CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1632 DE 10 DE DEZEMBRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1632 | 10 de dezembro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo desvaloriza R$ 4 e arroba chega a R$ 311 em SP

No momento, as escalas superam a média de sete dias úteis, mantendo a perspectiva de pressão de baixa no curto prazo, diz Safras

O mercado físico de boi gordo registrou preços mais baixos na quinta-feira. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a situação das escalas de abate entre os frigoríficos é cada vez mais confortável, e justifica toda a pressão evidenciada nos últimos dias sobre os preços das boiadas. No momento, as escalas superam a média de sete dias úteis, mantendo a perspectiva de pressão de baixa no curto prazo sobre o pecuarista. “A recente queda dos preços da carne bovina no atacado é outro fator que acentua pressão sobre a matéria-prima”. Sobre a China, o recredenciamento da carne bovina brasileira ainda está suspenso. Assim, é cada vez mais possível que o fim do embargo ocorra apenas em 2022. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 311 na modalidade à prazo, ante R$ 315 na quarta-feira. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 300, contra R$ 305. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 291, ante R$ 392. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 320 por arroba, inalterado em relação ao dia anterior. O mercado atacadista registrou preços mais baixos para a carne bovina. A tendência de curto prazo remete a continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com o posicionamento bastante confortável das escalas de abate. A tendência é que os preços do varejo atinjam seu pico em dezembro, enquanto os preços do atacado tradicionalmente atingem suas máximas em novembro. Na quinta-feira, o quarto traseiro foi precificado a R$ 22,25 por quilo, queda de R$ 0,50. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 15,25 por quilo, queda de R$ 0,45. A ponta de agulha foi precificada a R$ 15 por quilo”, disse Iglesias. Assim, o quarto traseiro segue precificado a R$ 22,75 por quilo. O quarto dianteiro permanece precificado a R$ 15,70 por quilo. A ponta de agulha ainda é precificada a R$ 15,50, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi gordo: menor procura por boiadas leva a estabilidade de preço em São Paulo

Com escalas de abate relativamente boas, os compradores mantiveram os preços das ofertas de compra estáveis na manhã de quinta-feira (9/12) e alguns estiveram fora do mercado

Os preços da arroba do boi, vaca e novilha gordos mantiveram em R$317,00, R$298,00 e R$308,00, respectivamente, preços brutos e a prazo. Com o mesmo cenário, na região Norte do Mato Grosso a cotação do boi gordo e da vaca gorda caiu R$5,00/@. A cotação da novilha gorda caiu R$3,00/@. Também foi assim no Triângulo Mineiro, cujas cotações caíram, no levantamento feito dia a dia.

SCOT CONSULTORIA

Itaú BBA: Com o período festivo e a oferta de gado restrita, o cenário no curto prazo é de preços firmes para o boi gordo

O relatório mensal do Itaú BBA apontou que não deve haver elevação substancial das entregas de gado pronto até o final do ano, mas a demanda doméstica pode se acomodar um pouco

Para o próximo ano, a expectativa é que podemos ver um gradual aumento da participação de fêmeas nos abates dado que o bezerro acomodando deve tirar um pouco o brilho da cria, mas não é esperado um excesso de oferta. “E essa tendência de acomodação do bezerro deve aliviar um pouco a reposição para a recria-engorda, após estes últimos anos desafiadores”, informou. A necessidade de compra da indústria para o abastecimento do final do ano foi determinante para a recuperação dos preços da arroba bovina. “No início de novembro, a oferta reduziu bastante levando a uma rápida elevação do preço do boi, o que teve também a ajuda da recuperação da carcaça dianteira no atacado, que havia cedido bastante desde o embargo, mas que também voltou a subir”, destacou.  O preço da carcaça traseira, que não cedeu com o embargo, renovou os recordes em novembro e negociada próximo de R$ 24,50/kg nos últimos dias. Diante desse cenário, o spread da venda de carcaça no mercado interno, que havia se elevado bastante com o boi barato relativamente à carne em outubro, se ajustou novamente para baixo em novembro e ainda mais na parcial de dezembro.

