
Ano 11 | nº 2610 | 05 de dezembro de 2025
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo: estabilidade em São Paulo
A alta registrada encerrou o maior período de estabilidade dos preços para o boi gordo no ano. Foram 28 dias sem alterações, mais do que o dobro frente aos três maiores últimos períodos de manutenção nos preços no ano, que ocorreram em janeiro, março e junho, com 13 dias cada.
No mercado paulista, após as altas computadas na quarta-feira (3/12), as cotações dos machos terminados andaram de lado neste penúltimo dia da semana. Com isso, o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 322/@ em São Paulo, enquanto o “boi-China” é negociado por R$ 326/@ (valores brutos, no prazo), de acordo com dados apurados pela Scot Consultoria. A alta registrada na quarta-feira encerrou o maior período de estabilidade dos preços para o boi gordo no ano. Foram 28 dias sem alterações, mais do que o dobro frente aos três maiores últimos períodos de manutenção nos preços no ano, que ocorreram em janeiro, março e junho, com 13 dias cada. E, após as cotações subirem ontem, o mercado abriu a quinta-feira estável mais uma vez. Salienta-se que os negócios aconteceram com maior facilidade ontem e, hoje, os compradores estiveram menos firmes nos preços, testando referências menores. As escalas de abate estavam, em média, para nove dias. No Maranhão, o cenário era de estabilidade, mesmo com os compradores com escalas confortáveis. As escalas de abate estavam, em média, para dez dias. Em Alagoas, sem alterações para todas as categorias na comparação diária. As escalas de abate estavam, em média, para seis dias. No Rio de Janeiro, a oferta começou a ficar mais enxuta nos últimos dias, embora ainda não se refletiu nas cotações, que permaneceram estáveis.
SCOT CONSULTORIA
Mercado do boi gordo: preço da arroba sobe com expectativa de demanda dos EUA
Demanda interna no auge por conta do 13º salário e festas de fim de ano também motivam alta. O mercado físico do boi gordo ainda se depara com algumas negociações acima da referência média.
De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a expectativa ainda é de boa demanda no decorrer do mês de dezembro, considerando o auge do consumo interno, somado a expectativa de ótima demanda por parte dos Estados Unidos. “Essas variáveis são os principais fatores que motivam a elevação dos preços da arroba do boi gordo, mesmo que isso ocorra de maneira comedida, pois o ano ainda é pautado por grande disponibilidade de animais para o abate”, conta. Preços da arroba do boi gordo: São Paulo: R$ 323,42 — ontem: R$ 322,92. Goiás: R$ 315,89 — R$ 315,54. Minas Gerais: R$ 320,18 — R$ 319,41. Mato Grosso do Sul: R$ 320,00 — R$ 319,32. Mato Grosso: R$ 301,49 — R$ 301,15. O mercado atacadista apresenta preços mistos para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes dos preços, em especial dos cortes do traseiro bovino, muito demandados nessa época do ano, considerando o impacto da entrada do 13º salário, criação dos postos temporários de emprego e confraternizações do período. Quarto traseiro: precificado a R$ 26,00 por quilo, alta de R$ 0,50. Quarto dianteiro: cotado a R$ 18,50, queda de R$ 0,50. Ponta de agulha: indicado em R$ 18,50 por quilo, baixa de R$ 0,50
SAFRAS NEWS
Exportações de carne bovina in natura em novembro, tem alta de 39,6% no volume e de 57,9% no faturamento
Com 318,4 mil toneladas embarcadas e preço médio 13,1% maior, setor registra o segundo melhor desempenho do ano e supera com folga os resultados de novembro de 2024
As exportações brasileiras de carne bovina seguiram firmes em novembro e já registram o segundo melhor desempenho de 2025. De acordo com dados divulgados na quinta-feira (04) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 318,4 mil toneladas de carne bovina até a quarta semana de novembro de 2025. O total já supera o desempenho de novembro de 2024, quando foram embarcadas 228,1 mil toneladas ao longo de 19 dias úteis — um avanço de 39,59% no comparativo anual. A média diária de exportações também apresentou crescimento importante, em que até a quarta semana deste mês, o ritmo diário ficou em 16,7 mil toneladas, alta de 39,6% frente à média de novembro do ano anterior, de 12 mil toneladas. Já no faturamento com as exportações de carne bovina até a quarta semana de novembro de 2025 alcançaram US$ 1,754 bilhão, enquanto no fechamento de novembro do ano anterior ficou em US$ 1,111 bilhão. A média diária do faturamento ficou em US$ 92,3 milhões, ganho de 57,9%, frente ao observado no mês de novembro do ano passado, com US$ 58,4 milhões. Os preços médios pagos pela carne bovina ficaram em US$ 5.508 por tonelada até a quarta semana de novembro/25. Isso representa um ganho anual de 13,1% sobre 2024, quando valor médio estava ao redor de US$ 4.871 por tonelada.
