
Ano 8 | nº 1837 | 11 de outubro de 2022
NOTÍCIAS
BOI: Início da semana estável em São Paulo
Após a movimentação positiva na semana passada, as cotações no mercado do boi nas praças paulistas iniciaram a semana estáveis, comparadas com o fechamento de sexta-feira (7/10)
Nas praças de São Paulo, de acordo com dados apurados pela Scot Consultoria, as cotações iniciaram a semana estáveis. O boi gordo segue cotado em R$ 285/@, enquanto a vaca e a novilhas gordas são negociadas, respectivamente, por R$ 267/@ e R$ 277/@ (preços brutos e a prazo). Os bovinos destinados ao mercado da China estão cotados em R$ 290/@ no mercado paulista (preço bruto e a prazo), acrescentou a Scot. No Oeste do Maranhão, a semana abriu com incremento de R$2,00/@ na cotação da vaca e novilha gordas. Para o boi, os preços permaneceram estáveis. No atacado de carne com osso, com o início do mês e um menor volume de carne disponibilizado na semana, os preços no atacado com osso deram um salto para frente. O dianteiro subiu 3,2% nos últimos sete dias, enquanto o traseiro teve incremento de 1,7% no mesmo comparativo. A carcaça casada de bovinos castrados e inteiros receberam incrementos de 2,2% e 2,4%, respectivamente, no comparativo semanal.
SCOT CONSULTORIA
Duas pessoas morrem por doença causada por infecção no cérebro na Bahia
Foi descartado que a causa tenha sido o consumo de carne de animais com “vaca louca”
Duas pessoas morreram com a doença de Creutzfeldt-Jakob, causada pela infecção Encefalopatia Espongiforme Transmissível Humana, na Bahia este ano. Outras três pessoas estão infectadas, sendo que duas delas estão hospitalizadas. As informações foram divulgadas na segunda-feira, pela Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab). A doença, que é degenerativa, não tem uma causa definida. Uma das variantes da doença de Creutzfeldt-Jakob é causada pelo consumo de carne contaminada pela Encefalite Espongiforme Bovina – popularmente conhecida como “vaca louca” –, mas essa hipótese foi descartada. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 90% dos indivíduos infectados morrem em até um ano. Todos os pacientes contaminados com a doença de Creutzfeldt-Jakob na Bahia são residentes de Salvador. A Sesab não detalhou se eles consumiram carne contaminada. As duas pessoas que estão hospitalizadas tiveram casos confirmados no dia 6 de outubro, e o estado de saúde delas não foi divulgado. A Sesab também não informou quando os outros dois pacientes morreram. O quinto paciente tem estado de saúde em investigação pela Vigilância Epidemiológica estadual. O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) acompanha a situação da doença no estado. No último ano, três casos de doença de Creutzfeldt-Jakob foram confirmados entre Salvador, Simões Filho e Serrolândia. Dois deles morreram e o terceiro segue sob monitoramento. Como a doença é transmitida? De acordo com o Ministério da Saúde, a forma exata de transmissão da doença de Creutzfeldt-Jakob é desconhecida. No caso da variante, a infecção pode ser contraída a partir do consumo de carne e subprodutos bovinos contaminados, o que foi descartado nos casos da Bahia. Não existe evidências de que a doença pode ser transmitida pelo ar ou pelo contato social e casual, como uso de mesma roupa, mesmos copos e utensílios de cozinha ou contato íntimo – abraço, beijos, relações sexuais e outros. Também não há casos relatados de exposição por meio de superfícies, como pisos, paredes ou bancadas. Sintomas A doença de Creutzfeldt-Jakob tem uma rápida evolução, que pode levar à morte do paciente. Ela se caracteriza pelos seguintes sintomas: desordem cerebral com perda de memória; tremores; falta de coordenação de movimentos musculares; distúrbios da linguagem; perda da capacidade de comunicação; perda visual. Diagnóstico e tratamento A doença de Creutzfeldt-Jakob é diagnosticada a partir de exames de sangue e também por meio de exame neuropatológico de fragmentos do cérebro. A principal forma de tratamento são drogas antivirais e corticóides. De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 90% dos indivíduos infectados pela doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) morrem dentro de um ano. Ainda não há maneira efetiva de alterar a evolução da doença.
