CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2624 DE 06 DE JANEIRO DE 2026

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Ano 11 | nº 2624 | 06 de janeiro de 2026

 

NOTÍCIAS

Cotação do boi gordo em queda em São Paulo

A semana começou com poucos negócios. Ainda assim, os frigoríficos que abriram compras observaram um aumento na oferta em relação ao final do ano, o que deu espaço para ofertas de compra abaixo da referência para o boi gordo.

Na praça paulista, de acordo com apuração da Scot Consultoria, os frigoríficos que abriram compras na segunda-feira (5/1) observaram um aumento na oferta de animais terminados em relação ao final do ano, o que deu espaço para uma queda de R$ 2/@ no preço do boi gordo sem padrão-exportação, agora negociado em R$ 317/@, no prazo (valor bruto). Para as demais categorias, disse a Scot, os preços não mudaram em São Paulo. A vaca gorda segue cotada em R$ 302/@, a novilha em R$ 312/@ e o “boi-China” em R$ 322/@. Dessa maneira, a cotação do boi gordo caiu R$2,00/@. A escala de abate estava, em média, para oito dias. Em Alagoas, a cotação permaneceu estável para todas as categorias.  Na carne com osso no mercado atacadista, a última semana do ano apresentou um bom volume de vendas no varejo, ainda aquecido pelas confraternizações de fim de ano, que se estenderam até o último fim de semana. Mesmo com parte dos frigoríficos em recesso, a cotação das carcaças casadas subiu. A cotação da carcaça casada do boi capão subiu 0,7%, ou R$0,15/kg, e a cotação do boi inteiro subiu 1,7%, ou R$0,35/kg. A cotação da carcaça da vaca subiu 1,3%, ou R$0,25/kg. A cotação da carcaça da novilha também subiu, com alta de 0,7%, ou R$0,15/kg. No mercado de proteínas alternativas, a cotação do frango médio subiu 1,1%, ou R$0,08/kg. Já para o suíno especial, a cotação caiu 0,7%, ou R$0,10/kg. Vencimento do contrato futuro do boi gordo (B3) em dezembro/25: no último dia útil de dezembro (30/12), na B3, aconteceu a liquidação do contrato futuro do boi gordo, cujo código é BGIZ25. A cotação da arroba nesse vencimento, segundo o indicador da B3, ficou em R$319,61. O indicador do Cepea ficou em R$318,81/@. O indicador do boi gordo da Scot Consultoria ficou em R$320,57/@.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: diferencial de base GO-SP fica em -2,1% em dez/25, o menor patamar desde maio de 2006

Cotação média da arroba paulista registra queda de 0,56% no último mês de 2025, para R$ 320,28, enquanto valor médio da arroba goiana tem alta de mensal de 0,62%, fechando o ano em R$ 313,43, informou a Agrifatto

Na praça paulista, segundo o Indicador CEPEA, o preço médio do boi gordo encerrou dezembro/25 em R$ 320,28/@, com queda de 0,56% em relação ao valor médio registrado em novembro/25, segundo cálculos da Agrifatto. Esse recuo está relacionado à maior oferta de animais, mesmo com um mercado doméstico relativamente aquecido por conta do período de festas de final de ano, justifica a consultoria. Porém, de acordo com o levantamento da Agrifatto, algumas praças do País registraram movimento aposto ao registrado em São Paulo. Foi o caso de Goiás, cujo valor do boi gordo apresentou incremento mensal de 0,62%, cotada em média a R$ 313,43/@, o que resultou em um encurtamento do diferencial de base para -2,1% em dezembro/25 (o menor patamar desde maio 2006).

PORTAL DBO

Boi gordo inicia 2026 com preços “peados” e, para piorar, com salvaguarda chinesa; o que esperar?

Oferta ainda restrita sustenta o mercado do boi gordo no curto prazo, mas cotas chinesas acendem alerta para exportações e pressionam a formação de preços ao longo do ano. Com a limitação chinesa, analistas da Safras & Mercado revisaram as projeções para 2026. A estimativa é de queda nas exportações brasileiras, que devem somar cerca de 4,577 milhões de toneladas, recuo de 8,6% frente a 2025

