
Ano 8 | nº 1849 | 28 de outubro de 2022
NOTÍCIAS
BOI: Estabilidade em São Paulo após semana conturbada
A estabilidade no mercado do boi gordo ocorre devido aos feriados nas próximas semanas (2 e 15 de novembro), uma vez que a ponta compradora acaba por estender a escala de abate até o final desse período
A pressão na negociação da carne bovina enviada à China, maior consumidor da proteína brasileira, tirou o ímpeto comprador das indústrias, que têm trabalhado com ajustes de escalas e redução nos abates. O preço do bovino destinado à China está pressionado e, em algumas unidades frigoríficas, já não existe o ágio com o bovino de mercado interno. Isso se deve ao endurecimento chinês nas tratativas comerciais. Diante desta nova conjuntura, o preço do boi destinado ao mercado interno na praça paulista caiu R$ 5/@ ao longo desta semana, negociado a R$ 275/@, de acordo com a Scot. Para o “boi-China”, os negócios têm operado em torno de R$ 280/@ no mercado paulista. Em Pelotas – RS, queda de R$0,30/kg de boi gordo, R$0,20/kg de vaca gorda e R$0,25/kg de novilha gorda. No Sudeste do Mato Grosso, queda de R$5,00/@ para todas as categorias de bovinos para abate.
SCOT CONSULTORIA
Boi/Cepea: Diferença entre preços do boi e da carne é a menor em 12 meses
A diferença média entre os preços do boi gordo (Indicador CEPEA/B3) e da carne (carcaça casada negociada no atacado da Grande São Paulo) está em 7,04 Reais/arroba em outubro (até o dia 25), contra 9,8 Reais/arroba em setembro/22, com vantagem para o animal
Trata-se, também, da menor diferença desde outubro do ano passado, quando a carne chegou a ser negociada a 17,36 Reais/arroba acima do boi gordo – aqui ressalta-se que, há um ano, os valores da arroba operavam em baixos patamares, devido à suspensão dos envios de carne à China, por conta do caso atípico de “vaca louca”. Segundo pesquisadores do Cepea, a redução na diferença está atrelada à desvalorização do boi gordo no campo, que está mais intensa que a registrada para a proteína negociada no atacado.
Cepea
Produção de carne no Brasil deve crescer em 2023
O Brasil deverá produzir 10,450 milhões de toneladas de carne bovina (em equivalente carcaça) em 2023, segundo informações divulgadas pelo boletim Gain Report, de adidos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)
O volume deve superar as 10,350 milhões de toneladas previstas para este ano. Para atingir esse volume, o país deve abater 42,670 milhões de bovinos no próximo ano, acima dos 42,250 milhões de animais esperados para 2022. A previsão é de que o país exporte 2,97 milhões toneladas de carne bovina em 2020, superando as 2,95 milhões de toneladas previstas para este ano. O consumo interno deve ficar em 7,547 milhões de toneladas no próximo ano, à frente das 7,471 milhões de toneladas esperadas para 2022.
AGÊNCIA SAFRAS
Confinamento em 2022 deve atingir 6 milhões de bovinos, redução de 7,7% informa ASSOCON
A elevação das despesas de alimentação e a desaceleração do aumento do boi gordo são os principais responsáveis pela redução do confinamento de bovinos de corte em 2022. A Associação Nacional da Pecuária Intensiva (ASSOCON) trabalha com a expectativa de 6 milhões de animais confinados contra 6,5 milhões cab. no ano passado – redução de 7,7%
O Vice-Presidente da Assocon, José Roberto Ribas ressalta que o mercado está diferente em relação ao ano passado, quando um grande número de pecuaristas mandou animais para o confinamento. “A sensação geral é de atenção, já que o preço da arroba não avançou como esperado, por conta do aumento da oferta de animais para abate. Por outro lado, as vendas de carne mantêm-se estáveis no mercado interno, devido à queda do poder aquisitivo da população. Com isso, o preço do boi gordo não avança, desanimando os pecuaristas a intensificar a produção e priorizando a criação a pasto”. José Roberto Ribas está confiante em relação ao aumento do consumo de carne bovina nos próximos meses devido à Copa do Mundo e também às festas do final do ano. “São momentos importantes para puxar a demanda. As exportações vão muito bem, porém é preciso contar com o crescimento do consumo interno, que está nos menores níveis dos últimos anos”. O Brasil é o segundo maior produtor de carne bovina do mundo, responsável por cerca de 16% do volume mundial, atrás somente dos Estados Unidos. De acordo com a ASSOCON, em 2022, o Brasil os bovinos confinados devem representar entre 1 milhão e 1,2 milhão de toneladas de carne bovina.