VALOR ECONÔMICO
Esclarecimentos sobre casos de doenças neurodegenerativas na Bahia
Publicado em 10/10/2022 18h36 Atualizado em 10/10/2022 19h04
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) esclarece que os casos de doenças neurodegenerativas investigados no estado da Bahia e veiculados na imprensa não estão relacionados à Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) – variante da DCJ (vDCJ), conhecida popularmente como Doença da “Vaca Louca”. Segundo o Ministério da Saúde, um caso está em investigação e ainda falta realizar exames para confirmação do diagnóstico. As informações disponíveis, até o momento, indicam para um possível caso de Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) esporádica, forma que não possui relação com a ingestão de carne e subprodutos de bovinos contaminados com Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) clássica e que não é transmitida de forma direta de um indivíduo para outro. Desde que a vigilância da DCJ foi instituída pelo Ministério da Saúde, nenhum caso da variante da doença de Creutzfeldt-Jakob (vDCJ) foi confirmado no País. Da mesma forma, a EEB clássica nunca foi detectada no rebanho bovino do Brasil em mais de 20 anos de existência do sistema de vigilância da doença, instituído e coordenado pelo Mapa. O Brasil detém, desde 2012, o reconhecimento internacional pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como país de risco insignificante de EEB. O Mapa reforça ainda que o consumo de carne e produtos derivados de bovinos no Brasil é considerado seguro, não representando risco para a saúde pública.
Informações à Imprensa: imprensa@agro.gov.br
MAPA
Exportação de carne bovina in natura alcança 55,6 mil toneladas na primeira semana de outubro
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, os embarques de carne bovina in natura alcançaram 55,6 mil toneladas na primeira semana de outubro/22. No ano passado, o mês de outubro encerrou com 82,1 mil toneladas em 20 dias úteis após a China suspender as exportações de carne bovina
Na primeira semana de outubro, a média diária exportada ficou em 11,1 mil toneladas, alta de 170,7%, frente a outubro do ano anterior, com 4,1 mil toneladas. Para o analista de Mercado da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, “as exportações estão mantendo um bom ritmo no comparativo com as semanas anteriores, mas é claro que ainda devemos acompanhar a questão cambial na China e se isso vai trazer impactos sobre os preços negociados para a carne brasileira”, disse. Com relação ao feriado na semana anterior na China, a Golden Week ou Semana Dourada, o analista da Safras & Mercado ressalta que os reflexos vão aparecer nas divulgações da Secex a partir do último bimestre deste ano. Os preços médios ficaram em US$ 5.964 por tonelada, alta de 15,4% em relação a outubro de 2021, com valor médio de US$ 5.166 por tonelada. A média diária ficou em US$ 66,3 milhões e crescimento de 212,5%, em comparação com outubro do ano passado, com US $21,2 milhões.
