CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1874 DE 06 DE DEZEMBRO DE 2022

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Ano 8 | nº 1874 | 06 de dezembro de 2022

 

Notícias

Preços do boi gordo firmes em São Paulo

A semana iniciou estável nas praças paulistas. Como de costume, as negociações na segunda-feira aconteceram mais devagar.

No Pará, Marabá, as cotações para o boi, vaca e novilha estão estáveis na comparação com levantamento anterior (2/12). No atacado de carne com osso, mesmo com boas expectativas, o pico de compras esperado para o final de ano ainda não foi atingido. Com o distanciamento do mercado chinês, a carne excedente no mercado interno tem aumentado os estoques no atacado. A queda na semana veio puxada principalmente pelo dianteiro. Assim, a carcaça de bovinos castrados no atacado paulista recuou 0,1%, e para bovinos inteiros, baixa de 0,5%. No mercado reposição, as cotações recuaram 0,8% no comparativo mensal, considerando todas as categorias de machos e fêmeas para reposição.

SCOT CONSULTORIA

Mercado físico de boi gordo registrou preços firmes na segunda-feira

De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o viés ainda é de alta para os preços no Centro-Norte do país, onde as escalas de abate dos frigoríficos estão mais curtas

“No mercado paulista muitas indústrias frigoríficas estão ausentes da compra de gado, e devem retomar as negociações ao longo da semana. Em São Paulo, as escalas de abate são mais confortáveis, o que reduz a possibilidade de alta nos preços das boiadas. Nesse sentido, a demanda de carne bovina ao longo da primeira quinzena do mês será fator primordial.”, disse Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 289. Já em Dourados (MS), a cotação é de R$266. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 255. Em Uberaba (MG), as cotações ficaram em R$ 280. Já em Goiânia (GO), a arroba teve cotação de R$ 280. No atacado, os preços da carne bovina seguem acomodados. O ambiente de negócios volta a sugerir pela recuperação dos preços no decorrer da primeira quinzena do mês, período que conta com maior apelo ao consumo. Além disso, a demanda doméstica está no seu ápice, o que oferece espaço para nova alta. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16,20 por quilo.  Já a ponta de agulha teve preço de R$ 16,15. O quarto traseiro do boi ficou cotado em R$ 21,90 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar salta mais de 1% frente ao real com PEC da Transição e PMI dos EUA

A moeda norte-americana à vista avançou 1,35%, a 5,2844 reais na venda. Essa foi a maior valorização percentual diária desde 25 de novembro (+1,84%) e o patamar de encerramento mais alto desde terça-feira passada (5,2883)

“Toda essa articulação e a possibilidade de que seja uma PEC beirando os 200 bilhões de reais ou colocando muita coisa fora do teto além do Auxílio Brasil (futuro Bolsa Família) gera essa valorização do dólar”, disse à Reuters Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital. Já no exterior, dados do setor de serviços dos Estados Unidos mais forte do que o esperado desencadeou piora generalizada no humor dos mercados globais, alimentando a disparada do dólar frente ao real. O Instituto de Gestão do Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou na segunda-feira que o PMI do setor de serviços norte-americano subiu bem mais do que o esperado em novembro, o que pode reforçar temores de que o Federal Reserve seguirá agressivo no aperto da política monetária de forma a esfriar a economia e conter a inflação. Na esteira dos dados, o índice que compara o dólar a seis moedas fortes disparava 0,85% nesta tarde. De volta ao Brasil, investidores aguardavam a reunião do Comitê de Política Monetária do BC, que começará na terça-feira e se encerrará na quarta. Embora haja consenso no mercado de que a taxa Selic será mantida nos atuais 13,75%, investidores ficarão atentos a qualquer indicação do Copom sobre como as atuais incertezas fiscais podem afetar decisões de alta de juros. “O Copom deve reforçar sua postura cautelosa com o processo desinflacionário em curso, talvez aumentando o tom sobre a possibilidade de alta da taxa de juros”, disse o Citi em relatório, embora tenha como cenário base a manutenção da Selic nesta semana. Apesar das incertezas de curto prazo, “o cenário básico para o real é bom”, disse Izac, da Nexgen. “Estamos vivendo uma onda de valorizaçao de commodities e temos uma taxa de juros real que está entre as melhores do mundo, então o cenário básico é de um real mais forte, cada vez mais perto dos 5 (por dólar)”, avaliou o especialista.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com Wall St e juros nos EUA

