
Ano 11 | nº 2681 | 30 de março de 2026
ABRAFRIGO NA MÍDIA
Carne bovina do Brasil tem outros destinos para driblar cota da China, diz Abrafrigo
A demanda pela exportação de carne bovina do Brasil segue forte, com avanços importantes nos embarques para os Estados Unidos, União Europeia, Chile e Rússia, o que deverá permitir que o maior exportador global lide com uma cota restritiva de embarques para a China, afirmou na sexta-feira a Associação Brasileira dos Frigoríficos (Abrafrigo).
“O bom ritmo das vendas neste início de ano é um forte indicativo de que as medidas de salvaguardas impostas pela China às importações de carne bovina devem ter impacto reduzido para o Brasil neste ano”, afirmou a entidade em nota, em referência a medidas do maior importador. A guerra no Oriente Médio, dependendo de sua extensão e implicações, pode ser um fator prejudicial às exportações brasileiras deste ano, devido ao aumento nos custos logísticos, acrescentou a Abrafrigo. Mas o setor de carnes, diante da demanda forte, tem conseguido redirecionar embarques, ou mesmo operar outras rotas que contornem o Estreito de Ormuz para entregar a países do Oriente Médio, que está sendo impactado pela guerra. A Abrafrigo citou que os Estados Unidos, segundo maior mercado para a carne bovina do Brasil, precisam importar 2,5 milhões de toneladas em 2026, conforme informações do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Esse grande volume acontece com o país atravessando um ciclo de baixa de animais, que reduz a disponibilidade de carne. Além disso, outros mercados como Chile, Rússia, Egito, Emirados Árabes, México e Arábia Saudita também apresentaram “crescimento expressivo” de importações de carne bovina do Brasil no primeiro bimestre do ano, disse a Abrafrigo. Há, ainda, “boas perspectivas” de consolidação e abertura de novos mercados, como Vietnã, Indonésia, Japão e Coreia do Sul, “o que deverá contribuir para manter aquecida a demanda pela carne bovina brasileira no mercado internacional”. Segundo a Abrafrigo, mesmo considerando um cenário em que o Brasil “esgote” sua participação na cota da China — de 1,1 milhão de toneladas livres da tarifa mais alta de 55% –, “a tendência é de que o aumento da demanda em outros mercados e a restrição pelo lado da oferta mantenham forte a demanda por animais para atender as exportações de carne bovina deste ano”. No primeiro bimestre, as vendas de carnes in natura e industrializada — considerando miudezas e outros subprodutos de bovinos — aumentaram 39% em receitas para US$2,865 bilhões, enquanto os volumes cresceram 22%, para 557,24 mil toneladas, segundo dados da Abrafrigo. Somente para os EUA, por exemplo, as vendas de carne bovina in natura cresceram 97,3% no primeiro bimestre, para US$379 milhões, enquanto o volume embarcado teve um incremento de 60%, para 63,08 mil toneladas. As vendas para a União Europeia do produto in natura cresceram 24,6% em receitas, para US$121,4 milhões, e 18,8% em volume, para 14,17 mil toneladas, disse a Abrafrigo.
