
Ano 9 | nº 1888 |02 de janeiro de 2023
NOTÍCIAS
Arroba do boi gordo estável em São Paulo na quinta
Com poucos negócios reportados no mercado do boi gordo, além das indústrias frigoríficas, em grande parte, em férias coletivas, os preços permaneceram estáveis para todas as categorias de gado gordo, no comparativo com último levantamento (28/12)
Em Minas Gerais, Belo Horizonte, a referência para o boi subiu R$1,00/@ no comparativo diário, negociado a R$280,00/@, preços brutos e a prazo. Na Bahia, Sul, o preço para o boi gordo permaneceu estável no Sul da Bahia, já para a vaca e novilhas gordas, queda de R$2,00/@ na comparação feita dia a dia.
SCOT CONSULTORIA
Preço médio do boi gordo em 2022 é superior ao de 2021, mas arroba recua no decorrer do ano
Cotação média do macho terminado em dezembro/22 ficou em R$ 292/@ em SP, 14% abaixo do valor médio de janeiro/22, quando fechou com média de R$ 338/@, compara a Agrifatto
Apesar do desempenho ruim ao longo do segundo semestre do ano, o preço anual do boi gordo fechou 2022 com valorização em comparação à cotação média de 2021, informou a consultoria Agrifatto. O valor médio do animal ficou em R$ 318/@ neste ano (base SP), um avanço nominal de 4% sobre a cotação média de 2021, que foi de R$ 306/@, compara a Agritatto. “Foi o quinto ano consecutivo que o preço do boi gordo sobe no comparativo anual”, relata a consultoria, acrescentando que tal avanço só foi conquistado devido aos valores mais elevados registrados no primeiro semestre de 2022. Na avaliação da Agrifatto, a desvalorização da arroba durante o ano é justificada pelo aumento na oferta de boiadas gordas (incluindo um maior envio de fêmeas aos ganchos dos frigoríficos) e, ao mesmo tempo, pela mudança de atitude dos importadores da China, que passaram a reduzir os preços pagos pela matéria-prima brasileira, o que reforçou a tendência de baixa nos valores pagos aos pecuaristas. Para 2023, prevê a Agrifatto, “a tendência é de preços mais próximos dos padrões atuais do que aqueles que foram registrados no primeiro semestre de 2022”.
AGRIFATTO
Preço do bezerro termina 2022 no menor patamar desde outubro/20
Valor médio do bezerro ficou em R$ 2.654/cabeça, 8% abaixo da média alcançada em 2021, quando a cotação anual atingiu a máxima histórica de R$ 2.896, compara a consultoria Agrifatto
Com a expansão na oferta de animais, o bezerro (base SP) fechou 2022 com um recuo no preço anual, fato que não ocorria desde 2017, informou a Agrifatto. O preço médio do bezerro em 2022 ficou em R$ 2.654/cabeça, 8% abaixo da média alcançada em 2021, quando a cotação anual desta categoria atingiu a sua máxima histórica (R$ 2.896/cabeça), compara a consultoria. A movimentação no decorrer do ano demonstra uma perda de valor ainda maior para o bezerro, cujo preço em dezembro/22 ficou em R$ 2.380/cabeça, enquanto a cotação média de janeiro/22 foi de R$ 2.907/cabeça – uma desvalorização acumulada de 18%, calcula a consultoria. “A motivação para a queda em 2022 está em um mercado marcado pela maior oferta decorrente da forte retenção de fêmeas promovida durante os anos de 2020 e 2021, refletindo em maior produção de bezerros (e expansão do rebanho) já em 2022”, justifica a Agrifatto. O contexto para 2023 ainda dá sinais de um mercado bem ofertado, no entanto, o espaço para queda no decorrer do ano parece menor que em 2022, prevê a consultoria. Segundo levantamento da Scot Consultoria, na média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados de reposição, as cotações caíram 15,2% na primeira quinzena de dezembro de 2022 com relação a dezembro de 2021. Essa queda puxada principalmente pelas categorias de fêmeas jovens, cujo recuo foi de 20,2% para a bezerra desmamada e 18,4% para a bezerra de ano.