O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira, abaixo dos 110 mil pontos, com o Wall Street corroborando o rumo negativo após uma semana de ganhos no pregão brasileiro, enquanto agentes financeiros continuam na expectativa de um desfecho envolvendo a PEC da Transição

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,3%, a 109.349,37 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro somava 19,6 bilhões de reais, tendo diminuído o ritmo à tarde com a partida da seleção brasileira na Copa do Mundo. No ano, a média diária é de 29,95 bilhões de reais. Em novembro, foi de 35,35 bilhões.

REUTERS

Setor de serviços aponta menor crescimento em um ano e meio em novembro, mostra PMI

O setor de serviços do Brasil seguiu em expansão pelo 18° mês consecutivo em novembro, mas o crescimento desacelerou ao ritmo mais fraco dessa sequência de ganhos, enquanto a confiança dos empresários caiu ao menor patamar em mais de um ano, mostrou pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês)

O PMI de serviços brasileiro caiu a 51,6 no mês passado, contra leitura de 54,0 em outubro, informou a S&P Global na segunda-feira. O dado, com ajuste sazonal, seguiu acima da marca de 50 que separa crescimento de contração, mas a expansão foi a mais fraca em um ano e meio. Segundo a pesquisa, algumas empresas consultadas indicaram que a incerteza no mercado e a perda de clientes prejudicaram o crescimento. “Os provedores de serviços indicaram que a incerteza em relação às perspectivas das políticas públicas e da economia em geral prejudicou a demanda em novembro”, avaliou a diretora associada de economia da S&P Markit, Pollyanna De Lima. Ela destacou que houve expansão de novos negócios, mas no ritmo mais lento desde maio de 2021. Já a confiança do setor nas perspectivas para os serviços recuou para seu nível mais baixo em 13 meses, com algumas empresas citando “maior incerteza devido a uma situação econômica e política desafiadora”. Ainda assim, disse a S&P Global, os provedores de serviços estavam confiantes de que os níveis de atividade serão maiores dentro de um ano, devido a esforços de marketing, licitações, expectativas de juros mais baixos, inflação contida e reformas estruturais. Houve aumento da inflação de custos no Brasil em novembro, com os prestadores de serviços alegando pagar mais por itens como equipamentos, fertilizantes e alimentos diante da força do dólar no período. A moeda norte-americana fechou o mês passado em alta frente ao real, e chegou a operar acima de 5,40 reais em certos pontos de novembro. Apesar dos custos mais altos, houve desaceleração da alta dos preços cobrados para a prestação de serviços em relação a outubro. A manutenção do setor de serviços em território de expansão não conseguiu compensar a contração da indústria, de forma que a atividade do setor privado do Brasil encolheu em novembro. O PMI Composto do país caiu para 49,8 no mês passado, de 53,4 em outubro.

REUTERS

Mercado prevê redução menor da Selic em 2023 e dívida mais alta, mostra Focus

O mercado elevou sua expectativa para o patamar dos juros ao fim do próximo ano, antecipando uma redução menor da taxa Selic ao longo de 2023, ao mesmo tempo que previu um aumento maior da dívida pública, mostrou o relatório semanal Focus do Banco Central divulgado na segunda-feira