Itaú BBA        

Cepea: Cotação do bezerro registra queda de 1% em São Paulo

No fechamento do indicador Cepea da última quarta-feira (08), a cotação bezerro no estado de São Paulo registrou ligeira queda de 1,00% no comparativo diário e está cotado em R$ 2.835,00 por cabeça. Na sessão da terça-feira estava cotado em R$ 2.863,50 por cabeça

Já o indicador para o Bezerro Esalq/B3 no Mato Grosso do Sul encerrou a sessão da quarta-feira (08) com valorização de 0,49% e está custando R$ 2.869,75 por cabeça. Segundo as informações da Scot Consultoria, o preço do bezerro de 12 meses com 7@ em São Paulo segue estável e cotado em R$ 2.620,00 por cabeça se comparado ao dia anterior. Na região de Goiás, o preço do macho mestiço de 12 meses com 7@ também seguiu com estabilidade em torno de R$ 2.630,00 por cabeça, frente ao comparativo diário. No estado do Mato Grosso do Sul, a cotação do bezerro mestiço de 12 meses e com 7@ permaneceu precificado em R$ 2.600,00 por cabeça. Já no Mato Grosso, o valor do animal de 12 meses de 7@ está sendo negociado em R$ 2.750,00 por cabeça e segue com estabilidade. Das 15 praças acompanhadas pela Scot Consultoria, nove regiões registraram altas nos preços do garrote de 18 meses com 8,5@ frente ao observados no dia 01 de dezembro. No Mato Grosso, o garrote foi negociado a R$ 2.950,00 por cabeça e teve um incremento de 5,36%, frente a semana anterior que estava cotado em R$ 2.800,00 por cabeça. Em Minas Gerais, o animal teve uma alta de 3,08% e passou de R$ 3.250,00 por cabeça para R$ 3.350,00 por cabeça. No Paraná, o garrote de 18 meses e com 8,5@ registrou um ganho de 1,65% e ficou cotado em R$ 3.080,00 por cabeça, ante a semana anterior que estava ao redor de R$ 3.030,00 por cabeça. No Pará, o animal teve uma valorização de 2,80% no comparativo semanal e passou de R$ 2.500,00 por cabeça para 2.570,00 por cabeça. Já em Rondônia, o garrote está sendo comercializado em torno de R$ 2.950,00 e teve uma alta de 2,79%, se comparado a semana passada, em que estava precificado em R$ 2.870,00 por cabeça. No estado do Tocantins, o garrote teve uma valorização de 5,36% no comparativo semanal, em que estava cotado em R$ 2.610,00 por cabeça e agora está em torno de R$ 2.750,00 por cabeça. No Acre, os preços do garrote de 18 meses tiveram um ganho de 7,14% e está cotado ao redor de R$ 2.250,00 por cabeça, mas na semana passada está próximo de R$ 2.100,00 por cabeça. No estado do Rio Grande do Sul, a referência do garrote de 18 meses com 8,5@ registrou uma queda de 11,11% no comparativo semanal. Os preços do animal passaram de R$ 3.420,00 por cabeça e, agora estão sendo negociados em R$ 3.040,00 por cabeça.

CEPEA

EUA se tornam o maior destino da carne brasileira

Brasil embarcou 17,29 mil toneladas de carne bovina ao país norte-americano

Com as exportações brasileiras de carne bovina à China ainda suspensas, outros destinos da proteína nacional vêm ganhando destaque, como os Estados Unidos. Segundo dados da Secex compilados pelo Cepea, em novembro, o Brasil embarcou 17,29 mil toneladas de carne bovina ao país norte-americano, um recorde, que, inclusive, colocou o país como o maior destino da proteína nacional no mês. De acordo com os dados do boletim informativo do Cepea, o volume escoado aos Estados Unidos em novembro correspondeu por 17,27% das vendas totais brasileiras. Como comparação, em novembro de 2020, foram exportadas pelo Brasil apenas 5,6 mil toneladas aos Estados Unidos, ou seja, forte aumento de 208% em um ano.

