
Ano 8 | nº 1669 | 09 de fevereiro de 2022
NOTÍCIAS
Queda na cotação do boi gordo em São Paulo
Os compradores abriram o mercado na terça-feira ofertando preços menores
No comparativo diário a cotação do boi gordo caiu R$2,00/@ nas praças pecuárias paulistas. Para as fêmeas, preços estáveis. Com isso, a referência para o boi, vaca e novilha gordos ficou em R$335,00/@, R$303,00/@ e R$325,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. Boiadas cujo destino é a exportação o ágio foi de R$10,00/@. Em Marabá – PA, o mesmo cenário. As indústrias abriram o dia (8/2) ofertando R$2,00/@ a menos para o boi gordo. A pressão de baixa no mercado do boi gordo trouxe reflexos para o mercado de reposição. Na última semana, considerando a média de todas as regiões e categorias monitoradas pela Scot Consultoria, entre machos e fêmeas anelorados, as cotações recuaram 1,5%. Na primeira semana de fevereiro o Brasil embarcou 39,7 mil toneladas de carne bovina in natura, o equivalente a um embarque médio diário de 9,9 mil toneladas, volume 74,8% maior comparado à média diária no mesmo período em fevereiro/21. Nos primeiros quatro dias úteis do mês, a receita média diária dos embarques foi de US$54,1 milhões, alta de 109,9% em relação ao ano anterior.
SCOT CONSULTORIA
Como a Ômicron impacta produção dos frigoríficos do RS
O potencial de disseminação da variante Ômicron vem afastando funcionários essenciais para manutenção das atividades, especialmente as de abate
A Covid está afetando a produção dos frigoríficos gaúchos. As empresas de proteína animal do Rio Grande do Sul reduziram produção ou lançaram mão de estratégias para compensar a falta de trabalhadores afastados por Covid. O potencial de disseminação da variante Ômicron vem afastando funcionários essenciais para manutenção das atividades, especialmente as de abate. Um dos frigoríficos do Vale do Taquari, por exemplo, reduziu em cerca de 6% os abates ao dia. “Não é normal a redução de abate, pois a produção se mantém a mesma o ano todo”, explica a auditora fiscal federal agropecuária Caroline Posser Simeoni, representante da Seção Sindical do Vale do Taquari (SSVT-RS). Segundo a auditora fiscal federal agropecuária, o impacto na produção começou a partir de 10 de janeiro. Na Serra, uma indústria de proteína animal reduziu em 7% o volume diário de abates em razão da nova onda da pandemia e convocou pessoal para trabalhar nos finais de semana. Horas extras também têm sido a estratégia de plantas no Norte do Estado. Para driblar a falta de mão de obra, outras medidas também vêm sendo adotadas pelos frigoríficos, como mudar o mix de produtos e fazer rodízio dos trabalhadores dentro da fábrica. “Mesmo com aumento de casos de Covid, com alguns servidores afastados devido ao contágio e com quadro funcional bastante defasado há anos, os trabalhos de fiscalização agropecuária seguem normalmente para garantir a segurança alimentar da população e manter a produção e exportação dos produtos de origem animal e vegetal”, ressalta Soraya Elias Marredo, delegada do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários no Rio Grande do Sul (DS-RS Anffa Sindical).
AGROLINK
Chuvas de janeiro melhoram condições de pastagens em Mato Grosso
Com a melhora na qualidade das pastagens, os animais começaram a ser retidos para engorda dentro da porteira
O mês de janeiro foi marcado por chuvas mais intensas que o observado no mesmo período do ano passado e este cenário deve se manter para o mês de fevereiro, de acordo com informações do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). A boa condição climática proporcionou aos criadores uma melhor qualidade das pastagens e os animais começaram a ser retidos para engorda dentro da porteira. Para janeiro/22, houve um aumento nos volumes de chuvas na maioria das regiões de Mato Grosso. Esse cenário, inclusive, impactou na formulação dos preços no estado, uma vez que a baixa oferta de animais tem feito as negociações caminharem para cima ante a demanda aquecida do mercado externo. Para o curto prazo, espera-se que as proporções das chuvas se mantenham entre 300 a 500 mm em grande parte do território, exceto em alguns municípios como Vila Rica e Canabrava do Norte, por exemplo, que tendem a registrar chuvas entre 200 e 300 mm.
