CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1892 DE 06 DE JANEIRO DE 2023

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Ano 9 | nº 1892 |06 de janeiro de 2023

NOTÍCIAS

Arroba do boi gordo permaneceu estável em São Paulo

O dia amanheceu com um bom volume de compras. A ponta compradora voltou a comprar para fechar as escalas de abate, que permanecem alongadas, praticamente finalizando janeiro

Na quinta-feira, embora seja a minoria, alguns frigoríficos de São Paulo voltaram a lançar ordens de aquisições de boiadas gordas para fechar as escalas de abate, que permanecem alongadas, praticamente finalizando janeiro. Nas praças paulistas os preços dos animais terminados continuaram estáveis ao longo do dia, com o boi gordo valendo R$ 280/@, enquanto a vaca e a novilha gordas foram negociadas por R$ 267/@ e R$ 272/@, respectivamente (valores brutos e a prazo), de acordo com a Scot. O “boi-China” segue cotado em R$ 285/@ na praça paulista, no prazo, valor bruto, acrescentou a consultoria. Em Goiás, Goiânia, os compradores abriram o dia ofertando menos R$3,00/@ de novilha gorda. Para boi gordo e vaca gorda, cotações estáveis. Em Minas Gerais, Belo Horizonte, na comparação com a cotação anterior (4/1), a referência para o boi gordo permaneceu estável, enquanto para vaca e novilha gordas, queda de R$5,00/@.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de boi gordo deve prestar atenção no escoamento da carne no atacado

O mercado físico do boi gordo prossegue a semana com viés negativo para preços. O movimento se deve ao aumento de oferta com a retomada dos pecuaristas ao mercado e com os frigoríficos atuando de maneira comedida nas negociações

De acordo com o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, em vários estados, como é o caso de São Paulo, os frigoríficos apontam para escala de abates confortáveis, avançando na segunda quinzena do mês. Além disso, há unidades Brasil em férias coletivas e outros fora das compras. No decorrer das próximas semanas o mercado deve prestar atenção no escoamento da carne no atacado, que tende a ser fraco. “As condições das pastagens no Centro-Norte do país também deve ser acompanhado”, diz Maia. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 280 com pagamento a vista. Para padrão China, as indicações foram de R$ 280/290. Em Minas Gerais, os preços seguem sem alteração, sinalizado em R$ 280. Já em Dourados (MS), a cotação é de R$ 258. Em Campo Grande (MS) arroba também é indicada em R$ 258. Ao mesmo tempo, em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 252/260. Já em Goiânia (GO), a arroba teve cotação de R$ 270, assim como em Mineiros (GO). O mercado atacadista prossegue a semana apresentando ligeira queda de preços em São Paulo. De acordo com Maia, o escoamento da carne está enfraquecido no atacado neste início de ano seguindo a tendência do consumo na ponta final. Vale destacar que historicamente a demanda recua no primeiro bimestre devido ao menor poder de compra das famílias, com estas contando com gastos extras, como o pagamento de impostos e materiais escolares. Outro complicador é o quadro de fragilidade da carne de frango no país, pesando por ser produto substituto mais acessível. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 14,70 por quilo.  Já a ponta de agulha caiu, ficando com preço de R$ 15,10. Por fim, o quarto traseiro do boi ficou cotado em R$ 20,60 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi/Cepea: Oferta e demanda domésticas devem ter mais protagonismo na formação de preço

Desde 2019, o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina vem sendo um fator preponderante na formação de preços da cadeia nacional de pecuária de corte

Em 2023, novamente, as vendas externas devem seguir influenciando os valores domésticos, mas a demanda interna e, sobretudo, a tendência de recuperação da oferta no campo tendem a ser importantes fundamentos para o comportamento do preço. No caso das vendas externas, a China deve continuar sendo o maior destino da carne bovina brasileira, mas os recentes posicionamentos do país asiático frente ao combate aos novos casos de covid-19 e os esforços para recuperar a produção de suínos podem enfraquecer o intenso ritmo das compras internacionais. Diante disso, é primordial que o setor exportador nacional siga fortalecendo as relações com outros importantes destinos da carne. O dólar elevado também tende a manter atrativa as vendas externas da proteína. Quanto à demanda interna, o novo cenário político-econômico pode elevar – ainda que inicialmente – o consumo da carne bovina, tendo em vista a possível redução no ritmo da inflação e os novos estímulos sociais. No campo, a produção brasileira vinha mostrando sinais de recuperação nos primeiros três trimestres de 2022 – tanto em volume de animais abatidos quanto em quantidade de carne por cabeça (maior produtividade) – cenário que pode ser mantido em 2023, sobretudo no primeiro semestre. Por outro lado, os custos de produção no campo seguem bastante elevados, cenário que pode desestimular pecuaristas e limitar o número de animais em confinamento na segunda metade do ano.

