CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1599 DE 22 DE OUTUBRO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1599 | 22 de outubro de 2021

 

NOTÍCIAS

Queda na cotação do boi gordo e da novilha gorda em São Paulo

O cenário é de oferta crescente nas praças paulistas, mas com escoamento de carne fraco 

O cenário é de oferta crescente nas praças paulistas, mas com escoamento de carne fraco. Na comparação diária, o preço do boi gordo cedeu R$1,00/@ e o da novilha R$3,00/@, enquanto a cotação da vaca permaneceu estável. A referência do boi gordo ficou em R$266,00/@, da vaca gorda em R$260,00/@ e da novilha gorda em R$274,00/@, preços brutos e a prazo.

SCOT CONSULTORIA

Boi/Cepea: Preços do boi e da carne seguem em queda

Os valores da arroba do boi gordo e da carne seguem recuando. No entanto, levantamento do Cepea mostra que os preços do animal para abate vêm caindo de forma um pouco mais intensa que os da proteína negociada no atacado 

Segundo pesquisadores do Cepea, no caso do boi gordo, as cotações têm sido pressionadas pelo afastamento de grande parte dos compradores. Esses agentes evitam adquirir grandes lotes de animais, diante da manutenção da suspensão dos envios de carne à China, o maior destino internacional da proteína brasileira. Além disso, pesquisadores do Cepea indicam que a oferta de animais de confinamento tem crescido, reforçando o movimento de queda nos preços da arroba. Ressalta-se que esse cenário vem reduzindo as margens de pecuaristas, sobretudo os que utilizam o sistema de confinamento, que apresenta custos bastante elevados. Quanto à carne negociada no atacado, o aumento na oferta de animais se soma ao poder de compra fragilizado da maior parte da população brasileira.

Cepea

Boi: cenário segue complicado para pecuaristas, diz Safras & Mercado

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o cenário segue complicado para os pecuaristas, com os preços oscilando novamente entre estáveis e mais baixos

Segundo o analista Fernando Iglesias, os frigoríficos brasileiros habilitados a exportar seguem com estoques de carne bovina muito altos. Dessa forma, a pressão de queda permanece forte. Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo tiveram um dia de forte ajuste negativo, sobretudo nas pontas mais longas, a partir de janeiro de 2022. O ajuste do vencimento para outubro passou de R$ 267,55 para R$ 264,60, do novembro foi de R$ 273,40 para R$ 269,70 e do dezembro foi de R$ 284,85 para R$ 280,70 por arroba.

AGÊNCIA SAFRAS 

Chanceler chinês promete ao Itamaraty solução ‘rápida ’para embargo à carne

Em videoconferência, ministro Carlos França, das Relações Exteriores, tratou do tema com o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi

O Ministro das Relações Exteriores, Carlos França, reuniu-se ontem (21/10), por videoconferência, com o Ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, para discutir a retomada das exportações de carne bovina brasileira ao país asiático. Os embarques estão paralisados há 47 dias. Segundo o Itamaraty, o ministro chinês disse acreditar que o assunto será “resolvido rapidamente”. A Pasta afirmou também que uma reunião bilateral para encaminhar o assunto deve ocorrer ainda hoje. As exportações de carne bovina brasileira aos chineses estão suspensas desde 4 de setembro, quando o Brasil anunciou a interrupção. A medida, tomada após a confirmação de dois casos atípicos do mal da “vaca louca”, em Minas Gerais e Mato Grosso, faz parte de um protocolo sanitário entre os dois países, e cabe aos chineses decidirem pela retomada dos embarques. Nesta semana, a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, colocou-se à disposição para ir pessoalmente à China negociar a reabertura do mercado, o que não deverá ser necessário, segundo a avaliação da bancada ruralista. Parte do setor acredita que a longa espera seja uma retaliação – em 2019, quando um caso parecido ocorreu no Brasil, o embargo durou apenas 13 dias. Uma fonte do segmento afirmou ao Valor que a demora chinesa não tem origem técnica, mas que também não é possível presumir que haja motivação política. Internamente, o Ministério da Agricultura faz leitura semelhante. “É muito mais um problema comercial. A China é pragmática e está trabalhando para baixar o preço. É fácil confundir com política, mas hoje não tem ambiente para isso”, disse a fonte.

