CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1876 DE 08 DE DEZEMBRO DE 2022

clipping

Ano 8 | nº 1876 | 08 de dezembro de 2022

 

NOTÍCIAS

Quarta-feira de persistência na cotação da arroba do boi gordo em São Paulo

Seguindo a tendência do início da semana, a quarta-feira (7/12) abriu com as cotações da arroba de boi, vaca e novilha gordos estáveis, mas sinalizando ajustes negativos no decorrer da semana

Em Alagoas, as referências para boi, vaca e novilha gordos seguiram sem alterações, na comparação com dia anterior (6/12). Na Bahia, Oeste, a cotação da arroba do boi e vaca gordos permaneceu estável no comparativo diário. Já para novilha gorda, ofertaram R$2,00 a mais pela arroba.

Scot Consultoria

Mercado físico de boi gordo seguiu com preços firmes na quarta-feira

De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado segue apresentando negociações acima da referência média, em especial no Centro-Norte do país, particularmente no Mato Grosso, estado que conta com escalas de abate encurtadas neste momento, mantendo um ritmo interessante de recuperação dos preços

“Em São Paulo, o espaço para novos reajustes do preço da arroba é menor neste momento, com escalas mais confortáveis e com algumas indústrias ainda ausentes da compra de gado.”, disse Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 289. Já em Dourados (MS), a cotação é de R$266. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 256. Em Uberaba (MG), as cotações ficaram em R$ 285. Já em Goiânia (GO), a arroba teve cotação de R$ 285. No mercado atacadista, os preços da carne bovina estão firmes. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir por alguma alta dos preços no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia no decorrer da primeira quinzena do mês. “Além disso, os elementos de consumo inerentes ao último bimestre seguem presentes no mercado, a exemplo da criação de postos temporários de emprego, entrada do décimo terceiro salário e demais bonificações típicas ao período”, concluiu o analista. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16,20 por quilo.  Já a ponta de agulha teve preço de R$ 16,15. O quarto traseiro do boi ficou cotado em R$ 21,90 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

IBGE: Cresce o abate de bovinos no 3° trimestre

O abate de bovinos aumentou 11,9%, o de suínos cresceu 5,0% e o de frangos subiu 0,9% neste terceiro trimestre de 2022, na comparação com o mesmo período do ano anterior

Foram abatidas 7,85 milhões de cabeças de bovinos neste terceiro trimestre. Agosto foi o mês de maior atividade, com 2,69 milhões de cabeças (5,8% acima do mês equivalente de 2021), enquanto setembro apresentou a menor atividade do trimestre, com 2,56 milhões de cabeças abatidas. “A variação positiva de 32,3% ante setembro do ano passado deve-se, em grande parte, ao embargo chinês à carne bovina brasileira vigente entre setembro e dezembro de 2021 por conta de dois casos atípicos de Encefalopatia Espongiforme Bovina”, comentou Viscardi. O abate gerou 2,13 milhões de toneladas de carcaças, aumentos de 11,6% em comparação com o mesmo período de 2021 e de 9,6% em relação à quantidade auferida no trimestre imediatamente anterior. A região Centro-Oeste apresentou a maior proporção de abate de bovinos no período, 36,9% do total, seguida pelas regiões Sudeste (22,7%), Norte (20,3%), Sul (11,6%) e Nordeste (8,5%). As exportações brasileiras de carne bovina in natura acumularam 573,46 mil toneladas, o que representa 34,9% do peso equivalente de carcaças produzido nesse intervalo. Esse montante é o melhor resultado para um trimestre, considerando a série histórica iniciada em 1997. Tal patamar representa aumento de 7,4% no volume exportado em comparação com o terceiro trimestre de 2021. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, houve acréscimo de 24,0% no volume exportado, acompanhado de um aumento de 18,6% do faturamento.

