
Ano 11 | nº 2683 | 01 de abril de 2026
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo: subiu a cotação do “boi China” e da novilha em São Paulo
Em São Paulo, a cotação do “boi China” e da novilha abriram o dia com alta de R$3,00/@, enquanto a do boi gordo e da vaca manteve estabilidade.
Na terça-feira (31/3), o animal padrão exportação chegou a R$ 360/@ e a fêmea jovem terminada a R$ 340/@, segundo a Scot Consultoria. O “boi-China” e a novilha gorda subiram R$ 3/@ no mercado de São Paulo, para R$ 360/@ e R$ 340/@, respectivamente, de acordo com apuração consultoria (valores brutos, no prazo). O mercado abriu com a cotação do “boi China” e da novilha maior. A cotação do boi gordo e da vaca não mudou na comparação feita dia a dia. É importante considerar que esta é uma semana mais curta, o que reduziu a janela de compra dos frigoríficos e estimulou pagamentos maiores. As escalas de abate estiveram, em média, para sete dias. No Mato Grosso, a oferta esteve curta e as cotações firmes. As chuvas e o vigor das pastagens contribuíram para a manutenção das boiadas nas fazendas e para que o volume de negócios estivesse compassado. Na região Norte, a cotação do boi gordo subiu R$2,00/@. Para a vaca e a novilha, a cotação não mudou na comparação feita dia a dia. Na região Sudoeste, a cotação do boi gordo e a da vaca subiu R$3,00/@ e a da novilha permaneceu estável. Na região de Cuiabá, a cotação do boi gordo subiu R$5,00/@ e, para as demais categorias, não houve alteração frente a ontem. Na região Sudeste, a cotação do boi gordo e a da novilha subiu R$5,00/@. Para a vaca, a alta foi de R$2,00/@. A cotação da arroba do “boi China” subiu R$2,00. No Espírito Santo, a cotação não mudou em comparação com ontem.
Scot Consultoria
Boi gordo mantém firmeza com escalas curtas no início da semana
Pecuaristas controlam oferta, frigoríficos operam com pouca folga nas escalas e demanda externa segue puxada pela China
O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com maior firmeza, registrando negócios pontuais acima da referência média. O movimento reflete um cenário de oferta ainda restrita, com frigoríficos operando com escalas de abate encurtadas, entre cinco e sete dias úteis na média nacional. Do lado da produção, os pecuaristas seguem em posição confortável para negociar, especialmente nas regiões do centro-norte, onde as condições de pastagem ainda são favoráveis. Esse cenário permite um ritmo mais cadenciado de vendas, evitando pressão sobre os preços. No mercado externo, as exportações continuam em ritmo acelerado. A demanda chinesa segue aquecida, com importadores atuando de forma agressiva para garantir volumes antecipadamente, enquanto exportadores brasileiros buscam preencher rapidamente suas cotas de embarque. Esse ambiente reforça a sustentação dos preços no mercado interno. Os preços da arroba apresentaram os seguintes níveis médios nas principais praças: São Paulo: R$ 360,42, na modalidade a prazo. Goiás: R$ 340,89. Minas Gerais: R$ 346,18. Mato Grosso do Sul: R$ 349,09. Mato Grosso: R$ 356,15. No mercado atacadista, os preços seguiram firmes ao longo da segunda-feira (30), sustentados pela baixa disponibilidade de carne. Mesmo diante da perda de competitividade em relação a proteínas concorrentes, como o frango, a restrição de oferta continua sendo o principal fator de suporte. Os cortes bovinos mantiveram os seguintes patamares: Quarto traseiro: R$ 27,50/kg. Quarto dianteiro: R$ 21,80/kg. Ponta de agulha: R$ 20,00/kg.
Safras News
ECONOMIA
Dólar fecha abaixo dos R$5,20 com expectativa de desescalada da guerra
O dólar fechou a terça-feira em queda firme ante o real e novamente abaixo dos R$5,20, acompanhando o recuo quase generalizado da moeda norte-americana ante as demais divisas no exterior, em meio à expectativa de que a guerra no Oriente Médio possa desescalar.