AGRIFATTO
Sancionada a lei que cria o autocontrole da produção agropecuária
A lei, publicada no Diário Oficial da União (DOU), obriga empresários e produtores a criarem seus próprios programas de defesa agropecuária
O ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, antes de sair, sancionou a lei que institui o chamado autocontrole da produção agropecuária no País. Controversa e criticada pela categoria de auditores fiscais federais agropecuários, a nova lei cria na prática um novo modelo de controle do setor, compartilhando a fiscalização sanitária entre o Poder Público e os próprios produtores. A lei, publicada no Diário Oficial da União (DOU), obriga empresários e produtores a criarem seus próprios programas de defesa agropecuária. “Os agentes privados regulados pela legislação relativa à defesa agropecuária desenvolverão programas de autocontrole com o objetivo de garantir a inocuidade, a identidade, a qualidade e a segurança dos seus produtos”, diz a lei. “Compete ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: estabelecer os requisitos básicos necessários ao desenvolvimento dos programas de autocontrole; editar normas complementares para dispor sobre os requisitos básicos desses programas; definir os procedimentos oficiais de verificação dos programas de autocontrole”, completa. Em comunicado enviado à imprensa sobre a sanção, a Secretaria Geral da Presidência disse que medida “visa a promover substituição da ação ativa estatal por um novo modelo de defesa agropecuária baseado em programas de autocontrole executados pelos próprios agentes regulados, produtores agropecuários e indústria, com o Estado que continua a deter prerrogativa de exercer a fiscalização plena. Nesse cenário, em vez de o Estado atuar com fiscalização ativa, muitas vezes por amostragem, passaria a atuar com gestão de informações e manteria o poder de atuação nos casos de cometimento de infrações”. A proposição, prossegue a pasta, vem proporcionar modernização da legislação de fiscalização no campo da defesa agropecuária, em busca de maior segurança jurídica, aprimoramento da qualidade dos produtos agropecuários, redução de gastos financeiros vultosos pelo Estado e aprimoramento de capacidade de pronta atuação por parte dos agentes de fiscalização. Bolsonaro vetou dois trechos. Um que tratava de isenção de registro a insumos agropecuários produzidos ou fabricados pelo produtor rural para uso próprio e outro que atribuía à Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento julgar e emitir decisão de primeira instância sobre a interposição de defesa. Neste último caso, o governo justificou o veto dizendo que a proposição legislativa incorre em vício de inconstitucionalidade, “uma vez que a competência da decisão deveria ser da direção superior da administração pública federal ou ser proferida por meio de regulamento ou de Decreto de organização e de funcionamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento”.
ESTADÃO CONTEÚDO
Indústria poderá aumentar teor de gordura em hambúrgueres
Ministério da Agricultura publicou nova regulamentação sobre qualidade do produto
O Ministério da Agricultura publicou no dia 26/12 o novo Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do hambúrguer produzido em estabelecimentos sob o Serviço de Inspeção Federal (SIF), como frigoríficos. Entre as novidades, a norma determina que o percentual máximo de gordura vai aumentar de 23% para 25%. O regulamento diz ainda que a embalagem poderá ter a especificação dos percentuais dos cortes de carne utilizados na produção e que o hambúrguer poderá ser moldado em outros formatos, segundo especificação no registro e na rotulagem do produto. A norma não vale para o hambúrguer produzido em açougues, supermercados e estabelecimentos registrados em outras esferas de fiscalização, como os serviços estaduais e municipais de inspeção. Os estabelecimentos terão prazo de um ano para adequação às normas. Percentual máximo de gordura dos hambúrgueres passará de 23% para 25%. “A publicação do regulamento busca atender às demandas atuais dos consumidores por entendimentos sobre tipos de produtos que estão comprando, garantir a segurança e inocuidade dos produtos, manter as características do produto, padronizar entendimentos e atender às demandas do setor produtivo”, destaca a diretora do Departamento de Inspeção de Origem Animal, Ana Lúcia Viana, em nota. O regulamento define hambúrguer como um produto cárneo industrializado obtido a partir da carne moída de animais de açougue, adicionado ou não de tecido adiposo e ingredientes. O produto terá formato de disco ou oval e será submetido a processo tecnológico adequado.
VALOR ECONÔMICO
Carne bovina in natura: exportações são recorde histórico em 2022
Os embarques totais do produto in natura alcançaram US$ 11,77 bilhões, elevação de 48% sobre o faturamento do ano anterior; em volume, cresceu 27%, chegando a 1,98 milhão de toneladas
Após sofrer com a saída chinesa no último trimestre do ano passado, as exportações de carne bovina brasileira se recuperaram fortemente e encerram 2022 com o maior volume e receita da história, informa a equipe de analista da consultoria Agrifatto, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Foram 1,98 milhão de toneladas de proteína bovina in natura enviada ao exterior, 27% a mais do que em 2021. “Trata-se do maior avanço percentual dos últimos 18 anos”, relata a Agrifatto. O crescimento na receita foi ainda maior: os embarques em 2022 atingiram US$ 11,77 bilhões, elevação de 48% sobre o faturamento do ano anterior – o maior avanço percentual desde 2003. Segundo a Agrifatto, a valorização de 16% no preço médio da proteína bovina brasileira colaborou para que o excelente resultado das exportações brasileiras – a cotação média ficou em US$ 5,93 mil/toneladas, a maior da história. Para 2023, prevê a Agrifatto, espera-se avanços mais tímidos nos embarques da carne bovina brasileira, “já que não houve saída chinesa em 2022 e o custo do dinheiro está maior em quase todo o mundo”.
