CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1880 DE 14 DE DEZEMBRO DE 2022

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Ano 8 | nº 1880 | 14 de dezembro de 2022

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo paulista com preços estáveis na terça-feira

Seguindo a toada do início da semana, visto que a maioria das indústrias frigoríficas estão trabalhando com escalas de abate, em média, de 10 dias. Não houve alteração no preço de bovinos terminados

Com isso, pelos dados da consultoria, o boi gordo segue valendo R$ 282/@ no interior de São Paulo, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 262/@ e R$ 272/@ respectivamente (preços brutos e a prazo). O “boi-China” (abatido mais jovem, com idade de até 30 meses) está cotado em R$ 290/@ no mercado paulista (no prazo, valor bruto). Em Minas Gerais, Belo Horizonte, a cotação do boi gordo permaneceu estável no comparativo com dia anterior (12/12). Para as fêmeas, recuo de R$2,00/@. Na exportação de carne bovina in natura até a segunda semana de dezembro/22, foram exportadas 47,7 mil toneladas de carne bovina in natura, com faturamento de US$240,4 milhões. O volume e o faturamento médios diários foram 23,7% e 29% maiores em relação a dezembro/21. Nos primeiros 7 dias de dezembro/22, os preços médios da carne bovina ficaram próximos de US$ 5.032 por tonelada, registrando um avanço de 4,3% frente aos dados de dezembro de 2021, mas queda de 3,7% em relação aos valores de novembro/22.

SCOT CONSULTORIA

Mercado físico de boi gordo seguiu com preços firmes na terça

Os preços caíram no mercado atacadista

De acordo com o analista de Safra & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, novamente foram registrados alguns negócios acima da referência média, movimento que tem se concentrado em Minas Gerais e no Mato Grosso, estados em que as escalas de abate seguem encurtadas, levando a indústria a assumir uma postura mais agressiva na compra de gado. Em São Paulo diversas indústrias permanecem ausentes da compra de gado, ainda sem previsão de retorno. “Importante destacar que a tendência é por um fluxo mais lento de negócios a partir da segunda quinzena do mês, um cenário tradicional que se desenha com proximidade das festividades de final de ano”, disse Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 288. Já em Dourados (MS), a cotação é de R$266. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 259. Em Uberaba (MG), as cotações ficaram em R$ 293.

Já em Goiânia (GO), a arroba teve cotação de R$ 285. No mercado atacadista os preços caíram. O ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta dos preços no curto prazo. O quarto dianteiro teve queda de R$1,10 e foi precificado a R$ 15,20 por quilo.  Já a ponta de agulha teve preço de R$ 15,60, R$0,70 a menos. O quarto traseiro do boi ficou cotado em R$ 20,90 por quilo, queda de R$0,90.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar fecha perto da estabilidade com alta de 0,05%

O dólar fechou perto da estabilidade, apesar do bom humor externo. A moeda norte-americana à vista fechou com variação positiva de 0,05%, a R$ 5,3146

A confirmação das especulações de que Mercadante seria o escolhido de Lula para chefiar o BNDES veio pouco depois da definição de outro cargo importante na equipe econômica do governo eleito, com o anúncio pelo futuro ministro da Fazenda Fernando Haddad de que o economista Gabriel Galípolo será seu secretário-executivo, número dois na hierarquia da pasta. O índice do dólar contra uma cesta de pares fortes despencava quase 1% nesta tarde, abatido por dados de inflação norte-americanos mais baixos do que o esperado que reforçaram esperanças de que o Federal Reserve moderará seu ritmo de aperto monetário. O Departamento do Trabalho dos EUA informou na terça-feira que o índice de preços ao consumidor subiu 0,1% no mês passado, após avanço de 0,4% em outubro. A leitura abaixo do esperado “sem dúvida deve ser vista como uma notícia positiva de curto prazo e pode dar sustentação ao mercado em um fim de ano sazonalmente mais positivo e com posição técnica saudável”, disse em publicação no Twitter Dan Kawa, diretor de investimentos da TAG Investimentos. No entanto, ele ponderou que a inflação de serviços e as pressões de salários, que tendem a ser mais inerciais, “continuam preocupantes” nos EUA, de forma que a leitura de preços ao consumidor ainda seria compatível com uma alta de juros de 0,50 ponto percentual pelo Fed nesta semana, custos de empréstimo terminais em torno de 5% e juros mais altos por mais tempos. O Federal Reserve encerra sua reunião de política monetária de dois dias na tarde de quarta-feira.