ASSOCON
Custos elevados e preços em queda afetam resultado da pecuária
Produção de carne bovina deve crescer e impactar positivamente as exportações e as vendas domésticas. A pecuária terá que conviver com margens mais enxutas na criação de bovinos, resultados negativos pelo segundo ano consecutivo para o setor de suínos e um cenário mais otimista para a produção de frango, segundo analistas do setor
Responsável por 40,7% do valor bruto da produção (VBP) do setor pecuário na previsão para este ano do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a pecuária bovina deve ampliar a produção e as exportações, com avanços da mesma forma para o consumo doméstico. Mas o balanço entre preços em queda e custos mais elevados reduzirá o resultado operacional em todas as fases do ciclo, no diagnóstico de Maurício Nogueira Palma, diretor e sócio majoritário da Athenagro. “O cenário só deverá ser melhor para frigoríficos”, resume César Castro Alves, consultor de agronegócio do Itaú BBA. A equação, no caso, mistura a redução nos preços da arroba do boi gordo e aumento nos abates, em um mercado que inaugura neste ano um ciclo de baixa que deve atingir seu pior momento por volta de 2024, conforme Palma. No segmento de alta tecnologia, sempre na comparação entre 2021 e este ano, o resultado operacional tende a encolher 20,7% para pecuaristas que trabalham com recria e engorda e nada menos do que 71% nos sistemas de cria, na média do país. O ciclo completo, envolvendo cria, recria e terminação, deve registrar margens 38% menores, estima Palma. Os preços atualmente praticados continuam sendo suficientes para prover caixa para o pecuarista, mantendo a atratividade do setor. “Até 2030, na comparação com os últimos dez anos, os produtores deverão investir duas a três vezes mais no pacote tecnológico”, afirma Palma. A despeito do ganho menor, Alves dá como certo o crescimento da produção neste ano, estimando avanço de 7%. Os números da Athenagro antecipam elevação de 8,6% na produção de carne bovina, saindo de 9,7 milhões para cerca de 10,6 milhões de toneladas entre 2021 e 2022, projetando 10,8 milhões de toneladas para 2023, numa variação de 2,6%. As vendas externas, num cenário global de baixa oferta, segundo Palma, devem avançar de 2,48 milhões de toneladas no ano passado para 2,83 milhões neste ano, subindo em torno de 14,4%. Os números para 2023 embutem variação mais modesta, ao redor de 3%, num volume embarcado pouco acima de 2,9 milhões de toneladas, numa estimativa ainda conservadora. “Estamos muito próximos de 3 milhões de toneladas, volume projetado anteriormente para 2027 ou 2028. Devemos atingir esse número antes de 2024”, diz Palma. O consumo doméstico, na sua previsão, deve passar de 7,3 milhões de toneladas em 2021 para 7,79 milhões neste ano, subindo 6,6%, para alcançar 7,97 milhões de toneladas em 2023, numa variação de 2,4%. Com ciclo mais curto e beneficiado mais recentemente pela pressão menor sobre os custos da ração, o setor de frango tende a experimentar margens ainda ligeiramente positivas, “capturando a boa demanda externa”, aponta Alves. A gripe aviária tem afetado os planteis em redor do mundo, castigando especialmente os Estados Unidos, que reduziram suas exportações, abrindo espaço para o frango brasileiro. A suinocultura, ao contrário, tem sofrido com margens negativas há praticamente dois anos. Houve um otimismo excessivo no auge da peste suína africana na China, observa Alves, e o Brasil alojou um volume de animais maior do que deveria, causando mais adiante um grave problema de oferta. Praticamente recuperado da crise sofrida entre 2019 e 2020, relembra o especialista do Itaú BBA, a China deve reduzir suas importações de suínos de 5,2 milhões de toneladas em 2020 para 1,8 milhão de toneladas neste ano, queda de quase 66%.