SECEX/MDIC
Boi/Cepea: Atenções se voltam a demandas interna e externa aquecidas
Com a entrada de dezembro, o mercado pecuário se volta ao pico de consumo doméstico, impulsionado pelas festividades e pelo 13º salário, apontam levantamentos do Cepea.
No front externo, China e Estados Unidos dão sinais de demandas também firmes para este mês que se inicia. Para atender a essas vendas, pesquisadores explicam que parte dos frigoríficos já está com escalas adiantadas e com programação de férias coletivas nos últimos dias do mês. Outra parte das indústrias, no entanto, ainda precisa adquirir boa quantidade de animais e isso pode manter o mercado aquecido principalmente até meados da próxima semana. Historicamente, conforme o Centro de Pesquisas, a primeira quinzena do mês costuma ser marcada por forte escoamento de carne no atacado e varejo, o que dá suporte aos preços também da arroba. No entanto, é comum que, na segunda quinzena, haja uma redução no volume de negócios – paradas técnicas e recessos de final de ano nos frigoríficos. Mesmo assim, com a oferta de animais já ajustada e a exportação em ritmo recorde, os preços de toda a pecuária podem atravessar dezembro sustentados, sem pressão significativa de baixa.
CEPEA
Melhora nas margens estimula alta no confinamento de bovinos
Em 2025, estimativa é de aumento de 11,9% no número de animais sob engorda intensiva, segundo pesquisa Confina Brasil, da Scot Consultoria
Desde 2020, o confinamento de bovinos para engorda e terminação no Brasil tem crescido, em média, 5,3% ao ano. Em 2025, a estimativa é de incremento de 11,9% no número de animais confinados, reflexo da melhora da rentabilidade do negócio após um ciclo de margens mais ajustadas. Os dados fazem parte da pesquisa Benchmarking do Confina Brasil, divulgada pela Scot Consultoria. A pesquisa, antecipada ao Valor, reuniu indicadores de 184 propriedades em 15 Estados brasileiros, consolidando dados de mais de 3,1 milhões de bovinos confinados. Do total, 2,6 milhões de cabeças são animais sob engorda intensiva destinados ao abate, uma alta de 18,4% em relação a 2024. Esse número equivale a 31,7% da estimativa nacional para 2025, de 8,3 milhões de bovinos sob confinamento. Goiás (601,2 mil cabeças) e São Paulo (538,3 mil) lideram o ranking nacional, seguidos de Minas Gerais (316,5 mil), Mato Grosso (309,2 mil) e Mato Grosso do Sul (281,1 mil). Juntos, esses cinco Estados respondem por 78,6% de todo o volume confinado para abate da amostra mapeada em 2025. Um dos fatores que incentivaram o aumento da atividade neste ano foi o ganho de rentabilidade dos confinamentos. “Foi um ano de ganhos acima da taxa básica de juros, um cenário muito bom para o confinador, o melhor em seis anos para o setor”, afirma Felipe Fabbri, coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot. A relação de troca entre os gastos com alimentação dos animais e o preço da arroba do boi contribuiu para essas boas margens. Em 2025, segundo a Scot, o custo médio da dieta de engorda entre os confinamentos mapeados foi de R$ 12,70 por cabeça/dia, 12,6% acima do registrado no levantamento de 2024. Já a arroba do “boi China” (animal com padrão para exportação ao país) registrou, no primeiro giro [com saída do boi do confinamento em julho), valorização média de 37,4% nas principais praças de produção pecuária. A tendência de alta se manteve no segundo semestre. Apesar de variações mais modestas (6,3%), os preços no segundo giro foram ainda superiores à média do primeiro giro, com alta de 2,5%. De acordo com a Scot, esse movimento ocorreu num período de redução dos custos de reposição dos animais e de melhora na relação de troca com os principais insumos alimentares, contribuindo para a melhora nas margens dos pecuaristas. Dados coletados na pesquisa mostram que para animais que entraram em confinamento no início de agosto para saída no início de novembro houve rentabilidades médias, por cabeça, de 26% no Mato Grosso do Sul, 17,5% em Mato Grosso e 17,1% em Goiás — considerando-se a diferença de preço entre a entrada no cocho e a saída para o abate. O cálculo considera o resultado por animal contra o custo total da operação (compra do boi magro e o gasto operacional do período). A integração entre pecuária e agricultura também tem contribuído para aumento dos confinamentos, de acordo com a pesquisa. Das fazendas visitadas, 71,8% têm área agrícola. Em 2020, esse índice era de 40%. “Tivemos pecuaristas que passaram a ser agricultores, porque entenderam que era necessário produzir comida para os animais e trazer uma segurança maior para dentro do sistema, e agricultores que passaram a ser pecuaristas, integrando o confinamento na produção deles”, afirma Diego Rossin, coordenador técnico das pesquisas expedicionárias da Scot Consultoria. A produção de alimento