O mercado do boi gordo abriu 2026 em um cenário de estabilidade nos preços, ritmo lento de negócios e sensação generalizada de que os valores estão “peados” — nem caem com força, nem conseguem reagir de forma consistente. O início do ano, tradicionalmente mais fraco em termos de consumo interno, coincidiu com um fator novo e relevante no radar do setor: a decisão da China de impor cotas às importações de carne bovina, limitando o espaço para o principal produto de exportação da pecuária brasileira. Mesmo diante desse contexto mais cauteloso, analistas e centros de pesquisa alertam que o mercado não deve ser analisado apenas pelo curto prazo. Oferta limitada de animais, consumo ainda firme e fundamentos estruturais positivos continuam dando sustentação ao boi em 2026 — ainda que o caminho seja mais desafiador e exija maior gestão do produtor. O mercado físico do boi gordo começou janeiro com baixo volume de negociações e manutenção das referências de preços na maior parte das praças pecuárias. A combinação de feriados, ausência de frigoríficos nas compras e cautela dos pecuaristas travou o fluxo de negócios. No atacado, o comportamento também é de acomodação, reflexo de um primeiro trimestre tradicionalmente mais pressionado pelo orçamento das famílias, que priorizam despesas como impostos e material escolar. Apesar da sensação de mercado “amarrado”, o lado da oferta segue sendo um fator decisivo para impedir quedas mais fortes. Pesquisadores do Cepea apontam que a disponibilidade de bois para abate continua restrita, especialmente quando se observa a dificuldade na reposição de animais jovens e de qualidade adequada. A escassez de boi magro, aliada a custos elevados e desafios de eficiência produtiva, limita uma expansão mais agressiva da produção. Mesmo com confinamentos cheios, a entrada de animais leves ou sem genética adequada compromete o ganho de peso e aperta as margens, o que tende a segurar a oferta de boi gordo ao longo do ano. O principal fator de preocupação para 2026 vem do mercado externo. No dia 31 de dezembro, a China anunciou a adoção de cotas para importação de carne bovina, estabelecendo para o Brasil um limite de 1,106 milhão de toneladas dentro da cota, com tarifa de 12%. Volumes que excederem esse teto passam a pagar sobretaxa de 55%, elevando a tarifa total para até 67% fora da cota. O ponto crítico é que o volume autorizado em 2026 é inferior ao exportado pelo Brasil em 2025, quando os embarques ao mercado chinês se aproximaram de 1,7 milhão de toneladas. Na prática, isso significa menor espaço para crescimento das exportações e necessidade de redirecionamento de parte da produção ao mercado interno ou a outros destinos. Com a limitação chinesa, analistas da Safras & Mercado revisaram as projeções para 2026. A estimativa é de queda nas exportações brasileiras, que devem somar cerca de 4,577 milhões de toneladas, recuo de 8,6% frente a 2025. Ao mesmo tempo, a oferta interna tende a crescer levemente, aumentando a disponibilidade de carne no mercado doméstico. Do lado da demanda, o cenário é mais construtivo. O Cepea destaca que o consumo interno tende a ser beneficiado por maior circulação de renda, impulsionada por fatores como eleições gerais e Copa do Mundo em 2026. Mesmo com o endividamento das famílias ainda pesando, outros fundamentos macroeconômicos ajudam a sustentar o consumo de carne bovina. No mercado internacional, apesar das cotas chinesas, a carne brasileira segue competitiva, especialmente com o dólar acima de R$ 5 e a oferta global restrita. Grandes produtores enfrentam dificuldades para recompor seus rebanhos, o que limita a concorrência e mantém o Brasil como ator central no comércio mundial de carne bovina. Para o pecuarista, 2026 será um ano de gestão fina, leitura constante do mercado e decisões estratégicas bem calibradas. O boi pode até não disparar no curto prazo, mas também não encontra espaço para quedas expressivas — desde que os fundamentos sigam como estão hoje.

COMPRE RURAL

ECONOMIA

Dólar fecha sessão em baixa ante o real a despeito de ataque dos EUA à Venezuela

Após atingir o valor máximo da sessão pela manhã, na esteira do ataque dos Estados Unidos à Venezuela no fim de semana, o dólar perdeu força ante o real e fechou a segunda-feira em baixa, refletindo maior acomodação das cotações apesar do cenário geopolítico conturbado no exterior.

A moeda norte-americana à vista fechou o dia em baixa de 0,35%, aos R$5,4051. Às 17h17, o contrato de dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,23% na B3, aos R$5,4430. Na madrugada de sábado, forças norte-americanas atacaram a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro, que foi levado aos EUA para julgamento. A ação, que teve larga repercussão internacional, lançou dúvidas sobre a dinâmica global de produção e venda de petróleo, já que o país sul-americano possui a maior reserva comprovada de óleo do mundo. Além disso, o ataque acendeu o alerta na América Latina como um todo, em meio às ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de ações contra outros países, como a Colômbia e o México. No campo político, o ataque norte-americano foi interpretado como um possível fator de fortalecimento da direita na América do Sul, em um ano em que haverá eleições no Peru, na Colômbia e no Brasil. Neste cenário, o dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$5,4545 (+0,57%) às 10h33, em um momento em que a moeda norte-americana também sustentava ganhos ante outras divisas pares do real no exterior. Ao longo da sessão, porém, o dólar perdeu força ante o real e migrou para o território negativo. A queda do dólar ocorreu em paralelo ao fortalecimento do Ibovespa e à perda de força das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros), em uma sessão que acabou sendo positiva para os ativos brasileiros. No exterior, o dia foi de alta firme para os índices de ações e para o petróleo. No mercado, uma das percepções era de que a mudança de governo na Venezuela pode impulsionar a produção de petróleo no país latino, o que no longo prazo teria como resultado uma pressão de baixa sobre os preços globais da commodity, com impactos sobre a inflação. Porém, os efeitos do ataque norte-americano sobre os ativos na segunda-feira acabaram diluídos. “Os impactos no mercado brasileiro (foram) muito pequenos. Lá fora também. No curto prazo, o impacto é mínimo, tanto no Brasil quanto no mundo”, opinou Rafael Costa, fundador da Cash Wise Investimentos.

