CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1595 DE 18 DE OUTUBRO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1595 | 18 de outubro de 2021

NOTÍCIAS

Boi gordo fecha semana com nova queda na arroba

Frigoríficos conseguiram realizar negócios abaixo da referência média, garantindo uma posição confortável em suas escalas de abate

O mercado físico de boi gordo registrou preços em baixa na sexta-feira, 15. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos conseguiram realizar vários negócios abaixo da referência média no fechamento da semana e mantiveram, assim, uma posição confortável em suas escalas de abate. No entanto, as unidades habilitadas a exportar para a China ainda operam com maior capacidade ociosa, aguardando o término do autoembargo brasileiro. “O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de queda no curto prazo. O cenário para os confinadores segue bastante complicado, avaliando as dificuldades em manter os animais nos confinamentos, além do alto custo de nutrição animal, a incidência de chuvas no Centro-Sul do país dificulta o manejo”, assinalou Iglesias. Em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 270 na modalidade à prazo, contra R$ 272 na quinta-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 250, contra R$ 255. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 270, estável. Em Cuiabá, a arroba foi vendida por R$ 258, ante R$ 259. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 260 a arroba, ante R$ 275. Os preços da carne bovina também caíram no atacado no dia. Conforme Iglesias, já há reportes de frigoríficos disponibilizando parte de seu estoque outrora destinado à exportação no mercado doméstico, o que eleva a pressão sobre os preços internos. “A tendência de curto prazo é de intensificação desse movimento, o que tende a contaminar as proteínas concorrentes, a exemplo da carne de frango e da carne suína. Importante mencionar que essa retração dos preços do atacado ainda não chegou ao consumidor final no varejo, que tradicionalmente repassa esse tipo de variação de maneira mais lenta”, completou Iglesias.

O corte traseiro foi precificado a R$ 20,80 por quilo, queda de R$ 0,20. O corte dianteiro foi precificado a R$ 14,30 por quilo, queda de R$ 0,20. Já a ponta de agulha permaneceu com preço de R$ 14 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi gordo: preço estável no último dia da semana em São Paulo

Os compradores abriram as negociações com preços estáveis 

Após as turbulências nos preços dos animais destinados ao abate ao longo da semana em São Paulo, na sexta-feira (15/10) os compradores abriram as negociações com preços estáveis na comparação feita dia a dia. Ao longo da semana a cotação do boi gordo caiu R$8,00/@. Portanto, boi, vaca e novilha gordos ficaram apregoados em R$272,00/@, R$263,00/@ e R$282,00/@, na mesma ordem, preços brutos e a prazo. No Oeste do Maranhão, os preços de todas as categorias caíram na comparação diária. O maior recuo foi para o boi gordo, em R$2,00/@, sendo cotado em R$274,00/@, preço bruto e a prazo. A cotação das fêmeas (vaca e novilha gordas) recuou R$1,00/@, cotadas em R$255,00/@, nas mesmas condições. No Oeste de Santa Catarina, as indústrias abriram a sexta-feira ofertando R$2,00/@ a menos pelo boi gordo. Com as escalas de abate alongadas, preços mais baixos foram observados. Com isso, a arroba do boi gordo ficou cotada em R$310,00, preço bruto e a prazo, R$309,50 descontando o Senar e R$305,50 descontando Senar e Funrural.

SCOT CONSULTORIA 

Boi: carne que seria vendida a China começa a ser ofertada, diz Safras & Mercado

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o dia foi marcado por novas quedas da arroba no mercado físico brasileiro

Em São Paulo, capital, o preço foi de R$ 272 para R$ 270 por arroba, a modalidade a prazo. Segundo a consultoria, os preços também recuaram no atacado e já há notícias de frigoríficos ofertando parte de seu estoque que seria vendido à China para o mercado doméstico. Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo seguiram com volatilidade elevada, tiveram um dia de alta consistente e se recuperaram parcialmente das quedas dos dois pregões anteriores. O ajuste do vencimento para outubro passou de R$ 266,80 para R$ 270,70, do novembro foi de R$ 273,85 para R$ 280,10 e do dezembro foi de R$ 287,55 para R$ 295,05 por arroba.