AGRIFATTO
Carlos Fávaro assume Ministério da Agricultura nesta segunda (02)
Deputados Andre de Paula (PSD-PE) e Paulo Teixeira (PT-SP) ocuparão os Ministérios da Pesca e do Desenvolvimento Agrário
O senador Carlos Fávaro (PSD-MT) foi oficializado na quinta-feira (29/12), como ministro da Agricultura (Mapa) no governo Lula, e tomou posse no domingo (1/1). Fávaro apoiou a candidatura petista à Presidência da República e integrou o Grupo Técnico de Agricultura na transição. A transmissão do cargo está prevista para esta segunda-feira (2/1), na sede do Mapa. O nome de Fávaro para o Ministério da Agricultura ganhou mais força depois que os dois suplentes em sua chapa, Margareth Buzetti e José Lacerda, mudaram de partido, filiando-se ao PSD. Assim, a legenda não perderia uma cadeira no Senado com a ida do titular para o Executivo. Nascido em Bela Vista do Paraíso (PR), empresário e produtor rural, Carlos Fávaro fomentou sua trajetória política na relação com o agronegócio. Foi presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT). Entre 2015 e 2018, foi vice-governador do Estado de Mato Grosso. Em 2018, candidatou-se ao Senado Federal, mas não foi eleito. No entanto, a vaga voltou a ficar aberta com a cassação do mandato da senadora Selma Arruda e de seus suplentes, por abuso de poder econômico na campanha eleitoral. Na decisão, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a realização de novas eleições em 2020, o que foi feito em conjunto com as votações para prefeito daquele ano. Favaro, que já ocupava a vaga de senador de forma interina foi eleito com 371.857 votos. Buscando manter a ligação com o agro em sua atividade parlamentar, foi relator no Senado, do projeto que cria o Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas do agronegócio (Fiagro). Na ocasião, defendeu a aprovação do texto em seu parecer, avaliando que o instrumento abre caminho para a injeção de recursos na agropecuária brasileira. Durante a transição, integrou a coordenação do Grupo Técnico da Agricultura, com o objetivo de ajudar na interlocução de Lula com o setor, cujas principais lideranças declararam apoio a Bolsonaro durante a campanha. O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva anunciou também o nome do deputado pelo PSD de Pernambuco André de Paula para ocupar o Ministério da Pesca. A pasta está sendo recriada no organograma do novo governo. Durante o mandato de Jair Bolsonaro, ficou subordinada ao Ministério da Agricultura, com status de secretaria nacional. O ocupante do cargo na maior parte do atual governo foi Jorge Seif Junior, eleito senador pelo estado de Santa Catarina. Lula confirmou ainda o deputado federal pelo PT de São Paulo Paulo Teixeira para o Ministério do Desenvolvimento Agrário, voltado para as políticas ligadas à agricultura familiar, cujas atribuições também ficaram subordinadas à Agricultura nestes últimos quatro anos. Teixeira chegou a ter o nome cotado para o Ministério das Comunicações.
Globo Rural
ECONOMIA
Dólar fecha último pregão de 2022 em alta, mas recua 5,32% contra o real no ano
A moeda americana anotou ganhos de 2,18% ante a brasileira na semana e de 1,47% no mês de dezembro
O dólar comercial encerrou o último pregão de 2022 em alta, diante da liquidez reduzida dos pregões de fim de ano. Mesmo assim, o real conseguiu acumular ganhos contra a divisa americana ao longo do ano, em um cenário oposto ao observado em boa parte das principais moedas globais. No fim da sessão, o dólar comercial era negociado em alta de 0,47% no segmento à vista, negociado a R$ 5,2780, enquanto o contrato mais líquido do dólar futuro, para fevereiro, registrava ganhos de 0,19%, aos R$ 5,3145. Com a alta de hoje, a moeda americana anotou ganhos de 2,18% ante o real na semana e de 1,47% no mês de dezembro. No ano, no entanto, a divisa americana registrou queda de 5,32% contra a brasileira, o que coloca a performance da moeda brasileira entre as mais positivas frente ao dólar no ano, dentre as principais divisas acompanhadas pelo Valor. No dia, o dólar americano avançava frente às principais divisas de mercados desenvolvidos no ano. Acumulava alta anual de 6,18% ante o euro; subia 10,78% ante a libra esterlina e 15,53% ante o iene japonês. De acordo com o diretor da tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, a manhã foi marcada por um fluxo muito grande de venda de dólares à vista por parte de dois bancos. Pela tarde, contudo, a liquidez reduzida dos negócios contribuiu para oscilações maiores nos preços da moeda. “A liquidez no mercado interbancário foi muito restrita hoje e houve algumas grandes operações de saída de dólares pela tarde”, afirmou.
VALOR ECONÔMICO
Ibovespa termina em queda no último pregão do ano, mas sobe 4,69% em 2022
O Ibovespa caiu 0,46% nesta quinta-feira (29), encerrando o ano aos 109.735 pontos
No último pregão de 2022, na quinta-feira (29), o Ibovespa fechou em queda. A baixa liquidez da sessão contribuiu para deixar o índice mais volátil. No acumulado do ano, o índice registrou alta de 4,69%. No acumulado do ano, a valorização das commodities e o início adiantado da alta de juros no Brasil ajudaram o índice local. O Ibovespa caiu 0,46% na quinta-feira, encerrando o ano aos 109.735 pontos. O volume de negócios para o índice no dia foi de R$ 19,56 bilhões. Em Nova York, o S&P 500 subiu 1,75%, aos 3.849 pontos, o Dow Jones avançou 1,05%, para 33.221 pontos, e o Nasdaq ganhou 2,59%, aos 10.478 pontos. Declarações de Alexandre Silveira, indicado para o Ministério de Minas e Energia, acerca da política de preços da Petrobras intensificaram as preocupações. “A ação da Petrobras é uma das que trouxe mais contribuição negativa hoje”, afirmou Filipe Villegas, estrategista de ações da Genial Investimentos. “Houve uma virada, não acompanhando outras empresas de petróleo, que terminaram o dia subindo. Acredito que isso tenha acontecido muito pelos anúncios ministeriais e pela fala sobre preços.” No acumulado de 2022, porém, Villegas diz que o resultado do Ibovespa foi “de grande destaque entre as bolsas a nível global”, especialmente quando se leva em conta o desempenho dolarizado do índice. Os motivos principais seriam o início da política monetária mais restritiva antes de outros países e a valorização das commodities, que têm peso na bolsa brasileira. “Apesar de ter sido mais volátil no segundo semestre, no primeiro, houve ótimo desempenho das commodities, especialmente de empresas ligadas ao petróleo.” Ele destaca que Petrobras e PetroRio estão entre as ações que mais valorizaram este ano.