IMEA
Mercado do boi: arroba estabiliza e preço da carne reage no atacado
A situação dos frigoríficos que operam apenas no mercado doméstico ainda é complicada, com evidentes dificuldades operacionais, diz Safras
O mercado físico de boi gordo registrou preços acomodados na terça-feira. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as negociações envolvendo animais que cumprem os requisitos de exportação com destino ao mercado chinês ainda acontecem em patamar mais alto, carregando ágio de quase R$ 20. “O atual cenário mercado doméstico impossibilita o pleno repasse dos custos da matéria-prima ao preço da carne bovina. Os frigoríficos exportadores ainda desfrutam de uma posição mais confortável na formação de suas receitas”, assinalou Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 343, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 313, inalterada. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 313-314. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 340 por arroba, estáveis. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 317 para a arroba do boi gordo.
Os preços da carne bovina reagiram no atacado. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere por limitado movimento de alta. “A situação da demanda doméstica ainda remete ao amplo consumo de carne de frango, proteína mais acessível em um momento de descapitalização do consumidor médio no país. Essa dinâmica será bastante evidente no decorrer do ano”, apontou Iglesias. Assim, o quarto traseiro foi precificado a R$ 23,70 por quilo, alta de R$ 0,40. A ponta de agulha foi cotada a R$ 14,30, por quilo, alta de R$ 0,40. Quarto dianteiro foi cotado a R$ 15,50, por quilo, alta de R$ 0,10.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em alta de 0,12%, a R$5,2604
O dólar até fechou em alta na terça-feira, com operadores reduzindo a demanda pela moeda norte-americana na esteira da melhora de sentimento externo e após interpretações de que os juros no Brasil poderão subir ainda mais, provendo assim um escudo mais forte para a taxa de câmbio
O dólar à vista terminou em leve alta de 0,12%, a 5,2604 reais. Ficou, assim, distante do pico intradiário, quando bateu 5,291 reais (+0,70%). Na mínima, a cotação registrou variação negativa de 0,05%, a 5,2514 reais. Uma cesta de moedas emergentes chegou ao fim da tarde em ligeiro ganho de 0,05%, após cair quase 0,2% na mínima de mais cedo.
REUTERS
Ibovespa tem leve alta com Wall Street
O principal índice da bolsa brasileira fechou em leve alta na terça-feira, após acelerar no final do pregão, com o efeito de dia positivo em Wall Street superando o impacto da queda do petróleo e da indicação pelo Banco Central de aperto monetário para além do esperado por parte do mercado
Os papéis da Petrobras e de outras petrolíferas pressionaram o índice, enquanto Vale e JBS estiveram na ponta oposta. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 0,22%, a 112.239,13 pontos. O volume financeiro da sessão foi de 22,6 bilhões de reais.
REUTERS
BC indica ‘ajustes adicionais em ritmo menor’ nos juros
Em ata, Copom não sinaliza a magnitude da próxima alta da Selic; mercado revê expectativas
Para as próximas reuniões, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central indicou que fará “ajustes adicionais em ritmo menor” na taxa básica de juros (Selic), conforme ata da última reunião divulgada na terça-feira (8). Em reação, o mercado já projeta elevação de suas expectativas. “Um novo ajuste de 1,5 ponto percentual, seguido de ajustes adicionais em ritmo menor nas próximas reuniões, é a estratégia mais adequada para atingir aperto monetário suficiente e garantir a convergência da inflação ao longo do horizonte relevante, assim como a ancoragem das expectativas de prazos mais longos”, detalhou a autoridade monetária. O BC sinalizou que o ciclo de aperto monetário não chegou ao fim e o ritmo de ajuste da taxa básica de juros será reduzido a partir do próximo encontro, marcado para os dias 15 e 16 de março. Mas o passo dessa desaceleração continua em aberto. “A incerteza particularmente elevada sobre preços de importantes ativos e commodities, assim como o estágio do ciclo, fez o Comitê considerar mais adequado, neste momento, não sinalizar a magnitude dos seus próximos ajustes”, explicou a autarquia, na ata. Segundo Caio Megale, economista-chefe