AGÊNCIA SAFRAS  

China pode recusar carne brasileira já embarcada, gerando um “problema da ordem de US$ 600 milhões”, calcula analista

Segundo Leandro Bovo, Diretor da Radar Investimentos, a arroba do boi brasileiro vale atualmente US$ 49/@, valor que amplia ainda mais a defasagem em relação aos valores obtidos pelos demais fornecedores mundiais de carne

A novela em relação à China segue se arrastando e, infelizmente, cada novo capítulo sem uma solução final causa maior apreensão e prejuízo a todo o setor produtivo, analisa o médico veterinário Leandro Bovo, sócio e Diretor da Radar Investimentos, de São Paulo. Segundo ele, a preocupação maior do setor produtivo agora “nem é mais quando a China retomará as compras, mas qual será o destino do gigantesco volume embarcado em setembro que começará a chegar lá nas próximas semanas”. “A sinalização atual é de que a China não aceitará cargas embarcadas após 4 de setembro (dia da suspensão das exportações ao país asiático) e isso implica dizer que teremos provavelmente mais de 100 mil toneladas de carne à procura de um destino se não forem aceitas por lá”, alerta Bovo. “Para termos a dimensão do tamanho do problema, considerando o preço médio da tonelada exportada para China ao redor de US$ 6.300, a ordem de grandeza do problema é ao redor de US$ 600 milhões”, acrescenta. Analisando o preço em dólares, calcula o diretor da Radar, a arroba do boi brasileiro vale atualmente US$ 49/@, valor que amplia ainda mais a defasagem em relação aos valores obtidos pela commodity pelos países exportadores. Com um problema desse tamanho nas mãos, continua ele, fica difícil imaginar outra atitude da indústria brasileira que não seja tentar aproveitar o momento de “excesso” de oferta para impor recuos no mercado físico. “Além de estarmos bem baratos em relação aos nossos pares da exportação, o boi gordo agora está muito barato até em comparação com a venda da carne no atacado”, avalia Bovo. Segundo ele, a venda do boi gordo nos preços atuais representa “um grande prejuízo aos pecuaristas e é óbvio que todos vão tentar de todas as maneiras minimizar esse problema”. “Ajudaria muito se a carne no varejo caísse na mesma proporção para incentivar o consumo”, acrescenta.

PORTAL DBO

Cepea: alta do frango no ano é de 31%; carcaça bovina sobe 6,5%; suína cai 16,4%

Em setembro, o frango inteiro resfriado negociado no atacado da Grande SP foi de R$ 8,23/kg; já a carcaça bovina e a suína pelas médias de R$ 20,01/kg e R$ 9,97/ kg

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que, em setembro, o frango inteiro resfriado negociado no atacado da Grande São Paulo foi de R$ 8,23 o quilo, avanço de 2% sobre a média de agosto e um recorde real da série história do Cepea, iniciada em 2004 (os valores foram deflacionados pelo IPCA de setembro/21). Já a carcaça bovina e a suína tiveram médias de R$ 20,01/kg e de R$ 9,97/ kg em setembro, com recuos de 1,3% e de 2,1%, respectivamente, frente às de agosto. No acumulado deste ano (de dezembro/20 a setembro/21), a valorização real do frango é de 31,3%, contra avanço de 6,5% para a carne bovina e queda de 16,4% para a suína, disse o Cepea. “No acumulado do ano, a inflação da proteína medida pelo IBGE apresenta crescimento de 16,4%, bem acima da inflação oficial geral, que atingiu 6,9% no mesmo período”, informou o Cepea em nota. Na semana de 6 e 13 de outubro, os preços da carne de frango recuaram em algumas regiões acompanhadas pelo centro de pesquisas. No atacado da Grande São Paulo, o frango inteiro congelado se desvalorizou 1,7% no período, a R$ 8,01/kg na quarta-feira. Quanto ao frango resfriado, o preço teve recuo de 1,6%, a R$ 8,04/kg.

