CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1856 DE 09 DE NOVEMBRO DE 2022

clipping

Ano 8 | nº 1856 | 09 de novembro de 2022

Notícias

Queda na cotação da novilha gorda em São Paulo

Após o ajuste feito na segunda (7/11) no preço do boi gordo, ontem o dia foi de estabilidade. Já para a novilha gorda, queda de R$2,00/@. O mercado segue pressionado para baixo

O preço do boi gordo paulista segue cotado em R$ 273/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 260/@ e R$ 267/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), informa a Scot. O boi-China está valendo R$ 280/@ em São Paulo, também preço bruto, no prazo, acrescenta a Scot. No Rio de Janeiro, o mercado carioca segue sem alterações de preços, em relação ao último levantamento (7/11). Em MS – Dourados, a cotação do boi gordo caiu R$2,00/@, para as fêmeas, preços estáveis.

SCOT CONSULTORIA

O mercado físico do boi gordo registrou quedas no Centro-Norte

De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias as quedas persistem no Centro-Norte do país, região em que os frigoríficos ainda desfrutam de uma frente mais confortável em suas escalas de abate

Já em São Paulo o mercado esboça recuperação, com alta dos preços para a carne bovina no atacado. “O ponto de inflexão ainda é a queda dos preços internacionais da carne bovina, com a mudança de comportamento dos importadores chineses nesse segundo semestre em meio ao processo de desvalorização do Yuan, tornando as importações da China mais dispendiosas”. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 278. Já em Dourados (MS), a cotação recuou para R$260. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 244. Em Uberaba (MG), as cotações ficaram em R$ 265. Já em Goiânia (GO), a arroba continuou cotada em R$ 260. Os preços da carne bovina subiram no mercado atacadista. De acordo com Iglesias, a alta nos preços já era aguardada, uma vez que a demanda está aquecida com a entrada da massa salarial na economia, acelerando a reposição entre atacado e varejo. Além disso, a demanda alcança o seu ápice no decorrer do último bimestre, considerando a entrada do décimo terceiro salário, criação de postos temporários de emprego, e em 2022, ineditamente a Copa do Mundo de futebol será realizada neste período. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16,20 por quilo.  Já a ponta de agulha teve preço de R$ 16. O quarto traseiro do boi teve queda e ficou cotado em R$ 21,60 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS              

Embarques do MT sobem em out/22, mas frigoríficos pressionam valor do boi gordo

O ágio do boi-China nas regiões do Estado reduziu entre R$ 5/@ e R$ 10/@ no mês passado, informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea)

As exportações de carne bovina do Mato Grosso registraram um novo recorde em outubro/22, alcançando o patamar de 65,88 mil toneladas em equivalente carcaça, um aumento de 6,5% sobre o volume registrado em setembro/22, informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Por sua vez, relata o Imea, o faturamento obtido com os embarques mato-grossenses do mês passado teve um leve acréscimo de apenas 2,72%, acumulando no período US$ 296,57 milhões. A China, principal cliente da carne bovina brasileira, elevou em 5,2% as importações da proteína produzida nas unidades frigoríficas do Mato Grosso, na comparação com o resultado de setembro/22, atingindo um novo recorde de 47,32 mil toneladas em equivalente carcaça. O faturamento apresentou uma valorização de apenas 0,30% no mesmo período de comparação – foi a segunda menor receita mensal obtida no ano de 2022, observa o Imea. “A movimentação atípica de renegociações dos produtos de origem bovina já embarcados para a China pressionou as cotações da arroba do boi gordo e refletiu nas vendas dentro da porteira, uma vez que o ágio do boi-China reduziu entre R$ 5/@ e R$ 10/@ de acordo com as regiões do Estado”, informa.

IMEA

Com Reino Unido, a ‘troca’ brasileira de scotch por carne

Com possível reconhecimento da denominação de origem do uísque escocês, governo quer avançar na abertura do mercado britânico à proteína brasileira

