
Ano 7 | nº 1633 | 13 de dezembro de 2021
NOTÍCIAS
Boi gordo: escalas de abate confortáveis
A semana terminou com as indústrias paulistas sem ímpeto para as compras, resultado do avanço das escalas de abate, que atendem, em média, 10 dias
Com isso, os frigoríficos abriram o dia ofertando R$1,00/@ a menos para o boi gordo. Houve relatos de negócios pontuais de até R$5,00/@ abaixo da referência. Assim, a referência ficou em R$316,00/@ para o boi gordo, R$298,00/@ para vaca gorda e R$308,00/@ para novilha gorda, preços brutos e a prazo. Na região Sudeste de Mato Grosso, as escalas de abate confortáveis e o menor empenho dos compradores também pressionaram as cotações do boi, vaca e novilha gordos, registrando queda de R$1,00/@ na comparação diária. Mesmo cenário para a região de Dourados – MS, resultando em queda de R$2,00/@ para o boi gordo, negociado em R$313,00/@, preço bruto e a prazo. Já para a vaca e novilha gordas, os preços permanecem estáveis, negociadas em R$300,00/@ e R$305,00/@, nas mesmas condições. Com a demanda enfraquecida no mercado doméstico, as cotações registraram novas quedas. A carcaça de bovinos castrados recuou 3,6%, e ficou precificada em R$18,67/kg, já a de bovinos inteiros ficou cotada em R$17,25/kg, recuo de 7,6%.
SCOT CONSULTORIA
Mercado físico do boi gordo finaliza a semana com ajustes negativos nos preços da arroba
O afastamento dos frigoríficos das compras neutralizou a trajetória de alta e abriu espaço para preços mais fracos
O mercado do boi gordo finalizou a semana com ajustes negativos nos preços da arroba, em função da maioria das unidades frigoríficas preencher as escalas de abate até o final da próxima semana. Apesar da oferta limitada de animais, o afastamento dos frigoríficos das compras neutralizou a trajetória de alta e abriu espaço para preços mais fracos. A IHS informou em seu relatório que algumas plantas alegaram que as atuais programações de abate permitem atender o esperado pico de consumo de carne nesta etapa do ano. “As indústrias devem se manter distantes das compras enquanto não obterem uma melhor avaliação das vendas da carne bovina no atacado”, comentou. A Scot Consultoria informou que os frigoríficos abriram a sexta-feira (10) ofertando R$1,00/@ a menos para o boi gordo. Há relatos de negócios pontuais de até R$5,00/@ abaixo da referência”. A referência está em R$316,00/@ para o boi gordo, R$298,00/@ para vaca gorda e R$308,00/@ para novilha gorda, preços brutos e a prazo”, disse a consultoria. Na Bolsa Brasileira (B3), as cotações futuras para o boi gordo finalizaram a sessão da sexta-feira (10) com valorizações nos principais contratos. O vencimento Dezembro/21 registrou alta de 0,36% e encerrou cotado a R$ 307,60/@, enquanto o contrato Janeiro/22 terminou o dia cotado em R$ 314,90/@, com um ganho de 1,03%. O contrato fevereiro/22 finalizou a sessão com alta de 1,12% e cotado em R$ 315,70/@. Já o vencimento Março/22 fechou o pregão negociado em R$ 313,00/@ e com um aumento de 0,64%.