Publicado em: Reuters/Globo Rural/Valor Econômica/CNN Brasil/Estadão Conteúdo/Notícias Agrícolas/Canal Rural/Trading View/Compre Rural/Conexão Tocantins/Agrofy News/Bol Uol Notícias/Brasil 247/Money Times/Jornal Opção/Página Rural/Broadcast
NOTÍCIAS
Mercado do boi fecha semana em alta
Cotações do boi avançam em várias regiões
As cotações do mercado do boi gordo registraram alta em diferentes praças do país, com destaque para São Paulo, segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgada na sexta-feira (27) pela Scot Consultoria. Na praça paulista, os preços da vaca gorda e do chamado “boi China” avançaram em meio a uma oferta contida. De acordo com a Scot Consultoria, “as ofertas estiveram contidas, e ainda assim, havia volume suficiente para atender às escalas, porém sem folga”. Mesmo com parte da indústria frigorífica fora das compras no dia, os compradores ativos elevaram os valores pagos. A cotação da vaca subiu R$ 3,00 por arroba, enquanto o “boi China” teve alta de R$ 1,00 por arroba. Ainda segundo a análise, “há negócios acima da referência, porém com baixo volume para consolidar referência”. As escalas de abate no estado ficaram, em média, em seis dias. No Tocantins, o mercado apresentou comportamento distinto entre o consumo interno e as exportações. Conforme o levantamento, “as vendas de carne no mercado interno perderam força com o fim do mês. Por outro lado, o escoamento para o mercado externo está firme e a oferta, curta, sustentando o mercado”. Após a valorização das fêmeas no dia anterior, apenas o boi gordo na região sul do estado registrou nova alta, de R$ 3,00 por arroba. As escalas de abate permaneceram, em média, em cinco dias. Na região noroeste do Paraná, a combinação entre oferta reduzida e exportações firmes contribuiu para a valorização das cotações. De acordo com a Scot Consultoria, “a pouca oferta, aliada às exportações firmes, tem sustentado as cotações na região, mesmo com o mercado interno mais fraco no período”. Nesse cenário, o boi gordo teve alta de R$ 3,00 por arroba e o “boi China” avançou R$ 5,00 por arroba, enquanto os preços das fêmeas permaneceram estáveis.
Scot Consultoria
Boi gordo: preços da carne sobem no atacado com baixa disponibilidade
Segundo a consultoria Safras & Mercado, movimento de alta se liga, também, às boas condições dos pastos
O mercado físico do boi gordo encerra a semana apresentando algumas negociações acima da referência média. O movimento de alta no mercado físico está alicerçado em dois vetores básicos, são eles a oferta ainda anêmica em meio à boa condição dos pastos. Essa variável faz com que a indústria frigorífica encontre muitas dificuldades na composição de suas escalas de abate, que hoje está posicionada entre cinco e sete dias úteis na média nacional. O segundo alicerce do atual movimento de alta está associado ao forte ritmo de embarques. A demanda chinesa permanece aquecida, tanto importadores da China quanto os exportadores brasileiros aceleram a alta visando preencher o maior volume possível da cota. Vale destacar que a exportação extracota conta com tarifas adicionais de 55%, totalizando 67% de tarifa, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 358,25, na modalidade a prazo. Em Goiás, a indicação média foi de R$ 340,32 para a arroba do boi gordo. Em Minas Gerais, a arroba teve preço médio de R$ 344,71. Em Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada em R$ 348,75. Em Mato Grosso, a arroba ficou indicada em R$ 353,45. O mercado atacadista apresenta alta consistente em seus preços durante a sexta-feira (27). Este movimento está centrado na baixa disponibilidade de produto, que mantém preços em patamares muito elevados, mesmo em um momento de perda de competividade se comparado às proteínas concorrentes, em especial se comparado à carne de frango. Mais uma vez a variável oferta se mostra mais impactante que a variável demanda, assinalou Iglesias. O quarto traseiro foi precificado a R$ 27,50, por quilo, alta de R$ 0,20. Quarto dianteiro foi cotado a R$ 21,80, por quilo, alta de R$ 0,80. Ponta de agulha foi precificada a R$ 20,00, por quilo, alta de R$ 0,50.
Safras News
CMN reduz juros para financiamentos de cooperativas voltados à bovinocultura
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, na quinta-feira (26/3), a redução da taxa de juros de 8% para 3% ao ano para financiamentos feitos por cooperativas da agricultura familiar no âmbito do Pronaf Mais Alimentos em operações destinadas à aquisição de sêmen e óvulos para melhoramento genético da pecuária bovina e embriões para melhoramento genético da pecuária de leite.
A taxa de juros de 3% ao ano já é aplicada aos financiamentos desses itens quando contratados diretamente pelos pequenos pecuaristas. Agora, a medida foi estendida para suas cooperativas. O CMN aprovou ainda o financiamento para aquisição de sêmen, óvulos e embriões para melhoramento genético, bem como os respectivos serviços associados de inseminação artificial e transferência de embriões, de forma isolada, no âmbito do RenovAgro. Atualmente, o financiamento desses itens pelo programa está limitado a 30% do valor do crédito de investimento.