VALOR ECONÔMICO
Setor público consolidado tem déficit de R$ 20,089 bi em novembro, acima do esperado
O setor público consolidado brasileiro registrou um déficit primário de 20,089 bilhões de reais em novembro, informou o Banco Central na quinta-feira. Em pesquisa Reuters, a expectativa era de déficit primário de 13,650 bilhões de reais no mês. A dívida bruta do país ficou em 74,5% do PIB em novembro, ao passo que a dívida líquida foi a 57,0%.
REUTERS
Endividamento federal volta a subir e atinge R$ 5,87 trilhões
Valor é 1,6% superior ao registrado em outubro
O endividamento do Tesouro Nacional voltou a crescer em novembro deste ano, atingindo R$ 5,87 trilhões – cifra 1,6% superior aos R$ 5,778 tri registrados em outubro, mês em que a Dívida Pública Federal (DPF) já tinha avançado 0,46% em comparação a setembro (R$ 5,752 tri).A dívida pública federal engloba todos os empréstimos financeiros que o Tesouro Nacional precisa fazer quando a arrecadação de impostos e contribuições não é suficiente para cobrir as despesas resultantes da prestação dos serviços públicos e os necessários investimentos públicos. Abrange tanto os empréstimos feitos por instituições financeiras públicas e privadas, como por organismos nacionais e internacionais, entes governamentais e até mesmo pessoas físicas. Segundo o relatório que a Secretaria do Tesouro Nacional divulgou dia 27, os R$ 92,56 bilhões acrescidos à DPF no mês passado são resultado da manutenção da atual taxa de juros, que agregou R$ 51,31 bi ao estoque da dívida, e à diferença entre as emissões (R$ 67,09 bi) e os resgates (R$ 25,84 bi) de títulos da dívida pública, com a qual se somou mais R$ 41,25 bi à dívida total. Dos R$ 41,25 bi de emissão líquida (emissões menos resgates totais), R$ 39,81 bi são relativos à emissão líquida da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) e R$ 1,44 bi à emissão líquida da Dívida Pública Federal externa (DPFe). A chamada reserva de liquidez, ou colchão da dívida pública, usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos de títulos da dívida pública, apresentou um aumento de 11% em termos nominais, passando de R$ 1,028 bi, em outubro, para R$ 1,142 bi, em novembro. Em relação ao mesmo mês do ano anterior (R$ 1.096,94 bi), houve aumento, em termos nominais, de 4,11%. “O índice de liquidez aponta a suficiência da reserva para cobertura dos vencimentos dos títulos da DPMFi [Dívida Pública Mobiliária Federal interna]”, sustenta o Tesouro Nacional no relatório, garantindo que as reservas disponíveis na Conta Única destinada ao pagamento da dívida pública “garante o pagamento dos próximos 9,30 meses de vencimentos”, destacando que os meses de janeiro, março, maio e julho de 2023 concentrarão vencimentos estimados em R$ 943,93 bi. Em novembro, as emissões do Tesouro Direto atingiram R$ 3,59 bi, enquanto os resgates corresponderam a R$ 2,785 bi, resultando em uma emissão líquida de pouco mais de R$ 805 milhões. O título mais demandado pelos investidores foi o Tesouro Selic, que respondeu por 51,32% do montante vendido.
AGÊNCIA BRASIL
Brasil abre 135.495 vagas formais de trabalho em novembro, abaixo do esperado, mostra Caged
O Brasil abriu 135.495 vagas formais de trabalho em novembro, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na quarta-feira pelo Ministério do Trabalho e Previdência. O resultado do mês passado ficou abaixo da expectativa do mercado em pesquisa da Reuters de criação líquida de 168.000 empregos.