para o gado na propriedade ajudou a agropecuária Maragogipe, em Itaquiraí (MS), a atingir rentabilidades ainda maiores. “A gente faz uma arroba hoje, dentro do confinamento, com R$ 190, R$ 200, enquanto o preço do boi gordo está em R$ 320, o que nos dá uma margem acima de 50%”, afirma Lucas Marques, diretor de operações da Maragogipe. “Temos essa vantagem porque produzimos nossa silagem de milho, e o DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis, coproduto do etanol de milho que é usado para ração animal) é oriundo de Dourados, que é muito perto daqui”, observa. Em 2024, a agropecuária enviou para o abate cerca de 12 mil cabeças de bovinos confinados. Em 2025, deve fechar o ano com 17 mil animais destinados ao abate, um crescimento de 40%. Para 2026, a perspectiva é manter ou aumentar esse número, de acordo com Lucas Marques. Esse otimismo é confirmado pela pesquisa da Scot, que revelou que 78,8% dos confinadores esperam aumento no número de bovinos sob engorda intensiva em 2026 em relação a este ano. No entanto, é preciso ter cautela, diz Fabbri, da Scot. “O custo de reposição está maior, o que pode acabar pressionando um pouco mais as margens. Também é preciso pensar na questão de alimentação. Está se desenhando um milho mais caro, especialmente a partir do segundo semestre”, acrescenta.
GLOBO RURAL
ECONOMIA
PIB do Brasil sobe 0,1% no terceiro trimestre de 2025, abaixo do esperado
A expectativa em pesquisa da Reuters era de crescimento de 0,2% na comparação com o trimestre anterior e de 1,7% sobre o mesmo período do ano anterior. O PIB acumulado em quatro trimestres cresceu 2,7% frente aos quatro trimestres imediatamente anteriores.
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve alta de 0,1% no terceiro trimestre de 2025 (3T25) ante o trimestre imediatamente anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número ficou levemente abaixo do esperado. A expectativa em pesquisa da Reuters era de crescimento de 0,2% na comparação com o trimestre anterior. Na comparação com o terceiro trimestre de 2024, o PIB apresentou crescimento de 1,8%, contra expectativa de alta de 1,7% nessa base de comparação. Sobre o 3T25, embora a Agropecuária (0,4%) e a Indústria (0,8%) tenham mostrado variações positivas nessa comparação, o setor de Serviços, que tem maior peso na economia, ficou praticamente estável (0,1%). Em valores correntes, o PIB no terceiro trimestre chegou a R$ 3,2 trilhões. O Valor Adicionado dos três grandes segmentos da economia foi de R$ 176,2 bilhões para a Agropecuária, R$ 682,2 bilhões para a Indústria e R$ 1,9 trilhão para os Serviços. A taxa de investimento no terceiro trimestre de 2025 foi de 17,3%, o que representa uma ligeira redução em relação ao mesmo período de 2024 (17,4%). Já a taxa de poupança foi de 14,5%, igualando a taxa (14,5%) do mesmo período de 2024. Frente ao trimestre imediatamente anterior, três atividades de Serviços mostraram as maiores taxas de crescimento: Transporte, armazenagem e correio (2,7%) Informação e comunicação (1,5%) e Atividades imobiliárias (0,8%). No entanto, o Comércio (0,4%) Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%) e outras atividades de serviços (0,2%) tiveram variações inferiores a 0,5%, enquanto as Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados recuaram (-1,0%). O resultado foi a estabilidade do setor de Serviços na comparação com o trimestre anterior. Para Claudia Dionísio, analista das Contas Trimestrais do IBGE, “o grande escoamento de produção de commodities, decorrente do bom desempenho da Extrativa Mineral e da Agropecuária, contribuiu positivamente para a atividade de Transporte, armazenagem e correio”. Na Indústria, houve alta nas Indústrias de Extrativas (1,7%), na Construção (1,3%) e nas Indústrias de Transformação (0,3%), e queda em Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,0%). Pelo lado das despesas, o Consumo das Famílias (0,1%) ficou praticamente estável e o Consumo do Governo cresceu 1,3%, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo subiu 0,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, o PIB cresceu 1,8% no terceiro trimestre de 2025. Grande parte desse avanço se deve à Agropecuária, que cresceu 10,1% em relação a igual período de 2024, puxada por aumentos acima de 10% na produção de três culturas com safras significativas no terceiro trimestre: milho (23,5%), laranja (13,5%) e algodão (10,6%). Em contrapartida, a produção de cana de açúcar (-1,0%) recuou. Na mesma comparação, a Indústria cresceu 1,7%, puxada pela alta de 11,9% nas Indústrias extrativas, com a maior extração de petróleo e gás. A Construção também cresceu (2,0%). Por outro lado, houve quedas nas Indústrias de transformação (-0,6%) e em Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,0%). O setor