
Ano 8 | nº 1812 | 05 de setembro de 2022
NOTÍCIAS
Fluxo de negócios inexpressivo no mercado físico do boi gordo
De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, algumas indústrias frigoríficas se ausentaram da compra de gado, ainda avaliando as melhores estratégias de aquisição de boiadas para a próxima semana e para o mês de setembro
“As escalas de abate permanecem confortáveis, com a indústria frigorífica ainda com boa capacidade para exercer alguma pressão sobre o pecuarista. A incidência de animais a termo é um aspecto relevante a ser considerado, pois aumenta a oferta de animais prontos para o abate”, diz Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 289. Já em Dourados (MS), a cotação ficou em R$276. em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia em queda, ficando cotado a R$ 268. Em Uberaba (MG), os preços continuam fixados em R$ 280. Em Goiânia (GO), os preços do boi ficaram estabilizados em R$ 275 a arroba. O mercado atacadista encerrou a semana com preços firmes para a carne bovina. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma recuperação dos preços durante a primeira quinzena do mês, período que conta com maior apelo ao consumo, considerando a entrada dos salários na economia como motivador da reposição entre atacado e varejo. O quarto dianteiro do boi foi cotado em R$ 16,00. Já a ponta de agulha teve preços de R$ 15,90. O quarto traseiro do boi ainda teve preço de R$ 20,60 por quilo.
Agência Safras
Após quedas, preços do boi estabilizam em SP
Em São Paulo, após as quedas nas cotações ocorridas durante a semana, os preços estabilizaram-se. Estabilidade também para o bovino destinado para a exportação
Em Belo Horizonte – MG, queda para a arroba da novilha gorda em R$2,00 no comparativo com o último levantamento (1/9). Preços seguiram estáveis para o boi gordo e para vaca gorda. No interior de São Paulo, a cotação de referência para o boi gordo “comum” (sem prêmio exportação, direcionado ao mercado doméstico) segue em R$ 288/@, enquanto a vaca gorda e da novilha gordas são negociadas por R$ 270/@ e R$ 282/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), conforme os dados da Scot Consultoria. O boi-China (abatido mais jovem, geralmente abaixo dos 30 meses de idade) vale em torno de R$ 300/@ no mercado paulista, acrescenta a Scot. O Brasil exportou 203,2 mil toneladas de carne bovina in natura em agosto. Esse foi o melhor desempenho entre todos os meses. Antes desse recorde, o melhor desempenho acontecera em setembro de 2021, quando o volume exportado foi de 187 mil toneladas. O volume médio diário embarcado foi de 8,8 mil toneladas, aumento de 7% frente à média diária de agosto/21, quando foram exportadas, em média, 8,26 mil toneladas. O preço médio da tonelada está em US$6,1 mil, incremento de 8% frente ao preço médio da tonelada em agosto/21.
Scot Consultoria
Índice global de preços de carnes cai 1,5% em agosto
O índice global de preços de carnes da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) caiu 1,5% em agosto, a segunda queda mensal consecutiva, disse a FAO em comunicado na sexta-feira (02)
O índice ficou 8,2% acima do valor registrado em agosto de 2021. Os preços da carne de frango caíram em agosto impactados por uma redução nas importações por grandes países compradores e elevada disponibilidade do produto globalmente. Os preços da carne bovina também tiveram queda diante da fraca demanda doméstica em alguns dos países líderes em exportações, aumento na oferta para exportações e modesto crescimento na produção australiana. Já as cotações da carne suína subiram devido à reduzida oferta de animais prontos para abate. Os preços da carne ovina recuperaram-se moderadamente, impactados pelo aumento na demanda por importação por parte de alguns países europeus que compensou a redução nas compras pela China.