Globo Rural
Exportações de miúdos bovinos de MT disparam e atingem quase US$ 100 milhões
Entre as partes menos tradicionais do boi que ganham espaço no comércio internacional está a língua bovina
A exportação de miúdos bovinos de Mato Grosso alcançou 53 países em 2025 e reforçou o papel estratégico desse segmento dentro da cadeia da carne. Ao longo do ano, foram embarcadas 53,5 mil toneladas de produtos como língua, rabo, pâncreas, fígado e tripas. Segundo dados do sistema Comex Stat, a comercialização desses itens gerou uma receita de US$ 99,6 milhões, informou o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac). Parte importante da rentabilidade da pecuária, a venda de miúdos deixou de ser vista como um subproduto de baixo valor e se consolidou como um negócio lucrativo, especialmente no mercado internacional. Para se ter uma ideia, apenas o fígado bovino foi exportado para 29 países, totalizando 8,5 mil toneladas, com destinos como Angola, Cabo Verde, Egito, Reino Unido, Rússia, Maldivas e Turquia. Na comparação com 2024, houve avanço significativo nos embarques. O volume exportado saltou de 41,2 mil toneladas para 53,5 mil toneladas, o que representa crescimento de 29,6%. Já a receita teve alta ainda mais expressiva, de 102%, indicando valorização do produto no mercado externo e maior disposição de pagamento por parte dos importadores. Entre as partes menos tradicionais do boi que ganham espaço no comércio internacional está a língua bovina, que chegou a 27 países em 2025, com volume de 4,6 mil toneladas. O produto mato-grossense foi consumido em mercados como Argentina, Uruguai, Aruba, Ucrânia, Angola, Gana, Cazaquistão, Singapura, Israel e Palestina. O diretor de Projetos do Imac, Bruno de Jesus Andrade, destaca que o desempenho reforça a eficiência da cadeia produtiva no estado. “A comercialização de miúdos mostra como Mato Grosso consegue aproveitar integralmente o animal e transformar isso em valor. São produtos que têm alta demanda em diversos mercados e ajudam a ampliar a rentabilidade da cadeia, além de diversificar os destinos das exportações”, afirmou, em nota.
Imac
Arroba valorizada desacelera escalada de margem dos frigoríficos
Apesar da retração, as margens foram positivas. Exportações e vendas de coprodutos ajudaram no resultado das indústrias. Mesmo com a arroba sustentada acima de R$ 300/@, os frigoríficos brasileiros registraram margens positivas em 2025, graças a coprodutos como o sebo e o couro, além do próprio valor agregado embutido na venda de carne desossada.
Foi o segundo ano consecutivo de bons rendimentos, que ficaram acima dos ganhos obtidos pelos outros elos da cadeia de produção. Segundo o indicador Equivalente Scot Desossa (preços da carne sem osso no atacado + couro + sebo + miúdos + derivados + subprodutos), da Scot Consultoria, os frigoríficos tiveram margens positivas, mas menores do que as registradas em 2024. “O motivo dessa desaceleração anual foi o forte aumento no valor da arroba a partir do fim de 2024 e preço de carne sem osso no atacado praticamente estável ao longo de 2025”, explica o analista Felipe Fabbri, da Scot. Lygia Pimentel, da Agrifatto, diz que, em 2025, os frigoríficos operaram em um ambiente de forte oferta de animais e pelo bom desempenho das exportações, mas isso não se traduziu em margens amplas ao longo do ano. A diferença (spread) de carcaça casada x boi gordo ilustra bem esse cenário. “Enquanto em 2024 a margem média foi de 2,4%, no acumulado de 2025 recuou para 1,3%, evidenciando uma conjuntura mais apertada na relação entre matéria-prima e atacado”, destaca ela. Lygia observa que a recuperação do preço do boi gordo para acima dos R$ 300/@, somada a um mercado interno ainda fragilizado pelo endividamento da população, reduziu o espaço para repasse de preços aos consumidores em 2025, fazendo com que tanto o atacado quanto o varejo enfrentassem dificuldades para sustentar altas ao longo do ano. Apesar de a oferta abundante de bovinos favorecer as escalas de abate, a margem operacional não acompanhou. “A indústria administrou custo crescente da arroba ante um consumo interno lento”, diz. Nesse contexto, o desempenho das exportações sustentou o setor em 2025, garantindo maior uso das plantas habilitadas e melhor escoamento da produção. Dados coletados pela Agrifatto, com a divulgação dos balanços das empresas e de outros dados disponíveis nos sites das companhias, revelam o peso dos maiores frigoríficos do País. Somente as unidades da líder JBS e da vice Minerva abatem, juntas, cerca de 58.000 bovinos por dia no País. Os dados são estimados, portanto, não refletem com exatidão os números da atualidade.