de Serviços (1,3%) avançou frente ao mesmo período de 2024. Os principais resultados positivos vieram de Informação e comunicação (5,3%), Transporte, armazenagem e correio (4,2%) e Atividades imobiliárias (2,0%). Segundo a analista do IBGE, “as atividades de Agropecuária e Extrativa Mineral, com menor sensibilidade à política monetária contracionista, foram as que tiveram as maiores altas, tanto na comparação interanual quanto no acumulado no ano”. Na ótica da demanda interna, o Consumo das Famílias teve sua 18ª variação positiva (0,4%) seguida, enquanto o Consumo do Governo cresceu 1,8%. Claudia lembrou que a variação de 0,4% do Consumo das Famílias foi a menor desde o primeiro trimestre de 2021, ainda durante a pandemia de Covid-19”. Já a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 2,3% no terceiro trimestre de 2025, com as altas na Construção, na importação de bens de capital e no desenvolvimento de software, apesar da queda na produção de bens de capital. O PIB acumulado em quatro trimestres cresceu 2,7% frente aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Nessa comparação, as três atividades mostraram avanços: Agropecuária (9,6%), Indústria (1,8%) e Serviços (2,2%). Entre as atividades industriais, Indústrias extrativas (4,5%), Construção (2,5%) e Indústrias de transformação (1,6%) cresceram. Por outro lado, houve queda em Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-2,2%). Nos Serviços, houve altas em Informação e comunicação (6,2%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,7%), Transporte, armazenagem e correio (2,7%), outras atividades de serviços (2,6%), Comércio (2,2%), Atividades imobiliárias (2,0%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade (0,7%). Pela ótica da despesa, houve altas no Consumo das Famílias (2,1%), no Consumo do Governo (1,2%) e na Formação Bruta de Capital Fixo (6,0%).
AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DO IBGE
IBGE revisa para baixo crescimento do PIB do Brasil no 2º tri
O IBGE revisou para baixo os dados sobre o crescimento da economia brasileira no segundo trimestre.
De acordo com números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,3% no segundo trimestre ante os três meses anteriores, contra 0,4% informado antes. Por outro lado, houve revisão para cima nos dados do primeiro trimestre, a uma expansão de 1,5% de 1,3% informada antes. O PIB brasileiro cresceu 0,1% no terceiro trimestre, abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de 0,2%
REUTERS
Dólar à vista fecha estável contra o real com exterior misto
O dólar fechou próximo da estabilidade na quinta-feira, apagando parte do recuo mais acentuado registrado pela manhã, em linha com os movimentos observados no exterior, onde a moeda norte-americana mostrou desempenho misto entre as divisas globais.
O dólar à vista fechou em queda de 0,06%, aos R$5,3103 na venda. Às 17h31, o contrato de dólar futuro para janeiro de 2026 — atualmente o mais negociado no Brasil — subia 0,01% na B3, aos R$5,3415. O desempenho mais tímido da moeda dos Estados Unidos ocorre na esteira da publicação de dados de atividade econômica e do mercado de trabalho do país, com alguns indicadores reforçando as perspectivas de corte nos juros pelo Federal Reserve. A ferramenta FedWatch, do CME Group, mostra que o mercado precifica atualmente uma chance de 87% de que o Fed corte as taxas em 25 pontos-base na próxima semana. Às 17h31, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,12%, a 99,018. O exterior deu espaço para divisas emergentes, como o peso chileno e o peso mexicano, ganharem terreno, assim como o real, com o dólar no Brasil operando boa parte da manhã abaixo dos R$5,30. Contudo, ajustes técnicos fizeram a moeda brasileira reverter o movimento durante a tarde. “O real tem tido uma performance em linha com os pares nos últimos meses”, disse Eduardo Aun, gestor de fundos multimercados da AZ Quest. Segundo ele, a tendência de valorização do real deve continuar até o fim do ano. “Os dados do payroll podem dar uma direção melhor sobre o futuro da política monetária americana e mexer nas moedas na segunda quinzena do mês, inclusive no real”, completou. No Brasil, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,1% no terceiro trimestre na comparação com o trimestre imediatamente anterior. O resultado ficou aquém da expectativa em pesquisa da Reuters, de avanço de 0,2% no período de julho a setembro. Na comparação com o terceiro trimestre de 2024, o indicador apresentou crescimento de 1,8%, contra expectativa de alta de 1,7% nessa base de comparação. Os números desta quinta-feira comprovaram a percepção de esfriamento da economia ao longo do ano. No primeiro trimestre, o PIB expandiu 1,5% e, no segundo, 0,3%, em dados revisados pelo IBGE, de 1,3% e 0,4% respectivamente.