SCOT CONSULTORIA
Churrasco de fim de ano aquece demanda, e preço da carne bovina sobe no varejo
Além do churrasco de fim de ano, a abertura de empregos temporários e o recebimento do 13º salário podem colaborar para o aquecimento do consumo
Os preços dos cortes de carne bovina subiram 7,9% no varejo paulista em um mês, para uma média de R$ 47,06 na última quarta-feira, segundo levantamento da Scot Consultoria. Apenas três cortes ficaram mais baratos nesse período: coxão mole (-0,3%), lagarto (-3%) e músculo traseiro (-2,5%). O filé mignon subiu 33%. Segundo o analista de mercado Felipe Fabbri, da Scot, a valorização reflete o aumento da demanda ante as festividades deste mês. O gerente de relações institucionais da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Nilton Mesquita, afirmou recentemente, em nota, que além do churrasco de fim de ano, a abertura de empregos temporários e o recebimento do 13º salário podem colaborar para o aquecimento do consumo, em tempos de oferta restrita. A alta que chegou às gôndolas, no entanto, foi menor do que a registrada no mercado atacadista, também em São Paulo. O quilo da proteína teve média de R$ 36,82 no dia 8, avanço de 10,7% no comparativo mensal. Os cortes do traseiro bovino (como picanha e filé mignon) subiram 11,8%, para R$ 41,85 o quilo, enquanto os preços do dianteiro (cupim e acém, a exemplo) aumentaram 6%, para R$ 24,40 por quilo. Um passo atrás na cadeia da proteína, a arroba do boi gordo ficou 16,45% mais cara, a R$ 312 na quinta-feira, considerando negócios a prazo e já descontados os impostos. O preço do animal vivo se recuperou após a oferta de gado confinado diminuir. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), as vendas totais de cortes do produto (in natura e processados) ao exterior somaram 1,716 milhão de toneladas de janeiro a novembro deste ano, 7,15% menos que em igual período de 2020. Graças ao aumento dos preços médios, a receita ainda cresceu 10% na comparação, para US$ 8,5 bilhões.
VALOR ECONÔMICO
MT: preço do boi valoriza
As altas acumuladas já se aproximam novamente à casa dos R$ 300,00/@
Diferentemente do mês de outubro, o mês de novembro foi marcado por valorizações consecutivas na arroba do boi gordo mato-grossense. Mesmo que abaixo dos patamares observados em agosto (mês recorde de precificação do indicador), as altas acumuladas já se aproximam novamente à casa dos R$ 300,00/@ para o boi gordo à vista. Quando se analisa o comparativo mensal, houve um incremento de 6,33% no indicador e, de R$ 256,86/@, subiu para a média de R$ 273,13/@. Essa valorização repentina esteve atrelada à elevação da demanda interna – movimento recorrente do mercado no último bimestre do ano devido às festividades e recebimento do décimo terceiro – que sobrepôs a oferta de bovinos. Vale destacar que neste período a China ainda esteve fora das compras e os embarques externos continuaram abaixo dos níveis recordes que o estado vinha apresentando. Os dados são do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
AGROLINK
ECONOMIA
Dólar sobe ante real mesmo após leilão do BC; inflação e política monetária concentram atenções
O dólar avançou acentuadamente na sexta-feira, depois que um leilão de moeda à vista anunciado pelo Banco Central não conseguiu frear a pressão compradora
A moeda norte-americana à vista subiu 0,69%, a 5,6136 reais na venda. Na B3, às 17:41 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,66%, a 5,6350 reais. No acumulado da semana o dólar spot caiu 1,14%, depois de fechar a última sexta-feira em 5,6785 reais. Durante a sessão –num momento em que o dólar rondava máximas na casa de 5,63 reais– o Banco Central anunciou leilão de moeda à vista no mercado interbancário de câmbio, primeira intervenção do tipo desde 19 de outubro deste ano. Na operação, foram vendidos 687 milhões de dólares. Participantes do mercado disseram que o leilão respondeu a um forte fluxo de remessas sazonais de recursos ao exterior, e que o BC não levou em consideração o preço da moeda ao anunciar a intervenção. Felipe Steiman, Gerente Comercial da B&T Câmbio, disse à Reuters na sexta-feira que, para além da política monetária doméstica, investidores devem ficar atentos aos próximos passos do banco central norte-americano, o Federal Reserve, em meio a apostas crescentes de altas antecipadas de juros nos Estados Unidos devido a sinais de aceleração da inflação e aperto no mercado de trabalho. Dados divulgados mais cedo mostraram que o índice de preços ao consumidor dos EUA avançou 0,8% em novembro em relação ao mês anterior, ganhando 6,8% em 12 meses, alta mais expressiva desde 1982. Eventual aceleração no ritmo de redução de estímulos do Fed e subsequentes aumentos de juros representam riscos ao desempenho do real, disse Steiman, chamando a atenção ainda para incertezas sobre o crescimento econômico e a saúde fiscal do Brasil. novamente abaixo da média recente, em 20,7 bilhões de reais.