REUTERS
Agropecuária encerra novembro com perda de mais de 18 mil empregos
De acordo com o Caged, foi o terceiro maior saldo negativo do mês passado, atrás da Indústria e da Construção
A agropecuária brasileira encerrou o mês de novembro com a perda de 18.211 postos de trabalho com carteira assinada, resultado de 80.060 contratações e 98.271 demissões. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na quarta-feira (28/12) pelo Ministério do Trabalho e Previdência. Na agricultura, o segmento com maior saldo negativo de empregos formais foi o de cultivo de lavouras temporárias: -12.274 (18.384 admissões e 30.684 dispensas). A cultura da cana-de-açúcar liderou a perda de vagas neste segmento, com 6.603 (2.956 contratados e 9.559 demitidos). Em seguida, aparece a cultura da soja, com resultado negativo de 2.354 postos de trabalho (3.813 contratações e 5.978 demissões). Outra área com perda de vagas foi a de serviços de apoio à agricultura, que inclui atividades de preparação de plantio e colheita e pulverização de lavouras. Foram 5.503 empregos com carteira assinada de saldo negativo, resultado de 9.414 admissões e 14.950 demissões, de acordo com o Caged. Na pecuária, o Ministério do Trabalho também registrou resultado negativo, mas bem menor que o visto na Plantação de cana-de-açúcar no Estado de São Paulo. Cultura foi uma das que mais perdeu empregos em novembro na agricultura, segundo o Caged: 485 empregos, com 20.671 trabalhadores contratados e 21.156 demitidos. No segmento, a perda de vagas formais foi liderada pela pecuária bovina: -1.065 (13.937 mil admissões e 15.002 dispensas). As atividades de apoio, que incluem inseminação de animais e outros procedimentos de manejo das criações, registraram saldo negativo de 159 vagas formais. 1.019 profissionais foram contratados no mês de novembro e 1.178 foram dispensados. Ainda de acordo com os dados do Caged, a produção florestal no Brasil encerrou o mês de novembro com saldo negativo de 1.508 empregos. No mês passado, foram 6.507 contratações e 7.565 dispensas. No segmento de pesca e aquicultura, houve perda de 127 empregos formais no período (919 contratados e 1.046 demitidos). Com o resultado, a agropecuária brasileira foi o terceiro com maior perda de vagas com carteira assinada em novembro. O setor ficou atrás da Indústria (-25.707) e da Construção (-18.769). Comércio (+105.969) e Serviços (+92.213) lideraram a geração de empregos no mês passado, contribuindo para um resultado positivo de 135.495 postos de trabalho no período (1.747.894 admissões e 1.612.399 demissões.
GLOBO RURAL
IBGE: brasil tem 207,8 milhões de habitantes, mostra prévia do censo 2022
O IBGE divulgou, na quarta-feira (28/12), a prévia da população dos municípios com base nos dados coletados pelo Censo Demográfico 2022 até o dia 25 de dezembro, que mostra que o Brasil chegou a 207.750.291 habitantes este ano
A divulgação tem como objetivo cumprir a lei que determina ao Instituto fornecer, anualmente, o cálculo da população de cada um dos 5.570 municípios do país para o Tribunal de Contas da União (TCU). Seguindo um modelo estatístico, o IBGE entrega um resultado prévio do ano de 2022 a partir dos 83,9% da população recenseada. Estudado e aprovado – “Este modelo adotado foi bastante estudado e aprovado pela Comissão Consultiva do Censo 2022, que olhou detalhadamente o processo desenvolvido para fornecer ao TCU e à sociedade os melhores dados técnicos e reais possíveis”, afirma o diretor de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo. IBGE adotou modelo estatístico para gerar a prévia da população – O Instituto estudou propostas para cumprir as obrigações legais em relação à divulgação das populações municipais. Após análises, a equipe do IBGE concluiu que o melhor modelo é o que utiliza os dados do Censo 2022 nos municípios onde a coleta já havia terminado e uma combinação de dados coletados e estimativas para os demais municípios. “A missão do IBGE é retratar a realidade. Com a discussão das propostas, escolhemos a que chega o mais próximo possível da realidade populacional nos domicílios do país”, explica o coordenador técnico do Censo, Luciano Duarte. As informações divulgadas foram entregues nessa quarta-feira (28/12) ao TCU para fins de cálculo de distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), feita de acordo com o número de habitantes. A tabela com a prévia da população para cada município será publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.).