REUTERS
Ibovespa renova recorde acima de 164 mil pontos com perspectivas sobre corte de juros
O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, renovando máximas históricas, acima dos 164 mil pontos, em meio ao aumento de apostas de queda da Selic no começo em 2026, em um cenário que também contempla expectativas de continuidade do alívio monetário nos Estados Unidos.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,67%, a 164.455,61 pontos, novo recorde de fechamento. No melhor momento do dia, chegou a 164.550,77, novo topo intradia. Na mínima, marcou 161.759,12 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$31,1 bilhões. A bolsa paulista abriu com a notícia de que o PIB brasileiro cresceu 0,1% entre julho e setembro na comparação com os três meses imediatamente anteriores, o resultado mais fraco desde a retração de 0,1% vista nos três últimos meses de 2024. Economistas previam alta de 0,2%, conforme pesquisa da Reuters. Na visão da economista-chefe da InvestSmart XP, Mônica Araújo, os números mostram que a política monetária restritiva está impactando o crescimento doméstico, mesmo que de forma mais lenta que o Banco Central esperava. “Importante destacar que esse dado em conjunto com outros que mostram alguma desaceleração de demanda doméstica configuram um cenário estrutural que pode permitir que a partir de março de 2026 seja possível iniciar o processo de flexibilização da taxa Selic pelo comitê de política monetária”, afirmou. Na curva de juros, contudo, as apostas embutiam uma possibilidade de mais de 80% de o BC reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual em janeiro. No final da quarta-feira, era 78%. A pesquisa Focus vem mostrando há semanas previsão de Selic a 14,75% em janeiro ante os 15% ao ano atuais. As expectativas envolvendo a Selic somam-se a outros componentes que vêm sustentando o fôlego na bolsa paulista e renovando marcas recordes do Ibovespa, com destaque para a perspectiva de que o Federal Reserve continuará reduzindo os juros na maior economia do mundo. No fim da tarde, de acordo com a ferramenta FedWatch, da CME, operadores precificavam 87% de chance de corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros pelo Fed na semana que vem, contra 13% de chances de manutenção na faixa de 3,75% a 4,00%. Estrategistas também têm citado uma realocação global de ativos, que se traduz na bolsa paulista em saldo de capital externo positivo em cerca de R$27,7 bilhões no ano. Nos dois primeiros pregões de dezembro, houve entrada líquida de R$311 milhões, após saldo positivo de mais de R$2 bilhões em novembro. De olho na reforma do Imposto de Renda que entra em vigor no próximo ano, empresas também têm antecipado anúncio sobre pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio, em mais um suporte para o “rali” de final de ano na bolsa paulista. Em quatro pregões, o Ibovespa já sobe mais de 3% em dezembro. De acordo com o especialista em renda variável da Manchester Investimentos Rubens Cittadin Neto, a bolsa segue embalada pelas apostas de queda de juros nos EUA, enquanto, no Brasil, ganha força a previsão para janeiro. E, acrescentou, ainda há empresas pagando dividendos maiores para fugir da tributação.
