá fora e no mercado doméstico, em meio à liquidez reduzida na sexta. O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,163 reais, em baixa de 0,94%.
Na B3, às 17:14 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,17%, a 5,1685 reais. No exterior, a moeda americana também subia ante outras divisas de países emergentes e exportadores de commodities. Em um ambiente de liquidez reduzida, o dólar foi para o campo negativo. Na cotação mínima do dia, registrada às 14h17, a divisa dos EUA marcou R$ 5,1502, em baixa de 1,16%. “O dólar também passou a se desvalorizar no exterior. O Brasil acompanhou”, afirmou Battistel. Às 17:14 (de Brasília), o índice do dólar –que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas– caía 0,25%, a 103,850. “O índice de dólar devolveu tudo no exterior”, destacou José Faria Júnior, diretor da Wagner Investimentos. “Além disso, os juros curtos estavam subindo um pouco no Brasil, porque não houve aumento da meta de inflação. Isso favorece o real (ante o dólar)”, acrescentou. Em reunião na quinta-feira, o Conselho Monetário Nacional (CMN) não tratou de possível mudança da meta de inflação para 2023, que tem faixa entre 1,75% e 4,75%, com o centro em 3,25%. No início da semana, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia negado que o tema da meta estaria na pauta do CMN desta semana. O colegiado é responsável por definir a meta de inflação, em decisão que normalmente é tomada em junho.
No início da tarde da sexta, Haddad afirmou a jornalistas em Brasília que teve uma reunião proveitosa, na quinta-feira, com o Presidente do BC, Roberto Campos Neto, e a Ministra do Planejamento, Simone Tebet. São justamente os três que integram o CMN. “Tivemos uma boa apresentação com a presença de Simone. Tivemos um longo papo de duas horas. Conversamos sobre alinhar as políticas monetária e fiscal”, disse Haddad. Com a liquidez mais baixa durante a tarde, as operações de venda da moeda americana também favoreceram a queda das cotações. “O movimento foi agudo. A liquidez está comprometida nesta sexta”, comentou durante a tarde Fernando Bergallo, Diretor da assessoria de câmbio da FB Capital.
REUTERS
Ibovespa fechou sessão em queda de 0,7% na sexta, pressionado por Vale e Petrobras, mas subiu na semana
Índice teve performance positiva na semana na medida em que a temperatura entre o governo federal e o Banco Central arrefeceu nos últimos dias
O Ibovespa registrou queda na sessão desta sexta-feira, pressionado pela queda de papéis ligados às commodities em dia de vencimento de opções sobre ações. Na semana, no entanto, o índice teve performance positiva, com alta de 1,02%, na medida em que a temperatura do conflito entre o governo federal e o Banco Central arrefeceu nos últimos dias. No fim do dia, o referencial local registrou queda de 0,70%, aos 109.177 pontos. O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 16,71 bilhões no Ibovespa e R$ 21,06 bilhões na B3. Em Nova York, o S&P 500 caiu 0,28%, aos 4.079 pontos, Dow Jones fechou em alta de 0,39%, aos 33.826 pontos e Nasdaq recuou 0,58%, aos 11.787 pontos. A sessão foi marcada pela queda de ações ligadas às commodities. Petrobras PN recuou 1,53%, em linha com a queda do petróleo e, entre as produtoras de metálicas, CSN ON caiu 3,12% e Vale ON cedeu 1,30% após divulgar que lucrou US$ 3,7 bilhões no quarto trimestre de 2022, queda anual de 30,1%, e Ebitda ajustado de US$ 5 bilhões, acima do consenso de US$ 4,98 bilhões. Na semana, por outro lado, a performance do índice foi positiva, refletindo um arrefecimento da tensão entre governo e Banco Central. Analistas do J.P. Morgan dizem que três eventos macro podem “levar a uma desalavancagem política considerável nos próximos meses, especialmente no que diz respeito ao desembaraço da complicada relação entre política fiscal e monetária”. São eles: a nomeação dos dois membros do conselho do banco central, as apresentações da reforma tributária e do novo arcabouço fiscal. “Se tudo correr moderadamente bem, há uma chance de que se possa olhar além do ruído político recente e reduzir o prêmio de risco da curva de juros, abrindo caminho para cortes nas taxas, uma obrigação para o desempenho o positivo das ações.”