Carnetec
Economia
Dólar ajusta para baixo após salto dos últimos dias
O dólar manteve firme queda ante o real na sexta-feira, com investidores embolsando lucros após um relatório de empregos misto nos Estados Unidos e antes de um fim de semana prolongado sem a referência dos mercados norte-americanos
O ajuste de baixa no dólar veio depois de três dias seguidos de alta na cotação, período em que acumulou valorização de 4,09%, a mais forte nessa base de comparação desde meados de junho. O dólar à vista recuou 0,93%, a 5,19 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,05%, a 5,2245 reais. Mais cedo, o dólar havia caído em consonância com a fraqueza da moeda no exterior, após o aumento da taxa de desemprego nos EUA em agosto e alguma desaceleração no ritmo de aumento dos salários por lá gerarem esperanças de desinflação à frente –o que por sua vez diminuiria a pressão para o banco central dos EUA novamente recorrer a uma super alta de 0,75 ponto nos juros. Para estrategistas do Barclays, o cenário de juros nos EUA entre 3,75% e 4% ao fim do ano está nos preços de mercado e uma repetição no curto prazo de um tom mais duro por parte do Fed não deveria, em tese, dar mais apoio ao dólar. De um ponto de vista estrutural, isso favoreceria a moeda brasileira, que carrega a maior taxa de juros nominal entre as economias emergentes mais líquidas. “A estabilidade nas expectativas para o Fed pode ser construtiva para moedas de alto ‘carry’ (retorno), que têm superado os pares”, disseram profissionais do banco estrangeiro em relatório. “Preferimos moedas de alta qualidade, como peso mexicano e real brasileiro, que possuem poucas vulnerabilidades externas”, completaram. A percepção de que a economia brasileira tem se mostrado mais forte do que o esperado também favorece o real. O Bradesco elevou a estimativa para o crescimento do PIB em 2022 para 2,7%, de 2,3%, e passou a ver expansão também em 2023 (de 0,5%), ante estabilidade. Para a taxa de câmbio, o banco manteve prognóstico de 5,25 reais ao fim deste e do próximo ano. “Vale destacar o bom fluxo de investimento estrangeiro direto ao longo do ano, mais do que compensando um possível déficit maior em conta corrente. Nesse sentido, o câmbio tem mantido relativa estabilidade, mesmo em meio à volatilidade internacional”, disse o banco em relatório.
Reuters
Ibovespa fecha no azul, mas piora em Wall St pesa
O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, mas distante das máximas da sessão em meio à piora de Wall Street
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,26%, a 110.694,15 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro somava 24,6 bilhões de reais. Na semana, o Ibovespa acumulou uma queda de 1,43%. No melhor momento do dia, o Ibovespa chegou a 112.264,17 pontos. Mas as bolsas norte-americanas passaram a trabalhar no vermelho, em meio a dados desiguais sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos, enfraquecendo o pregão paulista.
Reuters
Produção industrial no Brasil cresce 0,6% em julho, diz IBGE
A produção industrial brasileira registrou crescimento de 0,6% em julho na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção recuou 0,5%. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de alta de 0,7% na variação mensal e queda de 0,3% na base anual.