A projeção dos analistas para a Selic subiu para 11,75% ao final do próximo ano, de 11,50% previstos há uma semana. Para este ano, a projeção foi mantida em 13,75%, com a expectativa de que o Banco Central não mexerá na taxa em sua última reunião de política monetário do ano esta semana. A mediana das expectativas para a dívida líquida aumentou para 61,50% do Produto Interno Bruto (PIB) ao fim de 2023, de 61% antes. Para este ano, a projeção está em 57,70% do PIB. Os ajustes nas expectativas acontecem conforme o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, tem reiterado alertas para a importância da sustentabilidade fiscal em um momento em que o governo eleito negocia com o Congresso a aprovação de despesas de cerca de 200 bilhões de reais fora do limite de teto dos gastos para os próximos anos. A chamada PEC da Transição, que propõe a liberação, está prevista para ser votada no Senado nesta semana e tem concentrado as atenções do mercado. Os analistas consultados pelo BC também elevaram ligeiramente suas projeções para o crescimento do PIB neste ano e no próximo, prevendo agora 3,05% (2,81% antes) e 0,75% (0,70% antes), respectivamente. As expectativas para a inflação não sofreram ajustes relevantes.

REUTERS

MEIO AMBIENTE

Marfrig sobe e JBS cai em ranking ESG de investidores

FAIRR vê com preocupação ação de empresas de proteínas sobre biodiversidade, às vésperas da COP15

A Marfrig tornou-se a única empresa brasileira de proteínas animais classificada por investidores globais como de “baixo risco” ESG (ambiental, social e de governança). Em ranking criado pela FAIRR, iniciativa que engloba gestores com US$ 70 trilhões em ativos, a empresa subiu da sétima para a terceira colocação dentre 60 empresas. Já a JBS caiu uma posição, para a 16ª. O índice Coller FAIRR Protein Producer, divulgado anualmente, reúne apenas grupos de proteínas e de capital aberto, avaliadas segundo dez critério ESG. A Marfrig apresentou melhores notas referentes a uso de água, governança, condições de trabalho e antibióticos. No geral, sua avaliação melhorou por causa da divulgação detalhada de ações e informações nessas áreas. A companhia está atrás agora somente das norueguesas Mowi e Grieg Seafood, ambas de pescados. Ao Valor, a empresa revelou “enorme satisfação” com o “reconhecimento”, que credita ao Plano Marfrig Verde+. A companhia disse que investe em “novas tecnologias e inovação”. “Tornar nossa cadeia 100% livre de desmatamento, alinhada ao bem-estar dos animais, reduzindo a emissão de gases-estufa e com os mais adequados processos do uso da água, é um desafio em grande escala”, afirmou, em nota. A JBS, por sua vez, continua sendo considerada de “risco médio”. A nota à política de desmatamento da companhia piorou. A FAIRR aumentou o rigor e agora só atribui as melhores notas às empresas que se compromete a eliminar o desmate até 2025 e inclui o fim da prática dentro da lei. A JBS perdeu pontos por não se comprometer com o fim do desmate legal e, portanto, não ter uma data de corte associada — além de não ter incluído na meta a Austrália, que tem áreas de alto risco de desmatamento. A companhia afirmou, em nota, que está comprometida com o desmatamento ilegal zero no Brasil até 2025 e em zerar o desmatamento global em sua cadeia até 2030. A companhia assinou compromisso na COP27 que prevê desmates legal e ilegal zero na Amazônia até 2025. A empresa disse, ainda, que aproveita os resíduos e dejetos em sua subsidiária Campo Forte Fertilizantes. A BRF manteve-se na 12ª posição, com melhora em suas notas de segurança alimentar e condições de trabalho, mas piora na de emissões de gases-estufa por causa do aumento de 10% nas emissões nos escopos 1 e 2. Procurada, a empresa não retornou até a conclusão deste texto. A Minerva subiu uma colocação, para a 19ª. Suas notas melhoraram em segurança alimentar, antibióticos e emissões, mas a avaliação sobre desmatamento piorou porque o prazo de 2030 para acabar com a prática é considerado fraco e porque a companhia não tem meta sobre desmate legal. A empresa já monitora 100% dos fornecedores diretos em Brasil e Paraguai, 80% na Colômbia e 90% na Argentina. No Uruguai, a meta é chegar a 100% até 2025. A empresa usa ferramentas como o Visipec e o aplicativo Prospec para ampliar o monitoramento dos indiretos. No geral, as 60 companhias avaliadas tiveram desempenho considerado ruim nos temas de desmatamento, poluição e conservação de recursos hídricos, que são os três principais pilares da Conferência da Biodiversidade (COP15), que começa amanhã em Montreal, no Canadá. Espera-se que os países firmem compromissos de proteção à biodiversidade com metas até 2030. Das empresas avaliadas, 87% dizem não checar se as fazendas estão em área com estresse hídrico, e 83% não exigem de fornecedores planos para evitar contaminação de cursos d’água com adubos e dejetos animais. Além disso, 60% delas ainda obtêm soja de áreas com alto risco de desmate e não têm metas para acabar com o problema em suas cadeias. Para os investidores, falta cuidado com o impacto sobre os ecossistemas. “Um acordo global sobre natureza na COP15 pode fazer a indústria intensiva de agricultura animal enfrentar riscos regulatórios, legais, tarifários e reputacionais crescentes”, disse Jeremy Coller, presidente do conselho da FAIRR Initiative e CIO da gestora Coller Capital, em nota. Diane Roissard, líder de biodiversidade da gestora La Banque Postale, afirmou que as empresas “precisam tomar ações urgentes para garantir aos investidores que estes riscos estão sendo devidamente gerenciados”.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Santa Catarina reforça medidas de prevenção a Influenza Aviária