IBGE

Censo de Confinamento DSM registra 6,95 milhões de bois confinados em 2022

Um volume de 6,95 milhões de bovinos confinados. Esse foi o montante registrado pelo Censo de Confinamento DSM 2022, estruturado pelo Serviço de Inteligência de Mercado da DSM e que mostra um aumento de 4% sobre os 6,69 milhões mapeados pela equipe da DSM em 2021, o que mostra um ritmo frequente à medida que esse também é um número 4% superior aos 6,4 milhões identificados em 2020

O rebanho de animais confinados esse ano mostra também uma alta significativa de 46% frente ao primeiro levantamento, em 2015, que registrou 4,75 milhões de bovinos produzidos no sistema intensivo de produção. “O confinamento é uma ferramenta estratégica e uma tendência que contribui para melhorar a produtividade do rebanho. Os pecuaristas brasileiros estão percebendo isso e se movimentando para adotar as altas tecnologias que temos disponíveis no mercado, ao mesmo tempo em que adequam as suas fazendas para receber essas soluções”, avalia Hugo Cunha, gerente técnico Latam de Confinamento da DSM. E para impulsionar os resultados no confinamento, Hugo ressalta a tecnologia como a parceira do pecuarista. No caso os ingredientes de alta tecnologia desenvolvidos pela DSM, por exemplo, o histórico de análises de campo mostra que os suplementos da linha Fosbovi® Confinamento com CRINA®, RumiStar™ e Hy-D® geram, em média, 1 arroba a mais por animal confinado, o que pode equivaler a um bovino adicional a cada 18 ruminantes confinados. Mas, adicionalmente ao ganho de peso, essas tecnologias geram outros benefícios, como maior eficiência alimentar; redução das taxas de problemas gastrointestinais (diarreias ou timpanismo); rápida adaptação dos bovinos; menor taxa e refugo no cocho; aumento do consumo de ração desde os primeiros dias de confinamento; eficiência na digestão; e menor incidência de animais com laminites e acidose. “São benefícios que partem da produção e se estendem pela indústria frigorífica e chegam até os consumidores”, explica o especialista.

DSM

Intenção de Confinamento para 2023 cai quase 16% em Mato Grosso

O terceiro levantamento referente às intenções de confinamento de bovinos, em Mato Grosso, realizado pelo Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea), apontou para uma retração de 15,94% em relação ao rebanho confinado no ano passado, quando o total foi de 837,77 mil bovinos no sistema intensivo

A redução na oferta – pautada especialmente pelo esfriamento do consumo interno – já está sendo sentida no mercado doméstico. Diante do menor volume, a ociosidade das instalações – plantas frigoríficas – foi maior no Estado e isso resultou em uma utilização de aproximadamente 65% da capacidade em Mato Grosso. Apesar da queda anual, há alta de 8,81% em relação ao 2º levantamento das intenções de confinamento em 2022, realizado em julho. Com os ajustes, estima-se um total de 704,23 mil cabeças de bovinos confinados em Mato Grosso em 2022. Dentre as principais preocupações dos agentes do setor e, que inclusive impactaram na tomada de decisão do confinador, esteve a questão voltada para a precificação da arroba do boi gordo, que seguiu em queda a partir de fevereiro. “Fatores voltados para a elevada oferta, aliado à demanda interna estagnada, provocaram essa movimentação, uma vez que as fêmeas começaram a ser mais ofertadas e há um maior volume de animais jovens no mercado, enquanto a demanda continuou desaquecida no mercado interno no decorrer do ano”, explicam os analistas do Imea. Esse cenário de retração se deu ainda que o cenário de confinamento tenha alguns pontos positivos, como apontam os analistas. Entre eles a desvalorização dos preços de alguns insumos e a queda observada nos preços dos animais de reposição. “Sob os efeitos dessa realidade mais recente sobre o setor houve ganho de perspectivas no setor, o que refletiu no acréscimo do rebanho no comparativo com os dois últimos dois levantamentos já feitos pelo Imea neste ano, julho e outubro, onde apontamos variação de 8,81%. No entanto, essa conjuntura não foi o suficiente para trazer um resultado maior que o rebanho registrado em 2021”. O levantamento registrou a existência de um perfil de confinadores mais atentos às possíveis oscilações de mercado e decidiram utilizar mais dos mecanismos de proteção disponíveis no mercado para seu rebanho confinado. Os dados foram levantados no decorrer de outubro e contaram com a participação de 133 propriedades do Estado.