CEPEA

ECONOMIA

Com exterior negativo e cenário local incerto dólar sobe 0,7%

No câmbio, a valorização do dólar no exterior também foi sentida por aqui, com a moeda fechando em alta de 0,70%, a R$ 5,5738

Após duas sessões de baixa firme, o dólar à vista avançou no pregão da quinta, flertando novamente com o patamar de 5,60, em meio a uma onda global de fortalecimento da moeda americana, diante da perspectiva de antecipação da alta dos juros americanos, a depender dos dados da inflação dos EUA que serão divulgados amanhã. Não bastassem os ventos externos desfavoráveis, o real sofreu também com temores de que o governo pise ainda mais no acelerador dos gastos em 2022.  Essa conjunção de fatores negativos, aliada a demanda de importadores por divisa estrangeira e ajustes técnicos de tesourarias, acabou se sobrepondo ao efeito que a alta da taxa Selic, e a perspectiva de um aperto monetário ainda mais pronunciado poderiam ter sobre a formação da taxa de câmbio. Apesar do avanço hoje, o dólar ainda acumula desvalorização de 1,87% nesta semana, depois de ter subido 1,50% na semana passada. No exterior, o índice DXY – termômetro do desempenho do dólar frente a seis divisas fortes – operou em alta firme da linha dos 96,200 pontos, sobretudo por conta dos ganhos da moeda americana frente ao euro. O economista-chefe da Western Asset, Adauto Lima, atribui a fraqueza do real na quinta-feira, sobretudo, a uma onda global de aversão ao risco. Ele chama a atenção para as incertezas com a evolução da ômicron, dado o aumento de casos na Europa, e para a percepção de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) vai mudar sua postura. “Tudo isso gera essa pressão internacional sobre as moedas emergentes, com o dólar ‘bull’ (em tendência de alta) no mundo”, diz.

O ESTADO DE SÃO PAULO

Ibovespa fecha em queda com tom mais duro do BC e exterior

Índice fechou o dia em queda expressiva, devolvendo boa parte dos ganhos semanais e voltando à faixa dos 106 mil pontos

Após cinco pregões seguidos de ganhos, o Ibovespa não resistiu ao comunicado mais duro do que o esperado do Comitê de Política Monetária (Copom), no dia anterior, e ao exterior menos inclinado à tomada de risco hoje. Assim, o índice fechou o dia em queda expressiva, devolvendo boa parte dos ganhos semanais e voltando à faixa dos 106 mil pontos. O Ibovespa foi negociado em queda durante toda a quinta-feira e encerrou o pregão em baixa de 1,67%, aos 106.291,24 pontos, próximo da mínima intradiária de 105.890 pontos. O volume negociado dentro do índice hoje foi de R$ 18,29 bilhões, frente uma média diária de cerca de R$ 24 bilhões em 2021. Em Nova York, o S&P 500 caiu 0,72%, o Dow Jones terminou estável e o Nasdaq encerrou a sessão com perdas de 1,71%. Na Europa, o Stoxx 600 terminou o dia em leve baixa de 0,08%. Por aqui, o Banco Central elevou ontem as taxas básicas de juros da economia em 1,5 ponto percentual e indicou um novo ajuste de mesma magnitude na reunião de fevereiro. A sinalização de que o Copom também quer ver a ancoragem das expectativas de inflação deu força à leitura de que os juros podem ficar em níveis altos por mais tempo. O maior comprometimento da autoridade monetária com a inflação, em detrimento da atividade econômica, teve efeito negativo nos papéis ligados à economia doméstica no pregão. Companhias de varejo eletrônico aprofundaram as perdas expressivas do ano, diante da perspectiva de que os juros mais altos devem pressionar ainda mais a atividade econômica. Apesar da queda nas taxas longas de juros, os papéis sensíveis às variações no mercado de renda fixa, que normalmente se beneficiam do movimento, também encerraram o pregão em baixa. “Em termos bem diretos, o anúncio não foi bom para a bolsa. O BC claramente sinalizou juros maiores, e, consequentemente, crescimento menor, para garantir a inflação na meta”, afirma o gestor de renda variável da Infinity Asset, Fernando Siqueira. Segundo ele, a bolsa depende de crescimento econômico, que afeta o lucro das empresas, e de juros baixos, que ajudam o valuation das ações. O gestor de renda variável da Galapagos Capital, Ubirajara Silva, acredita que, mesmo após os ganhos dos últimos dias observados nas empresas listadas na bolsa, a tendência do mercado acionário brasileiro ainda é de queda. “Durante uma tendência de queda, sempre temos pequenos alívios. Encaro o movimento dos últimos dias como um alívio e não como uma recuperação. Até podemos ter um rali de Natal, mas não acho que isso representaria uma mudança de tendência”, afirma. O gestor aponta que o cenário para o Brasil ainda é bastante complicado no ano que vem, diante da fraqueza da atividade econômica, inflação elevada e da corrida eleitoral.

