CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1850 DE 31 DE OUTUBRO DE 2022

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Ano 8 | nº 1850 | 31 de outubro de 2022

 

NOTÍCIAS

Sexta estável no mercado do boi gordo em São Paulo

Nas praças paulistas, o mercado do boi gordo fecha a semana estável, mas bastante pressionado devido ao mercado externo e às escalas de abate longas. Na exportação, o enfraquecimento de sua moeda pressiona os importadores chineses, que tentam negociar a carne brasileira a preços mais baixos

Nas praças paulistas, o mercado do boi gordo fechou a semana estável, mas bastante pressionado devido ao mercado externo e às escalas de abate longas, informou a Scot Consultoria. O boi gordo paulista está cotado em R$ 275/@, a vaca gorda em R$ 260/@ e a novilha gorda em R$ 269/@, preços brutos e a prazo, segundo a Scot. Bovinos destinados à exportação, o “boi China”, estão cotados em R$ 280/@ na praça paulista (preço bruto e a prazo). Em relação à exportação de carne bovina brasileira, o enfraquecimento de sua moeda pressiona os importadores chineses, que tentam negociar a carne brasileira a preços mais baixos, destaca a Scot. No Sul de Tocantins, queda de R$3,00/@ na cotação da novilha gorda. Para o boi e vaca gordos, os preços permaneceram estáveis. Em Cuiabá – MT, na comparação dia a dia, todas as categorias tiveram queda em suas cotações. Para boi e novilha gordos a queda foi de R$2,00/@. Para a vaca gorda a queda foi mais acentuada, de R$3,00/@.

SCOT CONSULTORIA

O mercado físico do boi gordo teve mais um dia de preços enfraquecidos na sexta-feira (28).

De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias o panorama de mercado apresenta poucas mudanças, com os frigoríficos ainda testando preços mais baixos de maneira rotineira

“O processo de renegociação dos contratos de exportação pelos importadores chineses tem alterado a conta da indústria que por sua vez alterou sua atuação na compra de gado. Os frigoríficos ainda desfrutam de uma posição confortável em suas escalas de abate, atendendo entre sete e dez dias úteis em média”, diz Iglesias. Dessa maneira, em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 273. Já em Dourados (MS), a cotação recuou para R$264. Ao mesmo tempo, em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 248. Simultaneamente, em Uberaba (MG), as cotações ficaram em R$ 270. Já em Goiânia (GO), a arroba continuou cotada em R$ 255. O mercado atacadista operou com preços acomodados. De acordo com Iglesias, a expectativa é positiva em relação a preço no decorrer da primeira quinzena de novembro. O ambiente de negócios volta a sugerir por alguma alta dos preços ao longo do último bimestre, período pautado pelo ápice da demanda doméstica. Então, o quarto dianteiro foi precificado a R$ 16 por quilo.  Já a ponta de agulha teve preço de R$ 15,80. Por fim, o quarto traseiro do boi teve queda e ficou cotado em R$ 21,20 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Brasil já domina 16% do mercado da carne importada pelos EUA

Os dados mais recentes do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicam uma grande evolução do Brasil no mercado norte-americano. De janeiro a agosto deste ano, o Brasil foi responsável por 16% de toda a carne bovina que os Estados Unidos importaram. Esse percentual é bem superior aos 6% de igual período do ano passado

Na avaliação do Usda, a carne brasileira teve um aumento de 91% em volume nos oito primeiros meses no mercado dos EUA. O Brasil tomou espaço da Austrália e da Nova Zelândia e foi o principal país fora da América do Norte como fornecedor para os Estados Unidos. Canadá e México lideram as vendas. Conforme dados da Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos), que traz os números até setembro, as exportações brasileiras de carne bovina para os Estados Unidos aumentaram para 129 mil toneladas no período, 57% a mais do que no ano passado. Os Estados Unidos compraram 7,4% da carne bovina exportada pelo Brasil neste ano, contra 5,5% no mesmo período do ano passado. A União Europeia, como afirmam representantes do bloco, também passou a depender mais da carne do Brasil e da do Reino Unido. Até setembro, a Europa Ocidental importou 89 mil toneladas dessa proteína do país, 10% a mais do que 2021. Neste mesmo período, o Leste Europeu comprou 39 mil toneladas, 2% a mais. O grande mercado para o Brasil foi a China, que comprou 924 mil toneladas até setembro, 30% a mais do que em igual período de 2021. Com isso, a participação dos chineses foi de 53% no volume exportado pelos brasileiros. A China enviou para o Brasil US$ 6,2 bilhões com a compra de carne bovina neste ano. Conforme dados da Abrafrigo, as exportações totais dessa proteína somaram 1,75 milhão de toneladas nos nove primeiros meses, com aumento de 17%. As receitas subiram 36%, atingindo US$ 10,1 bilhões. O mês de outubro também segue com exportações com ritmo forte, em relação a 2021. Os dados da Secex dos primeiros 14 dias úteis apontam para vendas externas de 143 mil toneladas de carne fresca, refrigerada ou congelada. Esse volume supera em 148% o do mesmo mês de 2021, período em que a China tinha suspendido as importações brasileiras. A carne que está sendo exportada tem valor médio de US$ 5.900 por tonelada, 14% a mais do que em outubro do ano passado. No varejo, a carne bovina mantém preço estável. No ano, segundo a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), a alta é de apenas 1%.