IMEA                                                 

ECONOMIA

Dólar cai mais de 1% após ajuste na PEC da Transição e em linha com exterior

O dólar teve forte queda frente ao real na quarta-feira, depois que investidores mostraram algum alívio com a redução da expansão do teto de gastos prevista na PEC da Transição, em dia de decisão de política monetária do Copom e de fraqueza da moeda norte-americana no exterior

No mercado à vista, o dólar fechou em queda de 1,23%, a 5,2065 reais, patamar de encerramento mais baixo desde quinta-feira passada (5,1979). Em seu primeiro teste no Congresso, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva garantiu uma vitória ao ver aprovada na véspera, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a PEC da Transição prevendo uma expansão do teto de gastos em 145 bilhões de reais por dois anos para o pagamento do Bolsa Família no valor de 600 reais. O resultado só foi possível após o novo governo fazer uma concessão e reduzir em 30 bilhões de reais a previsão inicial de ampliar o teto de gastos em 175 bilhões de reais. Num geral, a percepção no mercado é de que tal desenho da PEC –que estava previsto para ser votado no plenário do Senado ainda nesta quarta-feira– evitou um “pior dos cenários”, o que ajudou a sustentar o real nesta sessão. A fraqueza da divisa norte-americana no exterior colaborou para a valorização do real. Nesta tarde, o índice que compara o dólar a seis pares fortes cedia 0,4%. Entre os fatores por trás dessa queda, alguns agentes do mercado citaram otimismo diante do relaxamento de restrições sanitárias na China, enquanto outros apontaram a possibilidade de que temores crescentes de recessão forcem o banco central dos Estados Unidos a frear seu ciclo de aperto monetário.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com declínio de commodites

O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, com Vale e Petrobras entre as maiores pressões de baixa, na esteira do declínio de preços de commodities como minério de ferro e petróleo.

No setor de proteínas. A BRF ON fechou em alta de 4,14%, a 8,3 reais, em meio a ajustes, após atingir na véspera uma mínima de fechamento em vários anos. Apenas em dezembro, o papel acumula queda de quase 12%. No ano, desaba mais de 60%. No setor de proteínas, JBS ON subiu 3,27%, MARFRIG ON ganhou 1,51% e MINERVA ON valorizou-se 1,82%. Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa caiu 1,02%, a 109.068,55 pontos. O volume financeiro somou 23,8 bilhões de reais. Números piores do que as expectativas sobre o comércio exterior chinês em novembro, reflexo das políticas restritivas contra a Covid, pressionaram negativamente os mercados, apesar da perspectiva de flexibilização dessas medidas, com novos anúncios por Pequim nessa direção nesta sessão. Os dados reforçam os receios dos investidores sobre uma forte desaceleração econômica global, assim como preocupa os mercados a possibilidade de um aperto monetário mais prolongado nos Estados Unidos, dada a percepção de um desempenho mais forte da economia norte-americana. “O mercado está com mais medo de que as altas de juros do governo americano vão provocar uma recessão nos Estados Unidos. Esse risco tem sido percebido de forma mais forte pelo mercado nos últimos dias”, afirmou Luiz Adriano Martinez, gestor na Kilima Asset. Em Wall Street, o S&P 500 fechou em baixa de 0,19%, enquanto o Nasdaq caiu 0,51% e o Dow Jones registrou estabilidade. De acordo com Luciano Costa, economista-chefe e sócio da Monte Bravo Investimentos, o foco está voltado para a próxima semana. No dia 14, o Federal Reserve anuncia sua decisão para a taxa de juros nos EUA, acompanhada de um sumário com projeções para a economia norte-americana. “O Fed provavelmente vai diminuir o ritmo de aumento de juros para 0,50 ponto percentual. A discussão é quantas altas ele faz nas próximas reuniões no ano que vem”, afirmou Costa. Ainda no radar esteve a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, tomada após o fechamento do mercado. A autoridade monetária decidiu manter a Selic em 13,75% ao ano. “Importante ficar alerta sobre eventuais comentários a respeito da política fiscal e como isso pode afetar suas decisões”, recomendou a equipe do Safra.

REUTERS

BC mantém Selic em 13,75% e diz que “acompanhará com especial atenção” política fiscal

O Banco Central decidiu manter a Selic em 13,75% ao ano, pela terceira vez consecutiva, conforme decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira, e ressaltou que vai acompanhar com atenção a política fiscal do país e seus efeitos

“O Comitê acompanhará com especial atenção os desenvolvimentos futuros da política fiscal e, em particular, seus efeitos nos preços de ativos e expectativas de inflação, com potenciais impactos sobre a dinâmica da inflação prospectiva”, informou o comunicado da reunião do Copom, a primeira após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais. A manutenção da taxa, decidida de maneira unânime pela diretoria do BC, foi ao encontro da expectativa de analistas de mercado, de acordo com pesquisa Reuters, segundo a qual 31 dos 32 economistas consultados esperavam continuidade da taxa básica de juros no mesmo nível.

