CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1582 DE 28 DE SETEMBRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1582 | 28 de setembro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi: carne cai no atacado com lenta reposição, diz Safras & Mercado

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, os preços da carne bovina começaram a cair no atacado em virtude da lenta reposição para o varejo

Apesar do movimento ser típico do final de mês, o analista Fernando Iglesias alerta que caso os frigoríficos que não estão exportando à China tenham que ofertar os estoques parados, é provável que os preços caiam de maneira mais expressiva. Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo chegaram ao quarto dia de uma sequência de baixas. O mercado segue reagindo negativamente à falta de notícias em relação às exportações para a China. O ajuste do vencimento para setembro passou de R$ 299,15 para R$ 298,70, do outubro foi de R$ 300,15 para R$ 297,20 e do novembro foi de R$ 309,30 para R$ 306,25 por arroba.

AGÊNCIA SAFRAS

Marasmo no mercado do boi gordo

A semana começou vagarosa nas praças paulistas

A semana começou vagarosa nas praças paulistas, com boa parte dos compradores ausente na manhã da última segunda-feira (27/9). Com o marasmo, os preços permaneceram estáveis na comparação com a última sexta-feira (24/9). Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi, a vaca e novilha gordos foram negociados, respectivamente, em R$302,00/@, R$281,00/@ e R$299,00/@, preços brutos e a prazo.

SCOT CONSULTORIA 

Preços da carne caem ante cenário de lenta reposição

“Persistem os transtornos provocados pela suspensão das exportações à China. Os frigoríficos seguem aguardando pelo momento da retomada”, avalia analista

O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na segunda-feira. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, muitas unidades frigoríficas seguiram ausentes da compra de boiadas, avaliando as melhores estratégias para o restante da semana. “Persistem os transtornos provocados pela suspensão voluntária das exportações à China. Os frigoríficos seguem trabalhando suas escalas de abate, aguardando pelo momento da retomada. Importante mencionar que o governo brasileiro prestou todos os esclarecimentos para as autoridades chinesas sobre os recentes casos de vaca louca, e mesmo a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) deu o caso por encerrado e não alterou o status sanitário brasileiro, classificando o risco de novos casos como insignificante”, analisa Iglesias. Para os pecuaristas o quadro também é bastante complicado, uma vez que a oferta de animais disponibilizadas ao abate neste momento é proveniente de confinamentos. “A manutenção desses animais confinados representa aumento de custos e corrosão das margens operacionais”, completou. Com isso, em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou R$ 302 a R$ 303 na modalidade a prazo. Em Goiânia (GO), a arroba seguiu em R$ 287. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 301 a R$ 302. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 283, estável. Em Uberaba (MG), preços a R$ 300 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina começaram a cair. “A lenta reposição entre atacado e varejo típica de final de mês explica em parte a queda. Caso haja necessidade dos frigoríficos de ofertar os estoques hoje presos em câmaras frias ao mercado doméstico, os preços da carne bovina devem sofrer recuos mais expressivos, com reflexos no valor da arroba do boi gordo paga aos pecuaristas”, alerta o analista. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 21,25 por quilo. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 16,10 por quilo, queda de R$ 0,10. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 16,20, por quilo, queda de R$ 0,20 na comparação com a sexta-feira (24).

AGÊNCIA SAFRAS

Carne bovina rastreável e livre de desmatamento chega aos supermercados

O Grupo Carrefour Brasil, a Fundação Carrefour e a Iniciativa para o Comércio Sustentável (IDH) lançaram o primeiro lote de uma carne bovina livre de desmatamento e com rastreio desde o nascimento do bezerro até as prateleiras do supermercado