VALOR ECONÔMICO

Senado aprova prorrogação de desoneração da folha de pagamento

O Senado aprovou na quinta-feira projeto que prorroga até dezembro de 2023 a desoneração da folha de pagamentos de 17 setores, medida encarada por parlamentares como essencial para a manutenção de empregos em meio às tentativas de retomada da atividade econômica

O projeto aprovado nesta tarde pelos senadores, que segue à sanção presidencial, considera que há espaço fiscal suficiente para a prorrogação das desonerações, citando como argumento a promulgação parcial na véspera da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, com expectativa de abrir uma margem de pelo menos 60 bilhões de reais. “Quanto ao mérito da proposição, entendemos que após o aumento da vacinação contra a Covid-19 e consequente redução de média de novos casos, o reaquecimento da economia impõe estímulos fiscais e a prorrogação (ou manutenção) dos já existentes. Assim, ressaltamos que a desoneração proposta neste projeto já consta historicamente em nosso ordenamento e, com a aprovação desta Casa, continuará a atender os mesmos setores”, disse o relator da proposta, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), no parecer. “Faz-se mister lembrar que ainda vivemos altos índices de desemprego, a subocupação e desalento. Neste sentido, a não prorrogação da desoneração da folha criaria óbices para a retomada de empregos, ao aumentar os custos de contratação de mão de obra em vários setores que, atualmente, podem optar pelo recolhimento da contribuição previdenciária sobre a receita bruta, ao invés da incidência da contribuição previdenciária patronal sobre a folha de pagamento”, acrescentou o senador. O relator rejeitou emendas de colegas que pretendiam incluir outros setores no projeto. Caso fosse alterado, o texto precisaria ser devolvido à Câmara, às vésperas do recesso parlamentar, oficialmente previsto para 22 de dezembro. Vital do Rêgo se comprometeu a discutir um novo projeto para acolher outros segmentos econômicos.

REUTERS

IBGE: Instituto eleva para 278 milhões de toneladas a safra de 2022

A expectativa para safra brasileira de grãos, cereais e leguminosas de 2022 é de 278 milhões de toneladas, conforme o segundo prognóstico do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quinta-feira (09/12) pelo IBGE

Isso representa um novo recorde na série histórica iniciada em 1975, com aumento de 10,0% em relação à safra de 2020 e de 2,7% em relação ao prognóstico anterior, que estava em 270,7 milhões de toneladas. “Esse aumento em relação ao primeiro prognóstico se deu em função da entrada de informações de campo da nova safra, havendo substituição de parte das projeções. Também houve aumento devido ao clima, que tem ajudado as lavouras no campo”, explica Carlos Barradas, Gerente da Pesquisa. A previsão é de supersafra para soja e milho, que devem alcançar, respectivamente, 138,8 milhões e 109,4 milhões de toneladas. Para a soja, o aumento previsto em relação a 2021 é de 3,4% e para o milho, de 24,2%. “Isso é uma recuperação na produção do milho. Em 2021, tivemos muitos problemas climáticos, principalmente na segunda safra. Como as chuvas demoraram, o plantio e a colheita da soja atrasaram, estreitando a janela de plantio da segunda safra do milho. Além disso, o clima seco prejudicou a produção”, conta Barradas. No total, em 2021, foram 15 milhões de toneladas de milho a menos em relação a 2020, uma queda de 14,6%. “Para ano que vem, a safra está começando no tempo certo, e isso vai favorecer a janela de plantio do milho 2ª safra. Além disso, o milho 1ª safra e a soja, que já foram plantados, estão sendo beneficiados pelo clima deste final de 2021, que está chuvoso”, complementa Barradas. A pesquisa também divulgou a estimativa de novembro para a safra de 2021, que alcançou 252,8 milhões de toneladas, 0,5% menor que a obtida em 2020 (254,1 milhões de toneladas), um declínio de 1,4 milhão de toneladas. Para a safra de 2021, os destaques positivos foram a soja, com 134,3 milhões de toneladas, um aumento de 10,5% em relação a 2020 e o trigo, com 7,8 milhões de toneladas e 26% de aumento frente ao ano anterior, além do destaque negativo do milho, que caiu 14,6% com uma produção de 88,1 milhões de toneladas. Segundo o levantamento, Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 28,3%, seguido pelo Rio Grande do Sul (14,9%), Paraná (13,1%), Goiás (10,0%), Mato Grosso do Sul (7,5%) e Minas Gerais (6,0%), que, somados, representaram 79,8% do total nacional.