ESTADÃO CONTEÚDO

ECONOMIA

Dólar à vista fechou em queda de 1,11%, a R$5,4545

O dólar sofreu na sexta-feira a maior queda em duas semanas, finalmente encerrando abaixo de 5,50 reais, com falas de um diretor do Banco Central sendo entendidas como sinal de maior prontidão da autarquia para corrigir excessos na taxa de câmbio

O dólar à vista caiu 1,11%, a 5,4545 reais na venda. A queda percentual do fechamento foi a mais intensa desde 1º de outubro (-1,47%). Numa semana marcada pelo maior ativismo do BC no mercado de câmbio, via ofertas líquidas de contratos de swap cambial tradicional, o dólar acumulou baixa de 1,10%, a mais expressiva desde a semana finda em 27 de agosto (-3,50%).  Com isso, a cotação amenizou a alta de outubro para 0,09%. Em 2021, porém, o dólar ainda se valoriza 5,07% ante o real.

REUTERS           

IBOVESPA fechou sexta com alta de 1,29%

O principal índice brasileiro de ações fechou na máxima em um mês na sexta-feira, refletindo otimismo dos mercados globais diante de resultados de bancos acima das expectativas nos Estados Unidos e menores temores de crise imobiliária na China

Apoiado em ganhos robustos do setor financeiro, o Ibovespa subiu 1,29%, a 114.647,99 pontos. O ganho acumulado da semana foi de 1,6%. O giro financeiro da sessão, marcada pelo exercício dos contratos de opções sobre ações, foi de 31 bilhões de reais. Nos Estados Unidos, um salto no lucro trimestral do Goldman Sachs chancelou o otimismo dos investidores, seguindo a tendência mostrada mais cedo nesta semana por Citi, Morgan Stanley e Bank of America. Em outra frente, o BC chinês afirmou que os riscos para o sistema financeiro decorrentes dos problemas da incorporadora Evergrande não devem se espalhar, tirando momentaneamente do radar o temor de crise nos setores imobiliário e financeiro. Além disso, ações do varejo doméstico foram em bloco para cima após o GPA anunciar a venda de lojas Extra Hiper para o Assaí, numa revisão de estratégias das empresas controladas pelo francês Casino.

REUTERS 

Atividade econômica no Brasil tem contração acima do esperado em agosto, aponta BC

A atividade da economia brasileira contraiu em agosto pela primeira vez em três meses e com mais força do que o esperado, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central na sexta-feira, interrompendo a recuperação em um cenário repleto de incertezas no país

O BC informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve recuo de 0,15% em agosto na comparação com julho, segundo dado dessazonalizado. O resultado foi pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters de perda de 0,05%. Em um cenário de inflação e desemprego elevados, aumento de custos e restrições de oferta, além de alta na taxa básica de juros, a atividade voltou ao vermelho em agosto pela primeira vez desde maio. Além disso, o resultado de julho foi revisado com força para baixo pelo BC, passando a um crescimento de 0,23% depois de ter informado originalmente avanço de 0,60%. Na comparação com agosto de 2020, o IBC-Br avançou 4,74%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a uma alta de 3,99%, segundo números observados. O cenário ainda é de fortes incertezas e ruídos políticos, com o ano eleitoral cada vez mais perto, e o país vem registrando ainda piora na confiança do consumidor e das empresas, apesar do avanço da vacinação contra a Covid-19. Em sua primeira projeção para a economia em 2022 o BC calculou uma expansão de 2,1%. A autoridade monetária alertou que o ciclo de elevação da taxa básica de juros conduzido para domar uma inflação descrita como “intensa e disseminada” irá afetar a atividade no ano que vem. Já os especialistas vêm piorando seu cenário para o crescimento do PIB brasileiro tanto para 2021 quanto para 2022, vendo taxas de crescimento respectivamente de 5,04% e 1,54% de acordo com a pesquisa Focus do BC. Em agosto, tanto a indústria quando o varejo pesou negativamente sobre a atividade no Brasil. A produção industrial teve queda de 0,7% em relação ao mês anterior, acumulando em três meses perdas de 2,3% e permanecendo quase 3% abaixo do nível pré-pandemia. Já as vendas no varejo tiveram em agosto queda inesperada de 3,1%. Por outro lado, o volume do setor de serviços no Brasil cresceu 0,5% em agosto, no quinto mês seguido positivo.