VALOR ECONÔMICO
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em baixa de 1,48%, a R$5,3026 na venda
O dólar tombou quase 1,5% frente ao real na quinta-feira, abatido por movimento de ajuste de posições após forte disparada da moeda norte-americana no início da semana, enquanto acenos do candidato presidencial Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a uma agenda fiscalmente responsável ajudaram a sustentar o humor do mercado doméstico
No entanto, a volatilidade dos negócios se mostrou elevada, e agentes financeiros citaram a manutenção de preocupações na reta final da corrida eleitoral, com alguns temendo eventual contestação da credibilidade do processo e extensão da incerteza para além do segundo turno de domingo. A moeda norte-americana à vista tombou 1,48%, a 5,3026 reais, registrando a maior depreciação percentual diária desde 3 de outubro (-4,03%), pregão que sucedeu o primeiro turno do pleito presidencial.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com arrancada no final de olho em eleição
O Ibovespa cessou a sequência negativa da semana e avançou na quinta-feira, no penúltimo pregão antes do segundo turno da eleição presidencial no país, com um noticiário corporativo rico também ocupando a atenção
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta 1,93%, a 114.940,77 pontos, de acordo com dados preliminares, após perder quase 6% nas três sessões anteriores. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PT) travam uma disputa acirrada pelo Palácio do Planalto, mas com o petista – que venceu no primeiro turno – ainda liderando as principais pesquisas de intenção de votos. Na parte final do pregão, o Ibovespa acelerou a alta para mais de 3%, tocando a máxima da sessão, em 116.235,76 pontos, em reação à notícia de O Globo de que Lula divulgará carta prometendo combinar responsabilidade fiscal e social. Ainda no call de fechamento, Lula divulgou a carta afirmando que a política fiscal responsável deve seguir regras claras e realistas. Em meio a uma forte volatilidade por causa do cenário político, o Ibovespa agora contabiliza uma queda de mais de 4% na semana, com o desempenho de outubro positivo em 4,5% – alta na primeira e terceira semanas do mês e queda na segunda. O volume financeiro nesta quinta-feira somava 30 bilhões de reais.
REUTERS
Governo central tem superávit de R$10,954 bi em setembro com reforço de dividendos da Petrobras
O governo central, que reúne Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registrou um superávit primário de 10,954 bilhões de reais em setembro, informou o Tesouro na quinta-feira
O dado foi impulsionado pelo pagamento ao Tesouro de 12,6 bilhões de reais em dividendos pela Petrobras e veio melhor que a projeção do mercado para o mês, de superávit de 9,95 bilhões de reais, segundo pesquisa Reuters com analistas. As receitas do governo central, já descontadas as transferências obrigatórias a Estados e municípios, cresceram 6,4% em termos reais em setembro sobre o mesmo mês de 2021, para 146,425 bilhões de reais. As despesas caíram 1,1% no mesmo período, a 135,471 bilhões de reais. No acumulado de janeiro a setembro, o superávit nas contas públicas ficou em 33,775 bilhões de reais, contra um rombo de 81,568 bilhões de reais em igual período de 2021. Em 12 meses, o superávit primário é de 84,9 bilhões de reais, equivalente a 1,01% do Produto Interno Bruto (PIB).