O dólar à vista fechou em queda de 1,28%, aos R$5,1791. No acumulado de março — que coincide com o primeiro mês da guerra de EUA e Israel contra o Irã — o dólar subiu 0,87%. No primeiro trimestre do ano, a divisa dos EUA acumulou baixa de 5,65%. Às 17h22, o dólar futuro para maio — que nesta sessão passou a ser o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 1,46% na B3, aos R$5,2140. Na primeira metade do dia, os investidores operaram no Brasil em meio à disputa pela formação da Ptax do fim de março. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa). No início da tarde, a Ptax fechou em R$5,2194 na venda. No exterior, os mercados foram novamente conduzidos pelo noticiário sobre a guerra. Na noite de segunda-feira, o Wall Street Journal havia informado que Trump disse a assessores estar disposto a encerrar a campanha militar contra o Irã, mesmo que o Estreito de Ormuz permaneça em grande parte fechado. Na terça-feira, relatos na imprensa indicaram que o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, teria dito que o país estava pronto para encerrar a guerra. Embora o Irã tenha atacado durante o dia um petroleiro perto de Dubai e Trump tenha voltado a ameaçar o país, os investidores se apegaram à possibilidade de desescalada da guerra, o que se traduziu na venda do dólar em todo o mundo, incluindo no Brasil.
Reuters
Ibovespa fecha em alta, mas aversão a risco quebra série de ganhos mensais
O Ibovespa fechou em alta de mais de 2% na terça-feira, superando os 187 mil pontos, mas ainda assim registrou o primeiro mês negativo desde meados do ano passado, contaminado pela aversão a risco global com a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã que ultrapassa quatro semanas
A performance positiva no pregão paulista no dia apoiou-se em noticiário sobre possível alívio no conflito no Oriente Médio, enquanto a cena corporativa brasileira destacou acordo para a Advent comprar participação na Natura, o que fez a ação da fabricante de cosméticos disparar.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,71%, a 187.461,84 pontos, tendo marcado 187.507,77 na máxima e 182.515,40 na mínima do dia. No mês, acumulou perda de 0,70%, mas ainda assegurou alta de 16,35% no primeiro trimestre. O volume financeiro no pregão desta terça-feira somava R$37,9 bilhões. No exterior, Wall Street também fechou com sinal positivo, com agentes financeiros ponderando reportagem do Wall Street Journal, de que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse a assessores estar disposto a encerrar a campanha militar contra o Irã mesmo que o Estreito de Ormuz ficasse praticamente fechado. Também repercutiram reportagens, incluindo da Bloomberg, de que o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que o país estava pronto para encerrar a guerra, mas quer garantias. De acordo com o sócio e advisor da Blue3 Investimentos Willian Queiroz, esses sinais de potencial arrefecimento no conflito animaram a bolsa, embora ainda exista muita cautela em relação ao cenário geopolítico. A sessão também foi marcada por novo ataque a um petroleiro no Oriente Médio e alerta do secretário de Defesa dos EUA sobre dias decisivos no conflito, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã também disse que atingirá empresas dos EUA na região a partir de 1º de abril, em retaliação a ataques contra o Irã. O S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, avançou 2,91%, mas o barril do petróleo sob o contrato Brent para maio também subiu — US$5,57, a US$118,35. Já o barril para junho caiu US$3,42, para US$103,97. “A guerra entre EUA, Israel e Irã transformou o conflito no Golfo em variável central do cenário global”, afirmaram economistas do Bradesco em relatório a clientes, acrescentando que o conflito continua sendo fonte importante de incerteza e que as próximas semanas serão decisivas. Apesar da queda do Ibovespa e do clima de incertezas no mundo com a guerra, a bolsa paulista registrava saldo positivo de capital externo em março até o último dia 26 de quase R$7,9 bilhões, totalizando uma entrada líquida de estrangeiros R$49,6 bilhões no mercado secundário de ações brasileiro em 2026.
Reuters
Dívida pública do Brasil sobe a 79,2% do PIB em fevereiro, maior patamar em mais de 4 anos
A dívida pública bruta do país como proporção do PIB aumentou 0,5 ponto percentual em fevereiro, para 79,2%, maior patamar desde outubro de 2021, mostraram números do Banco Central na terça-feira.