FOLHA DE SP

ECONOMIA

Dólar estável antes do 2° turno das eleições

A moeda norte-americana à vista teve variação negativa de 0,01%, a 5,3023 reais na venda, após sessão volátil

Na B3, às 17:07 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,73%, a 5,2960 reais. Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital, disse que o afastamento do dólar em relação aos maiores patamares do pregão refletiu, em parte, a volatilidade antes da formação da taxa Ptax, que acontecerá na segunda-feira, último dia do mês e primeiro pregão pós-segundo turno. Mas também colaborou para a instabilidade dos negócios nesta sessão o temor de que o resultado segundo turno de 30 de outubro entre o candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja contestado. “Se ele (Bolsonaro) perder, é provável que conteste o resultado”, disse em nota Robert Wood, principal economista para América Latina e Caribe da Economist Intelligence Unit (EIU). “Embora isso possa inaugurar um período de instabilidade na esfera política e nos mercados financeiros, esperamos que prevaleça a força das instituições democráticas brasileiras”, completou Wood. O Citi tem visão parecida. “Embora acreditemos que a chance de eleições contestadas não seja tão baixa quanto gostaríamos, as consequências não serão duradouras e os tribunais eleitorais derrubarão uma possível acusação de Bolsonaro, provavelmente dentro de um mês, em nossa opinião”, avaliou o banco norte-americano em relatório publicado nesta sexta-feira. Há meses o atual presidente vem atacando, sem provas, as urnas eletrônicas, que diz serem passíveis de fraude, e durante a campanha ele e aliados têm insistido na mensagem de que as autoridades eleitorais trabalham contra sua reeleição. Enquanto isso, no exterior, a manutenção de esperanças de que o Federal Reserve possa desacelerar seu ritmo de altas de juros colaborou para a devolução dos ganhos do dólar na sexta-feira, disse Bergallo, da FB Capital. Operadores esperam que o banco central norte-americano eleve sua taxa de juros em 0,75 ponto percentual em novembro e em 0,50 ponto em dezembro. Depois de subir acentuadamente no início da semana em meio à cautela eleitoral, o dólar registrou alta de 2,97% frente ao real na comparação com o fechamento da última sexta-feira.

REUTERS

Cautela marcou negócios antes de eleição e Ibovespa fechou em leve queda

O Ibovespa fechou com um declínio modesto na sexta-feira, pressionado por mineradoras e siderúrgicas, em particular Vale, em sessão também marcada pelos últimos ajustes antes do segundo turno da eleição presidencial no país

Investidores encerraram o pregão com cautela, mas na expectativa de virar uma página que vem adicionando forte volatilidade à bolsa paulista, dada a disputa acirrada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,38%, a 114.200,18 pontos, de acordo com dados preliminares. Na semana, com queda em quatro das cinco sessões, acumulou queda de 4,78%, após ter avançado 7,01% na semana anterior. No mês, o saldo está positivo em 3,78%, também conforme números antes do ajuste de fechamento.

REUTERS

IGP-M tem queda de 0,97% em outubro com combustíveis e leite, diz FGV

As quedas nos preços de combustíveis e leite ajudaram o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) a registrar recuo em outubro de 0,97%

Em setembro, o índice havia caído 0,95%, e o dado divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira levou o IGP-M a acumular em 12 meses avanço de 6,52%. “No âmbito do produtor, os destaques foram óleo diesel (de -4,82% para -5,67%) e leite in natura (de -6,72% para -7,56%). Já no (índice ao consumidor), os destaques partiram de quedas menos intensas nos preços da gasolina (-3,74%) e do leite tipo longa vida (-8,26%)”, explicou André Braz, Coordenador dos índices de preços. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, caiu 1,44% no mês, de uma queda de 1,27% em setembro. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, passou a subir 0,50% em outubro, de variação negativa de 0,08% no mês anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,04% no período, de 0,10% antes. O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