REUTERS
Ibovespa sobe após IPCA abaixo do esperado e marca 2ª semana seguida de alta
O Ibovespa voltou a subir nesta sexta-feira e teve sua segunda semana consecutiva de alta, após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançar em novembro menos do que o esperado por economistas.
O Ibovespa também teve suporte a sessão no azul em Nova York, à medida que um dado de inflação nos EUA em linha com as expectativas amenizou preocupações de que o Federal Reserve precisará apertar agressivamente a política monetária para conter pressão nos preços. Segundo dados preliminares, o Ibovespa subiu 1,36%, a 107.738,64 pontos. Na semana, também de acordo com números preliminares, o índice avançou 2,54%. O giro financeiro ficou novamente abaixo da média recente, em 20,7 bilhões de reais.
REUTERS
IPCA é o mais alto para novembro em 6 anos
A inflação ao consumidor brasileiro registrou notável alta em novembro e ainda foi a mais elevada para o mês seis anos, mas começou a dar sinais de alguma descompressão, que se continuada pode influenciar as expectativas para os juros no ano que vem depois de o Banco Central endurecer o discurso contra o aumento indesejado dos preços
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou a alta em novembro para 0,95%, ante avanço de 1,25% em outubro. É a maior taxa para o mês desde 2015 (1,01%). Em novembro de 2020, a variação mensal fora de 0,89%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira. A alta foi puxada pelos custos com transportes, impulsionados, por sua vez, pelos preços dos combustíveis. Em 2021, a inflação acumula alta de 9,26% e, nos últimos 12 meses, sobe 10,74%, acima dos 10,67% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. A taxa em 12 meses é a mais alta desde novembro de 2003 (11,02%). “Alimentos tiveram queda maior, mas todos os grupos, exceto transportes, mostraram desaceleração. Surpresa positiva da inflação”, comentou Rafaela Vitoria, economista-chefe do Banco Inter. Segundo o IBGE, o índice de difusão –uma medida de quão espalhadas estão as variações de preços dos componentes do IPCA– caiu a 63% em novembro, de contra 67% em outubro, indicando aumento de custos menos disseminado. Outra evidência de melhor composição da inflação, a média móvel mensal de cinco núcleos do índice ficou em 0,61%, de 0,95% em outubro, segundo dados da Genial Investimentos, que mostraram ainda a alta dos preços dos serviços em forte desaceleração –de 1,04% em outubro para 0,27% em novembro. Em cálculo proprietário da Genial, alimentação saiu de alta de 1,32% para variação positiva de 0,04%, enquanto produtos industriais esfriou o aumento para 0,98%, de 1,40%. Em novembro, os custos dos transportes subiram 3,35% –maior variação dentre os grupos e maior impacto (0,72 ponto percentual) no índice cheio–, influenciados pelos preços dos combustíveis, principalmente da gasolina, que saltou 7,38% e, de novo, teve o maior impacto individual no índice do mês (0,46 ponto percentual). A gasolina acumula em 12 meses alta de 50,78%. Na mesma linha, o etanol disparou 69,40%, e o diesel, 49,56%. Segundo o IBGE, a menor leitura do IPCA em novembro ante outubro decorreu de quedas nos preços de alimentação e bebidas (-0,04%), devido à baixa de 0,25% na alimentação fora do domicílio, influenciada pelo item lanche (-3,37%). Também influenciou a desaceleração do índice o grupo saúde e cuidados pessoais (-0,57%), consequência do recuo nos preços dos itens de higiene pessoal (-3,00%) –sobretudo perfumes (-10,66%), artigos de maquiagem (-3,94%) e produtos para pele (-3,72%). “A Black Friday ajuda a explicar a queda tanto no lanche quanto nos itens de higiene pessoal”, disse o Gerente da Pesquisa do IPCA, Pedro Kislanov.