No mês, o setor público registrou um resultado primário negativo de R$16,388 bilhões, abaixo do déficit de R$25 bilhões previsto por economistas em pesquisa da Reuters, e inferior ao déficit de R$18,973 bilhões registrado em fevereiro de 2025. A alta da dívida no mês refletiu a apropriação de juros, no valor de R$84,2 bilhões. No mês, o resultado nominal do governo, que inclui as despesas com juros, foi deficitário em R$100,589 bilhões. No acumulado em 12 meses até fevereiro, o saldo primário foi negativo em R$52,843 bilhões, o equivalente a 0,41% do Produto Interno Bruto.
Reuters
EMPRESAS
Masterboi investe R$ 250 mi em nova planta industrial em Iguatu (CE)
Unidade deve gerar 500 empregos e será a quarta fábrica da empresa, com previsão de início da produção em 2028
A empresa pernambucana Masterboi assinou na terça-feira (31/03) o protocolo de intenções para a implantação de sua quarta planta industrial, localizada no estado do Ceará. O investimento será de R$ 250 milhões. A solenidade, realizada no Palácio da Abolição, em Fortaleza, contou com a presença do presidente da Masterboi, Nelson Bezerra, que ratificou o acordo com o governador do Ceará, Elmano de Freitas. Nelson Bezerra, Presidente da Masterboi, Elmano de Freitas, Governador do Ceará e Domingos Gomes de Aguiar, Secretário de Desenvolvimento Econômico do Ceará. A nova unidade industrial da Masterboi será instalada no município de Iguatu, localizado a 362 km de Fortaleza. O local foi escolhido após análise de critérios técnicos como estrutura logística, segurança hídrica e presença consolidada de pecuária de corte. De acordo com o presidente da Masterboi, Nelson Bezerra, o empreendimento deve gerar 500 empregos quando estiver em pleno funcionamento. Hoje, a gigante do setor frigorífico emprega mais de 4.200 pessoas. As obras estão previstas para começar no segundo semestre de 2027 e a expectativa é de iniciar a produção em 2028. A unidade cearense será a quarta do grupo, que já possui frigoríficos em Canhotinho (PE), em Nova Olinda (TO) e em São Geraldo do Araguaia (PA). Além das fábricas, o grupo Masterboi possui dois centros de distribuição, uma charqueada, cinco lojas (quatro em Pernambuco e uma na Paraíba), e uma transportadora com frota de mais de 200 caminhões. Com forte presença no mercado de carne bovina, aves, suínos e pescados, a empresa exporta para mais de 100 países e é reconhecida pela qualidade dos produtos e serviços, e pelo impacto econômico e socioambiental sustentável nas regiões onde atua.
Portal DBO
FRANGOS & SUÍNOS
Plantel de matrizes suínas cresce no Rio Grande do Sul e chega a mais de 400 mil animais
A estimativa foi elaborada a partir de informações coletadas junto a representantes de diferentes segmentos da cadeia produtiva.
O plantel de matrizes suínas no Rio Grande do Sul apresentou crescimento no último ano. De acordo com levantamento realizado pela Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS), o estado conta atualmente com 400.534 matrizes, número 3,3% superior ao registrado em 2025, quando o total era de 387.756 animais. Entre os sistemas produtivos, as agroindústrias concentram a maior parte das matrizes, com 229.100 animais. Apesar de manterem a liderança no volume total, esse segmento apresentou leve redução de 1% em relação ao ano anterior. Já os sistemas de parceria agropecuária entre produtores registraram o maior avanço, passando de 77.480 para 88.877 matrizes, crescimento de 15% no período analisado. As cooperativas também ampliaram seu plantel, chegando a 63.237 matrizes, aumento de 3% em relação a 2025, enquanto entre os produtores independentes o número passou de 18.320 para 19.320 matrizes, crescimento de 5%. O levantamento também apresenta um panorama da estrutura produtiva da suinocultura no estado. Atualmente, o Rio Grande do Sul conta com 4.450 produtores distribuídos nas diferentes etapas da cadeia, que incluem unidades produtoras de desmamados, produção de leitões, creche, terminação e propriedades de ciclo completo. Para o presidente da ACSURS, Valdecir Folador, os números reforçam a importância de acompanhar de perto a evolução da atividade no estado. “Esse levantamento nos permite entender melhor os movimentos da suinocultura gaúcha e como o setor está se organizando entre os diferentes sistemas de produção. Mesmo diante dos desafios enfrentados nos últimos anos, a cadeia segue buscando eficiência e mantendo sua capacidade produtiva”, destaca.
Acsurs
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