CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2684 DE 02 DE ABRIL DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2684 | 02 de abril de 2026

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo: estabilidade em São Paulo

Escalas curtas e oferta enxuta mantêm preços firmes no mercado

Pelos dados da Scot Consultoria, no mercado paulista, o boi gordo sem padrão-exportação segue valendo R$ 355/@, enquanto o “boi-China” está cotado em R$ 360/@ (valores brutos, no prazo). Após as altas registradas na segunda e terça-feira, o mercado abriu estável. A oferta enxuta e as escalas curtas sustentaram as cotações, apesar do escoamento mais lento da carne no mercado interno, típico do período. Com a semana mais curta e uma ponta vendedora firme no que pedia, quem precisava formar escalas não tinha alternativa senão pagar o que era pedido, aqueles mais confortáveis, negociaram com mais cautela em busca de oportunidades. A escala de abate estava, em média, para sete dias. Em Santa Catarina, o mercado esteve firme e a cotação de referência não mudou. Vencimento do contrato futuro do boi gordo (B3) em março/26. No último dia útil de fevereiro (31/3), na B3, aconteceu a liquidação do contrato futuro do boi gordo, cujo código é BGIH26. A cotação da arroba nesse vencimento, segundo o indicador da B3, ficou em R$355,01. O indicador do Cepea ficou em R$355,48/@. O indicador do boi gordo da Scot Consultoria ficou em R$355,44@.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: preço da arroba mantém alta

Demanda para exportação aquecida e baixa oferta de animais terminados eleva os patamares do mercado pecuário. O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com negociações acima da referência média

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente segue pautado pela restrição de oferta, o que faz com que as indústrias encontrem dificuldade na composição de suas escalas de abate. “A demanda por exportação permanece aquecida, considerando o forte ritmo de embarques durante o primeiro trimestre, lembrando que tanto importadores chineses quanto exportadores brasileiros têm acelerado o ritmo das negociações para preencher o maior volume possível da cota de 1,106 milhão de toneladas que foi destinada ao Brasil”, destacou. Preços médios do boi gordo: São Paulo: R$ 360,75 — ontem: R$ 360,42. Goiás: R$ 341,96 — ontem: R$ 340,89. Minas Gerais: R$ 347,35 — ontem: R$ 346,18. Mato Grosso do Sul: R$ 349,32 — ontem: R$ 349,09. Mato Grosso: R$ 356,82 — ontem: R$ 356,15. O mercado atacadista ainda se depara com preços firmes durante a terça-feira. De acordo com Iglesias, a firmeza dos preços está centrada na baixa disponibilidade de produto, que mantém preços em patamares muito elevados mesmo em um momento de perda de competividade em comparação às proteínas concorrentes. “Mais uma vez a variável oferta se mostra mais impactante que a variável demanda”, enfatiza o analista. Quarto traseiro: ainda é precificado a R$ 27,50 por quilo; Quarto dianteiro: segue cotado a R$ 21,80 por quilo; Ponta de agulha: se mantém a R$ 20,00 por quilo.

SAFRAS NEWS

ECONOMIA

Dólar cai ao nível pré-guerra com expectativa de acordo entre EUA e Irã

O dólar fechou a quarta-feira em baixa no Brasil, voltando a ser cotado em nível visto antes do início da guerra no Oriente Médio, em meio ao otimismo dos investidores de que Estados Unidos e Irã possam chegar a um acordo para encerrar a guerra.

O dólar à vista fechou em queda de 0,39%, aos R$5,1588, em patamar equivalente ao registrado na última semana de fevereiro, antes da guerra, quando variou entre R$5,1247 e R$5,1693. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,02%. Às 17h19, o dólar futuro para maio — o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,47% na B3, aos R$5,1850. Na quarta-feira, Trump afirmou à Reuters que o país encerrará a guerra contra o Irã em breve e que poderá retornar para “ataques pontuais”, se necessário. Em uma publicação na sua rede Truth Social, ele também afirmou que o novo líder do Irã pediu um cessar-fogo. Os comentários de Trump, que na noite desta quarta-feira fará um pronunciamento à nação sobre a guerra, animaram investidores ao redor do mundo, ainda que o Irã tenha voltado a rebater o norte-americano, afirmando que é falsa e sem fundamento a alegação de que Teerã solicitou um cessar-fogo. Ainda que o cenário siga nebuloso, investidores se apegaram à possibilidade de fim da guerra e, em especial, de reabertura do Estreito de Ormuz ao transporte, o que fez o barril do petróleo tipo Brent ceder para perto dos US$101. Nos mercados de moedas, o otimismo se traduziu na queda do dólar ante as divisas de países emergentes, incluindo o real, o peso chileno e o peso mexicano. “Dólar e juros futuros caem aqui muito por conta de fatores externos, principalmente, ligados à busca de Donald Trump por um acordo de que dê fim ao conflito com o Irã, aumentando o apetite ao risco e um movimento de saída de ativos de proteção”, resumiu à tarde o economista-chefe e sócio da Forum Investimentos, Bruno Perri, em comentário escrito. No exterior, o dólar seguia enfraquecido neste fim de tarde. Às 17h16, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes — caía 0,13%, a 99,598.