REUTERS

Confiança de serviços do Brasil vai em outubro ao menor nível em 4 meses, diz FGV

A confiança do setor de serviços do Brasil registrou queda em outubro e foi ao menor nível desde junho, com o setor dando sinais de desaceleração, de acordo com dados divulgados na sexta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV)

No mês, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 2,6 pontos e foi a 99,1 pontos, voltando a ficar abaixo dos 100 pontos após três meses acima do nível considerado neutro. O resultado foi influenciado pela piora tanto na avaliação das empresas sobre a situação corrente quanto das expectativas nos próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA-S), indicador da percepção sobre o momento presente do setor de serviços, recuou 1,8 ponto, a 100,0 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-S), que reflete as perspectivas para os próximos meses, interrompeu sete meses seguidos de alta e caiu 3,5 pontos, para 98,2 pontos. “O setor parece começar a dar sinais de desaceleração, projetando uma redução de demanda nos próximos meses principalmente nos serviços profissionais e de informação e comunicação, e na tendência futura dos negócios”, explicou o economista da FGV Ibre Rodolpho Tobler em nota. “Os próximos meses devem ser cruciais para confirmar a direção do setor todo considerando o cenário macroeconômico desafiador e a expectativa de uma economia mais fraca na virada para 2023”, completou. Em agosto, dado mais recente divulgado pelo IBGE, o volume de serviços registrou alta de 0,7% na comparação com julho, em resultado que foi melhor do que a expectativa em pesquisa da Reuters de ganho de 0,2%.

REUTERS

Agro já gerou 120 mil empregos em 2022

A agropecuária brasileira gerou 9.474 empregos com carteira assinada no mês de setembro, resultado de 99.961 contratações e 90.487 demissões

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta semana pelo Ministério do Trabalho e Previdência. Os dados se referentes às atividades de agricultura, pecuária, produção florestal e pesca e aquicultura. O único segmento com saldo negativo de vagas formais em setembro foi o de pesca e aquicultura. As demissões superaram as admissões em 140 postos de trabalho. A maior geração de vagas foi registrada em agricultura e pecuária: 7.311 (90.783 contratações e 83.472 dispensas). A produção florestal encerrou setembro com um saldo positivo de 2.303 empregos (8.312 contratados e 6.009 demitidos). Na área agrícola, o destaque ficou com as lavouras temporárias, onde o número de profissionais contratados foi 7.445 maior que o de demitidos. Soja, com a safra nova em fase de plantio, e cana-de-açúcar foram os segmentos que mais geraram empregos formais no mês passado. Algodão e fumo foram as culturas em que mais houve demissões no período. Já entre as lavouras permanentes, a geração de vagas com carteira assinada foi maior nas culturas de uva (1.558). A cultura da laranja também teve saldo positivo em setembro (643). O único segmento analisado que teve saldo negativo foi o de café, que perdeu 7.822 postos de trabalho. Na área de pecuária, a bovinocultura foi o destaque com a geração de 1.956 empregos formais. Em seguida, ficou a avicultura, com 401. Já a criação de suínos perdeu 77 postos de trabalho com carteira assinada. Os dados do Ministério do Trabalho e Previdência Social mostram ainda que o salário médio de admissão na Agropecuária foi maior na comparação entre agosto e setembro de 2022. No mês passado, o valor médio chegou a R$ 1.705,59, aumento de 0,32% em relação ao anterior. De janeiro a setembro de 2022, a agropecuária brasileira gerou 120.663 empregos com carteira assinada. No período, foram 973.037 admissões e 852.374 demissões. O saldo positivo é 7,18% maior que o do mesmo período no ano passado. Com os resultados de setembro deste ano, o setor acumula um estoque de 1,081 milhão de empregos formais, considerando o período iniciado no mesmo mês em 2021. Em agosto deste ano, a contagem estava em 1,791 milhão de vagas com carteira assinada acumuladas pelo setor desde agosto de 2021.

Globo Rural

FRANGOS & SUÍNOS

Mercado de suínos com pequenas movimentações

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 141,00/R$ 145,00, enquanto a carcaça especial cedeu, pelo menos, a,99%, valendo R$ 10,00/R$ 10,50 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (27), o preço ficou estável somente no Rio Grande do Sul, custando R$ 6,79/kg, e recuo registrado somente em Minas Gerais, na ordem de 0,66%, atingindo R$ 7,50/kg. Houve alta de 0,61% em Santa Catarina, chegando em R4 6,65/kg, incremento de 0,14% no Paraná, alcançando R$ 6,92/kg, e de 0,13% em São Paulo, fechando em R$ 7,59/kg.