Portal DBO
ECONOMIA
Dólar tem leve baixa em meio a fluxo para o Brasil e esperança de acordo entre EUA e Irã
O dólar fechou a sexta-feira com leve queda, abaixo da marca de R$5,25, em meio a relatos de fluxo de entrada de recursos no Brasil e à esperança de um acordo entre EUA e Irã sobre a guerra.
O dólar à vista fechou em queda de 0,35%, aos R$5,2392. Na semana, a divisa acumulou baixa de 1,38% e, no ano, recuo de 4,55%. Às 17h04, o dólar futuro para abril — o mais líquido no mercado brasileiro – cedia 0,04% na B3, aos R$5,2420. A guerra que coloca EUA e Israel contra o Irã foi novamente o condutor dos negócios nos mercados globais. Pela manhã, os mercados reagiam à pausa de dez dias dos ataques dos Estados Unidos às usinas do Irã, anunciada na véspera pelo presidente norte-americano, Donald Trump. O intervalo durará até 6 de abril. Apesar da pausa, o dólar sustentava ganhos ante boa parte das demais moedas, incluindo o real. Às 9h08, logo após a abertura, o dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$5,2805 (+0,44%). Entre o fim da manhã e o início da tarde, no entanto, os ativos brasileiros demonstraram alguma reação, com o Ibovespa virando para o positivo e o dólar para o negativo ante o real. Fonte ouvida pela Reuters afirmou que a resposta do Irã a uma proposta de paz dos EUA, destinada a pôr fim à guerra, era esperada ainda nesta sexta-feira, o que trouxe certo alívio para as moedas de países emergentes. No Brasil, conforme três profissionais ouvidos pela Reuters, a virada ocorreu em meio ao fluxo de entrada de recursos no país, inclusive para a bolsa de valores. “A combinação de petróleo elevado, juros globais em alta e incerteza em torno do conflito no Oriente Médio sustentou a demanda por proteção ao longo da manhã, mas o movimento perdeu força com a desaceleração do dólar no exterior e sem piora adicional no cenário”, avaliou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito. No início do dia, o Banco Central informou que o país teve déficit em transações correntes de US$5,614 bilhões em fevereiro, acima do déficit de US$5,4 bilhões projetado por economistas consultados pela Reuters. Na outra ponta, o Brasil recebeu US$6,754 bilhões em investimentos diretos no país em fevereiro, abaixo dos US$7,6 bilhões projetados na pesquisa.
Reuters
Ibovespa fecha em baixa, mas acumula ganho semanal
O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, mas acumulou ganho na semana, enquanto o mercado monitora os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que segue sem perspectiva de desfecho.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,82%, a 181.227,86 pontos, de acordo com dados preliminares, chegando a 180.976,16 na mínima e 183.350,70 na máxima do dia. O volume financeiro somava R$22,9 bilhões antes dos ajustes finais. Na semana, o índice acumulou ganho de 2,84%.