REUTERS 

Minério de ferro mantém IGP-10 em queda, mas preços ao consumidor aceleram alta em outubro, diz FGV

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou em outubro queda de 0,31%, depois de recuar 0,37% no mês anterior, com o minério de ferro continuando a aliviar a inflação ao produtor, embora a pressão para o consumidor tenha aumentado

O dado informado na sexta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) levou o acumulado em 12 meses a alta de 22,53%. Medindo a variação dos preços no atacado e respondendo por 60% do índice geral, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) recuou 0,77% no mês, ante queda de 0,76% em setembro. “O preço do minério de ferro registrou nova queda, agora de 19,46% e, mais uma vez, manteve a taxa do IGP-10 em terreno negativo”, escreveu André Braz, Coordenador dos índices de preços. Em setembro, o minério de ferro também havia registrado recuo, embora ligeiramente mais acentuado, de 22,17%. “Milho (-4,99%) e bovinos (-4,11%) também registraram taxas negativas, o que contribuiu para o arrefecimento das pressões inflacionárias ao produtor”, afirmou Braz. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, acelerou o avanço para 1,26% em outubro, de 0,93% no mês anterior. Seis das oito classes de despesa componentes do IPC registraram acréscimo em suas taxas de variação. O grupo Habitação acelerou a alta para 1,67%, de 1,33% anteriormente, enquanto os Transportes ampliaram os ganhos a 1,23%, contra 0,97% no mês anterior. “Os preços ao consumidor seguem sob forte influência dos aumentos registrados para energia elétrica e combustíveis”, disse André Braz. A tarifa de eletricidade residencial acelerou a alta para 5,41% em outubro, de 3,06% antes, enquanto os preços da gasolina avançaram 2,49%, ante 1,72% em setembro. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez teve alta de 0,53% em outubro, depois de subir 0,43% em setembro.

REUTERS 

Embarques do agro batem recorde, mas peso na balança comercial cai

No mês passado, receita com s exportações foi de US$ 10,1 bilhões, montante 21% superior ao de setembro de 2020. Volume caiu 5,1%. Em setembro do ano passado, o agronegócio representava 45,8% do total das exportações; neste ano, o setor passou a representar 41,6% do total 