REUTERS

Ibovespa encerra com leve alta com guerra no Irã no radar

Índice chegou a superar os 189 mil pontos pela manhã, alcançando o patamar pré-conflito, mas perdeu força ao longo da sessão

Depois de tocar os 189 mil pontos pela manhã, na máxima do dia, se aproximando do patamar visto antes do período pré-guerra, o Ibovespa se afastou das máximas durante o pregão e encerrou em alta de 0,26%, aos 187.953 pontos, em uma sessão em que a queda das ações da também ajudou a limitar os ganhos do índice. O dia começou com a bolsa local refletindo o forte alívio visto no exterior, em virtude da declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o conflito no Oriente Médio pode terminar em duas a três semanas, mesmo sem um acordo com Teerã. A fala ocorreu um dia antes do pronunciamento do republicano, que será feito hoje às 22h (de Brasília) com o objetivo de atualizar o cenário do embate. Durante a tarde, porém, os ativos de risco perderam fôlego em meio a relatos sobre o conteúdo do discurso de Trump e à carta apresentada pelo governo iraniano à população americana. No documento, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o povo iraniano não nutre inimizade com os Estados Unidos, Europa e os países vizinhos, e que o país “não é ameaça”. As notícias, no entanto, ajudaram a elevar a volatilidade de ações mais líquidas, que acabaram devolvendo parte dos ganhos perto do fim da sessão. Ainda que o Ibovespa tenha mostrado resiliência em março e se aproximado dos níveis pré-guerra na sessão de hoje, a visão de que o Brasil se provou um bom refúgio em um momento de maior aversão a risco precisa ser analisada com cautela, segundo o gestor de renda variável da AZ Quest, Welliam Wang. “Quando você olha para o Ibovespa, parece que o Brasil foi um refúgio, mas é perigoso dizer isso quando olhamos para empresas domésticas. O índice de small caps fechou bem negativo”, diz. “É uma história de duas partes: por um lado, empresas de petróleo se beneficiaram do aumento do preço da commodity; por outro, empresas domésticas tiveram desempenho bem negativo”, acrescenta. A título de comparação, no acumulado de março, o Ibovespa cedeu apenas 0,70%, enquanto o índice de small caps da B3 recuou 5,77%. Wang justifica que ações cíclicas domésticas tendem a sofrer mais com o aumento das pressões inflacionárias, o que leva a juros mais altos e a um menor crescimento. Nos cálculos da casa, o desempenho do Ibovespa em março foi beneficiado pelo setor de óleo e gás: segundo a gestora, as ações preferenciais e ordinárias da contribuíram com uma alta de 2,66% para o Ibovespa no mês passado. Ontem, o volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 26,9 bilhões e de R$ 37,4 bilhões na B3.

VALOR ECONÔMICO

Indústria do Brasil sente impacto da guerra com alta nos insumos, mostra PMI

A atividade da indústria do Brasil sentiu em março o impacto da guerra no Oriente Médio, com a inflação dos custos dos insumos atingindo o nível mais alto em 18 meses, embora a recuperação das exportações tenha ajudado a atenuar o ritmo de contração, de acordo com uma pesquisa do setor privado divulgada na quarta-feira (1°).

O PMI (índice de gerentes de compras) da indústria brasileira, compilado pela S&P Global, subiu a 49 em março, contra 47,3 em fevereiro. Esse foi o 11º mês seguido em que o setor registrou contração, com o índice abaixo da marca de 50, mas o ritmo da queda foi o menor desde maio do ano passado. A intensificação das pressões sobre os custos no mês foi associada pelos participantes da pesquisa à guerra no Oriente Médio, que começou em 28 de fevereiro, e à alta dos preços internacionais do petróleo. “Justamente quando o Banco Central reduziu as taxas de juros pela primeira vez em quase dois anos, a alta nos preços internacionais do petróleo e a guerra em curso no Oriente Médio elevaram significativamente as pressões sobre os custos ao seu nível mais alto desde setembro de 2024”, disse Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence. A produção do setor industrial brasileiro diminuiu em março, mas foi a queda menos acentuada desde outubro passado. Alguns participantes da pesquisa indicaram que os esforços de reposição de estoques impulsionaram o crescimento em suas unidades. Os novos pedidos diminuíram no mês, enquanto os empregos em fábricas aumentaram pelo segundo mês consecutivo.