REUTERS
Balança comercial do agronegócio apresentou superávit de US$ 6,9 bilhões em novembro
No acumulado de 2021, setor registrou saldo positivo de US$ 96,6 bilhões
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou na sexta-feira (10/12), análise do comércio exterior do agronegócio brasileiro, com dados de novembro. Enquanto a balança comercial total (com produtos de todos os setores) registrou déficit de US$ 1,3 bilhão, a balança comercial do setor apresentou superávit de US$ 6,9 bilhões. No acumulado do ano, o setor registrou saldo positivo de US$ 96,6 bilhões, ou seja, US$ 14,8 bilhões acima do acumulado no mesmo período do ano passado. Por outro lado, os demais setores da economia apresentaram déficit de US$ 39,5 bilhões de janeiro a novembro deste ano. Em novembro, as exportações do agronegócio somaram US$ 8,4 bilhões, um crescimento de 6,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. As importações do setor cresceram 10,5% frente a novembro de 2020, atingindo US$ 1,4 bilhão no mês. A safra recorde da soja motivou o resultado positivo do setor em novembro. A soja em grãos cresceu 80,2% em quantidade e 150% em valor frente ao mês de novembro do ano passado, enquanto o óleo de soja – que tem menor participação que a soja em grãos, mas que está entre os principais produtos exportados – teve alta de 965,8% em quantidade e 1.653,5% em valor.Ainda na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o setor apresentou quedas em outros produtos. Após a suspensão da compra de carne bovina do Brasil pela China desde setembro deste ano, esta proteína animal teve queda de 41,5% no valor e 49,2% em quantidade. Houve ainda queda de 16,3% no valor e 9,8% na quantidade da carne suína, resultante também da queda da demanda chinesa, decorrente em parte da recomposição parcial do rebanho doméstico. Além das carnes, em novembro, houve queda acentuada no milho, no algodão e no café – 49,6%, 50,1% e 35,7% em quantidade e 41,7%, 42,0% e 0,9% em valor, respectivamente. O açúcar exportado apresentou queda apenas na quantidade (8,2%). As exportações do café e açúcar foram impactadas pela restrição de oferta, resultado dos problemas climáticos e da bienalidade negativa – no caso do café – na última safra. A dificuldade de encontrar fretes marítimos e a resistência dos compradores internacionais em fechar as compras com altas cotações agravaram também a comercialização desses dois produtos.
IPEA
Para 70% dos brasileiros, economia está ruim ou péssima, diz CNI
Pesquisa mostra que, para 64%, economia ainda não começou a se recuperar da crise causada pela pandemia, e 52% acreditam que recuperação vai levar mais de um ano para ocorrer ou não vai acontecer Brasil
Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que, para 70% dos brasileiros, a economia do Brasil está péssima ou ruim em função das dificuldades para recuperação após a pandemia. A maioria dos entrevistados (56%) afirma que a situação piorou nos últimos seis meses. Em relação ao futuro, a população está dividida, pois 34% acham que vai melhorar, 27% que vai ficar igual e 32%, que vai piorar. Feita por meio do Instituto FSB, a pesquisa aponta que, para 80% dos entrevistados, essa é uma das piores crises econômicas que o país já enfrentou. Apenas 22% da população acredita que, em comparação com os últimos seis meses, a economia melhorou. CNI: em relação ao futuro, a população está dividida, pois 34% acham que vai melhorar, 27% que vai ficar igual e 32%, que vai piorar. “Um olhar atento e qualificado para o cenário internacional mostra que os países que conseguiram melhor enfrentar a crise econômica gerada pela pandemia foram aqueles que contam com uma indústria forte”, disse o Presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. “A solução para reverter a situação em que o Brasil se encontra passa necessariamente pelo investimento em inovação e pela aprovação de reformas estruturantes que melhorem o ambiente de negócios no país. Esse é o caminho para gerar emprego e renda”, comentou. O medo de perder o emprego interrompeu série de quedas durante a pandemia e voltou a crescer, de 52%, em julho, para 61% em novembro. Para 16%, o temor é muito grande, para 24%, ele é grande, e para 21%, é médio. O percentual dos que não têm qualquer receio encolheu de 32% para 21% da população empregada. A maioria dos entrevistados acredita que a situação ainda deve piorar nos próximos seis meses. De acordo com 29% dos brasileiros, a inflação ainda deva aumentar muito e para 25% ela ainda vai subir um pouco. Diante das dificuldades, 74% dos entrevistados tiveram de reduzir os seus gastos, percentual igual a maio de 2020, no início da pandemia. Entre aqueles que afirmaram que diminuíram as suas despesas, 58% afirmam que a redução foi muito grande. Os percentuais de redução de gastos são os maiores registrados pela pesquisa desde o início da pandemia — 18 pontos percentuais acima do segundo maior índice. Ao todo, isso afetou 40% dos entrevistados. A pesquisa da CNI por meio do Instituto FSB entrevistou 2.016 brasileiros com idade a partir de 16 anos, nas 27 unidades da federação entre os dias 18 e 23 de novembro. A margem de erro no total da amostra é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