Até o fim do ano, a ampliação das exportações do agro brasileiro para o Reino Unido será uma das prioridades do ministro da Agricultura, Marcos Montes. Técnicos britânicos estiveram no Brasil em outubro e, durante duas semanas, visitaram estabelecimentos que estão sob o Serviço de Inspeção Federal (SIF), como fazendas, granjas de aves, laboratórios federais e privados e centrais de certificação. A expectativa é que a delegação reconheça a equivalência do sistema brasileiro de defesa sanitária e agropecuária, o que pode ampliar o número de frigoríficos de aves e bovinos habilitados a exportar ao mercado britânico. A previsão é que o relatório dos técnicos saia em até 60 dias. Antes do Brexit, os acordos ocorriam via União Europeia, mas os frigoríficos habilitados a vender ao bloco seguiram exportando também para o Reino Unido mesmo depois de os britânicos deixarem a UE. Hoje, 250 plantas estão aptas a exportar aos europeus. Com a UE, as negociações do Brasil seguem travadas. O bloco, que impôs regras rígidas de controle sanitário para as importações de carne de frango brasileira após as operações Carne Fraca (2017) e Trapaça (2018), ainda não confirmou a realização de auditoria no país nem avanços no diálogo para normalizar o fluxo de comércio. A BRF, gigante da indústria de proteína animal, continua sem acesso ao mercado europeu. A avaliação em Brasília é que um entendimento com os britânicos pode ser uma boa sinalização para destravar as negociações com a UE. O Brasil deverá fazer um “gesto diplomático” ao reconhecer a indicação geográfica do uísque escocês, o scotch, uma demanda que os britânicos apresentaram em 2012. “É quase uma troca, um gesto [de] boa vontade para negociarmos a abertura [do mercado] da proteína animal. Há boas chances de [a aprovação] ocorrer até dezembro”, disse Montes ao Valor. O documento será submetido a um conselho superior e, se aprovado, tornará oficial o reconhecimento do SIF brasileiro, o que abre a possibilidade de o país indicar novos exportadores. Segundo a plataforma de dados de comércio exterior do agronegócio Agrostat, do Ministério da Agricultura, em 2021, o Brasil exportou 116,2 mil toneladas de carnes para o Reino Unido, que renderam US$ 335,5 milhões. Carnes de frango (US$ 232,1 milhões) e bovina (US$ 117,2 milhões) dominaram os embarques.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Dólar à vista fecha em queda de 0,45%, a R$ 5,1498 na venda

O dólar caiu frente ao real nesta terça-feira, com acenos do governo eleito ao centro e a indicação de uma equipe de transição econômica relativamente equilibrada trazendo algum alívio ao humor dos mercados

A moeda norte-americana fechou em queda de 0,45%, a 5,1498 reais na venda. Depois de mais cedo ter saltado até 1,48%, a 5,2497 reais na venda, maior patamar intradiário em mais de uma semana, o dólar foi perdendo força ao longo da sessão, e chegou a cair 0,82% na mínima, a 5,1308 reais. Na B3, às 17:11 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,38%, a 5,1750 reais.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com Vale

O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, com relevante suporte das ações da Vale, enquanto o noticiário corporativo também fez preço, com CSN Mineração disparando após anunciar dividendos bilionários

O anúncio da equipe da transição de governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva fez o Ibovespa retomar o fôlego na sequência. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 0,75%, a 116.212,98 pontos, de acordo com dados preliminares. Na mínima, pela manhã, chegou a cair abaixo dos 115 mil pontos. Na máxima, superou 117 mil pontos. O volume financeiro somava 26,2 bilhões de reais.

REUTERS       

Em setembro, indústria recua em 12 dos 15 locais pesquisados

Com o recuo de 0,7% da indústria nacional, de agosto para setembro de 2022, na série com ajuste sazonal, 12 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE apresentaram taxas negativas, com destaque para Santa Catarina (-5,1%) e Paraná (-4,3%)

