
Ano 7 | nº 1574 | 16 de setembro de 2021
NOTÍCIAS
Preços do boi gordo seguem caindo nas principais regiões produtoras
O mercado físico de boi gordo registrou preços mais baixos na quarta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os negócios fluíram com mais rapidez no dia de ontem
“Os frigoríficos exportadores com destino à China seguem remanejando seus abates, em compasso de espera, aguardando a retomada das exportações com destino ao principal importador de carne bovina brasileira. Os frigoríficos seguem tentando realizar compras abaixo da referência média, principalmente no Centro-Oeste”, frisou o analista. Houve boatos no decorrer do dia de que ocorreu a suspensão do embargo chinês. No entanto, não houve confirmação alguma por parte do governo brasileiro, tampouco pelas associações que regem o setor. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 304 na modalidade a prazo, estável. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 285, contra R$ 290. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 304, contra R$ 304 a R$ 305. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 290, contra R$ 298 a R$ 299. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 302 a arroba, contra R$ 305,00. A carne bovina segue com preços acomodados no mercado atacadista. Os frigoríficos que operam apenas no mercado doméstico mantêm o fornecimento normal e encontram as condições necessárias para a manutenção dos preços em um mês bastante tumultuado. “O consumidor médio ainda opta pela carne de frango como proteína preferencial, algo compreensível na atual situação macroeconômica”, disse Iglesias. Com isso, o quarto dianteiro ainda foi precificado a R$ 16,30 o quilo. Ponta de agulha também permanece precificada a R$ 16,30, por quilo. Quarto traseiro ainda é precificado a R$ 21,50, por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Recuo na referência do boi, vaca e novilha gordos em São Paulo
Puxada pelo cenário ainda incerto para as exportações, a pressão de baixa segue no mercado do boi gordo
Puxada pelo cenário ainda incerto para as exportações, a pressão de baixa segue no mercado do boi gordo. Segundo levantamento da Scot Consultoria, nas praças paulistas, as referências para o boi, vaca e novilha gordos recuaram R$2,00/@ na última quarta-feira (15/9), na comparação diária. Com isso, o boi, vaca e novilha gordos foram negociados em R$305,00/@, R$288,00/@ e R$303,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. Os negócios têm ocorrido paulatinamente e cabe o destaque que há compradores com ofertas bem abaixo da referência atual.
SCOT CONSULTORIA
Mapa diz que não há previsão para fim de suspensões de exportações de carne
Exportações para a China, Rússia e Arábia Saudita foram afetadas enquanto o Mapa encaminha as informações necessárias às autoridades destes países para a retomada na normalidade dos embarques
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) disse em nota na quarta-feira (15) que não há previsão para o fim das suspensões das exportações de carne bovina brasileira impostas por alguns países compradores após a verificação dos casos atípicos de encefalopatia espongiforme bovina (EEB). Após a confirmação no início do mês de dois casos de EEB, conhecida como “mal da vaca louca”, em Mato Grosso e Minas Gerais, as exportações de carne bovina para a China foram suspensas temporariamente seguindo as regras do protocolo sanitário firmado com aquele país. “A suspensão continua em vigor até que as autoridades chinesas concluam a avaliação das informações já repassadas pelo Brasil”, disse o Mapa em nota enviada à CarneTec. Já a Arábia Saudita comunicou ao Mapa a suspensão das compras de carne bovina de cinco plantas frigoríficas de Minas Gerais a partir do dia 6 de setembro, também como consequência dos casos de EEB. “A decisão daquele país foi comunicada ao Mapa pelo adido agrícola em Riade. Já foram encaminhadas informações técnicas sobre o caso para as autoridades sanitárias da Arábia Saudita. Estão sendo realizadas reuniões, mas não há ainda previsão sobre a retirada das suspensões”, disse o Mapa. Já a Rússia suspendeu, na semana passada, a importação de produtos de algumas plantas brasileiras, as quais não foram divulgadas pelo Mapa. O ministério disse que enviou informações técnicas às autoridades sanitárias da Rússia, solicitando que essas restrições temporárias não sejam impostas.