Após notificação de casos de Influenza Aviária Altamente Patogênica na América do Norte e em países como Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, Santa Catarina reforça as medidas de prevenção à doença. O estado é o segundo maior produtor e exportador de carne de aves do Brasil e possui um plantel de mais de 132,3 milhões de frangos

Na segunda-feira, 5, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) mobilizaram a iniciativa privada para orientar os produtores rurais e evitar que a doença atinja os plantéis. “A Influenza Aviária traz muita preocupação para Santa Catarina e também para todo o país porque essa doença pode colocar em risco toda a nossa produção comercial de aves. Governo do Estado e iniciativa privada estão trabalhando em conjunto para reforçar a biosseguridade nas propriedades, o controle nos acessos e também os planos de contingência. Precisamos agora estabelecer uma comunicação clara e assertiva, não só com os produtores, mas com toda a sociedade catarinense porque precisamos evitar que o vírus circule em nosso país”, destaca o secretário da Agricultura, Ricardo Miotto. Entre as medidas estão uma série de áudios que serão compartilhados com agricultores, principalmente aqueles que possuem aves de subsistência, com orientações sobre o que é a Influenza Aviária, como preservar a saúde dos animais e o que fazer em caso de suspeita da doença. A grande preocupação é com as aves migratórias, que podem ser um vetor da doença. Por isso, a principal medida a ser tomada por todos aqueles que criam aves é evitar o contato com outros animais, especialmente aves silvestres ou de vida livre, além de restringir o acesso de visitantes aos aviários. Em caso de funcionários, eles devem utilizar roupas exclusivas para ingressar no aviário. E os veículos devem ser limpos e desinfetados antes da entrada e na saída dos estabelecimentos. A Influenza Aviária nunca foi detectada no Brasil, mas já há registros da doença em diversos países, inclusive na América do Sul. Nos Estados Unidos, mais de 50 milhões de aves já morreram e a Europa passa pelo maior surto de gripe aviária já registrado.

SECRETARIA DE AGRICULTURA – SC

Veterinários República Tcheca abatem 15.000 patos devido a surto de gripe aviária

A República Tcheca começou a abater mais de 15.000 patos de uma fazenda no sul do país devido a um surto de gripe aviária, informou a agência de notícias CTK nesta segunda-feira

A fazenda na cidade de Frahelz, a 130 km (80 milhas) de Praga, tinha originalmente 22.000 patos, dos quais 7.000 morreram na semana passada devido ao vírus altamente patogênico H5N1, disse a CTK. A Hungria relatou na semana passada um surto do mesmo vírus e uma fazenda foi forçada a matar 3.000 gansos.