Também houve recuos mais intensos do que a média nacional em Pará (-3,7%), São Paulo (-3,3%), Goiás (-2,9%), Amazonas (-2,9%), Espírito Santo (-2,2%), Minas Gerais (-1,7%), Bahia (-1,3%) e Rio de Janeiro (-1,1%). Completaram o conjunto de locais com índices negativos nesse mês Mato Grosso (-0,4%) e Rio Grande do Sul (-0,2%). Já Ceará (3,7%) e Pernambuco (2,0%) apontaram as maiores altas em setembro e a região Nordeste (0,6%) assinalou a outra taxa positiva nesse mês. Frente a setembro de 2021, o setor industrial mostrou crescimento de 0,4%, com altas em 8 dos 15 locais pesquisados. Na média móvel trimestral (-0,3%), houve recuo em 11 dos 15 locais pesquisados. O acumulado no ano foi negativo em 8 dos 15 locais pesquisados, com destaque para Pará (-8,8%) e Espírito Santo (-4,9%). Já o acumulado dos últimos 12 meses teve 9 dos 15 locais pesquisados com taxas negativas. Na série com ajuste sazonal, 12 dos 15 locais pesquisados apontaram taxas negativas, com destaque para Santa Catarina (-5,1%) e Paraná (-4,3%), com o primeiro local recuando 10,2% em dois meses consecutivos de queda na produção; e o segundo marcando a quarta taxa negativa seguida e acumulando perda de 8,0% nesse período. Pará (-3,7%), São Paulo (-3,3%), Goiás (-2,9%), Amazonas (-2,9%), Espírito Santo (-2,2%), Minas Gerais (-1,7%), Bahia (-1,3%) e Rio de Janeiro (-1,1%) também registraram recuos mais intensos que a média nacional (-0,7%), enquanto Mato Grosso (-0,4%) e Rio Grande do Sul (-0,2%) completam o conjunto de locais com índices negativos. As expansões mais intensas foram no Ceará (3,7%) e Pernambuco (2,0%), com o primeiro local eliminando parte da perda de 4,6% acumulada no período junho-agosto de 2022; e o segundo intensificando o crescimento verificado em agosto último (0,1%). A região Nordeste, com avanço de 0,6%, também assinalou taxa positiva nesse mês. A média móvel trimestral foi de -0,3% no trimestre encerrado em setembro de 2022 frente ao nível do mês anterior, após também recuar em agosto último (-0,2%), quando interrompeu a trajetória predominantemente ascendente iniciada em novembro de 2021. Onze dos 15 locais pesquisados apontaram taxas negativas nesse mês, com destaque para os recuos mais acentuados assinalados por Espírito Santo (-4,7%), Bahia (-3,8%), Santa Catarina (-2,6%), Paraná (-2,4%), Pará (-1,9%), Região Nordeste (-1,4%) e Minas Gerais (-1,0%). Por outro lado, Mato Grosso (1,7%) e Rio de Janeiro (1,4%) mostraram altas em setembro. Na comparação com setembro de 2021, o setor industrial nacional avançou 0,4% em setembro de 2022, com 8 dos 15 locais pesquisados apontando taxas positivas. Nesse mês, Mato Grosso (37,5%) e Amazonas (13,7%) assinalaram as expansões de dois dígitos mais acentuadas. Rio Grande do Sul (4,7%), Rio de Janeiro (4,4%), Região Nordeste (3,4%), Ceará (2,5%) e Pernambuco (1,7%) também registraram taxas positivas mais elevadas do que a média nacional (0,4%), enquanto São Paulo (0,2%) completou o conjunto de locais com crescimento na produção nesse mês. Por outro lado, Espírito Santo (-14,7%) e Pará (-13,4%) apontaram os recuos mais acentuados em setembro de 2022. Paraná (-8,0%), Santa Catarina (-6,2%), Minas Gerais (-3,6%), Bahia (-3,0%) e Goiás (-0,6%) mostraram os demais resultados negativos nesse mês. Vale citar que setembro de 2022 (21 dias) teve o mesmo número de dias úteis do que igual mês do ano anterior (21). No acumulado do ano de 2022 (janeiro-setembro), frente a igual período de 2021, a redução de -1,1% na indústria alcançou 8 dos 15 locais pesquisados, com destaque para Pará (-8,8%) e Espírito Santo (-4,9%). Santa Catarina (-3,9%), Ceará (-3,7%), Pernambuco (-2,9%), Minas Gerais (-2,3%), Paraná (-1,8%) e São Paulo (-1,5%) completaram o conjunto de locais com recuo na produção no índice acumulado no ano.

Agência IBGE de Notícias

IGP-DI desacelera queda a 0,62% em outubro com pressão maior ao consumidor, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) reduziu o ritmo de queda para 0,62% em outubro depois de ter apresentado queda de 1,22% no mês anterior uma vez que a pressão ao consumidor aumentou, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na terça-feira