Desde 2018, mais de 3,5 milhões de euros já foram aplicados no Programa de Produção Sustentável de Bezerros em Mato Grosso, que visa incluir cerca de 450 pequenos produtores em uma rede que oferece assistência técnica, financeira e ambiental para tornar a cadeia pecuária mais sustentável com menor preço final dos produtos. Daniela Mariuzzo, diretora executiva da IDH Brasil explica que o ponto chave do projeto é a garantia de rastreabilidade de ponta a ponta. “Até hoje, o que temos são frigoríficos que conseguem monitorar o fornecedor direto do animal para a indústria, e a indústria manda isso para o mercado. Mas não fazem questão de saber os indiretos, que são justamente os pequenos produtores de bezerros”, afirma. De acordo com Lúcio Vicente, Diretor de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade do Grupo Carrefour Brasil, a iniciativa torna possível que os produtores enxerguem seu consumidor final e vice-versa. “Há o produtor com o potencial do que pode construir de novas formas de produção e o consumidor conhecendo a origem e entendendo como aquele produto chegou até ele”, ressalta. Para chegar ao mercado com preço compatível, a equação do projeto é o reinvestimento dentro da cadeia produtiva. “Qualquer empresa que entre no ciclo deve ter o mesmo compromisso de garantir o reinvestimento na cadeia ou o preço acessível sob o ponto de vista da realidade do mercado”, diz Vicente. Apesar de não divulgar valores, o Carrefour esclarece que a carne mais sustentável não é um produto em promoção, mas com valor compatível aos moldes do brasileiro médio que vai a lojas populares. Ele explica que o cálculo também é feito considerando o engajamento de novos fornecedores com a mesma proposta. “A partir do momento que temos mais frigoríficos no projeto, existe maior capacidade de fazer com que exista maior oferta desse produto e em mais lojas”, observa. O investimento de 3,5 milhões de euros em 450 produtores significa, em média, cerca de 7,5 mil euros por participante do projeto. O valor aplicado é dividido em cinco tipos de consultoria: nutrição animal, pastagem, manejo do rebanho, ambiental e fundiária. “Nós não entregamos dinheiro para o produtor e sim assistência técnica”, explica a CEO da IDH. Os produtores são de duas regiões do Mato Grosso: uma no bioma Amazônia e outra no Cerrado. O rastreio dos animais envolve um processo que passa pela avaliação de todos os critérios socioambientais, incluindo listas do Ibama, do Ministério do Trabalho, do desmatamento zero e do eventual conflito com áreas indígenas.

GLOBO RURAL

ECONOMIA

Dólar sobe pelo 4º pregão seguido e renova máxima em um mês com fiscal doméstico

O dólar começou a semana em alta, engatando o quarto pregão consecutivo de ganhos e batendo outra máxima em cerca de um mês, agora já mais perto de 5,40 reais, em meio a compras de segurança diante de renovados temores fiscais

O dólar à vista fechou em alta de 0,65%, a 5,37895 reais na venda, maior valor desde 23 de agosto (5,3823 reais). A cotação emendou a quarta alta consecutiva, período em que acumulou ganho de 1,77%. O dólar não subia por tanto tempo desde as oito sessões entre 29 de junho e 8 de julho, intervalo em que saltou 6,62%. O fortalecimento da moeda no exterior acabou emprestando fôlego às cotações por aqui. Além disso, no meio da tarde um forte movimento de compra foi visto após notícia de que a Câmara dos Deputados havia aprovado Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) que cria as bases para a instituição do novo programa social em substituição ao Bolsa Família, permitindo que seja usada como medida compensatória proposta que ainda esteja em tramitação no Congresso. “Fica a dúvida se o governo vai conseguir essa fonte de receita para o novo Bolsa Família”, disse Marcos Weigt, Chefe de tesouraria do Travelex Bank. Com esse pano de fundo, especuladores voltaram a vender reais no período de uma semana encerrado em 21 de setembro, conforme dados mais recentes da CFTC, agência que regula mercados de futuros e opções nos EUA, o que interrompeu uma breve trégua no desmonte de posições na moeda brasileira vista na semana anterior. O estoque de contratos já está no menor patamar em quase quatro meses.