REUTERS
Estoque de crédito no Brasil sobe 2,2% em setembro, diz BC
O estoque total de crédito no Brasil subiu 2,2% em setembro sobre agosto, a 5,177 trilhões de reais, correspondente a 55,0% do Produto Interno Bruto (PIB), divulgou o Banco Central nesta quinta-feira
No mês, a inadimplência no segmento de recursos livres ficou em 4,0%, contra 3,9% no mês anterior. O spread bancário no mesmo segmento ficou em 28,3 pontos percentuais, mesmo patamar de agosto.
REUTERS
Taxa de desemprego no Brasil cai a 8,7% no 3º tri, menor nível desde 2015
No entanto, o mercado de trabalho segue marcado fortemente pela informalidade e rendimento ainda fraco, em meio à inflação elevada, embora o número de trabalhadores com carteira siga crescendo
O Brasil encerrou o terceiro trimestre com a menor taxa de desemprego em mais de sete anos, de 8,7%, dando seguimento à recuperação do mercado de trabalho com aumento da ocupação com carteira assinada, embora a informalidade ainda seja marcante. O dado divulgado na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) marcou a menor taxa desde o trimestre fechado em julho de 2015, quanto também foi de 8,7%, ficando em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, a taxa estava em 9,3% no segundo trimestre, e em 12,6% no terceiro trimestre de 2021. “Está em curso a expansão da ocupação no mercado de trabalho, que tem a ver com a flexibilização de regras de restrição da pandemia, com vacinação e melhora da atividade econômica”, explicou Adriana Beringuy, coordenadora da pesquisa. “Vivemos um período de recuperação do mercado de trabalho, mas de forma não uniforme em seus ramos e atividades.” A expectativa é de que o desemprego continue recuando até o final do ano, diante da recuperação econômica e dos efeitos da reabertura após a pandemia. No terceiro trimestre o Brasil registrava 9,46 milhões de desempregados, uma queda de 6,2% em relação ao período de abril a junho e de 29,7% sobre o mesmo período do ano anterior, chegando ao menor número de pessoas desocupadas desde o trimestre terminado em dezembro de 2015. Já o total de ocupados subiu 1,0% no período, a 99,269 milhões, o que representa ainda um avanço de 6,8% em relação ao terceiro trimestre de 2021 e bate novamente o recorde da série histórica, iniciada em 2012. “A ocupação cresce em ritmos diferentes. Nos últimos trimestres os destaques têm sido comércio e outros serviços, além da administração pública”, disse a coordenadora do IBGE. Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado aumentaram 1,3% no terceiro trimestre sobre o segundo, enquanto os que não tinham carteira também cresceram 1,3%, batendo o recorde da série histórica com 13,212 milhões. “Hoje a formalidade tem um peso importante na ocupação, parte significativa das vagas é aberta com carteira assinada”, disse Beringuy. Por sua vez, o número de empregados no setor público foi recorde da série histórica, chegando a 12,156 milhões, um aumento de 2,5% no trimestre e de 8,9% no ano. O IBGE informou ainda que o nível da ocupação no terceiro trimestre foi de 57,2%, o mais alto desde o trimestre terminado em outubro de 2015. A pesquisa apontou ainda que a renda média habitual foi de 2.737 reais no terceiro trimestre, contra 2.640 reais no segundo.
