
Ano 11 | nº 2637 | 23 de janeiro de 2026
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo: preços estáveis em São Paulo
Se, na semana passada, havia negócios ocorrendo abaixo da referência, nos últimos dias isso não é mais verdade, e todos os negócios ocorrem dentro delas. Houve grande resistência da ponta vendedora, e as unidades frigoríficas tiveram que aumentar o valor das ofertas de compras para adquirirem boiadas.
Além disso, o aumento do preço da carne no varejo e no atacado também proporcionou certo conforto às indústrias, que puderam ceder um pouco mais nas negociações. E, com o varejo com pouco estoque, há mais pedidos de reposição no atacado sem osso. Sendo assim, a cotação de todas as categorias permaneceu estável. As escalas de abate estavam, em média, para sete dias. Na região do Triângulo e Belo Horizonte em Minas Gerais, a oferta de boiadas estava boa e, embora o escoamento também esteja bom, a cotação caiu R$2,00/@ para todas as categorias. As escalas de abate estão, em média, para nove dias. Na região de Belo Horizonte, a cotação permaneceu estável para todas as categorias. As escalas de abate estavam, em média, para quatro dias. Na Bahia, havia um equilíbrio entre demanda e oferta no estado. O escoamento das indústrias estava bom e, ao mesmo tempo, também havia uma boa oferta de boiadas. Nesse cenário, o preço de todas as categorias nas duas praças do estado ficou estável. As escalas de abate estavam, em média, para 15 dias. Na região Oeste, as escalas de abate estavam, em média, para 11 dias.
SCOT CONSULTORIA
Preços do boi gordo voltam a registrar altas
Ambiente de negócios ainda aponta para mais altas no curtíssimo prazo, considerando o atual posicionamento das escalas de abate. O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar alguma alta em seus preços no decorrer da semana.
Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o movimento ganha destaque em Mato Grosso, com a retomada das negociações acima de R$ 300 a arroba a prazo. De acordo com ele, o ambiente de negócios ainda aponta para alguma alta no curtíssimo prazo, considerando o atual posicionamento das escalas de abate, em especial entre os frigoríficos de menor porte. “Goiás é uma exceção: as indústrias atuantes no estado tentam exercer um certo tipo de pressão no mercado. As exportações ainda são um destaque, considerando o bom volume dedicado aos Estados Unidos”, contextualiza. Média da arroba pelo país: São Paulo: R$ 322,58 — ontem: R$ 321,67. Goiás: R$ 308,39 — ontem: R$ 310,00. Minas Gerais: R$ 308,53 — ontem: R$ 309,41. Mato Grosso do Sul: R$ 307,95 — ontem: R$ 307,61. Mato Grosso: R$ 299,15 — ontem: R$ 295,68. O mercado atacadista se deparou com acomodação em seus preços durante a quarta-feira (21). “Vale destacar que a expectativa durante a segunda quinzena do mês é de menor apelo a altas, com potencial para algum recuo dos preços no curtíssimo prazo. A maior competitividade das proteínas concorrentes que apresentaram queda no início do ano são um elemento importante a ser considerado”, desta o consultor.
Quarto traseiro: ainda é precificado a R$ 26,50 por quilo; Quarto dianteiro: segue cotado a R$ 19,00 por quilo; Ponta de agulha: permanece a R$ 17,50 por quilo
SAFRAS NEWS
Boi/Cepea: Escalas mais curtas sustentam cotações
Pecuaristas têm tido condições de deixar os animais no pasto por mais tempo
Levantamentos do Cepea mostram que os preços do boi gordo e da carne bovina vêm se mantendo firmes neste primeiro mês de 2026, mesmo em um período sazonalmente marcado por menor consumo. Segundo o Centro de Pesquisas, o suporte vem das escalas de abate mais curtas, refletindo as demandas externa e interna relativamente aquecidas e a restrição da oferta no campo. Pesquisadores explicam que, neste ano, pecuaristas têm tido condições de deixar os animais no pasto por mais tempo, buscando, assim, cotações mais elevadas. Na parcial de janeiro, a escala média nacional de abate está em 7,8 dias, a menor para este mês desde 2021 (em dez/25, estava acima de 14 dias). A média mensal do Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ está na casa dos R$ 319, enquanto a carcaça casada bovina no atacado da Grande São Paulo registra média de R$ 23/kg, à vista.