REUTERS 

Ibovespa fecha em alta de 0,33%, apoiado em blue chips

O principal índice de ações brasileiras fechou em leve alta segunda-feira, apoiado em ações de maior liquidez em meio à alta das commodities e baixa moderada em Wall Street

De acordo com dados preliminares, o Ibovespa teve valorização de 0,33%, aos 113.653,08 pontos, refletindo ganhos sobretudo de ações de maior peso na carteira, como de bancos, Petrobras e Vale. O volume financeiro de negócios somou 28,3 bilhões de reais.

REUTERS 

Dívida pública federal sobe 1,57% em agosto marcado por emissões de LFTs, diz Tesouro

A dívida pública federal do Brasil subiu 1,57% em agosto sobre julho, a 5,481 trilhões de reais, em mês de forte protagonismo das emissões de títulos atrelados à Selic, em meio ao aperto monetário conduzido pelo Banco Central

Conforme dados divulgados na segunda-feira pelo Tesouro, houve emissão de 47,7 bilhões de reais em papéis ligados à taxa flutuante no mês, com resgate de 1,3 bilhão de reais. Segundo o Tesouro, o forte peso desses títulos, compostos majoritariamente por LFTs, dentre as emissões no período –67,5% do total– demonstra “uma mudança no perfil das emissões”. Na prática, os investidores têm demandado mais papéis ligados à Selic, já que a rentabilidade dos títulos aumenta com a subida dos juros básicos. Esses papéis também costumam ganhar mais espaço em momentos de aversão a risco. Em relação aos títulos prefixados, foram emitidos 7,8 bilhões de reais e resgatados 389,8 milhões de reais em títulos prefixados, “o menor valor desde junho de 2018”, informou o Tesouro. Já entre os títulos indexados à inflação, houve emissão de 15,1 bilhões de reais e resgates de 24,1 bilhões de reais. “O Tesouro seguirá monitorando os mercados e reforça que a atual situação do caixa da dívida, suficiente para 10,5 meses de vencimentos à frente, dá flexibilidade ao Tesouro ajustar os volumes ofertados de acordo com as condições de mercado”, disse. A reserva de liquidez da dívida fechou agosto em 1,227 trilhão de reais, alta de 57,8% sobre igual mês do ano passado, em termos nominais. Nos próximos 12 meses os vencimentos da dívida são estimados em 1,364 bilhão de reais. Em relação aos detentores, a participação dos investidores estrangeiros na dívida mobiliária interna subiu a 9,76% do total em agosto, de 9,67% no mês anterior.

REUTERS 

Mercado reduz projeção de alta do PIB em 2022 de 1,63% para 1,57%, aponta Focus

Mediana das estimativas para o IPCA em 2021 sobe de 8,35% para 8,45%; para a Selic, ponto médio das expectativas para o fim deste ano ficou estável em 8,25% ao ano

A mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia brasileira em 2022 voltou a cair, pela 4ª semana consecutiva, agora de 1,63% para 1,57%, no Relatório Focus, do Banco Central (BC), divulgado ontem com estimativas coletadas até o fim da semana passada. Para 2021, o ponto-médio das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) manteve-se em 5,04%. A economia brasileira encolheu 0,1% no segundo trimestre, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no começo de setembro. A mediana das estimativas coletadas pelo Valor Data junto a 61 consultorias e instituições financeiras apontava para uma alta de 0,2% no período, com intervalo das projeções entre baixa de 0,3% e elevação de 0,8%. A mediana das projeções dos economistas do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021 subiu pela 25ª semana seguida, agora de 8,35% para 8,45%, segundo o Relatório Focus, do Banco Central (BC). Para 2022, também subiu, pela 10ª sondagem consecutiva, de 4,10% para 4,12%. Para a taxa básica de juros (Selic), o ponto-médio das expectativas manteve-se em 8,25% no fim de 2021 e 8,50% no de 2022. A meta de inflação a ser perseguida pelo BC é de 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, sempre com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. A mediana das estimativas para o dólar no fim de 2022 foi elevada de R$ 5,23 para R$ 5,24, segundo o Relatório Focus. Para 2021, o ponto-médio das projeções ficou parado em R$ 5,20 entre uma semana e outra. Para 2022, o ponto-médio das expectativas para a inflação oficial brasileira permaneceu em 4,29% entre eles, de uma semana para outra. Para o dólar, os campeões de acertos mantiveram as estimativas em R$ 5,10 no fim deste ano e R$ 5,20 no próximo.