REUTERS
Confiança da indústria do Brasil cai em outubro, ao menor nível desde março, diz FGV
A confiança da indústria no Brasil despencou em outubro e atingiu o nível mais fraco desde março, com piora tanto da avaliação da situação atual quanto das expectativas, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na quinta-feira
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) teve queda de 3,8 pontos na comparação com o mês anterior, de acordo com os dados da FGV, chegando a 95,7 pontos, no segundo recuo seguido e pior resultado desde março de 2022. O Índice de Situação Atual (ISA), que mede o sentimento dos empresários sobre o momento presente do setor industrial, recuou 4,5 pontos e foi a 96,4 pontos, segundo a FGV o menor nível desde julho de 2020, quando o Brasil ainda estava em lockdown. “Há uma piora das avaliações sobre a situação atual influenciada por uma percepção de redução da demanda interna e externa, aumento do nível de estoques e ainda dificuldades na obtenção de insumos por alguns segmentos”, explicou em nota Stéfano Pacini, economista da FGV IBRE. O Índice de Expectativas (IE), indicador da percepção sobre os próximos meses, teve por sua vez queda de 3,0 pontos, para 95,0 pontos, no resultado mais fraco desde março deste ano. “Há uma piora das expectativas que pode estar relacionada a uma desaceleração global prevista e um cenário econômico brasileiro que considera uma inflação acima da meta para 2023 e por isso uma política mais contracionista”, completou Pacini. Em agosto, a indústria brasileira voltou a registrar queda na produção, de 0,6%, com destaque para as perdas em produtos derivados de petróleo, segundo os dados mais recentes do IBGE.
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BNDES suspende linhas de crédito para pequenos produtores por falta de recursos
Protocolos de pedidos para a compra de máquinas no âmbito do Pronaf também estão bloqueados
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) suspendeu o protocolo de pedidos de financiamentos na linha de investimentos do Pronaf para a compra de tratores e colheitadeiras por pequenos produtores, com juros de 6% ao ano, “em razão do nível de comprometimento dos recursos disponíveis” no programa. O aviso foi enviado às instituições financeiras cadastradas na semana passada. Foram suspensos os protocolos de pedidos na linha do Pronaf para a compra de tratores e colheitadeiras por pequenos produtores. Agora, apenas os programas ABC+ Ambiental, Moderagro e as linhas Pronaf B e Custeio Faixa 1 estão com protocolos abertos no BNDES. Ontem, o banco recebeu um acréscimo de R$ 77,2 milhões nos limites do Custeio do Pronamp, mas ainda não foi anunciada a reabertura da linha. Com os remanejamentos feitos pelo Tesouro Nacional, o volume de recursos equalizáveis pela instituição aumentou levemente, para R$ 19,9 bilhões. Em resposta ao Valor, o BNDES informou que, “apesar do esgotamento dos recursos das linhas e programas” com protocolos fechados, segue disponibilizando financiamentos rurais com o Programa BNDES Crédito Rural, que não conta com equalização do Tesouro. Do início de julho ao dia 19 de outubro, o BNDES aprovou a liberação de R$ 17,6 bilhões em crédito rural para 66 mil beneficiários. Segundo a instituição, a demanda por financiamentos está normal. “O comprometimento acelerado dos recursos decorre de forte demanda por crédito do setor agropecuário”, disse o banco. As linhas cujo comprometimento dos limites equalizáveis atingem 80% são suspensas pelo BNDES com medida de “compliance com seus controles e boas práticas bancárias”, explicou. Estão suspensos os protocolos dos seguintes programas e linhas do Plano Safra 2022/23 no BNDES: Programa Crédito Agropecuário Empresarial de Investimento e de Custeio; · Linhas de Investimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF Investimento Faixa 1 e Faixa 2; Matrizes Reprodutores e Caminhonetes, Tratores e Colheitadeiras; · Linha de financiamento do PRONAF Custeio – Faixa 2; · Linhas de Custeio e de Investimento do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural – PRONAMP; · Programa para a Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária – Programa ABC+, exclusivamente no tocante às Linhas ABC+ Recuperação, ABC+ Orgânico, ABC+ Plantio Direto, ABC+ Integração, ABC+ Florestas, ABC+ Manejo de Resíduos, ABC+ Dendê, ABC+ Bioinsumos, ABC+ Manejo dos Solos; · Programa para Construção e Ampliação de Armazéns – PCA, para todas as Linhas de financiamento deste Programa; · Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária – INOVAGRO; · Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras – MODERFROTA; · Procapagro Giro; · Programa de Financiamento à Agricultura Irrigada e ao Cultivo Protegido – PROIRRIGA; e · Mais do Valor Econômico Programa de desenvolvimento cooperativo para agregação de valor à produção agropecuária – PRODECOOP.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Carcaça suína especial tem queda em São Paulo
A cotação da carcaça especial suína apresentou desvalorização nesta quinta-feira (27), os preços estão em torno de R$ 10,10/R$ 10,50 o quilo e a queda foi de 0,98%/0,94%
No levantamento da Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF está entre R$ 141,00/@ a R$145,00/@, e não houve mudança. O preço do animal vivo em Santa Catarina registrou alta de 0,15% e está cotado em R$ 6,61/kg, conforme foi divulgado pelo Cepea/Esalq referente às informações da última terça-feira (25). O preço do animal vivo em Minas Gerais está próximo de R $ 7,55/kg e seguiu estável o comparativo diário. Em São Paulo, o animal vivo apresentou estabilidade e está ao redor de R $ 7,58/kg. No Paraná, o valor do animal ficou sem referência. Já no Rio Grande do Sul, o preço do suíno permaneceu cotado em torno de R $ 6,79/kg.