Puxadas pelo bom desempenho do complexo soja e das carnes, a receita com os embarques no mês passado chegou a US$ 10,1 bilhões, montante 21% superior ao de setembro de 2020. Na mesma comparação, o volume dos embarques caiu 5,1%, segundo nota da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, mas o faturamento cresceu porque os preços internacionais dos produtos embarcados subiram 27,6%. A despeito do bom desempenho, o agronegócio perdeu espaço na balança comercial, já que, também como reflexo da alta das cotações, os embarques brasileiros de outras commodities aumentaram 43,5%. Em setembro do ano passado, o agronegócio representava 45,8% do total das exportações; neste ano, o setor passou a representar 41,6% do total. As importações cresceram 19,2% no mês passado, para US$ 1,25 bilhão, refletindo um aumento nos preços médios de itens como trigo e óleo de palma, que subiram 24,7% e 77,7%, respectivamente. O complexo soja respondeu por quase um terço da receita com as exportações o mês passado. O país embarcou 50% mais soja do que em setembro de 2020, totalizando US$ 3,19 bilhões. Já as exportações das carnes bovina, suína e de frango também bateram o recorde na série histórica: o Brasil nunca havia exportado mais de US$ 2 bilhões em um mês de setembro. Neste ano, as vendas ao exterior foram de US$ 2,21 bilhões, um aumento de 62,3% em relação a setembro de 2020. As vendas de carne bovina ao exterior cresceram 77,7%, para US$ 1,19 bilhão, um recorde. Também foi recorde o volume, de 212 mil toneladas. Em setembro de 2021, cinco segmentos (complexo soja, carnes, produtos florestais, complexo sucroalcooleiro, cereais, farinhas e preparações) representaram 80,6% do valor total exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio. No ano passado, esses segmentos representaram 79% dos embarques. De janeiro a setembro, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 93,6 bilhões, uma alta de 20,6%, segundo o Ministério da Agricultura. Já as importações cresceram 22,4% no mesmo comparativo, para US$ 11,24 bilhões. A receita com os embarques do complexo soja subiram 28,3%, para US$ 41,3 bilhões, mesmo com queda de 1,6% no volume das vendas. Já as exportações de carnes bovina, suína e de frango renderam US$ 15,375 bilhões, ou 21,6% a mais, com aumento de 7,6% no volume. Nos últimos 12 meses, a receita com exportações soma US$ 116,724 bilhões (alta de 14,5%), enquanto as importações totalizam US$ 15,1 bilhões (avanço de 19%). Os embarques de soja renderam US$ 44,33 bilhões (+14,9%) e os das carnes, US$ 19,894 bilhões (+13,6%).

VALOR ECONÔMICO 

MEIO AMBIENTE

Governo define novas metas ambientais da agropecuária

O objetivo do Plano ABC+, que será lançado hoje, é evitar a emissão de 1,1 bilhão de toneladas de CO2 equivalente até 2030

O Ministério da Agricultura definiu as novas metas que o setor agropecuário brasileiro vai perseguir nesta década para colaborar com a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas do planeta. O objetivo do Plano ABC+, que será lançado hoje pela Ministra Tereza Cristina, é evitar a emissão de 1,1 bilhão de toneladas de CO2 equivalente até 2030. O governo incentivará práticas e tecnologias sustentáveis em 72,68 milhões de hectares adicionais, a ampliação do tratamento de 208,4 milhões de metros cúbicos de resíduos animais e o abate de 5 milhões de cabeças de gado em terminação intensiva. Atualizado, o plano será um dos principais elementos da apresentação que o governo brasileiro fará à Conferência das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (COP 26), em novembro. O governo exibirá amostras dos resultados alcançados na primeira fase (2010-2020) e as metas “ambiciosas” para os próximos anos. “Poucos países têm uma política tão ambiciosa. Temos uma das maiores áreas de preservação do mundo, computada e monitorada, toda ela com sistemas produtivos sustentáveis. Isso é algo bastante ambicioso e efetivo em questão de uso da terra e de produtividade”, disse a Coordenadora de Mudanças Climáticas, Florestas Plantadas e Agropecuária Conservacionista da Pasta, Fabiana Villa Alves. Segundo ela, o ABC+ é uma das únicas políticas públicas baseada na ciência. Sistemas irrigados e a terminação intensiva de bovinos, como o confinamento, foram as tecnologias incorporadas nesta etapa. As escolhas foram feitas com lastro científico, reforça, sobre os efeitos mitigadores e adaptadores, além da resiliência, sustentabilidade ambiental e social e rentabilidade econômica comprovadas. O ministério também incluiu as hortaliças no rol do sistema de plantio direto. A medida busca atender a agricultura familiar e gerar um impacto social, parte do tripé de sustentabilidade defendido pelo governo. Outra novidade é o estímulo ao uso de bioinsumos. As novas categorias serão apoiadas pelo programa de crédito do Plano Safra. Os 72,68 milhões de hectares adicionais pretendidos pelo ABC+ (equivalente a duas vezes a área do Reino Unido) estão divididos entre recuperação de pastagens degradadas (30 milhões de hectares), plantio direto (12,6 milhões de hectares), sistemas integrados, como lavoura-pecuária-floresta e agrofloresta (10,1 milhões de hectares), florestas plantadas (4 milhões de hectares), irrigação (3 milhões de hectares) e uso de bioinsumos (13 milhões de hectares). De 2010 a 2020, mais de 50 milhões de hectares adotaram as seis tecnologias incentivadas pelo ABC mais o programa de adaptação, que agora será transversal.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Custo com alimentação e pintinhos de um dia cai na avicultura em setembro, segundo Embrapa