Com a decisão, o BC manteve a Selic a um patamar 11,75 pontos acima da mínima histórica de 2% ao ano, atingida em meio à pandemia de Covid-19 e que vigorou até março do ano passado. A taxa básica segue no nível mais alto desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano.

REUTERS

Exportações/agro/Cepea: Faturamento da parcial de 2022 já supera o de todo ano passado

Pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, realizadas com base em dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia), mostram que, de janeiro a setembro deste ano, o faturamento com as vendas externas do setor soma US$ 122 bilhões, 28% acima do registrado no mesmo período de 2021 e já superior ao de todo o ano passado, de US$ 120 bilhões

Segundo pesquisadores do Cepea, as economias mundiais iniciaram 2022 em forte recuperação, sobretudo devido ao arrefecimento da pandemia de coronavírus e à consequente reabertura dos mercados, o que manteve firme a demanda por produtos agropecuários. Do lado da oferta, a guerra na Ucrânia agravou um quadro que já vinha apertado por conta da pandemia, o que levou à redução das operações entre os países produtores, com consequentes desarranjos nas cadeias globais de suprimentos e elevação do frete marítimo. O resultado foi um cenário de preços em alta forte, sobretudo no primeiro semestre, o que garantiu ao agronegócio brasileiro sucessivos recordes em suas vendas externas. De acordo com o Cepea, os produtos do complexo da soja continuam liderando o desempenho do setor, pois a soja em grão e seus derivados representaram quase 43% do faturamento externo do agronegócio. Quanto aos destinos, o destaque segue sendo a China, representando 34% do faturamento externo do agronegócio. Com o recorde de faturamento em dólar em 2022 já garantido, pesquisadores do Cepea avaliam que as expectativas já se voltam para o próximo ano. Projeções indicam menor pressão de preços, que seguem em queda há oito meses, conforme indicador das Nações Unidas. O FMI estima que o crescimento mundial – após atingir 6% em 2021 e esperados 3,2% em 2022 – deve se desacelerar, para 2,7% em 2023. Trata-se de resultado do esforço da maioria dos países para conter o processo inflacionário mundial – que, entre 2021 e 2022, cresceu de 4,7% para 8,8% –, implicando maiores taxa de juros e certa contenção fiscal (após a expressiva expansão relacionada à pandemia). Pesquisadores do Cepea ainda ressaltam que, no Brasil, onde a elevação – forte – dos juros adiantou-se à maioria dos países, os reflexos sobre o câmbio doméstico poderão ser mais moderados, a depender das incertezas econômicas (principalmente fiscais) e institucionais reservadas para 2023. Caso um cenário otimista se confirme, a inflação e o custo de vida no Brasil poderão ser mantidos sob controle, enquanto a rentabilidade do agronegócio será em boa medida preservada, a despeito de uma desaceleração no crescimento econômico previsto a se reduzir de 2,8% em 2022 para 1% em 2023.

CEPEA

CNA projeta queda de 4,1% no PIB do agro em 2022 e crescimento lento em 2023

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio do Brasil deverá crescer até 2,5% em 2023, em um ritmo mais lento do que o visto em 2021, mas em recuperação ante 2022, quando a quebra de safra de soja e a alta de custos pressionaram os resultados do setor, estimou na quarta-feira a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