CARNETEC
Boi: arroba permanece em queda em algumas regiões, diz Safras & Mercado
De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba do boi gordo no mercado físico brasileiro voltou a registrar preços mais baixos
Em Goiânia (GO), passou de R$ 290 para R$ 285 e em Uberaba (MG), foi de R$ 305 para R$ 302 por arroba. O indicador do Cepea teve um dos preços mais baixos do ano ao ficar em R$ 295. Na B3, a curva de contratos futuros apresentou valorização em virtude de boatos que ocorreram durante o pregão sobre a retomada das exportações à China. O ajuste do vencimento para setembro passou de R$ 297,10 para R$ 303,00, do outubro foi de R$ 301,95 para R$ 308,45 e do novembro foi de R$ 311,05 para R$ 317,75 por arroba.
AGÊNCIA SAFRAS
Brasil enfrenta riscos ao embarcar lotes de carne bovina à China após embargo
O Brasil embarcou carne bovina à China após o anúncio de embargo ao produto brasileiro pelo país asiático, no início do mês, o que tem gerado incertezas e preocupações se as cargas poderão entrar em território chinês, conforme analistas e fontes ouvidas pela Reuters
No momento, a possibilidades de redirecionamento de lotes a outros mercados, preços e custos logísticos estão na mesa de negociação entre compradores chineses e exportadores, uma vez que os primeiros consideram que deveria ser respeitada a data da suspensão, enquanto a indústria adotou o dia da certificação do produto como parâmetro para embarque. O setor também suspendeu abates do chamado “boi China”, seguindo o protocolo sanitário, mas a carne que já estava no porto preparada para seguir ao mercado chinês –e certificada pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF)– continuou sendo exportada. A diretora da consultoria Agrifatto, Lygia Pimentel, disse que há relatos de exportadores que enviaram lotes da proteína ao mercado chinês até o dia 9. Isso explica, segundo analistas, por que os embarques saltaram mais de 80% no acumulado de setembro até a segunda semana, apesar do embargo da China, que juntamente com Hong Kong é destino de mais da metade da carne bovina que é exportada pelo Brasil. Segundo Lygia, o cenário é de incertezas, visto que compradores chineses querem aprovar o recebimento apenas de carnes embarcadas que poderiam ser enviados lotes processados até esta data. “Então o SIF está interpretando que é certificação o que vale, e a China está interpretando que é embarque. Está tendo um atrito sobre o que está certo… é um conflito de interpretação dentro do acordo comercial”, disse a especialista à Reuters. Com isso, na hipótese de não recebimento pela China, ela acredita que há possibilidade desses lotes serem encaminhados para outros países ou até retornarem ao Brasil para serem alocados no mercado interno, o que geraria custos logísticos. Uma fonte brasileira com conhecimento sobre o assunto confirmou, na condição de anonimato, que o Ministério da Agricultura do país e autoridades aduaneiras da China estão discutindo os embarques da carne bovina ocorridos depois do dia 4, que receberam certificação anteriormente. Uma segunda fonte brasileira com conhecimento dos processos confirmou que o Brasil pediu para o país asiático considerar a liberação da carne inspecionada antes do dia 4 de setembro. Conforme a primeira fonte, mesmo que a suspensão termine, estas cargas enviadas entre o dia 4 e a eventual retomada das exportações não serão aceitas automaticamente pela China. Os dois lados precisarão fazer um acordo separado sobre essas exportações, disse o interlocutor. Procurado, o Ministério da Agricultura não respondeu de imediato a um pedido de comentários. A associação de frigoríficos Abrafrigo e a entidade de exportadores de carnes Abiec não quiseram comentar.
REUTERS
MT aumenta incentivos fiscais para carne bovina
A medida excepcional terá validade de seis meses, contados a partir de outubro
A partir de 1º de outubro haverá aumento do percentual de benefício fiscal do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) Investe do submódulo indústria alimentícia de origem animal e vegetal para carne e miudezas comestíveis bovinas. Os valores passam a ser de 83,33% para operações internas e 78,60% e para operações interestaduais, acumulado ao benefício do regulamento do ICMS, de 1,02% e 2%, respectivamente. A decisão foi aprovada, por unanimidade, pelo Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat), na terça-feira (14-09), durante reunião extraordinária. Conforme o Presidente do Condeprodemat e Secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, “resolvemos acolher a demanda porque entendemos a atual situação do segmento econômico, são tempos difíceis. É preciso esforço coletivo para que todos saiam ganhando e continuemos nessa linha de crescimento que Mato Grosso estabeleceu nos últimos anos”. O Prodeic oferece incentivos fiscais que variam entre 50% e 90% para empresas que comercializam produtos industrializados dentro e fora do Estado. Com o crédito outorgado, as empresas recolhem menos ICMS.
AGRICULTURA MT
Agrifatto: Como caminha nosso mercado externo?