REUTERS 

Preços terão alta de 6,2% em média com redução da jornada de trabalho para 40h, diz CNI

Entidade simulou impactos na economia em cenário em que redução das horas trabalhadas seria compensada pela contratação de novos empregados. Governo defende projeto de lei e redução da jornada para 40h, enquanto Câmara se debruça sobre PEC que acaba com 6×1 e reduz jornada para 36h semanais.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estimou na quarta-feira, 1º, que os preços aos consumidores podem ter alta de 6,2% em média caso a jornada de trabalho seja reduzida de 44 para 40 horas semanais. As compras em supermercados poderiam ficar 5,7% mais caras, segundo a CNI, com os preços de produtos agropecuários subindo em torno de 4% e os de produtos industrializados podendo registrar alta de 6% em média. No caso de roupas e calçados, por exemplo, a alta de preços pode alcançar 6,6%. No setor de serviços, o reajuste pode alcançar 6,5%, afetando, por exemplo, preços de manicure, cabeleireiro e pintura residencial. A conta de internet poderia apresentar elevação ainda mais expressiva, de até 7,2%. A CNI fez uma simulação dos impactos na economia em um cenário em que a redução das horas trabalhadas com o limite semanal seria compensada pela contratação de novos empregados. “A projeção estima que as horas trabalhadas não serão integralmente recompostas, ao mesmo tempo em que o custo da hora trabalhada aumentará, gerando elevação de preços ao longo de toda a cadeia produtiva”, explica a entidade. Para a indústria, é esse o setor que será o mais atingido com uma redução de jornada e trabalho para 40 horas, com uma possível queda de 4,34% das horas trabalhadas. Na sequência, aparecem o comércio, com redução de 4,03%; serviços (-2,44%). “A consequência da elevação do custo do trabalho será o aumento generalizado dos preços da economia e afetará a vida de todos os brasileiros. As empresas não enfrentarão apenas o aumento do custo direto com mão de obra, mas os insumos também deverão ter seus preços reajustados”, alerta o presidente da CNI, Ricardo Alban. A entidade defende que o debate no Legislativo precisa ser feito “de forma mais aprofundada”, só depois das eleições para evitar interferências eleitorais na análise. “A discussão da escala 6×1 é legítima e necessária, mas qualquer decisão dessa dimensão deve levar em conta a avaliação de impacto e seus efeitos econômicos. A produtividade no Brasil ainda está muito aquém de países semelhantes e há escassez de mão de obra. Por isso, ainda não é hora de reduzir a escala”, diz o presidente da CNI.

O ESTADO DE SÃO PAULO

GOVERNO

Novo ministro da Agricultura promete rigor técnico e visão estratégica para o setor

André de Paula substitui Carlos Fávaro, que saiu do posto para cumprir o prazo que lhe permite concorrer nas próximas eleições.

André de Paula, assumiu, na quarta-feira (1/4), o cargo de ministro da Agricultura, em cerimônia na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília. Ele substitui Carlos Fávaro, que retomou o mandato no Senado, e saiu do posto para cumprir o prazo que lhe permite concorrer nas próximas eleições. André de Paula elogiou o desempenho do antecessor e afirmou que dará continuidade às ações para a conclusão do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Tenho a exata dimensão dessa função e do quão estratégica é para esse país”, afirmou em discurso na cerimônia de transmissão de cargo. “Estou reafirmando os compromissos que o ministro Carlos Fávaro assumiu. São compromissos que não têm CPF. Eles têm CNPJ. São do Ministério da Agricultura e do presidente Lula”, acrescentou. Ele disse que atuará com visão estratégica para garantir previsibilidade para o setor e convidou lideranças setoriais para parcerias de trabalho. O auditório estava lotado, com cerca de 350 pessoas, entre elas dirigentes de entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). André de Paula disse que o convite de Lula para assumir a Agricultura, há cerca de um mês, representa o maior desafio da sua vida pública de mais de 40 anos. “É o passo mais largo da minha trajetória profissional e pessoal.” No discurso, destacou a importância de políticas como o Plano Safra, o Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e o seguro rural. André de Paula defendeu ainda que a Embrapa precisa ser “ainda mais fortalecida”, assim como a defesa agropecuária. E indicou necessidade de o setor seguir atento às transformações tecnológicas. O ministro ressaltou a importância do agronegócio para a economia brasileira e a pluralidade do setor. “É um setor essencial para a segurança alimentar, a geração de renda e o desenvolvimento sustentável do país”, disse. “Atuaremos com rigor técnico e visão estratégica para qualidade, segurança e sustentabilidade. O espírito de diálogo vai conduzir minha atuação em plena sintonia com as diretrizes do governo Lula. O Brasil que produz com responsabilidade cresce com justiça”, acrescentou.