IBGE
Indicadores de confiança devem oscilar em 2023, projeta FGV Ibre
Dezembro fecha com estabilidade para o comércio e nova queda em serviços
As perspectivas econômicas de curto prazo, ainda envoltas em incertezas inerentes à formação e atuação do novo governo, devem fazer os índices de confiança do comércio e de serviços oscilarem em torno dos atuais patamares nos primeiros meses de 2023. A afirmação é de Rodolpho Tobler, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), para quem os atuais níveis de ambos os índices estão baixos e refletem o cenário de juros altos, renda baixa e inflação ainda relevante. Em dezembro, o Índice de Confiança do Comércio (Icom) ficou estável em 87,2 pontos, depois de duas quedas seguidas, enquanto o Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 1,5 ponto, para 92,2 pontos, terceira queda seguida. “Ambos [os índices] circulam ao redor dos 90 pontos e devem se estabilizar nesse patamar negativo nos próximos meses”, diz Tobler ao lembrar que níveis abaixo de 100 pontos significam pessimismo por parte dos entrevistados. “Não deve ter aprofundamento da queda porque já caiu nos últimos dois meses. Claro que, com um fator novo, pode voltar a cair. Mas parece mais provável a manutenção do patamar baixo, mas estabilizado.” Tobler ressalta que os serviços vivem uma desaceleração depois de terem sido o último setor a se recuperar dos efeitos da pandemia. O economista lembra que questões como juros altos e o mercado de trabalho claudicante – com geração de vagas, mas rendimentos menores – causam impactos na confiança dos serviços. O economista diz que essa tendência de confiança baixa deve continuar ao menos no primeiro trimestre de 2023, até que sejam resolvidas as principais incertezas que envolvem o terceiro governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. “Os juros continuarão altos e o cenário permanecerá desafiador. Os serviços, no quarto trimestre deste ano, não conseguiram ficar imunes a isso”, diz. Em dezembro, ficou clara a piora relativa à percepção da situação atual do setor de serviços. Dentro do ICS, o Índice de Situação Atual (ISA-S) caiu 2,6 pontos, para 94,3 pontos, menor nível desde os 90,9 pontos de março. Esse resultado foi influenciado tanto pela piora do indicador que mede o volume de demanda atual, que recuou 2,8 pontos, para 93,8 pontos, quanto do indicador da situação atual dos negócios, que caiu 2,3 pontos, para 94,8 pontos. Ambos retornaram ao menor nível desde março. Do lado das expectativas, o Índice de Expectativas (IE-S) cedeu 0,6 ponto, para 90,1 pontos, menor nível desde abril de 2021, quando marcou 88,7 pontos. Os dois componentes do índice também caíram: o indicador que mede a demanda prevista nos próximos três meses variou -0,3 ponto, para 91,2 pontos, e o indicador de tendências dos negócios nos próximos seis meses recuou 0,8 ponto, para 89,2 pontos. No geral, os 92,2 pontos marcados pelo ICS em dezembro representam o menor nível desde fevereiro de 2021 (89,2). Do lado do comércio, Tobler observou que a queda no indicador de confiança ao longo do ano começou em julho, com uma melhora em setembro, fruto direto das deflações causadas pelas desonerações promovidas pelo governo e do pagamento do Auxílio Brasil. Depois, voltou a cair como consequência das mesmas questões que afetaram os serviços. “O comércio é afetado pelos juros altos, que dificultam as vendas. A inflação também afeta, principalmente nos alimentos.”, frisa Tobler. Os 87,2 pontos do Icom em dezembro representam o menor patamar desde os 85,9 pontos de abril. Dentro do indicado, o Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou 1 ponto para 88,7 pontos, menor desde os 87,6 pontos de março. Os dois indicadores que compõe o ISA-COM também tiveram queda no mês: o volume de demanda atual caiu 1,2 ponto e a situação atual dos negócios 0,7 ponto. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) avançou 0,9 ponto, para 86,1 pontos, influenciado pela melhora do indicador que projeta a tendência dos negócios seis meses a frente, que subiu 2,8 pontos para 89,8 pontos. No curto prazo, as vendas previstas não se mostram otimistas. O indicador recuou 0,9 ponto para 82,8 pontos, o menor patamar desde março de 2021.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Suinocultura independente:alta no PR e estabilidade nos últimos dias do ano
No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 22/12/2022 a 28/12/2022), o Indicador do Preço do Kg vivo do Suíno LAPESUI/UFPR teve alta de 2,47%, fechando a semana em R$ 6,84
Em Minas Gerais, as negociações ficaram em R$ 7,70/kg vivo. Na semana passada as vendas foram realizadas por R$ 8,20, segundo os dados da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais. No mês de dezembro o estado mineiro atingiu recorde no preço ara 2022, alcançando o valor de R$ 8,20/kg vivo. Em Santa Catarina, a Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), registrou leve queda em comparação com a semana passada. A negociação ficou em R$ 7,33, enquanto na semana passada a negociação foi de R$ 7,33/kg vivo. Em São Paulo, não houve negociação na Bolsa na semana. “. Em comum acordo entre criadores e frigoríficos, em função do mercado não ter demonstrado nenhuma grande alteração na oferta e demanda, optou por realizar a bolsa na próxima semana. Mercado de manutenção nos preços praticados nos últimos dias”, conforme explica Valdomiro Ferreira, presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS).