REUTERS
No acumulado até o terceiro trimestre, agro puxa crescimento da economia com alta de 11,6%
Resultado é puxado por milho, laranja, algodão e trigo. No comparativo do mesmo trimestre do ano anterior, aumento é de 10,1%
A agropecuária brasileira segue se destacando na economia nacional. No acumulado do ano até o terceiro trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,4% em relação ao mesmo período de 2024. Nesse resultado, o maior destaque foi o desempenho da agropecuária, com crescimento expressivo de 11,6%. A Indústria avançou 1,7% e o setor de Serviços registrou alta de 1,8%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na quinta-feira (4). No terceiro trimestre de 2025, o PIB variou 0,1% frente ao trimestre anterior, considerando a série com ajuste sazonal. A agropecuária apresentou crescimento de 0,4%, a Indústria avançou 0,8% e os Serviços tiveram leve variação positiva de 0,1%, mantendo estabilidade no período. Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, o PIB cresceu 1,8% no terceiro trimestre de 2025. O aumento do Valor Adicionado a preços básicos foi de 1,9%, enquanto os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios tiveram alta de 1,4%. A agropecuária registrou crescimento de 10,1% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. Além da contribuição positiva da pecuária, dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado em novembro pelo IBGE, indicam aumento na produção e produtividade de culturas com forte peso na safra do período, como milho (23,5%), laranja (13,5%), algodão (10,6%) e trigo (4,5%). Em contrapartida, a cana-de-açúcar apresentou leve retração de 1,0%. Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, os resultados refletem o fortalecimento da política agrícola e a ampliação das oportunidades para o setor. “O desempenho do agro mostra a força do produtor brasileiro, que segue inovando e ampliando a produção com sustentabilidade. Esse crescimento é resultado direto do acesso ao crédito e da abertura de mercados, que garantem mais competitividade ao nosso país”, destacou. O PIB acumulado nos quatro trimestres encerrados em setembro de 2025 cresceu 2,7% frente aos quatro trimestres imediatamente anteriores. O resultado foi impulsionado pelo avanço do Valor Adicionado a preços básicos, também de 2,7%, e pelos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios, que cresceram 2,9%. Nesse período, a agropecuária teve crescimento de 9,6%, a Indústria avançou 1,8% e os Serviços registraram alta de 2,2%. De acordo com a analista das Contas Trimestrais do IBGE, Claudia Dionísio, o bom desempenho do setor produtivo também impactou positivamente outras atividades da economia. Segundo ela, “o grande escoamento de produção de commodities, decorrente do bom desempenho da Extrativa Mineral e da Agropecuária, contribuiu positivamente para a atividade de Transporte, armazenagem e correio”.
MAPA
Congresso aprova LDO de 2026 com meta de superávit de 0,25% do PIB e exceção para resultado de estatais
O Congresso Nacional aprovou na quinta-feira o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026 mantendo a meta proposta pela equipe econômica de superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) para o governo central e com uma liberação acelerada de emendas parlamentares em ano eleitoral.
O texto, que segue para sanção presidencial, permite ao governo perseguir o piso da margem de tolerância do alvo fiscal e ainda cria uma exceção de R$10 bilhões à meta fiscal das empresas estatais, em meio à crise financeira dos Correios. Incluído no texto pouco antes do início da discussão na sessão do Congresso pelo relator, deputado Gervásio Maia (PSB-PB), o adendo determina que não serão consideradas na meta despesas de empresas “que possuam plano de reequilíbrio econômico-financeiro aprovado e vigente”, respeitando esse limite de valor. Maia ainda apresentou outro adendo para excluir a possibilidade de compensações entre os resultados fiscais do governo central e das estatais. O procedimento foi feito neste ano diante do prejuízo dos Correios, o que obrigou o governo a fazer um contingenciamento das despesas dos ministérios. Em entrevista a jornalistas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a exclusão de R$10 bilhões da meta das estatais na LDO foi uma ação preventiva para permitir que o governo eventualmente faça o aporte nos Correios caso essa seja a decisão. A meta para as estatais em 2026, que foi estipulada em déficit de R$6,8 bilhões, já tinha exceções para despesas da Petrobras e da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), além de R$5 bilhões para o Novo PAC. Os R$10 bilhões serão adicionais às exclusões já previstas. O governo central terá uma meta de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Esse objetivo é separado do alvo a ser perseguido pelas estatais, mas o resultado do governo central pode ser afetado em casos de aportes ou compensações feitos pelo Tesouro Nacional às empresas públicas. O arcabouço fiscal estabelece que a meta tem uma margem de tolerância de 0,25% do PIB para mais ou para menos e é considerada cumprida se fechar o ano dentro dessa banda. O texto da LDO define expressamente que o governo poderá considerar o limite inferior da tolerância ao fazer suas avaliações fiscais periódicas e contenções de verbas de ministérios. O projeto aprovado prevê um déficit primário de R$16,9 bilhões no próximo ano. No entanto, R$55,1 bilhões em desembolsos com precatórios não serão computados na meta de superávit de R$34,3 bilhões após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, o governo fecharia 2026 com um superávit de R$38,2 bilhões, com uma “sobra” de R$3,9 bilhões em relação ao centro do alvo. O texto ainda estabelece que 65% do total das emendas parlamentares de execução obrigatória seja pago até a conclusão do primeiro semestre de 2026, ano eleitoral. A LDO traz as bases para elaboração do Orçamento propriamente dito, incluindo a meta fiscal e previsões de receitas e despesas. A aprovação do texto é condição para que seja votada a Lei Orçamentária Anual (LOA).