O mercado brasileiro de carne bovina ainda está com algumas limitações, como com o mercado russo, com o fechamento do mercado pela Arábia Saudita e com o mercado da China
Com a China, pelo acordo comercial, o Brasil interpretou que os abates ocorridos até o dia 3 de setembro poderiam seguir com a carne exportada para a China. Essa carne foi embarcada até o dia 9, mas com certificação do dia 3. Porém, a China interpretou que, mesmo com o certificado para o dia 3, o que vale é a data de embarque. Apesar desses imbróglios, a retomada do comércio ainda está dentro do esperado, baseado nos casos anteriores de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) atípicos do Brasil. Paralelamente a isso, o Brasil nunca dependeu tanto de exportações para precificar seu boi. Cerca de 30% da produção está sendo exportada, contra uma média de 18-22%. Assim, vemos o peso das exportações para escoar essa produção, além do câmbio. 2021 está entre os piores anos em termos de valorização de preço. 2020 foi um dos melhores. Além disso, quando a gente avalia o mercado de frango e suíno, o consumo per capita está nas máximas históricas, enquanto a carne bovina está nas mínimas históricas. Assim, o mercado externo é fundamental para escoar a produção. Hoje, a China representa 55% do que o Brasil exporta. A China está comprando carne de todos os principais exportadores, como Brasil, Argentina, Uruguai, Nova Zelândia, Austrália, mas o Brasil é, de longe, o maior fornecedor. Cerca de 38% da carne que chegou na China em 2021. O segundo maior, que era a Argentina, mandava 22%. Assim, a China depende do Brasil para ter carne bovina. Com a redução das exportações argentinas, sua participação cairia para 10%. O Brasil aproveitou esse espaço também, aumentando a co-dependência da China e do Brasil nessa questão. Essa medida de redução das exportações da Argentina deve se manter até as eleições, em novembro, pois tem motivações políticas. Essa medida pode, inclusive, ser renovada. A carne não subiu só no Brasil, mas sim, globalmente. Assim, há um problema inflacionário reforçado tanto pelo Covid, reforçado pelo aumento da demanda, ciclo pecuário, oferta, escassez de contêineres. Talvez isso esteja causando uma migração global do consumo da carne bovina para a carne suína. Atualmente, temos o maior preço da carne bovina vendida pelo Brasil da história, em US$ 5.790,00 por tonelada, o que equivale a R$ 30.000,00 a tonelada. A lucratividade dos frigoríficos que exportavam até agosto está muito boa. A Arábia Saudita, oitavo maior mercado da carne bovina brasileira, comprando cerca de 25 mil toneladas ano entre janeiro e agosto, bloqueou as exportações dos frigoríficos de Minas Gerais especificamente, que representa apenas 12% do que o Brasil embarca para esse país. Assim, são cerca de 3 mil toneladas, das 25 mil embarcadas. Além disso, Minas Gerais tinha 12 frigoríficos habilitados e apenas 5 foram suspensos. O boi chegou no preço que chegou, porque tivemos o menor abate da história dos últimos 14 anos, devido ao ciclo pecuário. O horizonte de médio e longo prazo é o mundo voltar a crescer e se recuperar dessa crise e voltar a consumir mais carne bovina. Vale lembrar que são mais de 30 meses de retenção de fêmeas internamente. Para quem acha que o ciclo pecuário deixou de existir, vamos saber disso nos próximos 18-20 meses. Deve-se acender a luz amarela, pois o ciclo vira em algum momento.