VALOR ECONÔMICO
LEGISLAÇÃO
FUNRURAL: STF volta a discutir tributação dos produtores rurais
Ministros analisarão, em plenário presencial, a retenção do Funrural na venda para pessoa jurídica
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve trazer novamente à tona discussão relativa ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). Voltará a discutir a chamada sub-rogação, que é a retenção do tributo na venda feita por produtor rural a pessoa jurídica. O tema já tinha sido definido em dezembro, no Plenário Virtual, mas agora deve ser levado ao plenário presencial, no dia 23 de março, para a sua conclusão. Em dezembro, os contribuintes saíram vencedores com um placar de seis votos a cinco (ADI 4395). O Ministro Gilmar Mendes, contudo, registrou que o resultado seria proclamado de forma presencial. As entidades de classe que entraram com a ação, como a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), se manifestaram dizendo que o resultado já estava dado e deveria ser proclamado. Mas, para a surpresa dos contribuintes, a Advocacia-Geral da União (AGU) disse que o voto do ministro Marco Aurélio, já aposentado, não tratou sobre a sub-rogação e, portanto, os contribuintes não ganharam. A Adin sob análise foi movida pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). A entidade pede a inconstitucionalidade da sub-rogação. Alega no processo que as leis que a criaram foram declaradas inconstitucionais e depois suspensas por resolução do Senado. Assim, não haveria previsão legal para a retenção do Funrural nesses casos. O tema começou a ser julgado em maio de 2020. O relator, ministro Gilmar Mendes votou pela improcedência do pedido e foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Já os ministros Edson Fachin, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello conheceram parcialmente da ação, julgando-a procedente para declarar validade do Funrural, mas a inconstitucionalidade da sub-rogação. O voto do ministro Marco Aurélio foi computado nesse mesmo sentido. No Plenário Virtual, o ministro Dias Toffoli também votou contra a sub-rogação. Contudo, segundo a AGU, o “ministro Marco Aurélio, por sua vez, assentou unicamente a inconstitucionalidade do artigo 25 da Lei Federal nº 8.212/1991, na redação conferida pela Lei Federal nº 10.256/2001 [Funrural]”. A União ainda cita que o próprio ministro Marco Aurélio já havia se manifestado pela constitucionalidade da sub-rogação ao negar seguimento ao RE nº 1162390/RS. Portanto, haveriam seis votos de ministros pela constitucionalidade da sub-rogação. Porém, segundo o advogado Fabricio Tarroso, que representa a Abrafrigo, no primeiro parágrafo do voto do ministro Marco Aurélio, ele cita o artigo 30, inciso IV, objeto da ADI, que trata da sub-rogação. “O ministro diz especialmente que essa questão não é nova, transcrevendo acórdão de sua lavra no caso Mataboi, que invalidou, dentre outros o próprio artigo 30 inciso IV”, diz O advogado diz ainda que em nenhum dos julgados apontados pela AGU o Marco Aurélio participou do julgamento. “O que torna essa questão absolutamente irrelevante para esses fins”, diz. O advogado Paulo Carvalho, do Trench Rossi Watanabe, concorda. Para ele, o voto do ministro Marco Aurélio trata também da inconstitucionalidade da sub-rogação do Funrural, apesar de ele não citar no último parágrafo. Para o especialista, essa manifestação da AGU “representa uma grande reviravolta. Ninguém esperava por isso”, diz. Segundo o advogado Maurício Faro, do BMA Advogados, que atua na defesa da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), parte interessada no processo (“amicus curiae”), a AGU tenta levar os ministros do STF à conclusão do que eles querem no processo. “Mas, na nossa perspectiva, o voto é claro pela inconstitucionalidade da sub-rogação”.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Preço da carcaça suína tem forte alta no mês, com liquidez elevada
O preço da carcaça suína especial medido pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) subiu 21,48% em fevereiro até sexta-feira (17), impactado por forte aumento nas negociações, disse o Cepea em nota
A média parcial mensal do preço da carcaça suína especial até o dia 17 foi R$ 11,99/kg. “No mercado atacadista da carne, as cotações da carcaça acompanharam o movimento altista do animal vivo. Isso evidencia que a liquidez está elevada mesmo diante das recentes valorizações da proteína”, disse o Cepea em nota. “Agentes consultados pelo Cepea esperam que a demanda pela carne siga aquecida nos próximos dias.” O Cepea disse que o aumento nos preços está atrelado à demanda aquecida e à oferta restrita no mercado interno, sobretudo de animais em peso ideal para abate. Os preços da carne de frango também seguem em movimento de alta em fevereiro, segundo dados do Cepea. Os preços da carne de frango congelada acumulam alta de 4,12% no mês, a R$ 6,83/kg, segundo o índice CEPEA/ESALQ no estado de São Paulo. O frango congelado subiu 3,11% até sexta-feira (17) para R$ 6,97/kg.
CARNETEC
Argentina confirma novo caso de gripe aviária e eleva alerta na América do Sul
A Argentina confirmou na sexta-feira (17/2) mais um caso de gripe aviária no país. Segundo o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa), o novo foco foi identificado em patos encontrados mortos na província de Cordoba, depois de análise feita em laboratório oficial do governo
A Senasa informou que os técnicos foram ao local depois de uma notificação feita pela Polícia Ambiental de Cordoba. As amostras coletadas no local foram enviadas para análise em Martínez, na província de Buenos Aires. “A Senasa continua o trabalho conjunto com outras entidades – nacionais, provinciais, municipais e do setor privado – para determinar as possíveis vias de migração dentro da Argentina, assim como as que possam ser vinculadas com o caso em aves silvestres no Uruguai”, diz a instituição, em nota. Desde o primeiro caso detectado, o país está sob emergência sanitária para a Influenza Aviária. Entre as medidas previstas pelo governo contra a doença, estão controle de fronteira, ações de informação e vigilância para aves que estão nas imediações de locais de migração. Até o momento, dois casos de gripe aviária foram confirmados na Argentina, em 67 amostras enviadas para análises laboratoriais pelas autoridades do país. Em seu comunicado, a Senasa ressalta que as aves migratórias estão entre os principais hospedeiros do vírus com cepa de alta patogenicidade e têm sido os principais vetores pelo continente sul-americano. De acordo com a Organização Internacional de Saúde Animal (WOAH, na sigla em inglês), casos de gripe aviária de alta patogenicidade já foram registrados em mais de 40 países, provocando a morte ou abate de milhões de aves, migratórias e de criação. Na América do Sul, além da Argentina, foram identificados focos em países como Uruguai, Bolívia, Colômbia, Peru, Equador e Venezuela. Com casos registrados em mais de 40 países, de acordo com a Organização Internacional de Saúde Animal, gripe aviária levou à morte ou abate de milhões de aves.
GLOBO RURAL
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