Cepea

Ministério da Agricultura confirma nomes de secretarias da pasta

O Ministério da Agricultura confirmou em nota, cinco nomes que irão comandar secretarias na composição da pasta de Carlos Fávaro

São eles: Carlos Goulart (Secretaria de Defesa Agropecuária), Wilson Vaz de Araújo (Secretaria de Política Agrícola), Irajá Lacerda (Secretaria Executiva), Renata Miranda (Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação, Cooperativismo) e Roberto Perosa (Secretaria de Comércio e Relações Internacionais). O chefe de gabinete de Fávaro será Wilson Gambogi Taques e o deputado federal Fábio Trad (PSD-MS) será assessor de Participação Social e Diversidade.

ESTADÃO CONTEÚDO

ECONOMIA

Dólar tomba a R$5,3527 com ajuste e acenos do governo Lula, na contramão do exterior

O dólar teve forte queda frente ao real na quinta-feira, na contramão do exterior, conforme investidores continuaram ajustando posições na esteira de disparada da moeda no início da semana, reverberando ainda acenos do novo governo à manutenção de reformas e outras medidas de gestões anteriores

No mercado à vista, o dólar tombou 1,81%, a 5,3527 reais, na maior desvalorização percentual diária desde 20 de dezembro (-1,97%). -“Os mercados seguem dando ao governo o benefício da dúvida. A operação abafa deu algum resultado. Hoje descolamos para o bem em bolsa e câmbio em relação ao mundo”, disse em publicação no Twitter Sergio Machado, sócio da NCH Capital. Seus comentários fizeram referência a uma série de declarações de ministros de Lula nos últimos dias, que investidores interpretaram como acenos com a intenção de acalmar os mercados, depois que o real e o Ibovespa foram derrubados acentuadamente nos primeiros dois dias do novo governo. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, por exemplo, disse na terça-feira não haver nenhuma proposta sendo pensada nesse momento para revisão de reformas, incluindo a da Previdência. Já o senador Jean Paul Prates (PT-RN), indicado pelo novo governo para comandar a Petrobras, disse que não haverá intervenção nos preços dos combustíveis, o que tem impulsionado as ações da estatal. Investidores também atribuíram o tombo do dólar na quinta-feira a questões técnicas, depois de a moeda ter saltado mais de 3% no acumulado das duas primeiras sessões da semana, para acima de 5,45 reais. Na véspera, a divisa norte-americana já havia interrompido o rali recente ao fechar com variação negativa de 0,04%. “A queda de hoje está muito pautada num dia sem muitas notícias da parte fiscal e da parte política, igual a gente viu no início da semana. E, como o dólar já estava num preço alto, ali na casa dos 5,45, é natural que a gente tenha essa correção”, disse Lucca Ramos Almeida, sócio da One Investimentos. Ele também apontou o cenário externo como um possível obstáculo à uma recuperação adicional do real, conforme o banco central norte-americano segue aumentando sua taxa de juros. Dados da quinta-feira trazendo novas evidências de um mercado de trabalho forte nos Estados Unidos aumentaram os temores de que o Federal Reserve possa continuar elevando os custos dos empréstimos por mais tempo do que o esperado, medo que elevava o índice do dólar frente a uma cesta de pares fortes em 0,80%.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta de mais de 2% em dia de alívio

O Ibovespa fechou em alta de mais de 2% na quinta-feira, no segundo pregão seguido no azul, em meio a ajustes apoiados no tom mais apaziguador de discursos recentes do novo governo, com as ações da Petrobras avançando mais de 3% e respondendo por um apoio relevante no dia