Reuters
Desemprego sobe para 5,8%no trimestre até fevereiro, mostra IBGE
No período, o país tinha 6,2 milhões de desempregados. Em fevereiro de 2025 estava em 6,8%
A taxa de desemprego no país subiu para 5,8% no trimestre móvel encerrado em fevereiro. O resultado ficou acima do verificado no trimestre anterior, encerrado em novembro (5,2%), e abaixo do resultado de igual período de 2025 (6,8%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada na sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de 5,8%, contudo, é a menor para um trimestre encerrado em fevereiro de toda a série histórica. No trimestre até janeiro, a taxa foi de 5,4%. O menor nível de desemprego da série histórica da pesquisa foi registrado no quarto trimestre de 2025, de 5,1%. O resultado ficou acima da mediana das expectativas de 20 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, que apontava para uma taxa de 5,7% no trimestre móvel encerrado em fevereiro. O intervalo das projeções ia de 5,5% a 5,8%. O início do ano é um período tradicionalmente mais difícil para o mercado de trabalho porque costuma ocorrer dispensa de trabalhadores contratados no fim do ano por causa das festas da época. No trimestre encerrado em fevereiro, o país tinha 6,2 milhões de desempregados – pessoas de 14 anos ou mais que buscaram emprego, mas não conseguiram encontrar. O número aponta aumento de 10,6% frente ao trimestre anterior, encerrado em novembro (mais 599 mil pessoas) e queda de 14,8% frente a igual período de 2025 (menos 1,085 milhão de pessoas). O resultado do trimestre encerrado em fevereiro engloba os meses de dezembro de 2025, janeiro e fevereiro de 2026. Nesse período, a população ocupada (empregados, empregadores, funcionários públicos) era de 102,1 milhões de pessoas. Isso representa um recuo de 0,84% em relação ao trimestre anterior (menos 874 mil pessoas ocupadas). Frente a igual trimestre de 2025, subiu 1,45% (1,5 milhão de pessoas). Já a força de trabalho – que soma pessoas ocupadas ou em busca de empregos com 14 anos ou mais de idade – estava em 108,4 milhões no trimestre móvel encerrado em fevereiro, 0,25% a menos do que no trimestre móvel anterior, encerrado em novembro (menos 280 mil pessoas), e 0,34% acima de igual período de 2025 (mais 370 mil pessoas).
Valor Econômico
Confiança da indústria do Brasil tem leve alta em março, diz FGV
Setor está mais otimista e índice sobe, mas em menor proporção que nos três meses anteriores. Pesquisa da FGV mostrou subida de 96,7 pontos para 96,8 pontos
A confiança da indústria no Brasil apresentou ligeira alta em março diante da queda nas avaliações sobre o momento atual e perda de força nas expectativas para os próximos meses, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas) na sexta-feira (27). O ICI (Índice de Confiança da Indústria) teve avanço de 0,1 ponto na comparação com o mês anterior, de acordo com os dados da FGV, chegando a 96,8 pontos, depois de três meses de altas mais intensas. “A estabilidade da confiança acende um alerta para os próximos meses diante de um cenário macroeconômico internacional de alta no preço do petróleo e um possível desarranjo na cadeia produtiva. Adicionalmente, o aumento da incerteza e a política monetária restritiva corroboram para o sentimento de cautela dos empresários nos próximos meses”, afirmou Stéfano Pacini, economista do FGV Ibre. A guerra de EUA e Israel contra o Irã, prestes a completar um mês, fechou o estreito de Hormuz e elevou os preços do petróleo, provocando preocupações com a inflação e com as taxas de juros globais. O ISA (Índice de Situação Atual) do ICI, que mede o sentimento dos empresários sobre o momento presente do setor industrial, recuou 0,2 ponto, a 97,2 pontos, segundo a FGV. “Nas avaliações sobre o momento atual dos negócios, observa-se alguma melhora na demanda interna, apesar dos ajustes nos estoques”, comentou Pacini. O IE (Índice de Expectativas), indicador da percepção sobre os próximos meses, teve ganho de 0,4 ponto, a 96,4 pontos. “Desde outubro passado, as expectativas para os próximos meses vêm se recuperando, mas apesar da alta, nota-se perda de força na evolução do índice”, completou Pacini.