GLOBO RURAL

CARNES

Exportação de carne será recorde em março, mesmo com guerra, diz ABPA

O cenário de guerra no Oriente Médio não deve atrapalhar o resultado numérico das exportações de carnes brasileiras, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Os volumes de março devem superar o recorde dos envios do ano passado, que foram de pouco mais de 215 mil toneladas.

Mesmo com o fechamento do Estreito de Ormuz e com os problemas logísticos impostos na região entre Irã e Omã, com a alta dos custos de guerra, com o frete mais caro, o Brasil deverá vender mais, mantendo o fluxo da cadeia, mantendo a “indústria saudável e continuando a produzir”.  Segundo a ABPA em janeiro a exportação foi de 23 mil toneladas por dia e, nos primeiros 15 dias de março, chegaram a 24 mil toneladas diárias. Os resultados oficiais do mês serão divulgados na próxima semana. E se o Brasil tiver mantido o ritmo de 24 mil toneladas diárias, terá alcançado um total de 744 mil toneladas. O número se aproxima da marca de 1 milhão de toneladas, que seria inédito para um terceiro mês do ano. O enfrentamento do setor, porém, são os custos elevados das rotas alternativas, mas não impediram de o Brasil cumprir os contratos de exportação dos diferentes tipos de carne aos parceiros do Oriente Médio, em especial Catar, Kuwait, Bahrein que são compradores consolidados das proteínas animais brasileiras.  Segundo a ABPA, a experiência do setor de carnes e a solidez dos mercados – clientes do Brasil há mais de quatro décadas – foram as variáveis essenciais para manter o patamar das exportações, além de ajudar a criar rotas alternativas e terrestres. O setor conseguiu manter a estabilidade, construir alternativas de redirecionamento ou reenvio por outros canais como levar de navio até Arábia Saudita e transportar de caminhão até o Kuwait, Catar e isso conseguiu fazer com que não se precisasse desacelerar a cadeia e nem o fornecimento de comida. No caso do frango, eram 60 mil toneladas que entravam pelo Estreito de Ormuz. Esse volume está sendo redirecionado via Arábia Saudita por terra e via Omã, o que permite entregar as mercadorias.

CNN BRASIL

FRANGOS & SUÍNOS

Paraná registra recorde na produção de suínos

Produção de suínos avança 7,6% no Paraná

O Paraná registrou em 2025 o maior crescimento absoluto na produção de carne suína entre os estados brasileiros. Os dados constam no Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (26) pelo Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, com base na Pesquisa Trimestral do Abate de Animais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Segundo o levantamento, o estado produziu 1,226 milhão de toneladas de carne suína no ano passado, estabelecendo um novo recorde. O volume representa aumento de 86,71 mil toneladas, avanço de 7,6% em relação a 2024. Outros estados também apresentaram crescimento no período. Minas Gerais registrou o segundo maior aumento absoluto, com alta de 69,46 mil toneladas, equivalente a 11,3%. Em seguida aparecem Rio Grande do Sul, com incremento de 67,46 mil toneladas, ou 7,1%, e Mato Grosso do Sul, que ampliou a produção em 36,97 mil toneladas, avanço de 14,4%. No país, o crescimento totalizou 297,14 mil toneladas, alta de 5,5%. Com esse resultado, o Paraná ampliou sua participação na produção nacional de carne suína, passando de 21,3% para 21,7%, mantendo-se como o segundo maior produtor do país. Santa Catarina segue na liderança, com 1,601 milhão de toneladas produzidas, equivalente a 28,3% do total nacional. O Rio Grande do Sul aparece na terceira posição, com 1,018 milhão de toneladas, ou 18% da produção brasileira. No número de animais abatidos, o Paraná apresentou o terceiro maior crescimento absoluto entre os estados. Em 2025, foram abatidos 12,877 milhões de suínos, também um recorde, com aumento de 457,3 mil animais, alta de 3,7% em comparação com o ano anterior. Minas Gerais liderou o crescimento nesse indicador, com acréscimo de 760,7 mil suínos, avanço de 11,3%, seguido pelo Rio Grande do Sul, com aumento de 692,5 mil animais, alta de 6,8%. No Brasil, o crescimento totalizou 2,513 milhões de animais, aumento de 4,3%. De acordo com o boletim, o avanço da produção em ritmo superior ao crescimento do número de suínos abatidos indica ganhos de produtividade no estado. Esse resultado está associado ao abate de animais com maior peso médio. Em 2025, o peso médio no Paraná chegou a 95,2 quilos por cabeça, aumento de 3,8%, ou 3,5 quilos por animal, em relação ao ano anterior. A expectativa apresentada no relatório é de continuidade desse movimento em 2026, impulsionado pela perspectiva de aumento da demanda nos mercados interno e externo, considerando o papel do Paraná no fornecimento de carne suína.

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