CEPEA
Abate de gado orgânico e sustentável de MS registrou crescimento de 12% em 2025
Volume foi puxado principalmente pelo maior engajamento dos produtores inseridos no programa estadual de incentivo fiscal. Foram abatidas 205,9 mil cabeças durante o ano passado
O abate de bovinos criados com certificação orgânica ou sustentável no Mato Grosso do Sul registrou crescimento de 12% em 2025, para 205,9 mil cabeças, impulsionado pelo maior engajamento dos produtores no programa estadual de incentivo fiscal, segundo Guilherme de Oliveira, diretor executivo da Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável (ABPO). O crescimento fez com que esses abates representassem 20% de todos os animais abatidos no Estado. “Eles [produtores] tiveram uma mudança de rumos dentro da propriedade, com muito descarte de matrizes para renovar a plantel. Isso já começou a aumentar um pouco o volume de abate, enquanto outros produtores fecharam o ciclo completo, aumentando também o volume de machos abatidos”, disse o presidente da ABPO. Atualmente, 115 propriedades em Mato Grosso do Sul recebem incentivo fiscal por cumprirem uma série de requisitos socioambientais. Dentre as principais exigências estão a rastreabilidade, a alimentação dos animais com pastagens nativas do bioma Pantanal, a proibição do uso de antibióticos e outros promotores de crescimento. Segundo a ABPO, houve um aumento de 7,5% dos abates de machos não castrados, para 95,2 mil animais. “É uma mudança de paradigma. Antigamente se trabalhava muito com os animais castrados para dar uma longevidade no período deles a pasto. Isso começou a ser repensado com número muito maior de machos inteiros aproveitando os hormônios naturais do animal para que ele produza mais carne”, afirmou Oliveira. Os produtores enquadrados no programa de incentivo do Mato Grosso do Sul podem receber uma isenção de ICMS que pode chegar a 67% para gado orgânico e 50% para sustentável. Ao todo, R$ 24.744.048,41 foram pagos aos produtores enquadrados no programa. Em 2024, o abate de animais no Estado que recebem esse incentivo fiscal foi de 6,3%. Segundo Oliveira, a ABPO está trabalhando com seus associados para aumentar o cumprimento das exigências socioambientais. Até 2025, era necessário cumprir pelo menos 50% dos critérios de exigibilidade. Para este ano, a previsão é que os pecuaristas sul-mato-grossenses precisem atender a 60% dos critérios. “Esse incentivo do governo do Estado já está pagando a implementação da rastreabilidade”, destaca Oliveira.
GLOBO RURAL
ECONOMIA
Dólar cai abaixo dos R$5,30 com fluxo para a bolsa e alívio das tensões externas
O forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira e o alívio das tensões relacionadas à Groenlândia no exterior voltaram a pesar na quinta-feira sobre o dólar, que encerrou o dia abaixo dos R$5,30 pela primeira vez em 2026.
O dólar à vista fechou com queda de 0,71%, aos R$5,2833, na menor cotação de fechamento desde 11 de novembro do ano passado, quando atingiu R$5,2746. Em 2026, a divisa acumula queda de 3,75%. Às 17h28, o dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — cedia 0,79% na B3, aos R$5,2915. A bolsa de ações brasileira voltou a ser destaque na quinta-feira, com o Ibovespa chegando a oscilar acima dos 177 mil pontos pela primeira vez na história, em meio ao forte fluxo de investimentos estrangeiros. A entrada de recursos no país pesou sobre o dólar, que caiu abaixo dos R$5,30, em movimento favorecido ainda pelo recuo da moeda norte-americana ante boa parte das divisas de emergentes no exterior, em função do alívio sobre a disputa pela Groenlândia. Na véspera, o presidente dos EUA, Donald Trump, já havia descartado o uso da força para assumir o controle da ilha e desistido de impor tarifas a países europeus como forma de pressão. Na quinta-feira, Trump disse que garantiu acesso total e permanente dos EUA à Groenlândia, em um acordo com a Otan. Este cenário colocou o dólar em baixa ante moedas emergentes como o peso colombiano, o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano. No Brasil, em meio à forte alta do Ibovespa, o dólar à vista marcou a cotação mínima de R$5,2816 (-0,74%) às 16h34, já na reta final da sessão. “O Brasil permanece como uma das moedas com maior ‘carry’ entre os emergentes, fator que, combinado a um ambiente global construtivo para risco, segue favorecendo a valorização do real frente ao dólar este ano”, disse Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito. Em operações de carry trade, investidores tomam empréstimos no exterior, onde os juros são menores, e aplicam no Brasil, onde o retorno é maior.