VALOR ECONÔMICO

Mapa propõe melhorias na regulamentação da identidade e qualidade do hambúrguer

Segundo a proposta do Ministério da Agricultura, no caso de produto que contenha indicação dos cortes utilizados, não será permitida a adição de proteínas vegetais

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, nesta quarta-feira (20), a Portaria nº 420 que submete à consulta pública, pelo prazo de 60 dias, a proposta de Portaria sobre os Requisitos de Identidade e Qualidade (RTIQ) do hambúrguer. A nova norma revogará o anexo IV da Instrução Normativa nº 20/2000. Entre as melhorias propostas estão a previsão de moldagem do hambúrguer em formas diversas, além da tradicional em disco; a padronização para indicação na rotulagem do corte cárneo utilizado para obtenção do hambúrguer e a padronização para a denominação do produto quando utilizada carne de mais de uma espécie. Segundo a proposta, no caso de produto que contenha indicação dos cortes utilizados, não será permitida a adição de proteínas vegetais. Outra mudança é o aumento do limite máximo de gordura permitida, de 23% para 25%. “A proposta de revisão normativa busca harmonizar o RTIQ com o Decreto 9.013/2017 e suas alterações, bem como busca englobar atualizações necessárias levantadas pelo setor e pelo próprio Mapa ao longo dos últimos anos”, destaca a Diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Ana Lúcia Viana. As alterações propostas, aplicáveis ao hambúrguer produzido em estabelecimento com SIF, buscam atender às demandas atuais dos consumidores, garantir a segurança e inocuidade dos produtos, manter as características do produto, padronizar entendimentos e atender às demandas do setor produtivo.

MAPA

Preço do boi cai quase 10% em outubro, mas carne tem queda menor no atacado, diz Cepea

Os preços do boi gordo ao produtor e da carne bovina mantêm a trajetória de queda neste mês. A arroba do animal para abate caiu quase 10%, de acordo com os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Mas as cotações do boi ainda não refletem totalmente no atacado, onde a carne também tem registrado queda, mas em menor intensidade, afirmam os pesquisadores

“O caso do boi gordo, as cotações têm sido pressionadas pelo afastamento de grande parte dos compradores. Esses agentes evitam adquirir grandes lotes de animais, diante da manutenção da suspensão dos envios de carne à China, o maior destino internacional da proteína brasileira”, diz o Cepea, em boletim semanal de mercado. Outro fator, de acordo com os pesquisadores, é a maior oferta de animais em confinamento, ainda que os custos elevados de produção, especialmente com os insumos da ração, estejam elevados, afetando as margens dos pecuaristas. Neste cenário, o indicador do Cepea para a arroba do boi gordo, com base no mercado de São Paulo, fechou a quarta-feira cotado a R$ 262,90 a arroba. Só no dia, a queda foi de 3,54%. No mês, a desvalorização acumulada é de 9,84%. De acordo com os pesquisadores, o preço da carne no atacado reflete não apenas esse aumento de oferta, mas também o menor poder de compra do consumidor no momento atual. O consumidor ainda sente no bolso. Em setembro, as carnes, de uma forma geral, apresentaram queda de 0,21%, de acordo com o relatório do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado neste mês. Mas no acumulado do ano até setembro, houve aumento de 8,52%. Em 12 meses, de 24,84%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

GLOBO RURAL 

ECONOMIA

Dólar dispara a nova máxima em 6 meses ante real com pânico de descontrole fiscal

O dólar disparou contra o real na quinta-feira e fechou numa nova máxima em seis meses, refletindo pânico generalizado dos mercados brasileiros com possível descontrole fiscal após o governo confirmar planos de contornar o teto de gastos para financiar medidas vistas como populistas