Em balanço de final de ano, a entidade disse que o PIB do agro deverá cair 4,1% neste ano, depois de registrar recordes em 2020 e 2021, quando houve um avanço de 8,36%. A projeção de crescimento de 2023 incorpora a expectativa de maiores volumes de milho que poderão ser vendidos à China, agora que os chineses abriram o mercado ao cereal brasileiro, disse o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi. Mas ele ponderou também que o desempenho dependerá da confirmação de uma boa safra de grãos. “Pode mudar (a projeção)”, disse Lucchi, ao ser questionado em conferência de imprensa sobre potenciais impactos do La Niña nas lavouras do Sul, que reduziram drasticamente a safra na temporada anterior. Ele estimou uma faixa de variação do PIB de zero a 2,5% em 2023, mas citou que há indicações de que, com o enfraquecimento do La Niña –que geralmente resulta em seca no Sul–, o impacto climático deve ser menor na safra atual do que foi na anterior. “A princípio seria menor (o impacto climático) do que no ano anterior, a produção vai crescer muito (segundo a estimativa). Se a produção tiver retração, não posso chegar nos 2,5%”, disse o diretor técnico. A estimativa para a safra de grãos 2022/23 é de um aumento de 15,5% (ou 42 milhões de toneladas) em relação a 2021/22, atingindo 313 milhões de toneladas, segundo a CNA. Segundo o especialista da entidade, a projeção de PIB já considera maiores exportações de milho para a China, mas na avaliação da CNA esse crescimento não será tão grande, já que o gigante asiático é um dos maiores produtores do cereal, diferentemente da soja, um mercado fortemente dependente de importações para os chineses. Neste contexto, a confederação avalia que 2023 será um “ano de desafios”, em que poderá haver uma margem de lucro menor, com redução de receita para o produtor rural e alta dos custos de produção na atividade, já que boa parte da safra está sendo plantada com insumos comprados com preços mais elevados. No comércio exterior, de janeiro a novembro deste ano, as exportações brasileiras de produtos agropecuários totalizam 148,3 bilhões de dólares, superando em 23,1% o total vendido em todo o ano de 2021, com o agro respondendo por 48% das vendas externas totais do Brasil.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos registram maior patamar da série e abate de frangos tem recorde para o 3º tri

Em relação aos suínos, foram registrados os melhores resultados do abate para os meses de julho, agosto e setembro (14,45 milhões de cabeças), propiciando o patamar trimestral mais elevado da série histórica desde que a pesquisa foi iniciada, em 1997

As exportações recordes registradas no período (288,55 mil toneladas) contribuíram para o escoamento da produção. O peso acumulado das carcaças suínas alcançou 1,33 milhão de toneladas no terceiro trimestre de 2022, representando aumentos de 4,3% em relação ao mesmo período de 2021 e de 1,8% na comparação com o segundo trimestre de 2022. O abate de 692,94 mil cabeças de suínos a mais neste terceiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano anterior, foi impulsionado por aumentos em 18 das 25 Unidades da Federação participantes da pesquisa – tendo a região Sul respondido por 66,6% do abate nacional. Ainda neste terceiro trimestre, foram abatidas 1,55 bilhão de cabeças de frangos. Esse resultado representa o maior patamar para um terceiro trimestre da série histórica da pesquisa, com recordes para os meses de agosto e setembro. “Influenciadas pelos efeitos da guerra na Ucrânia e pela redução da oferta mundial devido à gripe aviária registrada em importantes exportadores do hemisfério Norte, as exportações alcançaram o segundo melhor terceiro trimestre da série”, destaca Viscardi. O peso acumulado das carcaças de frango foi de 3,75 milhões de toneladas neste trimestre. O resultado representou aumentos de 2,7% em relação ao mesmo período de 2021 e igualmente 2,7% na comparação com o segundo trimestre de 2022.

IBGE

Suínos: mercado estável na quarta

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 130,00/R$ 135,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 9,90/kg/10,40/kg

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (6), houve leve alta apenas no Paraná, na ordem de 0,31%, chegando em R$ 6,51/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 7,26/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,65/kg), Santa Catarina (R$ 6,50/kg), e em São Paulo (R$ 7,18/kg).

Cepea/Esalq

Frango: maioria das cotações fecham estáveis

O mercado do frango terminou a quarta-feira (7) com cotações, na maioria estáveis, e leves altas para a ave no atacado paulista e frango vivo em Santa Catarina

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,40/kg, enquanto o frango no atacado teve leve aumento de 0,28%, atingindo R$ 7,12/kg. No caso do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná não houve alteração de preço, com a ave viva cotada em R$ 5,20/kg; Santa Catarina registrou tímido aumento de 0,48%, alcançando R$ 4,21/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (6), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preço, valendo, respectivamente, R$ 7,89/kg e R$ 7,95/kg.