AGÊNCIA SAFRAS
Mercado físico do boi gordo encerrou o dia com preços estáveis
De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias alguns frigoríficos seguem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias de aquisição de boiadas ao longo da semana
O dia foi marcado pela notícia de óbitos relacionados à Doença de Creutzfeldt-Jakob na Bahia, que poderia estar relacionada ao consumo de carne bovina. O Ministério da Agricultura atuou rapidamente e tratou de tranquilizar o mercado, garantindo que os casos nada tem a ver com a doença da Vaca Louca (EEB). “Ao que tudo indica não serão evidenciados desdobramentos graves do ponto de vista de mercado sobre essa ocorrência”, diz Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 292, em Dourados (MS), a cotação seguiu em R$267. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 258 e em Uberaba (MG), as cotações ficaram em R$ 287. Já em Goiânia (GO), a arroba continuou cotada em R$ 260. O mercado atacadista voltou a apresentar preços estáveis para a carne bovina. Ainda há potencial para alguma alta das cotações no curto prazo diante da reposição mais acelerada no início de cada mês. O quarto dianteiro do boi e teve cotação de R$ 15,60. Já a ponta de agulha teve preço de R$ 15,55. O quarto traseiro teve preço de R$ 20,85 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Preços de cortes nobres de carne bovina em SP caem em setembro
Os preços de alguns cortes nobres de carne bovina caíram nos supermercados no estado de São Paulo em setembro, com redução 6,88% no preço do filé mignon bovino, segundo dados do Índice de Preços aos Supermercados (IPS), calculado pela Associação Paulista de Supermercados (Apas) e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe)
“Os preços dos cortes bovinos, que apresentaram forte elevação há dois anos, iniciaram um processo de desaceleração”, disse a Apas em nota divulgada na segunda-feira (10). Considerando todos os cortes incluídos na pesquisa, o preço da carne bovina ficou estável, com alta de 0,03% em setembro, em relação a agosto. As altas de 2,88% no preço da costela, 1,96% do coxão mole, 1,66% do patinho, 0,74% do acém e 0,41% do lagarto compensaram as quedas nos preços dos outros cortes. As principais reduções de preços em setembro, além do filé mignon (-6,88%), foram registradas para músculo (-3,36%), alcatra (-2,37%), fraldinha (-1,71%) e picanha (-1,4%). No acumulado do ano, o preço da carne bovina, considerando a média total, ainda subiu 1,12% em relação a janeiro a setembro do ano passado. Mas cortes de carne premium tiveram quedas nos preços, incluindo filé mignon (-18,55%) e picanha (-4,6%). O coxão mole (-4,59%) e o fígado (-6,87%) também registram fortes quedas de preços no ano. O preço dos cortes suínos continuou caindo, com deflação de 0,62% em setembro e 6,55% no ano. Já o preço das carnes de aves subiu 0,55% em setembro e teve alta de 5,85% no acumulado do ano, impactado pela redução na oferta enquanto vários países produtores enfrentam casos de gripe aviária.
CARNETEC
Índice global de preços de carnes caiu 0,5% em setembro
O índice global de preços de carnes da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) caiu 0,5% em setembro, em relação a agosto, a terceira queda mensal consecutiva, disse a FAO em comunicado
Ainda assim, o índice ficou 7,7% acima do valor registrado em setembro de 2021. Os preços globais da carne bovina caíram em setembro com o aumento na oferta de carne bovina brasileira para exportação e crescimento nos abates em alguns países produtores, segundo o comunicado. Os preços da carne de frango tiveram leve redução, em um cenário de importações globais moderadas apesar da limitada oferta para exportação por parte de alguns grandes países exportadores em meio a surtos de gripe aviária. “Por outro lado, os preços globais da carne suína aumentaram ainda mais, refletindo o déficit de oferta de suínos prontos para abate na União Europeia”, disse a FAO. O índice de preços de carnes também sofreu impacto do declínio nos preços de carne ovina em setembro.
CARNETEC
ECONOMIA
Dólar fecha abaixo de R$5,20 com cena local benigna
O dólar recuou na segunda-feira, fechando abaixo dos 5,20 reais, na contramão do avanço da moeda norte-americana no exterior diante de temores globais de aperto monetário e escalada nas tensões geopolíticas.