Cepea/Esalq
Suinocultura independente: Preços recuam nas principais regiões
Indústrias estão acompanhando como será a demanda doméstica diante da proximidade das festas de final de ano e eventos esportivos
No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 20/10/2022 a 26/10/2022), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) alta de 7,86%, fechando a semana em R$ 7,03/kg. “No comparativo mensal das médias semanais, o preço do kg vivo do suíno no Paraná apresentou alta de 12,80% em relação à semana do dia 28/09/2022. Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 7,24”, informou o Lapesui em seu boletim semanal. O preço do quilo do animal vivo no mercado independente em São Paulo registrou recuo de 3,38, passando de R$ 8,00/kg para R$ 7,73/kg na quinta-feira, segundo informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro, o preço do animal registrou queda de 3,95% e está cotado em R$ 7,30/kg, com acordo entre os frigoríficos e suinocultores, conforme dados da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Em Santa Catarina, segundo dados da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o preço do animal apresentou estabilidade e continua precificado em R$ 6,96/kg vivo.
AGROLINK
Suínos/Cepea: Competitividade de carne suína recua frente a concorrentes
Enquanto os preços da carne suína registram forte alta de setembro para outubro, os da proteína de frango apresentam pequena elevação, e os da bovina, queda
Diante disso, nesta parcial de outubro (até o dia 25), a competitividade da carne suína vem caindo em relação a essas duas proteínas substitutas. Vale ressaltar que a proteína suinícola perde competitividade à medida que seu preço médio se distancia do de frango e se aproxima do da carne bovina. Segundo pesquisadores do Cepea, os preços da carne suína negociada no atacado da Grande São Paulo iniciaram outubro com forte incremento, impulsionados pela demanda doméstica aquecida e pela oferta controlada, especialmente de animais com peso ideal para abate.
Cepea
Frango no atacado segue com queda em São Paulo
O movimento de desvalorização continua nos preços de frango no atacado paulista, sendo que na quinta-feira (27) apresentou uma queda de 0,69%, conforme o levantamento da Scot Consultoria
A referência para a carne de frango na granja em São Paulo permaneceu estável e está precificada ao redor de R$ 5,50/kg. No estado de Santa Catarina, o valor da ave seguiu estável e cotado a R$ 4,20/kg, conforme divulgado pelo Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina). A referência do frango vivo no Paraná não teve alteração e está cotado ao redor de R$5,19/kg, enquanto em São Paulo a cotação do frango vivo está sem referência. No último levantamento realizado pelo Cepea na quinta-feira (26), o preço do frango congelado teve valorização de 0,25% e está cotado em R$ 7,99/kg. Já a cotação do frango resfriado apresentou estabilidade sendo negociado em R$ 7,98/kg.
Cepea/Esalq
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