Folha de SP
GOVERNO
Aberturas de mercado em El Salvador, nas Filipinas e em Trinidad e Tobago
Exportações de carne suína, derivados, feno seco e sementes de coco
O governo brasileiro concluiu negociações que permitirão a exportação de novos produtos agropecuários para El Salvador, Filipinas e Trinidad e Tobago. Em El Salvador, as aberturas de mercado para carne suína e seus derivados permitirão maior aproveitamento econômico da cadeia produtiva, com agregação de valor. Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 103 milhões em produtos agropecuários o país. Nas Filipinas, a autorização para exportar feno seco criará oportunidades em mercado de grande escala. Com cerca de 112 milhões de habitantes, o país importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025. Em Trinidad e Tobago, a aprovação para o ingresso de sementes de coco deverá contribuir para a recomposição da flora e o fortalecimento da economia local. O país importou, em 2025, mais de US$ 61 milhões em produtos agropecuários do Brasil. Com estes anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 555 aberturas de mercado desde o início de 2023.
MAPA
EMPRESAS
Ações da JBS fecham em máxima histórica após anúncio de lucro e dividendos
Na sexta-feira, ações da companhia ficaram em US$ 17,03 na bolsa de Nova York. Empresa anunciou na semana lucro de US$ 2,02 bilhões em 2025
Depois de reportar, na semana, um lucro de US$ 2,02 bilhões referente ao ano de 2025 e pagamentos de dividendos, a JBS NV alcançou a máxima histórica no pregão da bolsa de Nova York (Nyse). Na sexta-feira, as ações da companhia fecharam em US$ 17,03, com alta de 2,37% na variação diária. Até o momento, o maior valor de fechamento havia ocorrido em fevereiro, quando os papéis da empresa alcançaram US$ 16,89 por ação na Nyse. A gigante de carnes enfrenta margens apertadas na operação de bovinos nos Estados Unidos e ainda assim, no acumulado do ano passado, viu o lucro líquido avançar 15% comparado a 2024. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado alcançou US$ 6,831 bilhões em 2025, queda de 5% em relação a 2024. Já a receita aumentou 12%, para US$ 86,184 bilhões. Neste cenário, o Conselho de Administração da JBS aprovou, em reunião realizada na quarta-feira (25/03), o pagamento de dividendos no montante de US$ 1 por ação, previsto para 17 de junho de 2026. As notícias animaram os investidores, desencadeando um forte movimento positivo na bolsa. Renata Cabral, analista do Citi, destacou em relatório que a JBS apresenta resiliência nos lucros, “melhorando a comparabilidade em relação à Tyson”, uma de suas maiores concorrentes no setor. O banco reiterou sua classificação de “compra” para as ações da JBS e, segundo Cabral, a empresa é a principal escolha do Citi no setor de proteínas.
Globo Rural
FRANGOS & SUÍNOS
Frango/Cepea: Produção recorde ajuda a explicar queda recente nos preços
O setor avícola nacional registrou produção recorde de carne em 2025, mesmo com o ano marcado por um caso de gripe aviária. O volume atingiu 14,3 milhões de toneladas, conforme dados divulgados neste mês pelo IBGE.
O crescimento foi de 4,2% frente a 2024, representando o avanço anual mais intenso desde 2021. No quarto trimestre de 2025, a produção somou 3,65 milhões de toneladas de carne de frango, o maior resultado trimestral de toda a série histórica do IBGE. Em relação ao período anterior, houve uma alta de 1,5%; e, em comparação com o último trimestre de 2024, o avanço foi de expressivos 8%. Segundo pesquisadores do Cepea, o ritmo acelerado de produção ampliou a oferta interna, pressionando os valores. Projeções realizadas pelo Centro de Pesquisas apontam crescimento na disponibilidade interna de carne de dezembro para janeiro (quando foi recorde), caindo levemente em fevereiro, mas voltando a subir neste mês de março. Esse cenário é verificado mesmo diante do excelente desempenho das exportações brasileiras da proteína. Para o próximo trimestre do ano, o Cepea estima que o ritmo de abates da indústria deve diminuir, o que tende a limitar a oferta. Somado a isso, o fim da Quaresma tende a fortalecer a demanda, podendo resultar em uma reação nos preços internos dos produtos avícolas.
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