A moeda norte-americana à vista caiu 0,42%, a 5,1921 reais. No Brasil, o Dia de Nossa Senhora Aparecida interromperá as negociações locais na quarta-feira. Na B3, onde os negócios vão além das 17h (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,25%, a 5,2115 reais. A desvalorização da moeda norte-americana no mercado local veio na contramão do avanço de um índice do dólar contra uma cesta de seis pares fortes, que subia 0,3% nesta tarde. O bom humor no mercado de câmbio local ficou claro na semana passada, quando o dólar acumulou queda de 3,34% frente ao real, seu maior tombo semanal em mais de dois meses, numa tendência de depreciação desencadeada pelo primeiro turno das eleições presidenciais. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o mais votado no pleito de domingo retrasado, mas disputará um tenso segundo turno com o atual presidente Jair Bolsonaro (PT), que teve desempenho superior ao estimado pelas principais pesquisas de opinião. Investidores também se tranquilizaram após a formação de um Congresso significativamente alinhado a pautas conservadoras e liberais. “Os resultados… foram percebidos como não necessariamente uma redução da probabilidade de uma vitória de Lula, mas potencialmente uma diminuição da chance de uma mudança desestabilizadora em direção a uma política (fiscal) heterodoxa no Brasil”, disse o Goldman Sachs em relatório desta segunda-feira. Isso desencadeou, ainda que parcialmente, um “ciclo virtuoso” nos mercados locais de câmbio e juros, avaliou o banco. “Alguns investidores macro possivelmente esperavam por uma redução na incerteza eleitoral antes de se engajarem mais ativamente com uma narrativa macroeconômica positiva no Brasil”, disse o Goldman Sachs no documento, acrescentando que o real também tende a se beneficiar da perspectiva de manutenção dos juros locais em patamar elevado por um período prolongado. Apesar da baixa recente do dólar no mercado doméstico, investidores alertavam para a permanência de um cenário externo adverso, conforme os principais bancos centrais do mundo seguem elevando suas taxas de juros, capitaneados pelo Federal Reserve.
REUTERS
Ibovespa recua com NY e peso de Vale
O Ibovespa caiu na segunda-feira, seguindo o recuo das bolsas de Nova York, em especial das ações de tecnologia, enquanto investidores avaliam o cenário de alta de juros e o desenrolar da guerra na Ucrânia
O Ibovespa caiu 0,37%, a 115.940,64 pontos. O volume financeiro somou 25,5 bilhões de reais. “Ibovespa está acompanhando as bolsas norte-americanas e a queda do petróleo. Vale também ajuda a puxar para baixo, já que o papel estava muito inflado devido a compras da Cosan”, disse Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença. “No resto, o mercado vai ficar esperando política de juros, principalmente nos Estados Unidos e Europa”, acrescentou. Os principais índices em Wall Street cederam entre 0,3% e 1%, quarto recuo consecutivo, diante da queda de ações de fabricantes de chips, após o governo Biden publicar um amplo conjunto de controles de exportação de microprocessadores, novo acirramento de tensões entre Rússia e Ucrânia no final de semana e manutenção do foco na política monetária. Por aqui, o índice de inflação IGP-M caiu mais do que o esperado em setembro, com novo alívio nos preços de combustíveis e de commodities, divulgou a FGV pela manhã. Na terça-feira, o IBGE publica o IPCA do mês passado. Gestores da Verde Asset, uma das principais do país, disseram em carta de desempenho mensal que o resultado do primeiro turno das eleições “trouxe surpresas importantes para a maioria dos analistas”, com um Congresso mais conservador do que se projetava. “O próximo presidente, independente de quem vencer no segundo turno, terá que trabalhar com restrições impostas por essa composição legislativa”, escreveram.
REUTERS
Focus: Analistas veem inflação mais branda em 2022 e 2024
Analistas consultados pelo Banco Central ajustaram levemente suas estimativas econômicas na pesquisa Focus divulgada na segunda-feira, passando a ver inflação um pouco mais branda neste ano e em 2024.
O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA este ano sofreu ajuste de 0,03 ponto percentual para baixo, a 5,71%. Para 2023 a conta para a alta dos preços permaneceu em 5,00%, mas para 2024 também foi reduzida em 0,03 ponto percentual, a 3,47%. O centro da meta oficial para a inflação em 2022 é de 3,5% e para 2023 é de 3,25%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento permaneceu em 2,70% para este ano, mas subiu a 0,54% em 2023, de 0,53% antes. Para 2024, a expectativa segue sendo de expansão de 1,70%. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros deve encerrar 2022 a 13,75% e 2023 a 11,25%, caindo a 8,0% em 2024, sem alterações.