Apesar do recuo, os custos de produção ainda seguem altos, e que o arrefecimento se deve à melhora na oferta de milho no mercado interno

A Embrapa Suínos e Aves informou na sexta-feira (15) o Índice de Custos de Produção de Frango (ICPFrango) referente a setembro com queda nos investimentos com a alimentação das aves e com os pintinhos de um dia. De acordo com o levantamento, em relação a agosto, houve uma baixa de 2,01% no ICPFrango, atingindo 399,33. Segundo o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, houve um aumento na oferta de milho em setembro, o que fez com que os preços do cereal arrefecessem, mas ainda continuassem em patamares altos, sempre acima da casa dos R$ 90,00/saca. “Por enquanto, o que a gente tem acompanhado é de uma oferta um pouco melhor de milho, mas ainda apertada, o que vai se normalizar apenas após a entrada da safrinha 2022. Então isso significa que o produtor de proteína animal vai ter ainda um primeiro semestre do ano que vem de custos elevados”, explicou. O principal quesito que pesa nas contas do avicultor, a nutrição dos animais, caiu 2,07%% em setembro, em relação a agosto. No acumulado deste ano, a alta na alimentação das aves já representa 15,38%, e entre setembro de 2020 até setembro deste ano, o avanço foi de 25,08%. Atualmente, representa 75,59% do total de custos da produção avícola. Também houve leve queda no custo dos pintinhos de um dia, de 0,18% em relação a agosto, item que representa 13,01% no total de custos de uma granja, conforme Embrapa. Em setembro de 2020, a alimentação das aves representava 72,55% do total de investimentos na granja, segundo a Embrapa. Entre setembro de 2020 e o mesmo mês de 2019, a nutrição das aves havia avançado 26,90%. No Paraná, estado que lidera a produção de frangos no Brasil, os custos chegaram a R$ 5,16/kg de frango em setembro, recuo de 2% no comparativo com agosto. Em relação a setembro de 2020, houve alta de 32,30%. Na alimentação das aves, o investimento médio paranaense em setembro foi de R$ 3,90/kg, baixa de 2,74% em relação a agosto. O valor de R$ 2,83/kg na nutrição das aves, registrado em setembro de 2020, teve aumento de 37,8%.

AGÊNCIA SAFRAS/EMBRAPA 

Maior oferta de milho em setembro reduziu custo de produção na suinocultura

Segundo a Embrapa Suínos e Aves houve redução, mas patamares dos custos seguem altos