O dólar à vista fechou em alta de 1,90%, a 5,6683 reais na venda, maior patamar para fechamento desde 14 de abril deste ano (5,6699 reais) e sua maior valorização diária desde 8 de setembro (+2,84%). A moeda norte-americana já começou o dia em disparada depois de, na quarta-feira, após o fechamento do mercado à vista, o ministro da Economia, Paulo Guedes, ter dito que o governo avaliava pagar o benefício temporário que irá vitaminar o novo Bolsa Família fora do teto de gastos ou optar por mudança na regra constitucional do limite fiscal para acomodá-lo. Na tarde da quinta, o relator da PEC dos Precatórios, deputado Hugo Motta, (Republicanos-PB), apresentou novo parecer em que propôs uma modificação do prazo considerado na correção do teto de gastos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida que, segundo ele, abre um espaço adicional de 39 bilhões de reais para despesas em 2022. Para Carla Argenta, economista-chefe da CM Capital, a sinalização do governo justifica a reação dos mercados: “Qualquer furo do teto representaria uma quebra do que hoje é nossa única âncora fiscal; se houver essa rachadura teremos um cenário inimaginável.” Segundo ela, o mercado teme que os gastos com o auxílio sejam apenas o início de mais uma série de medidas populistas do governo à medida que as eleições de 2022 se aproximam. “Hoje Bolsonaro já falou em auxílio para caminhoneiros, há pressão muito grande para intervenção nos preços dos combustíveis… É uma série de medidas populistas vinda de um governo que se vendeu como grande defensor das contas públicas.” Para Argenta, da CM Capital, “o Banco Central sabe que não consegue mudar a direção do dólar, apenas amenizar alguns movimentos bruscos pontuais”, disse ela, ressaltando que a autarquia não tem a intenção de controlar os patamares da moeda norte-americana. “O BC achou que não era necessário dar liquidez ao mercado.” O golpe nos mercados domésticos nesta quinta-feira foi generalizado. O Ibovespa desabou quase 3% nesta quinta-feira, enquanto os juros futuros dispararam.

REUTERS 

medo de descontrole fiscal derruba Ibovespa à mínima desde novembro

A confirmação de que o governo planeja driblar o teto de gastos para financiar seu programa de auxílio social ditou uma piora generalizada das perspectivas econômicas do país e levou o principal índice de ações brasileiras ao piso em 11 meses

Também refletindo o receio de uma greve de caminhoneiros e ventos do exterior menos favoráveis, o Ibovespa desabou 2,75%, para 107.735,01 pontos, menor fechamento desde 20 de novembro de 2020. A volatilidade decorrente do nervosismo com a rápida deterioração do cenário impulsionou o volume de negócios, que somou 43,4 bilhões de reais. O movimento legislativo para “adequar” o teto orçamentário, mudando prazo de correção do teto de gastos e acomodar o auxílio a famílias de baixa renda até dezembro de 2022, foi a senha para economistas se certificarem de uma iminente piora das contas públicas, o que deve ser compensado com juros mais altos. “Desenvolvimentos recentes na frente fiscal contaminam os preços dos ativos, prejudicam a credibilidade da política e aumentam o risco de alta para nossas perspectivas de inflação de médio prazo”, afirmou o JPMorgan, prevendo que o Banco Central vai acelerar a alta da Selic nas próximas duas reuniões. Como resposta, ações de empresas que brilharam durante a pandemia, como de comércio eletrônico e construtoras, que já vinham sendo alvos de realização de lucros, intensificaram as perdas. O mesmo se deu sobre papéis ligados a commodities, com uma derrocada dos preços do minério de ferro na China. Por fim, o temor de uma possível greve de caminhoneiros de larga escala pressionou diretamente empresas de combustíveis, após um evento nesta manhã no Rio de Janeiro.

REUTERS 

EMPRESAS 

JBS lança título de R$ 1 bi atrelado à meta de controle de origem do gado

Firma dos irmãos Batista será a primeira do agro a emitir sustainability-linked bonds no mercado de capitais local; CRA terá vencimento em 10 e 15 anos