VALOR ECONÔMICO
FRANGO & SUÍNOS
Suínos: sexta-feira de preços estáveis ou com recuos
No mercado independente de suínos, a oferta de animais para abate acabou ficando acima da demanda por novos lotes, devido à baixa liquidez da carne nos mercados doméstico e internacional
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF caiu, pelo menos, 4,00%, valendo R$ 120,00/R$ 135,00, enquanto a carcaça especial cedeu, ao menos, 0,98%, custando R$ 9,70/R$ 10,10 o quilo. Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (9), os valore ficaram estáveis no Paraná, custando R$ 6,12/kg, e no Rio Grande do Sul, em R$ 6,19/kg. Houve recuo de 0,79% em Santa Catarina, chegando a R$ 6,27/kg, baixa de 0,41% em São Paulo, atingindo R$ 7,35/kg, e de 0,40% em Minas Gerais, fechando em R$ 7,44/kg.
Cepea/Esalq
Frango: sexta-feira com preços em queda ou estáveis
Segundo o Cepea/Esalq, com as cotações do frango vivo em queda, o poder de compra do avicultor frente aos principais insumos consumidos na atividade, milho e farelo de soja, tem recuado nestes primeiros dias de dezembro
Após um longo período de estabilidade (de agosto a novembro), o valor do animal está em queda, devido ao enfraquecimento das vendas da carne na ponta final, tanto no mercado interno quanto para o externo, contexto que trava as negociações envolvendo o vivo. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,31%, valendo R$ 6,40/kg. Na cotação do animal vivo, o preço ficou estável em Santa Catarina, valendo R$ 3,75/kg, e no Paraná cedeu 0,35%, custando R$ 5,75/kg. São Paulo ficou sem referência de preço nesta quinta-feira. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (9), tanto a ave congelada quanto a resfriada caíram 0,15%, custando, respectivamente, R$ 6,68/kg e R$ 6,69/kg.
Cepea/Esalq
Frango/Cepea: Preço do vivo cai, e relação de troca por insumos aumenta
Com as cotações do frango vivo em queda, o poder de compra do avicultor frente aos principais insumos consumidos na atividade, milho e farelo de soja, tem recuado nestes primeiros dias de dezembro
Por milho, a relação de troca atual é a mais desfavorável ao produtor de aves desde meados de junho. No mercado de frango, após um longo período de estabilidade (de agosto a novembro), o valor do animal está em queda, devido ao enfraquecimento das vendas da carne na ponta final, tanto no mercado interno quanto para o externo, contexto que trava as negociações envolvendo o vivo. Quanto ao milho, segundo levantamento da Equipe Grãos/Cepea, a atenção de vendedores voltada ao clima seco em parte das regiões produtoras e a baixa liquidez no mercado spot têm mantido o cereal em valorização. Para o farelo de soja, os preços seguem estáveis.
Cepea
Carne de frango: tendências de produção e exportação em 2022 de EUA e Brasil
Pelas projeções do USDA, a produção norte-americana de carne de frango deve manter-se nos mesmos níveis do ano passado
Pelas projeções do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a produção norte-americana de carne de frango de 2021 deve manter-se, praticamente, nos mesmos níveis do ano passado quando, pela primeira vez, os EUA superaram a marca anual dos 20 milhões de toneladas. O previsto para este ano é um volume de pouco mais de 20,3 milhões de toneladas, apenas 0,2% a mais que em 2020. Já as primeiras projeções para o próximo exercício sugerem aumento em torno de 1,2% sobre 2021, o que irá significar produção anual de cerca de 20,550 milhões de toneladas de carne de frango. Perto de 16,5% da produção prevista deve ser destinada ao mercado externo. Isso implica em embarcar volume estimado em 3,387 milhões de toneladas, volume quase 1% menor que o estimado para este ano – 3,421 milhões de toneladas. Em relação ao Brasil, o USDA estima produção total de 14,720 milhões de toneladas de carne de frango, volume que irá significar aumento de pouco mais de 2,5% sobre os 14,350 milhões de toneladas projetados para este ano. Os números do USDA sugerem embarques próximos de 4,2 milhões de toneladas, volume mais de 3% superior aos 4,055 milhões de toneladas previstos para 2021 e que, por sua vez, representam aumento de 4,6% sobre 2020. Os números do USDA se referem, exclusivamente, à carne de frango in natura e neles não são considerados os volumes relativos a pés/patas de frango.