A expectativa em pesquisa da Reuters era de um recuo de 0,74%, e o resultado levou o índice a acumular em 12 meses alta de 5,59%. No mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, teve queda de 1,04%, ante recuo de 1,68% no mês anterior. “A inflação ao produtor segue em terreno negativo. Inúmeras commodities de peso estão registrando queda em seus preços”, disse o coordenador dos índices de preços, André Braz, citando minério de ferro (de -3,27% para -5,01%), leite in natura (de -6,92% para -8,17%), adubos ou fertilizantes (de -2,23% para -9,98%) e café (de -0,58% para -10,37%). Mas a pressão para o consumidor em outubro aumentou, e Braz destacou que os preços dos combustíveis passaram a mostrar queda menos intensa. Os preços da gasolina tiveram queda de 1,44% em outubro, contra deflação de 8,68% no mês anterior. Assim, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) –que responde por 30% do IGP-DI– passou a subir 0,69% no período, de variação positiva de 0,02% em setembro. O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, registrou aceleração da alta em outubro, a 0,12%, de 0,09% antes.

REUTERS

Desembolso do crédito rural chega a R$ 148 bilhões até outubro, com alta de 22%

Os financiamentos de custeio seguem em ritmo forte, com aumento de 50% em relação à safra anterior

O desembolso do crédito rural somou R$ 148,25 bilhões na safra 2022/23, até outubro, aumento de 22% em relação a igual período da safra anterior. Os financiamentos de custeio seguem em ritmo forte, com aplicação de R$ 98,29 bilhões, (+50%). Já os investimentos, com R$ 33,86 bilhões, a comercialização, com R$ 8,93, e a industrialização, com R$ 7,17 bilhões, registraram queda em relação a igual período do ano passado. De acordo com a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os financiamentos destinados a investimentos tendem a se intensificar nos próximos meses, concomitante à tendência de retração dos financiamentos de custeios. O aumento na contratação de financiamentos de custeio decorreu da elevação dos custos de produção e das oportunidades de mercado ditadas por condições favoráveis de preço e de demanda. Esse aumento foi de 42% no âmbito do Pronaf e de 73% no âmbito do Pronamp, se situando, respectivamente, em R$ 16,30 bilhões e R$ 24,60 bilhões. Em número de contratos de custeio por programa, os aumentos foram de 30% no Pronamp, 6% no Pronaf 6% e 9% para demais produtores. O diretor da Política de Financiamento ao Setor Agropecuário do Mapa, Wilson Vaz de Araújo, destaca que o expressivo aumento nos financiamentos de custeio Pronamp resultou, também, do predomínio de uma taxa de juro mais favorável relativamente à aplicável fora do programa, em comparação com a safra anterior. Por outro lado, as contratações de investimento aumentaram somente no âmbito do Pronaf (+3%), se situando em R$ 8,82 bilhões, possivelmente pela atratividade das taxas de juros. Em relação às fontes de recursos do crédito rural, a participação dos recursos obrigatórios, no total das contratações, reduziu de 28% para 21%, se situando em R$ 30,88 bilhões, e a de recursos da poupança rural controlada aumentou, de 20% para 24%, atingindo R$ 36,00 bilhões, aumento de 52%. Os recursos com juros controlados somaram R$ 92,31 bilhões (+12%), e com juros livres R$ 55,94 bilhões (+42%). Wilson Vaz reiterou a importância da contribuição da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) para o funding do crédito rural, que se destaca por ser a principal fonte de recursos não controlados, tendo os recursos dessa fonte aumentado 137%, se situando em R$ 36,62 bilhões, respondendo por 25% do crédito rural, complementando adequadamente o financiamento, sobretudo de custeio, aos grandes e médios produtores.

MAPA

EMPRESAS

Minerva aposta no market place Souk para chegar aos mercados de bairro

A Minerva Foods, que lidera a exportação de carne bovina na América do Sul, venderá produtos de oito de suas marcas no marketplace Souk, que conecta pequenos e médios varejistas à indústria, sem atravessadores

“Oferecer os nossos produtos aos pequenos varejistas em parceria com a Souk é utilizar a tecnologia para chegar ao mercado de bairro e oferecer produtos de qualidade em estabelecimentos que antes não tinham acesso aos nossos produtos.”, diz Marcelo Narita, Gerente de e-commerce da Minerva, em nota. Seara, Mondelez, Nestlé, Pepsico, Tirolez e Vigor também já vendem produtos na Souk.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: alta na carcaça e queda para o vivo em SP

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 130,00/R$ 135,00, enquanto a carcaça especial subiu 1,98%/1,90%, valendo R$ 10,30/R$ 10,70 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (7), o preço ficou estável somente em Minas Gerais, custando R$ 7,26/kg, enquanto houve aumento só em Santa Catarina, na ordem de 0,15%, alcançando R$ 6,50/kg. Foi registrado queda de 2,56% em São Paulo, baixando para R$ 7,23/kg, recuo de 0,61% no Paraná, chegando em R$ 6,52/kg, e de 0,45% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 6,65/kg.