A Embrapa Suínos e Aves informou na sexta-feira (15) o Índice de Custos de Produção de Suínos (ICPSuíno) referente a setembro mostrando queda, principalmente na alimentação dos animais. De acordo com o levantamento, em relação a agosto, houve retração de 3,44% no ICP/Suíno, atingindo 393,14. Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, houve um aumento na oferta de milho em setembro, o que fez com que os preços do cereal arrefecessem, mas ainda continuassem em patamares altos, sempre acima da casa dos R$ 90,00/saca. O principal quesito que pesa nas contas do suinocultor, a nutrição dos animais, baixou 2,85% em setembro em relação a agosto. No acumulado dos últimos 12 meses, houve um avanço de 24,62%, e desde janeiro, os custos com a nutrição dos suínos subiu 4,21%. Atualmente, a alimentação dos suínos representa 81,46% do total investido na atividade.  Em comparação, em setembro de 2020, a alimentação dos animais representava 78,76% do total de investimentos na granja, segundo a Embrapa. Em Santa Catarina, o Estado que lidera a produção de suínos no Brasil, os custos baixaram 3,5% em setembro em relação a agosto, atingindo R$ 6,87/kg. Na alimentação dos suínos, a queda foi de 3,44%, chegando a R$ 5,60/kg. Na comparação entre setembro deste ano com setembro de 2020, o aumento dos custos de produção na suinocultura em Santa Catarina foi de 28%. A alimentação dos animais passou de 4,23/kg para R$ 5,60/kg no período de 12 meses, subindo 32,38%

AGÊNCIA SAFRAS/EMBRAPA 

INTERNACIONAL

EUA: Exportações recordes de carne bovina em 2021

As exportações de carne bovina dos EUA de agosto aumentaram 21,3 por cento, com as exportações totais de carne bovina até o momento também aumentando 21,0 por cento em relação a 2020

As exportações de carne bovina no mês de agosto foram um recorde histórico para qualquer mês. As exportações de carne bovina continuam sendo impulsionadas principalmente pelo forte crescimento no mercado da China/HK, com alta de 160,5% ano a ano em agosto. As exportações mensais para agosto também foram maiores ano após ano para o Japão, com alta de 10,4 por cento e México, com alta de 49,1 por cento em relação à queda acentuada do ano passado. As exportações de carne bovina em agosto caíram para a Coreia do Sul, 9,0%; Canadá, queda de 6,4% e Taiwan, queda de 12,7%. O recorde anterior para as exportações anuais de carne bovina era em 2018. No entanto, as exportações de carne bovina de 2021 aumentaram 9,1 em relação a 2018 para o período de janeiro a agosto e estão previstos para terminar este ano 8,0 – 9,0 por cento acima do nível de 2018. Mudanças na composição das exportações de carne bovina desde 2018 mostram como os mercados de exportação de carne bovina dos EUA estão se desenvolvendo. O Japão continua sendo o maior mercado de exportação de carne bovina dos EUA, mas está diminuindo no total e como participação. Nos primeiros oito meses de 2021, as exportações de carne bovina ao Japão caíram 7,5 em relação a 2018 e a participação no total das exportações de carne bovina ao Japão caiu de 28,9% em 2018 para 24,5% este ano. A Coreia do Sul continua sendo o segundo maior mercado de, com exportações crescendo 23,9% desde 2018. A participação da Coreia do Sul nas exportações no período de janeiro a agosto aumentou de 20,6% em 2018 para 23,4% em 2021. A Coreia do Sul está fechando e poderá ultrapassar o Japão nos próximos meses como o maior mercado de exportação de carne bovina dos Estados Unidos. Em quatro dos oito meses deste ano (janeiro, fevereiro, abril e maio), as exportações mensais para a Coreia do Sul superaram as exportações para o Japão. No entanto, a China/HK é o mercado de exportação de crescimento mais rápido e pode superar o Japão e a Coreia do Sul em poucos meses. As exportações de carne bovina para a China/ Hong Kong aumentaram 163,4% ano após ano e mais que dobraram, aumentando 114,1% desde 2018 no período de janeiro a agosto. Na verdade, as exportações mensais de carne bovina para a China/HK em agosto foram maiores do que as da Coreia do Sul e ficaram atrás apenas das exportações para o Japão no mês. China/HK aumentou de 9,6 por cento do total das exportações em 2018 para 18,8 por cento do total no ano até agosto e passou do quinto maior mercado de exportação de carne bovina em 2018 para o terceiro maior mercado em 2021.

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