Agência IBGE de Notícias

Frangos & Suínos

Suínos: mercado registra mais quedas na quinta-feira

Na quinta-feira o mercado de suínos registrou recuos no mercado independente. De acordo com análise do Cepea/Esalq, os preços do suíno vivo e da carne voltaram a cair neste início de dezembro, depois da leve reação das vendas tanto do suíno vivo quanto da carne no fim de novembro. No mercado independente de suínos, a oferta de animais para abate acabou ficando acima da demanda por novos lotes, devido à baixa liquidez da carne nos mercados doméstico e internacional

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 125,00/R$ 135,00, enquanto a carcaça especial cedeu, pelo menos, 1,02%, custando R$ 9,70/R$ 10,20 o quilo. Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (8), houve baixa de 0,40% em São Paulo, atingindo R$ 7,38/kg, e alta de 0,33% no Paraná, alcançando R$ 6,12/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais, valendo R$ 7,47/kg, no Rio Grande do Sul, com valor de R$ 6,19/kg, e em Santa Catarina, fechando em R$ 6,32/kg. Apesar de o mês de dezembro ser considerado pela suinocultura como um excelente período para vendas e bons preços, os valores do suíno vivo recuaram devido ao excesso de oferta.

Cepea/Esalq

Suinocultura independente: com excesso de oferta, preços não se sustentam

Situação é preocupante, e não há horizonte para melhora, uma vez que as datas comemorativas de final de ano já estão muito próximas

Em São Paulo, na quinta-feira (9), a Bolsa de Suínos resultou em preços mais baixos, saindo de R$ 8,00/kg vivo para R$ 7,20/kg vivo, conforme informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). O Presidente da entidade, Valdomiro Ferreira, explica que a queda foi motivada pela oferta maior de produto no mercado, e que a próxima semana, que seria a melhor em termos de venda, e isso deve escoar um pouco a oferta, mas vai depender da posição do consumidor. “Em função da proximidade do Natal, não deve haver tempo para dar maiores reajustes aos preços dos animais. Nos últimos 30 anos na suinocultura paulista nunca aconteceu de termos prejuízo nos 12 meses do ano”, disse Ferreira. No mercado mineiro, o preço caiu de R$ 7,50/kg para R$ 6,80/kg vivo, de acordo com informações da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Santa Catarina, que negocia os animais no mercado independente às quintas-feiras, também registrou retração, saindo de $ 7,10/kg para R$ 6,57/kg. O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, explica que “há muita oferta das grandes indústrias que estão jogando até no mercado independente suínos à revelia, e também jogando carcaça em frigoríficos menores, que ao invés de comprarem o suíno vivo do independente, compram a carcaça”. No estado do Paraná, Considerando a média semanal (entre os dias 02/12/2021 a 08/12/2021), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 5,63%, fechando a semana em R$ 6,54. “Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 6,56”, informou o Lapesui. O mercado gaúcho, que negocia os animais no mercado independente às sextas-feiras, registrou estabilidade em R$ 6,84/kg vivo na última sexta-feira (3). O presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdeci Folador, afirma que o volume de vendas está dentro da normalidade, mas os preços não mudam, e o produtor acaba ficando no prejuízo devido aos altos custos de produção.

AGROLINK

Importação de carne suína pela China deve aumentar em 2022, mas BR deve olhar para outros mercados, diz Itaú BBA

Mercado interno deve ter desafios para sustentar os preços no início do ano, com abates em alta e baixa demanda sazonal