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,19%, a 107.641,32 pontos. O volume financeiro somou 27,65 bilhões de reais. Na visão de Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central (BC), as declarações de Rui Costa na véspera e a fala de Simone Tebet nesta quinta-feira sinalizaram um “freio de arrumação” no governo após o ano começar “muito bagunçado”. “Já tem um pouco de ordem e a calma está voltando”, afirmou. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, garantiu na quarta-feira que o governo não está avaliando revisão de reformas anteriores, incluindo a da Previdência, um dia depois o ministro da Previdência, Carlos Lupi, criticar duramente a reforma previdenciária e sinalizar que pretende discutir mudanças. Na quinta-feira, Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento, fez coro com afirmações do ministro da Fazenda, dizendo que não há política social efetiva sem responsabilidade fiscal. “Não vamos descuidar dos gastos públicos, aí se verá o nosso lado firme, austero, mas conciliador”, disse. De acordo com o superintendente da Necton/BTG Pactual, Marco Tulli, o mercado continua bastante volátil com o modelo “morde e assopra” do governo Lula. “Caiu muitos nos primeiros pregões, agora está corrigindo um pouco”, afirmou. Ele, contudo, se mostrou pragmático, lembrando que mercados emergentes são assim, e que mesmo que os ativos e o país sofram no curtíssimo prazo podem reagir conforme as políticas forem sendo conhecidas e colocadas em práticas. “A onda de pessimismo pode passar tão rápido quanto chegou.” Wall Street fechou no vermelho, com novas evidências de um mercado de trabalho apertado nos Estados Unidos corroendo qualquer esperança de investidores de que o Federal Reserve possa interromper seu ciclo de alta da taxa básica de juros em breve.

REUTERS

Poupança fecha 2022 com saque líquido recorde de R$103 bi

A caderneta de poupança recebeu um depósito líquido de 6,259 bilhões de reais em dezembro, mas o investimento acumulou em 2022 um resgate de 103,2 bilhões de reais, quase o dobro da maior perda anual já registrada até então, mostraram números do Banco Central atualizados na quinta-feira

As perdas da aplicação no ano ocorreram em meio à elevação da taxa de juros pelo Banco Central para controlar a inflação, o que contribuiu para reduzir a competitividade da poupança frente a investimentos em renda fixa. No ano passado, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) registrou um saque líquido no valor de 80,9 bilhões de reais, enquanto a poupança rural acumulou uma retirada de 22,3 bilhões de reais. Os dois valores foram os maiores da série do Banco Central, com início em 1995. Ao longo do ano o BC deu continuidade ao ciclo de aperto monetário iniciado em março de 2021, quando a taxa básica de juros estava em 2%, menor nível da história. A taxa foi elevada em 4,5 pontos percentuais no ano passado, e está atualmente em 13,75%. Além de reduzir a disponibilidade de renda das famílias disponível para investimentos, ao encarecer o crédito e desaquecer a economia, a alta dos juros também afeta diretamente o rendimento da poupança. Com a Selic acima de 8,5% ao ano, os depósitos na poupança têm rendimento fixo de 0,5%, ou 6,17% ao ano, acrescido da taxa referencial (TR), o que deixa a remuneração mais baixa do que outros investimentos de renda fixa. Em 2021, o Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, chegou a afirmar que a autoridade monetária estudava alterar nas regras de correção da poupança, em meio a uma preocupação com o volume de saques, mas frisou que isso teria que ser feito de forma lenta e em etapas para não criar ruptura no financiamento. Boa parte dos recursos da poupança são obrigatoriamente destinados pelas instituições financeiras ao financiamento imobiliário. Até então, o maior saque anual na poupança havia sido registrado em 2015, quando a Selic também estava em alta, no valor de 53,6 bilhões de reais. Em 2021, o investimento já havia sofrido uma perda expressiva, de 34,8 bilhões de reais, após ter registrado no ano anterior um depósito recorde de 125,3 bilhões de reais, em um cenário de juros baixos e de pagamentos bilionários pelo governo de auxílio emergencial em meio à pandemia da Covid-19.