REUTERS
MEIO AMBIENTE
Carne do Brasil certificada como livre de desmate chega à China
Embarque do produto, feito em maio, foi acertado entre a trading chinesa Cofco e a MBRF.
Critérios para determinar uma carga como livre de desmatamento foram desenvolvidos pelas organizações WWF, TNC, WRI e Imaflora
A China comprou pela primeira vez na história um carregamento de carne bovina brasileira cuja procedência foi certificada como livre de desmatamentos legais recentes. O embarque, feito em maio, foi acertado entre a trading chinesa Cofco e a MBRF (então apenas Marfrig), e a auditoria da carga foi realizada pela BDO, conforme critérios do protocolo Boi na Linha e de organizações ambientalistas. A certificação atestou que a carne exportada foi oriunda de gado criado em áreas no Cerrado que não foram desmatadas após 2020 e em áreas da Amazônia que não foram desmatadas após 2008. Também foi assegurado que os animais não ocuparam locais com embargos ambientais, nem que se sobrepusessem a áreas protegidas ou terras indígenas. Os critérios para determinar uma carga como livre de desmatamento foram desenvolvidos pelas organizações WWF, TNC, WRI e Imaflora. Para a verificação, foi analisada toda a cadeia de fornecimento, incluindo os fornecedores diretos e indiretos de boi — que trabalham com a cria e a recria dos animais. Foram analisados dados de monitoramento geoespacial diários. “Este carregamento demonstra que é perfeitamente possível fornecer carne bovina DCF [sigla para “livre de desmatamento e conversão”] com verificação independente”, afirmou Paulo Pianez, diretor global de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos da MBRF, em comunicado. A transação foi realizada em meio a um aumento da pressão da China por rastreabilidade da carne bovina importada e a investigações no país a respeito do impacto do aumento das importações do produto na indústria local. Exportadores brasileiros temem que a investigação chinesa resulte em salvaguardas ou cotas que limitem os embarques de carne ao país, que há dez anos é o principal destino da carne bovina brasileira. De janeiro a outubro, os embarques do produto Brasil à China alcançaram US$ 7,9 bilhões. “Como resultado dos esforços conjuntos do WWF China e nossos parceiros, a China enviou um sinal positivo ao mercado brasileiro de que deseja produtos DCF (livres de desmatamento). Isso demonstra como as decisões concretas de mercado da China estão se tornando fatores cruciais para acelerar a transição global rumo a cadeias de suprimentos livres de desmatamento”, afirmou Lunyan Lu, CEO do WWF China, em comunicado. Para Mauricio Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil, “ao demonstrar interesse em apoiar cadeias de suprimentos livres de desmatamento e conversão, a China sinaliza para a agricultura brasileira que aqueles que adotarem os critérios e medidas de DCF terão vantagem na abertura de um mercado exigente, competitivo e de alta demanda”. Por motivos sanitários, a China já exige que a carne bovina importada seja oriunda de animais com, no máximo, 30 meses de vida.
Para Pianez, a ampliação dos embarques de carne com garantia de serem livres de desmatamento “exige apoio aos produtores, afinal, não há produção sustentável se ela não for economicamente viável para eles”. Ele defendeu ainda que a rastreabilidade “precisa se tornar política pública obrigatória, vinculada a incentivos”, para viabilizar o ganho de escala desse tipo de operação.
GLOBO RURAL
INTERNACIONAL
Exportações para a China crescem 41% em novembro e 4,2% no acumulado do ano
O superávit com as vendas para o país asiático foi de US$ 2,57 bilhões no mês passado e de US$ 27,37 bilhões no acumulado
Vendas brasileiras para a China somaram US$ 8,271 bilhões em novembro. Foto: Adobe Stock
As exportações de produtos brasileiros para a China cresceram 41% em novembro, somando US$ 8,271 bilhões no mês. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 4, pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Nas importações, houve alta de 3,1% nas compras vindas dos chineses em outubro (totalizando US$ 5,704 bilhões) e de 12,1% (US$ 65,542 bilhões) de janeiro a novembro. O superávit, portanto, foi de US$ 2,57 bilhões no mês passado e de US$ 27,37 bilhões no acumulado do ano.
O ESTADO DE SÃO PAULO/AGRO
FRANGOS & SUÍNOS
Carne suína: novembro registra recuo de 14% no volume exportado
Além da redução no volume, faturamento e preço por tonelada registram queda frente aos resultados de 2024.