VALOR ECONÔMICO 

Agronegócio volta a ter mais emprego do que antes da pandemia

O total de ocupados no agronegócio vinha caindo ano a ano. No segundo trimestre de 2012, estava próximo de 20 milhões. Recuou para 17,98 milhões em 2018, mas voltou a subir para 18,36 milhões em 2019, antes da pandemia. Setor tinha 18 milhões de pessoas ocupadas no segundo trimestre deste ano

O agronegócio voltou a ter um número de pessoas ocupadas acima do que tinha antes da pandemia. Dois fatores podem levar a esse cenário, segundo Nicole Rennó, pesquisadora do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia de Aplicada). Esse aumento pode estar ligado a uma volta do crescimento do mercado de trabalho no agronegócio, devido à expansão do setor nos últimos anos. Com base em dados da Pnad-Contínua, da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e do IBGE, o Cepea apurou que o agronegócio tinha uma população ocupada de 18 milhões de pessoas no segundo trimestre deste ano. Esses dados incluem trabalhadores nos segmentos de insumos, produção agropecuária, agroindústria e agrosserviços. Com a chegada do coronavírus, a força de trabalho no setor caiu para 16,73 milhões no ano passado, mas retornou para 18,04 milhões neste ano. O Ipea (Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada), que acompanha produção dentro da porteira e adota critérios diferentes, também prevê crescimento para o PIB do setor. A estimativa do instituto é de 1,2% para o ano. No segundo trimestre de 2021, o emprego sem carteira teve alta de 16%, enquanto os com carteira tiveram elevação de apenas 0,1% no setor privado. No agronegócio não é diferente. A população ocupada no setor cresceu 7,9% no segundo trimestre deste ano, em relação a igual período anterior, segundo o Cepea. Ou seja, o setor incorporou 1,32 milhão de vagas. Os empregados com carteira assinada no agronegócio tiveram aumento de apenas 0,5% no período, enquanto os sem carteira assinada aumentaram 17%. No grupo dos trabalhadores por conta própria, a alta foi de 15%. Os dados do Cepea apontam, ainda, que a força de trabalho cresceu 18% entre as pessoas sem carteira assinada e 10% entre as com carteira assinada. As mulheres ganharam mais espaço, com a população ocupada feminina crescendo 10,4% no setor, enquanto a masculina teve evolução de 6,6%. As mulheres ocupavam 6,6 milhões dos 18 milhões de postos de trabalho no setor do agronegócio de abril a junho deste ano.

FOLHA DE SP

EMPRESAS 

Asinha e picanha na brasa — mercado tenta antecipar passos de Marfrig e BRF

Superintendência do Cade aprovou a compra de 31,7% da BRF pela Marfrig, uma tacada de US$ 1,2 bilhão