REUTERS

Produção industrial tem queda de 0,1% em novembro

A produção da indústria brasileira caiu 0,1% em novembro de 2022, na comparação com outubro. A queda veio depois de uma alta de 0,3% em outubro. O dado, da Pesquisa Mensal Industrial, foi divulgado hoje (5), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

A produção também apresentou resultados negativos na média móvel trimestral (-0,2%), no acumulado de janeiro a novembro (-0,6%) e no acumulado de 12 meses (-1%). Na comparação com novembro de 2021, no entanto, houve alta de 0,9%. Na passagem de outubro para novembro, 11 das 26 atividades industriais pesquisadas tiveram queda. Os principais resultados negativos vieram dos setores de indústrias extrativas (-1,5%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-6,5%), produtos têxteis (-5,4%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,8%), produtos de metal (-1,5%) e produtos de minerais não metálicos (-1,2%). Ao mesmo tempo, 15 atividades tiveram alta na produção, com destaque para produtos alimentícios (3,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,4%), bebidas (10,3%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,8%). Das quatro grandes categorias econômicas da indústria, apenas uma teve queda na passagem de outubro para novembro: os bens de consumo duráveis (-0,4%). Os bens de consumo semi e não duráveis tiveram crescimento de 0,6%. Também apresentaram alta os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (0,8%) e os bens intermediários: insumos industrializados usados no setor produtivo (0,4%).

Agência Brasil

IPC-Fipe sobe 0,54% em dezembro e fecha 2022 com alta de 7,32%, pressionado por Alimentos

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo acelerou a alta em dezembro 0,54% e encerrou 2022 com avanço acumulado de 7,32% informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quinta-feira.

A inflação acumulada no ano passado ficou abaixo da taxa de 9,73% vista em 2021. Em novembro o índice havia subido 0,47%. No ano passado, o destaque ficou para a disparada de 14,74% dos custos de Alimentação. Já os preços de Vestuário e Despesas Pessoais saltaram respectivamente 11,49% e 10,82%. O maior impacto no último mês do ano foi exercido por Alimentação, com alta de 1,07% dos preços sobre novembro. Também pesaram com força as Despesas Pessoais, cujos custos subiram 0,75%. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

REUTERS

MEIO AMBIENTE

Secretário do Ministério do Meio Ambiente diz que não mudará Código Florestal para alcançar desmatamento zero

Para evitar desmate legal, estratégia será convencer os produtores de que há alternativas rentáveis

O biólogo João Paulo Capobianco, escolhido por Marina Silva para ser Secretário Executivo do Ministério do Meio Ambiente, afirmou que não há espaço para alteração no Código Florestal para exigir desmatamento zero. Segundo ele, o governo vai perseguir a meta de alcançar o desmatamento ilegal zero por meio da fiscalização. Para as áreas passíveis de supressão vegetal de acordo com a legislação ambiental, a estratégia será convencer os proprietários a evitar o desmate e estimular mecanismos como créditos de carbono e pagamentos por serviços ambientais. “O desmatamento ilegal vai ser combatido e o desmatamento legal é uma questão de convencimento, de apresentar alternativas, de criar uma política que estimule a manutenção”, disse Capobianco após a cerimônia de posse da Ministra Marina Silva. “Hoje, a pessoa que possui área de floresta preservada além do que a lei determina pode ter vários retornos. Já é possível o crédito de carbono, crédito para recomposição florestal, tem várias ferramentas, tem alternativas. Ninguém vai mexer no Código [Florestal]”, completou.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Preço do suíno cede na maioria das praças

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 138,00/R$ 143,00, enquanto a carcaça especial cedeu 1,77%/1,87%, valendo R$ 11,10/R$ 10,50 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (4), houve tímida alta somente em Minas Gerais, na ordem de 0,13%, chegando em R$ 7,65/kg, e estabilidade no Rio Grande do Sul, com o quilo do animal vivo fixado em R$ 6,93. Queda de 2,32% no Paraná, atingindo R$ 6,75/kg, recuo de 0,28% em Santa Catarina, com valor de R$ 7,04/kg, e de 0,39% em São Paulo, fechando em R$ 7,75/kg.