da XP Investimentos, o discurso mais rígido “coloca um viés inequívoco de alta para a taxa Selic terminal”, projetada pela instituição, até então, em 11,75%. O Bank of America também recalculou suas projeções para as próximas reuniões. O banco elevou sua expectativa para a Selic até maio deste ano para 12,25%, prevendo uma alta de 1 ponto percentual em março e 0,5 ponto percentual no encontro seguinte. A estimativa anterior da instituição era de 11,25%. O patamar terminal da taxa básica de juros, antes apontado como 11,75% pelo Itaú Unibanco, também foi revisado. “Passamos a esperar agora que o ciclo de aperto monetário termine com a taxa Selic em 12,5% ao ano. Seguimos esperando um movimento de 1 ponto percentual na próxima decisão, em março”, projetou Mario Mesquita, economista-chefe, em relatório. Na última semana, o Copom elevou a taxa básica de juros em 1,5 ponto percentual, a 10,75% ao ano. Com isso, a Selic voltou aos dois dígitos pela primeira vez após quase cinco anos, a última vez havia sido em julho de 2017. A taxa Selic agora está no maior patamar desde maio de 2017, ainda no governo de Michel Temer (MDB), quando os juros eram de 11,25% ao ano. O ciclo de aumento dos juros no Brasil —oito altas seguidas, totalizando 8,75%— terá a maior elevação desde a introdução do sistema de metas de inflação, em 1999. A ata do Copom também apontou que o Banco Central demonstrou preocupação com a adoção de políticas fiscais visando controlar a inflação no curto prazo, pontuando que as medidas podem gerar efeito de alta na inflação —as projeções já se encontram acima da meta tanto para 2022 quanto para 2023. “O Comitê nota que mesmo políticas fiscais que tenham efeitos baixistas sobre a inflação no curto prazo podem causar deterioração nos prêmios de risco, aumento das expectativas de inflação e, consequentemente, um efeito altista na inflação prospectiva”, indicou. A inquietação da autoridade monetária ocorre em meio à discussão sobre PEC dos Combustíveis.
FOLHA DE SP
EMPRESAS
Minerva Foods já mapeia 100% dos fornecedores diretos no Paraguai
Número de fazendas supera 3 mil no país vizinho
A Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, informou que se tornou a primeira empresa do segmento a monitorar 100% de seus fornecedores de gado no Paraguai. No Chaco Paraguaio, a Minerva afirma contar com mais de 3 mil fazendas fornecedoras. Na região, já tem 11,8 milhões de hectares mapeados por meio do sistema SMGeo, desenvolvido pela NicePlanet Geotecnologia a partir de imagens via satélite. No Brasil, a companhia monitora seus fornecedores diretos desde 2020, e agora concentra esforços e tecnologias para ampliar o olhar aos indiretos. O controle das práticas dos fornecedores indiretos tem se mostrado o maior desafio dos frigoríficos no país, mas a Minerva Foods tem obtido resultados positivos também nessa frente. Como já informou o Valor, em auditoria feita de janeiro de 2018 a junho de 2019 o Ministério Público Federal do Pará atestou que nenhum gado comprado pela companhia no Estado no período saiu de áreas com desmatamento ilegal após 2008 ou sobrepostas a terras indígenas e a unidades de conservação, de propriedades embargadas pelo Ibama ou sem Cadastro Ambiental Rural (CAR) e de fazendas com trabalho análogo à escravidão. Somados os biomas brasileiros e paraguaio, a área monitorada pela empresa soma 26 milhões de hectares. E o objetivo é alcançar 100% de cobertura nos demais países sul-americanos em que atua nos próximos anos. Na Colômbia, onde tem mais de 3 mil fornecedores diretos, a meta é 2023; no Uruguai (1,8 mil fornecedores), 2025; e na Argentina (1,5 mil fornecedores), 2030. Nos vizinhos da América do Sul, os negócios da Minerva são reunidos na subsidiária Athena Foods, que no terceiro trimestre do ano passado faturou R$ 4,4 bilhões, montante que representou 56% da receita bruta total da companhia brasileira. Somadas todas as operações, as exportações costumam representar cerca de 70% dos negócios da Minerva, que responde por uma fatia de 20% dos embarques de carne bovina da América do Sul. Em geral, os esforços da Minerva estão em linha com suas metas de eliminar o desmatamento ilegal em sua cadeia de fornecimento até 2030 e de zerar as emissões líquidas de carbono até 2035. Nesse trabalho, os investimentos previstos são da ordem de R$ 1,5 bilhão.