Cepea/Esalq

Frango: ave viva sobe 1,35% no PR

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,50/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 1,40%, valendo em R$ 7,05/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou inalterado, valendo R$ 4,20/kg, enquanto no Paraná, foi registrado alta de 1,35%, com valor de R$ 5,26/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (27), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preço, valendo, respectivamente, R$ 7,99/kg e R$ 7,98/kg.

Cepea/Esalq

Frango/Cepea: Demanda se enfraqueceu na 2ª quinzena

Com o avanço da segunda quinzena de outubro, a procura por carne de frango diminuiu

Diante disso, agentes do mercado atacadista consultados pelo Cepea indicaram ter reduzido os valores de negociação da proteína, sobretudo os de itens com boa aceitação no mercado nacional, como o filé e o peito, no intuito de garantir as vendas e evitar aumento de estoques. Já quanto aos cortes e miúdos no atacado da Grande São Paulo, foram observadas variações distintas, de acordo com a oferta e a demanda específica por cada produto.

Cepea

Avicultores estão em alerta com a chegada da Influenza Aviária a América do Sul

Na última segunda-feira feira a Colômbia reportou dois casos de Influenza Aviária Altamente Patogênica em aves não comerciais no município de Acandí, no departamento de Chocó. A Colômbia é um país autodeclarado livre da influenza aviária altamente patogênica pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) desde 2011 e a notificação não afeta ou modifica este status sanitário do país

De acordo com o Instituto Agrícola Colombiano (ICA) a localização dos surtos não põe em perigo a produção e o consumo de ovos e carne de frango. O Plano de Contingência da Influenza Aviária está atualmente ativo e uma equipe formada por epidemiologistas, veterinários e técnicos de pecuária foi criada no escritório local da instituição em Acandí para controlar e erradicar a situação sanitária. Diante da situação, a Associação Brasileira de Proteína Animal emitiu um alerta aos avicultores brasileiros. De acordo com o documento este é um momento de alerta máximo para a avicultura brasileira, com o retorno da enfermidade à América do Sul. A associação emitiu uma solicitação de reforço à mobilização do Ministério da Agricultura, em mensagem direta ao Ministro, ao Secretário de Defesa Agropecuária e ao Diretor de Saúde Animal, nas diversas frentes de defesa agropecuária, nos portos, aeroportos e fronteiras, seja pela ação ativa ou por meio de campanhas, estimulando o engajamento de todos na proteção do bem setorial mais precioso, que é a sanidade de nossos planteis. A ABPA também informou que o Protocolo de Biosseguridade foi atualizado e orienta aos produtores total atenção, seja com relação às visitas nas unidades produtoras ou com o retorno de colaboradores que estão no exterior. Além disso a Associação por meio do GEPIA (Grupo Especial de Prevenção à Influenza Aviária) reforçará as campanhas com relação aos cuidados preventivos. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) publicou no dia 13 de setembro, um alerta sobre risco de introdução e propagação de gripe aviária de alta patogenicidade nas Américas do Sul e Central. O documento já recomendava que os países dessas regiões estejam em alerta máximo para mortalidade de aves silvestres e surtos ou mortalidade incomum. Apesar de ser exótica em território nacional, ou seja, nunca detectada no Brasil, a influenza aviária é uma doença de distribuição mundial, por isso o Brasil como maior exportador de carne de frango, mantém um programa de biosseguridade rígido.

AVICULTURA INDUSTRIAL

INTERNACIONAL

Japão detecta primeiros casos de gripe aviária no país em 2022

Para conter o surto, autoridades vão exterminar mais de 300 mil galinhas

O Japão detectou os primeiros surtos de gripe aviária no país na temporada de 2022, com uma cepa “altamente patogênica”, informaram agências internacionais. A doença foi identificada em granjas nas ilhas de Honshu, a maior do arquipélago japonês, e de Hokkaido, no extremo norte do país. Cerca de 170 mil galinhas poedeiras estão sendo exterminadas em uma fazenda na cidade de Kurashiki, no sul da ilha de Honshu, disse o Ministério da Agricultura do Japão na sexta-feira. Outras 170 mil estão sendo eliminadas em uma propriedade rural na cidade de Atsuma, na ilha de Hokkaido. Segundo o ministério, não há risco de os humanos contraírem a doença por comerem carne ou ovos das aves contaminadas.

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