REUTERS

Bolsa de Valores registra queda de 1,71%

A confirmação do nome do ex-ministro Aloizio Mercadante para presidir o BNDES, feita pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pouco depois das 16h da terça-feira, 13, aprofundou as perdas do Ibovespa

No intervalo de 26 minutos entre o anúncio de seu nome e o piso do dia, registrado às 16h32, o Ibovespa perdeu o correspondente a 1.889,80 pontos, uma queda de quase 2 mil pontos. Ao fim, a referência da B3 mostrava baixa de 1,71%, aos 103.539,67 pontos. Os índices de Nova York, na véspera de deliberação do Federal Reserve sobre juros, variavam entre alta de 0,30% (Dow Jones) e de 1,01% (Nasdaq). A leitura do mercado sobre o anúncio é a de que, além do risco de a política fiscal do próximo governo se tornar mais “expansionista”, há também a chance de deterioração nas políticas parafiscais, por meio de subsídios ao crédito. O nome de Mercadante para o comando do banco tem mexido com o mercado devido a seu passado como ministro da Casa Civil. Ele também é visto como um economista heterodoxo. Essas sinalizações ocorrem no mesmo dia em que o Banco Central divulgou a ata da última reunião do Copom, que alerta que mudanças em políticas parafiscais poderiam “reduzir a potência da política monetária”. Nesse ambiente, os juros já elevados podem demorar mais a cair, o que incentiva a fuga dos ativos de risco. Durante o anúncio, Lula falou em tom crítico a investidores estrangeiros: “Pode vir (ao Brasil) que nós temos produtos para vender, mas não venha para comprar as nossas empresas públicas, porque elas não estão à venda”. O petista enfatizou que seu governo não prosseguirá com a política de privatizações. “Muita expectativa e incertezas ainda com relação à PEC da Transição e a situação fiscal, sobre como as coisas vão ficar. Teve a indicação do Gabriel Galípolo, mas o que dava mais direção, à tarde era mesmo a perda de fôlego em Nova York, após o entusiasmo inicial com a leitura sobre a inflação”, diz Lucas Mastromonico, operador de renda variável da B. Side Investimentos.

O ESTADO DE SÃO PAULO

Volume de serviços no Brasil cai em outubro e interrompe 5 meses de ganhos

O setor de serviços brasileiro entrou no quarto trimestre com queda no volume de vendas em outubro e interrompendo série de cinco meses de alta, pressionado principalmente pela atividade de transportes

Em outubro, o volume de vendas caiu 0,6% na comparação com o mês anterior, informou na terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A contração, no entanto, foi mais fraca do que a queda de 1,0% esperada em pesquisa da Reuters, depois de o setor ter acumulado avanço de 4,5% em cinco meses de resultados positivos. Assim, o setor de serviços está 10,5% acima do nível pré-pandemia e 0,6% abaixo do patamar mais elevado da série histórica iniciada em 2011, alcançado em setembro deste ano. “Algo que contribuiu para o resultado de outubro foi a base de comparação elevada após o setor de serviços ter alcançado no mês (anterior) o valor mais alto da série histórica”, destacou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. Na comparação com outubro do ano passado, houve aumento de 9,5%, enquanto economistas esperavam alta de 9,6%. O IBGE destacou que em outubro três das cinco atividades pesquisadas apresentaram recuo, sendo a maior influência transportes, que viu redução de 1,8% no volume em relação ao mês anterior. “Observamos uma disseminação de taxas negativas no setor de transportes, seja em uma análise por modais, com queda de terrestres, aquaviários e aéreos, e a parte de armazenamento, serviços auxiliares ao transporte e correio, assim como em uma análise entre os tipos de uso, com quedas tanto no transporte de passageiros quanto no transporte de cargas”, disse Lobo. Os serviços prestados às famílias, que vinham apresentando taxas positivas no pós-pandemia, tiveram queda de 1,5%, enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares apresentaram queda de 0,8%. Os resultados positivos foram registrados por informação e comunicação (0,7%) e outros serviços (2,6%). O índice de atividades turísticas, por sua vez, caiu 2,8% em outubro sobre setembro, e elimina quase todo o ganho de 3,0% visto no período de julho a setembro (3,0%). Isso deixa o segmento 2,5% abaixo do patamar de fevereiro de 2020 e 9,6% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em fevereiro de 2014. O resultado de outubro do setor de serviços vai na contramão dos ganhos apresentados pela indústria e pelo varejo no mês, mesmo em meio a um mercado de trabalho aquecido e mudança da demanda de bens para serviços no pós-pandemia. Especialistas apontam que para 2023 o setor deve mostrar desaceleração diante do aperto da política monetária e do enfraquecimento global.