REUTERS
Ibovespa avança em novo pregão de máximas sustentadas por capital externo
A bolsa paulista experimentou uma nova sessão de recordes na quinta-feira, com o Ibovespa aproximando-se da marca inédita de 178 mil pontos no melhor momento, com bancos entre os principais suportes, enquanto as ações brasileiras seguem beneficiadas pelo movimento global de realocação de recursos.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 2,3%, a 175.775,02 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 177.741,56 pontos, após superar pela primeira vez as marcas de 172 mil, 173 mil, 174 mil, 175 mil, 176 mil e 177 mil. O pregão foi mais de volume financeiro expressivo, somando R$40,99 bilhões antes dos ajustes finais – contra uma média diária de R$30 bilhões no ano e de R$24 bilhões em 2025.
REUTERS
Arrecadação federal cresce 3,65% em 2025 e marca recorde histórico
A arrecadação do governo federal teve alta real de 3,65% em 2025 sobre ano anterior, somando R$2,887 trilhões, informou a Receita Federal na quinta-feira, no melhor resultado anual já registrado na série histórica do governo, iniciada em 1995.
O desempenho do ano foi ajudado por medidas arrecadatórias adotadas pelo governo ao longo da atual gestão e reflete o desempenho da atividade econômica, que mostrou resiliência mesmo diante de uma política monetária restritiva implementada pelo Banco Central para controlar a inflação. No ano, os recursos administrados pela Receita, que englobam a coleta de impostos de competência da União, cresceram 4,27% em termos reais frente a 2024, a R$2,763 trilhões. Em relação à receita administrada por outros órgãos, que tem peso de royalties de petróleo, o dado caiu 8,40% no ano passado, a R$123,612 bilhões. O desempenho de dezembro também foi positivo e atingiu nível recorde de R$292,724 bilhões, com alta de 7,46% acima da inflação. O dado do mês passado deu forte impulso à arrecadação acumulada ao longo do ano. Após atingir um pico de crescimento real acumulado no ano de 4,41% em julho, o dado passou a cair, em movimento atribuído aos juros restritivos, indo a 3,73% em agosto, 3,49% em setembro e 3,20% em outubro. Depois, subiu levemente a 3,25% de novembro, avançando a 3,65% em dezembro. O governo atuou com foco em recuperação de arrecadação ao longo da atual gestão, com medidas como elevação de alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), taxação de apostas online, reoneração da folha salarial de setores da economia, limitação de compensações tributárias e encerramento de benefícios direcionados ao setor de eventos. O IOF aparece entre os destaques de 2025, com arrecadação R$14,7 bilhões maior do que no ano anterior, uma alta de 20,5%. Também foram registrados ganhos nas receitas da Previdência (3,27%), Pis/Cofins (3,03%), Imposto de Importação (9,49%) e nas diversas formas de coleta de Imposto de Renda de empresas e pessoas físicas. O crescimento da arrecadação é fator determinante na busca do governo pela meta fiscal de 2025, estipulada em déficit zero para o ano, e que tem 0,25% do PIB de margem de tolerância. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo central fechou 2025 com um déficit primário estimado em 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), patamar obtido após abatimento de despesas que não serão contabilizadas após decisão judicial, como precatórios e indenizações a aposentados. Os dados oficiais do resultado fiscal de 2025, que considera receitas e despesas, serão apresentados pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central no final de janeiro.