AGROLINK
Gripe aviária aumenta “sem precedentes” no Reino Unido
As autoridades do Reino Unido monitoram de perto os casos de gripe aviária em todo o mundo
As autoridades do Reino Unido relataram um aumento sem precedentes nos casos de gripe aviária no início da temporada, tanto em aves domésticas quanto em selvagens, levando a fortes restrições aos criadores de aves em todo o país. O governo confirmou 40 surtos de gripe aviária entre aves domésticas e outras aves em cativeiro este ano, resultando no abate de cerca de 500.000 aves, disse a Diretora Veterinária Christine Middlemiss, na quinta-feira. “Estou muito preocupado com o que está acontecendo”, disse Middlemiss à BBC. “Esse é um número muito alto para esta época do ano para qualquer coisa que experimentamos antes, e isso se deve ao alto nível de infecção em aves selvagens migratórias. Portanto, é realmente preocupante porque essas aves ficarão conosco durante o inverno até o início da primavera e o risco de infecção persiste”. As autoridades do Reino Unido monitoram de perto os casos de gripe aviária em todo o mundo porque ela se espalha através das aves migratórias e pode ser devastadora para os produtores de aves. Os especialistas estimam que os surtos durante as temporadas de 2014-15 e 2016-17 custaram aos produtores de aves do Reino Unido cerca de 125 milhões de libras (US $ 165 milhões).
AGROLINK
EMPRESAS
Donos da JBS buscam atalho para rever multa bilionária acertada em 2017
J&F aposta em recurso à cúpula do Ministério Público Federal após derrota na Justiça
A empresa recorreu ao Conselho Institucional do Ministério Público para contornar resistências encontradas em outras instâncias do Judiciário e evitar o pagamento da parcela da multa que venceu no início do mês. O julgamento do pedido no órgão está marcado para esta terça-feira (14). Principal acionista da JBS e de outros negócios da família Batista, a J&F assinou em 2017 um acordo de leniência para cooperar com várias investigações sobre corrupção que estavam em andamento e concordou em pagar R$ 10,3 bilhões para se livrar de punições mais rigorosas. A companhia pediu a revisão da multa em setembro, argumentando que os cálculos do Ministério Público adotaram critérios em desacordo com a lei, sem considerar a proporção da participação acionária da J&F nos negócios do grupo, e alegando ausência de dano aos cofres públicos nos crimes investigados. A empresa pede a redução da multa para R$ 1,3 bilhão e propõe uma antecipação do prazo para quitação da obrigação, como sinal de boa-fé. O prazo previsto no acordo em vigor é de 25 anos. A J&F mantém o compromisso de destinar outros R$ 2,3 bilhões a projetos na área social. Os donos da JBS apresentaram uma nota técnica da consultoria Tendências para sustentar os novos cálculos, além de pareceres jurídicos do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Francisco Rezek e do ex-procurador-geral da República Aristides Junqueira. A 5ª Câmara de Coordenação do Ministério Público Federal, que homologou o acordo assinado em 2017, rejeitou os pedidos da empresa, argumentando que o assunto deve ser tratado na primeira instância com a Procuradoria da República no Distrito Federal, que assinou o acordo de leniência. A J&F também recorreu à Justiça Federal. Como o jornal O Globo informou na semana passada, o juiz Frederico Botelho de Barros Viana, da 10ª Vara do Distrito Federal, rejeitou um pedido de suspensão da parcela vencida neste mês e mandou a J&F depositar R$ 344 milhões em juízo. Em recurso apresentado ao Conselho Institucional do Ministério Público contra a decisão da 5ª Câmara, os advogados da J&F pedem que todas as obrigações previstas pelo acordo sejam suspensas, inclusive a parcela cujo pagamento o juiz mandou que fosse feito na semana passada. Além de apontar erros no cálculo da multa, a empresa afirma que assinou o acordo sob pressão de bancos e parceiros comerciais, numa época em que a opinião pública cobrava punições à empresa e aos irmãos Batista, e que por isso concordou com os valores propostos sem discussão.