REUTERS

CÂMARA FEDERAL

Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) elege diretoria para biênio 23/24

O novo presidente da bancada é o deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), deputado desde 2019, e foi reeleito com 109.043 votos

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) elegeu por unanimidade, na terça-feira (13/12), a nova diretoria para 2023/2024, informa nota divulgada pela Agência FPA. O novo presidente da bancada é o deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), produtor rural e empresário ligado ao cooperativismo. A bancada reúne mais de 300 deputados e senadores. Lupion é deputado desde 2019, e foi reeleito com 109.043 votos neste ano. Ele também já exerceu os cargos de coordenador de política agrícola, coordenador institucional e coordenador político da bancada na Câmara.

FPA

FRANGOS & SUÍNOS

Mercado de suínos fecha a terça-feira com cotações em alta

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve elevação de 1,48%/2,14%, chegando a R$ 137,00/R$ 143,00, enquanto a carcaça especial aumentou 0,95%/0,92%, atingindo R$ 10,60/R$ 11,00 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (12), houve alta de 2,62% no Paraná, chegando a R$ 6,66/kg, valorização de 1,91% em Minas Gerais, atingindo R$ 7,48/kg, aumento de 1,69% em Santa Catarina, avançando para R$ 6,62/kg, incremento de 1,24% em São Paulo, subindo para R$ 7,34/kg, e de 0,45% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 6,74/kg.

Cepea/Esalq

Suinocultura começará 2023 com cenário de preços e custos mais favorável, prevê ABCS

Para a entidade, será o início de um período de recuperação financeira no segmento

O preço pago ao produtor de suínos está subindo de forma “lenta e gradual” desde março, constata a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS). Houve uma pequena queda em setembro, mas em outubro as cotações retomaram a tendência de alta. A associação avalia que a partir de 2023 a atividade deve iniciar um período de recuperação financeira. Na parcial de dezembro, a carcaça suína especial foi vendida a R$ 10,70 por quilo, mostram dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). Em fevereiro, a média ficou perto de R$ 8 por quilo. A ABCS afirma que o suinocultor brasileiro conseguiu frear o crescimento da produção. Do lado da demanda, um aumento das exportações de carne suína no segundo semestre colaborou para ajustar o quadro. “Deveremos encerrar o ano com crescimento da produção de suínos ao redor de 6% em relação a 2021, exportações em volumes similares aos do ano passado e com um novo recorde de consumo per capita ano de carne suína, superando a marca dos 19 quilos”, afirma o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, em boletim. Para 2023, a associação projeta um crescimento de 3% a 5% nos abates e um incremento das exportações ao redor de 2%. Em relação aos custos, as cotações do milho, insumo importante para alimentação animal, estão em patamares ainda elevados, mas abaixo das médias do ano passado e sem sinais de novas altas no curto prazo. O farelo de soja, por outro lado, avançou nas últimas semanas. “O que chama a atenção é que muitos produtores que sempre trabalharam com estoques substanciais de insumos, e que operavam ativamente no mercado futuro de grãos, estão praticamente comprando ‘da mão para a boca’ e arriscando muito pouco nas compras antecipadas”, diz a ABCS, em nota.

VALOR ECONÔMICO

ABCS diz que consumo per capita de carne suína sobe para 19,3 kg em 2022

O consumo per capita de carne suína no Brasil atingiu 19,35 kg neste ano, considerando dados até o terceiro trimestre, forte alta em relação aos 18,21 kg em 2021, segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) na semana passada

O aumento no consumo ocorreu apesar de um ano considerado desafiador para o segmento de carne suína, que enfrentou alta nos custos. A ABCS disse que o consumo per capita de 19,3 kg está em linha com sua estimativa divulgada em meados do ano, quando previu aquecimento nas demandas de exportação e doméstica de carne suína no segundo semestre. A entidade calcula o consumo per capita com base na disponibilidade interna de carne suína, sem considerar eventual quantidade de produto estocado. O cálculo leva em consideração dados da produção de toneladas de carcaças, publicados trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), descontando as exportações in natura divulgadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia (sem considerar os industrializados e miúdos) e dividindo pela população média do ano (IBGE). A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também espera aumento no consumo de carne suína no Brasil em 2022, como consequência do aumento da competitividade desta proteína em relação à carne bovina, conforme divulgou em julho deste ano.

CARNETEC

Mercado do frango segue estável

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,10/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,70%, cotado em R$ 7,10/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná não houve alteração de preço, com a ave viva cotada em R$ 5,20/kg, assim como Santa Catarina, com valor de R$ 4,21/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (12), a ave congelada subiu 0,38%, cotada em R$ 7,90/kg, enquanto o frango resfriado ficou estável em R$ 8,01/kg.

Cepea/Esalq

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