Apesar da perspectiva do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) de que as importações de carne suína por parte da China devam aumentar 250 mil toneladas em 2022, crescimento de 5,6% em relação a este ano, atingindo 4,75 milhões de toneladas, análise do Itaú BBA afirma que o Brasil deve aproveitar oportunidades com outros parceiros comerciais. O banco ressalta que o desequilíbrio na oferta de carne suína no gigante asiático em 2020 e 2021, gerado pelos vários casos de Peste Suína Africana, já não é tão evidente agora, e registros mostram que o total importado pelos chineses desde maio vem se mostrando menor em relação ao mesmo mês do ano anterior. A ampliação de vendas de carne suína do Brasil para outros destinos é considerada como “muito positiva” caso a China desacelere as compras. “O enfrentamento da PSA principalmente na Ásia e na Europa tem aberto oportunidades para a exportação brasileira ao Vietnã, Filipinas e Rússia, além de bons crescimentos para o Chile, Argentina, Uruguai e até para o Japão e os EUA. O novo caso detectado de PSA na Alemanha em criação comercial deve dificultar as negociações para a retomada do mercado chinês”, afirma. No mercado interno, o Itaú BBA explica que até o encerramento de 2021 o andamento do mercado de suínos no Brasil, não deve sofrer grandes alterações, com o mercado interno comprador ajudando no escoamento da produção. Entretanto, após a virada, a demanda interna normalmente esfria e, com os abates em ritmo elevado, o desafio será maior para a sustentação dos preços.

Itaú BBA

Frango: quinta-feira de preços estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,47%, valendo R$ 6,42/kg

Na cotação do animal vivo, o preço subiu 1,35% em Santa Catarina, valendo R$ 3,75/kg, e no Paraná ficou estável, custando R$ 5,77/kg. São Paulo ficou sem referência de preço nesta quinta-feira. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (8), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram com valores estáveis, custando, respectivamente, R$ 6,69/kg e R$ 6,70/kg.

Cepea/Esalq

Mercado do frango para 2022 deve ser favorável diz Itaú BBA

Haverá acomodação dos custos de produção e sustentação dos preços da ave para o próximo ano

Segundo análise feita do Itaú BBA a respeito do mercado do frango para dezembro e perspectivas para 2022, o setor deve ter um cenário que favorece porque o horizonte é de acomodação de custos de produção e de suporte aos preços da ave devido a questões macroeconômicas. O banco informa que mesmo com a virada para o próximo ano, quando o início é tradicionalmente mais fraco em vendas, ainda é possível que as margens de lucro para o setor continuem positivas devido ao suporte dado ao preço da ave pela recuperação do valor do dianteiro bovino. As questões macroeconômicas, como a descapitalização da população, que deve continuar sendo um desafio em 2022, deve favorecer a procura pela proteína avícola, que costuma ter o valor por quilo mais em conta. Somado a isso, de acordo com o banco, a acomodação dos custos de produção deve evitar maiores pressões sobre as margens do setor avícola.  O Itaú BBA diz que as perspectivas para as exportações da carne de frango também se mostram favoráveis para 2022. Conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), a importação mundial da proteína deve aumentar em 2,5% comparado com 2021, chegando a 10,8 milhões de toneladas, enquanto a China deve alcançar importações de 900 mil toneladas, 2,9% acima do estimado para 2021.

Sobre os Emirados Árabes, ele deve ampliar as aquisições na ordem de 7,2%. “Apesar das incertezas recentes associadas à nova cepa da Covid-19, a possível recuperação do petróleo também favorece a carne de frango nos países árabes”, informa a análise do banco. Levando em conta um aumento de ao menos 5% na produção de carne de frango neste ano e mesmo com as exportações também devendo fechar o ano ao redor de 10% acima de 2020, haverá expansão do consumo doméstico e um novo recorde de consumo em termos per capita.

Itaú BBA

EMPRESAS

BRF brasileira pretende operar fábrica própria de alimentos na China

A processadora de alimentos brasileira BRF SA (BRFS3.SA) planeja começar a produzir carne na China como parte de um plano de crescimento agressivo que pode mais do que dobrar as vendas líquidas anuais até 2030, disseram executivos durante apresentação da empresa na quarta-feira.

REUTERS

INTERNACIONAL

Tyson Foods anuncia 12 novas fábricas e investimento de US$ 1,3 bi em automação

Empresa americana projeta crescimento no consumo global de carnes nos próximos anos

A gigante americana de carnes Tyson Foods anunciou ontem que vai abrir 12 novas fábricas nos próximos dois anos, aumentando em quase 600 mil toneladas a sua capacidade de processamento de carnes. A empresa espera que o consumo global de carnes de frango, bovina e suína cresça 43 milhões de toneladas na próxima década. A companhia informou, ainda, que pretender investir US$ 1,3 bilhão nos próximos três anos na automação de suas unidades. A Tyson espera que seu novo “programa de produtividade” gere US$ 1 bilhão em economia recorrente até o ano fiscal de 2024.

Dow Jones Newswires

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