Bastou uma assinatura do Cade para renovar as apostas do mercado numa fusão entre Marfrig e BRF. Na sexta-feira, um despacho publicado no Diário Oficial deu o sinal verde da superintendência do órgão antitruste para a compra de 31,7% da BRF pela Marfrig, um negócio de US$ 1,2 bilhão. Os conselheiros do Cade ainda podem levar o caso ao plenário, mas a decisão fez as ações das duas companhias dispararem na segunda-feira, liderando o Ibovespa. A dona da Sadia valorizou 7%, avaliada em R$ 21,3 bilhões, enquanto a firma de Marcos Molina subiu 7,15%, atingindo um market cap de R$ 17,2 bilhões. O volume negociado superou o nível usual – R$ 383,1 milhões em BRFS3 e R$ 239,3 milhões em MFRG3, comparado a uma média diária de R$205 milhões e R$ 158 milhões, respectivamente. A euforia é antecipada: por enquanto, não há tratativas para uma fusão. Mas… mais cedo ou mais tarde, o movimento parece telegrafado. Para um interlocutor privilegiado, a reação positiva à aprovação do Cade embute uma lógica matrimonial. É como se BRF e Marfrig estivessem namorando e agora engatassem o noivado. O próximo passo, portanto, seria o casamento, avalia. Não há data exata para a festa, mas abril– quando vence o mandato do conselho liderado por Pedro Parente – pode ser um momento para atualizar o status. “Quem faz contas, pode estar vendo as sinergias de logística e distribuição que uma fusão pode gerar”, argumenta uma fonte simpática à ideia. Além disso, a disparada das ações também pode estar conjugada a uma realocação de fundos que saíram de Vale, mas querem ficar com exposição a commodities.

VALOR ECONÔMICO 

Apesar de queda no Ibovespa em setembro, setor frigorífico se destaca

Juntas, as ações de Minerva, JBS, Marfrig e BRF representam 3,39% do Índice. Para analistas, o resultado positivo é influenciado pela demanda crescente no mercado internacional, especialmente porque países concorrentes como Austrália e Estados Unidos diminuíram as ofertas

O Ibovespa está em queda de 4,38% no mês de setembro. Apesar disso, um setor que não parece sentir o impacto é o das empresas frigoríficas. No acumulado mensal, Marfrig e Minerva figuram como as duas maiores altas do índice, com 25,36% e 22,61%, respectivamente. Além das apontadas acima, outras duas companhias do segmento compõem o índice e seguem entre os papéis com maior ganho no mês: BRF e JBS. Juntas, as ações representam 3,39% do índice. No Brasil, a produção pecuária é um forte integrante do grupo de produtos exportados e, mesmo que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) tenha suspendido a exportação para a China, as empresas brasileiras do setor que possuem rebanho em outros países conseguem manter as vendas para o país asiático, principal comprador. André Zonaro, analista da Nord Research, explica que as frigoríficas ganham lucro pela compra do animal e a venda após o processamento. Já que a negociação acontece em dólar, é natural que gere um efeito positivo quando o dólar é valorizado. “Porém, como a compra da commodity também é na moeda americana, dependendo de como o câmbio flutue, as empresas podem ter mais ou menos lucro”, explica. “Vemos a China prosperando economicamente, o que leva mais famílias a gastarem mais em produtos alimentícios, incluindo proteínas mais nobres”, acrescenta. O analista ainda aponta o aumento do consumo da carne bovina por conta da peste suína africana, que dizimou boa parte dos suínos, causando a migração para a demanda de carne bovina. “Das quatro empresas do setor na Bolsa, três têm a proteína do boi como principal produto, apenas a BRF é predominante no frango”, aponta. Apesar do cenário internacional positivo, a dinâmica do ciclo doméstico não está favorável. “O preço do gado está mais caro, diminuindo os ganhos na venda. Mas, como a exposição externa das empresas é maior, passa a ter o resultado bom que vemos”, complementa o analista da Rio Gestão. De acordo com o analista da Rio, a diminuição das dívidas das empresas nos últimos anos provoca uma perspectiva de lucro maior, já que o fluxo de caixa livre está alto e sustentável.

O ESTADO DE SÃO PAULO

FRANGOS & SUÍNOS

Rússia relata surto de peste suína em Miratorg

A Rússia relatou um surto de febre suína africana (PSA) em um local do maior produtor de suínos do país, Miratorg, na região de Belgorod, na Rússia central, disse o órgão de segurança agrícola em um comunicado na segunda-feira.

REUTERS

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