REUTERS
EMPRESAS
Marfrig prepara CRA de R$ 1 bilhão para compra de gado
Total poderá ser aumentado em até 20% caso seja vendido um lote adicional, segundo prospecto preliminar protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pela securitizadora Ecoagro
A Marfrig prepara a emissão de um certificado de recebíveis do agronegócio (CRA) de R$ 1 bilhão com os recursos voltados para a compra de gado. O total poderá ser aumentado em até 20% caso seja vendido um lote adicional, segundo prospecto preliminar protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pela securitizadora Ecoagro, responsável pela operação. A emissão será feita em duas séries, com vencimento em outubro de 2029 e outubro de 2032. A remuneração será definida após coleta de intenções. Participam da operação a XP, como coordenadora líder, além de BB Investimentos, BTG Pactual, Safra, Itaú BBA e Santander.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Mercado estável para o frango NO PR
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,50/kg, assim como o frango no atacado, cotado em R$ 7,48/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o valor ficou estável em R$ 5,23/kg, enquanto Santa Catarina registrou recuo de 12,86%, baixando para R$ 4,20/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (7), a ave congelada não sofreu alteração no preço, custando R$ 8,10/kg, enquanto a ave resfriada teve leve aumento de 0,12%, fechando em R$ 8,08/kg.
Cepea/Esalq
Exportação de frango na primeira semana de outubro cresce em volume e na receita
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de frangos in natura na primeira semana de outubro (cinco dias úteis) apresentaram uma receita de US$ 234,6 milhões, equivalente a 36,7% do montante obtido em outubro de 2021, com US$ 640,8 milhões
O volume embarcado atingiu 114.110 toneladas, 31,5% do total registrado em outubro do ano passado, com 361.912 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 46,9 milhões, valor 46,5% maior que o registrado em outubro de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve ampliação de 30,8%. Em toneladas por média diária, 22.822 toneladas, houve aumento de 26,1% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Quando comparado ao resultado da semana anterior, alta de 31,5%. No preço pago por tonelada, US$ 2.056, ele é 16,2% superior ao praticado em outubro do ano passado. O resultado, em relação ao valor da semana anterior, representa baixa de 16,08%. O analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, disse que além dos bons resultados de exportação que têm sido vistos, apoiados nos embarques para o Oriente Médio, reforçados pela Copa do Mundo no Catar, casos de influenza aviária no hemisfério Norte, o problema no fornecimento de gás em países da União Europeia vem como mais um ingrediente que pode favorecer o Brasil. A questão do abastecimento de gás na União Europeia, que já é afetada pela gripe aviária em alguns países, pode reduzir ainda mais a produção de carne de aves no bloco. Isso porque o aquecimento necessário nas granjas pode ser prejudicado, causando a mortandade das aves de criação comercial. Isso vem como mais um momento interessante para o Brasil, que não tem problemas sanitários na produção de frangos e possui o preço mais competitivo”, comentou.
AGÊNCIA SAFRAS
Arroba suína sobe em SP chegando em R$ 125,00/R$ 132,00
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF aumentou 2,46%/3,13%, chegando em R$ 125,00/R$ 132,00, enquanto a carcaça especial aumentou 2,17%/2,08%, atingindo R$ 9,40/kg/R$ 9,80/kg
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (7), o preço ficou estável somente em Santa Catarina, R$ 6,23/kg. Houve crescimento de 2,80% em Minas Gerais, subindo para R$ 6,97/kg, avanço de 0,78% no Rio Grande do Sul, custando R$ 6,47/kg, ampliação de 0,45% em São Paulo, valendo R$ 6,73/kg, e de R$ 0,16% no Paraná, fechando em R$ 6,40/kg.