REUTERS
EMPRESAS
JBS vai dobrar produção de frango em Jeddah até o fim do ano
Investimento faz parte do aporte de US$ 85 milhões anunciado para crescimento na Arábia Saudita. A fábrica de Jeddah, que opera desde 2025, exporta para outros países da região, como Kuwait, Omã e Emirados Árabes, embora a maior demanda venha dos sauditas
Em mais um passo na empreitada da JBS no Oriente Médio, a companhia anunciou nesta quinta-feira (22/1) que vai expandir sua unidade focada em frango e produtos de alto valor agregado em Jeddah, na Arábia Saudita. A meta da empresa é dobrar o volume de produção até o fim deste ano, disse o CEO da Seara, João Campos, ao Valor. A JBS não revelou o montante investido nem a capacidade produtiva “por estratégia”. Segundo executivo, a iniciativa faz parte de um investimento mais amplo na Arábia Saudita, de US$ 85 milhões, que abrange as operações da empresa em Jeddah e Dammam. “Para complementar o portfólio da Seara, anunciamos também uma parceria local com uma empresa que produz frango na Arábia Saudita e vai começar a produzir agora para vendermos com a nossa marca Seara”, afirmou Campos. O novo parceiro é a Arabian Company for Agricultural and Industrial Investment (Entaj). O acordo de fornecimento permitirá que a Seara lance uma linha de frangos inteiros e outros cortes de aves no mercado saudita. Campos ressaltou que o grupo JBS já acessa o mercado saudita há mais de 30 anos com a exportação de aves produzidas pelo método halal. Nos últimos quatro anos, a companhia acelerou sua estratégia para aumentar sua presença na região e construiu as unidades de Jeddah e Dammam, além de apostar na construção de marca. “Falamos que íamos fazer uma planta em 2024. Fizemos. Ela preencheu rapidamente, e por isso estamos expandindo e discutimos investimentos futuros também”, disse o executivo. Questionado sobre as vertentes de crescimento às quais a empresa ainda pretende recorrer — se organicamente ou por meio de aquisições — o CEO da Seara afirmou que o grupo está “olhando todas as oportunidades”. Para ele, o importante é que as expansões façam sentido para a estratégia da JBS e seu compromisso assumido com a Arábia Saudita no longo prazo. No início de 2025, circularam no mercado informações de que a JBS teria interesse em comprar a maior empresa avícola do Oriente Médio, a Al Watania, que processa mais de 1 milhão de aves e 1,5 milhão de ovos por dia. Agora, a companhia da família Batista ressalta que não há nenhum contrato fechado nesse sentido. O CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, acrescentou que a Arábia Saudita é um mercado de crescimento prioritário para a Seara, e a expansão anunciada hoje reflete o compromisso de longo prazo com o país e com a região do Oriente Médio e norte da África em geral. A fábrica de Jeddah, que opera desde 2025, exporta para outros países da região, como Kuwait, Omã e Emirados Árabes, embora a maior demanda ainda venha dos sauditas. A unidade de Dammam concentra o fornecimento de carne bovina, linguiças e salsicha de frango, mortadela e peito de aves.
VALOR ECONÔMICO
Após expansão, Terminal de Paranaguá aumenta exportação de carne bovina em mais de 50%
TCP enviou para o exterior mais de 1 milhão de toneladas do produto no ano passado. Obras receberam investimentos de R$ 350 milhões
Depois de concluir obras de expansão e construção do maior pátio de armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, a TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá (PR), aumentou em mais de 50% suas exportações de carne bovina em 2025, assim como sua participação nos embarques do produto. O terminal enviou ao exterior no ano passado 1,034 milhão de toneladas de carne bovina, um salto de 53% sobre as 675 mil toneladas exportadas em 2024. Com isso, a participação da TCP nas vendas externas brasileiras do produto em comparação a outros terminais cresceu de 23% em 2024 para 29% ao fim do último ano. A China, matriz da CMPort – China Merchants Port Holding Company, maior operador de portos públicos do país asiático e que desde 2018 controla o terminal paranaense -, foi o destino de mais da metade (58%) da carne bovina exportada pela TCP. Em seguida ficaram Estados Unidos e Rússia, ambos com menos de 7% de participação. As obras de expansão do terminal, realizadas ao longo de dez meses entre 2023 e 2024 com investimentos de R$ 350 milhões, foram determinantes para que o terminal expandisse sua participação de mercado e batesse sucessivos recordes de exportação de carnes e produtos