Reuters
Queda global dos preços dos alimentos continua sem chegar ao varejo
Índice da FAO que monitora itens alimentícios no mundo caiu pelo quinto mês consecutivo, mas recuo ainda não beneficia consumidor
Os preços de alimentos no varejo vão continuar altos, sobretudo enquanto persistirem as incertezas nos mercados de energia, alerta a FAO, a Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação. O Índice de Preços de Alimentos da FAO caiu 1,9% em agosto em relação ao mês anterior, mas permanece 7,9% acima do patamar de um ano atrás. O indicador recuou nos últimos cinco meses. No entanto, a melhora não se traduziu no dia a dia, e a inflação de alimentos continua forte. “Observamos uma baixa dos preços dos produtos alimentares no mercado internacional, mas não se transmitiu aos consumidores no supermercado”, diz Boubaker BenBelhassen, diretor de Mercados e Comércio da FAO. “É o preço de varejo que os consumidores pagam, e quando eles vão ao supermercado, constatam que os preços não baixaram”, acrescentou. “Isso ocorre porque os preços da energia, de transportes, logística e de processamento continuam elevados”. Além disso, acrescenta o especialista da FAO, os preços das commodities são fixados no mercado internacional em dólares americanos, e muitas moedas nacionais se desvalorizaram, diminuindo a capacidade de importações. Vários países com alta dependência de alimentos importados também enfrentam um enorme problema de endividamento. Eles estão cada vez mais relutantes em pedir mais dinheiro emprestado para importar alimentos, nota Boubaker. O cenário internacional é, assim, de inflação de alimentos persistente. A disponibilidade de produtos teve ligeira melhora, mas o acesso continua a ser uma enorme preocupação. O especialista da FAO nota que as recentes exportações de grãos da Ucrânia foram destinadas sobretudo a países de renda média. Os mais pobres, e mais afetados pela falta de alimentos, continuam com seus problemas. “Estamos preocupados com o acesso aos alimentos, com a crise do custo de vida e suas implicações”, afirmou. “As despesas das famílias com alimentos nos países de baixa renda, que ficam entre 50% e 70%, são muito elevadas, e não estão baixando”. A FAO aponta outra inquietação no radar: a persistente alta dos custos de fertilizantes e outros insumos. Se as cotações continuarem no patamar atual, haverá menos utilização de adubos, o que deve reduzir a produção e, com isso, diminuir a oferta de itens alimentícios. “Esperamos que no próximo ano não estejamos enfrentando um problema de disponibilidade de alimentos”, completou Boubaker.
Valor Econômico
Frangos & Suínos
Preços sem alterações para o mercado de suínos
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 127,00/R$ 133,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,40/R$ 9,90 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (1), houve alta somente no Paraná, na ordem de 0,32%, chegando em R$ 6,20/kg, enquanto em Minas Gerais, o preço ficou estável em R$ 6,96/kg. Foi registrada queda de 0,64% em Santa Catarina, alcançando R$ 6,21/kg, baixa de 0,31% no Rio Grande do Sul, valendo R$ 6,33/kg, e de 0,28% em São Paulo, fechando em R$ 7,12/kg.
Cepea/Esalq
Frango: no atacado paulista leve alta de 0,69%
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,80/kg, enquanto o frango no atacado teve leve alta de 0,69%, custando R$ 7,30/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,25/kg, enquanto o Paraná teve aumento de 0,37%, chegando em R$ 5,47/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (1), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram sem alteração de valores, fixadas, respectivamente, em R$ 7,91/kg e R$ 7,89/kg.
Cepea/Esalq
Frango/Cepea: Competitividade da carne de frango cresce frente à suína, mas cai frente à bovina
A maior oferta de carne de frango no mercado doméstico e a menor liquidez em agosto pressionaram os valores da proteína no último mês, elevando sua competitividade frente à carne suína, que registrou valorização no período
Já em relação à carne bovina, a proteína avícola perdeu competitividade, uma vez que o recuo no preço da carcaça casada bovina foi mais intenso do que o verificado para o frango inteiro resfriado. De acordo com colaboradores do Cepea, a leve desvalorização da carne de frango em agosto resultou de uma estratégia do setor, na tentativa de evitar aumento de estoques, tendo em vista que a oferta do produto já estava alta. No mercado de carne bovina, as quedas foram mais acentuadas, influenciadas pelo baixo consumo da proteína no mercado brasileiro, devido ao fragilizado poder de compra da população. Já no mercado da carne suína, apesar dos recuos observados no encerramento de agosto, as vendas aquecidas na primeira metade do mês e as consequentes valorizações naquele período resultaram em elevação da média mensal. Nesse contexto, a diferença entre os valores do frango inteiro resfriado e da carcaça casada bovina diminuiu 5,1% entre julho e agosto, passando de 12,90 Reais/kg para 12,24 Reais/kg, evidenciando a perda de competitividade da carne avícola frente a essa concorrente no último mês. Já a diferença para a carne suína aumentou 26,3%, passando de 2,12 Reais/kg em julho para 2,68 Reais/kg em agosto e, assim, elevando a competitividade da proteína avícola frente à substituta.
Cepea
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