AGROLINK
Produção recorde e fraca demanda externa pressionam cotação de suínos em 2022
De acordo com o Cepea, a diminuição no volume exportado está atrelada à redução dos envios aos principais parceiros do Brasil: China e Hong Kong
A oferta de carne suína no mercado doméstico cresceu consideravelmente ao longo de 2022, reflexo principalmente da produção recorde no primeiro trimestre do ano e de uma demanda externa mais fraca. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). “A maior oferta no mercado interno pressionou os valores de negociação do animal vivo e da proteína”, diz o Cepea. Segundo a entidade, apesar de o volume exportado em agosto ter atingido recorde mensal da série histórica, de 114,6 mil toneladas de carne, os envios ao exterior de janeiro até a parcial de dezembro de 2022 somam 1,08 milhão de toneladas, 3,6% abaixo do embarcado no mesmo período de 2021, conforme dados da Secretaria do Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Centro. A diminuição no volume exportado, diz o Cepea, está atrelada à redução dos envios aos principais parceiros do Brasil: China e Hong Kong. De acordo com a Secex, de janeiro a novembro de 2022, os volumes embarcados aos destinos asiáticos caíram significativos 19% e 38% frente aos de igual período de 2021, somando 406,6 mil toneladas e 89,7 mil toneladas, respectivamente. “Nem mesmo a abertura de novos mercados (como o Canadá, no qual os envios foram iniciados em setembro) e o aumento nas vendas para outros parceiros (como as Filipinas, cujo crescimento nos envios de 2021 para 2022 foi de expressivos 164%, e ao Vietnã, de 8,7%) foram suficientes para reverter a queda”, avalia. A receita arrecadada com as exportações também caiu, 8,6%, somando R$ 12,9 bilhões na parcial deste ano, ainda de acordo com a Secex. Para o Cepea, a demanda nacional pela carne suína ao longo de 2022 também esteve aquém do esperado pelo setor, em virtude, sobretudo, do fragilizado poder de compra da população brasileira, tendo em vista a inflação elevada. Quanto aos preços, levantamento do Cepea indica que, entre janeiro e 26 de dezembro de 2022, a carcaça especial suína, comercializada no atacado da Grande São Paulo, teve média de R$ 9,73/kg, queda de 15% frente à de 2021, em termos reais (deflacionado pelo IPCA). As baixas nas cotações da carne, por sua vez, reforçaram a pressão sobre os preços do suíno vivo em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Na praça de São Paulo, também entre janeiro e 26 de dezembro de 2022, a média do animal foi de R$ 6,56/kg, recuo de 13% em relação à de 2021, em termos reais (neste caso deflacionada pelo IGP-DI), o que acabou resultando em perda do poder de compra do suinocultor ao longo de 2022.
Estadão Conteúdo
Frango: UE deve produzir 10,97 milhões de toneladas 2023
A produção de carne de frango na União Europeia deverá chegar a 10,97 milhões de toneladas em 2023, segundo adidos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. O volume fica acima das 10,92 milhões de toneladas registradas em 2022
As exportações de carne de frango da União Europeia deverão atingir 1,720 milhão de toneladas, abaixo das 1,750 milhão de toneladas embarcadas em 2022. As importações de carne de frango pelos países do bloco deverão chegar a 815 mil toneladas, acima das 775 mil toneladas adquiridas em 2022. O consumo total de carne de frango no país deve chegar a 10 milhões de toneladas em 2023, à frente da 9,945 milhões de toneladas demandadas no ano de 2022.
Agência Safras
EMPRESAS
Marfrig integra o Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3 pelo terceiro ano consecutivo
Indicador de desempenho avalia as empresas selecionadas por suas práticas ESG
Pelo terceiro ano consecutivo, a Marfrig, líder global em produção de hambúrgueres e uma das maiores empresas de carne bovina do mundo, integra o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) em 2023. A nova composição da carteira — referência em práticas ESG — foi anunciada hoje pela B3, a bolsa de valores do país. O ISE é uma ferramenta de análise comparativa da performance das empresas de capital aberto, sob o aspecto das práticas de governança ambiental, social e corporativa. A Marfrig passou a fazer parte do indicador de desempenho em dezembro de 2020. “A permanência em um índice tão significativo como o ISE representa o nosso compromisso e esforço contínuo para que a Marfrig seja cada vez mais sustentável, em todos os âmbitos”, afirma Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Comunicação Corporativa da Marfrig. “Por meio do Plano Marfrig Verde+, lançado em 2020, avançamos com a conciliação da produção sustentável e o desenvolvimento da agropecuária no Brasil.” Por suas práticas ESG, a Marfrig também entrou hoje na carteira do ICO2 (Índice de Carbono Eficiente) da B3. A nova carteira é composta por 80 ações de diferentes companhias. O objetivo do índice é induzir discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como se preparam para uma economia de baixo carbono.
MARFRIG
BRF integra índice de sustentabilidade empresarial (ISE) da B3
É a 16ª vez que a Companhia integra o índice, que analisa as melhores práticas em sustentabilidade corporativa do mercado brasileiro
A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, integra por mais um ano o seleto Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3. O ISE é um indicador busca criar um ambiente de investimento compatível com as demandas de sustentabilidade corporativa, baseadas em equilíbrio ambiental, justiça social, governança corporativa e eficiência econômica. O resultado reforça o compromisso e os avanços da Companhia nos últimos anos em relação ao desenvolvimento da agenda EESG. Por meio de seu Plano de Sustentabilidade, que conta com compromissos públicos, a BRF busca alinhar seus objetivos estratégicos para gerar valor de longo prazo, mitigar impactos negativos e maximizar efeitos positivos no meio ambiente, na biodiversidade e nas comunidades onde a empresa atua. A fim de fortalecer ainda mais a governança sobre o tema, além do Comitê de Sustentabilidade ligado ao Conselho de Administração da Companhia, a BRF conta também com um Comitê Executivo de Sustentabilidade (CES). Formado por lideranças da empresa e com a participação de um consultor externo, o órgão é integralmente dedicado às questões ESG e visa acompanhar o desempenho, riscos e oportunidades relacionados ao tema. “Integrar novamente os índices reforça a transparência das ações da Companhia e a evolução da nossa jornada sustentável, que visa gerar valor para toda a cadeia em que atuamos e reafirma nossas práticas de gestão socioambiental”, explica Raquel Ogando, diretora de Reputação e Sustentabilidade da BRF.
A nova carteira do ISE terá vigência de janeiro a abril de 2023.