FOLHA DE SÃO PAULO
INTERNACIONAL
Argentina anuncia plano bianual que inclui flexibilização nas exportações de carne
Governo de Fernández disse que pretende atender mercados emergentes e compromissos internacionais
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina anunciou a flexibilização das exportações de carne bovina como parte de seu plano para alavancar o segmento nos próximos dois anos. De acordo com o Ministro responsável pela Pasta, Julián Domínguez, o presidente Alberto Fernández quer fomentar a produção de carnes para garantir o abastecimento do país e dar previsibilidade à cadeia. O Plano Pecuário 2022-2023 contempla um novo regime para a exportação de vacas das categorias de D a F. A abertura se destina a mercados emergentes e ao cumprimento dos compromissos internacionais, como a Cota Hilton, 481 e Chile. Ademais, o governo também quer aumentar o peso médio dos animais abatidos e melhorar os índices de desmame. O programa também tentará estimular investimentos em genética e saúde animal. Para isso, está prevista a criação de linhas de crédito com taxas subsidiadas. Um conselho consultivo será formado para acompanhar as metas e propor ajustes ao longo do biênio. O Ministro reforçou, no entanto, que sete cortes preferidos do consumidor argentino continuarão restritos ao mercado interno até 2023: asado, tapa de asado, vacío, matambre, falda, paleta, nalga e cuadrada. O governo, inclusive, antecipou um acordo com os exportadores para destinar um fornecimento adicional de carne, no mês de dezembro, de 20 mil toneladas.
Valor Econômico
Inflação nos EUA: governo Biden diz que frigoríficos tiraram vantagem da pandemia e ampliaram margens
Assessores diretos do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, publicaram nessa sexta-feira (30) texto afirmando que as empresas de carnes estão se aproveitando de seu poder em um “mercado não competitivo” para ampliar suas margens, rebatendo o argumento de que a alta dos preços ao consumidor é reflexo do aumento dos custos de produção
O governo Biden vem escalando as críticas contra a concentração de mercados. O texto é assinado por Brian Deese, Diretor do Conselho Econômico Nacional, Sameera Fazili e Bharat Ramamurti, também do conselho. Eles partem dos últimos dados de inflação, que mostraram que os preços das carnes foram o principal fator de alta dos alimentos em casa, para afirmar que o fenômeno está relacionado a decisões corporativas, e não aos fundamentos de oferta e demanda. Documento afirma que empresas se aproveitam de “mercado não competitivo” para ampliar margens, rebatendo argumento de que a alta dos preços reflete custos de produção. Os autores mencionam os balanços trimestrais das brasileiras JBS e Marfrig, que atuam no país, e das americanas Tyson e Seaboard, que mostram aumento nos lucros e nas margens em relação ao mesmo trimestre de 2019 (antes da pandemia). Segundo os autores, as margens brutas destas companhias subiram 50%, enquanto as margens líquidas aumentaram mais de quatro vezes. As quatro empresas são citadas porque representam de 55% a 85% das vendas de carne suína, de frango e bovina nos EUA. Segundo os assessores do governo Biden, o aumento das margens contradiz o argumento de que a alta dos preços finais reflete o aumento dos custos. “Se a alta dos custos de produção estivesse levando à alta dos preços das carnes, essas margens de lucro estariam estáveis, porque os preços altos seriam compensados pelos custos mais elevados”, afirmam. Segundo os autores, “estes intermediários estão usando seu poder de mercado para aumentar os preços e pagar menos os produtores rurais”. Os autores demonstraram endosso a uma iniciativa bipartidária lançada em setembro no Congresso americano, o projeto de lei Cattle Price Discovery and Transparency Act, para garantir “justiça ao mercado de gado” nos EUA. Além disso, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou na quinta-feira (9) um plano de US$ 1 bilhão para financiar o aumento da capacidade instalada de abate de animais e aumentar a concorrência no setor.
Valor Econômico
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