Cepea/Esalq

Frango: alta para ave no atacado paulista

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,50/kg, enquanto o frango no atacado valorizou 1,09%, valendo em R$ 7,45/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou inalterado, custando R$ 4,20/kg, assim como no Paraná, cotado em R$ 5,17/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (7), tanto a ave congelada quanto a resfriada não mudaram de preço, fechando, ambas, em R$ 7,97/kg.

Cepea/Esalq

Aumento da oferta e baixa liquidez pressionam preços da carne de frango em outubro

Os preços de carne de frango caíram na maior parte das regiões do mercado doméstico em outubro, em relação a setembro, impactados por elevada oferta interna e baixa liquidez, segundo dados divulgados no mais recente boletim agromensal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

“Diante da elevada oferta e de vendas estagnadas do produto no mercado doméstico, os agentes adotaram a estratégia de redução de preço para garantir liquidez e evitar aumento dos volumes em estoque”, disse o Cepea. O filé de peito foi o produto avícola que mais se desvalorizou em outubro. O preço do frango inteiro negociado no atacado da Grande São Paulo caiu 1,3% em outubro, ante setembro, para uma média de R$ 7,67/kg. Em comparação com outubro do ano passado, o preço ficou 3,5% inferior, em termos nominais. Já o corte congelado recuou 6,1% em relação a setembro para uma média de R$ 13,45/kg, e caiu 5% ante outubro do ano passado. A queda nos preços de carne de frango no mercado doméstico também foi impactada pela leve redução de 0,4% nas exportações em outubro, em relação a setembro. Apesar da queda no volume total de exportações de carne de frango, houve alta de 10,1% na média diária de embarques de carne de frango in natura em outubro, ante setembro, e de 5% em relação a outubro do ano passado.

CARNETEC

Colômbia confirma novo surto de Influenza aviária

De acordo com o ICA vírus foi detectado na zona rural de Catargena

O Instituto Colombiano Agropecuário (ICA) confirmou, como resultado das ações de vigilância epidemiológica realizadas em todo o território nacional, a presença de um novo surto de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em uma propriedade na Reserva Natural El Tamarindo, especificamente na aldeia de Las Canoas, zona rural do município de Cartagena, Bolívar. O resultado positivo foi confirmado pelo Laboratório Nacional de Diagnóstico Veterinário do ICA, após a equipe técnica da região atender uma suspeita de enfermidade compatível com Influenza Aviária relatada pelo proprietário da fazenda no dia 1º de novembro. A população total da granja era de 72 aves (incluindo galinhas, patos e perus), das quais 23 morreram e as restantes 49, como medida sanitária de controle e erradicação da doença e de acordo com os procedimentos técnicos estabelecidos, foram abatidas pela equipe técnica do ICA, que também iniciou ações de vigilância epidemiológica, limpeza e desinfecção da área, para contenção e erradicação da doença. De acordo com as autoridades, este novo foco não tem nada a relação com o surto detectado em Acandí, Chocó, e a hipótese de sua origem é a de uma interação próxima com aves silvestres, já que a área faz parte da rota migratória centro-americana. Conforme estabelecido nos protocolos do país, o Plano de Contingência para o atendimento da Influenza Aviária está atualmente ativo e foi formada uma equipe de atendimento composta por epidemiologistas, veterinários e técnicos pecuários, que se concentrou na Gerência Seccional do ICA em Cartagena para coordenar e executar o controle e erradicação da situação sanitária. Na propriedade identificada como positiva, foram estabelecidas medidas de quarentena para mitigar o risco de propagação da doença para outras áreas do departamento de Bolívar ou do país. O ICA afirma que articulará as ações necessárias com as autoridades sanitárias locais, para gerar recomendações voltadas à prevenção e atendimento das comunidades deste território. A autoridade sanitária reiterou que a presença da doença no país não coloca em risco a produção ou consumo nacional de ovos e carne de frango e garante que o trabalho interinstitucional garante que todos os esforços estão a ser feitos, cumprindo os protocolos estabelecidos nível para conter a doença e prevenir a sua propagação.

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