Cepea/Esalq

Suinocultura independente: 2023 começa com preços em queda

No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 29/12/2022 a 04/01/2023), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) manteve a estabilidade, fechando a semana em R$ 6,84/kg vivo. “Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 7,05/kg vivo”, informou o Lapesui

Em São Paulo, o preço ficou estável em R$ 8,53/kg segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), sem acordo entre suinocultores e frigoríficos, com negociação realizada na quinta-feira (5). Não houve negociação na Bolsa na última semana após acordo entre criadores e frigoríficos, em função do mercado não ter demonstrado nenhuma grande alteração na oferta e demanda. Optou-se por realizar a bolsa na quinta-feira. “A Bolsa de São Paulo no dia de ontem não teve negociação entre os criadores e frigoríficos. A referência de R$ 160,00/@ é a mesma da semana anterior. O mercado real será definido nas próximas horas em função da oferta e demanda. Verifica-se pressão de baixa com certeza, entretanto, o tamanho dela vai necessitar da adequação do mercado, excluindo as especulações negativas”, disse Valdomiro Ferreira, presidente da APCS. No mercado mineiro, o valor recuou na quinta-feira, passando de R$ 7,70/kg vivo para R$ 7,20/kg vivo segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), com preço sugerido pela entidade. Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve queda, saindo de R$ R$ 7,33/kg para R$ 6,93/kg vivo nesta semana.

AGROLINK

Suínos/Cepea: Expectativa é de crescimento do setor em 2023

Mesmo com as incertezas econômicas que permeiam o mercado mundial em 2023, a expectativa é de que o setor suinícola brasileiro cresça neste ano

Segundo pesquisadores do Cepea, o fundamento vem dos possíveis aumentos das demandas interna e, sobretudo, externa. No Brasil, o poder de compra tende a se manter fragilizado, o que, por sua vez, acaba aquecendo a demanda doméstica pela carne suína, que apresenta mais competitividade frente a outras, como a bovina. Além disso, estratégias da indústria em investir em diversificação e posicionamento do produto suinícola no mercado doméstico devem ser mantidas em 2023, fortalecendo a demanda pela proteína. Quanto à procura externa pela carne brasileira, o USDA estima que as exportações nacionais tenham incremento de 2,7% e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), de 12%. A aposta do setor está na diversificação dos destinos e na consolidação de parcerias firmadas ao longo do ano passado. Do lado da oferta, estimativas realizadas pelo Cepea apontam possível avanço de 3,3% na produção nacional de 2022 para 2023. Contudo, é importante destacar que o custo de produção elevado deve seguir pressionando as margens de lucro do suinocultor brasileiro, especialmente os que atuam no mercado independente.

Cepea

Preços do frango congelado e resfriado cedem em SP

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto a ave no atacado recuou 1,56%, chegando em R$ 6,30/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná não houve mudança de preço, custando R$ 5,13/kg, assim como Santa Catarina, com valor inalterado de R$ 3,02/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (4), houve recuo de 1,32% para a ave congelada, atingindo R$ 7,48/kg, e de 0,52% para o frango resfriado, fechando em R$ 7,61/kg.

Cepea/Esalq

Rabobank estima queda no consumo per capita de carne de frango

O Rabobank espera que o consumo per capita brasileiro de carne de frango tenha caído em 2022 e continue a tendência de estagnação no início de 2023, em um cenário de aumento da competitividade da carne bovina, segundo relatório divulgado nesta semana

“Uma combinação de forte valorização dos preços de carne bovina e reduzido poder de compra resultou em um aumento de 13% no consumo per capita de carne de frango nos últimos três anos”, disse o Rabobank. “Entretanto, com a queda nos preços de carne bovina desde o final do primeiro trimestre enquanto os preços de frango continuaram estáveis, a competitividade da carne bovina melhorou e o consumo de carne de frango tem mostrado sinais de saturação.” O Rabobank disse que, com uma diferença menor entre os preços das duas carnes, esse cenário de reduzida competitividade da carne de frango deverá continuar no início de 2023, já que o forte apelo cultural da carne bovina tende a favorecer a retomada do consumo desta proteína. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estimou no fim do ano passado que o o consumo per capita de carne de frango no Brasil deverá voltar para 45,5 kg em 2023, volume já registrado em 2021, após cair para 45,1 kg em 2022.

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