O volume exportado de carne suína in natura alcançou em 92,5 mil toneladas no fechamento do mês de novembro/25, segundo a Secretária de Comércio Exterior (Secex). No ano passado, o volume exportado alcançou 107,6 mil toneladas em 19 dias úteis de novembro/24. A média diária exportada até a quarta semana de novembro/25 ficou em 4,8 mil toneladas, queda de 14% frente a média diária embarcada em novembro do ano passado, que ficou em 5,6 mil toneladas. A receita obtida ficou em US$ 231,3 milhões, sendo que o faturamento de novembro do ano anterior, que foi de US$ 273,4 milhões. A média diária do faturamento até a quarta semana de novembro ficou em US$ 12,1 milhões e teve um recuo de 15,4% frente a média diária de novembro do ano anterior, que ficou em US$ 14,3 milhões. Já o preço pago por tonelada ficou em US$ 2.498 por tonelada, um leve recuo de 1,6% frente ao observado em novembro do ano passado, que estava sendo negociado em US$ 2.540 por tonelada.
SECEX/MDIC
Preços da suinocultura independente seguem firmes
Cotações seguem firmes nas principais praças produtoras, enquanto a crise sanitária na Espanha abre espaço para o Brasil ampliar participação no mercado internacional.
O mercado brasileiro de suínos encerrou a 49ª semana de 2025 com estabilidade nas principais praças produtoras, mantendo cotações firmes apesar do ritmo moderado de negociações. A Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) informou que a Bolsa de Suínos de São Paulo manteve o preço em R$ 9,33 por arroba na 49ª semana de 2025. No mercado mineiro, os preços dos animais seguiram com estabilidade por mais uma semana e o valor está ao redor de R$ 8,50/kg, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), os preços dos suínos seguiram com estabilidade nesta semana, na qual estão precificados em R$ 8,57/kg. No estado do Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 27/11/2025 a 03/12/2025), o indicador do Preço do Kg vivo do Suíno LAPESUI/UFPR teve alta de 0,43%, fechando a semana em R$ 8,42. No comparativo mensal das médias semanais, o preço do kg/vivo do suíno no Paraná apresentou alta de 1,27% em relação à semana do dia 05/11/2025.
APCS/ Asemg/ ACCS/ LAPESUI/UFPR
Suínos/Cepea: Vivo segue na casa dos R$ 8/kg
Levantamentos do Cepea mostram que os preços do suíno vivo no mercado paulista seguem na casa dos R$ 8/kg desde o começo de outubro.
No Paraná, no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais e em Santa Catarina, as cotações operam nesse patamar desde meados de setembro. Segundo o Centro de Pesquisas, o cenário de estabilidade está atrelado ao forte equilíbrio entre a oferta e a demanda por novos lotes de animais para abate por parte dos frigoríficos. Alguns agentes consultados pelo Cepea indicam que o atual nível de preço de negociação pode indicar que o suinocultor estaria comercializando com rentabilidade positiva, enquanto a indústria consegue garantir consumo na ponta final do mercado. Em relação à carne, o destaque é a demanda externa aquecida. Pesquisadores ressaltam que a interrupção dos embarques espanhóis, após confirmação de casos de Peste Suína Africana (PSA) naquele país, pode significar uma oportunidade para o Brasil. A Espanha é o maior produtor de carne suína da União Europeia, tendo sido também a maior exportadora da proteína do mundo em 2023 (quando desconsiderada a União Europeia como bloco único).
CEPEA
Média diária exportada de carne de frango recua 8,2% em novembro
Volume embarcado somou 400,8 mil toneladas até a quarta semana; preço por tonelada recuou para US$ 1.773,2 e receita ficou abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume exportado de carne de aves in natura ficou em 400,8 mil toneladas até a quarta semana de novembro/25. No ano passado, o volume total exportado foi de 436,5 mil toneladas em 19 dias úteis de novembro. A média diária até a quarta semana de novembro/25 ficou em 21,09 mil toneladas, sendo que isso representa uma baixa de 8,2% frente à média diária exportada do ano anterior, que ficou em 22,9 mil toneladas. O preço pago pelo produto até a quarta semana de novembro ficou em US$ 1.773 por tonelada. Isso representa uma queda de 5,6% se comparado com os valores praticados em novembro do ano anterior, que estavam em US$ 1.877 por tonelada. No faturamento, a receita obtida até a quarta semana de novembro ficou em US$ 710,8 milhões, enquanto em novembro do ano anterior o valor ficou em US$ 819,5 milhões. Já a média diária de faturamento ficou em US$ 37,4 milhões e teve uma redução de 13,3% frente a média diária observada em novembro do ano anterior, que ficou em US$ 43,1 milhões.
SECEX/MDIC
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