Cepea/Esalq

Exportações de carne de frango mantém alta em novembro, diz ABPA

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 375,6 mil toneladas em novembro, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 12,2% o total embarcado no décimo primeiro mês de 2021, com 334,7 mil toneladas

Em receita, as vendas de carne de frango de novembro totalizaram US$ 781,3 milhões, número 29,1% maior que o realizado no mesmo período de 2021, com US$ 605,3 milhões. No acumulado do ano (janeiro a novembro), as exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 4,436 milhões de toneladas, volume 5,6% maior que o embarcado nos onze primeiros meses de 2021, com 4,198 milhões de toneladas. A receita acumulada pelo setor no ano chegou a US$ 8,976 bilhões, número que supera em 29,3% os números registrados entre janeiro e novembro de 2021, com US$ 6,944 bilhões. “Apesar do desempenho positivo alcançado em outubro, eram esperados números ainda mais expressivos. Entretanto, os efeitos logísticos gerados pelos deslizamentos em rodovias do Paraná e as dificuldades climáticas para a entrada de navios nos Portos de Paranaguá e Itajaí impactaram o desempenho das exportações no mês. Com a normalização das atividades nos portos, o volume que não foi embarcado em novembro deverá refletir positivamente o desempenho das exportações em dezembro”, detalha o presidente da ABPA, Ricardo Santin. No levantamento por País, a China, maior importadora da carne de frango do Brasil, importou 40,3 mil toneladas em novembro (1,4% a mais que o embarcado no mesmo período de 2021). Outros destaques foram a África do Sul, com 27,8 mil toneladas (+21,9%), Arábia Saudita, com 24,6 mil toneladas (+28,9%) e União Europeia, com 18,1 mil toneladas (+17,6%). “Outros mercados da Europa, Ásia e Oriente Médio reforçaram suas compras do Brasil neste mês, dando indicativos de projeções positivas das exportações brasileiras de carne de frango para este ano.  São receitas importantes frente ao atual custo de produção, que permanece elevado”, analisa o diretor de mercados, Luis Rua.

ABPA

Paraná reforça ações de prevenção da influenza aviária

O serviço veterinário federal e os serviços estaduais estão reforçando as orientações aos produtores e profissionais que atuam nas granjas. A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) alerta para a necessidade de redobrar a atenção às medidas de prevenção e biossegurança no Estado

Depois das notificações recentes de influenza aviária na Colômbia, Peru, Equador e Venezuela, o serviço veterinário federal e os serviços estaduais estão reforçando as orientações aos produtores e profissionais que atuam nas granjas. A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) alerta para a necessidade de redobrar a atenção às medidas de prevenção e biossegurança no Estado. Nesta semana (dias 6 e 7), a Agência está promovendo um treinamento teórico e prático para os fiscais, especificamente em sanidade avícola. “Essa atualização constante se faz necessária para preparação do nosso corpo técnico”, diz o diretor-presidente da Adapar, Otamir Martins. No segundo semestre deste ano, a Adapar fez treinamento com todos os fiscais e assistentes de fiscalização da Gerência de Saúde Animal, atualizando-os sobre todos os programas sanitários. Em 2022 foram implantadas ações com novas orientações para a vigilância e para a notificação de suspeitas de influenza aviária e doença de Newcastle. “A notificação imediata de sinais de doença nas aves é importante para que o diagnóstico e as ações de contenção sejam rápidas e em caso de detecção do agente, que haja o menor prejuízo possível”, diz o gerente de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias. Nos últimos meses, o Paraná, maior produtor de carne de frango do país, está em alerta máximo na prevenção da doença de alta patogenicidade. Medidas de biosseguridade ajudam a evitar que as aves entrem em contato com algo que possa transportar o vírus. Os produtores precisam atentar-se à desinfecção de veículos na entrada e saída da granja, restrição de acesso de pessoas alheias ao estabelecimento, impedir contato de aves de vida livre às aves da granja, uso de roupas exclusivas para manejo da granja e registros sanitários em dia. Sinais respiratórios, nervosos e digestivos, bem como mortalidade nas granjas, devem ser notificados junto à Adapar de forma imediata. Responsáveis técnicos e produtores precisam notificar obrigatoriamente por meio do sistema e-Sisbravet ou diretamente nas Ulsas da Adapar. A Agência também pede que a iniciativa privada faça sua parte, adotando as medidas de biosseguridade e biossegurança necessárias nas granjas, fortalecendo o trabalho conjunto.

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