VALOR ECONÔMICO
MEIO AMBIENTE
Rabobank diz que operações consideradas “ESG” alcançaram US$ 5bi no Brasil em 2021
Montante foi três vezes maior que no ano anterior
O Rabobank, banco de origem holandesa especializado no agronegócio, informou que suas operações financeiras com caráter ambiental, social e de governança (ESG) alcançaram US$ 5 bilhões no Brasil no ano passado, um crescimento de três vezes em relação a 2020. A instituição não informou, porém, quais são os critérios para que uma operação seja rotulada como ESG. As operações consideradas incluem emissões de bonds, empréstimos e empréstimos sindicalizados. Segundo o banco, as mudanças climáticas foram o tema mais presente nas operações com rótulo “ESG”, sendo que as principais metas assumidas pelas empresas nas operações foram relacionadas com redução das emissões de carbono, diminuição do consumo de água e recuperação de pastos degradados. Além das operações, o banco informou que também está elaborando outros mecanismos relacionados às mudanças climáticas, como a criação de um banco de carbono e o lançamento, que ainda vai ocorrer, de um marketplace que está sendo construído com a Microsoft para conectar produtores e empresas com o objetivo de neutralizar as emissões de carbono. Além disso, o Rabobank é gestor do fundo AGRI3, lançado em 2018 pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
VALOR ECONÔMICO
Frangos & Suínos
Suínos: alta na terça-feira
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 88,00/R$ 100,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 7,40 o quilo/R$ 7,60 o quilo
No caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (7), o preço ficou estável apenas no Rio Grande do Sul, custando R$ 4,39/kg. Houve aumento de 1,91% no Paraná, alcançando R$ 5,27/kg, avanço de 1,35% em Minas Gerais, atingindo R$ 5,27/kg, incremento de 1,15%, chegando a R$ 4,38/kg, e de 0,59%, fechando em R$ 5,08/kg.
Cepea/Esalq
ABPA: Exportações de carne suína aumentam 18,2% em janeiro
As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 74,6 mil toneladas em janeiro, o que supera em 18,2% os embarques registrados no mesmo período de 2021, com 63,1 mil toneladas, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
As vendas internacionais do primeiro mês de 2022 geraram receita de US$ 160,7 milhões, saldo 9,7% maior que o total obtido em janeiro de 2021, com US$ 146,5 milhões. “O bom ritmo dos embarques em janeiro ajudou a reduzir a pressão sobre os custos de produção, que têm impactado severamente a atividade frente à soma de custos que seguem em alta este ano, como o milho, a soja, embalagens e outros itens. O setor está reforçando o trabalho institucional com campanhas e ações em feiras para ampliar ainda mais as vendas internacionais”, destaca o Presidente da ABPA, Ricardo Santin. Entre os mercados importadores de carne suína, a China segue como principal destino, com 31,4 mil toneladas importadas em janeiro (-3,5%). Outros destaques são Filipinas, com 4,4 mil toneladas (+569,2%), Argentina, com 4,1 mil toneladas (+58,8%), Singapura, com 3,4 mil toneladas (+40,2%), Uruguai, com 3 mil toneladas (+4,1%), Japão, com 2,1 mil toneladas (+216,7%) e Rússia, com 1,6 mil toneladas (no caso do mercado russo, não há registros comparativos em relação a janeiro de 2021). “O ano começou aquecido para as exportações de carne suína do Brasil, que aumentaram a sua presença em mercados estratégicos para o setor, como é o caso do Japão e outras nações da Ásia. Há expectativa de incremento das vendas, também, para o Leste Europeu”, analisa Luís Rua, Diretor de Mercados da ABPA.
ABPA
Frango: terça-feira estável
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, assim como a ave no atacado, valendo R$ 5,53/kg
No caso do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 3,97/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,10/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (7), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 5,81/kg e R$ 5,90/kg.
Cepea/Esalq
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