BRF
Minerva Foods integrará duas carteiras de índices da B3 relacionados à sustentabilidade em 2023, compondo as listagens ISE e ICO2
As novas carteiras vigorarão no próximo quadrimestre, ou seja, de janeiro a abril de 2023
A Minerva Foods irá integrar a carteira 2022/2023 do Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3 (ISE), juntamente com a carteira do Índice de Carbono Eficiente (ICO2). A inserção da Companhia no ISE, pelo terceiro ano consecutivo, reflete seu compromisso com as melhores práticas sociais, ambientais e de governança, tendo a sustentabilidade como um dos principais pilares em seu modelo de gestão. O ISE, além de avaliar as empresas através de questionário próprio, considera na composição do score o desempenho no Carbon Disclosure Project (CDP), incorporando à análise informações sobre a dimensão de Mudanças Climáticas. A verificação também conta com a apresentação de evidências para comprovação de uma amostra das respostas e com a análise reputacional, realizada pela RepRisk, empresa de ciência de dados especializada na avaliação de práticas ambientais, sociais e de governança corporativa. A nova carteira vigorará de janeiro a abril de 2023 e reúne empresas de diferentes setores. O ISE foi criado em 2005 e tem se consolidado como uma ferramenta para análise comparativa da performance das empresas listadas na B3 sob o aspecto da sustentabilidade corporativa, baseada em eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa. A Companhia também integrará a carteira do Índice de Carbono Eficiente durante o primeiro quadrimestre de 2023. Criado em 2010, o ICO2 é composto por ações de empresas que adotam práticas transparentes com relação a suas emissões de gases efeito estufa. O objetivo é incentivar as empresas a aferir, divulgar e monitorar suas emissões, com o propósito de ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil.
Minerva Foods
BRF fecha acordo de leniência e pagará mais de R$ 580 milhões
Dona de marcas como Sadia e Perdigão, empresa foi investigada na Operação Carne Fraca
Investigada na Operação Carne Fraca, BRF chegou a ter executivos presos
A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU) anunciaram na quarta-feira (28/12), a assinatura de um acordo de leniência com a empresa BRF, gigante do setor de carnes e processados. O acordo vinha sendo negociado desde 2018 e, nos termos pactuados, a empresa se compromete a pagar R$ 583.977.360,48 ao Tesouro e a aperfeiçoar o programa interno de conformidade. O valor do acordo inclui a devolução de vantagens indevidas e o pagamento de multas previstas na Lei Anticorrupção e na Lei de Improbidade Administrativa. Dona de marcas como Sadia e Perdigão, a BRF foi investigada na Operação Carne Fraca, que em 2017 cercou os maiores frigoríficos do País e um esquema de corrupção e indicações políticas no Ministério da Agricultura. Um dos pilares seria o pagamento de propinas a agentes públicos em troca da emissão de certificados de qualidade adulterados. A empresa voltou a entrar na mira da Polícia Federal (PF) na Operação Trapaça, desdobramento da Carne Fraca em 2018. O ex-presidente da BRF, Pedro de Andrade Faria, e o ex-vice-presidente Hélio Rubens Mendes dos Santos Júnior chegaram a ser presos.
Estadão Conteúdo
INTERNACIONAL
EUA batem recorde de exportação de carne bovina para Leste da Ásia
O Leste Asiático (Coreia do Sul, Japão, China/Hong Kong e Taiwan, principalmente) é o principal destino da carne bovina
As exportações de carne bovina dos Estados Unidos para o Leste Asiático em 2022 bateram o recorde alcançado no ano passado, tanto em volume quanto em valor, informou em relatório do Departamento de Agricultura do país (USDA). “A classe média relativamente robusta do Leste Asiático sustentou a demanda por carne bovina de alta qualidade, e um setor de varejo de comércio eletrônico desenvolvido forneceu caminhos flexíveis para os fornecedores promoverem produtos bovinos durante a pandemia”, justificou a agência em nota. O Leste Asiático (Coreia do Sul, Japão, China/Hong Kong e Taiwan, principalmente) é o principal destino da carne bovina dos EUA. Segundo o departamento, as exportações entre janeiro e setembro alcançaram US$ 6,6 bilhões, superando o recorde anterior em igual período de 2011, que atingiu US$ 5,4 bilhões, aumento de 22%. Em volume, o avanço foi de 6,4% Segundo o departamento, as exportações entre janeiro e setembro alcançaram US$ 6,6 bilhões em relação à mesmo período. Ao contrário da concorrência em outras economias do Leste Asiático, onde os Estados Unidos e a Austrália são os dois principais fornecedores, na China/Hong Kong os Estados Unidos competem com vários fornecedores sul-americanos, nomeadamente Brasil, Argentina e Uruguai. “Apesar dos choques econômicos e incertezas durante os últimos anos, nenhum indicador forte sugere que o ambiente econômico global mais brando tenha enfraquecido a demanda por carne bovina no Leste Asiático”, disse a nota sobre as perspectivas para o ano que vem. “Mesmo com as interrupções na cadeia de fornecimento de carne bovina in natura ou resfriada dos EUA, tempos de embarque mais longos e custos mais altos, a demanda de importação de produtos de carne bovina deve permanecer estável”, concluiu o USDA.
Estadão Conteúdo
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