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Ibovespa fecha em alta firme impulsionado por bancos

O Ibovespa fechou em alta firme na segunda-feira, impulsionado pelos ganhos em ações do setor financeiro e em linha com o clima de maior apetite ao risco no exterior, ao mesmo tempo em que investidores monitoram os desdobramentos do ataque dos Estados Unidos que capturou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,94%, a 162.049,09 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 160.214,70 na mínima e 162.165,72 na máxima do dia. O volume financeiro no pregão da segunda-feira somava R$20,09 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS 

Analistas fazem pequenos ajustes nas perspectivas para a inflação em 1º Focus do ano

Analistas consultados pelo Banco Central fizeram ligeiros ajustes em suas projeções para o IPCA na primeira pesquisa Focus do ano, divulgada na segunda-feira, vendo a inflação ligeiramente mais baixa em 2025 e mais alta em 2026.

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2025 caiu pela oitava vez seguida, a 4,31%, de 4,32%. O IBGE divulgará na sexta-feira os dados do IPCA de dezembro e do ano passado. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para 2026, a projeção para a inflação aumentou em 0,01 ponto percentual, a 4,06%, enquanto para 2027 permaneceu em 3,80% pela nona vez seguida. Para o Produto Interno Bruto (PIB), permaneceram inalteradas as estimativas de crescimento de 2,26% e 1,80% respectivamente para 2025 e 2026. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros Selic deve ser mantida no nível atual de 15% na primeira reunião do ano, em 27 e 28 de janeiro. Ao final de 2026, a projeção é de que ela fique em 12,25%, sem alterações ante a semana anterior.

REUTERS

CARNES

México cria cota para importação de carnes bovina e suína

Arroz em casca, outro produto exportado pelo Brasil aos mexicanos, teve a isenção tarifária revogada. Governo mexicano autorizou a importação de 70 mil toneladas de carne bovina e 51 mil toneladas de carne suína

O governo do México publicou na segunda-feira (5/1) resoluções que estabelecem as cotas de importação de carnes bovina e suína para 2026 com isenção tarifária, dois dos principais produtos exportados pelo Brasil aos mexicanos. Foram autorizadas as importações de 70 mil toneladas de carne bovina e 51 mil toneladas de carne suína. Os volumes excedentes dos limites definidos pagarão tarifas de 20% e 16%, respectivamente. A cota não será específica para o Brasil, e valerá para todos os países com os quais o México não tem acordo de livre comércio. De acordo com o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, na prática, quem tem exportado esses produtos são as indústrias brasileiras. De janeiro a novembro de 2025, os frigoríficos brasileiros exportaram 74,2 mil toneladas de carne suína ao México, com faturamento de US$ 181,4 milhões, e outras 113,2 mil toneladas de carne bovina, com receita de US$ 618,9 milhões, de acordo com dados do Ministério da Agricultura. “Na prática, o Brasil continuará essencialmente exportando mais da metade do volume direcionado de carne suína e carne bovina ao mercado mexicano sem qualquer tarifa, sendo que a tarifa para aquilo que exceder as cotas estabelecidas sem tarifa varia entre 16% e 20%”, afirmou Rua. Até 2025, a exportação desses produtos agropecuários ao México não era tarifada. A isenção estava prevista no Pacic, o plano mexicano contra inflação. Na semana passada, o programa foi prorrogado, mas diversos itens passaram a ter o fluxo controlado por cotas e tarifas, a exemplo das carnes bovina e suína. Os volumes das cotas só foram divulgados nesta segunda-feira (5/1). A principal preocupação do Brasil é em relação à carne de frango, que permaneceu isenta e livre de cotas. Antes do Pacic, a comercialização do produto era taxada em 75%. O pacote do governo mexicano contra a inflação e o encarecimento dos produtos alimentícios foi criado em 2022 e tem sido prorrogado de forma recorrente. As normas, publicadas pelo México, afirmam que as cotas de importação serão atribuídas por meio de mecanismo de “concurso público”. Na agroindústria brasileira ainda há dúvidas de como será o acesso aos volumes. É aguardada a publicação de regra de “adequação” de como vai ser feita a distribuição da cota.

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