A JBS pôs hoje na rua a primeira oferta de títulos de dívida agro atrelados a metas de sustentabilidade do mercado de capitais local. As taxas de juros da emissão, um CRA de R$ 1 bilhão, estarão atreladas à meta do grupo de controlar a origem — direta e indireta — de 100% do gado até 2025. No mercado de capitais brasileiro, outros emissores do agro já haviam captado títulos verdes — a Suzano estreou nesse mercado, com um CRA de R$ 1 bilhão há cinco anos — mas nunca um título no mercado doméstico com metas de sustentabilidade (SLB, sigla usada no mercado), disse uma fonte. No mundo corporativo em geral, a Via Varejo foi a primeira a emitir SLBs com metas no mercado local. Em maio, a dona das Casas Bahia captou R$ 1 bilhão em debêntures sustentáveis, uma emissão que causou críticas pelas metas, consideradas fracas pelos especialistas. Em um green bond, o emissor se compromete a aplicar a integralidade dos recursos captados em projetos com impacto positivo para o meio-ambiente. Num SLB, os juros da dívida aumentam se a companhia não cumprir as metas acordadas. No exterior, emissores agro como a própria JBS já fizeram emissões de SLB — em junho, a firma dos irmãos Batista captou US$ 1 bilhão em um título com cupom de 3,625% ao ano e vencimento em 2032. Para acompanhar as metas do CRA que deve ser emitido nas próximas semanas, a JBS vai usar uma plataforma em blockchain que lançou recentemente para monitorar os fornecedores. Com ela, inclusive os criadores de bezerros que vendem para os fornecedores diretos poderão ser acompanhados. Atualmente, os indiretos são o grande ponto cego da indústria frigorífica brasileira para evitar a contaminação da carne por desmatamento. As taxas de juros do CRA só serão conhecidas no processo de bookbuilding, previsto para 30 de outubro. Os papéis serão emitidos em duas tranches, de dez e quinze anos. Com isso, a JBS emitirá também o CRA de prazo mais longo da história do país. Nos títulos de dez anos, a taxa está limitada a NTN-B + 0,65% ao ano ou 5%, o que for maior. Na tranche que vencerá em 2016, o limite é NTN-B + 0,95% ou 5,35%. “As taxas devem ser bem menores diante da demanda sinalizada,” disse outra fonte. Se a JBS descumprir as metas, a penalidade será de 0,25% ao ano.

VALOR ECONÔMICO 

Minerva capta R$ 400 milhões em emissão de debêntures

Recursos da operação serão destinados ao pagamento da 6ª emissão da companhia

A Minerva Foods informou ao mercado que concluiu ontem sua 11ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, captando um total de R$ 400 milhões. O papel terá vencimento de cinco anos, com remuneração de CDI + 1,60% ao ano. De acordo com a companhia, os recursos da operação serão destinados ao pagamento da 6ª emissão de debêntures da companhia, que terá vencimento em 15 de maio de 2022, com remuneração de CDI + 1,80% ao ano. Com isso, a empresa afirma que a nova emissão resultará em alongamento do perfil de endividamento e na redução do custo anual da dívida. “Esta operação reforça o comprometimento da Minerva em otimizar cada vez mais a sua gestão de passivos, melhorando a sua estrutura de capital e mantendo a liquidez da companhia em níveis confortáveis”, disse, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos/Cepea: Poder de compra frente a insumos cresce

De acordo com pesquisas do Cepea, a maior procura por novos lotes de suínos para abate, verificada especialmente no início do mês, elevou os preços médios do animal vivo no mercado independente em outubro frente aos de setembro

Já os valores dos principais componentes utilizados na ração da suinocultura, o milho e o farelo de soja, estão em queda no mercado brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário vem favorecendo o poder de compra de suinocultores em outubro quando comparado com o mês anterior. Já em relação a outubro do ano passado, o poder de compra atual frente aos dois insumos está menor.

Cepea 

Carne de frango: exportação dos EUA para a China sofre forte desaceleração

Dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicam que as exportações norte-americanas de carne de frango seguem num bom ritmo: entre janeiro e agosto deste ano ficaram próximas dos 2,3 milhões de toneladas, aumentando 5,35% em relação aos mesmos oito meses de 2020.

Índice de incremento praticamente similar (+5,25%) é observado no acumulado dos 12 meses encerrados em agosto de 2021, período em que as exportações de carne de frango dos EUA ultrapassaram ligeiramente os 3,450 milhões de toneladas. Observa-se, entretanto, que as cerca de 116 mil toneladas adicionais contidas nessa expansão são devidas, sobretudo, ao país vizinho, o México. Porque as exportações para a China (e não só a comunista, mas também a nacionalista, Taiwan) sofreram, no período, queda superior a 120 mil toneladas, volume que significou retrocesso anual de, respectivamente, 31% e 39%. Em relação à China continental, o Brasil também enfrenta redução de volume no corrente exercício. Mas, no período considerado, a queda não chegou a 6%, correspondendo a 26 mil toneladas a menos. Já para os EUA, a redução representou praticamente o dobro (51,1 mil toneladas a menos). Isto, sem considerar que o total exportado pelos EUA para a China (112,7 mil/t) representou apenas um quarto do exportado pelo Brasil (435,2 mil/t). Quanto a Taiwan, as exportações brasileiras vêm sendo absolutamente marginais. Pela SECEX/ME, entre janeiro e agosto de 2021, ficaram restritas a pouco mais de 250 kg de carne de frango.

AGROLINK

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA 

041 3289 7122

 

abrafrigo

Leave Comment