congelados ao longo do último ano, de acordo com a empresa. Os recursos viabilizaram a ampliação em 45% da capacidade do pátio de contêineres refrigerados, para 5.268 tomadas. Mesmo com o salto nas exportações de carne bovina carne bovina, a carne de frango se manteve como carro-chefe das exportações de carnes da TCP. Os embarques do produto pelo terminal em 2025 somaram 2,398 milhões de toneladas, 1% abaixo do contabilizado em 2024. Emirados Árabes Unidos, África do Sul e Japão foram os três principais destinos. O recuo refletiu as restrições impostas por várias nações importadoras de carne de aves do Brasil após a identificação do primeiro – e único – caso de gripe aviária em granja comercial no país, no município de Montenegro (RS), em maio do ano passado, explicou a TCP em nota. Após todas as barreiras terem sido suspensas, o terminal registrou em dezembro o maior número de embarques do produto desde 2024. Apesar do soluço nos embarques, a TCP manteve a liderança nas exportações de frango, com 45% do total que saiu do país, um ponto porcentual a menos do que em 2024. O segmento de carnes e congelados, com 3,822 milhões de toneladas exportadas, foi o mais relevante para a TCP em 2025. O terminal é o maior corredor de exportação de produtos do segmento, com mais de 35% dos embarques destes produtos realizados em todo o país por portos e terminais. Em 2025, a TCP movimentou um total 11,5 milhões de toneladas de cargas, quase 7% mais do que em 2024. Do volume, 72% ou 8,29 milhões de toneladas se dirigiram ao mercado externo em mais de 326,3 mil contêineres. Além de carnes e congelados, a TCP também exportou no ano passado cerca de 1,394 milhão de toneladas de madeira, 991 mil toneladas de papel e celulose, 939 mil toneladas de outros produtos do agronegócio, entre outras cargas. A TCP também foi o maior corredor de exportação de feijão e gergelim do Brasil em 2025, com mais de 70% dos embarques de cada um dos produtos. As exportações de feijão pelo terminal cresceram 57% no período em comparação ao ano anterior, para 425 mil toneladas, enquanto as de gergelim aumentaram 151%, para 365 mil toneladas.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Preços do suíno vivo e da carne recuam com força em janeiro
Com as quedas domésticas, frigoríficos priorizaram as exportações, visando maior rentabilidade. Movimento de baixa está atrelado ao período de férias escolares e à consequente menor demanda, além da maior oferta tanto de animais vivos quanto da carne
As cotações de praticamente todos os produtos da cadeia suinícola vêm recuando de forma expressiva em quase todas as praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento de baixa está atrelado ao período de férias escolares e à consequente menor demanda, além da maior oferta tanto de animais vivos quanto da carne suína. Na quarta-feira (21/1), em Santa Catarina, o preço do suíno vivo, cotado pelo indicador Cepea/Esalq, estava em R$ 7,66 o quilo, uma queda acumulada de 8,26% em janeiro. No Paraná, a cotação era de R$ 7,60 o quilo, um recuo de 8,10% na mesma comparação. No mercado atacadista da carne, com as quedas domésticas, frigoríficos priorizaram os envios externos, visando maior rentabilidade. Esse cenário foi confirmado pelo Cepea a partir de dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), com a média diária de embarques nesta parcial de janeiro se mantendo próxima da observada ao longo de 2025, de 5,1 mil toneladas. Segundo o Cepea, nesta quarta-feira, no atacado da Grande São Paulo, o preço da carcaça suína especial estava em R$ 11,68 o quilo, uma baixa acumulada de 9,18% desde o início do mês.
GLOBO RURAL
Suínos/Cepea: Preços recuam com força
Movimento de baixa está atrelado ao período de férias escolares e à consequente menor demanda
As cotações de praticamente todos os produtos da cadeia suinícola vêm recuando de forma expressiva em quase todas as praças acompanhadas pelo Cepea. Agentes consultados pelo Centro de Pesquisas indicam que o movimento de baixa está atrelado ao período de férias escolares e à consequente menor demanda, além da maior oferta tanto de animais vivos quanto da carne. No mercado atacadista da carne, com as quedas domésticas, frigoríficos priorizaram os envios externos, visando maior rentabilidade. Esse cenário foi confirmado pelo Cepea a partir de dados da Secex, com a média diária de embarques nesta parcial de janeiro se mantendo próxima da observada ao longo de 2025, a 5,1 mil toneladas.
CEPEA
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