Cepea/Esalq
Exportação de suínos cresce em volume e na receita na primeira semana de outubro
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura na primeira semana de outubro (cinco dias úteis), obtiveram uma receita de US$ 71,9 milhões, o que representa 35,4% do montante obtido em outubro de 2021, com US$ 203.2 milhões
No volume, as 28.915 toneladas são 32,7% do total registrado em outubro do ano passado, com 88.668 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 14.3 milhões, valor 41,6% maior do que o de outubro de 2021. No comparativo com a semana anterior, avanço de 30,8%. Em toneladas por média diária, 5.783 toneladas, houve incremento de 30,4% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Em relação à semana anterior, alta de 28,9%. No preço pago por tonelada, US$ 2.489, ele é 8,6% superior ao praticado em outubro passado. O resultado, frente ao da semana anterior, tem alta de 1,5%. Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, “precisamos de um bom desempenho das exportações de carne suína, e o resultado que vemos significa que o preço médio está aumentando mundialmente, e importante é que também que estamos pulverizando os destinos”, disse.
AGÊNCIA SAFRAS
INTERNACIONAL
Surto de gripe aviária mata cerca de 47 milhões de aves no Arkansas (EUA)
Este já é considerado o pior surto desde 2015, quando 50 milhões de animais morreram
Um surto de gripe aviária foi confirmado em um rebanho de galinhas reprodutoras no Arkansas, um dos principais Estados produtores de aves dos EUA, disse o Departamento de Agricultura do país (USDA). Mais de 47 milhões de aves foram mortas pela doença, que se espalha rapidamente. Este já é considerado o pior surto desde 2015, quando 50 milhões de animais morreram. O caso, detectado no condado de Madison, é o primeiro confirmado no Arkansas este ano. O Estado abriga a Tyson Foods, a maior fornecedora de carne dos EUA, e vários outros processadores de aves, como George’s e Simmons Foods.
Dow Jones Newswires
Contratos futuros de suínos na China saltam recorde com oferta apertada
Os contratos futuros de suínos da China subiram até 6% na segunda-feira (10), depois que um aumento na demanda durante o feriado de uma semana do Dia Nacional, em meio à oferta apertada, elevou os preços spot
O contrato para suínos vivos para janeiro, o mais ativo na bolsa de commodities de Dalian, subiu 5,8%, o maior ganho diário desde que os futuros de suínos foram lançados no ano passado, para 23.735 yuans (US$ 3.336,71) por tonelada às 14h42. 0642 GMT). O clima mais frio e um aumento no consumo durante o feriado impulsionaram a demanda por suprimentos de carne fresca, elevando o volume diário de abate, disse Wu Li, analista da Tianfeng Agriculture, em nota no domingo. Os preços spot de suínos atingiram 26,2 yuans por quilo no domingo, um aumento de 8% desde 25 de setembro, acrescentou a nota. Os preços são os mais altos desde março de 2021. Os futuros subiram com o forte aumento nos preços spot quando Dalian reabriu para negociação na segunda-feira. A produção de suínos da China diminuiu nos últimos meses, após meses de grandes perdas por parte dos agricultores desde o ano passado, levando alguns a reduzir a criação. Os produtores começaram a aumentar a produção novamente este ano à medida que os preços melhoraram, mas a expansão da oferta leva meses e muitos estão cautelosos por causa da demanda incerta de carne na economia em desaceleração da China. O planejador estatal da China disse no domingo que liberaria um novo lote de carne suína das reservas estatais para tentar esfriar os preços. O planejador do estado procurou tranquilizar o mercado de que a oferta é suficiente e culpou os agricultores por reter a oferta. Também culpou reportagens não oficiais da mídia por alimentar as preocupações do mercado. Outras medidas são esperadas, disse Yuan Song, analista-chefe da trading Juxing Agriculture Group, que pode incluir mais vendas de reservas de carne suína e as autoridades buscando promessas de grandes produtores para manter a produção estável. As ações dos produtores de suínos também subiram na segunda-feira, com os principais produtores Muyuan Foods Co Ltd e Wens Foodstuff Group Co Ltd ambos subindo 7%. Os preços mais fortes do suíno também elevaram as empresas avícolas, que enfrentaram perdas no primeiro semestre deste ano. As ações dos criadores de frango Shandong Yisheng Livestock & Poultry Breeding, Shandong Xiantan Co Ltd e Shandong Minhe Animal Husbandry atingiram o limite diário de 10%. ($ 1 = 7,1133 yuan chinês renminbi)
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