REUTERS

INTERNACIONAL

Uruguai abate gado cada vez mais jovem

 Segundo dados do Instituto Nacional da Carne (INAC), em 2022 serão abatidos 25% menos novilhos com 8 dentes e prevê-se um crescimento de novilhos de 2 para 4 dentes, aproximando-se das 700.000 cabeças

Isto significa que juntamente com a categoria dente de leite completaram 70% dos novilhos, segundo Jorge Acosta, Gestor de Informação do INAC, ao apresentar a reestruturação do abate anual de bovinos. No caso das novilhas, os níveis de abate são semelhantes aos de 2021, para os quais se estima ultrapassar as 320.000 cabeças, ao mesmo tempo que se observa uma queda na industrialização de animais adultos. A consolidação do abate de animais cada vez mais jovens também está ligada aos confinamentos. Ao final de 2022 haverá um aumento de 13% em relação ao ano anterior, mas fechará com um crescimento de 19% em novilhos e 13% a menos em novilhas. O INAC estimou que o abate de bovinos confinados ultrapassará as 350 mil cabeças, ou seja, cerca de 15% do total de animais abatidos. Em nível global, o abate de bovinos cairá entre 7% e 9% em relação a 2021, mas ficará acima de 2,4 milhões de cabeças. A industrialização no primeiro semestre do ano foi alta, com mais de 1,34 milhão de bovinos passando pelos frigoríficos e consequentemente acumulando mais de 56% do abate anual. O INAC destacou que estes números colocam 2022 acima da média dos últimos 20 anos (2,2 milhões). O setor de carnes voltará a bater um novo recorde no final de 2022. “Ao nível das exportações, elas ultrapassarão amplamente os US$ 3 bilhões em 2021 como resultado do aumento médio dos preços para venda no exterior”, disse Acosta. Isso representa um aumento de aproximadamente 10% em relação ao ano anterior, com um aumento menor na China (+4,85) que gerará receitas próximas a US$ 1,8 bilhão, valor que representa 56% das receitas totais e marca um aumento de US$ 200 milhões com o principal parceiro comercial do Uruguai. O Uruguai estará exportando 520.000 toneladas de peso carcaça, ou seja, cerca de 50.000 toneladas a menos que em 2021 (9%), com queda de volumes em todos os mercados, exceto nos Estados Unidos, onde houve uma recuperação de 9,5%, mas com um preço médio por tonelada superior ao que estaria fechando 2022 com uma média anual acumulada muito próxima de US$ 5.000 por tonelada. “A adesão do Uruguai ao Acordo Transpacífico (TTP) é uma grande notícia para todo o setor produtivo e certamente para a carne”, disse o presidente do Instituto Nacional de Carnes, Conrado Ferber. “Agora temos que esperar que esse pedido seja aprovado, mas temos que nos preparar e fazer todo o trabalho necessário para cumprir as exigências deste acordo, que não são de todo impossíveis”, afirmou o chefe. “O Uruguai exporta mais de 90% de sua carne para três mercados: China, União Europeia e Estados Unidos. Quando se olha para o mercado global, esse número não é de 90%, é de 50%. É claro que o Uruguai está super-representado em alguns lugares e sub-representado em outros”, explicou o Gerente de Conhecimento do INAC, Álvaro Pereira. Na mira hoje está o Vietnã e a Indonésia, dois mercados relevantes onde o Uruguai não está presente. Nestes países, os restaurantes são a primeira categoria de consumo de carne fora de casa, acima dos fast food e outros tipos de estabelecimentos, pelo que as oportunidades de agregação de valor são muito interessantes.

EL PAÍS DIGITAL

Argentina acerta últimos detalhes de biossegurança com México para exportação de carne bovina

No dia 11 de novembro, o México abriu o mercado à carne bovina argentina, autorizando a importação de 22 plantas

Os serviços de saúde da Argentina e do México acertaram os últimos detalhes do certificado sanitário que acompanhará as exportações de carne bovina ao país norte-americano, informou o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) em comunicado. No dia 11 de novembro, o México abriu o mercado à carne bovina argentina, autorizando a importação de 22 plantas. As negociações entre os dois países levaram mais de oito anos. “A etapa final para o início dos embarques era o acordo entre os dois serviços de saúde sobre os requisitos de sanidade animal do certificado sanitário que garantirá as exportações”, explicou o Senasa na nota.

Estadão Conteúdo

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