AGRIFATTO
ECONOMIA
Dólar fecha em queda com exterior e captações, mas sem tirar Brasília do foco
O dólar fechou em queda ante o real na quarta-feira, com o mercado embarcando em vendas na parte da tarde na esteira do fortalecimento do apetite por risco no exterior, em meio a um rali das commodities a picos em mais de seis anos
O dólar à vista caiu 0,42%, a 5,237 reais. A cotação variou de 5,273 reais (+0,27%) a 5,2304 reais (-0,54%) na sessão. Lá fora, o índice do dólar –que mede o valor da moeda frente a uma cesta de seis rivais– ampliava a queda para 0,2% no fim da tarde. A baixa acelerou depois das 16h (de Brasília), após uma escalada nos preços do petróleo empurrar um índice de referência para as matérias-primas a uma máxima desde julho de 2015. O mercado de câmbio no Brasil “se rendeu” às vendas de dólares na parte da tarde depois de uma manhã mais pressionada, em que investidores repercutiram sinais de que o governo Bolsonaro parece contar com menos apoio do Legislativo. Na noite de terça-feira, o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), rejeitou medida provisória enviada por Bolsonaro que alterava o Marco Civil da Internet. “O espaço para mais medidas está menor”, disse Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, chamando atenção para o entendimento de que, mesmo após a minirreforma ministerial recente, o governo ainda não “colheu frutos” no Congresso. Chamou atenção nesta quarta comentário do presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça, Luiz Fux, sobre o titular da Economia: “Guedes é tão amigo que coloca no meu colo o filho que não é meu”. A declaração fez referência à intenção de Guedes de obter aval do CNJ para parcelar precatórios. O recrudescimento da contenda político-institucional e seus potenciais efeitos fiscais têm deprimido ainda mais a visão do estrangeiro sobre a taxa de câmbio brasileira, em meio a uma ampla expectativa de volatilidade adicional apesar da possibilidade de juros mais altos por causa da disparada da inflação.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda DE 0,96%
O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, chegando a ficar abaixo dos 115 mil pontos no pior momento
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,96%, a 115.062,54 pontos. O giro financeiro somou 46,4 bilhões de reais, influenciado pelo vencimento de opções de Ibovespa. Uma combinação negativa de fatores domésticos seguiu pesando nas ações. Entre eles componentes, o Diretor de investimentos da Reach Capital, Ricardo Campos, destacou o revés do governo no Senado na MP das redes sociais, que “atrapalha um pouco a sensação de que o clima entre os poderes estava apaziguado”. O Presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, anunciou na véspera a devolução MP assinada pelo Presidente Jair Bolsonaro que alterava o Marco Civil da Internet e limitava a remoção de contas, perfis e conteúdos em redes sociais. A decisão, que na prática implica rejeição da proposta, reforça o tom mais cauteloso para a pauta de reformas e outros temas em Brasília, como o dos precatórios, que segue sob os holofotes no mercado. Também trouxe desconforto, segundo Campos, comentários do Ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o governo deve um Bolsa Família mais robusto à população, mesmo ponderando que a conta de precatórios em 2022 inviabiliza a expansão do programa. O Itaú BBA cortou o preço-alvo do Ibovespa no fim de 2021, de 152 mil para 120 mil pontos, citando o aumento de riscos fiscais, mas também deterioração na perspectiva macroeconômica do país e um cenário hídrico desafiador. O Ibovespa descolou de seus pares norte-americanos, com o S&P 500 fechando em alta de 0,85%.
REUTERS
MEIO AMBIENTE
Agro ainda patina em políticas ‘verdes’
Dados revelam baixa transparência de grandes empresas do setor sobre resultados de suas ações
A maior parte dos principais produtores e tradings do mundo de commodities agrícolas consideradas “críticas” para o desmatamento já tem alguma meta para acabar com o problema em suas cadeias, mas, até o fim do ano passado, muitas ainda estavam distantes de parâmetros internacionais, e a maioria ainda pecava pela falta de transparência sobre o cumprimento dos objetivos. É o que revelam os dados da organização Global Canopy compilados anualmente no projeto Forest 500. De acordo com comparativo, no fim de 2020, apenas 13% das 76 empresas que lideram a produção ou comércio de carne bovina, palma e soja no mundo divulgavam a implementação de ações que representam ao menos metade das medidas estabelecidas por parâmetros internacionais. Além disso, 34% das companhias sequer possuíam compromissos ligados ao combate ao desmatamento. A Forest 500 também analisa empresas das cadeias de papel, couro e madeira, mas a reportagem selecionou as das cadeias de carne, palma e soja porque essas foram as três maiores responsáveis pelo desmatamento global entre 2001 e 2015, segundo o World Resources Institute (WRI). A análise feita a partir do Forest 500 considera as empresas que representam a maior parte do comércio de commodities agrícolas e se baseia em parâmetros internacionais como o Accountability Framework, um “guia” para a adoção de compromisso ambientais corporativos, que existe há dois anos. As companhias recebem notas conforme seus compromissos, o grau de divulgação e implementação de medidas e aspectos sociais. Na avaliação sobre a força dos compromissos ambientais, 27 das 76 empresas dessas cadeias ficaram com pontuação acima de 50% e 23 apareceram abaixo desse patamar. Outras 26 companhias não pontuaram, o que significa que elas não tinham meta alguma para acabar com o desmate em suas cadeias. No quesito transparência, 29 empresas não pontuaram, 37 tiveram pontuação abaixo de 50% e apenas dez delas (ou 13% do total) ficaram acima de 50%. Das que tiveram melhor desempenho, nove são dão cadeia de óleo de palma e respondem por cerca de 10% da produção global do óleo.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Preço do suíno registra ganho de 5,09% no estado de Paraná e Santa Catarina
Os preços dos suínos seguiram sustentados na quarta-feira (15) e algumas praças registraram valorizações significativas
Foi o caso do Paraná e Santa Catarina, estados em que o preço do animal está próximo de R$ 6,40/kg e onde teve valorização de 5,09 segundo a Cepea/Esalq referente às informações da última terça-feira (14). Em Minas Gerais, houve alta no preço do suíno vivo de 1,33% e ele está cotado a R$ 6,88/kg. No Rio Grande do Sul, o valor do suíno vivo está próximo de R$ 6,11/kg, obtendo uma valorização de 0,66%. O preço do suíno vivo apresentou uma alta de 2,71% em São Paulo e está cotado a R$ 7,20/kg. Levantamento da Scot Consultoria apurou que a arroba do suíno CIF permaneceu estável e precificada a R$ 130,00 a R$135,00, enquanto a carcaça especial registrou um incremento de 1,02%/0,98%, cotada em R$ 9,90/R$ 10,30 o quilo.
Cepea/Esalq
Custos da suinocultura já superam preço do animal vivo
Quadro afeta especialmente os produtores independentes, que têm menos poder de fogo nas negociações de grãos para ração
Os custos de produção da suinocultura estão, em muitos casos, acima do preço de comercialização no país. Delicada para todo o segmento, a situação é particularmente preocupante para os produtores independentes, que não conseguem compras grandes quantidades de insumos para ração, estratégia que permitiria reduzir o gasto por tonelada. Para esses criadores, que são 23% do total, a alimentação dos animais representa cerca de 80% das despesas. Hoje, o custo operacional direto da suinocultura (que não leva em conta a depreciação e o custo do capital) está entre R$ 6,80 e R$ 7,10 por quilo produzido, estima a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS). Enquanto isso, o animal vivo está sendo negociado entre R$ 6,13 e R$ 7,20 por quilo, a depender do Estado, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Para Iuri Machado, consultor de mercado da ABCS, por ter pouco controle sobre os preços dos grãos, o produtor independente precisa ter uma estratégia de compra antecipada, como tradings e outros operadores de mercado. “Ao contrário do que ocorria anos atrás, quando os preços caíam bastante durante a colheita, o produtor de grãos está mais capitalizado e hoje tem mais capacidade de estocagem. O preço já não recua com a mesma intensidade”, explica. Segundo o Cepea, a cotação média da saca de 60 quilos ficou em R$ 93,60 na terça-feira. Apesar de ter recuado 10,3% em relação ao recorde nominal de R$ 103,23, registrado em 18 de maio, o preço atual é 36,22% maior que o de um ano atrás, quando estava em R$ 59,70. Quando as margens melhoraram no segundo semestre do ano passado, a ABCS sugeriu aos criadores que não aumentassem o número de matrizes – isso conteria a oferta, em preparação para uma esperada ressaca nos preços da proteína suína, segundo o consultor. No entanto, muitos produtores não deram ouvidos ao alerta, diz Machado, e a oferta acabou crescendo 8% em 2020. Ele acredita que a oferta deverá crescer mais 6% até o fim de 2021, caso mantenha o ritmo do primeiro semestre, com produção de 4,748 milhões de toneladas de carne suína.
VALOR ECONÔMICO
Custos de produção de frangos de corte e suínos sobem em agosto
Os custos de produção de frangos de corte e suínos medidos pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias) da Embrapa registraram novas altas em agosto, na comparação com julho, influenciados principalmente pelo aumento nos custos de nutrição
O ICPFrango, que mede o custo de produção de frangos de corte, subiu 1,68% em agosto, ante julho, para 407,53 pontos. Os custos de nutrição no período subiram 1,62%. No ano, o índice acumula alta de 20,97%. Nos últimos 12 meses, os custos de produção de frango sobem 44,27%. O ICPSuíno, que mede o custo de produção de suínos, teve alta de 0,18% em agosto, para 407,15 pontos, quando os custos de nutrição subiram 0,27%. O custo de produção de suínos acumula alta de 8,52% no ano e de 41,17% nos últimos 12 meses.
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